Bolsas de Valores: da depressão à euforia. Os cuidados do investidor.

Semana passada, falamos sobre um negócio mal explicado na Bolsa dos Estados Unidos que arrastou as demais Bolsas mundiais – a Bovespa inclusa. Esse fato, junto à crise da Grécia, e a outros fatores, provocou grandes oscilações nos ativos negociados nas Bolsas. A crise econômica na Europa já é uma realidade, e para saber mais sobre tal fenômeno, recomendo a leitura de um ótimo artigo do Investimentos e Finanças a respeito do tema.

Pois bem, bastou a União Europeia aprovar um pacote trilionário – US$ 1 trilhão, ou 750 bilhões de euros – para que as Bolsas mundiais reagissem de modo imediato, passando da depressão profunda a uma euforia irracional. As manchetes são sempre chamativas: Bolsas europeias têm maior alta em 17 meses após anúncio de pacote, Bolsa sobe 4% e dólar tem maior queda desde 2008, e por aí vai.

O mercado está instável, com oscilações bruscas, tanto para cima, como para baixo. Nessa segunda-feira a Bolsa registrou forte alta, sendo que alguns ativos, como a OGXP3 e a BVMF3 dispararam, conforme notícia extraída do portal InfoMoney.

Nesse cenário, o que deve fazer o investidor? Ele deve tomar muitas precauções.

Isso porque a turbulência ainda está bastante presente, e deve continuar afetando o mercado nos próximos dias. Há dúvidas sobre a situação fiscal de vários outros países europeus, como Espanha, Portugal e Itália, e ainda não se sabe se esse pacote trilionário irá surtir os efeitos desejados. Lembremo-nos de que algo parecido ocorreu nos EUA, ou seja, após forte crise de alguns bancos norte-americanos, o Governo veio com força com seu pacote estatal de ajuda, tentando amenizar os efeitos sob o sistema como um todo.

Dessa forma, o investidor deve manter o controle emocional em seus investimentos. Você não pode ser como um “Maria-vai-com-as-outras” quando o mercado sobe como um foguete, a exemplo do que aconteceu no dia de hoje, pois não se sabe como a Bolsa irá se comportar no dia de amanhã. As chances de sofrer prejuízos, operando no curto prazo, em momentos de alta volatilidade, como os presenciados nesses últimos dias, são grandes.

Por outro lado, quando o Sr. Mercado entra em depressão súbita, como ocorreu na semana passada, principalmente na quinta-feira, o investidor tampouco deve vender todas as suas posições, principalmente se for um investidor de longo prazo. A recomendação mais adequada é a de compra, quando a Bovespa apresenta sinais de quedas, mas o investidor também não pode “queimar” todas as suas reservas financeiras, e comprar tudo de uma vez só, pois a Bolsa pode cair ainda mais depois.

Se você for um investidor de longo prazo, quedas são, sim, oportunidades para comprar ações de boas empresas a preços mais baratos, mas essas compras devem ser feitas de forma moderada, lenta e gradual. Não tenha pressa nem ansiedade em comprar ações agora, pois o preço pode ficar ainda mais barato depois. Também não se lamente caso as ações subam a patamares, digamos, superiores aos que vinham apresentando, pois sempre haverá momentos de  boas oportunidades de pontos de entrada mais adiante.

O negócio é agir com cautela, ser paciente e ir formando a sua boa reserva em renda fixa enquanto isso.

Também tenha em mente uma estratégia segura de alocação de ativos, que lhe permita construir um portfólio permanente e equilibrado. Sobre alocação de ativos, deixo aqui os links para um artigo do Investimentos e Finanças, e para outro artigo do Henrique Carvalho, do blog HC Investimentos, ambos bastante didáticos, que lhe darão uma melhor noção a respeito de tão importante tema para controle de risco em sua carteira de investimentos.

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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2 Responses to Bolsas de Valores: da depressão à euforia. Os cuidados do investidor.

  1. Investimentos e Finanças 11 de maio de 2010 at 8:28 #

    Acho que este pacote deixo bem claro uma coisa para quem ainda não tinha analisado bem…como a situação na europa está feia. Pois este pacote foi tão grande ou maior que o da crise de 2008.

  2. Guilherme 13 de maio de 2010 at 8:59 #

    Investimentos, você tem razão. Se 2008 tivemos a crise dos EUA, em 2010 teremos a crise da Europa. Será que teremos uma nova sucessão de crises tal qual ocorreu entre 1997 a 2002? Só pra refrescar a memória:

    1997 = crise dos países asiáticos
    1998 = crise da Rússia
    1999 = desvalorização cambial no Brasil
    2000 = crise da Nasdaq
    2001 = atentados de 11 de setembro
    2002 = temor das eleições do Lula

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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