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Valores Reais

Fazendo Famílias Felizes!

Viver como antigamente

28 de setembro de 2026 by Guilherme 1 Comment

Se você costuma usar as redes sociais com alguma frequência, já deve ter se deparado com vídeos produzidos por IA retratando como era a vida nos anos 80, 90, 2000 etc.  São vídeos mostrando como eram os finais de semana, as academias, as festas de Natal e de Reveillon… neles, vemos adultos, crianças e idosos sem celulares, conversando presencialmente, em ambientes livres de telas e felizes. É claro que tudo isso é um recorte editado daquela época: não quer dizer que não haviam problemas, mas que era uma época em que as pessoas se conectavam mais no “olho no olho”, e não por meio de aparelhos eletrônicos.

O que esses vídeos realmente despertam em nós não é apenas a saudade de uma estética vintage, mas a constatação de uma ausência. Sentimos falta da textura do tempo que corria em um ritmo mais humano. Naqueles anos, o tédio não era imediatamente sufocado por um feed infinito; ele era o terreno fértil para a imaginação e para o acaso. Esperar por alguém em uma esquina significava observar a rua, notar os passantes, viver o instante. A ausência de distração forçava a presença.

Havia também um peso físico nas experiências. As memórias não flutuavam invisíveis em nuvens digitais com milhares de cliques idênticos, mas repousavam em álbuns de papel, folheados em reuniões de família. A música era um ritual tátil de colocar o disco na vitrola, escutando a obra do início ao fim. O mundo exigia ser tocado. Existia uma beleza crua e imperfeita nos encontros combinados apenas com base na confiança de que o outro estaria no local marcado, e no telefone fixo que tocava no meio da sala trazendo sempre uma surpresa.

Contudo, buscar viver como antigamente não precisa ser um exercício de negação da tecnologia. Ninguém deseja perder as facilidades da vida moderna. O verdadeiro convite que essas imagens nostálgicas nos fazem é para um resgate da intencionalidade. É um lembrete de que podemos deixar o aparelho no fundo da bolsa durante um jantar, ou escolher olhar para a paisagem em vez da tela enquanto caminhamos.

Conclusão

A conexão humana genuína nunca deixou de existir; ela apenas foi temporariamente ofuscada pelos algoritmos. O passado retratado nas redes pode até ser um sonho editado, mas o desejo de estar inteiramente presente no agora é real, urgente e continua em nossas mãos.

Boa semana!28

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Filed Under: Frugalidade Tagged With: Intencionalidade

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Comments

  1. Simuladinheiro says

    9 de outubro de 2026 at 21:18

    Gostei muito do texto, Guilherme. Essa ideia de resgatar a intencionalidade vale também para o dinheiro: antigamente a gente via o saldo diminuir na carteira, hoje o cartão e o Pix deixam o gasto quase invisível. Ter o mesmo “olho no olho” com o próprio orçamento, sabendo para onde vai cada real, faz muita diferença. Boa semana!

    Responder

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