Vivemos num mundo cercado de imperfeições, a começar pelos seres humanos, como eu escrevi num artigo em 2012 (link).
Como consequência disso, devemos nos esforçar para construir coisas sólidas, que não se desmanchem num piscar de olhos. E, por coisas sólidas, não me refiro apenas a atividades que resultem de nosso labor diário, como um trabalho acadêmico, um projeto profissional ou uma casa bem arrumada. Me refiro também a coisas imateriais, como relacionamentos.
Todo dia estamos lidando com pessoas. Seja em casa, seja fora de casa, a matéria-prima da vida é constituída por relacionamentos. Aprendemos, desde a mais tenra infância, como nos comportar na sociedade. E, em escala micro, nas nossas relações pessoais, sejam elas digitais, sejam elas off-line, um pilar emerge: a confiança. A confiança é a base.
Mas confiança é construída. É algo que pode ser criado. Depende do seu comportamento – e o do outro, claro. É uma relação recíproca. Para você confiar em alguém, esse alguém deve demonstrar isso, não apenas com palavras, mas principalmente com atitudes. E vice-versa.
E é no dia a dia, no transcurso dos dias, semanas, meses e anos, que essa relação é desenvolvida.
Porém, da mesma forma que a confiança é construída, ela pode também ser destruída, pelos mais variados motivos. E, uma vez quebrada a confiança, o relacionamento quebra. Cai. Praticamente se extingue. O que devemos fazer, para manter uma confiança baseada em respeito recíproco?
Manter uma coerência entre palavras e atitudes. Principalmente no campo profissional, devemos nos esforçar para que a lealdade dita e manifestada através de compromissos verbais se concretize em atos materiais.
É muito triste – e na verdade é horrível – testemunhar amigos, colegas de profissão, pessoas em quem você confiava profundamente quebrarem deliberadamente a confiança. O relacionamento quebra. Você pode até manter diálogos e relações, mas somente o estritamente necessário dali por diante, até o momento da ruptura e do distanciamento definitivo.
Conclusão
Como eu disse nesse artigo O problema… é seu? Não se aproprie de problemas que são dos outros., se alguém quebrar a sua confiança, siga sua vida independentemente dessa pessoa.
O melhor a se fazer, num caso assim, é uma combinação de distanciamento e silêncio. Vai por mim: não vale a pena regar planta morta.
A vida – a sua vida – está cheia de pessoas que estão ansiosas para receber sua amizade, sua confiança e sua lealdade. É para essas pessoas que vale a pena viver.
Já para os que traíram sua confiança… que eles fiquem apenas no passado. Perdoe, mas se distancie. Deixe que eles sumam de sua vida. E não gaste mais tempo com eles. Foque naquelas pessoas que te valorizam, que torcem por você e que genuinamente querem ver você crescer.
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