Tempo e atenção são duas coisas entrelaçadas. Você dispõe de recursos finitos de ambos os fatores (o dia tem 24 horas para todo mundo; a atenção se esgota após certo tempo), então, deve usá-los com equilíbrio e moderação.
Nessa época de Copa do Mundo, milhares de pessoas ocupam seu tempo e sua atenção com os jogos de futebol. Nada contra esses eventos esportivos, mas esse tipo de entretenimento (assim como qualquer outro), não pode ser usado muito além do necessário: afinal de contas, a vida não se resume a isso.
O problema é que muitas pessoas acabam se deixando tomar pela sede da novidade desses eventos e acabam entrando numa espiral de preocupações que excedem aquilo que seria razoável. Gastam seu tempo e sua atenção em futilidades: lendo (e escrevendo) comentários em redes sociais; perdendo preciosas horas rolando feeds, timelines e discussões que não vão ter importância alguma daqui a um, dez ou trinta anos.
Portanto, tenha a capacidade de autorregular sua atenção. Não gaste tempo demasiado em coisas que não vão mudar um milímetro de sua vida. Foque sua energia em áreas que podem influenciar positivamente sua vida, capazes de gerar mudanças concretas e duradouras. Gastar dez horas assistindo mesas redondas de debates sobre futebol não vai mudar sua vida – isso se situa na zona de preocupação. Mas gastar as mesmas dez horas organizando o seu escritório, as suas tarefas, gerenciando suas contas, medindo seus gastos, fazendo exercícios físicos, planejando os próximos compromissos pessoais e profissionais… isso sim pode mudar a qualidade de sua vida.
O mundo de hoje é um mundo muito mais difícil em termos de capacidade de concentração e manutenção de foco porque a arquitetura das coisas – principalmente das plataformas digitais – foi estruturada para te desestruturar. Você abre o YouTube para ver um determinado vídeo e se depara com dezenas de vídeos nada a ver que captam sua atenção e te convidam a se distrair.
Você abre o Instagram para ver se determinado restaurante está aberto e se depara com dezenas de postagens mega super hiper interessantes, que foram produto de um sofisticado sistema de algoritmos que trabalhou pesadamente para sequestrar sua atenção.
E, assim, aquilo que deveria ser objeto de sua zona de influência – seus compromissos, suas atividades que poderiam ser realizadas para concretamente de oferecer uma vida melhor – cede espaço para coisas de sua zona de preocupação – posts inúteis, vídeos que servem apenas para distrair, discussões que não levam a nada, mas que prendem a sua atenção.
Conclusão
O caminho para uma vida melhor é um só: a cada dia você exercitar sua capacidade de autorregular sua atenção e seu foco, priorizando aquilo que está na sua zona de influência, e relegando a segundo plano aquilo que fica apenas em sua zona de preocupação.
Não é uma tarefa fácil, afinal de contas, o mundo está cheio de tentações digitais. Mas é um caminho necessário a ser percorrido, se você não quiser ser vencido pelas distrações do mundo moderno.
Boa semana!
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