Semana passada me deparei com uma situação bem interessante.
Estava dirigindo na estrada e parei para almoçar num desses restaurantes anexos a postos de combustíveis.
Chegando lá, me deparei com o sistema de buffett self service a preço fixo. Comida com boa variedade, simples, mas o suficiente para matar a fome.
E, colado perto das bandejas, um aviso escrito em papel sulfite: “desperdício será cobrado em R$ 5”.
O recado era claro: não é porque o sistema é de se servir à vontade que o cliente pode se dar ao luxo de colocar no prato mais do que ele pode comer. Era como se o gerente do restaurante dissesse: “coma com moderação, excessos não serão tolerados”.
É uma coisa certa a se fazer, que beneficia ambas as partes: para o cliente, funciona como um controle de quantidade de comida, só colocando no prato aquilo que ele pode comer. E, para o restaurante, obviamente, representa uma maneira eficiente de gerir melhor o estoque de alimentos a serem preparados.
A grande reflexão que isso tudo suscita, porém, vai além de mero controle alimentar para os usuários. Esse recado nos ensina que, mesmo diante de uma abundância de opções, devemos ser zelosos quanto a aquilo que poderemos consumir.
Transportando essas ideias para o campo financeiro, o recado também é simples e fácil de entender: não podemos, ao receber um aumento de salário, uma renda extra ou um dinheiro inesperado, gastar tudo o que recebermos. Separe uma grande parte para aumentar a sua reserva financeira. Pense nisso!
Boa semana!
E não é só isso. Deveríamos pensar na moralidade dessa circunstância e formular a seguinte questão: quantas pessoas podem se dar ao luxo de se alimentar? Talvez dar uma volta na esquina do restaurante seja suficiente para responder que bastaria ter uma única pessoa faminta em situação de rua, que chegaríamos à conclusão que desperdiçar não é o melhor caminho.
Ótimas reflexões!