Recentemente, me deparei com um excelente artigo de Cal Newport, com o sugestivo título de “o que a neurociência nos ensina sobre reduzir o uso do celular”.
Em resumo, a conclusão é:
“Nossos cérebros não são bem adaptados para smartphones. Podemos não gostar dessa realidade, mas não podemos ignorá-la. Consertar os problemas que isso causa requer mais do que alguns pequenos ajustes. Temos que mudar drasticamente nossa relação com nossos dispositivos se esperamos controlar seu impacto”.
No texto, Cal nos informa que os celulares foram projetados para ativar sistemas de recompensas de curto prazo em nossos neurônios que se torna praticamente irresistível acessá-los. O problema? Eles estão conosco praticamente o tempo inteiro em que estamos acordados, o que faz com que fiquemos cada vez mais ansiosos em ligá-los para saber se houve alguma notificação urgente em nossas redes sociais ou apps de mensagens.
No final, Cal aponta duas ações que podemos tomar a fim de tornar o celular menos viciante.
“Primeiro, remova os sinais de recompensa excluindo as redes sociais ou qualquer outro aplicativo que monetize sua atenção do seu telefone. Se o seu telefone não entregar mais recompensas artificialmente consistentes, seu cérebro reduzirá rapidamente a recompensa esperada de pegá-lo.
Segundo, minimize a onipresença do seu telefone mantendo-o carregando na cozinha quando estiver em casa. Se você precisar pesquisar algo ou verificar um aplicativo de mensagens, vá até a cozinha. Se você precisar ouvir um podcast enquanto faz tarefas domésticas, use fones de ouvido sem fio ou alto-falantes sem fio. Se o seu telefone não estiver imediatamente acessível, os feixes neuronais correspondentes no seu sistema de motivação não dispararão com tanta frequência ou com tanta força“.
Uma velha dica funciona: se tiver que fazer uma tarefa que exija concentração mental total – como um estudo acadêmico ou uma tarefa de trabalho – deixe ele fora de seu ambiente físico. Crie uma barreira que não dependa exclusivamente de sua força de vontade, um seja, uma barreira ativa – pois ela pode não funcionar. Crie uma barreira passiva, física.
Ensine a si próprio que você é capaz de controlar o uso do celular. Essa é uma habilidade que passou a ser essencial nos dias atuais.
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