Quando se trata de planejamento financeiro para a aposentadoria, um tema deve ser obrigatoriamente incluído na agenda: custos financeiros relacionados à saúde.
Isso porque, à medida que os anos passam, o corpo, obviamente, vai envelhecendo. E, como a maioria das pessoas acaba não cuidando bem da própria saúde, a deterioração física resulta em possibilidade de maiores gastos com consultas, exames, remédios, tratamentos e até internações hospitalares.
Dessa maneira, é preciso se precaver, e uma das maneiras de fazer isso é por meio da contratação de um plano de saúde. Ou não?
O tema é polêmico e alvo de muitas discussões. Há os que defendem que um plano mensal seria dispensável, “dinheiro jogado fora”, e que o mesmo valor, se investido mensalmente, poderia proporcionar um patrimônio contra imprevistos.
O problema dessa forma de se pensar é que a vida não é isenta de incertezas. Acidentes, infortúnios e doenças inesperadas podem ocorrer no meio do caminho, podendo exigir gastos acima do patrimônio familiar. Pense, por exemplo, num seguro de carro. Apesar de ser opcional, a vantagem dele aparece quando justamente os infortúnios da vida ocorrem. Contar apenas com o elemento “sorte” e torcer pra não acontecer nada com o carro é algo que pode não valer a pena, dados os riscos envolvidos.
O mesmo se dá no plano da vida. Pessoas idosas, que já têm uma vulnerabilidade maior por estarem com a saúde comprometida e declínio cognitivo, são justamente o grupo social mais exposto aos infortúnios da vida. E aí, o que fazer? Contar com a sorte ou se precaver contra riscos?
O tema se torna ainda mais tormentoso em razão dos altos custos mensais envolvidos. Uma mensalidade de plano de saúde para grupos de idosos, com internação hospitalar incluída, costuma ser muito caro, acima de R$ 2 mil, R$ 5 mil e até R$ 10 mil. O dilema é grande e precisa ser enfrentado, até porque a maioria dos brasileiros não se prepara para a aposentadoria, e muito menos para arcar com os custos altíssimos de um plano de saúde na terceira idade.
Se você é jovem e tem uma vida inteira pela frente, evite contar com a sorte: aja nas duas frentes. Na frente da saúde, não se mate fisicamente, cuidando bem do seu patrimônio mais importante, que não é o financeiro, mas sim o seu organismo. E, na frente financeira, faça um planejamento cuidadoso que contemple os gastos com um plano de saúde bom e suficiente, a fim de não se expor a mais esse risco de forma desnecessária.
E, se você já ingressou ou está prestes a ingressar na terceira idade, considere a possibilidade de se precaver também, reservando, por necessidade, uma parcela de seu orçamento para os custos com um plano de saúde.
Afinal, prevenir é sempre melhor que remediar.
Ótimo tópico. Falo isso sem dúvidas pois estou com um familiar idoso há mais de 1 mês internado em UTI, se não tivesse plano de saúde quebraria (ou nem estaria mais vivo), Esse mesmo familiar teve o plano de saúde cancelado pela operadora 1 ano antes e não estava conseguindo fazer um novo devido à idade. Minha sugestão foi que contratasse um empregado através de um CNPJ dele mesmo, que sairia mais barato e não haveria restrições. Felizmente ele seguiu a sugestão e fez o tal plano como PJ, que acabou saindo mais barato que o anterior – geralmente planos de saúde PJ são mais baratos pois os planos de saúde podem renegociar preços sem precisar seguir reajuste tabelado da ANS….
Para a fase de aposentadoria, ainda há o risco de aumentos sucessivos de mensalidade, porém entendo que se os planos de saúde passam de um determinado ponto, o efeito é inverso – segurados começam a cancelar o plano por dificuldade de pagamento. Então existe um limite. Se ainda assim não for seguido no Brasil, nos resta a geoarbitragem na aposentadoria.
Excelente depoimento!
Realmente, a contratação de plano de saúde via PJ é uma alternativa que muitos idosos consideram, para reduzir custos na terceira idade.
E é preciso ficar sempre monitorando essa despesa, controlando-a de modo a caber no orçamento doméstico.