Num mundo cada vez mais digital, é inevitável que cada vez mais pessoas usem seus celulares como agendas. Afinal, fáceis de serem transportados e considerados praticamente uma extensão da pessoa, as agendas de celulares proporcionam conveniência e muita praticidade.
Porém, olhar tanto tempo assim para as telas – principalmente as telas de celulares – faz mal, inclusive para a saúde física e mental, como comentamos anteriormente.
Assim, com o objetivo de levar uma vida com menos intrusão digital, optei por voltar a usar agendas, blocos de notas e calendários de papel, como escrito nesse artigo.
Recentemente, fui numa papelaria comprar canetas novas e, depois de escolhê-las e me dirigir ao caixa, me deparei com uma seção de agendas de 2025. E aí pensei: “puxa, posso aproveitar para já garantir a minha”.
Havia várias agendas, de vários tamanhos e com uma grande diversidade de características: algumas mais leves e básicas, outras maiores e com mais folhas.
Foi então que me lembrei que, em anos anteriores, tinha optado por uma agenda do tipo pocket, um planner, mas que, apesar de ter a vantagem de ser a mais portátil que existia (pouco maior que um cartão de crédito), dificultava a anotação de muitas coisas.
Ano passado, tinha optado por uma agenda tradicional, que, embora permitisse fazer muito mais anotações, tinha o inconveniente de não ser tão portátil quanto a que eu usava.
Ambas as agendas tinham sido compradas pela Internet. E as lojas virtuais, apesar de toda a praticidade que oferecem, além de preços em geral mais baixos que as lojas físicas, de rua, não permitem uma coisa básica: manusear o objeto a ser comprado.
E esse ponto foi completamente suprido com a ida a uma papelaria. Lá, gastei uns bons minutos manuseando cada agenda, vendo “in loco” suas características, o que tinha em cada uma delas, e qual delas se adaptaria às minhas necessidades.
No final, encontrei uma agenda de tamanho intermediário, perfeita para o que eu estava buscando. Isso seria praticamente impossível se eu tivesse que escolher a agenda do próximo ano em uma tela de computador. Tal ocorre porque, quando se está diante do computador, você analisa os objetos apenas de uma perspectiva bidimensional. Por outro lado, quando você vai numa livraria, você consegue não só pegar o objeto e senti-lo em sua tridimensionalidade, como também consegue comparar melhor os diferentes tamanhos, modelos e características.

Créditos da imagem: Pixabay
Conclusão
Vivemos numa era cada vez mais digital e virtual que, embora tenha muitos benefícios, deve coexistir com a vivência em meio real e físico. Há coisas que simplesmente é melhor fazer em meio físico, não apenas do ponto de vista da qualidade da escolha, mas também para que possamos exercitar todos os nossos sentidos, em sua plenitude: tato, visão, olfato, audição e paladar.
Escolher uma agenda de papel numa livraria me fez voltar aos bons tempos em que todas as coisas que comprávamos eram realizadas em livrarias e papelarias. Havia até uma expectativa muito grande em visitá-las, nas épocas de início de ano escolar, coisa que infelizmente também está se perdendo entre nossas crianças, não apenas pela óbvia extinção de livrarias e papelarias de rua, mas também – o que é mais preocupante – pelo desinteresse cada vez maior das crianças com materiais escolares (já que os smartphones sequestraram a mente delas).
Devemos equilibrar os pratos na balança, e não deixar perder a nossa humanidade. Ainda há valor, e eu diria muito valor, em tornar a vida menos digital. Nem que seja numa simples escolha de agenda. 😉
Eu voltei a usar bloco de notas para anotações, mas percebi que minha caligrafia está horrível, praticamente perdi a habilidade de escrever a mão, inclusive sinto dores quando escrevo muito, acho que é um caminho sem volta, anotar tudo digitalmente.
Sem dúvida, Bilionário.
A perda da habilidade de escrever à mão ainda é importante para determinadas situações, como provas de concursos públicos.
Além disso, para o aprendizado, a escrita à mão ajuda a fixar melhor a memória dos conteúdos.
3 negócios que eu não pretendo abrir: banca de revista, livraria e papelaria.
Não compro agenda. Se eu tiver que anotar novos números e email’s de amigos, serviços e colegas da universidade, não serão precisos mais que 3 folhas.
Papel A4+conjunto de lápis de cores+conjunto de giz de cera+conjunto de tintas à base d’água+pincel é um bom passatempo para crianças, mas tem pais e mães que preferem dar um tablet ou smartphone para o filho. A fase infantil é maior que a adolescente, mas muito menor que a adulta. Aproveitar esse tempo para brincar com o filho e já ensiná-lo umas coisas que vão ser importantes nas fases seguintes não parece obvio para muitos pais e mães.
Exato, Zé.
Brinquedos lúdicos ajudam a desenvolver habilidades indispensáveis à vida das crianças, quando forem adultos.
Guilherme,
Que legal a experiência que relatou!
Em um mundo cada vez mais digital, nem todos nos acostumamos ou gostamos tanto assim de telas. Eu não uso agenda, mas também faço minhas anotações importantes para o dia a dia em folhas de papel. Tentei fazer digital, mas vi que não é para mim.
Boa semana!
Obrigado, Rosana!
De fato, manter hábitos não digitais parece ser saudável num mundo cada vez mais grudado em bits e bytes.
Boa semana também!