Um problema tem se alastrado cada vez mais no Brasil (e no mundo): o crescimento exponencial das propagandas dos sites de apostas esportivas, as denominadas bets.
Elas estão cada vez mais onipresentes no mercado publicitário: em intervalos comerciais nas TVs, em outdoors nas ruas e estradas, ou nas timelines das redes sociais. É quase impossível não receber um chamado publicitário de uma bet qualquer enquanto você está no mundo online ou no mundo offline.
Os vícios em jogos de azar não são apenas um problema psicológico e comportamental. São, antes de tudo, doenças, classificadas pela Organização Mundial da Saúde com o nome de ludopatia (link):
“A ludopatia é uma doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1980, tendo se agravado nos últimos anos como resultado da popularização das plataformas online de apostas. Ela seria o terceiro vício mais frequente entre os brasileiros, ficando atrás apenas do álcool e do tabagismo.”
O vício em jogos de azar causa, obviamente, problemas financeiros, que podem se tornar irreversíveis se a pessoa não conseguir se controlar. Há uma infinidade de casos reais expostos na Internet, com relatos de pessoas que chegaram a perder mais de R$ 170 mil em sites de apostas esportivas (link 1 e link 2).
Reportagens divulgadas recentemente demonstram que as “bets” já giram R$ 100 bilhões no país, tirando dinheiro do consumo e causando preocupação às empresas do varejo. Há uma demanda, de vários setores da sociedade, por regulamentação dessas casas de apostas esportivas.
Porém, enquanto essa regulamentação não vem, é importante alertar sobre os riscos que esses sites de apostas representam. Não caiam em mais essa armadilha do consumo, cujas agências de marketing exploram as vulnerabilidades psicológicas do ser humano para atrair apostadores e, com isso, fazer com que eles percam muito dinheiro.
E, para quem já ingressou nesse vício, uma alternativa para buscar tratamento, na própria Internet, é pedir ajuda no site Jogadores Anônimos:
“COMO FUNCIONA
Os únicos que ganham (e bem) com sites de apostas esportivas são os “donos da banca”, junto com as equipes de marketing. O apostador sempre perde. Sempre.
Infelizmente, a proliferação desses sites têm causado problemas a milhares de famílias brasileiras. O vício das apostas em jogos esportivos não difere muito do vício no cigarro ou o vício no álcool, quanto aos resultados: destruição e desestruturação de famílias, perdas irreparáveis no patrimônio financeiro, e até a perda da própria vida dessas pessoas – e de seus familiares.
Buscar disseminar a informação de quão terríveis são os males por elas propagados constitui nosso dever, a fim de construir uma sociedade financeiramente mais educada e mais saudável.
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