A extraordinária revelação financeira provocada pela quarentena

O isolamento social e a quarentena, fenômenos que estão repercutindo no mundo todo em razão da pandemia do coronavírus, causarão impactos na economia, na psicologia, na cultura, nos esportes, nas ciências médicas e outras áreas do conhecimento, que serão estudados por anos e mais anos.

Particularmente no que toca às finanças pessoais, ou seja, ao dia a dia de boa parte dos cidadãos brasileiros e de outros países, a quarentena está provocando uma revelação financeira que, aos olhos de muitas pessoas, parece é extraordinária. E que revelação é essa?

Simples: você pode viver com menos.

A proposição, tema central do artigo de hoje, consiste no seguinte experimento mental:

“Em razão da quarentena, meus gastos com ______________ diminuíram bastante, o que é normal, afinal, eu não os usaria dentro desse período.

Porém, refletindo melhor sobre tais gastos, mesmo que a vida retorne à normalidade, eu posso concluir que consigo viver sem (ou diminuindo absurdamente) os gastos com ___________, já que a ausência deles não afetará minha existência. Tais gastos tornam-se, assim, irrelevantes, e eu posso perfeitamente viver sem eles – ou com menos deles”.

Enquanto as coisas vão bem, enquanto o emprego é garantido e o salário cai na conta todo mês, enquanto há viagens a serem realizadas e carnês a serem “sustentados”, reuniões e festas sendo agendados e compromissos sociais sendo realizados, muitas pessoas manifestam uma vida cheia de artificialidades que, na verdade, não fazem parte da essência delas. E por quê não fazem parte da essência dessas pessoas?

Simples.

Não fazem parte da essência dessas pessoas porque podem ser dispensadas.

Dispensadas não só durante a quarentena, o que é normal, mas podem ser dispensadas – e aqui é que vem o pulo do gato – mesmo depois que a vida voltar ao normal.

O carro

Pense no sujeito que acabou de comprar um carro de R$ 200 mil financiado com uma entrada de R$ 100 mil e 48 parcelas de R$ 3.500,00, e que, por conta dessa pandemia, percorreu apenas 20 quilômetros nos últimos 40 dias. Qual foi a chance que ele teve de exibir seu orgulhoso símbolo de status nos últimos 40 dias?

Próximo de zero.

Poucas pessoas – exceto os vizinhos de garagem – sabem que ele tem o carrão.

E, tirando esse carrão, a vida dele vai ficar incompleta?

Certamente não. Ele pode sobreviver e viver muito bem sem o tal carro.

Mas o dinheiro que está “preso” numa parcelinha mensal de R$ 3.500,00 (fora o seguro parcelado, IPVA parcelado etc.) pode muito bem fazer falta ao orçamento desse mesmo cidadão – especialmente se ele tiver sido demitido ou seu salário diminuído em 25%.

Então, a revelação financeira provocada pela quarentena se aplica muito bem a essa pessoa: sim, ela pode, sim, viver com menos.

Um carro mais simples te livra de uma série de verdadeiros embaraços financeiros, tais como: seguros mais caros, IPVA mais caro, provavelmente combustível mais caro, lavagem mais cara etc.

Imagina o sujeito “B”, que trabalha na mesma empresa do sujeito “A”, que ganha o mesmo salário, e optou… por andar somente de transporte público e bicicleta.

Se em épocas de normalidade poderia haver alguma vantagem para o sujeito com o carro, essa vantagem toda se desfaz em épocas de desnecessidade de uso do carro, o que nos provoca reflexões muito distintas e diretas: o que afinal eu preciso para viver com suficiência?

Celulares pós-pagos e seus fartos GBs de Internet

Veja o caso dos celulares pós-pagos. Muita gente contrata tais planos em valores de R$ 70, R$ 100, R$ 150 e até R$ 200 ou mais, porque estão constantemente em deslocamentos, e precisam de conectividade quase 100% do tempo para realizarem seus trabalhos e projetos profissionais.

Porém, com o confinamento… será que tantos GBs assim são mesmo necessários?

Mesmo que a vida volte ao normal daqui a alguns meses, será que você não está pagando muito por um serviço que usa pouco? Você realmente confere mês a mês o consumo de seu pacote de Internet pós-paga, e ele chega nos 100% da franquia oferecida?

Indo mais além: será que não há alternativas mais baratas para o uso da mesma Internet?

Dizendo isso em outras palavras: mesmo que você consuma um alto tráfego de dados com seu celular pós-pago, será que não há maneiras de racionalizar esse uso? Por exemplo, substituir o tráfego de dados com vídeos do YouTube por downloads desses mesmos vídeos usando o WiFi de casa?

Ou será que há mesmo essa necessidade de ficar conectado o tempo todo, que na verdade não passa de uma fachada para querer dizer a necessidade de ficar distraído o tempo todo? Até que ponto isso é bom para a sua concentração? Quanto menos foco você tiver, quanto mais sua atenção for distraída por notificações irrelevantes de coisas que podem ser cumpridas depois, menor será sua capacidade de manter o foco e realizar mais atividades com maior grau de refinamento intelectual.

São reflexões que fazem sentido não só, por óbvio, durante a quarentena, em que você fica a maior parte do tempo em casa, mas também depois, a fim de ajustar o uso de seus planos às suas reais necessidades, e não às necessidades “criadas” somente para tentar justificar a si mesmo (e se autossabotar) a contratação de um plano mais caro.

Roupas, salões de beleza e afins: onde exibir sua vaidade em épocas de quarentena?

É realmente difícil justificar gastos desmedidos com roupas, relógios, joias, sapatos, salões de beleza e barbearias quando você fica a maior parte do tempo em casa.

O ponto aqui não é dizer o óbvio (usar apenas roupas informais quando se está em casa), mas sim avaliar até que ponto ter um guarda-roupas monstruoso vai te proporcionar felicidade, em vez de apenas massagear seu próprio ego.

O preço da vaidade não pode ser pago à custa de itens mais essenciais em seu orçamento doméstico, como alimentação, compras de supermercado, e uma reserva de emergências robusta.

E são justamente nesses momentos em que um guarda-roupa repleto de tralhas é inútil que temos que reavaliar nossas prioridades em relação aos gastos com vestuário.

Viagens: para se exibir ou para satisfazer necessidades internas?

Sem dúvida o setor do turismo será um dos mais impactados negativamente pelos efeitos da crise dessa pandemia do coronavírus.

E aqui cabe uma reflexão importante: você morreu por não estar viajando?

Obviamente que não.

Então talvez já seja hora de refletir sobre se os gastos com viagens não ocupam um espaço desproporcionalmente grande em seu orçamento doméstico.

Melhor dizendo: será que você viaja mais pra satisfazer necessidades externas, oriundas da pressão velada das redes sociais para você mostrar que “tem sucesso” (seja lá o que isso signifique), ou você viaja mais pelo prazer interno que isso proporciona?

Geralmente, as pessoas que viajam motivadas mais por questões intrínsecas não ficam postando em redes sociais. São, geralmente, as que têm melhor planejamento financeiro também, e, por isso, sabem medir melhor os gastos dessa categoria de consumo.

Mas infelizmente a maioria não pensa assim, tanto é que, se você orientar a cortar gastos com cartões de crédito, clubes de milhas, passagens, hotéis etc., logo é taxado como uma pessoa que só vai piorar o quadro de recessão econômica.

Portanto, aja segundo seus padrões de prioridade também nessa área de gastos e, se quiser uma dica, elimine-os ao menos temporariamente de sua planilha de orçamento doméstico.

Conclusão

Sim, a quarentena está demonstrando, está revelando, está quase gritando, que você pode viver com menos.

Você não precisa viver com um carro de R$ 200 mil pra ser feliz. Há pessoas que estão se saindo muito bem nessa quarentena, possuindo carros mais simples – e, sim, economizando mais dinheiro.

Você não precisa gastar horrores com viagens para preencher um sentimento interno de felicidade. Você tem que parar de viver para os outros, e passar a viver dando mais satisfação em primeiríssimo lugar a si mesmo, e tenho certeza de que, para alcançar tal objetivo, há outras formas de lazer mais barato que cumprem o mesmo objetivo.

Você pode sobreviver e viver, “plena” (para usar um termo da moda) e esbanjando sobriedade e estilo, com um guarda-roupas mais modesto.

Você não precisa ficar conectado 100% do tempo com planos de dados que custam pequenas-grandes fortunas mensais. Você pode viver com menos. Você pode. Basta fazer o teste – ih, você já está fazendo o teste nesse exato momento, em sua quarentena pessoal. 😉

Uma das grandes lições dessa quarentena é que dá pra queimar gordura de seu orçamento doméstico, enxugando gastos por um imperativo de consciência, testada e aprovada durante esse período de isolamento social.

Vá em frente e corte onde precisa ser cortado, afinal de contas, é o seu dinheiro que está em jogo.

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36 Responses to A extraordinária revelação financeira provocada pela quarentena

  1. rodrigo 13 de abril de 2020 at 9:38 #

    Não curti! assim você me #$%#$&^!!

    tenho um bar, as pessoas precisam sim de diversão e diversos outros itens (rsrsr)

    • Touché 14 de abril de 2020 at 10:46 #

      hahahahahahahahahahahah

  2. paulo roberto de oliveira 13 de abril de 2020 at 10:11 #

    Eu eminha esposa temos mais de 70 anos e, no grupo de risco, pouco temos saído, restringido ao supermercado, no horario de idosos, bem cedo. Nossas despesas diárias se reduziram a menos da metade, pois costumávamos almoçar fora, já que fazer comida para dois sempre consideramos dispendioso, pela variedade que se consegue hoje num restaurante por quilo. Descobrimos que, se nos organizarmos, podemos até melhorar a qualidade de nossas refeições.
    A única coisa que realmente assustou foram as aplicações financeiras, mesmo aquelas em fundos DI, conservadoras, que pouco estão rendendo ou até ficam negativas. As aplicações em multimercados me deram um tombo expressivo, onde estou considerando os meses de março e abril negativos em mais do que seria meu orçamento mensal em tempo de normalidade. Tenho um carro Astra 2010 e pretendia trocar no inicio do ano, porém fui protelando porque o valor que me ofereceram para troca era muito baixo, pois meu carro está impecável e com apenas 64.000 kms, assim, como fica a maior parte do tempo na garagem, achei melhor esperar uma baixa no preço dos novos. E agora, enho certeza de que isso vai ocorrer. Mas, com o novo modo de vida, nem sei se farei isso este ano. Tenho um imóvel na praia e nem fui fazer o isolamento lá, pois o prefeito da cidade veio na tv pedir para os idosos não irem, pois não teria condições de tratamento, caso fossem infectados, já que o sistema de saúde de pequenos municípios é precario. Mas considero que os gastos com esse imóvel são a única parte supérflua de meu orçamento mensal (condondomínio, IPTU, luz, água) e vou tratar de convencer minha esposa de vender no início da próxima temporada.
    Tenho uma casa alugada para um salão de estética e que foi obrigado a fechar as portas, por decreto governamental, por não ser serviço essencial em tempo de Covid-19. Já tive de negociar, baixando o aluguel em 50% no período em que o salão está inativo, o qe até acho justo.
    Enfim, faço essa narração, para mostrar que as coisas se complicaram em todas as áreas de nossa vida, mas como mantive sempre a cabeça no lugar em termos de minhas finanças pessoais, não estou me estressando em ter que usar o capital que acumulei por anos, pois foi mesmo para enfrentar o imprevisível que pode ocorrer em nossas vidas. E ainda irei ajudar meu filho e nora a pagar a negociação do aluguel de lojas em shoppings que estão com as portas fechadas. As vezes os idosos precavidos servem para alguma coisa, enquanto que não estão confinados em asilos.

    • Luciano 13 de abril de 2020 at 15:40 #

      Que relato!
      Esse é o futuro que quero para mim.
      Vejo o lado totalmente inverso a sua experiência com meus sogros. Em razão de diversas decisões financeiras erradas ao longo da vida, hoje vivem com uma aposentadoria de um salário mínimo que não serve nem para as necessidades básicas. Para complementar o valor tem um comércio que teve de fechar em razão de não ser atividade essencial. Em resumo, se não fosse a ajuda dos filhos estariam passando necessidade.
      Obrigado por postar sua experiência e que sirva de exemplo para todos nós!

      • Guilherme 16 de abril de 2020 at 6:35 #

        Concordo com o Luciano, tais depoimentos são muito válidos na medida em que mostram o futuro “em curso”, além de servirem de lição para todos os jovens!

    • Raphaela 14 de abril de 2020 at 9:44 #

      Espero que vc e sua esposa estejam bem!! E sinto muito pelo que algumas pessoas dizem a respeito da população mais velha, normalmente são pessoas sem qualquer senso crítico que na verdade nem sabem o que estão dizendo. Vcs são importantes demais!

      • Guilherme 16 de abril de 2020 at 6:36 #

        Concordo com a Raphaela, eu gosto demais de ler depoimentos assim! Aprendo muito com eles!

    • Raphael 14 de abril de 2020 at 10:49 #

      Ótimo comentário e atitude que você e sua esposa estão demonstrando! Desejo muita paciência e saúde nessa quarentena!

    • Guilherme 16 de abril de 2020 at 6:33 #

      Excelente depoimento, Paulo!

      Parabéns pela determinação e pelos hábitos financeiros virtuosos adquiridos ao longo de toda uma vida.

      A verdadeira importância de tais hábitos se revela agora, pois, enquanto muita gente não sabe o que fazer diante de tanta situação ruim, você está firme e conseguindo se sair bem em meio à crise.

      Abraços!

  3. Simplicidade e Harmonia 13 de abril de 2020 at 10:34 #

    Excelente post, Guilherme.

    Em um mundo repleto de excessos e superficialidades, voltarmo-nos ao essencial, ao simples, ao que realmente importa pode fazer toda a diferença.

    Podemos viver com menos, com muito menos do que nos fizeram acreditar.

    Entramos no mundo do consumo em excesso desde a infância e por essa ser a época da formação da mente, passamos a ver como certo e normal muitas das “necessidades” que nos foram apresentadas.

    E agora estamos diante de um momento singular para mudanças de hábitos, de estilo de vida e de consumo.

    Vivemos um momento no qual a ostentação pode ser repensada. Será que é algo que vale mesmo a pena, como você bem exemplificou no post?

    Boa semana,

    • Guilherme 16 de abril de 2020 at 6:40 #

      Excelentes colocações, Rosana!

      A sua terceira frase sintetize um conjunto enorme de importantes reflexões:

      “Entramos no mundo do consumo em excesso desde a infância e por essa ser a época da formação da mente, passamos a ver como certo e normal muitas das “necessidades” que nos foram apresentadas.”

      Agora é hora de aprender muito a respeito da importância das reflexões para uma vida mais essencialista, que não deixa de ser também libertadora.

      Boa semana também!

  4. Fábio 13 de abril de 2020 at 10:59 #

    Parabéns, Guilherme! Excelente artigo. É sempre importante acendermos nossa luz interna e isso deve ser sempre lembrado em textos como o seu.

    Abraço.

  5. Adri 13 de abril de 2020 at 11:20 #

    Acho que muitas pessoas, aquelas que podem fazer isso, pois muitas não fazem porque aquilo que ganham no mês tem que gastar para comer no outro, mas aquelas que podem devem estar pensando ou deveriam, que a formação de uma ‘reserva liquida’ ao longo do tempo é essencial para contornar as crises da vida, desemprego, doença, etc, e principalmente se preparar para a aposentadoria.

    • Guilherme 16 de abril de 2020 at 6:42 #

      Verdade, Adri.

      O dinheiro reservado na forma de uma proteção financeira específica alocada em um investimento conservador proporciona uma tranquilidade mental e material ímpar em épocas de incertezas.

  6. André Barboza Rocha 13 de abril de 2020 at 14:37 #

    Boa Tarde!
    Eu estive refletindo sobre isso e o PIB, o corona vírus afetara negativamente o PIB mas algumas pessoas dizem que a economia vai se recuperar, acredito que vai mesmo.
    Mas quando o PIB cai não significa que as pessoas ficam mais pobres?
    Se alguém que já é pobre fica mais pobre ou se a quantidade de pobres aumentam para competir pelos mesmos recursos, isso significa que vai haver mais fome?
    E a fome e suas consequências se recuperam?
    Para quem tem um pouco mais é fácil se acostumar com um pouco menos, mas e quem já tem pouco ou quase nada?

    • LUIZ 13 de abril de 2020 at 21:09 #

      É isso que penso também, essa quarentena forçada sem critérios causará um impacto gigante na vida das pessoas, já está na verdade.
      Parece que ninguém está pensando que as pessoas tem despesas essenciais e ficando em casa nao se ganha salário, é complicado, especialmente em relação a necessidade de COMER.

    • Guilherme 16 de abril de 2020 at 6:43 #

      André, ótimas reflexões!

      Muitas pessoas que estão na base da pirâmide social vão sofrer mais os efeitos da crise.

  7. LUIZ 13 de abril de 2020 at 21:12 #

    Além do mais o Estado deveria dar o exemplo, já que quem é da iniciativa privada tá em casa sem receber, eles deveriam cortar os salários de funcionários públicos não essenciais, isso é, quem não está na linha de frente e provendo serviços básicos.
    Se parar pra pensar a arrecadação está despencando, então é bom cortar o gasto com esse pessoal.

  8. Diário de um Poupador 14 de abril de 2020 at 1:15 #

    Grande reflexão Guilherme, está de parabéns. Textos realmente excelentes para pensar, mudar de atitude, e criar novos hábitos de consumo.

    Fica com Deus

  9. Iarrul 14 de abril de 2020 at 9:10 #

    Parabéns, endosso o coro do brilhantismo do texto!

  10. Raphaela 14 de abril de 2020 at 9:39 #

    Ótimo artigo! Por coincidência (ou não) estive pensando sobre isso ontem.. embora eu tenha meu orçamento controlado, com reserva de emergência feita e algumas aplicações, eu sinto que vivia com muita distração . Achei incrível como neste mês eu consegui dobrar o valor de doações e ao mesmo tempo aportar mais, tudo por não ter me “distraído” com coisas supérfluas. Observei que meu ralo definitivamente é comer fora.. que eu amo, continuarei fazendo dps da quarentena , mas com uma frequência beeeem menor. Sim, podemos viver com muito menos!

    • Guilherme 16 de abril de 2020 at 6:46 #

      Ótimo depoimento, Raphaela!

      Realmente, essa crise está nos fazendo perceber coisas importantes, tais como o fato de que menos dinheiro gasto em certos itens faz, sim, sobrar dinheiro para outra áreas, como as doações, que colaboram para tornar a vida em sociedade melhor nessas épocas.

      Parabéns pelas atitudes!

  11. André 14 de abril de 2020 at 10:45 #

    Exatamente, Guilherme!

    Com tantos bons exemplos, as pessoas, além de viver com mais simplicidade, podem perceber que é mais fácil do que elas pensem atingir a independência financeira.

    Se antes elas achavam que precisariam de muitos milhões, fazendo uma reflexão, talvez poderão ser livres com uma parcela desse valor.

    Afinal, temos que tirar algo positivo dessa crise, não?

    Abraço!

    • Guilherme 16 de abril de 2020 at 6:47 #

      Verdade, André!

      Essa crise tá sendo uma oportunidade e tanto para muitas pessoas reavaliarem seus valores, seus objetivos e seus hábitos!

      Abraços!

  12. Nana 14 de abril de 2020 at 16:00 #

    Podemos e precisamos viver com menos porque tudo isso é reflexo do consumo desenfreado, do capitalismo mundial que destroi o meio ambiente, invade territórios que não deve e deixar faltar o essencial para boa parte da população.
    Estou voltando aos poucos com o blog e gostaria do seu comentário por lá.
    Abraços e fique com Deus
    Nana
    http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com/

    • Guilherme 16 de abril de 2020 at 6:47 #

      Ótimo comentário, Nana!

      Vou lá sim comentar no seu blog!

  13. tra 15 de abril de 2020 at 19:54 #

    A crise na economia é por que cortamos os gastos supérfluos.

  14. Eduardo 16 de abril de 2020 at 17:10 #

    Estava conversando sobre isso com minha esposa e minha mãe na semana passada.
    Essa quarentena forçada, revelou o quanto parte de nossos”desejos” tendem a ser superficiais e por vezes supérfluos.
    A grande reflexão desse período para mim foi responder: “O que de verdade importa?”
    Isso me levou a reorganizar minhas prioridades e consequentemente, dar mais atenção aquilo que realmente é essencial para mim.
    Outro aspecto foi perceber o quanto consumimos por mera necessidade de “aprovação social”. Não quer dizer que devemos abrir mão de viagens, bens e experiências, mas nossa decisão deve ser pautada profundamente em nossos valores, independente dos aplausos ou críticas de terceiros.

  15. Engenheiro do sertão 21 de abril de 2020 at 10:30 #

    Engraçado que conversei com minha esposa há uns dias exatamente esses pontos. Somos um casal sem filhos ainda, então conseguimos viver de maneira simples.

    O carro temos 2, um deles é um popular que estamos utilizando mais, outro é um importado antigo com GNV que usava para pegar a estrada quase diariamente e hoje está quase parado.
    Pensamos em vender e ficar com apenas 1, mas chegamos a conclusão que ainda não é o momento.
    Plano de telefone, eu gastava em torno de 48 a 60 reais mensais num pré pago e ela gastava 70. Mudamos para um plano mensal de 50 reais que atende as nossas necessidades: ligações ilimitadas no Brasil e alguns GB de internet.
    A diferença no orçamento não será tão grande, mas nunca iria atrás disso caso estivesse em ritmo normal.
    Em compensação com a diferença do dinheiro assinei o YouTube Premium, que foi a melhor descoberta da quarentena kkkk não tem anúncios irritantes e da para ouvir só o áudio com a tela do celular desligada.

    Roupas, salão, etc. Já gastavamos pouco com isso, mas agora está praticamente zerado, a única diferença é que ela comprou uns xampus e cremes para cabelo “melhores” e diz ela que faz diferença (eu não consigo notar, mas segue o baile). Eu fui no barbeiro há 1 mês e ainda estou aceitável, mas daqui a pouco o cabelo cresce e o jeito vai ser cortar em casa…. Aí mora meu medo haha.

    Viagens já tinha o dinheiro reservado para 2, uma para 2020 e uma para 2021. O dinheiro estava aplicado em lci, mas assim que vencer vai para uma poupança destinada a gastos de saúde, para caso seja necessário utilizar e precise de liquidez imediata.

    Um gasto que aumentou nessa quarentena foi com energia elétrica, com mais tempo em casa utilizam-se mais os equipamentos elétricos, principalmente ar condiconado.
    Trabalho com energia solar e tenho um sistema na minha casa desde 2016, e de lá para cá sempre pagava a taxa mínima da concessionária (18 reais). Nesse mês de abril subiu para 230… Vou aproveitar e fazer uma ampliação no sistema de energia solar aqui em casa.

    • Guilherme 21 de abril de 2020 at 17:46 #

      Olá, Engenheiro, excelente depoimento! (tá praticamente pronto como um guest post, aliás!).

      Sobre os carros, muitas pessoas estão também reavaliando suas necessidades de um segundo carro. Em caso de manutenção de ambos os carros, dá pra pensar em alternativas para baratear os custos de manutenção: escolher um seguro mais barato, fazer lavagens mais baratas etc.

      Sobre o telefone: as operadoras estão fazendo planos pré-pagos com custo/benefício bem interessante. A TIM tem um pré-pago que, por R$ 20 abastecidos a cada 28 dias, dá direito a 4GB de Internet, ligações ilimitadas, redes sociais ilimitadas etc. => https://www.tim.com.br/ms/para-voce/planos/pre-pago/sumarios/pre-top-classic

      A Vivo também tem um pré turbo mensal que dá 3 GB e ligações ilimitadas por R$ 19,99 a cada 30 dias. O pré da Claro é um pouco mais caro, R$ 29,99, também com 3 GB de Internet.

      No que toca aos gastos com roupas/salão, uma coisa que descobri é a possibilidade de comprar produtos de farmácia em farmácias online, com entrega grátis na filial da cidade onde você mora. Muitas vezes o preço está mais barato online.

      Quanto às viagens, se for para o exterior, eu reavaliaria. O euro tá passando de R$ 6, com possibilidade de ir pra R$ 7, tornando proibitivo o custo nesse momento.

      Sobre a energia elétrica, realmente tem aumentado o custo, então é bom pensar em formar de ampliar a opção pela energia solar.

      Abraços!

  16. MARCOS ARCANJO AGOSTINHO 26 de maio de 2020 at 19:51 #

    Ótimo
    Obrigado

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