A fina arte de empilhar conhecimento

Dias atrás uma pessoa me viu digitando rápido no teclado do computador e disse: “nossa, como você escreve rápido. Eu não consigo digitar tão rápido assim. Como você consegue fazer isso?”

Aí eu expliquei que, lá por volta do ano de 1994 meu pai me havia colocado num curso de datilografia. Isso mesmo! Os mais jovens não devem nem saber o que isso significa, mas antigamente, antes da chegada e popularização dos computadores de mesa, as pessoas que lidavam com textos usavam máquinas de escrever e, para ganhar agilidade na máquina, um curso de datilografia era requisito praticamente indispensável, até mesmo para conseguir um trabalho. Ter um diploma de curso de datilografia contava muitos pontos no currículo de um candidato a emprego.

Então, eu fiz um desses cursos, com direito a certificado, e tudo o mais. Comecei as lições com o clássico ASDFG, e olha, era pesado, viu? Tinha que ter força para fazer a máquina “imprimir” a letra no papel corretamente, e você tinha que estar muito concentrado para não errar a digitação, pois, se errasse alguma letra, para corrigir depois era muito complicado.

Logo que eu concluí o curso, e resolvi, pela primeira vez, digitar no teclado de um computador de mesa, e não numa máquina de escrever, levei um susto! Pois eu não precisava imprimir tanta força nas teclas.

E, com isso, uma habilidade construída na adolescência, mas desenvolvida e aprimorada nos anos subsequentes, me deu vantagens competitivas que perduram até hoje, pois, quando eu digito, eu não preciso pensar sobre onde vou colocar os dedos no teclado, que já se posicionam automaticamente na fileira do ASDFG, e assim consigo aliar velocidade de escrita com liberação do cérebro e da energia mental apenas para pensar naquilo que é importante, ou seja, escrever mais em menos tempo.

Acredito que muitas outras pessoas leitoras do blog que nasceram dos anos 80 pra trás, e que fizeram o curso de datilografia, devem perceber quão importante foi a aquisição dessa habilidade de escrever no teclado “sem pensar”.

Ligando os pontos

Viajar é um hobby que muitas pessoas praticam – dentre as quais eu me incluo -, e hoje em dia, com as facilidades proporcionadas pelos meios de transporte, aliadas à tecnologia e difusão do conhecimento por meio da Internet, ficou muito mais fácil praticar essa atividade.

Particularmente, eu gosto de viajar o mais leve possível, sem mala a ser despachada (que hoje inclusive é cobrada à parte da tarifa aérea), e nem mesmo com mala de bordo (que você agora tem o incômodo de disputar o espaço do compartimento de bagagens de mão com outros passageiros). Prefiro viajar somente com uma mochila, que caiba “embaixo do assento à sua frente”.

Para chegar a tal ponto, 5 anos atrás eu iniciei um estudo, procurando estratégias e técnicas sobre como viajar somente com uma mochila, que é muito mais prática do que a mala de bordo, pois deixa as mãos livres quando você transita por aeroportos, já que não precisa ficar empurrando sempre uma mala com uma das mãos, além de ter tranquilidade nos cada vez mais apertados assentos de avião. Será que era realmente possível realizar longas viagens usando apenas uma mochila? Fiquei instigado com isso, e me propus esse desafio.

Comprei e li muitos livros sobre como viajar somente com mochila e os acessórios os mais leves possíveis, assisti muitos vídeos no YouTube sobre como algumas pessoas conseguiam dar a volta ao mundo apenas com uma mochila, comprei e testei à exaustão diversos itens e acessórios de viagens que prometem tornar a viagem mais leve, e mais prática, troquei dicas com profissionais da área, fui fazendo testes nas diversas viagens realizadas desde então para ver o que servia e o que não servia…. enfim, empilhei um conhecimento significativo, de modo que consigo hoje realizar algo que, dez anos antes, eu não imaginava: que é perfeitamente factível viajar somente com uma mochila.

Hoje em dia, quando tenho que viajar, a experiência de fazer a mala, ou melhor, a mochila, praticamente não passa pela minha força de vontade, ou seja, não consome muita energia mental minha – e, a rigor, nem consome muito tempo. Assim como no caso de digitar na máquina de escrever, as tarefas já são praticamente automatizadas, pois eu sei de cabeça o que levar para viajar.

Você é hoje o resultado de suas escolhas do passado

Pensei em diferentes exemplos, como os citados acima, para passar a mensagem de hoje: tudo o que você aprendeu no passado, se for continuamente (ou periodicamente) praticado, será útil no presente. Tudo o que você aprende hoje, se for praticado diuturnamente, será útil no futuro. O conhecimento acumulado se forma na base de empilhamentos, sendo uma ferramenta que, se bem utilizada, torna sua vida muito melhor.

A metáfora do empilhamento, para os fins desse artigo, me pareceu perfeita.

A imagem de empilhar nos remete à imagem do empilhamento de pedras. Pedras maiores nas bases, e pedras cada vez menores à medida que a altura vai crescendo, para sustentar o monte e dar equilíbrio ao conjunto.

Quando você aprende alguma coisa pela primeira vez, você está criando raízes sobre aquele conhecimento. Está formando a sua base. À medida em que você vai aprendendo mais coisas sobre aquele tema, você vai, obviamente, acrescentando coisas novas sobre o que já sabe, de modo que, se aquele conhecimento for devidamente internalizado, por meio de práticas diárias ou periódicas, você otimiza suas tarefas diárias, acelera a produção ou realização de tarefas, automatiza rotinas, economiza energia mental, e consegue fazer mais coisas em menos tempo. Você ganha tempo, precisamente porque incorporou uma habilidade ou conjunto de habilidades. E você incorporou um conjunto de habilidades porque você empilhou conhecimento.

Pense em como você organiza seus investimentos. Quando chega o dia do recebimento do salário, você não precisa mais “pensar” sobre o que vai fazer com ele: já transfere uma parte para a corretora, a fim de comprar investimentos para a aposentadoria. É automático. Você já criou a “base” de conhecimentos nessa área, de modo que não precisa gastar muito tempo sobre o que fazer, pois você já sabe o que fazer.

Se você considera o estudo de idiomas estrangeiros uma habilidade importante para a sua vida, quando você dialoga com um americano no exterior, lê um livro em inglês ou assiste um filme com som original, você não precisa ficar “forçando” o cérebro a decodificar o conteúdo que está sendo comunicado, justamente porque você empilhou um significativo conhecimento em idioma estrangeiro.

Imagine que você está com sintomas de uma doença que não sabe o que é, e resolve ir no médico. O médico conversa com você por 5 ou 10 minutos, faz o diagnóstico, prescreve uns remédios, e você, em poucos dias, consegue se curar da doença que parecia invencível. O médico em questão empilhou tanto conhecimento que foi capaz, quase num piscar de olhos, de enxergar a solução exata para seu problema.

Só que por trás do resultado do diagnóstico preciso do médico existiu um longo período de empilhamento de conhecimento, através de anos de estudos, estágios e práticas diuturnas na Medicina.

E uma coisa interessante dessa metáfora do empilhamento é que o esforço gasto no empilhamento é inversamente proporcional ao tamanho das pilhas que se acrescentam ao monte.

Por exemplo, para desenvolver as bases do estudo de um idioma estrangeiro ou de um instrumento musical, ou de um esporte qualquer, gasta-se, inicialmente, uma quantidade razoável de horas de estudos para entender os fundamentos daquela área.

Porém, com o passar do tempo, as habilidades adicionais relativas a aquela área parece que vão se tornando mais fáceis, e requerendo, portanto, menos horas de estudos. Por quê? Porque as raízes foram muito bem fincadas.

Longevidade das habilidades

Mas não basta apenas empilhar conhecimento. É preciso praticar frequentemente, a fim de que o conhecimento não só seja duradouro em sua mente, mas que você também não se acomode com suas conquistas mentais, e sempre aja de modo a se aprimorar e evoluir no próprio edifício de conhecimento que você está construindo.

Estudei italiano, numa escola particular de idiomas, durante mais de 3 anos, durante a faculdade. Na época, conseguia ler livros, assistir vídeos e me comunicar com os nativos de forma até tranquila.

Mas hoje, não lembro de quase nada daquilo que aprendi. O conhecimento foi empilhado, na época, mas não foi praticado nos anos subsequentes. Resultado: não houve longevidade na aquisição dessa habilidade.

Se você para de aprender, você para no tempo. E isso vale para praticamente qualquer coisa.

Mas o bom de aprender continuamente e renovar os ciclos de aprendizado é que basta um mínimo de prática constante para conseguir manter vivas as bases do conhecimento.

Eu não viajo todo dia, óbvio. Mas eu viajo de tempos em tempos, digamos, a cada um ou dois meses (para as viagens curtas, e de seis em seis meses, ou a cada ano, para viagens mais longas). E isso é suficiente para manter vivo tudo aquilo que eu aprendi sobre como viajar leve.

Em outras áreas do conhecimento, talvez a periodicidade de repetições tenha que ser maior. Cabe a você avaliar o tipo de ritmo que pretende desenvolver ao conhecimento que pretende empilhar e imprimir certa nota de longevidade.

Conclusão

Diuturnamente nos deparamos com os 3 estágios do conhecimento:

  • Não sabemos nada sobre determinado tema, e então somos obrigados a iniciar um ciclo de empilhamento de conhecimento. P.ex., você resolve vai aprender a jogar tênis;
  • Já sabemos bastante sobre um tema, porque gostamos, somos curiosos, ou porque necessitamos. P.ex., finanças pessoais e investimentos;
  • Aprendemos pouco ou muito sobre um tema lá no passado (geralmente infância, adolescência ou juventude), e depois esquecemos. Os exemplos clássicos são idiomas, instrumentos musicais e esportes – e, para muitos, o próprio diploma universitário.

Qual tipo de conhecimento empilhar dependerá muito dos valores que você mais prezar, de suas necessidades específicas e de suas prioridades no atual contexto de sua vida.

Não há, aqui, uma receita universal de bolo. Os mais endividados certamente precisarão de uma boa dose de educação financeira – e com urgência. É uma necessidade. Quem tem a gastronomia como hobby e tem na arte de cozinhar seu passatempo favorito não medirá esforços em empilhar conhecimento nessa área. É um valor que a pessoa preza. Um casal que está prestes a ter um filho certamente está numa fase de priorizar aquisição de conhecimentos sobre como educar e como criar um bebê. É uma prioridade no atual contexto da vida deles.

Uma coisa é certa, independentemente da idade, valores, necessidades ou prioridades: bote sua cuca pra funcionar. Fará bem para você aumentar a qualidade da sua vida, evitar o ócio degenerativo, e dar longevidade mental e emocional ao corpo e ao espírito. Não há nada a perder. E então, qual tipo de conhecimento você vai empilhar hoje? 😉

 

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20 Responses to A fina arte de empilhar conhecimento

  1. Fábio 20 de janeiro de 2020 at 0:24 #

    Bom dia Guilherme,

    Vc tem que ensinar como levar uma mochila numa viagem de 20 dias.
    Esse conhecimento eu quero empilhar.

    Grato

    • Renato C 20 de janeiro de 2020 at 1:31 #

      Eu ia escrever a mesma coisa! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Seria sensacional ler um artigo sobre isto, se com fotos – melhor ainda! rs

      • MJC 20 de janeiro de 2020 at 6:14 #

        Faço coro aos colegas.

        Levar uma mochila numa viagem de até 2 dias, ok. Mas em viagens mais longas? Como você faz? Um artigo com fotos seria muito bem vindo mesmo!!!!!

        • Bilionário do Zero 20 de janeiro de 2020 at 13:37 #

          Essa aí é complicada, quero só ver, daqui uns dias estamos saindo de viagem, eu a a patroa, e a ideia é ir só com bagagem de mão, 8 dias fora. Vou aguardar respostas aqui. Abraços

          • Vinicius 20 de janeiro de 2020 at 15:31 #

            Seria legal um artigo sobre isso da mochila. Eu consigo viajar com mochila para viagens de feriado ou fim de semana, ou ainda viagens de até 1 semana para locais quentes. Acho que pode ser muito interessante e ligeiramente dentro do escopo do blog, ajuda a longo prazo a economizar muito em bagagem despachada que hoje em dia todas empresas cobram.

            • Guilherme 23 de janeiro de 2020 at 6:52 #

              Boas ideias, Vinícius. De fato, eu achava que o artigo ficaria um pouco dissociado da temática do blog, mas, depois de ler suas observações, vi que não sai tanto assim da temática principal. 🙂

          • Guilherme 23 de janeiro de 2020 at 6:51 #

            Oi Bilionário, é isso aí, tudo começa com a mentalidade disposta a encarar o desafio…..rsrs

        • Guilherme 23 de janeiro de 2020 at 6:50 #

          Eu também achava que era impossível viajar com mochila em viagens longas, mas, depois de pesquisar e testar, vi que é factível, com as adaptações necessárias, que começam na mentalidade do viajante.

      • Guilherme 23 de janeiro de 2020 at 6:49 #

        Vou pensar num post com fotos…….rsrs…..

        Talvez demore para sair, pois seria um artigo mais complexo.

    • Raphael 22 de janeiro de 2020 at 11:15 #

      Pois é! Não dá para jogar esse conhecimento e depois terminar o post sem revelá-lo! Hahahaha….

    • Guilherme 23 de janeiro de 2020 at 6:49 #

      rsrsrs…… pode deixar, Fábio.

  2. André 20 de janeiro de 2020 at 16:22 #

    Fala Guilherme!

    Eu também fiz datilografia… em 1986, quando estava na oitava série! Realmente ajudou muito hoje! Digitar rapidamente é essencial para quem tem um blog. Colhemos os mesmos frutos até hoje!

    Na época, a datilografia era essencial não só pelo menor tempo dispendido na atividade, mas também para evitar desperdícios de papéis e retrabalhos, uma vez que não era possível “mudar” o texto depois. A galerinha mais nova não faz ideia de como o mundo no passado era complicado…

    Esse lance de conhecimento empilhado é realmente fantástico. Você o tratou de forma individual, para cada pessoa, mas acrescento que um dos pilares do conservadorismo (tão propagado por Roger Scruton, que morreu semana passada) é justamente o conhecimento social que se acumula durante os tempos. Cada inovação hoje só é possível pelas descobertas que muitos outros fizeram no passado e plantaram a base necessária para o desenvolvimento de hoje. É um tema instigante. Parabéns por trazê-lo.

    Sobre a mochila, eu já usava apenas um mochilão nas viagens dos últimos 10 anos que fiz. Na última, foi também uma mochilinha (10 dias). Estou progredindo.

    Pessoal que está em dúvida aqui, o que eu levei nessa última viagem:

    * cuecas: 3 e lava no banheiro;
    * bermuda: uma da naylon (pouquíssimo espaço) e uma jeans;
    * camisetas: 5. Se usar de poliamida, ocupa espaço quase zero e é fácil de lavar no box também.
    *calça: 1 jeans.
    *banheiro: se for ficar em hotel nada. Tem toalha, sabonete e shampoo. Se quiser levar, potes pequeninos. Tem kit no Mercado Livre.
    *chinelo: 1
    *tênis: 1

    Considerando que vc vai viajar com o tênis e com a calça jeans, tudo acima cabe numa mochila normal. E sobra espaço para os extras, como kindle e um agasalho.

    Claro que, se for muito frio onde vc vai, aumenta um pouco, mas o agasalho mais volumoso pode ir na sua mão (ou corpo) e ainda cabe dois jogos de moletons na mochila.

    Abraços!

    • Guilherme 23 de janeiro de 2020 at 7:02 #

      Olá, André!

      Que curioso, também fiz a datilografia na oitava série………rsrssrs…. e realmente, a concentração era redobrada na arte de digitar, justamente para evitar borrões e um texto com muitas alterações e marcações.

      Gostei de ler o empilhamento de conhecimento sob a perspectiva coletiva. E você tem razão! A sociedade só evolui graças a esse modo de inovação do tipo “pedra sobre pedra”.

      Sobre as dicas para viajar, você acertou em cheio!

      Acho que o grande problema de fazer as malas, no que tange ao peso, é justamente o vestuário. Levar o mínimo de peças possíveis, que sejam versáteis e combinantes entre si, já ajuda. Não faz sentido, p.ex., levar um tipo de roupa para usar a cada dia, pois, em uma viagem de 10 dias, seriam 10 conjuntos! Dá pra simplificar, como você bem disse.

      O ideal é levar as roupas mais pesadas no próprio corpo: calça jeans, o tênis “multiuso”, e eventualmente um casaco (nem que seja pendurado em volta do colo).

      Quanto ao kit de banheiro, procurar sempre os itens vendidos em miniaturas, que têm em qualquer farmácia hoje em dia: em vez de levar um tubo de pasta de dente de tamanho normal, levar um “travel size”. E replicar a mesma técnica do “travel size” para os demais acessórios: desodorante, perfume etc.

      No que tange aos eletrônicos, procurar aparelhos versáteis e que pesem pouco: novamente, um adaptador de tomadas universal, um carregador portátil leve, cabos USB/lightning retráteis etc.

      Enfim, o básico é isso.

      Abraços!

  3. Gabriel 21 de janeiro de 2020 at 1:33 #

    Belo texto Guilherme, parabéns!
    Sobre a questão da mochila, acredito que seja perfeitamente viável, mas nesse caso não é só questão de aprender sobre, é muita prática também, pois só com algumas viagens é possível ir progredindo, e, mais do que isso, ir vendo que é possível viajar com pouco e se sentindo a vontade com isso, além de constatar todas as vantagens de viajar leve.
    Eu e a esposa estamos agora em viagem, serão 5 meses em locais quentes e frios intermediários (mínimas entre 6-7 graus), e estamos apenas com mala de mão e mochila pequena cada. Está dando para se virar perfeitamente.
    Ainda não cheguei no nível da mochila, mas com um pouco mais de treinamento quem sabe um dia né?!

    • Guilherme 23 de janeiro de 2020 at 7:10 #

      Olá, Gabriel, obrigado!

      Bacana que você esteja encarando esse desafio de 5 meses apenas com bagagem de mão!

      O mais importante você citou no seu ótimo comentário: prática. No começo, você ainda leva muitas coisas que, depois, vai percebendo que não tem assim tanta necessidade.

      O segredo é treinar, pesquisar bastante por materiais leves e versáteis, e ir vendo o que se adapta melhor às suas necessidades de viagem. P.ex., uma coisa que eu achava indispensável era aqueles fones canceladores de ruído, do tipo Bose. Mas depois eu vi que, ao menos para minhas necessidades, não era assim tão indispensável. Resultado: hoje viajo apenas com os fones de ouvido 3.5 mm. normais, e mais um par de fones bluetooth. São suficientes. Com isso, economizei uma tralha na mochila – e das grandes! …….rsrsr…..

      Para as viagens eu ainda não consigo dispensar o notebook, mas nesse caso eu já comprei um que é bastante leve, pesando apenas 1,2kg, e o carregador também é o mais leve possível. Então isso já é um problema a menos.

      E assim por diante.

      Pelo seu perfil, penso que dá pra encarar apenas uma mochila no futuro……rsrs…. ainda mais considerando que há um segmento do mercado bastante disputado, que é esse das mochilas espaçosas que cabem na bin e que são leves, mas ao mesmo tempo espaçosas o suficiente pra caber só na bin……a cada ano que passa surgem novos lançamentos.

      No meu caso, escolhi também uma mochila super leve (cerca de 900 gramas), que não pesa, é leve e cabe bastante coisa dentro.

      Enfim, o segredo é praticar e se sentindo à vontade com isso.

      Abraços!

  4. Raphaela 21 de janeiro de 2020 at 8:33 #

    “Uma coisa é certa, independentemente da idade, valores, necessidades ou prioridades: bote sua cuca pra funcionar. Fará bem para você aumentar a qualidade da sua vida, evitar o ócio degenerativo, e dar longevidade mental e emocional ao corpo e ao espírito. Não há nada a perder.”

    Guilherme, vc tem o dom de tocar nossa alma hehehe amei o texto e me senti motivada a ”melhorar” meus empilhamentos.
    Também foi bom pra me lembrar que nenhum “esforço “ será em vão!

    • Guilherme 23 de janeiro de 2020 at 7:11 #

      Muito obrigado pelas palavras, Raphaela!

      Sim, tudo que se aprende no passado de alguma forma pode ter serventia no presente e no futuro.

      Abraços!

  5. Marcelo F 23 de janeiro de 2020 at 11:09 #

    Olá Guilherme

    Parabens pelo texto.
    Muitas dicas e informações interessantes.

    grato

  6. Carlos Coelho 24 de janeiro de 2020 at 7:43 #

    Muito bom texto, me fez pensar bem sobre o que devemos tirar um tempo para estudar e fazer bons empilhamentos.

  7. Paulo 26 de janeiro de 2020 at 9:30 #

    Foi mesmo em 1994? Máquina de escrever já estava em declínio. O uso e aprendizagem era comum até a década de 80.

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