Sobre a poupança antiga e a importância de manter contratos e investimentos antigos

A ideia original para o post de hoje veio do leitor Maico, que comentou:

“Há alguns dias, quando estava almoçando, ouvi no rádio que a poupança antiga está pagando 0,5% ao mês, enquanto a nova paga 0,34%. Eu tenho alguns trocados na poupança antiga e por isso me chamou atenção.

Pois bem, com a Selic em 5,5% a.a. (à época do envio do email, pois hoje a SELIC já está em 5% a.a.) uma das aplicações mais rentáveis (sem risco) passa a ser a antiga poupança, que paga líquidos 6% ao ano.

Pena que não tem como voltar no tempo e investir mais num investimento que eu sempre vi com maus olhos.

O Tesouro Direto Prefixado também paga em torno disso, mas com o desconto de IR.

Então, essa é minha sugestão de tema: um artigo comentando a rentabilidade da poupança antiga”.

Maico, a sua sugestão de pauta veio num momento mais do que oportuno, considerando que, dias após você ter me enviado o email, o Banco Central resolveu abaixar ainda mais a taxa SELIC, para o atual patamar de 5% a.a., o menor nível da história.

Para além disso, estou aproveitando o gancho de sua percuciente sugestão de tema, para tratar de um assunto que não é muito comum nas finanças pessoais, mas que faz todo o sentido em muitos casos: a manutenção de contratos antigos, bem como a manutenção de investimentos antigos.

Poupança antiga é um dos melhores investimentos atuais na renda fixa

Parece mentira, mas não é.

Quando a SELIC estava em estratosféricos 14% a.a., a recomendação de tirar o dinheiro da caderneta de poupança, mesmo da poupança antiga, era unanimidade. Afinal de contas, para quê ganhar 0,5% ao mês (com a poupança antiga), se era possível ganhar o dobro disso (ao menos em termos nominais, mas não reais) em investimentos atrelados ao CDI/SELIC?

Porém, a maré inverteu, e inverteu de uma forma um tanto quanto brusca. Agora, com a SELIC a 5% a.a., é a poupança antiga quem ganha de lavada dos investimentos atrelados ao CDI/SELIC.

Considerando que os fundos de investimento em geral ainda pagam taxas de administração e imposto de renda, a rentabilidade líquida dos investimentos atrelados ao CDI/SELIC fica ainda menor quando comparada com a poupança antiga, que não paga IR nem taxas de administração.

Quem está na poupança nova, que remunera 70% da SELIC (nas condições atuais), está numa situação ainda pior, com um rendimento líquido mensal na casa dos 0,28%.

Isso porque o rendimento líquido da poupança nova é de cerca de 3,43% a.a. Com a perspectiva de a inflação fechar o ano a 3,54%, haverá rentabilidade real negativa para a caderneta nova, de -0,11%.

Sim, perder dinheiro com aplicações conservadoras começa a se tornar uma realidade cada vez mais presente em vários investidores.

As demais aplicações conservadoras em renda fixa – CDBs DI, fundos referenciados DI, LCAs e LCIs etc. – também estão em maus lençóis, já que a maioria desses produtos dificilmente entregará uma rentabilidade real superior a 0,5% ao ano (não é 0,5% a.m., mas sim 0,5% a.a. – isto falando de rentabilidade real, isto é, descontada a inflação, e não rentabilidade nominal).

É claro que não é mais possível investir na caderneta de poupança nas regras antigas, vigentes até maio de 2012, pois os novos depósitos seguem a regra atual, de remuneração de 70% do CDI.

Porém, essa notícia da “sobrevida” da caderneta de poupança velha nos remete a uma questão que sempre deve ser objeto de reflexão por parte dos investidores: a necessidade de preservação de contratos e investimentos antigos.

Além da poupança antiga, há outros contratos de investimentos e contratos de consumo que, realizados em outras épocas, prolongam seus efeitos para o futuro, gerando situações de vantagem para quem os mantêm até os dias atuais.

Vejamos mais alguns deles a seguir.

Planos de previdência privada com rentabilidade garantida de IGPM + 6% a.a.

Antigamente, quando eu ouvia o podcast da Mara Luquet na CBN, era comum aparecer a pergunta de um ouvinte sobre se ele deveria ou não migrar de um plano antigo de previdência privada, que tinha rentabilidade garantida de IGPM + 6% a.a., mas cobrava 10% de taxa de administração.

A resposta era sempre não, não valia a pena, pois a seguradora, obviamente, tinha interesse em diminuir os custos com a manutenção desse plano, muito oneroso para ela, seguradora, haja vista que tinha que garantir a rentabilidade prevista no contrato.

Hoje, pode parecer absolutamente destoante da realidade do mercado haver alguma empresa que comercialize tal tipo de plano – e realmente é destoante, já que esse tipo de plano já há muito tempo deixou de ser comercializado.

Porém, antigamente, os planos de previdência privada (incluindo os fundos de pensão das estatais) estavam estruturados sob o regimento BD, de benefício definido (em que se garantia uma rentabilidade ou benefício certo), o qual, com o passar do tempo, foram sendo gradualmente substituídos pelos planos CD, de contribuição definida, ou seja, somente o valor do aporte é certo, mas o valor do benefício previdenciário, ou a rentabilidade na fase de usufruto do benefício, é incerto.

Portanto, se você mantiver contratos antigos de previdência privada, em que há garantia contratual de rentabilidade de IGPM + 6% a.a., mantenha-se firme e forte pela continuação desse contrato, já que ele é uma das melhores opções de investimentos na atualidade.

Tesouro Direto pagando 7,82% a.a. + IPCA

Se ainda existem investidores, digamos assim, “sortudos” com planos de previdência privada pagando IGPM + 6% a.a., o que dirá os investidores do Tesouro Direto que compraram títulos do Tesouro IPCA pagando inflação + 7,82% a.a.?

Opa! Quando isso era possível? Em 2008, na crise do subprime? Em 2001, na crise do 11 de setembro? Em 1997, durante a crise russa?

Não.

Foi há meros 3 anos. Em 2016.

Vejam o que eu escrevi em artigo publicado em janeiro de 2016:

Tesouro IPCA+ 2035 em 7,82% a.a.: oportunidade de travar uma ótima taxa

Essa turbulência toda no mercado financeiro, com dólar no topo histórico (R$ 4,166), Bolsa na faixa dos 37k etc., tem gerado algumas importantes oportunidades em praticamente todas as classes de ativos.

“No Tesouro Direto, por exemplo, fiquei sabendo, através da leitura do excelente Blog d’Uó, que os títulos indexados à inflação estão se aproximando perigosamente da taxa dos 8% a.a. Confiram a taxa que o Tesouro está pagando pelo Tesouro IPCA+ 2035:

Tesouro Direto IPCA

Para quem tem dinheiro sobrando em caixa, e quer garantir uma excelente rentabilidade contra perdas inflacionárias, essa é um oportunidade que há tempos não se via nos títulos indexados ao IPCA.”

Vejam que interessante: somente a porção prefixada do Tesouro IPCA da época (7,82%) já é suficiente para bater com folga a taxa SELIC atual (5%).

O detalhe é que o investidor irá ganhar, além da porção prefixada, a reposição da inflação pelo IPCA, garantindo, assim, nessa fatia de seus investimentos, uma rentabilidade real de cerca de 0,5% ao mês, e não 0,5% ao ano, como ocorre com a maioria dos atuais investimentos em renda fixa.

Oportunidades como essa não ficaram restritas ao ano de 2016, o ano mais agudo da crise econômica brasileira.

Praticamente ao longo dos últimos 10 anos houve grandes oportunidades na classe de investimentos da renda fixa.

Em março de 2014 (post aqui), eu escrevi o seguinte depoimento:

Os títulos do Tesouro Direto ainda estão com taxas atraentes. Aproveitando o sempre inabalável nervosismo do Sr. Mercado, eu consegui comprar NTN-Bs acima de 7% a.a. + IPCA, e prefixados acima de 13% a.a. Hoje, as taxas estão um pouco mais baixas – ao redor de 6% a.a. para as NTN-Bs e 12% a.a. para os prefixados – mas ainda assim estão boas, considerando principalmente quem pretende carregar o papel até o vencimento, e consegue suportar oscilações de curto prazo.

Contratos antigos de planos de saúde, cartões de crédito etc.

O mais interessante disso tudo é que a preservação de contratos antigos pode ser benéfica e extremamente útil para você não apenas quando se trata de investimentos, mas também de itens de consumo pessoal, como planos de saúde, cartões de crédito etc.

Pense no caso de planos de saúde. É certo que eles preveem reajustes a cada ano, e é certo que eles estão cada vez mais restritivos e difíceis de se lidar.

Porém, quem tiver contratos assinados há muito tempo podem se beneficiar de já terem cumprido todos os prazos de carência, podem se beneficiar de coberturas menos restritivas, de preços menos caros etc.

O mesmo ocorre com cartões de crédito. Se você os tiver contratado com condições mais favoráveis, como anuidades vitalícias, ou descontos fixos na anuidade, dificilmente essas regras antigas serão modificadas posteriormente, te dando mais tranquilidade na hora de usar tais instrumentos financeiros.

Conclusão

Envelheça o dinheiro.

A regra n. 4 do Sistema YNAB de controle do orçamento doméstico se encaixa à perfeição no artigo de hoje.

Se você ainda tiver alguns dos investimentos ou contratos citados no texto de hoje – caderneta de poupança velha, previdência privada pagando IGPM + 6% a.a., Tesouro IPCA pagando 6% a.a. + inflação, plano de saúde antigo com todos os prazos de carência cumpridos, cartão de crédito com isenção vitalícia de anuidade, plano de assinatura de TV ou telefonia com preços menores e mais serviços incluídos etc., os benefícios extraídos desses investimentos/contratos só são possíveis de serem usufruídos no momento atual porque você prolongou a existência deles.

É verdade que o tema de hoje dá abertura para uma série infindável de desdobramentos, como, por exemplo, a cautela de você não ficar girando patrimônio de maneira excessiva e, no calor das operações de compra e venda, se desfazer de alguns desses preciosos ativos financeiros; o fato de preservar investimentos antigos também ser aplicável para as ações, imóveis e fundos imobiliários comprados a preço de banana etc. etc. etc.

Também é possível imaginar a existência de outros contratos antigos que, prolongados sua existência no decorrer do tempo, se constituem em fontes valiosas de resguardo patrimonial e melhor destinação ou gerenciamento de seu orçamento doméstico.

Não importa.

O que importa de verdade é a sua atitude orientada a acumular patrimônio, de forma gradual, consistente e progressiva, buscando, em paralelo, à acumulação igualmente perspicaz de conhecimento e inteligência financeira, a fim de que você possa olhar para trás e concluir que tomou, no balanço geral, as mais acertadas decisões de investimentos e de finanças pessoais, ao preservar e prolongar a existência de contratos e investimentos antigos. 😉

E você, mantém até hoje contratos e investimentos antigos, os quais não estão mais disponíveis para contratação?

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14 Responses to Sobre a poupança antiga e a importância de manter contratos e investimentos antigos

  1. Simplicidade e Harmonia 4 de novembro de 2019 at 7:19 #

    Guilherme,

    Quem diria que a poupança antiga seria considerada um dos melhores investimentos de renda fixa atualmente!

    Lembro bem dessa época que falou: 2016. Eu tinha por volta de 2k na poupança antiga, porém como os juros ainda continuavam altos e as taxas do TD estavam bem mais atrativas, acabei migrando por volta de 80% para o TD. Como tenho a intenção de carregar os títulos até o vencimento, acredito que fiz um bom negócio.

    Em relação aos plano de saúde antigos, as faixas etárias eram diferentes:
    0-18 anos
    18-59 anos
    59-69 anos
    69 acima

    Aos 59 anos o preço praticamente dobrava e aos 69 anos ocorria o mesmo, o que impossibilitava muitas pessoas de continuarem com o convênio. Para “ajudar” as pessoas a continuarem com os planos, a lei mudou e foram criadas faixas etárias para que os reajustes de faixas etárias não fossem tão altos.

    Mas no final, o que percebo é que os reajustes futuros foram diluídos ao longo das faixas etárias (de 5 em 5 anos se não me engano) – algo que seria desnecessário em uma sociedade com grande conhecimento e aplicação da educação financeira, pois haveria um planejamento de longo prazo para que fosse possível continuar com o pagamento do convênio. Embora há de lembrar-se que nem todos conseguiriam continuar com o convênio, pois a renda real do brasileiro (das classes baixa e média) apresenta quedas consecutivas.

    Em relação a contratos antigos, se não me engano, até a internet fixa que antes era ilimitada, agora pode ter franquia de dados como ocorre com a internet móvel.

    Boa semana,

    • MJC 4 de novembro de 2019 at 8:27 #

      A questão da internet fixa é engraçada.

      Se a gente voltar atrás e ver como eram as coisas, não havia nada que proibisse ela de ter franquia de dados. Mas nunca teve. Com o passar dos anos, algumas operadoras começaram a colocar em contrato mas nunca praticaram.

      Há cerca de uns 3 anos atrás mais ou menos (não lembro a data exata), um dos superintendentes da Anatel (Baigorri, indicado pelo Bolsonaro para ser um dos 5 conselheiros) começou a defender publicamente esse limite [1], o que chamou a atenção da sociedade como um todo, gerando um monte de reclamações. Se não me engano, o grupo Anonymous chegou a derrubar o site da Anatel na época.

      O engraçado é que até então não havia nada (nenhuma lei ou regulamento) que impedisse a franquia. Era tudo uma questão contratual. Com o depoimento do superintendente, algumas operadoras na época (se não me engano, a Vivo) começaram a defender isso mais pesado.

      Depois de toda a repercussão causada pelo assunto, começou uma época de cautelares proibindo isso. E a Anatel começou a postergar a solução do assunto. Pode ou não pode? A Anatel ainda não definiu. Ainda em 2016, editou uma cautelar proibindo a franquia de dados para internet fixa, mas ainda não decidiram definitivamente sobre o assunto [2].

      Talvez o posicionamento que era absurdo há 3 anos atrás comece a ganhar força no futuro e consigam decidir pela franquia de dados. Já teremos no conselho um antigo superintendente abertamente favorável. A intenção é que, a medida que antigos conselheiros saiam (mandado de 5 anos), novos entrem com pensamento semelhante.

      Na minha opinião, é questão de tempo até que a franquia seja permitida pela Anatel. A não ser que o Congresso imponha o contrário.

      Por conta disso, mantenho um contrato antigo, sem franquia de dados. Mas não sei até que ponto que vale a pena. Hoje já pago quase 30% a mais do que um contrato novo, com franquia (os contratos novos tem franquia, mas não são aplicadas por conta da cautelar). Além disso, as operadoras podem extinguir planos antigos também [3]. Então as vezes a gente fica carregando um plano antigo, mas será mesmo que vale a pena?

      Mesmo a questão da poupança antiga. Hoje ela rende mais que um investimento Tesouro Selic. Mas todo esse tempo rendendo muito menos, valeu a pena? Quantos anos a Selic tem que ficar abaixo de 5% pra ter compensado não ter migrado da poupança antiga para um tesouro ipca com vencimento longo?

      [1] https://gizmodo.uol.com.br/anatel-acredita-que-limite-de-franquia-de-dados-em-internet-fixa-pode-ser-benefica/

      [2] https://tecnoblog.net/262720/anatel-posicao-franquia-banda-larga-fixa-2019/

      [3] https://www.anatel.gov.br/consumidor/banda-larga/direitos/extincao-ou-alteracao-do-plano-de-servico-ofertas-conjuntas-e-promocoes

      • Guilherme 5 de novembro de 2019 at 17:39 #

        MJC, muito pertinentes seus comentários sobre a questão da evolução histórica sobre a briga nos bastidores pela franquia de dados na Internet fixa.

        Parece que é uma tendência que veio para ficar.

        Quanto ao seu caso específico, do dilema de manter ou não manter, é uma questão de averiguar se os planos novos com franquia são suficientes ou não para seu consumo de dados.

        Se eles forem insuficientes, é melhor deixar do jeito que está.

        E sobre a questão da poupança antiga, realmente é de se perquirir o chamado custo de oportunidade.

        Abraços!

    • Guilherme 5 de novembro de 2019 at 17:35 #

      Rosana, excelentes seus depoimentos!

      Os planos de saúde inventam formas criativas de reajustes de seus já caros produtos. A educação financeira nos impele a pensar em constituição de reservas para dar conta dessas mensalidades.

      Vc fez bem em migrar para o TD, já que as taxas eram igualmente até mais altas.

      Qto aos contratos de Internet, bem lembrado. As operadoras sempre buscando uma forma de lucrar mais, impressionante.

      Boa semana também!

  2. Glau 4 de novembro de 2019 at 9:21 #

    Com a queda da selic é possível renegociar empréstimos imobiliários para taxas menores? Existe isso? Ou só fazendo uma portabilidade?

    • Guilherme 5 de novembro de 2019 at 17:41 #

      É possível renegociar sim, Glau. Se o banco se negar a renegociar, a última saída acaba sendo mesmo a portabilidade para outro banco.

      Inclusive, penso ser isso um direito assegurado pelo CDC:
      art.6 : V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

  3. André 4 de novembro de 2019 at 10:56 #

    Olá Guilherme!

    Boas lembranças essas! É interessante perceber como a conjuntura econômica, e que influencia nossos investimentos podem mudar, não?

    Mas faço aqui uma provocação: a melhor situação da poupança antiga ocorreu apenas agora. Essa situação vai precisar se manter por um longo tempo para que as pessoas que possuem saldo nessa modalidade possam, de fato, dizer que compensou. Afinal, foram 7 anos comendo poeira. A rentabilidade acumulada nesse tempo está muito, muito abaixo do CDI.

    E sobre os títulos IPCA+, o ganho já ocorreu com a marcação à mercado, né? Hoje as pessoas, mesmo travando aquelas taxas no passado, já ganharam o diferencial. Hoje elas estão recebendo as taxas atuais. Talvez isso possa ser um motivo de confusão para quem não entende bem essa dinâmica.

    Grande abraço e boa semana!

    • Guilherme 5 de novembro de 2019 at 17:43 #

      André, de fato, excelentes provocações!

      Quanto à poupança, vc tem razão em sua leitura. Só se o Brasil entrar e se manter numa era de juros baixos por longo período para dizer se ela de fato compensou.

      Quanto ao Tesouro IPCA, sim, realmente o ganho ocorreu com a marcação a mercado.

      Abraço e boa semana também!

  4. MARCOS ARCANJO AGOSTINHO 4 de novembro de 2019 at 17:20 #

    Mantenho IPCA+ a taxa média de 6% na reserva mensal de 5% salário líquido iniciada em 09-2014.
    Meu receio são com as compras atuais a taxa abaixo de 4%, pois havendo aumento de taxas até o vencimento apresentarão retorno negativo.

    • Guilherme 5 de novembro de 2019 at 17:44 #

      Excelentes investimentos, Marcos!

      Quanto às compras às taxas atuais, de fato é um perigo se a curva de juros inverter.

  5. Vania 4 de novembro de 2019 at 18:17 #

    É um caminho longo, as decisões de anos atrás tem seu impacto hoje. Da mesma maneira, as decisões de hoje é que desenham nosso futuro.
    Gosto de ter em mente a frase famosa: “O melhor momento para plantar uma árvore foi há dez anos atrás. O segundo melhor momento é hoje.”

  6. FIREando Cedo 5 de novembro de 2019 at 23:24 #

    Bom tocar nisso. O pessoal recém-chegado e mais “empolgado” com o mundo dos investimentos adquire rapidamente uma ojeriza pela poupança e parece que sente a obrigação de falar mal dela e de berrar para todos que retirem o dinheiro de lá (para botar no Nubank ou em algo assim que rende merreca a mais) sem nem saber de “detalhes” básicos desses.

    Esses dias vi dois amigos discutindo isso…um completamente leigo, recém maior de idade, com uma poupança no nome dele onde os avós faziam depósitos desde 2000 (!!!) e o outro, sabichão, dizendo para ele tirar de lá porque o rendimento era péssimo e “a data dos depósitos não importava”…é foda. Isso é matar a galinha dos ovos de ouro para ver o que tem dentro.

    • Guilherme 10 de novembro de 2019 at 16:37 #

      Verdade, FC.

      Por isso que o conhecimento e a aprendizagem financeiras são ferramentas tão essenciais para tomar decisões acertadas e cognitivamente bem esclarecidas.

      Abraços!

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