Comparando os bancos digitais (Inter, Sofisa, BTG e outros) com os “Bancões” (BB, Itaú, Bradesco etc.)

Por ocasião do aniversário de uma década do blog Valores Reais, o leitor Michael deu uma sugestão bastante interessante:

“Gostaria também de aproveitar esta marca e este espaço para dar alguns feedbacks e algumas sugestões, OK?

Continua sendo super relevante o seu blog, do ponto de vista macro (importância de poupar para investir; análises pontuais da conjuntura econômica), e também da perspectiva micro. Neste última, eu acompanho vários outros blogs financeiros, mas você fez aqui um “one stop shop” – não seria necessário ter procurado outros pelas atualizações mais importantes, por exemplo, os novos fundos DI sem taxa administrativa alguma; e também a redução do spread no Tesouro Direto ao comprar e vender os títulos Selic (LFT’s).

Eu anoto que os posts mais lidos e respondidos aqui durante estes 10 últimos anos (“populares” na sua contagem no lado direito) incluem os seguintes: “7 Estratégias Para Não Pagar Anuidade no Cartão de Crédito” e Qual Investimento “Rende Mais”: x, y ou z. Outro, muito bem colocado no Google Search, foi mais ou menos assim: Quais Bancões oferecem o melhor leque de investimentos, e sugestões concretas para não pagar nada de mensalidade por manter a conta. Claro, agora poderia ser atualizado para incluir se ainda vale a pena manter conta com Bancão, com a nova concorrência das Corretoras. Os textos não precisariam ser definitivos, só algumas ideias suas, e as experiências dos seus leitores vão chegar nos comentários, para promover mais interação e agregar ate mais valor.

Apenas ideias por sua consideração nesta jornada.

Abraço!”

Pois bem, Michael! Você, como prata da casa, bem sabe que um pedido do leitor é uma ordem 😉

Dessa maneira, o texto de hoje é dedicado a esse tema: algumas considerações sobre os bancos digitais, frente aos tradicionais bancos de varejo, os famigerados bancões, tendo em vista tudo o que ocorreu até o contexto atual, de julho de 2019.

Destaco que essa é uma opinião estritamente pessoal. É por isso que a caixa de comentários fica aberta, para possibilitar a adição de outros pontos de vista baseados nas experiências de cada usuário, e, assim, garantir pluralidade de participações, circulação de ideias e consequente compartilhamento de conhecimento. 😉

Onde os bancos digitais ganham

Custos: esse é o principal e o ponto mais forte dos bancos digitais, onde eles conseguem atrair milhares e até milhões de pessoas para a sua base de clientes.

Os grandes bancos de varejo no Brasil sempre tiveram uma péssima imagem associada a custos pesados e cobrança indevida de tarifas no imaginário popular. E com razão.

Afinal, cobrando cestas de serviços que chegam a quase R$ 100 mensais nos segmentos de mais alta renda, e com a inflexibilidade que sempre caracterizou a postura dessas instituições, e isso sem contar inúmeras cobranças “surpresa” de tarifas indevidas sem nenhum aviso prévio, não poderia haver mote mais perfeito para os bancos digitais, com sua estrutura enxuta do ponto de vista físico, mas robusta (ou aparentemente robusta) do ponto de vista tecnológico, fisgarem os clientes insatisfeitos dos grandes bancos de varejo, quanto à questão dos custos.

Todos os bancos digitais “famosos” (p.ex., Inter) oferecem, por padrão, cestas de serviços gratuitas com um bom leque de franquias incluídas (principalmente saques em caixas eletrônicos, TEDs e DOCs) – com exceção do Banco Original, que não tem nenhum pacote gratuito de serviços.

Ter uma conta corrente digital totalmente gratuita com isenção de tarifas nos 3 principais serviços comumente utilizados (saques, TEDs e DOCs) pode significar uma economia anual que passa facilmente dos R$ 500 a R$ 1.000, dependendo do tipo de cesta de serviços contratado junto ao bancão.

Essa onda de bancos digitais provou ter sua valia no Brasil, já que os próprios bancões acabaram se mexendo e criando alternativas de pacotes gratuitos de serviços, embora muitos deles com franquias gratuitas muito limitadas.

Na questão dos custos, ainda, não posso deixar de mencionar a parte dos cartões de crédito, com a iniciativa do Nubank de fornecer um cartão para compras, com isenção permanente de anuidade, e sem os famigerados asteriscos, ou seja, necessidade de uma consumação mínima mensal.

Investimentos: esse é um outro ponto muito forte dos bancos digitais, ao menos naqueles bancos digitais e corretoras focados em investimentos, como BTG, Órama, Sofisa, XP, Guide, Genial e similares.

O leque de opções de produtos de investimentos oferecidos por esses bancos digitais e corretoras independentes costuma ser bem maior e mais diversificado do que nos bancões.

Além disso, sempre baseado naquela equação risco/retorno, essas instituições de pequeno e médio porte conseguem oferecer produtos que, embora tragam maiores riscos, embutem também maiores taxas de rentabilidade.

Por exemplo, com apenas R$ 100 para investir, você consegue aportar – além de uma LFT que paga 100% da SELIC – num CDB pós-fixado ao DI com liquidez diária nos bancos Inter e Sofisa com uma taxa de 100% do CDI. Já num BB, Bradesco ou Itaú da vida, com R$ 100 o máximo que você iria conseguir seria o quê? Aportar num fundo DI pós-fixado com uma taxa de 70% do CDI?

Em relação aos fundos de investimentos operados por gestores independentes (SPX, Kapitalo, Adam, Verde etc.), que no começo só estavam disponíveis nas prateleiras das corretoras independentes (XP) e bancos de investimentos (BTG), de uns tempos para cá começaram a aparecer também nos bancões, mas sempre com uma taxa adicional de administração e/ou com tickets mínimos de aportes sempre muito altos (de R$ 50 mil pra cima).

A grande verdade é que, assim como no caso dos custos, os bancões também tiveram que se mexer para “correr atrás do prejuízo” na questão dos investimentos, incorporando às suas respectivas plataformas produtos de gestão operados por terceiros.

Onde os bancões ganham

Bom, mas se os bancos digitais oferecem custos mínimos e lucros máximos (através de opções de investimentos mais rentáveis), então não seriam eles o Santo Graal dos serviços bancários e de investimentos?

A resposta é não. Apesar de tantas vantagens, os bancos digitais ainda derrapam e precisa melhorar em alguns pontos tão importantes quanto aqueles relacionados aos custos e aos investimentos disponibilizados.

O primeiro deles é a segurança, ou, no mínimo, a confiabilidade. Mês passado um episódio envolvendo (novamente) o Banco Inter ganhou as manchetes dos jornais: os clientes haviam relatado contas zeradas ou negativas e o app bloqueado para uso.

Embora o fato não tenha passado de uma instabilidade no sistema e, segundo nota do Inter à empresa, essa instabilidade “não havia ocasionado prejuízo financeiro aos clientes”, a estabilidade no sistema conta muitos pontos na hora de um cliente escolher um banco. Afinal de contas, se o banco for instável, quem é que vai se dispor a guardar dinheiro lá?

Aliás, ano passado o banco Inter ficou marcado por outro episódio de falha grave de segurança, ao expor dados financeiros de quase 20 mil clientes (fonte).

Além disso, outra área em que os bancos digitais ainda precisam melhorar é naquela relacionada à interface humana de atendimento, principalmente quando há algum problema mais complexo na conta do cliente, que precisa ser resolvido com rapidez e urgência através de alguém especializado no assunto.

Nas corretoras independentes (XP, Modal etc.) e nos grandes bancos de varejo (BB, Bradesco, Itaú etc.), isso não chega a ser problemático, uma vez que, nas corretoras, os funcionários e agentes de investimentos, e, nos bancos, a forte estrutura montada com gerentes de agências físicas + SAC + Ouvidoria consegue identificar os problemas e fornecer respostas (ainda que muitas vezes insatisfatórias, diga-se de passagem) para o caso.

Porém, como os bancos digitais (Inter, Sofisa etc.) estruturam-se com uma base muito enxuta de funcionários para atendimento, os clientes têm se deparado com grandes dificuldades quando têm um problema mais grave para resolver, como, por exemplo, bloqueio indevido da conta, ou dificuldade de uso do app.

A quem recorrer, nesses casos? Ao 0800 ou SAC do banco, que nunca completa uma ligação? Ao email de suporte, que demora 24 horas para responder às mensagens? E se o acesso à conta for indispensável para retirar um dinheiro para pagar uma conta urgente e agora, como é que fica?

Até é compreensível a atitude dos bancos digitais de priorizarem investimentos em infraestrutura de TI (que mesmo assim vem apresentando algumas falhas, como nos casos envolvendo o Banco Inter), e em processos automatizados de atendimento, mas é absolutamente indispensável o investimento na qualificação de um corpo de funcionários treinados para resolverem problemas mais urgentes e complexos, e que demandam inteligência humana, e não artificial.

Conclusão

Como se pode depreender dos argumentos expostos acima, não há banco perfeito, pois todos eles apresentam pontos fortes e pontos fracos, os quais devem ser devidamente sopesados e colocados na balança na hora de você decidir quais serviços quer utilizar e quais fatores pretende priorizar.

Como regra de bolso, e a fim de evitar surpresas desagradáveis na concentração de todos os produtos e serviços num banco só, vale a pena uma diversificação mínima de contas-corrente e de contas de investimentos. Afinal, vai que o Internet Banking de seu banco resolva instabilizar justo no dia em que você precisa pagar contas e fazer transferências bancárias?

Custos mínimos de nada valem se toda hora que você precisa acessar o banco ou corretora X ou Y é aquela dor de cabeça e perda de tempo. Da mesma forma, estabilidade do home banking e mil e um funcionários à sua disposição pouco podem contribuir se o banco que oferece tais vantagens só paga 70% do CDI no CDB DI pós-fixado dele, ou se cobra R$ 49,90 mensais a título de manutenção de conta.

Uma coisa é certa: nada substitui a experiência – no caso, a sua própria experiência pessoal, testando, comparando e utilizando os serviços bancários que o mercado oferece. Assim, você aumenta as chances de encontrar um banco que mais atenda às suas necessidade e aos seus objetivos, tanto financeiros quanto não financeiros. 😉

E você, prefere os bancões ou prefere os bancos digitais na hora de usar serviços financeiros e fazer investimentos? Como tem sido sua experiência com os bancos digitais? Dá pra confiar? Teve algum problema? Foi resolvido rapidamente?

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26 Responses to Comparando os bancos digitais (Inter, Sofisa, BTG e outros) com os “Bancões” (BB, Itaú, Bradesco etc.)

  1. Adriana 1 de julho de 2019 at 9:03 #

    Então, eu sou uma fã e uma otimista em relação à serviços financeiros digitais. 😀
    Tenho o Nubank há anos e nunca tive qualquer problema. Sempre funcionou perfeitamente e quando tive alguma dúvida, fui rapidamente atendida pelo chat no próprio app ou por e-mail também, de forma muito eficiente. Outro ponto favorável é o cartão digital para compras e pagamentos pela internet que o Nubank oferece e que contribui bastante para a segurança na minha opinião, afinal, podemos sempre apagar o cartão virtual depois de alguma compra e gerar um novo.
    Há cerca de um ano abri conta no Inter e pedi pouco depois a portabilidade do meu salário do Santander para o Inter. O principal motivador na época é que estava cansada de pagar TED todo mês para enviar dinheiro para a corretora. Havia trocado e-mails com o gerente do Santander e ele foi categórico em dizer que não seria possível me dar um TED grátis por mês. A única opção seria eu aderir a um pacote de serviços que era mais caro do que o TED que eu pagava e que não tinha outros serviços que fizessem diferença para mim. Em todo esse período, lembro apenas de uma vez que não consegui acessar o app do Inter pelo celular, pois estava com instabilidade, consegui acessar apenas cerca de duas horas depois.
    Fico pensando às vezes na questão da segurança e estabilidade do sistema, mas para mim a redução de custos absurda que o Inter me proporcionou compensam. Uso bastante as transferências, então esse era um custo bem importante.
    Me inscrevi agora para testar o C6 Bank, um banco digital novo. Meu convite já chegou e estou aguardando a chegada do cartão para começar a testar. Tive opção de receber cartão de crédito internacional livre de anuidades que foi o que escolhi, mas também havia a opção de cartão Black cuja anuidade era 12 x R$ 85. Enfim, estou curiosa e gosto de testar esse tipo de coisa.

    A única coisa que não me deixa muito confortável nessa história toda é a tecnologia Contacless que permite o pagamento por aproximação. No caso do Nubank, em pagamentos menores que R$ 50 em maquininhas que tenham essa tecnologia, não há necessidade de digitar a senha. Em um país como o Brasil, não acho que essa seja uma vantagem.

    • Guilherme 5 de julho de 2019 at 19:18 #

      Excelente depoimento, Adriana! Bastante completo e cheio de detalhes!

      Que bom que sua experiência com os serviços digitais financeiros tenha sido até aqui muito boa!

      E realmente, a redução de custos é fenomenal. Afinal de contas, dinheiro que a gente não gasta com tarifas bancárias desnecessárias é dinheiro que entra na nossa conta, acumulando a favor, e não contra, nós.

      Abraços!

  2. Valdemar Engroff 1 de julho de 2019 at 9:11 #

    Bueno! Tomei meu mate e já respondi no teu Twitter “Engraçado Guilherme…. mal comparando os “bancões” trabalham como boutiques (caros) e os bancos digitais como os bolichos de campanha (extremamente acessíveis), quando falamos de preços de serviços….

    Mantenho conta/salário/aposentadoria no (por ora) banco estatal gaúcho (Banrisul). Ele entra na linha dos “bancões” em quase todos os produtos e serviços que oferece…. ainda tenho a conta poupança no mesmo banco que é a “porta de entrada” para os repasses para a corretora XP….. não invisto em bancão mas também não invisto no “bolicho de campanha” (banco digital), que são a brecha que faltava para fazer sombra às grande boutiques financeiras do nosso país.

    • Guilherme 5 de julho de 2019 at 19:20 #

      Ótima analogia, Valdemar!!!

      Gostei das metáforas utilizadas para os bancões (boutiques caras) e para os bancos digitais (bolichos de campanha).

      No final das contas, os bancões acabam servindo mesmo apenas como um meio de “irrigação” do dinheiro para os investimentos “de verdade”, em corretoras independentes.

      Abraços!

  3. Bruno 1 de julho de 2019 at 11:39 #

    Ouvi uma piada no trabalho que não deixa de ter um fundo de verdade:

    Se até o celular do Moro foi invadido por que o meu não será ?

    Corretoras depositam valores em contas com o mesmo CPF, mas um banco não.

    • Guilherme 5 de julho de 2019 at 19:21 #

      E por isso as corretoras tem um fator adicional de segurança.

      Talvez uma combinação de banco + corretora seja uma das mais confiáveis em termos de proteção financeira.

  4. Adri 1 de julho de 2019 at 12:47 #

    Bom dia.
    Tenho conta em um bancão no segmento de alta renda, pois todas contas pessoais deixo em debito automático, e por esse banco possuir agencias espalhadas por inúmeras cidades e estados o que facilita nas viagens caso de necessidade de dinheiro em especie.
    Para ficar livre de encargos da conta, mantenho aplicação minima exigida em fundo mm com bom rendimento.
    Desde 2015 mantenho o maior valor investido diversificado em produtos de banco digital e/ou através de corretoras.
    Mas, na corretora XP já por duas vezes indaguei assessor e este a XP e ainda não tenho resposta satisfatória do motivo da divergência do valor aplicado menos a amortização de investimento feito em FIDC em 2017 e vcto em 2025.
    Acho que nesse caso um ‘bancão’ já teria dado a solução.
    Pela possibilidade de diversificação e conseguir boas rentabilidade, não cobrança de custodia em FII, Deb, etc, não tem como não aplicar através de corretoras ou bco digital

    • Guilherme 5 de julho de 2019 at 19:21 #

      Ótimo depoimento, Adri.

      Também acho que não há motivos para não investir em corretoras e bancos digitais, ainda mais considerado a gratuidade para manutenção de conta.

  5. Fabio 1 de julho de 2019 at 14:44 #

    Melhor solução pra mim é ter conta nos dois tipos, bancões e digitais, pra poder suprir a necessidade em casa caso. Eu tive a sorte de abrir as contas digitais nos bancões quando elas existiam (Itau iconta, bradesco digiconta e BB digital) sem pagar nenhuma tarifa por ela, e até na caixa onde tenho financiamento consegue fazer aquela alteraçao pra não pagar mensalidade. Já nos digitais tenho conta no sofisa direto desde lancamento, nubank/nuconta, next (Uso os mimos eles, unica utilidade ate agora) e pra cartao de credito um credicard black com anuidade zero acima de 6000 de gastos mensais que consigo atingir. Ë aquela velha maxima, se você só tem um martelo todo problema vai querer resolver na martelada, mas se tiver uma caixa de ferramentas completas poderá resolver cada problema da maneira correta, assim que penso sobre esse assunto de finanças e instituições no geral.

    • Hélio Silva 1 de julho de 2019 at 22:49 #

      Concordo, melhor maneira é ter no mínimo uma conta em um bancão e uma conta em um banco digital, assim evita um pouco de stress.

    • Hélio Silva 1 de julho de 2019 at 22:50 #

      Concordo, melhor maneira é ter no mínimo uma conta em um bancão e uma conta em um banco digital, assim evita um pouco de stress. Não gosto de manter conta somente em um banco.

      • Guilherme 5 de julho de 2019 at 19:23 #

        De fato concentrar tudo em um banco só pode ser problemático caso esse banco venha a falhar justo no dia em que mais precisarmos dele….

    • Guilherme 5 de julho de 2019 at 19:22 #

      Ótimo depoimento, Fábio.

      Gostei dessa metáfora com martelo e caixa de ferramentas. É por aí mesmo.

  6. Ricardo 2 de julho de 2019 at 14:46 #

    Para o meu uso, banquinho não vale a pena. Os bancões estão com Tesouro Direto com taxa zero de custódia (=a maioria das corretoras) (e vale para isentar a mensalidade da conta). E, à medida que vc vai aumentando o saldo na c/c, eles te concedem algumas gratuidades, tipo isenção parcial ou total da mensalidade e TED grátis (1 ou 2) – que pra mim é o suficiente. Em Renda Variável, a corretagem para ações ainda é alta comparando com as corretoras, mas se vc faz “buy and hold” e esperar 2 meses para juntar valor maior para comprar ação, essa taxa já não fica tão cara assim (em proporção ao que vc vai aportar). O que acho ruim é que, pra quem gosta de Fundos, os de bancão não são bons, mas para isso tem corretora.
    Na verdade, tirando quem precisa de muito TED, não vejo nenhum sentido em ter conta em banquinho.

    • Guilherme 5 de julho de 2019 at 19:24 #

      Ótimo depoimento, Ricardo. Deve haver milhares de clientes com o mesmo perfil que o seu.

  7. MARCOS ARCANJO AGOSTINHO 2 de julho de 2019 at 20:32 #

    Pode-se fazer um misto conta corrente com pacote essencial bancão e conta digital.
    Assim agrega-se o melhor que cada um pode oferecer!!

  8. Jorge 3 de julho de 2019 at 0:52 #

    Bancão para ter a reserva de emergência. Seja poupança ou algum fundo DI que tenha liquidez 24/7. Uso o BB com a “priorização de resgate automático”, com a conta eletrônica com doc/ted ilimitados. Tudo, devidamente, aprendido aqui no valores reais, pq se fosse depender do BB divulgar os próprios serviços que tem e que são bons…
    Investimentos em tesouro direto, tanto faz bancão ou bancos digitais ou corretoras.
    Agora o resto da renda fixa e renda variável, com certeza, corretoras e bancos digitais. Seja pelas taxas oferecidas, pela facilidade de acesso dos investimentos e é claro, a variedade que pode ser proporcionada!

    • Guilherme 5 de julho de 2019 at 19:25 #

      Muito bem, Jorge!!!!

      E que bom que tirou proveito disso tudo a partir das publicações aqui do Valores Reais!!!!

  9. Michael 3 de julho de 2019 at 2:31 #

    Bem legal Guilherme e me sinto honrado que a minha sugestao foi acolhida. Especialmente de uma forma tao pensativa.

    Dois anos atras eu comecei esta migraçao dos bancoes em favor de corretoras independentes, principalmente em busca de melhores opçoes de investimentos.

    Hoje em dia eu estou voltando atras. Por que? Demorou, mas a concorrencia acirrada FINALMENTE forçou os bancoes a aprender a competir, e eles estao realmente reagindo de forma agressiva. Especialmente se eles sabem que voce tem conta nestes concorrentes e se voce tem potencial para um volume crescente de investimentos.

    Contas correntes sem anuidades, cartoes de credito sem mensalidades, TED’s ilimitadas gratuitas, e fundos de investimentos com valores minimos bem reduzidos.

    Nota: muitas vezes tais fundos mais competitivos (especialmente DI e RF) nao sao divulgados, voce precisa de pedir e insistir, e os bancoes sao bem mais dispostos a acomodar voce, mesmo sem o saldo minimo “oficial” publicado.

    Aquelas questoes de segurança, confiabilidade, e atendimento muito bem elaboradas por voce sao fatores determinantes para mim.

    Absolutamente central para o investidor: agora que todos os Bancoes nao cobram mais a sua propria taxa de custodia. A questao entao seria o seguinte:

    -Se o Bancao contabiliza – ou nao – o Tesouro Direto para o Volume Global de Investimentos para receber isençoes e se qualificar para melhores aplicaçoes.

    Bradesco: SIM.
    Itau; SIM.
    Santander: SIM.
    Banco do Brasil: NAO
    CEF: ??

    Tal consolidaçao – apos, claro, uma avaliaçao bem profunda do leque de investimentos da instituiçao em questao- poderia, alem das vantagens citadas acima, servir para descomplicar a sua vida financeira.

    Seria uma escolha pessoal. No meu caso eh isso que estou começando a fazer. Abraço!.

    • Guilherme 5 de julho de 2019 at 19:29 #

      Excelente depoimento, Michael!

      Pois é, quem diria que os bancões estivesse dispostos a “comprar a briga” e flexibilizar nas condições para voltar a atrair clientes.

      E nessa briga vale tudo:

      – Oferecer investimentos de gestores independentes – até o BB fez isso, e fiquei de uma certa forma pasmo…..rsrs…..

      – Contabilizar Tesouro Direto para isenção e qualificação para melhores aplicações: outra coisa inimaginável uns 10 anos atrás, quando esse blog começou 😉

      – Criação de regras para isenção de anuidades de cartões de crédito também com base no volume de investimentos, facilitando a vida daqueles que usam o cartão para compras….

      Enfim, o jogo ficou mais disputado, e a entrada das fintechs e corretoras independentes com modelos de negócios mais abertos facilitou isso. Temos mais escolhas agora, e de melhor qualidade.

      Abraços!

  10. SAMUEL BARBOSA 6 de julho de 2019 at 7:30 #

    “com exceção do Banco Original, que não tem nenhum pacote gratuito de serviços.”

    Sou cliente do Banco Original há 2 anos. Não lembro de ter pago nenhum tarifa. O primeiro ano foi gratuito e o segundo ano trouxe meu salário para continuar com anuidade grátis.

    Acredito que vc n conhece nenhum cliente Original. Por outro lado eu sou/fui cliente de praticamente todos os Bancões e Fintechs.

    Pra mim, o melhor de todos é o Banco Original. Enquanto a moda por aqui é “anuidade zero”, o Original vai além e dá CASH BACK (quanto mais vc usa, maior é o percentual que “recebe de volta” no cartão de crédito).

  11. SAMUEL BARBOSA 6 de julho de 2019 at 7:38 #

    “Essa onda de bancos digitais provou ter sua valia no Brasil, já que os próprios bancões acabaram se mexendo e criando alternativas de pacotes gratuitos de serviços, embora muitos deles com franquias gratuitas muito limitadas.”

    Não foi bem assim. O Banco Central determinou a padronização de tarifaz e determinou que alguns serviços são gratuitos. Inclusive acredito q vc deveria incentivar seus leitores a irem aos bancões e pedir o “pacote de tarifas do Banco Central”: custo zero.

    Inclusive, é importante incentivar as pessoas de baixa renda q temos acesso (diaristas, porteiros…)

  12. SAMUEL BARBOSA 6 de julho de 2019 at 8:17 #

    “Além disso, sempre baseado naquela equação risco/retorno, essas instituições de pequeno e médio porte conseguem oferecer produtos que, embora tragam maiores riscos, EMBUTEM também maiores taxas de rentabilidade.”

    Acho que no lugar de “embutem” deveria “possibilitam”, “abrem a oportunidade”…

  13. Gabriel 6 de julho de 2019 at 8:52 #

    Entendo que o ideal é extrair oportunidades de ambos.
    Bancos grandes inegavelmente oferecem bons benefícios (alguns precários e outros inexistentes nos bancos digitais), que podem ser acessíveis muitas vezes a custo zero, como um cartão de crédito sem anuidade, por exemplo.
    Bancos digitais oferecem custo mensal zero e benefícios que não são baratos nos grandes bancos, como transferências gratuitas.
    Sobre os bancos digitais, utilizo o Sofisa, Agibank e Neon, todos com o propósito de transferências sem custo e emissão de boletos. Sofisa me parece ser o que tem mais benefícios, sendo que o aplicativo do Neon acho muito bom.

  14. Jorge Quintanilha 25 de julho de 2019 at 11:52 #

    Bancão para ter a reserva de emergência. Seja poupança ou algum fundo DI que tenha liquidez 24/7. Uso o BB com a “priorização de resgate automático”, com a conta eletrônica com doc/ted ilimitados. Tudo, devidamente, aprendido aqui no valores reais, pq se fosse depender do BB divulgar os próprios serviços que tem e que são bons…
    Investimentos em tesouro direto, tanto faz bancão ou bancos digitais ou corretoras.
    Agora o resto da renda fixa e renda variável, com certeza, corretoras e bancos digitais. Seja pelas taxas oferecidas, pela facilidade de acesso dos investimentos e é claro, a variedade que pode ser proporcionada!

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