Guest post: notas sobre o Tesouro Direto, BTG Pactual Tesouro SELIC e assuntos correlatos

Um dos melhores trunfos desse blog é a comunidade de leitores extremamente qualificados que, com sua inteligência, perspicácia e vontade de compartilhar conhecimento, enchem a caixa de comentários com textos e observações que valem por um guest post.

É o caso do texto de hoje. 😀

Ele foi escrito originariamente na caixa de comentários do último artigo, mas, por estar tão bem escrito, resolvi convertê-lo num guest post, para que mais leitores tenham acesso ao material que foi produzido.

No texto de hoje, Breno Medeiros tece observações muito oportunas sobre o Tesouro Direto, o fundo de investimentos BTG Pactual Tesouro SELIC, custos ocultos dos investimentos, e assuntos correlatos.

No final, ainda complementamos as informações sobre outros custos do Tesouro Direto com uma nota do leitor Michael, custos esses que, se eliminados, também poderiam contribuir para uma redução ainda maior nas taxas praticadas para o investimento em títulos públicos.

Confiram!

………………..

“Concordo que o Tesouro Direto poderia ter baixado ainda mais a sua taxa de custódia. O próprio Tesouro Nacional reconheceu que faria isso se chamasse para si a propaganda e a educação financeira, que é realizada atualmente pela B3.

Contudo, o Programa Tesouro Direto vem se aperfeiçoando ao longo dos anos e outras reduções de taxas já ocorreram. No início, quando comecei a investir, era cobrada uma taxa de 0,03% no ato da aplicação e a taxa de custódia anual era de 0,4%.

Dessa forma, considero importante a atual redução de 0,3% para 0,25% (taxa anual) para o investimento mais seguro e rentável do mercado de renda fixa. O Tesouro Direto ficou ainda mais barato!

Não se deve analisar apenas o título Tesouro Selic para verificar a rentabilidade dos títulos públicos federais, principalmente quando se compara com fundos de investimento, que têm gestão ativa, assim como pode ter o pequeno investidor no Programa Tesouro Direto.

Existem títulos que já renderam 80% em períodos inferiores a um ano, como o Tesouro IPCA com vencimento em 2024 (de 14 de junho de 2006 a 23 de maio de 2007). Já durante o ano de 2018, quem tivesse comprado Tesouro IPCA+ 2045 em 25 de setembro e vendesse em 29 de outubro teria uma remuneração superior a 25% em pouco mais de um mês.

Não incentivo a especulação no Tesouro Direto, mas é importante comprar a preços interessantes. De todo modo, isso é uma gestão ativa e precisa de conhecimento.

Os fundos de investimento apresentam custos e riscos que precisam ser considerados, além da necessidade de verificar a rentabilidade.

Custos ocultos

Quanto aos custos, não se pode olhar apenas para a taxa de administração, porque quem investe nestes produtos paga por uma série de despesas (os “encargos do fundo”), além da cobrança visível, que é a taxa de administração.

São encargos do fundo’:

1. Taxas, impostos ou contribuições federais, estaduais, municipais ou autárquicas, que recaiam ou venham a recair sobre os bens, direitos e obrigações do fundo;

2. Despesas com o registro de documentos em cartório, impressão, expedição e publicação de relatórios e informações periódicas;

3. Despesas com correspondências de interesse do fundo, inclusive comunicações aos cotistas;

4. Honorários e despesas do auditor independente;

5. Emolumentos e comissões pagas por operações do fundo;

6. Honorários de advogado, custas e despesas processuais correlatas, incorridas em razão de defesa dos interesses do fundo, em juízo ou fora dele, inclusive o valor da condenação imputada ao fundo, se for o caso;

7. Parcela de prejuízos não coberta por apólices de seguro e não decorrente diretamente de culpa ou dolo dos prestadores dos serviços de administração no exercício de suas respectivas funções;

8. Despesas relacionadas, direta ou indiretamente, ao exercício de direito de voto decorrente de ativos financeiros do fundo;

9. Despesas com liquidação, registro, e custódia de operações com títulos e valores mobiliários, ativos financeiros e modalidades operacionais;

10. Despesas com fechamento de câmbio, vinculadas às suas operações ou com certificados ou recibos de depósito de valores mobiliários;

11. Os montantes devidos a fundos investidores na hipótese de acordo de remuneração com base na taxa de administração e/ou performance; e

12. Honorários e despesas relacionadas à atividade de formador de mercado.

Como os custos afetam a rentabilidade

Os custos acabam afetando a rentabilidade dos fundos.

No caso do BTG PACTUAL DIG TES SELIC SIMPLES FI RF, desde quando foi criado em maio de 2018 ele não rendeu em nenhum mês superior à Selic Mensal. Maio: 0,38% x 0,52%; Junho: 0,52% x 0,52%; Julho: 0,53% x 0,54%; Agosto: 0,56% x 0,57%; Setembro: 0,46% x 0,47%; Outubro: 0,53% x 0,54%; Novembro: 0,48% x 0,49%; Dezembro: 0,49% x 0,49%.

No acumulado, a Taxa Selic está rendendo 4,9% a mais que este Fundo. Além disso, para o investidor também incidirá o come-cotas semestralmente (sem destaque no original).

Por causa da gestão ativa, em tese, este fundo poderia render mais que a Taxa Selic, porém, temos que observar os riscos.

Apesar de ser considerado de menor risco, o fundo BTG PACTUAL DIG TES SELIC SIMPLES FI RF pode investir em derivativos.

Na própria lâmina do fundo existe a seguinte observação: “As estratégias de investimento do BTG PACTUAL DIG TES SELIC SIMPLES FI RF podem resultar em significativas perdas patrimoniais para seus cotistas.”

Particularmente, em comparação ao investimento direto em títulos, observo que são níveis de risco bem diferentes porque não há nenhuma garantia em caso de quebra do fundo. Quanto aos investimentos pelo Tesouro Direto, caso ocorra algum problema com a instituição financeira, o investidor pode ficar tranquilo porque a guarda dos títulos públicos federais fica com a B3.

Conclusão

Resumindo, temos que observar os custos, os riscos, as garantias e a rentabilidade sempre que comparar qualquer produto com o Tesouro Direto.

Também devemos considerar que existe a possibilidade de haver gestão ativa investindo em títulos públicos.

Por outro lado, temos que continuar lutando para que o Tesouro Nacional reduza ainda mais a taxa de administração para incentivar os investimentos e aumentar a rentabilidade para as pessoas físicas.

Obrigado pelo artigo desta semana e pela oportunidade de promover uma discussão saudável a respeito do universo financeiro.

Abraço!”

……………………..

Sobre o autor: Breno Medeiros é autor do blog Educação Financeira Pessoal, que tem como objetivo promover educação financeira de qualidade para você aprender cada vez mais a se organizar e a investir por conta própria. Breno também é autor da Coleção Educação Financeira Pessoal (três volumes), sendo o primeiro livro publicado na segunda metade de dezembro de 2018: “Como Organizar Seu Orçamento e Investir Por Conta Própria”, vendido pela amazon.com.br nos formatos físico e digital (eBook).

……………………..

Ainda a respeito dos custos do Tesouro Direto, vale mencionar as oportunas reflexões do leitor Michael, que muito contribuem para que tenhamos um panorama ainda mais completo dos custos no Tesouro Direto:

“Com relação aos custos do Tesouro Direto, concordo plenamente, E tal redução só vai acontecer se continuarmos cobrando pela redução.

A taxa de administração poderia se reduzir amanhã para 0,15%, se o Tesouro e a B3 decidissem simplesmente a eliminar o incentivo de 0,10% pago às Corretoras nas aplicações (fonte).

No entanto, segundo a mesma fonte, o custo muito mais relevante seria o spread entre os preços de compra e venda, que só aumentou através dos anos. Tal spread alcança até 3% no caso de títulos IPCA de longo prazo! Vale a pena ver a tabela no artigo.

Parece que estas questões, especialmente o spread – muito mal divulgado – realmente merecem mais um (uns)artigo(s) aparte, para continuar a pressão.

Com certeza, o seu blog já fez o seu papel na redução já realizada, através da educação financeira. Sinceramente.

Mas a obra ainda não acabou …..”

…………………….

Agradeço ao Breno e ao Michael pelo envio das informações!

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37 Responses to Guest post: notas sobre o Tesouro Direto, BTG Pactual Tesouro SELIC e assuntos correlatos

  1. Michael 14 de janeiro de 2019 at 3:10 #

    Guilherme, foi realmente uma surpresa – e uma honra – ter sido citado por voce.

    Vamos realmente ficar de olho para estas duas possibilidades de mais reduçao de custo no TD: no spread; e na taxa B3.

    Gostaria apenas de repetir a auto-correçao do comentario, que eu postei de lado a semana passada, mas que nao foi exibida acima: “Opa! No segundo paragrafo, deveria se ler: Incentivo de 0,10%.”

    Abraço!

    • Guilherme 16 de janeiro de 2019 at 7:05 #

      Olá, Michael, a honra é minha!

      Acabei de fazer a correção no post, obrigado!

  2. Breno Medeiros 14 de janeiro de 2019 at 8:18 #

    Bom dia, Guilherme!

    Assim como o Michael, estou me sentindo extremamente honrado pela citação.

    Também agradeço suas referências ao blog e a ao livro.

    Como já havia dito a você, agora que enveredei na área da Educação Financeira imagino toda a sua dedicação e trabalho ao longo destes quase 10 anos de Valores Reais.

    Acredito que, acima de tudo, o foco seja o conhecimento e que o dinheiro seja um meio (mas um meio importante) para termos a qualidade de vida desejada no presente e alcançar todos os nossos objetivos no futuro.

    O seu blog trata exatamente desta postura de vida, levando conhecimento e apresentando os valores reais.

    Abraço!

    • Guilherme 16 de janeiro de 2019 at 7:07 #

      Obrigado, Breno, eu é quem agradeço a oportunidade de transformar um comentário da mais alta qualidade num excelente guest post!

      Realmente, o blog acho que é um ótimo exemplo de ver os resultados de longo prazo se materializarem de forma consistente.

      Concordo com tudo o que você disse a respeito do dinheiro ser um meio, e não um fim em si mesmo.

      Abraços!

  3. Valter Lopes 14 de janeiro de 2019 at 8:27 #

    Muito bom o artigo amigo, parabéns.

  4. André 14 de janeiro de 2019 at 12:44 #

    Olá Guilherme! Realmente, a comunidade é fera! Parabéns pela qualidade de seu blog por centralizar tanta gente boa!

    Em relação às informações desse texto fiquei com algumas dúvidas. Como publiquei hoje lá no blog, estou revendo um retorno, ao menos para parte da carteira, para os fundos de investimentos (explico no texto).

    Dessa forma, tenho estudado alguns fundos de investimentos. E, pelo que prospectei, esse BTG tende a ganhar sempre do TD, uma vez que sua taxa de administração é de apenas 0,09% ao ano (admitindo que ele invista somente em pós-fixados do TD). Mesmo com o come-cotas, a limitação de prazo de investimentos dos títulos SELIC do Tesouro impede que haja uma reviravolta conforme os anos passam.

    E como o Michael muito bem citou, se você resgata antes, vc paga o spread (embora os pós seja pequeno). Ou seja, nessa comparação o fundo sairia-se mais viável do que o próprio TD.

    Não sei se compreendi também os custos ocultos citados. Isso tudo tem de estar na taxa de administração, não? E as rentabilidades divulgadas, que são os parâmetros que interessam, já estão isentas dessas taxas. Será que não estamos confundindo os novatos?

    • Angelo Manosso 14 de janeiro de 2019 at 15:59 #

      Excelente texto Guilherme!

      Quanto a colocação do André, também me surgiram essas dúvidas lendo o artigo.
      Acredito que a taxa de ADM já deva englobar todas as despesas listadas, e a taxa de 0,09% comparada a 0,3% to TD deve compensar o come-cotas.

      Outra dúvida é a comparação do fundo com a TAXA SELIC, sendo que o próprio Tesouro Selic não rende 100% da Taxa Selic (devivo ao 0,3% e ao deságio na hora da compra)

      • Breno Medeiros 15 de janeiro de 2019 at 0:19 #

        Olá André e Angelo, tudo bem?!

        Em seus estudos é importante analisar o Regulamento de cada fundo de investimento e atentar para os riscos envolvidos. Observem que mesmo os fundos mais conservadores têm gestão ativa e podem envolver estratégias com alavancagem e derivativos.

        Infelizmente, os “encargos do fundo” não fazem parte da taxa de administração. Vocês podem verificar isso através da Instrução CVM nº 555/2014 (Artigos 132 e 133):

        “Art. 132. Constituem encargos do fundo as seguintes despesas, que lhe podem ser debitadas diretamente:
        I – taxas, impostos ou contribuições federais, estaduais, municipais ou autárquicas, que recaiam ou venham a recair sobre os bens, direitos e obrigações do fundo;
        II – despesas com o registro de documentos em cartório, impressão, expedição e publicação de relatórios e informações periódicas previstas nesta Instrução;
        III – despesas com correspondências de interesse do fundo, inclusive comunicações aos cotistas;
        IV – honorários e despesas do auditor independente;
        V – emolumentos e comissões pagas por operações do fundo;
        VI – honorários de advogado, custas e despesas processuais correlatas, incorridas em razão de defesa dos interesses do fundo, em juízo ou fora dele, inclusive o valor da condenação imputada ao fundo, se for o caso;
        VII – parcela de prejuízos não coberta por apólices de seguro e não decorrente diretamente de culpa ou dolo dos prestadores dos serviços de administração no exercício de suas respectivas funções;
        VIII – despesas relacionadas, direta ou indiretamente, ao exercício de direito de voto decorrente de ativos financeiros do fundo;
        IX – despesas com liquidação, registro, e custódia de operações com títulos e valores mobiliários, ativos financeiros e modalidades operacionais;
        X – despesas com fechamento de câmbio, vinculadas às suas operações ou com certificados ou recibos de depósito de valores mobiliários;
        XI – no caso de fundo fechado, a contribuição anual devida às bolsas de valores ou às entidades do mercado organizado em que o fundo tenha suas cotas admitidas à negociação;
        XII – as taxas de administração e de performance;
        XIII – os montantes devidos a fundos investidores na hipótese de acordo de remuneração com base na taxa de administração e/ou performance, observado ainda o disposto no art. 85, § 8º; e
        XIV – honorários e despesas relacionadas à atividade de formador de mercado.
        Art. 133. Quaisquer despesas não previstas como encargos do fundo, inclusive aquelas de que trata o art. 84, § 4º, correm por conta do administrador, devendo ser por ele contratadas.”

        Além destes custos invisíveis, em termos de rentabilidade, mesmo o fundo sendo de algum modo atrelado à Taxa Selic, a gestão ativa pode proporcionar retornos tanto superiores, quanto inferiores. Neste Fundo do BTG está prevista a possibilidade de utilização de derivativos na Lâmina e no Regulamento. Em outros casos pode haver até alavancagem em fundos conservadores, com o risco inclusive da perda de mais de 100% do Patrimônio Líquido, ou seja, o cotista teria que aportar para cobrir prejuízos. Dessa forma, temos que considerar a Taxa de Administração, os custos invisíveis, a gestão ativa e o come-cotas.

        Quanto à rentabilidade do BTG PACTUAL DIG TES SELIC SIMPLES FI RF e da Taxa Selic, foram calculadas suas rentabilidades brutas nos dois casos. O fato é que devido à Taxa de Administração e/ou à gestão ativa a rentabilidade do fundo não conseguiu superar a Taxa Selic em nenhum mês. Mas, realmente, essa diferença entre os preços de compra e de venda pelo Programa Tesouro Direto deveria ser mais bem explicada e explicitada para o investidor.

        Por fim, relembro a possibilidade de gestão ativa pelo investidor individual, que pode comprar outros títulos pelo Programa Tesouro Direto ou aplicar em ações por conta própria.

        No artigo desta semana do blog http://www.educaçãofinanceirapessoal resolvi abordar este assunto. O texto tem um título provocativo: “Porque NÃO investir em Fundos de Investimento”. Ao final explico o porquê dos retornos não serem a maior preocupação dos fundos de investimento.

        Quanto aos comentários, espero ter contribuído!

        Abraço!

        • André 15 de janeiro de 2019 at 10:59 #

          Breno, tudo bem?

          Eu fico com receio de sermos puristas demais nesses regulamentos. Sou uma pessoa mais pragmática.

          Em toda minha história de investimentos, nunca vi as despesas de um fundo serem maiores do que a taxa de administração. A taxa de administração é justamente para cobrir esses despesas. O que podemos avaliar é seu valor. Se o fundo não está conseguindo cobri-las com o valor da taxa, ele terá que subi-la. E aí cabe a cada cotista decidir o que fazer com suas cotas.

          Vi agora a rentabilidade do fundo do BTG. O acumulado está em 4,28% e o CDI, 4,35% (o fundo começou em maio do ano passado). Isso corresponde a 98,4% do CDI. Na página do TD, se vc pegar as rentabilidades do TDSelic 2023, elas estão abaixo desse %. Se você sacar antes do vencimento então, esquece, o spread fará diferença ainda maior. Lembro ainda que na rentabilidade do BTG já está descontada a taxa de administração de 0,09%.

          Eu entendo que você não goste de fundos, até porque essa foi minha postura por muito tempo. Tem textos no meu blog que cito inclusive isso. Mas hoje, com a queda das taxas, acredito que eles podem ter um lugar no portfólio dependendo de suas prioridades e sua alocação.

          Abraço!

          • Breno Medeiros 16 de janeiro de 2019 at 1:16 #

            Oi André!

            Muito boa a nossa troca de experiências e informações através do Valores Reais, que aumenta o conhecimento financeiro de todos. Temos que agradecer e parabenizar o Guilherme.

            A taxa de administração não contém os encargos do fundo, é o contrário, os encargos do fundo que contêm a taxa de administração. A taxa de administração é apenas 1 (um) dos itens de despesa, entre os 14 (quatorze) autorizados pela CVM. Isso significa que é normal os custos superarem as taxas de administração informadas pelos fundos de investimento, entretanto, isso passa despercebido porque na rentabilidade bruta todos os custos já estão descontados. Depois disso, para o investidor será subtraído apenas o Imposto de Renda, de acordo com o tempo da aplicação.

            Agora, claro que para quem investe em fundos de investimento o mais importante é verificar a rentabilidade ao longo do período, sem desconsiderar os riscos. Quanto à rentabilidade do fundo do BTG, calculei o período de maio (início) a dezembro de 2018. No acumulado, o BTG PACTUAL DIG TES SELIC SIMPLES FI RF rendeu 4,02%, enquanto a Taxa Selix acumulou 4,22%, por isso, informei que a Taxa Selic foi 4,9% superior.

            De todo modo, o que coloco é que os fundos possuem gestão ativa, assim como pode aplicar por conta própria o investidor individual. Com conhecimento é possível investir melhor pelo Tesouro Direto. Não podemos esquecer que o Tesouro Selic é apenas 1 (um) título, num universo de 10 (dez) possíveis. O Tesouro Selic possui a vantagem de ser o menos volátil, mas em termos de rentabilidade é o pior. Como exemplo, demonstrei que teve título com rendimento superior a 25% em pouco mais de um mês. E ainda temos a renda variável.

            Apesar de defender mais o investimento pelo Tesouro Direto e em ações (disponibilizando o mínimo de tempo e sem especulação) respeito o seu posicionamento de aplicar em fundos de investimento, abrindo mão da gestão por conta própria deste pedaço da carteira. O mais importante é termos o conhecimento dos custos e dos riscos para tomarmos nossas decisões conscientes.

            Preocupo-me mais com a falta conhecimento financeiro dos brasileiros, onde o volume aplicado em Caderneta de Poupança, por exemplo, ainda representa quase 39% do total de recursos investidos. Como aqui estamos em outro nível, acredito que caminharemos juntos para modificar essa estatística.

            Estou aqui para contribuir!

            Abraço!

            • Darlan Farena 18 de janeiro de 2019 at 10:23 #

              Breno, devo pontuar que a comparação do fundo BTG Pactual Selic deve ser feita apenas com o TD Selic. Existem, como você disse, outros títulos no TD, mas aí eles devem ser comparados com um fundo de inflação.

              • Breno Medeiros 18 de janeiro de 2019 at 11:03 #

                Oi Darlan,

                Em tese você tem toda a razão, entretanto, os fundos de investimento têm gestão ativa e podem alcançar resultados muito superiores ou bem inferiores à Taxa Selic. Por isso, nada mais justo que comparar os retornos com investimentos individuais por conta própria, tanto pelo Programa Tesouro Direto, quanto no Mercado Acionário mesmo.

                Contudo, é necessário conhecimento (tudo plenamente possível) e toda uma cautela inicial para também não atropelar as coisas. Digo isso porque é comum ao investidor iniciante não saber praticamente de nada e quando aprende um pouco já acha que sabe de tudo ou apela para a especulação. A questão comportamental deve ser tratada com rédeas curtas.

                Abraço!

    • Guilherme 16 de janeiro de 2019 at 7:16 #

      Excelentes debates, André e Breno!

      Sempre aprendendo bastante por aqui, principalmente nessa parte de custos dos investimentos!

      Em relação especificamente ao tema em debate, de fato, a taxa SELIC ganha do fundo BTG Pactual. Agora, o Tesouro SELIC, que “investe”, por assim dizer, na taxa SELIC, pode ter um rendimento bruto nominal talvez (não tenho certeza) um pouco inferior ao referido fundo, em função do já mencionado spread.

      Ótimos debates!

  5. Breno Medeiros 15 de janeiro de 2019 at 0:21 #

    Coloquei o site errado:

    http://www.educaçãofinanceirapessoal.com

  6. Michael 15 de janeiro de 2019 at 12:23 #

    Mais uma vez, parabens para o site por promover, por exemplo, uma conversa de tao alto nivel entre Breno, Andre, e Angelo.

    Enfrentei esta questao o ano passado por nao ter entendido o motivo pelo qual um determinado fundo DI – por natureza, com gestao mais passiva no mundo de RF por ter parcelas significativas de titulos LFT / Selic na carteira – teria sofrido, em todo mes daquele ano, um desempenho consistente tao inferior que em anos anteriores.

    Apos muita pesquisa, descobri que nao foi a qualidade da gestao que subitamente despencou. O maior fator nesta diferença seria alguns custos – muito mal divulgados – mas de fato divulgados,fora da taxa de administraçao que subiram. A taxa de administraçao nao teria mudado.

    A unica “transparencia” seria que todas estas despesas sao liquidas da rentabilidade reportada pelo fundo. No final das contas nao faz diferença alguma o nome de tais despesas porque todas sao pagas do bolso do investidor.

    Mas o investidor precisa de ser realmente “detetive” para descobrir.

    – A Lamina dos fundos revela a taxa de administraçao dos fundos, a carteira, e o performance, entre outras carateristicas, mas nao detalha a taxa destas outras despesas como como porcentagem do patrimonio liquido.

    – Nem os varios Relatorios Mensais faz mençao.

    – No entanto, existe, se conseguir localizar, uma “Demonstraçao de Despesas do Fundo,” (que nao eh publicada mensalmente). Descobri que alem da taxa de administraçao de 0,50% do fundo, houve Taxa de Custodia de 0,06%, e “Outras despesas” de 0,005%, para uma Taxa Total de Despesas de mais de 0,56%.

    Parece pouco, mas nesta conjuntura com taxa basica de juros nas minimas historicas, faz toda diferença. E pior, a tal Taxa de Custodia maior seria cobrada por outra area do mesmo banco, entao perfeitamente sob o controle dele!

    Apos esta analise, sai logo deste fundo e migrei para outro DI com Taxa de Administraçao menor, mas com mais importancia uma Taxa Total de Despesas bem menor tambem, para uma rentabilidade bem superior.

    Abraço!

    • Michael 15 de janeiro de 2019 at 12:53 #

      Apenas para mais ilustrar como consegui localizar a tal Demonstraçao de Despesas do Fundo. O fundo foi do banco vermelho (nacional), e o fundo DI Special. No site, vai para Produtos e Serviços – Investimentos – Fundos – Informaçoes aos Cotistas. Pressione o botao Consulta Aqui. Seleciona o Segmento (prime), a Categoria (di), e o Documento (no fundo – demonstraçoes – despesas dos fundos. Aparece todos os fundos DI e voce escolhe o seu (DI Special).

      E assim fica clarissimas todas as despesas inclusive a Taxa Total de Despesas. (Nota: vejo que a Taxa de Custodia foi baixada para “apenas” 0,0536%.) A Taxa Total de Despesas eh agora (junho 2018) 0,5521%. Mais revelador seria Despesas do fundo pagas ao grupo economico do administrador: 99%. Claro que isto inclui a Taxa de Custodia cobrada de outra area do banco. Total de despesas fora do controle do banco: apenas 1%.

      Abraço!

      • Breno Medeiros 16 de janeiro de 2019 at 1:17 #

        Oi Michael,

        Que bela contribuição a sua, trazendo a prática para a nossa discussão!

        Estamos todos juntos, sob a coordenação do Guilherme.

        Abraço!

        • Guilherme 16 de janeiro de 2019 at 7:18 #

          Michael, concordo com o Breno, excelentes as suas pesquisas sobre o mencionado fundo de investimentos.

          Parece que há todo um cuidado dos bancos para não serem tão transparentes nessa questão dos custos que, infelizmente, não são objeto da devida atenção por parte da maioria dos investidores.

          Abraços!

  7. Michael 15 de janeiro de 2019 at 13:49 #

    Eu quero deixar claro que nao olhei o fundo BTG em questao. Mas se a taxa da administraçao eh apenas 0,09%, e a rentabilidade apos esta e outras taxas seria superior a rentabilidade do Titulo LFT/SELIC, entao realmente poderia valer a pena considerar investir.

    Justamente o ponto que o meu estimado colega Andre estava fazendo.

    No exemplo especifico que eu citei acima, nao, por causa das outras despesas significativas.

    Entao, realmente sabemos quanto seriam estas outras despesas e a Taxa Total de Despesas? Se estas ficam relativamente baixas, entao, poderia bem explicar este bom resultado de performance.

    A unica preocupaçao que eu teria seria se fosse relativamente alta a Taxa Total de Despesas, e mesmo assim a rentabilidade do fundo superior a do LFTs, significaria que o gestor pudesse estar tomando riscos maiores na carteira para conseguir esta maior rentabiliade.

    Abraço!

    • Guilherme 16 de janeiro de 2019 at 7:25 #

      Pontos muito bem observados, Michael, principalmente essa última parte:

      “A única preocupação que eu teria seria se fosse relativamente alta a Taxa Total de Despesas, e mesmo assim a rentabilidade do fundo superior a do LFTs, significaria que o gestor pudesse estar tomando riscos maiores na carteira para conseguir esta maior rentabilidade”.

      Abraços!

  8. André 16 de janeiro de 2019 at 10:49 #

    Olá pessoal! Sim, esses debates são muito bons! O nível do site de fato é formidável! Vou tentar resumir alguns pontos adicionais:

    1) Breno, está claro que você está se baseando no regulamento do fundo. Mas como comentei anteriormente, sou pragmático quanto a isso. A concorrência no Brasil hoje está muito maior do que há uns 10 anos, e acho que a sobrevivência de cada gestor fará com que ele não ultrapasse alguns limites.

    Lembro que tem gente que até hoje não entrou como cliente no Banco Inter porque viram em um “contrato” que ele pode cobrar (se não me engano) R$1500,00 do valor de um cadastro. Isso nunca ocorreu e não vai ocorrer. E muitas pessoas estão perdendo bons títulos de RF e uma grande vivência em “desburocratização” bancária por causa desse “medo”. Será que não é possível que esses tipos de regulamentos devem “seguir um padrão” imposto por alguma entidade governamental e todos os fundos são obrigados a “copiar” isso? O Brasil é muito complicado e tendo a ser flexível quanto a isso.

    Mas o que importa ao final é a rentabilidade líquida divulgada. E, nesse caso específico do fundo, ele está pouco abaixo da Selic, assim como o TD (que nunca é 100% da taxa). Se contar spreads então, um abraço.

    Lembro que geralmente as pessoas deixam seu dinheiro do colchão de segurança nesse tipo de investimento, e provavelmente veremos aqui muitos depósitos e retiradas em um período de vencimento de um TD Selic. Logo, é de se esperar que o rendimento nos títulos seja inferior, na prática, do que esse fundo do BTG.

    2) Guilherme, a taxa SELIC ganha do fundo do BTG mas também ganha do TD Selic. E o primeiro não possui spreads como o TD. Por isso, nesse caso, vejo o fundo como vantagem.

    3) Michael, nessa pesquisa que fez (de uma taxa de administração de 0,5 passar a ser efetivamente de 056%), você poderia citar o fundo? O fundo não tinha na lâmina taxas mínimas e máximas (alguns fundos possuem). Você chegou a reclamar ao fundo e conseguiu alguma resposta?

    Vc comentou algo depois como fundo DI Special, Banco Vermelho, mas não achei nada no Google. Você, que já pesquisou o assunto já ouviu algum comentário, reclamação, etc, de alguém que se sentiu lesado quanto a isso de algum fundo significativo?

    Complementando um pouco o meu pragmatismo que falei acima para o Breno: será que com toda a fiscalização e movimentação que temos hoje, CVM, muitas casas de análise, número de investidores aumentando cada vez mais, etc, se isso fosse algo significativo já não teriam jogado a sujeira no ventilador?

    Abraço a todos!

    • Guilherme 16 de janeiro de 2019 at 20:55 #

      Olá, André!

      Excelentes observações aos comentários feitos tanto pelo Breno, quanto por mim, e também pelo Michael.

      Também penso que houve um bom amadurecimento do mercado financeiro desde 2009, com muitas coisas evoluindo e tornando, na prática, a vida do pequeno investidor pessoa física mais facilitada.

      Especificamente sobre o fundo do BTG, também o considero com uma rentabilidade líquida um pouco superior à do Tesouro SELIC. O fundo do BTG não bate o rendimento da Taxa SELIC pura, mas ganha do Tesouro SELIC, embora por margem apertada, tendo que levar em consideração também os importantes aspectos levantados pelo Breno, quanto aos riscos envolvidos, que, embora não existam na prática, podem ocorrer em tese.

      Gostei também da sua última reflexão:

      “Complementando um pouco o meu pragmatismo que falei acima para o Breno: será que com toda a fiscalização e movimentação que temos hoje, CVM, muitas casas de análise, número de investidores aumentando cada vez mais, etc, se isso fosse algo significativo já não teriam jogado a sujeira no ventilador?”

      Hoje em dia, principalmente em matéria de renda fixa, a fiscalização e o monitoramento constante dos ativos por parte dos agentes do mercado tende a levar a um maior amadurecimento do mercado.

      Nesse contexto, cito o caso do FII Mérito Imobiliário, que teve toda aquela gangorra de altos e baixos até os gestores do fundo conseguirem se explicar – e isso com forte intervenção da CVM e tudo o mais.

      Enfim, a discussão está ótima porque eleva o nível da transparência nos investimentos a um novo patamar, o que se traduz em investidores mais conscientes e agentes financeiros mais responsáveis, ao menos em teoria.

      Abraços!

      • Breno Medeiros 16 de janeiro de 2019 at 22:25 #

        Oi André e Guilherme,

        Neste ponto em discussão, o que quero demonstrar é que os custos dos Fundos de Investimento não se limitam à Taxa de Administração e isso não é bem esclarecido. Entretanto, não acredito que seja o caso de jogar “sujeira no ventilador” porque está tudo dentro das regras. Agora, se os demais encargos representam um pouco mais ou muito mais que a Taxa de Administração, acredito que caiba uma avaliação individual fundo a fundo, mas, sinceramente, tenho dúvidas se isso estará realmente detalhado em todos os casos.

        No meu comentário anterior não citei a Poupança por acaso. O seu retorno era ruim e ficou péssimo a partir de Maio de 2012, a partir da mudança no cálculo da remuneração. Com a Selic a 6,5% ao ano, a Poupança está remunerando 26,2% a menos que pelo cálculo antigo, mas quem fala sobre isso hoje em dia? Este é apenas um exemplo e envolve um volume financeiro muito maior. De maneira geral, os brasileiros estão endividados e quando têm dinheiro para investir há um apagão de conhecimento.

        Por isso, o mais importante da educação financeira é podermos proporcionar informações de qualidade para melhorar o conhecimento financeiro, mas cada um deve ter autonomia para avaliar e tomar as suas próprias decisões conscientemente. Temos que propagar (e o Valores Reais está na vanguarda) conhecimento em diversas áreas, como administração, contabilidade, economia, política, direito e psicologia, além de estimular a visão crítica e o questionamento. Este não é um trabalho fácil, contudo, assim como já reconheço o trabalho de vocês, agora estou disposto a contribuir com o pouco que seja.

        Abraços!

        • Michael 17 de janeiro de 2019 at 1:38 #

          Ola Andre, como voce muito bem disse, ha cada vez mais concorrencia aqui no Brasil, e tambem cada vez mais informaçoes de altissima qualidade acessivel para o investidor avaliar os seus investimentos, como por exemplo aqui mesmo e la no seu proprio site.

          No caso do fundo do banco vermelho [fundo de investimento em cotas de fundos de investimento renda fixa referenciado DI Special] o cotista simplesmente vai ver a rentabilidade mensal reportada reduzida como porcentagem do benchmark. Provavalmente vai achar que foi a gestao, e entao decidir se vai querer ficar ou nao, eu pesquisei um pouco a mais, descobri que foi por causa daquela taxa de custodia mais cara, mas o resultado e a minha decisao teriam sido exatamente os mesmos se eu nao soubesse. Hoje em dia, sao cada vez menos investidores que aceitam um desempenho muito inferior a 100% do cdi, e tem um monte de opçoes. No meu caso, ficando insatisfeito com a rentabilidade de alguns meses (descobri logo pois monitoro constantemente), entao como dizemos em ingles, “I decided to vote with my feet” [“Me decidi a votar com os pes”] rsrs. I think we’re all on the same page here.

          Abraço!

          • André 17 de janeiro de 2019 at 9:07 #

            Legal, pessoal! Acredito que todos os pontos foram esclarecidos!

            Abraços a todos!

            • Guilherme 17 de janeiro de 2019 at 20:44 #

              Concordo com o André: Breno e Michael, vocês estão de parabéns pela forma sadia, pormenorizada e altamente eficiente com que deram suas explicações! Todos saímos ganhando.

              Breno, é com muita satisfação que lhe dou as “boas-vindas” (se é que você precisa disso, haja vista sua quilometragem de estudos na área da educação financeira 😉 ) como mais um defensor e expositor da educação financeira no Brasil.

              Sabemos que a tarefa é muito árdua, consome tempo, e exige muita perspicácia de nós para conseguirmos reverter o quadro de analfabetismo financeiro generalizado na população. Mas aos poucos estamos avançando, e isso é o que conta!

              O exemplo da poupança é sintomático dessa realidade: como pode ter tanta gente assim desinformada e perdendo grandes oportunidades se simplesmente se educassem um pouco a mais!? Educação financeira já!

              Um abraço a todos!

  9. Breno Medeiros 18 de janeiro de 2019 at 7:00 #

    Obrigado, Guilherme!

    Abraço!

  10. Darlan Farena 20 de janeiro de 2019 at 9:51 #

    Olá, Breno.

    Muito boa sua resposta. Verifiquei a última demonstração financeira do fundo na CVM e verifiquei que eles investem em:
    NTN-B = 29,17%;
    LTN = 14,60%;
    LFT (o TD selic) = 56,26%.

    De modo que lhe assiste razão, uma vez que eles investem significativamente em títulos mais longos para “turbinar” um pouco a rentabilidade, garantindo que ela fique um pouco acima do TD selic.

  11. Darlan Farena 20 de janeiro de 2019 at 9:57 #

    O TD selic, segundo cálculos que fiz há algum tempo, rende em torno de 95,6x% do CDI (com a taxa antiga da B3), enquanto o fundo chega a dar 97,24% do CDI (dado extraído do comparador de fundos vérios).
    O uso de derivativos é insignificante, mas sempre pode dar algum problema no futuro, se aumentarem a exposição.

    Abraços,
    Darlan.

    • Breno Medeiros 20 de janeiro de 2019 at 14:56 #

      Perfeito, Darlan!

      O mais importante não foi eu ter razão, mas a sua correta atitude de buscar as informações direto na fonte. Parabéns pela crítica e questionamento, além da humildade em reconhecer após a sua análise.

      Em relação aos derivativos, não acredito que seja o caso do fundo em questão, mas uma pequena exposição da carteira pode levar a um grande comprometimento nos resultados. Isso é mais um alerta para quem pensa em especular com derivativos.

      Abraço!

  12. luiz 29 de janeiro de 2019 at 15:48 #

    Eu gostaria de investir no tesouro direto mas meu conhecimento sobre o assunto é muito raso. Qual material você me recomendaria (para um inciante mesmo) a ler, assistir, para aprender mais sobre finanças e investimentos? Desde já obrigado.

  13. Henrí Galvão 31 de janeiro de 2019 at 14:15 #

    Realmente impressionante a qualidade dos comentários nesses dois artigos. Não conheço o suficiente da blogosfera de finanças, mas o fato é que não vi esses assuntos serem abordados com esse nível de profundidade em lugar nenhum. (E com civilidade, o que é ainda mais importante.)

    Os méritos são de todos, mas principalmente seus, Guilherme, por manter uma comunidade dessas online.

    • Guilherme 1 de fevereiro de 2019 at 16:36 #

      Obrigado, Henrí!

      De fato, aqui incentivamos a discussão aprofundada dos temas de interesse dos leitores, principalmente em áreas tão sensíveis quanto os custos operacionais.

      Eu costumo dizer que o maior patrimônio do blog é a comunidade de leitores, onde, como você acertadamente disse, imperam tanto a civilidade e educação nos comentários, quanto a qualidade dos próprios comentários. Aliás, o fato de alguns comentários virarem guest posts é uma prova viva disso.

      Agradeço novamente suas palavras!

      Abraços!

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