Por que economizar tanto para quando você ficar velho?

Economizar dinheiro.

Um verbo (“economizar”) e um substantivo (“dinheiro”) que, quando associados, causam reações emocionais muito díspares em diferentes pessoas.

Alguns desdenham. Outros se preocupam. Mas a verdade é que a maioria não está nem aí para o seu significado. A maioria prefere gastar, hoje, aqui, e agora.

No amplo universo de pessoas que precisam de educação financeira, um grupo ao qual o blog tem seu preocupado ultimamente é o público dos jovens, constituído por aquele segmento de pessoas que ainda têm décadas à frente de trabalho e de vida para desfrutar.

As pessoas jovens, tirando honrosas exceções, geralmente são as quem menos se preocupam com o futuro, por uma razão até meio lógica: o futuro tá muito distante.

Imagine um sujeito nos seus 21 anos de idade. Praticamente um millenial. Ele vai ficar velho quando? Ele vai se aposentar quando?

Se tomarmos como métrica de referência de idade de aposentadoria aquela idade padronizada dos 65 anos, esse sujeito só irá se aposentar em 2062. Dois mil e sessenta e dois!

Como o futuro dele tá muito longe, ele logo pensaria: “pra quê gastar meu tempo me preocupando agora com algo que só irá ocorrer pra lá da metade do século?”

É difícil mesmo imagina como estará o Brasil, como estará o mundo, em que pé estarão as coisas, lá em 2062. É tempo pra caramba.

Mas é preciso se preparar para o futuroprincipalmente os jovens.

O texto de hoje, portanto, é especialmente dirigido aos leitores que compõem o público jovem do blog – pessoas na casa dos seus vinte e poucos anos (ou até menos), que estão prestes a ingressar – ou já estão ingressados – no mercado de trabalho, que provavelmente vão comemorar o Reveillon da virada do ano de 2099 para o ano 2100 e que precisam, portanto, de dinheiro (além de saúde, óbvio) para viverem bem essa fase da vida deles.

Muitos desses jovens devem ler matérias como as postadas nesse e em outros blogs, que enfatizam virtudes, valores e metas tais como frugalidade, contenção de gastos, investimentos, e independência financeira, e provavelmente também devem se perguntar “se isso é para eles”. Mais especificamente, devem se perguntar: “por que economizar tanto para quando eu ficar velho?

Muitos desses jovens são talentosos, e esforçados em suas profissões, e certamente ficam se indagando qual é o sentido de fazer uma poupança privada para o futuro, considerando que a empresa paga tão bem, ou que a aposentadoria pública (se for um concursado) dará conta do recado.

Pior: boa parte deles vivem imersos num ambiente perverso movido a aparência, massagem do ego próprio e futilidades, sendo rodeados por pessoas que, assim que recebem um aumento de salário ou um bônus, em vez de poupar e investir para quando ficar velho, logo estacionam seu Jeep Compass de R$ 150 mil na garagem ao lado (se fosse em 1994 seria um veículo Corsa comprado por R$ 9 mil), veículo esse na maioria das vezes comprado financiado em mais de 60 parcelas com juros estratosféricos. E se perguntam: “por que eu não faço isso também?” Afinal de contas, “eu também acabei de receber meu bônus salarial”.

Abaixo enumerarei alguns bons motivos que justificam uma atitude orientada à formação de reservas para o longo prazo.

O futuro não é garantido

A vida é cheia de incertezas. Aliás, uma das características mais marcantes da vida de qualquer ser humano é justamente o fator aleatório.

Nada garante que você consiga se manter em seu emprego atual até 2062. Muitas coisas podem acontecer no meio do caminho.

Mas a incerteza não diz respeito apenas ao trabalho. A incerteza atinge muitas outras facetas da vida moderna. A sua saúde, por exemplo, é uma dessas facetas.

Por mais que você se cuide, faça exercícios físicos, siga uma dieta rigorosa, e não fume e não beba, nada garante que outros fatores endógenos ou exógenos desequilibrem seu organismo, fazendo-o paciente de uma UTI ou dependente de um tratamento extremamente caro e custoso.

E aí, vai fazer como para bancar esses gastos, se não houver dinheiro e outras formas de proteção financeira para a sua vida?

É justamente pelo fato de o futuro ser uma página em branco, cujo controle não está totalmente nas suas mãos, é que você precisa de suporte financeiro para enfrentá-lo. Ter reservas financeiras lhe dá não apenas escudo forte diante de imprevistos, mas também te abre um leque de opções que, sem dinheiro, seria simplesmente impossível de obter.

Poder trabalhar menos, com mais qualidade de vida – ou até se aposentar 🙂

Todo mundo tem na família – ou conhece alguém no próprio trabalho – de idade avançada, com mais de 60 anos, e que só tá lá no emprego pela única e exclusiva finalidade porque precisa do dinheiro (salário) desse emprego.

Essa pessoa não tá lá porque ama o trabalho, porque tem paixão em trabalhar. Não. Ela tá lá porque precisa pagar as contas, e porque sem o salário não teria como se sustentar. Você gostaria de ser uma dessas pessoas?

Poupar dinheiro quando se é jovem carrega, se o dinheiro for bem trabalhado ao longo dos anos e décadas subsequentes – uma vantagem simplesmente extraordinária: a de poder diminuir o ritmo do trabalho à medida que os anos forem se passando, ou mesmo a de se aposentar definitivamente do trabalho, dispensando até mesmo a aposentadoria estatal.

E esse é um privilégio que só pode ser desfrutado por pessoas que se empenharam e batalharam na árdua luta de poupar e investir para o futuro.

E convenhamos: essa tarefa é muito mais fácil quando você tem 21 anos do que quando você tem 42 anos (o dobro da idade), porque, quando você tiver 63 anos (o triplo da idade), aí então não cabe nem comparação, porque pode ser tarde demais.

Trabalhar com mais qualidade de vida é um desafio comum a todas as pessoas, de todas as faixas etárias. Quanto mais cedo você focar para conseguir esse objetivo, menores serão os custos para a sua saúde física e mental.

A propósito dessa tema, vejam um ilustrativo depoimento do colega Frugal Aportador, que trabalha na área de saúde:

“Não sou nenhum novato na minha área. Já são quase 13 anos de formação acadêmica. E desses longos anos, pelo menos, 7 anos de plantões noturnos. São 7 anos de noites de sono perdidas e de jornada dupla de trabalho… E como não tenho mais meus 23 anos, estou começando a sentir no meu corpo o peso disso tudo.
Já é comum sentir um pouco de enxaqueca no dia seguinte aos plantões. Afinal de contas, no dia seguinte ainda tenho uma jornada de 6 horas para levar pela frente. Já ando carregando analgésicos comigo, exatamente para os dias em que a dor bate um pouco mais forte. Vejo colegas com seus 50-60 anos fazendo plantões noturnos até hoje e me pergunto que merda de vida é essa que eles levam. É uma merda mesmo amigos, hospital não é fácil, independente de qual setor você esteja trabalhando, é sempre estressante.
Estou com menos de 40 e já ando no limite. Tudo que eu não quero é esse tipo de vida para mim”.

É por esses e outros fatores que muitas pessoas ficam motivadas a poupar e a investir para o futuro. Para ter mais qualidade de vida. Para não dependerem tanto, à medida que a velhice for se aproximando, da obrigatoriedade de ter empregos e funções somente para pagar as contas do dia a dia.

Outro dia eu estava no caixa de supermercado e, como você bem deve saber, a maioria dos empregados que trabalham nesse setor é formada por pessoas jovens, normalmente (mas não sempre) constituída por pessoas em seu primeiro emprego, ou então alunos aprendizes.

Qual não foi minha surpresa ao ver que o caixa da minha fila era de um senhor de mais de 50 anos de idade, o qual, numa breve conversa, me disse que precisava do emprego para pagar as contas da casa, porque a aposentadoria do INSS não estava sendo suficiente.

Você quer trabalhar nos seus sessenta e poucos anos como caixa do Subway movido pela única e exclusiva finalidade de necessidade financeira?

Juros compostos

Essa é batata e provavelmente você já deve estar cansado de ler sobre isso: quanto mais cedo você começa a investir, mais chances você dá ao seu dinheiro de produzir os frutos necessários para produzir e se reproduzir, seja na forma de juros, seja na forma de dividendos ou aluguéis.

Pergunte a qualquer investidor experiente quais foram seus melhores investimentos, e ele certamente responderá que foram investimentos que demoraram anos e mais anos, talvez até décadas, para frutificar e começarem a dar seus bons resultados.

Os melhores investimentos não dão resultado da noite para o dia: eles precisam ser plantados e regados diuturnamente, com aportes disciplinados, com a escolha de ativos adequados, e com o monitoramento constante a fim de otimizar sua produtividade, principalmente em termos de redução de custos: diminuição de carga tributária, redução de custos operacionais, e ganhos sempre reais, ou seja, acima da inflação, para manutenção e expansão do poder de compra do dinheiro investido.

E isso – fazer os juros compostos trabalharem – é muito mais fácil de fazer acontecer quanto mais tempo for dado para os investimentos maturarem. Planos de investimentos que são iniciados aos vinte e poucos anos têm muito mais chances de darem certo do que planos de investimentos iniciados aos cinquenta e poucos anos. Além do capital inicial não precisar ser grande, você ainda terá literalmente um caminhão de tempo à sua frente pra fazer o plano frutificar e atingir suas metas de longo prazo.

Contrabalançar o capital humano

É interessante a relação inversa entre capital financeiro e capital humano: você, no começo de sua idade produtiva, praticamente iniciará do zero sua jornada rumo à independência financeira, mas, por outro lado, estará com um capital humano – suas habilidades cognitivas – pronto para ser posto à prova no mercado de trabalho.

À medida que o tempo for passando, porém, seu capital humano terá uma tendência ao enfraquecimento e ao esgotamento, afinal de contas, a saúde e o cérebro vão sofrendo um processo de desgaste natural com o decorrer do tempo.

Por outro lado, se você economizar para quando ficar velho, estará num processo inverso – eu disse INVERSO – no que tange ao seu capital financeiro: ele percorrerá uma linha ascendente, e não descendente, no gráfico de formação de seu patrimônio.

Assim, economizar para quando ficar velho faz todo o sentido do mundo, pois te dará uma proteção extra quando suas habilidades cognitivas e capacidade física estiverem em declínio.

É como se, no começo de sua vida, você trabalhasse pelo dinheiro para que, no final dela, quando você já não tiver forças suficientes, e o mercado de trabalho estiver muito difícil, o dinheiro começar a trabalhar por você.

Ruim mesmo é acontecer aquilo que eu disse antes, ou seja, se o seu capital humano se deteriorar em paralelo com seu capital financeiro, pois aí serão dois problemas a se resolver: a falta de saúde, e a falta de dinheiro.

Conclusão

A hora é agora.

Aproveite as oportunidades de economizar e investir dinheiro enquanto elas ainda estiverem disponíveis.

Não gaste dinheiro com coisas desnecessárias, pois um real hoje, poupado e bem investido, pode te dar um futuro financeiro muito melhor e mais garantido.

Os leitores mais velhos do blog devem se lembrar que, mais ou menos na época do surgimento do Plano Real, em 1994, o surgimento do carro Corsa causou uma alvoroço no público consumidor de carros.

De cabeça – alguém me corrija se eu estiver errado – esse carro estava sendo vendido na época por R$ 9 mil (aproximadamente USD 8 mil)

Se o camarada tivesse esse dinheiro naquela época, mas optasse por não gastar com carro, e resolvesse poupá-lo, visando sua aposentadoria financeira, numa aplicação bem conservadora, que rendesse basicamente o CDI – como um fundo DI ou um CDB DI, ele teria hoje, sabe quanto?

Mais de R$ 350 mil. Segundo o app da Calculadora do Banco Central, o valor hoje bruto seria de R$ 429.443,89. Mesmo descontando IR de 15% sobre os rendimentos, o valor líquido final seria de mais de R$ 350 mil, que daria para comprar, com folga, uma frota de carros Corsa.

E isso considerando: um único aporte feito lá atrás, e uma aplicação conservadora. Dá pra imaginar quanto o sujeito teria se adicionasse aportes periódicos ao valor inicial, e esse investimento fosse feito em uma cesta de ativos bem diversificada, com vistas a reduzir o risco e aumentar os retornos?

Esse exemplo é apenas uma amostra do poder de se economizar para o longo prazo.

Portanto, poupar e investir para o futuro é essencial não só para garantir uma aposentadoria com mais liberdade e menos dependência em relação a terceiros (família, Estado, vizinhos etc.), mas também porque é possível inclusive antecipar essa aposentadoria, criando um leque de opções para viver a vida no futuro que, de outra forma, jamais seria possível.

Tenha uma boa semana!

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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20 Responses to Por que economizar tanto para quando você ficar velho?

  1. SrIF365 20 de agosto de 2018 at 7:12 #

    Eu sinceramente me arrependo profundamente de só ter descoberto o conceito de IF (e consequentemente o de poupar) bem mais tarde, imagino que já poderia ter me aposentado nos dias de hoje e não teria que me arrastar até o proximo ano para largar meu emprego. Queria estar livre antes dos 40 anos mas vou ter que me contentar com aos 41 anos mesmo….

    Sr. IF365

    Blog do Sr.IF365 | Acompanhe meus últimos 365 dias antes da IF e Aposentadoria Antecipada
    http://www.srif365.com

    • Guilherme 22 de agosto de 2018 at 9:17 #

      SrIF, é muito bom que você esteja trilhando o caminho da IF e prestes a alcançá-la!

      O importante é sempre agir rápido assim que a consciência bate.

      Parabéns!

      Abraços

      • valdemar engroff 27 de agosto de 2018 at 17:32 #

        Bueno! Não se arrependa….. não tenho longo prazo…. no máximo médio e eu me lembro muito bem quando o educador financeiro Gustavo Cerbasi em palestra em Porto Alegre falou mais ou menos assim: “mire R$ 1.000.000,00. É muito dinheiro e invista sem desanimar. Mas antes do primeiro milhão, mire o primeiro mil, o primeiro dez mil, o primeiro vinte mil, cem mil, quinhentos mil……. e te digo por que…. comecei aos 40 anos de idade e não me arrependo de ter começado e continuar focado. No entanto, minhas filhas foram encaminhadas por mim em pequenos investimentos para fins de aposentadoria lá em 2008, respectivamente aos 12 e 17 anos….. (repito, comecei aos 40 anos….). Hoje estou aposentado pelo INSS e continuo trabalhando…. e esta aposentadoria oficial se transforma no momento que ela sai no início do mês em investimentos “para quando ficar velho”….

  2. MJC 20 de agosto de 2018 at 12:13 #

    Um complemento:

    R$ 9.000,00 em julho de 1994 equivalem a R$ 53.000 em julho de 2018 (corrigido pelo IPCA em https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/corrigirPorIndice.do?method=corrigirPorIndice ), em dinheiros de hoje.

    Mesmo assim, subir de R$ 53.000 para R$ 350.000 é uma multiplicação por 6.6 em 24 anos.

    Pra fazer uma conta rápida de cabeça, quando a pessoa for gastar R$ 10.000, pode pensar que esse dinheiro será equivalente a R$ 60.000 daqui 25/30 anos. Isso ajuda a colocar em perspectiva e ver se vale a pena o gasto…

    • Guilherme 22 de agosto de 2018 at 9:19 #

      Excelentes complementos, MJC!

      É interessante como o preço dos carros, em termos nominais, sempre sobem numa velocidade parecida com a da inflação.

      Imagina o poder dos juros compostos e do acúmulo de patrimônio para quem se dispõe a ficar o máximo de tempo possível com um veículo?

      Abraços!

  3. sandro 20 de agosto de 2018 at 13:06 #

    No final a responsabilidade da sua situação é única e exclusivamente sua, mas vamos botar a culpa no INSS e afins que é mais fácil.

    • Guilherme 22 de agosto de 2018 at 9:19 #

      Pois é, Sandro, e é isso que a maioria acaba fazendo, infelizmente.

  4. Daniel 20 de agosto de 2018 at 15:21 #

    Obrigado caro Guilherme por mais um excelente artigo didático e motivador. Quero agradecer tambem aos outros companheiros leitores do blog que contribuem constantemente nos comentarios com mensagens de experiencias tao enriquecedoras e que agregam valor a nos e nos ajudam no desenvolvimento da inteligencia financeira. Estou contente em ter descoberto esse blog e ter a oportunidade de estar aprendendo com os senhores. Desejo a todos sucesso em sua busca pela independência financeira.

    Gostaria de tirar uma duvida com os amigos. Tenho 23 anos. Descobri a educação financeira a muito pouco tempo e estou bem “cru” ainda. Venho assistindo documentarios sobre o dinheiro (sim sobre a questao monetaria mesmo e sobre o futuro do dinheiro) e muitos deles vem alertando para a “possibilidade” do fim do dinheiro como conhecemos (ate por conta das moedas digitais) atraves do sistema fiduciario e governamental e isso me preocupou no sentindo de ficar com a duvida de que sera que em um futuro proximo o dinheiro deixara de existir ou sempre terá de haver um meio de troca mundialmente aceito como ele?

    Grato amigos.

    • Paulo Lucas 20 de agosto de 2018 at 16:20 #

      Estou na mesma situação que a sua, sou 2 anos mais velho, e não acredito em uma revolução tão extrema quanto a solubilidade das moedas fundiciarias. As nações tem interesses e propósitos próprios que a adoção de um modelo mundial ainda não e capaz de solucionar.
      Creio em uma mudança nos modelos de comercializado e troca, sendo otimizados em velocidade e segunda, proporcionando novos níveis de relações comerciais.
      Um questionamento, caro colega. Como lida com as pressões do consumo?

      • sandro 21 de agosto de 2018 at 11:38 #

        De pelo menos 3 dias para ver se a vontade de comprar algo passa. Normalmente termina no final do primeiro dia. Depois de 3 dias a razão passa a prevalecer e você consegue julgar a real necessidade o produto/serviço.

    • Nazinha das Finanças 21 de agosto de 2018 at 9:26 #

      Prezados,

      educação financeira é para todas as idades, sendo que quanto mais jovem maior o êxito em realizar metas e criar um conforto para a velhice.
      Aprendi isso por necessidade, e hoje vivo bem para minha condição financeira.

      Sobre a extinção do dinheiro, vou pela minha ambiência: nos últimos meses tenho observado o uso corrente de dinheiro em espaços ainda muito populares e eu decidi, para viver de maneira ainda mais racional, fazer todas as compras e pagamentos em dinheiro, com exceção dos débitos automáticos cadastrados na minha conta.Eu precisava ver o dinheiro “ao vivo” indo embora.
      Se for se atentar ao cotidiano, rotativo de rua, feira, mercado, lava jato, água são pagos em dinheiro. Deixei o cartão pra situações em que não dá para abrir mão das notas ou há dificuldades de saque. Crédito apenas em situações específicas.

      Não acredito que os espaços mais populares percam essa movimentação de notas. Há muitos lugares em minha cidade que pagamento em dinheiro tem preço bem menor.
      Há uns quinze anos atrás trabalhava de caixa e só fazíamos nota fiscal por insistência do cliente ou após pagamento em cartão. Isso significa que o comerciante consegue dar uma sonegada para pagamentos em dinheiro.

      Enfim, artigo do Guilherme sempre reflexivo.

  5. Adri 21 de agosto de 2018 at 9:31 #

    Na idade de vocês devem ter a preocupação em trabalhar, ganhar, poupar e investir.

    • Daniel 21 de agosto de 2018 at 12:46 #

      Oi caro amigo Paulo obrigado pela resposta. Fiquei preucupado por conta desse monopolio dos bancos junto com o banco central e na criacao dos bancos em credito com dinheiro falso. Mas preciso estudar mais o assunto.
      Obrigado nazinha pretendo utilizar esssas estrategias e aderir ao comportamento de pagar em especie.
      Obrigado tambem Adri rs esse e meu plano obrigado por ajudar a melhorar minha visao e continuar enxergando melhor o quadro todo.

      ^^

      • Guilherme 22 de agosto de 2018 at 9:24 #

        Olá Daniel, Paulo, Sandro, Adri e Nazinha!

        Daniel, você está no caminho certo, que é a de procurar educar a sua mente bem jovem, no começo dos vinte anos, pois educar a mente é o pré-requisito mais importante para ter sucesso nas finanças pessoais.

        Particularmente, ainda acredito que o dinheiro, a moeda, tal como regulada hoje, ainda vai persistir durante um bom tempo, não só pelos motivos apontados pelo Paulo, que tratam da macroeconomia, mas também pelo testemunho da Nazinha, que deu um retrato bem fiel do que ocorre na microeconomia.

        Quanto às pressões de consumo, além da dica do Sandro, existe uma outra dica, que na verdade é uma variante da dica do Sandro, que é a dica dos 30 dias: aguentar 30 dias pra ver se o desejo passa.

        Abraços!

  6. Frugal Aportador 21 de agosto de 2018 at 22:57 #

    Olá Guilherme, fico extremamente lisonjeado em ver minha citação em seu artigo. Sempre gostei do seu site e ler palavras minhas aqui é muito gratificante ante. Peço também desculpa aos leitores pois utilizei algumas palavras de baixo calão rss.

    Escrevo meramente por prazer e muitas das vezes não faço ideia aonde minhas ideias podem chegar.

    Seu texto está muito bom, como sempre. O excesso de trabalho é danoso ao nosso organismo, devemos sim, aceitar um ritmo mais forte enquanto jovens. Porém, fica inviável continuar nesse mesmo ritmo no decorrer dos anos.

    O corpo começa a reclamar. Devemos encontrar um equilíbrio. É difícil, porém, não é impossível. Um grande abraço! Sucesso!

    • Guilherme 22 de agosto de 2018 at 9:26 #

      Oi Frugal, eu digo o mesmo do seu blog: são depoimentos pessoais e genuínos como os seus que encontramos eco e motivação para lidarmos com nossas próprias finanças, mas também em muitos outros aspectos da vida, como saúde e equilíbrio no trabalho.

      Focar em uma relação mais harmoniosa entre trabalho e saúde é um dos desafios do século atual!

      Abraços!

  7. Vania 23 de agosto de 2018 at 21:24 #

    Artigo muito motivador!
    Mas tenho muita, muita pena de ver que para tantas pessoas o trabalho é um fardo assim tão duro de carregar, uma provação.
    É preciso poupar, garantir um futuro seguro. E é preciso ser feliz hoje tambem. Não é razoável que estejamos dispostos a sofrer durante tantos anos importantes de nossa vida. Se o trabalho da pessoa é um sofrimento tão grande assim, algo tem que ser corrigido.

    • Guilherme 24 de agosto de 2018 at 14:14 #

      Obrigado, Vânia!

      Realmente, buscar o equilíbrio acima de tudo, é fundamental para o sucesso!

      Abraços!

  8. Henrí Galvão 31 de agosto de 2018 at 13:28 #

    Uma coisa que eu acho importante de trazer pra essa discussão é o próprio temperamento de cada um. É claro que não seria muito inteligente usar isso pra justificar decisões não muito sábias, mas há que se levar em conta que algumas pessoas – por questões biológicas mesmo – já têm uma tendência consideravelmente maior à impulsividade.

    E é pra essas pessoas que eu acredito que o seu texto pode ser mais valioso, já que elas realmente precisam de um motivo maior pra dizer não aos muitos estímulos que a sociedade de hoje oferece.

    • Guilherme 4 de setembro de 2018 at 14:03 #

      Com certeza, Henrí!

      Pessoas diferentes têm necessidades igualmente distintas. Há de se respeitar o individualismo de cada um, considerando que há pessoas cujo texto pode fazer mais sentido.

      Abraços!

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