[Guest post] A importância da educação financeira para jovens

O blog Valores Reais tem o orgulho de apresentar mais um guest post de uma de seus qualificados parceiros de conteúdo.

Trata-se de um post elaborado pela equipe da 12 Minutos, um app destinado a fazer resumos de livros de não ficção, transformando-os em audiobooks ou microbooks.

Como sempre ocorreu em todos os guest posts anteriores, esse artigo não é um artigo patrocinado, e procura transmitir conhecimentos alinhados à filosofia do blog, que é a de disseminar a cultura da educação financeira.

O texto de hoje aborda a importância da educação financeira para jovens, destacando, em particular, os ensinamentos de Robert Kiyosaki, autor do popular livro de educação financeira Pai Rico, Pai Pobre.

Destaca-se, no artigo, quão relevante é o estudo sobre diversos conceitos básicos de finanças, tais como a diferença entre ativos e passivos, os cuidados com o endividamento, o foco na construção de patrimônio, que pode não coincidir com uma renda necessariamente alta etc.

O artigo é especialmente útil para leitores que estão iniciando agora seu ciclo de educação financeira. Aprender e fixar conceitos básicos ajuda a nutrir a mente de boas ideias, o que acaba facilitando as ações direcionadas a uma melhor relação com o dinheiro.

Acompanhe!

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Educação financeira para jovens: construindo uma geração consciente economicamente

“Ninguém mais questiona a necessidade de uma educação financeira que começa dentro de casa e nas escolas, ainda na infância. A questão é como fazer isso? Os nossos pais e educadores estão preparados para formar uma geração de jovens conscientes?

Os autores do Livro Pai Rico, Pai Pobre, Robert Kiyosaki e Sharon Lechter, garantem que educar financeiramente os filhos desde cedo os transformará em adultos independentes e com dinheiro.

Eles desmentem o mito de que para ser rico é preciso ter um salário muito alto e, assim, desafiam o leitor a refletir como ele controla suas próprias finanças.

NOTA: isso foi, inclusive, objeto de artigo específico no blog tempos atrás, Renda alta não é sinônimo de alto patrimônio. Nunca foi..

Crianças desinformadas, jovens despreparados

Segundo os especialistas, as crianças que não recebem educação financeira por parte dos pais e não têm acesso a informações essenciais estão mais suscetíveis a se envolverem em dívidas na vida adulta. Para muitas delas, o cartão de crédito é a porta do inferno.

Pensando fora da caixa na educação financeira

Muitos jovens ainda não têm a mínima ideia de como lidar com o dinheiro. A causa vem de uma educação financeira inadequada, que os leva a pensar em suar a camisa para ganhar dinheiro, enquanto deveriam fazer o dinheiro trabalhar por eles, e, consequentemente, acumular riquezas.

Os pais que estão preparados para a educação financeira dos filhos orienta-os para fugirem da armadilha de trabalhar para receber um salário, pagar contas e gastar todo o resto com o cartão de crédito.

Jovens não preparados, na maioria das vezes, não conseguem sair desse círculo vicioso de ganhar, pagar e gastar. Geralmente, preferem se proteger numa zona de conforto e segurança, mantendo-se em empregos que não oferecem riscos.

Assim, a falta de uma educação financeira leva os jovens a olharem sempre para o curto prazo. Por exemplo, ganhar dinheiro para pagar as contas.

Conhecimento financeiro

Se você quer controlar a sua vida financeira, estude finanças. E invista em autoconhecimento também. Esses são os melhores remédios para os problemas envolvendo o dinheiro, segundo Kiyosaki. Isso o ajudará a identificar oportunidades de investimentos para aumentar o seu patrimônio e sair da sua zona de conforto.

Investindo em ativos

Quando se fala em finanças, o importante não é o quanto você ganha, mas quanto você poupa para o futuro. Assim, os jovens devem trabalhar nos empregos de gostam, mas focando em adquirir ativos que combinam com suas personalidades.

Os ativos são qualquer coisa que nos gere mais dinheiro, como ações, títulos, negócios, royalties de propriedades intelectuais, fundos mútuos, propriedades e notas promissórias.

Uma casa pode não ser um ativo. No entanto, as dívidas com financiamento, impostos e taxas, depreciação etc., podem fazer do seu imóvel um passivo também.

Kiyosaki afirma, porém, que a “nossa mente é nosso maior ativo. Usá-la para incrementar o plano financeiro é gerar oportunidades de lucro”. Um exemplo disso, segundo o escritor,  seria comprar ações, num momento de crise em que todos estão com medo de investir, e vendê-las, na hora certa, quando a situação for favorável.

Por isso, o conselho, inclusive, para os jovens, é: valorize sua mente e não o dinheiro.

Venda as suas ideias

A inteligência financeira que leva as pessoas a comprarem de você é tão importante quanto o trabalho duro, quando o assunto é sucesso monetário. É por isso que, segundo Kiyosaki, as pessoas mais talentosas nem sempre são aquelas que ganham mais dinheiro.

Toda uma geração atual de profissionais talentosos raramente sabe economizar e investir para multiplicar o dinheiro em longo prazo. Os perigos da falta de uma educação financeira podem impactar negativamente o potencial de ganhos.

Kiyosaki lembra ainda que os jovens devem arriscar e experimentar empregos diferentes, enxergar oportunidades de aprendizado e expandir sempre novas habilidades, além daquelas específicas da área de atuação. Por exemplo, a comunicação e a relação interpessoal podem abrir portas e influenciar decisões.

Entraves que os jovens devem tirar do caminho

No livro Pai Rico, Pai Pobre, os autores citam as cinco leis que impedem as pessoas, e os jovens também, de se darem bem financeiramente. São elas: medo, cinismo, preguiça, maus hábitos e arrogância.

Os jovens devem saber que as pessoas ricas perdem dinheiro em algum momento da vida. Se o medo tomar conta da pessoa, ela jamais dará um passo grande. O jeito de enfrentar essa situação é aprender, desde cedo, e atuar sempre com base em planejamento.

Outras dicas que valem ouro

A educação financeira dos jovens geralmente começa em casa, seja por ensinamentos, seja pelo exemplo. Passa pelas mãos dos educadores. No entanto, chega um momento que a pessoa precisa tomar as rédeas e começar a fazer sua parte.

Veja alguns passos enumerados por Kiyosaki para acordar o gênio financeiro dentro de cada um:

  1. Saiba porque você que ser rico. E saiba também o que você não quer mais fazer.
  2. Defina como você pretende usar cada centavo que ganha. Você pode gastar ou investir.
  3. Cerque-se de pessoas que possam lhe ensinar lições preciosas sobre dinheiro.
  4. Invista em uma educação financeira multidisciplinar.
  5. Como já foi mencionado, priorize você e não os credores ou o governo. E não pague dívidas com seus investimentos.
  6. Busque assessoria de profissionais em investimentos e tome decisões bem pensadas.
  7. Pergunte-se sempre qual o retorno do seu investimento, ao analisar um ativo.
  8. Pense duas vezes antes de usar o cartão de crédito para comprar itens de luxo. Nova opção de ativos não seria melhor?
  9. Inspire-se nos investidores de sucesso, como Peter Lynch (Fidelity Magellan Fund). Existem muitos outros pelo mundo afora.
  10. Seja generoso com seu tempo, riqueza e amores. A lei da reciprocidade vai lhe assegurar ajuda, quando você precisar dela.

Pare de reclamar e parta pra ação

Em seu outro livro, O Guia do Pai Rico: O Negócio do Século XXI, Kiyosaki alerta que as pessoas devem parar de culpar a instabilidade econômica do país, os impostos, a inflação, o desemprego…

Segundo ele, “as crises apenas evidenciam uma instabilidade natural da vida. E a única forma de estar seguro em relação a isso é alcançar a liberdade financeira”.

A crise deve ser encarada como oportunidade para exercitar a criatividade e as pessoas são “convidadas” a deixarem a zona de conforto e abrir novos caminhos para vencer os obstáculos. Mas isso não ocorre como um passe de mágica. Exige esforço.

A própria história do autor é um exemplo. Quando ele e a esposa Kim Kiyosaki montaram o primeiro negócio, nos anos 80, ambos viviam em um carro velho, não tinham emprego e estavam repletos de dívidas. Seis anos depois, eram milionários.

De acordo com Kiyosaki, o jovem deve fazer a seguinte reflexão: eu sou o dono do dinheiro, ou escravo dele? Pense sobre isso.

Conclusão

Ganhar dinheiro não é suficiente para conquistar a liberdade financeira. Existem pessoas que embolsam milhões com um prêmio de loteria e perdem tudo em pouco tempo.

Ou seja, a educação financeira, um sonho, determinação, desejo de aprender rapidamente e autoconhecimento são chaves para se construir riqueza.

Se você acha que não está preparado para promover uma educação financeira dos seus filhos adequadamente, que tal recorrer aos livros?

Além de “Pai Rico, Pai Pobre” e “O Guia do Pai Rico: O Negócio do Século XXI”, existem outras obras interessantes, entre elas, “Os Segredos da Mente Milionária”, de T. Harv Eker.

Essas dicas valem também para os jovens que desejam tomar o controle das próprias vidas.

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Sobre o autor: Esse artigo foi escrito pela equipe de conteúdo do 12Minutos, a plataforma que seleciona, lê e resume os mais importantes livros de não ficção, transformando-os em microbooks e audiobooks. Baixe agora o app na Play Store ou na App Store e bons aprendizados!

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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16 Responses to [Guest post] A importância da educação financeira para jovens

  1. Alexssandra 16 de julho de 2018 at 9:48 #

    Bela mensagem, adorei, estou repassando a amigos …
    Obrigada

  2. ANDRE R AZEVEDO 16 de julho de 2018 at 13:00 #

    Olá Guilherme!

    É uma pena que a educação financeira esteja tão longe da nossa juventude. Muitos de nós, que estamos no mercado há mais tempo, não fazemos a ideia do analfabetismo financeiro entre a população. Hoje mesmo publiquei um texto sobre o assunto: https://www.viagemlenta.com/2018/07/o-analfabetismo-financeiro-como-uma-barreira-a-sua-liberdade-e-independencia.html

    A educação financeira para os jovens deve, de qualquer forma, deve ser construída de forma pedagógica, para ser um método efetivo e trazer os frutos pretendidos. Eu lembro que comprei o livro do Kiyosaki voltado aos jovens e dei para milha filha quando ela tinha ainda uns 11-12 anos. Acho que a cobrei demais, fui muito afoito nos ensinamentos que acabou, momentaneamente, tendo o efeito oposto.

    Com o tempo, vendo-a mais madura, comecei aos poucos a inserir um conceito aqui, ali e daí o negócio foi dando certo. Ficou a experiência para as novas demandas rsrs

    Grande abraço!

    • Guilherme 18 de julho de 2018 at 17:11 #

      Olá, André, de fato, a juventude precisa muito de educação financeira.

      Também me identifiquei com seu caso, ao tentar repassar para um parente lições do Pai Rico Pai Pobre, e igualmente acabou surtindo o efeito oposto…..rsrssrsrs

      Nada como a experiência para nos guiar.

      Abraços!

  3. Dinheiro Investimento e Lazer 16 de julho de 2018 at 15:15 #

    Ótimo post bem completo.

    Gostei bastante da ultima parte, parta para ação e pare de reclamar.

    Quem trabalha, pouca e investe e reclama menos, tem resultados melhores.

    Abraço e bons investimentos.

  4. Paulo Lucas 16 de julho de 2018 at 16:56 #

    Concordo fundamentalmente com tudo que foi exposto no artigo. Tenho 25 anos e inicia a pouco minha vida laboral e graças aos ensinamentos dos meus pais tenho uma vida financeira muito tranquila e equilibrada. O me possibilita avançar com mais segurança na consolidação de patrimônio material e imaterial. Parabéns pelo artigo, abraços.

    • Guilherme 18 de julho de 2018 at 17:12 #

      Olá, Paulo, que bom, você está no caminho certo, continue assim! Abraços!

  5. Adriana 17 de julho de 2018 at 14:45 #

    Felizmente tive exemplos positivos em casa desde sempre. Meus pais nunca fizeram dívidas e sempre viveram com menos. Nunca faltou nada, mas também não tivemos luxos. Agora, faço o mesmo, economizando e investindo tudo que posso. Vejo tantos seguindo o caminho contrário, achando que “não sobra para investir” ao invés de “gastar o que sobra após investir”. Enfim, as vezes é um pouco difícil ver o patrimônio aumentar lentamente, mês após mês e devagarinho, mas fico repetindo que meus investimentos ainda não tiveram tempo de maturação suficiente, que ainda é cedo, que os frutos serão colhidos no longo prazo.

    • Guilherme 18 de julho de 2018 at 17:13 #

      Oi Adriana, ter exemplos em casa que deram certo já são metade do caminho andado.

      Há de se ter paciência, mas os frutos colhidos de boa educação financeira logo ficarão consolidados.

      Abraços!

  6. Simplicidade e Harmonia 19 de julho de 2018 at 7:32 #

    Guilherme,

    Esse é um tema muito oportuno, pois a educação financeira no Brasil é quase inexistente.

    “Seja generoso com seu tempo, riqueza e amores. A lei da reciprocidade vai lhe assegurar ajuda, quando você precisar dela.”
    Gostei dessa dica. Vale para todos nós, em todas as fases da vida.

    Abraços!
    Simplicidade e Harmonia

    • Guilherme 19 de julho de 2018 at 22:00 #

      Verdade, Rosana, precisamos incentivas a cultura da educação financeira no Brasil.

      E a frase também é ótima. A lei do retorno sempre funciona!

      Abraços!

  7. Isabela 2 de agosto de 2018 at 9:42 #

    Desconheço livros de ensinamentos financeiros voltados para o público jovem! Deveria ter livros de fácil linguagem, ou, com a linguagem dos jovens de hoje em dia, histórias em quadrinhos, séries na netflix etc. Acho que esse campo tem muito o que crescer ainda! Belo artigo!

    • Guilherme 2 de agosto de 2018 at 16:34 #

      Verdade, Isabela! Ainda há um vasto campo a ser explorado!

      Abraços!

  8. Daniel 9 de agosto de 2018 at 23:10 #

    Ola caro Rodrigo. Seu blog e excelente e sua linguagem e muito simples porem muito didática e elegante.

    Em quanto tempo você acredita que uma pessoa ignorante nesta disciplina (assunto) consiga obter uma base solida de conhecimento e mudança de atitude e consiga começar a colher resultados positivos?

    Abraços e Agradeço.

    Daniel jovem de 23 anos.

    • Guilherme 14 de agosto de 2018 at 14:50 #

      Olá, Daniel, grato pelas palavras!

      Já nos primeiros 30 dias de efetiva prática já é possível colher os frutos do conhecimento adquirido.

      Abraços!

      p.s.: sou o Guilherme.

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