[Guest post] As vantagens da previdência privada do tipo PGBL – Parte 2

Dando continuidade à séria iniciada semana passada (veja aqui), o SwineOne aprofunda, no artigo de hoje, os estudos sobre as vantagens da previdência privada do tipo PGBL, com estudos comparativos com outras modalidades de investimentos, além de tecer considerações importantes sobre a atual realidade dos produtos financeiros oferecidos no mercado, realidade essa traduzida em opções mais competitivas e mais baratas do que até há alguns anos.

Destaco, particularmente, a excelente participação dos leitores na caixa de comentários do último artigo, cuja base de conhecimentos serviu para melhorar ainda mais os estudos realizados no texto a seguir.

Confiram! 😀

…………………………………….

Estudo comparativo entre PGBL x Tesouro SELIC x Tesouro IPCA x Fundo Referenciado DI

“A título de exemplo, suponha quatro situações de investimento distintas pagando 100% da SELIC atual (6,5% – abril de 2018), para um investidor com renda anual de R$ 100.000,00 (e, portanto, um teto de deduções de R$ 12.000 em PGBL):

  • Uma aplicação em PGBL com taxa de administração de 0,6% (uma taxa factível, conforme será argumentado mais à frente);
  • Outra aplicando no Tesouro SELIC através do Tesouro Direto, admitindo a incidência somente da taxa de custódia de 0,3% (bastando escolher uma das diversas opções de corretora com taxa zero);
  • Uma terceira aplicação no Tesouro IPCA Principal, também através do Tesouro Direto, admitindo a incidência somente da mesma taxa de custódia de 0,3% (naturalmente, a taxa deste título será diferente da SELIC, porém, como a taxa exata é imprevisível, adotou-se um valor conservador igual à taxa SELIC, o que tem a vantagem adicional de permitir comparar somente a diferença de tratamento tributário entre as diferentes opções);
  • A última aplicação em um fundo DI com taxa de administração de 0,2% (e há vários fundos assim no mercado).

Os fluxos de investimento são os seguintes: no primeiro ano, nos três casos, é depositado um valor mensal de R$ 725, totalizando R$ 8.700.

Porém, no caso do PGBL, a partir do segundo ano, ao receber uma restituição do IRPF referente ao valor deduzido com PGBL no ano anterior, é feito um aporte desta restituição no próprio PGBL.

Ou seja, o aporte em PGBL será, ao longo do tempo, maior que o aporte nas demais situações. Considero esta é a forma mais justa de agir, já que este aporte extra só foi “ganho” por ter aportado no PGBL, com a correspondente vantagem tributária, e seria um erro incorporá-lo ao orçamento, para fins de consumo.

Pense da seguinte forma: você já conseguia viver com o seu salário atual antes de ler este artigo e decidir investir em PGBL, então, não há porque contar com esta restituição como uma nova fonte de renda.

O aporte extra máximo em PGBL devido à restituição será de R$ 3.300, graças a uma matemática simples: o teto de dedução é R$ 12.000 (12% da renda de R$ 100.000); ao contribuir o teto, obtém-se uma restituição de 27,5% de R$ 12.000, ou seja, R$ 3.300, que, somado ao aporte regular de R$ 8.700, resulta no próprio valor de R$ 12.000, gerando uma restituição dos mesmos R$ 3.300 no ano seguinte.

No caso do fundo referenciado DI, a simulação leva em conta apenas o come-cotas semestral, enquanto no Tesouro SELIC, tentou-se simular a oferta periódica de novos títulos, que, aparentemente, ocorre nos anos ímpares, quando é ofertado um novo título com validade de 6 anos a partir do lançamento (por exemplo: em 2017 começou a ser ofertado o Tesouro SELIC 2023).

A melhor estratégia nesse caso, do ponto de vista tributário, é sempre aportar no título com vencimento mais distante, e deixar o título maturar até o vencimento, quando o valor resgatado é integralmente reinvestido no título de vencimento mais distante disponível. É esta a estratégia que foi empregada na simulação.

Para o caso do Tesouro IPCA Principal, considerou-se que haveria um título cujo vencimento está tão distante que não haveria nenhuma incidência de imposto até o resgate (atualmente existem títulos com vencimento em 2045, bastante próximos do horizonte de investimento considerado, então, penso que a hipótese é razoável). Claro que, no vencimento deste título, o imposto incidirá sobre todos os rendimentos e será necessário reinvesti-lo, então, deve-se ficar entendido que a simulação é até mais otimista que a realidade para este cenário.

Ao final de 30 anos, o valor líquido em PGBL (já descontando os 10% da tabela regressiva) é de cerca de R$ 834.900, contra valores líquidos de R$ 645.400 no Tesouro SELIC, R$ 657.200 no Tesouro IPCA Principal e R$ 624.300 no fundo DI. É uma diferença de R$ 177.700 a R$ 210.600, ou um saldo líquido 27 a 34% maior no PGBL em relação às alternativas.

A evolução patrimonial é mostrada na figura abaixo, onde o eixo x do gráfico indica o número de meses desde o início dos aportes em cada um dos investimentos.

Deve-se lembrar que o valor não é resgatado por inteiro no final destes 30 anos. O comum seria realizar retiradas periódicas, de forma que o saldo remanescente continua rendendo juros – e novamente, isto é vantajoso para o PGBL, devido à ausência do come-cotas ou necessidade de resgate e reinvestimento periódico em novos títulos.

Concretamente, o saldo bruto no PGBL será de cerca de R$ 927.700 (o valor de R$ 834.900 já considerava o desconto de 10% da tabela regressiva), e lembrando que os juros incidem sobre o valor bruto e não o líquido, já que a tributação só ocorre no momento do resgate, e somente sobre o valor resgatado. Em termos de rendimentos brutos, os juros mensais serão de R$ 4.881 no PGBL, já descontada a taxa de administração, contra apenas R$ 3.396 no Tesouro SELIC, R$ 3.458 no Tesouro IPCA Principal e R$ 3.285 no fundo DI (tudo isso sobre os valores brutos destes investimentos).

No caso dos investimentos no Tesouro SELIC e fundo DI, haverá incidência periódica de imposto de 15% sobre esses juros. No caso do Tesouro IPCA, este valor pode a princípio ser desconsiderado, admitindo-se que houve uma operação de resgate e reinvestimento devido ao título ter chegado ao vencimento, e que, com isso, a incidência de juros é sobre o valor líquido (exatamente o que foi feito no parágrafo anterior).

Para simplificar o cálculo, admitindo-se uma incidência mensal de imposto, os juros mensais líquidos se aproximariam de R$ 2.886 no Tesouro SELIC e R$ 2.792 no fundo DI. Dada que, na prática, a incidência de imposto não é mensal, mas sim semestral, ou até mais longa, os juros reais serão algo intermediário entre os valores encontrados para juros brutos e líquidos em cada um dos casos.

Para resumir: os juros mensais líquidos sobre o saldo dos investimentos, neste momento, serão algo entre 38% e 62% maiores no PGBL em relação ao Tesouro SELIC, e entre 43% e 68% maiores no PGBL em relação ao fundo DI. O Tesouro IPCA Principal sai em vantagem, por não haver incidência periódica de juros, e então é justo considerar o valor já calculado de R$ 3.458 de juros mensais. Mesmo assim, a diferença é de 41% a favor do PGBL.

Independente das análises realizadas, apenas uma rápida batida de olho no gráfico já permite intuir o resultado: os três investimentos convencionais se “embolam” numa mesma região do gráfico, enquanto o PGBL claramente se distancia dos demais.

Vale notar que todos os cálculos foram feitos com base na taxa SELIC atual, a qual, é necessário lembrar, está na sua mínima histórica, e, a menos que os problemas econômicos estruturais do país sejam resolvidos, só tende a aumentar novamente. Em caso de aumento, o PGBL se distanciaria ainda mais dos demais investimentos, devido à incidência de imposto dos mesmos sobre os rendimentos.

A nova realidade do mercado de produtos financeiros

O outro empecilho importante apontado para investir em PGBL seria a falta de bons produtos (leia-se: com baixas taxas). Para a minha surpresa, pesquisando na corretora que uso atualmente (XP Investimentos), há excelentes opções de PGBL de renda fixa, com taxas de administração chegando a 0,8%, valor menor que a taxa de administração de quase todos os fundos de investimento de grandes bancos.

Não tenho acesso ao Itaú Personnalité, mas graças à contribuição do Michael em um dos comentários da primeira parte do artigo, temos a informação de que há um produto neste banco com taxa de 0,6%. Sim, é verdade que há um fundo referenciado DI com taxa de administração de 0,2% na própria XP, e invisto neste fundo, porém, quando as vantagens tributárias são levadas em conta, o PGBL sai na frente.

A maioria destes fundos previdenciários não possui taxa de carregamento, e dentre os que possuem, as taxas são apenas de saída, e que só incidem caso o saldo seja “baixo”, e os resgates sejam feitos antes de 5 anos.

Ou seja, para quem está usando com o objetivo declarado de aposentadoria, com a intenção de acumular um bom montante, e resgatá-lo somente daqui a algumas décadas, estas taxas efetivamente não existem. Pelo que pesquisei, não incidem outras taxas sobre estes fundos, como taxas de performance.

Os aportes exigidos para atingir estas taxas não são tão baixos (há opções boas com aporte inicial de R$ 30 mil, e excelentes opções com aporte inicial de R$ 50 mil), o que pode significar que, no primeiro ano, seja necessário exceder o limite de 12% para dedução, dependendo da sua renda.

Mesmo assim, enxergo uma estratégia que pode ser utilizada para evitar de exceder este limite: no primeiro ano, escolher um fundo cujo aporte inicial seja menor (às custas de uma taxa de administração maior), contribuindo sempre pelo teto dos 12%, e após alguns anos, ao atingir o saldo necessário a título de aporte inicial em outro PGBL de menor taxa de administração, fazer a portabilidade do saldo do PGBL para este fundo mais barato. Creio que não incida nenhuma taxa nesta operação de portabilidade.

Estratégias de investimentos mistos

Deve-se chamar a atenção que as discussões até agora centraram em torno de investimentos em renda fixa, porém, é sabido que uma boa alocação de ativos deve conter um componente, muitas vezes significativo, de alocação em renda variável. Neste caso, o PGBL pode não ser tão vantajoso devido às altas taxas de administração de PGBLs com alocação em renda variável (na faixa de 2%), aliado à isenção de tributos sobre os ganhos de capital na venda de até R$ 20.000 por ano em ações, para quem investe diretamente na Bolsa de Valores.

Já se você preferir, como eu, um estilo passivo de investimento em renda variável, por meio do uso de ETFs como o BOVA11, haverá incidência de imposto de renda à alíquota de 15%, pois estes são tratados como fundos de investimento do ponto de vista tributário. Porém, este valor só incide no momento do resgate, sem os efeitos deletérios do come-cotas, e tipicamente seria comparado à alíquota de 10% da tabela regressiva do PGBL.

A questão é que a taxa de administração de 2% de um fundo com alocação em renda variável é muito alta se comparada tanto à do BOVA11 (0,54%) quanto à taxa cobrada pelos PGBLs que investem somente em renda fixa (até 0,8%, como já dito). A comparação com os PGBLs de renda fixa não é inválida como poderia parecer, pois a alocação máxima em renda variável em um PGBL é de 49%, de forma que os outros 51% devem vir de renda fixa.

NOTA: a Resolução 4.444 do Banco Central do Brasil (íntegra aqui), editada no final de 2015, com vigência a partir de 2016, já permite que fundos de previdência privada possam ter até 100% em ações (veja, por exemplo, matéria da Exame a respeito).

Portanto, você estará pagando taxa de 2% sobre mais da metade do seu capital, quando poderia estar pagando só 0,8%. Vale lembrar também que a taxa de administração incide diariamente sobre o seu saldo no PGBL, ocorrendo o mesmo problema já apontado de não apenas reduzir o seu saldo, mas também o efeito dos juros compostos sobre este saldo que foi subtraído, um efeito significativo a longo prazo.

Para colocar a questão à prova, foram comparadas duas situações de investimento distintas: um PGBL com alocação de 49% em renda variável e 51% em renda fixa, com taxa de administração de 2%, contra a combinação de um PGBL de renda fixa (com taxa de 0,8%) e um ETF (com taxa de 0,54%). Ambos os PGBLs consideraram a opção pela tabela regressiva, com alíquota de 10% no resgate. Já a tributação do ETF é de 15% apenas no resgate. Adotou-se a rentabilidade anual da renda fixa como sendo a mesma taxa SELIC de 6,5% do exemplo anterior, e supôs-se uma rentabilidade anual da renda variável de 10%.

No caso do PGBL com alocação mista, houve a mesma situação de aumento dos aportes detalhada no exemplo anterior, devido às restituições do IRPF. Já na segunda situação, o aumento dos aportes também ocorreu, porém, somente proporcional à parcela da alocação em PGBL de renda fixa, pois não há vantagem tributária na parcela investida em ETF.

Desta forma, deve-se analisar os resultados à luz do fato que o aporte na segunda situação foi menor do que na primeira. Inclusive, na segunda situação, as contribuições feitas ao PGBL passam longe de atingir o teto de 12% dos rendimentos tributáveis, e caso haja espaço para aportes extras, é possível obter uma restituição ainda mais alta de IRPF, idealmente para reinvestimento no próprio PGBL.

Os resultados obtidos são mostrados no seguinte gráfico:


Nota-se que, inicialmente, e provavelmente por conta dos aportes extras, o PGBL com alocação mista tem desempenho melhor. Porém, a longo prazo, o desempenho da combinação PGBL de renda fixa + ETF, graças aos menores custos com taxa de administração, acaba sendo mais vantajosa.

Poder-se-ia questionar se este resultado não teria sido uma anomalia específica às rentabilidades escolhidas para a renda fixa e renda variável. Neste sentido, os cálculos foram refeitos para diferentes rentabilidades para a renda variável, entre 3% e 20%, e em todas o mesmo efeito foi observado: desempenho inicial melhor do PGBL com alocação mista, que é posteriormente ultrapassado pela combinação PGBL de renda fixa + ETF. Inclusive, quanto maior a rentabilidade da renda variável, mais vantajosa se torna a segunda opção.

Como última observação, o pior desempenho do PGBL de alocação mista pode ser diretamente atribuído às altas taxas de administração dos produtos disponíveis. Note o que aconteceria se a taxa de administração do PGBL de alocação mista fosse de 1%, ainda assumindo uma rentabilidade anual de 10% na renda variável:

O PGBL de alocação mista parece atingir, neste caso, melhor desempenho mesmo a longo prazo. Porém, repetindo estes cálculos para retornos melhores da renda variável, ou esticando o prazo para além dos 30 anos, a situação anterior de superioridade da combinação PGBL de renda fixa + ETF volta a ocorrer.

Isto demonstra claramente a importância de escolher produtos com a menor taxa de administração possível, e que mesmo uma fração de 1% pode fazer uma tremenda diferença no longo prazo.

Conclusão

A moral da história é que, se você tinha uma visão preconcebida a respeito do PGBL como um mau investimento, da mesma forma que eu tinha, talvez seja a hora de botar tudo na ponta do lápis e ver se o PGBL não é vantajoso para você.

No meu caso específico, decidi que, a partir deste ano, faz sentido aportar a parcela de renda fixa dos meus investimentos para aposentadoria, até o limite de 12% dos meus rendimentos, em um PGBL ao invés do Tesouro Direto.

Adicionalmente, graças à contribuição do Felipe em um comentário na primeira parte do artigo, indicando que os proventos do INSS durante a aposentadoria entram na base de cálculo do IRPF (apesar de haver uma faixa de isenção específica para o INSS, para além da própria isenção do IRPF de R$ 1.903 sobre quaisquer rendimentos na tabela atual), me vejo obrigado a revisar a opinião emitida na primeira parte do artigo.

Naquele momento, coloquei que poderia haver vantagens em optar pela tabela progressiva do PGBL, possivelmente combinada a um segundo PGBL com tabela regressiva.

Minha opinião revisada é de, se você vislumbra receber pelo menos 3 salários mínimos do INSS na sua aposentadoria, e se pretende contribuir por um prazo suficiente longo para o PGBL (como os 30 anos usados nas simulações acima, ou até mais), a opção deve ser exclusivamente pela tabela regressiva do PGBL para maximizar as vantagens tributárias”.

………………………

Agradeço ao SwineOne pelo envio dos textos, bem como à participação construtiva de todos os leitores que, nos últimos debates, tornaram ainda mais rica a troca e o compartilhamento de experiências e conhecimentos, em área financeira tão importante e (ainda) tão mal compreendida nos dias atuais. 🙂

 

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61 Responses to [Guest post] As vantagens da previdência privada do tipo PGBL – Parte 2

  1. Adri 30 de abril de 2018 at 10:15 #

    Bom artigo.
    Mas, o aporte maior no PGBL não distorce a analise a favor dele? Lembrando que temos opções em R.Fixa de até 120% CDI e FMM com rentabilidade elevadas ainda que volátil. Não sei se temos PGBL com rentabilidade igual.

    • Guilherme 30 de abril de 2018 at 11:30 #

      Adri, o aporte maior no PGBL é intrínseco ao estudo em questão. É como se o investimento em PGBL rendesse “dividendos”, à semelhança do investimento em ações. 😉

      Quanto à sua segunda pergunta, desde que foi editada a Resolução 4.444, podemos perceber uma melhora notável no desempenho de alguns fundos previdenciários, principalmente daqueles de gestores independentes, que recriam, na medida do possível, a estratégia dos FMMs principais das respectivas casas, mas com a vantagem de (ainda) não cobrarem taxa de performance, e de não terem come-cotas.

      Nesse contexto, há alguns fundos previdenciários mais voláteis que têm obtido rentabilidades de 140% a 250% do CDI nos últimos anos. Lembrando que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

      Abraços

      • Bernardo 29 de julho de 2018 at 0:29 #

        Prezado, muito bom o seu artigo. Mas fiquei com uma dúvida. Você levou em conta o limite de dedução do IR em 12%, mas utilizou a restituição do IR do ano seguinte como investimento na mesma previdência privada. Ocorre que dessa maneira o total investido será superior a 12% do rendimento bruto. Pergunto: isso foi levado em conta no cálculodo IR, e consequentemente no cálculo final? Obrigado

        • Guilherme 29 de julho de 2018 at 13:00 #

          Oi Bernardo, obrigado, foi o Swine quem fez os cálculos, então, não posso responder por ele, mas, como ele foi bem criterioso nos cálculos, deve ter levado isso em consideração também.

    • MJC 30 de abril de 2018 at 14:51 #

      O aporte maior não distorce, pois a ideia do PBGL é usar o benefício fiscal.

      Imagine que sobraram 1.000 pra você investir do seu salário. No investimento tradicional, vc vai investir esses 1.000. Pelo PGBL, você vai investir os mesmos 1.000 mas no ajuste do IR você vai receber outros 275 reais de restituição, que devem ser investidos também. Daí a “diferença” de valores.

      ps.: por isso paga-se o IR de 10% não apenas sobre o rendimento, e sim sobre o valor total, pois não houve pagamento de IR na fonte (houve, mas em seguida o governo devolveu).

  2. Gabriel 30 de abril de 2018 at 11:26 #

    Muito interessante ambos os artigos, assim como os comentários. Parabéns ao SwineOne e ao Guilherme.

    Tenho 30 anos e comecei no ano passado uma previdência privada pela OABPREV, da OAB/RS (PGBL, tabela regressiva), que não cobra taxa de administração, mas sim taxa de carregamento de 4% sobre os aportes mensais e 2% sobre os extraordinários. Pelo que verifiquei, essas taxas correspondem, a título comparativo, a 0,36% de taxa de administração ao ano para os aportes mensais e 0,18% ao ano para os extraordinários. Minha tática tem sido contribuir com o mínimo nos aportes mensais (R$ 100,00), e colocar mais valor através dos aportes extraordinários em razão das taxas menores. Fazem sentido esses percentuais comparativos?

    Para otimizar, tanto os aportes mensais quanto os extraordinários pago com o cartão de crédito através do mercado pago para gerar milhas.

    • SwineOne 30 de abril de 2018 at 13:33 #

      Ótima estratégia de aportar o mínimo mensalmente. Caso a maior parte dos seus aportes (digamos, 90% ou mais) sejam extraordinários, a taxa média se aproxima bastante dos 2%. Veja que num produto médio para ruim de PGBL, você já pagaria os 2% anualmente, então a partir do segundo ano estaria comparativamente livre de taxas. Mesmo num produto melhor, como o de 0,6% ao ano mencionado, não levaria mais do que 3 anos para se igualar (ao considerar que a taxa de administração incide sobre aporte e juros), e depois você terá décadas sem pagar as taxas. Então, parece ser um excelente produto, olhando puramente por essa ótica. Claro que é necessário olhar a composição dos ativos do fundo, ver se por exemplo ele não investe em outros fundos onde por sua vez incidam taxas de administração salgadas. Se o retorno for próximo ou até superior a 100% do CDI, excelente.

      • Gabriel 30 de abril de 2018 at 13:56 #

        Obrigado pela resposta.

        Vi que a rentabilidade está bem próxima ao CDI. Em 2018 o CDI acumulado dos três primeiros meses foi de 1,59%, contra 1,61% do plano. Em 2017 o CDI foi de 9,92%, contra 9,93% do plano.

  3. Breno 30 de abril de 2018 at 11:39 #

    Possíveis vantagens e desvantagens do PGBL:

    Vantagens:

    1. Benefício fiscal 1: Postergar o pagamento do imposto, o que a partir do segundo ano poderia ser utilizado no próprio investimento;

    2. Benefício fiscal 2: Pagar uma taxa percentual de imposto menor do que o que seria cobrado inicialmente; e

    3. Administração por terceiros, pois não há dor de cabeça em lidar com os investimentos (contraponto: as instituições financeiras se aproveitam para cobrar altas taxas). Observe que a administração por terceiros também entrará nas desvantagens.

    Desvantagens:

    1. Os benefícios fiscais apresentados nas vantagens acima seriam anulados ao longo dos anos, devido às taxas cobradas pelos PGBLs, principalmente quando há pelo menos uma parte dos investimentos em ações e se considera um investimento mais ativo.

    2. O investidor não se beneficiaria da isenção do Imposto de Renda sobre a venda de ações, tanto para vendas até R$ 20 mil no mês, quanto para a compensação de prejuízos sobre impostos e qualquer taxa cobrada durante os investimentos;

    3. Risco de perder o dinheiro investido, pois a previdência privada não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos – FGC;

    4. Investimento sem liquidez;

    5. Riscos de alterações nas regras da previdência complementar, o que é potencializado de maneira negativa devido à falta de liquidez e o horizonte de longo prazo;

    6. Administração por terceiros não significa retornos acima da média, principalmente quando consideramos as taxas cobradas. Tem que se considerar os riscos de uma má administração e até mesmo o de possíveis desvios (contraponto: é preciso ter conhecimento para investir por conta própria e para isso necessário estudo e atualização constante);

    7. A taxa de administração é calculada anualmente sobre o patrimônio total, arrancando enormes pedaços, inclusive em anos em que há prejuízo. Além disso, há outras possíveis taxas, como carregamento, saída etc.;

    8. Os PGBLs lidam com altos valores e os fundos precisam de certa liquidez, o que dificulta a mobilidade dos recursos e até a obtenção de retornos maiores;

    9. Cobrança do Imposto de Renda sobre o montante (é bem verdade que ao final de décadas esta diferença não é grande, mas há); e

    10. Ser obrigado a confiar nos números apresentados pela instituição financeira. Quem vai atrás de questionar os valores apresentados, os balanços, auditorias etc.?

    • SwineOne 30 de abril de 2018 at 14:27 #

      Vamos lá, Breno, pois claramente temos algumas diferenças no nosso entendimento desse tipo de investimento.

      Quanto às vantagens, acredito que você esqueceu de mencionar a principal, que é o fato de, no exemplo, você ter um aporte 38% maior graças à restituição do IRPF. Para quem fica garimpando bancos pequenos e médios para conseguir 10 ou 20% a mais do CDI, de repente ganhar, de graça, 38% a mais de aporte é um belo negócio.

      Agora, com relação às desvantagens, onde quero deixar bastante claro que toda a análise é em cima da porcentagem da sua alocação de ativos que irá para a renda fixa, pois como argumentei com bastante clareza no texto, os produtos disponíveis para investimento em ações tem taxas de administração excessivas e não devem ser usados. Indo ponto por ponto, com correspondência aos pontos do seu comentário:

      1. Não sei mais como colocar isso sem começar a ficar indelicado. Eu sei que você entrou com um claro viés na conversa, desde o post passado, de que seriam anulados, mas no post é provado, com dados, que não é o caso, pelo contrário. O gráfico está claríssimo: o PGBL dispara na frente e não dá nenhum sinal que será alcançado pelos demais investimentos, pelo contrário.

      2. Sim, mas esse ponto é absolutamente irrelevante, pois a recomendação foi clara no sentido de não utilizar PGBL para ações;

      3. Não pesquisei, mas acredito no que você está dizendo. Por outro lado, pesquisando um pouco sobre o assunto, aparentemente os únicos investimentos cobertos pelo FGC são CDBs, LCIs, LCAs e outros menos usados, então este ponto só importa de verdade para quem investe apenas nesses produtos. Em particular, fundos DI e Tesouro Direto não são cobertos, então se você tiver uma boa parcela do seu capital alocado nisso, você está igualmente descoberto.

      4. Também não pesquisei, mas achei que poderia fazer resgates antecipados, obviamente incidindo altas alíquotas de imposto se não o dinheiro não ficou parado pelo menos 10 anos. Mas postulo que novamente é irrelevante, na medida em que o PGBL é um produto voltado para a aposentadoria. De certa forma, grandes penalidades no resgate do dinheiro podem ser considerados uma vantagem, pois evita que você caia na tentação de resgatar um dinheiro que está lá para impedir que você passe fome na velhice.

      5. Esse é um grande risco mesmo, dado que no Brasil até o passado é incerto. Talvez o mais importante dos apontados.

      6. Verdade. Inclusive boa parte do que a literatura acadêmica diz a respeito é que todos os gestores atingem, em média, retornos brutos próximos à média do mercado, mas acabam perdendo na prática quando se desconta a taxa de administração. Esta é a tese central por trás dos livros do Jack Bogle, e que justamente por isso você deve investir em fundos de índice com a menor taxa de administração possível. Porém, novamente, isto enveredou pelo lado das ações, mas princípios semelhantes se aplicam aqui, e possivelmente a escolha mais importante que você pode fazer em um produto é quanto à taxa de administração.

      7. Qualquer fundo DI também tem uma taxa de administração. Tesouro Direto tem taxas, no mínimo a taxa de custódia da B3. Taxas de carregamento de entrada e saída parecem ter sido abolidas dos melhores produtos de PGBL. Obviamente, uma hipótese que foi posta, inclusive, explicitamente no meu artigo, é que você deve evitar produtos com altas taxas de administração — jamais se afirmará que o PGBL será melhor a qualquer custo, independente de taxas. A questão é que aquela antiga realidade, de PGBLs apenas em grandes bancos, com taxas de 3% ou mais, não vale mais, quando você consegue um produto de uma corretora, ou até mesmo de um grande banco, com 0,6 ou 0,8% de taxa.

      8. Nisso eles não diferem de qualquer fundo DI, e até mesmo no Tesouro Direto atualmente você tem liquidez diária. Por outro lado, CDBs com retornos melhores em bancos médios precisam ser carregados até o vencimento.

      9. Qualquer produto de renda fixa terá incidência de no mínimo 15% de imposto de renda sobre os rendimentos. Conforme calculei em um dos comentários na primeira parte do texto, desde que você tenha uma decomposição do saldo em 1/3 aportes e 2/3 juros, o que é algo certo de ocorrer no horizonte de tempo de um investimento para aposentadoria, isto se transforma em uma vantagem ao invés de desvantagem, pois você estará pagando menos impostos com o PGBL em tabela regressiva. Para além disso, em investimentos em fundos DI, CDBs, Tesouro Direto com vencimentos próximos (como é inevitavelmente o caso do Tesouro SELIC), e títulos do Tesouro Direto com cupons semestrais, você tem come-cotas ou incidência periódica de impostos, que conforme argumentado no texto, fazem com que você perca todo o fluxo de juros compostos sobre o valor retido pelo governo antecipadamente. O único jeito de mais ou menos evitar isso é aplicando no Tesouro IPCA Principal com vencimento longo, mas ele tem um perfil diferente de risco e retorno, e pelo princípio da diversificação, não deveria ser o único componente de renda fixa da sua carteira.

      10. Verdade. O que dava pra confiar mesmo eram os balanços da Petrobrás antes da Lava Jato! Ironias à parte, o ponto que você colocou se aplica a qualquer ativo.

      • Breno 30 de abril de 2018 at 16:39 #

        Oi SwineOne,

        Não esqueci de mencionar a vantagem de que falou. Foi o primeiro ponto das vantagens. Inclusive informei que poderia ser utilizado no próprio investimento a partir do segundo ano.

        Não vejo problema em confessar que havia simulado com uma vantagem inicial de 27,5% e não com 37,9%, demonstrado no seu texto. Mas ainda assim, é uma questão de matemática: se temos condições idênticas, o Tesouro Direto cobrando uma taxa anual de 0,3% e um PGBL cobrando 0,6% é uma questão de tempo para o PGBL deixar de ser vantajoso. É este tempo que deveria ser observado. Na sua simulação isso é difícil de observar porque você simula investimentos ano após ano, mas se você fizer a simulação do primeiro ano até o final, a simulação do segundo ano até o final e assim por diante vai ficar mais fácil de perceber o que eu estou falando.

        Agora você está partindo de um pressuposto duvidoso, estabelecendo a Selic em 6,5% ao ano, que é a mínima histórica (o que prolonga o tempo da desvantagem). A simulação também dá muita importância à comparação 100% em Renda Fixa, quando na verdade você defende a alocação de ativos entre classes. Simplesmente desconsiderar o investimento em ações por causa das taxas cobradas pelos PGBLs não é correto, pois é exatamente aí onde o PGBL perde feio e bem mais rápido. E olhe que eu ainda não estou nem falando do investimento direto em ações, onde há outras vantagens adicionais.

        Quanto aos pontos:

        1. Desculpe. Mas eu fui honesto nos meus cálculos. Não inventei dados, nem informações;

        2. Pois é. Pontuar vantagens sem apresentar todas as possibilidades não me parece sensato;

        3. Pode verificar no site fgc.org.br o que está coberto pelo FGC. Este é um risco muito superior ao Tesouro Direto, que na verdade é mais seguro até que a Caderneta de Poupança, pois quem garante os Títulos do Tesouro é o próprio Tesouro Nacional, enquanto a poupança é garantida pelo FGC dentro dos limites estabelecidos por este. Então o que você falou não faz sentido;

        4. A falta de liquidez que falei foi relativa. Retirar antecipadamente representaria grandes perdas. Considerar baixa liquidez algo bom não é racional;

        6. Já expliquei que o objetivo não é ganhar do mercado, mas da Renda Fixa. O que pode ser feito a partir de uma gestão ativa utilizando somente renda fixa, com retornos bem superiores à Taxa Selic no longo prazo. Mas também com ações. Ganhar ou perder do mercado acionário (dos índices) não faz diferença;

        7. Faria mais sentido comparar a taxa do Tesouro Direto com a média do PGBL, que é superior a 2% ao ano. Mas já que você conseguiu uma excelente taxa que é só o dobro da taxa cobrada pelo Tesouro Direto, tudo bem. Itau Personnalité não me parece excelente para evitar gastar dinheiro;

        8. Neste ponto você misturou tudo e foi falar de CDB, fundo DI, e não argumentou sobre o apontamento feito;

        9. É… Mas investindo diretamente em ações as coisas mudam completamente. Como comparar, né?

        10. Não teria sido demérito se eu tivesse investido em Petrobras, dentro de uma estratégia de investimento, o que não ocorreu porque já fazia algum tempo que os resultados não eram satisfatórios, assim como outras grandes empresas, como a Vale. Agora, diferente de mim, quem estava comprado em BOVA11 investiu, sim, em Petrobras.

        Bom, deixo você com os seus argumentos, pois a discussão parece saturada.

    • MJC 30 de abril de 2018 at 15:19 #

      Breno,

      Você tem que olhar o PGBL como uma outra classe de investimentos. Não dá pra comparar PGBL com uma carteira de ações. No PGBL, a ideia é balancear as coisas. Abre-se mão de parte da rentabilidade para diminuir os riscos, visto que trata-se de dinheiro de aposentadoria. Obviamente, a ideia ainda é ter uma rentabilidade decente, maior do que o CDI.

      Então vamos olhar seus pontos um a um:

      1 – O benefício não é anulado ao longo dos anos. Assim como ações, tem planos de PGBL bons e ruins. Se você for olhar só PGBL de grandes bancos, então você deveria olhar só pra ações micos pra comparar também… Aqui não tem segredo e é tudo muito simples: você analisa o PGBL e verifica se o resultado é maior do que o CDI mesmo depois de descontadas as taxas.

      2 – Sim, mas e daí? Você está comparando uma maçã com banana aqui. Você está comparando duas classes de investimentos distintas. Não entendi seu propósito.

      3 – Tem mesmo. Assim como boa parte de outros investimentos tem seus riscos. Cabe ao investidor balancear seus investimentos.

      4 – Como assim sem liquidez? Você pode resgatar a hora que quiser…

      5 – Se tiver mudança de regra, certamente haverá um vacatio legis. Basta se desfazer do fundo.

      6 – Você tem razão: não significa retornos acima da média. Por isso, assim como qualquer outro tipo de investimento, cabe ao investidor analisar onde ele está colocando o dinheiro dele. Quando o cara vai comprar uma ação, são terceiros que administram a empresa. Essa regra vale do mesmo jeito: “tem que se considerar os riscos de uma má administração e até mesmo o de possíveis desvios”.

      7 – Sim, a taxa de administração é calculada anualmente sobre o patrimônio total. Todo fundo é assim. Títulos do tesouro funcionam assim. O que o investidor tem que fazer é comparar o rendimento líquido igual ele faz com todo investimento…

      8 – Verdade. Como todo fundo. Mais uma vez, basta escolher o PGBL.

      9 – Esse comentário mostra que você não está entendendo absolutamente nada do que já foi explicado. E é até interessante pois mostra uma falácia no seu discurso, a de que “é preciso ter conhecimento para investir por conta própria e para isso necessário estudo e atualização constante”. Qual a dificuldade de entender que isso é uma vantagem? Você está, na realidade, postergando o pagamento do IR de hoje para o futuro, como uma alíquota quase 3 vezes menor (de 27.5% para 10%)? E, de quebra, usando essa diferença (benefício fiscal) para ganhar juros sobre juros?

      10 – Mas não é isso que todo investidor faz com qualquer classe de investimento? Sério, que alternativa a gente (pequeno investidor) tem a não ser confiar em balanços e auditorias apresentadas? Quando você compra ação de uma empresa, você está confiando exatamente na mesma coisa…

      Não dá pra comparar PGBL com ações, assim como não dá pra comparar ações com renda fixa. São classes diferentes de investimento, para propósitos diferentes (ou as vezes até o mesmo propósito, mas com riscos diferentes). Parece que você está pegando qualquer coisinha pra tentar criticar o PGBL sem entender direito o que é o PGBL.

      Se quiser simplificar as coisas, basta olhar o seguinte: se usarmos o benefício fiscal, o fundo (PGBL) que estou olhando rende mais que um título de longo prazo do tesouro? Se sim, compra ele até o limite do benefício. Se não, compra título do tesouro, afinal pra que comprar um trem que rende menos? Olhando no mercado você vai encontrar fundos bons e ruins. Daí o cara faz as contas e toma a decisão.

      • Breno 30 de abril de 2018 at 17:12 #

        Oi MJC,

        O PGBL pode ser composto em grande parte por ações. Por isso, a comparação é devida, sim.

        Quanto aos pontos:

        1. Comparar vários resultados passados desde que em períodos diferentes pode ser uma estratégia interessante, mas não significa garantia de resultados futuros. Mas exatamente o que eu defendo é uma gestão mais ativa do patrimônio, entre renda fixa e renda variável. E há PGBL que se enquadram nisso. As vantagens do investimento direto em ações são superiores e em Tesouro Direto, também;

        2. Com falei há PGBL que têm uma parte em renda variável e outra em renda fixa. Por isso, apontar as vantagens do investimento direto em ações faz sentido;

        3. Não é só uma questão de balancear riscos. Tem riscos que podem ser evitados;

        4. A falta de liquidez que falei foi relativa. Retirar antecipadamente representaria grandes perdas. Poderia ter falado baixíssima liquidez, tudo bem?;

        5. Você falou que “certamente haverá um vacatio legis”, mas não funciona bem assim com direito previdenciário e com os impostos. Nesta área, expectativa de direito é diferente de direito garantido. E qualquer mudança conjugada com baixíssima liquidez seria péssimo;

        6. Neste caso os riscos em relação ao Tesouro Direto são gritantes;

        7. Concordo, a diferença são os valores percentuais;

        8. Ou não escolher o PGBL. Concordo quando você diz “como todo fundo”;

        9. Desculpe, mas não é falácia. Você está comparando só com a renda fixa. Eu estou inserindo o investimento direto em ações.

        10. Neste ponto, concordo em parte com você. Mas eu estava me referindo mais aos títulos do Tesouro Nacional. O PGBL vai comprar e administrar estes títulos. Se você comprar de maneira direta, a custódia ocorrerá através da B3 e você não estará correndo os riscos de que falei.

        Minhas comparações são devidas e explicadas. Não critico por criticar. Mas ao final, a escolha é de cada um.

        Bons investimentos!

  4. Breno 30 de abril de 2018 at 11:54 #

    Quanto ao texto, seguem alguns apontamentos:

    Um PGBL pelo Itaú Personnalité possivelmente implicaria tarifas salgadas tanto para a conta corrente, quanto para o cartão de crédito e para outros serviços. Segue link para a Tabela de Tarifas: .

    Você explicou que “Os aportes exigidos para atingir estas taxas não são tão baixos (há opções boas com aporte inicial de R$ 30 mil, e excelentes opções com aporte inicial de R$ 50 mil), o que pode significar que, no primeiro ano, seja necessário exceder o limite de 12% para dedução, dependendo da sua renda.” Isto teria que ser observado na simulação, considerando que a vantagem do PGBL está exatamente no início.

    Na simulação do investimento misto foi utilizado o BOVA11, que tem uma taxa 0,54% ao ano, enquanto outros ETFs teriam taxas bem inferiores, como o PIBB11, que cobra 0,059% ao ano, ou seja, a tarifa do BOVA11 é mais de 800% superior. Mas a questão principal, independente de renda fixa ou variável é que há um pressuposto duvidoso de que o investimento tem que ser passivo.

    Mas, enfim, considerando as vantagens e as desvantagens apresentadas, desejo sucesso aos que optarem pelos PGBLs.

    • SwineOne 30 de abril de 2018 at 14:51 #

      “Um PGBL pelo Itaú Personnalité possivelmente implicaria tarifas salgadas tanto para a conta corrente, quanto para o cartão de crédito e para outros serviços.”

      Ainda não pesquisei a fundo os produtos disponíveis, apenas aqueles nos bancos que tenho acesso (Santander, Caixa e XP Investimentos). Porém, não acho que o Itaú Personnalité tenha o melhor produto de todos, deve haver outras opções. Encontrei, durante as minhas pesquisas, um daqueles textos da Empiricus tentando fazer com que você assine os produtos deles, onde eles dizem que compararam coisa de 2500 produtos de PGBL diferentes, e localizaram apenas 7 bons. É bem possível que destes 7 bons, alguns possam ser contratados por meio de corretoras, ou de alguma outra forma que não exija o pagamento de taxas como é o caso do Personnalité.

      Para além disso, ouvi relatos de pessoas que migraram para o Santander Select, pegaram um bom cartão de crédito (acho que até o Unlimited, numa época que era possível), e depois solicitaram a migração para uma conta de serviços essenciais (algo que o banco é obrigado a fazer), mas conseguiram manter o cartão. Não vejo porque não seria possível seguir uma estratégia semelhante aqui.

      “Você explicou que “Os aportes exigidos para atingir estas taxas não são tão baixos (há opções boas com aporte inicial de R$ 30 mil, e excelentes opções com aporte inicial de R$ 50 mil), o que pode significar que, no primeiro ano, seja necessário exceder o limite de 12% para dedução, dependendo da sua renda.” Isto teria que ser observado na simulação, considerando que a vantagem do PGBL está exatamente no início.”

      Sim, mas ao mesmo tempo apontei uma estratégia para resolver o problema: começar em um produto com taxa mais alta, e aporte inicial menor, até acumular o suficiente para fazer a portabilidade para um PGBL melhor. Durante este período, você estará pagando uma taxa de administração mais alta, é verdade, mas essa taxa incidirá sobre um valor necessariamente pequeno, pois assim que atingir o mínimo necessário para fazer a portabilidade, você já muda de produto e a taxa que passa a incidir é menor. Acho muito difícil de acreditar que, num horizonte de 30 anos como foi simulado, isso possa representar uma diferença grande o suficiente para aproximar o PGBL dos demais investimentos.

      “Na simulação do investimento misto foi utilizado o BOVA11, que tem uma taxa 0,54% ao ano, enquanto outros ETFs teriam taxas bem inferiores, como o PIBB11, que cobra 0,059% ao ano, ou seja, a tarifa do BOVA11 é mais de 800% superior.”

      Isso é verdade, mas o PIBB11 segue outro índice, e principalmente, pelo que pesquisei na época quando estava escolhendo o fundo de índice principal em que aplicaria meu dinheiro, a questão que era posta é que a liquidez do PIBB11 é bem menor, e com isso os spreads durante as operações de compra e venda são maiores. Talvez, em retrospecto, considerando uma estratégia de buy-and-hold, isso não fosse tão importante quanto eu achava. Em todo caso, uma taxa de administração menor apenas escancararia mais ainda o ponto feito no texto, de que as taxas de administração dos PGBLs com alocação em ações são muito altas, e a longo prazo o investimento em ETFs sai na frente.

      “Mas a questão principal, independente de renda fixa ou variável é que há um pressuposto duvidoso de que o investimento tem que ser passivo.”

      Você continua insistindo nesse ponto como se você estivesse certo e os outros estivessem errados. Sinto muito, mas gente com muito mais cacife para falar do que eu, você, o Guilherme ou qualquer leitor desse blog discordam de você.

      Jack Bogle, para pegar um exemplo (pois essa é basicamente a filosofia de vida dele), retirado de http://www.businessinsider.com/vanguard-jack-bogle-401k-active-management-index-investing-2017-1

      “It seems to me — particularly for these retirement-plan investors, the vast majority of whom are not particularly financially sophisticated — by far the best way is to invest in index funds. I’m sure you’re not surprised to hear me say that.

      It guarantees your fair share of the market returns at a very low cost.”

      Jack Bogle, mais alguns exemplo, retirados de https://www.marketwatch.com/story/the-genius-of-john-bogle-in-9-quotes-2016-11-23, com algumas explicações na sequência:

      “Don’t look for the needle in the haystack. Just buy the haystack.”

      That succinctly sums up the case for buying an index fund instead of hiring somebody to try to pick out gems.

      “The grim irony of investing is that we investors as a group not only don’t get what we pay for, we get precisely what we don’t pay for.”

      In other words, every dollar you save by refusing to pay for an active manager is a dollar of return that belongs to you, not the manager. Reality turns out to be just the opposite of the marketer’s beloved slogan: You get what you pay for.

      “The idea that a bell rings to signal when investors should get into or out of the market is simply not credible. After nearly 50 years in this business, I do not know of anybody who has done it successfully and consistently.”

      “The index fund is a sensible, serviceable method for obtaining the market’s rate of return with absolutely no effort and minimal expense. Index funds eliminate the risks of individual stocks, market sectors and manager selection, leaving only stock market risk.”

      Warren Buffett, retirado de https://www.cnbc.com/2017/05/12/warren-buffett-says-index-funds-make-the-best-retirement-sense-practically-all-the-time.html

      “Consistently buy an S&P 500 low-cost index fund,” Warren Buffett told CNBC’s On The Money in an interview recently. “I think it’s the thing that makes the most sense practically all of the time.”

      “The trick is not to pick the right company, the trick is to essentially buy all the big companies through the S&P 500 and to do it consistently and to do it in a very, very low cost way,” he added.

      He conceded that luck can play a role. “Sure, some are going to have better than average just but the fact that if you flip a coin, some are going to call heads and some are going to call tails. And one or the other will be right at that time.”

      Still, the Oracle of Omaha warned that “you do not want to ever get the impression that you can pick stocks” and that “can enable you to have an edge. It just doesn’t work that way.”

      Outro apanhado de citações do Warren Buffett, retirados de https://www.marketwatch.com/story/the-5-times-warren-buffett-talked-about-index-fund-investing-2017-04-28

      “When trillions of dollars are managed by Wall Streeters charging high fees, it will usually be the managers who reap outsized profits, not the clients. Both large and small investors should stick with low-cost index funds.” (2016)

      “The 21st century will witness further gains, almost certain to be substantial. The goal of the non-professional should not be to pick winners — neither he nor his ‘helpers’ can do that — but should rather be to own a cross-section of businesses that in aggregate are bound to do well. A low-cost S&P 500 index fund will achieve this goal.” (2013)

      “By periodically investing in an index fund, for example, the know-nothing investor can actually outperform most investment professionals. Paradoxically, when ‘dumb’ money acknowledges its limitations, it ceases to be dumb.” (1993)

      “Huge institutional investors, viewed as a group, have long underperformed the unsophisticated index-fund investor who simply sits tight for decades. A major reason has been fees: Many institutions pay substantial sums to consultants who, in turn, recommend high-fee managers. And that is a fool’s game.” (2014)

      “A low-cost fund is the most sensible equity investment for the great majority of investors. My mentor, Ben Graham, took this position many years ago, and everything I have seen since convinces me of its truth.” (To John Bogle, in The Little Book of Common Sense Investing)

      “Over the years, I’ve often been asked for investment advice, and in the process of answering I’ve learned a good deal about human behavior. My regular recommendation has been a low-cost S&P 500 index fund,” Buffett wrote.

      Mas claro, se ainda assim você acha que sabe mais do que Jack Bogle e Warren Buffett, sugiro encerrarmos a conversa por aqui.

  5. Marcelo 30 de abril de 2018 at 15:41 #

    Me tirem uma dúvida. No PGBL o imposto de renda na Tributação Regressiva a contagem do prazo é pela data de cada aporte? Correto? Se faço aportes mensais, cada aporte terá um prazo diferente na contagem pra obtenção da alíquota de 10%? Dessa forma terei alíquotas diferentes quando efetuar o saque, é isso mesmo? Se isso estiver correto, os ganhos não são bem como os descritos no artigo acima.

    • Adri 30 de abril de 2018 at 18:32 #

      Exatamente. Cada aporte terá tempo diferente para calculo do IR. Bem. Lembrado. Não acho justo comparar IR de 10% com 27,5% da RF quando depois de 2 anos passa a ser 15% , como comparado em um dos topicos da discussão.

    • SwineOne 30 de abril de 2018 at 18:33 #

      Realmente, trata-se de uma limitação da simulação feita, que por sua vez reflete-se num limite da minha própria pesquisa sobre o assunto. Admiti que seria possível gerenciar o investimento como se faz com outras ferramentas convencionais, onde o que faria mais sentido são retiradas mensais na aposentadoria, sendo que a partir do momento em que as retiradas começassem, subentende-se que os aportes parariam. Aqui aplica-se o princípio PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai), e os primeiros valores a saírem já estariam lá há 30 anos, e portanto a incidência seria de 10% mesmo. Conforme o PGBL fosse sendo esvaziado, haveria tempo para que os aportes antigos entrassem na faixa dos 10%, mas também não sei informar exatamente o que ocorrem com os juros, já que os mesmos estão sendo gerados de maneira diária.

      Porém, pelo que pesquisei posteriormente, chega um momento, que não ficou bem claro para mim, onde você precisa escolher uma forma de retirar o dinheiro, que pode ser através de um saque do valor completo (que presumivelmente seria movido para um investimento convencional nesse momento), ou escolher entre algumas opções de pagamentos mensais, sejam vitalícias ou por prazo determinado.

      Admito que preciso completar as minhas pesquisas sobre o assunto para decidir a melhor estratégia a ser adotada quando se aproximar o momento de resgatar os valores do PGBL, e caso algum leitor do site já tenha feito a pesquisa relevante e queira contribuir, agradeço muito. Basicamente o que aconteceu é que, há poucas semanas atrás, tive a ideia que era o embrião dos dois artigos que foram escritos aqui, e acabei desenvolvendo essas ideias até o limite do que foram expostas aqui. Para meu próprio benefício, escrevi tudo o que pensei, pois o próprio exercício de escrevê-las ajudou a torná-las mais claras na minha cabeça, e as simulações feitas ajudaram a colocar valores numéricos concretos em algo que eram apenas teorias. Enviei para o site com o intuito de ajudar os outros, e também para ajudar a receber comentários como o seu que me ajudassem a enxergar onde posso ter errado ou esquecido de algo. Espero que essa construção compartilhada de conhecimento faça com que, ao final, todos sejam beneficiados. Claro que, nesse pequeno período entre ter a ideia inicial e a publicação do artigo, não foi possível pesquisar à exaustão todas as questões relacionadas ao tema. Se omiti algo, foi por ignorância minha e não com o objetivo de tentar enganar ninguém, até porque não tenho nada a ganhar ou a perder se alguém investe ou deixa de investir em PGBL.

      • Guilherme 1 de maio de 2018 at 9:20 #

        Swine, para resolver esse problema dos resgates, há uma boa solução.

        Suponha que você faça contribuições no plano A por 32 anos, até o ano 2050, portanto.

        Quando chegar 2050, você terá um bom valor acumulado de patrimônio, e a empresa que administra o plano vai perguntar isso mesmo que você disse no comentário: vai resgatar ou vai receber renda?

        Nenhuma das duas alternativas que ela apresenta é boa. O problema do resgate é a incidência do IR em alíquotas mais altas sobre os aportes feitos nos últimos 10 anos de contribuição, em face da regra PEPS.

        E o problema da conversão em renda é que, se você morrer durante a fase de recebimento de renda, o restante do patrimônio vai pra seguradora.

        A solução que eu vejo: faça a portabilidade do valor integral desse plano para outro plano de previdência, o plano B, com a estipulação de uma data de aposentadoria bem distante, digamos, 2070, sem a obrigatoriedade de novos aportes.

        Além disso, combine com a seguradora desse plano que você irá fazer resgates periódicos, que são permitidos a cada 60 dias. Pronto! O problema está resolvido.

        Você garante o fluxo de caixa com a incidência de IR na sua alíquota mais baixa de 10%, na DIRPF anual, os valores resgatados entram na ficha de rendimentos sujeitos à tributação exclusiva, e não como rendimentos de pessoa jurídica, e, quando chegar 2060, 10 anos, portanto, da última contribuição mensal (realizada em 2050), você solicita o resgate total, dos valores ainda remanescentes, com a alíquota mais baixa de IR, também de 10%.

        • Pedro 10 de maio de 2018 at 13:43 #

          Existem outras modalidades de recebimento de benefício além de resgate único e renda vitalícia. Existe a renda prazo certo e também a renda transferível para o cônjuge e menores. Lógico que o valor do seu benefício vai variar de acordo com a modalidade de recebimento que você escolher, geralmente 30 dias antes quando você passa da condição de acumulação para usufruto.

          Outra opção que meu corretor fez pra mim, foi colocar a idade de aposentadoria de 99 anos, sendo assim no momento que eu achar adequado usar da minha aposentadoria, eu faço resgate a cada 60 dias e mantenho meu patrimônio para os herdeiros.

    • sandro 2 de junho de 2018 at 12:45 #

      O IR médio deverá ficar em torno de 12,32% na simulação do SWINEONE. Considerando todo o resgate efetuado de uma vez e logo após o prazo de 30 anos de aplicação.

      O imposto é baixo já que a maior parte do dinheiro ficou aplicado por 20 anos e foi a parte que rendeu mais.

  6. Anônimo 30 de abril de 2018 at 18:25 #

    Olá swineone.
    Sugerira uma analise um pouco diferente: qual a rentabilidade média dos planos de pgbl nos últimos 5 a 10 anos, versus a rentabilidade do tesouro direto? Pois a discussão se fixou em vantagens tributárias,porem, no mundo real, as rentabilidades são diferentes. Nao faz sentido, além de exercícios teóricos, simular que as taxas sejam idênticas.
    Concordo que as vantagens são para um grupo restrito, no qual não me incluo, pois a rentabilidade média de minha carteira é superior.
    Leandro

    • Guilherme 30 de abril de 2018 at 19:23 #

      A simulação com taxas idênticas é necessária para preservar o caráter pedagógico do ensinamento.

      Comparar a rentabilidade passada real poderia tanto favorecer o Tesouro Direto – caso se escolhesse um produto com baixo desempenho – quanto poderia favorecer ainda mais o PGBL – caso se escolhesse um produto com desempenho superior ao CDI.

      De qualquer forma, como o parâmetro de comparação é um produto PGBL com rentabilidade de 100% do CDI/SELIC, não é difícil encontrar no mercado produtos que tenham obtido esse tipo de rentabilidade (alguns até com maior rentabilidade).

  7. Marujo 30 de abril de 2018 at 20:32 #

    Excelente artigos!!! Parabéns pelo trabalho.

    Me encontro numa situação bem peculiar… renda de 200k anual… sem filhos e sem nada que pudesse abater nessa facada de IR todo ano!

    Vi fundos com taxas bem baixas e com rendimentos superiores a 100% do CDI na XP.

    Mais uma vez obrigado!

    • SwineOne 30 de abril de 2018 at 22:52 #

      Com essa renda, são R$ 24 mil que você pode investir, isso se não tiver absolutamente mais nada para deduzir (INSS, saúde, educação, pagamento de INSS para empregada doméstica). Só aí já são no mínimo R$ 7 mil a mais de redução na base de cálculo, em comparação ao desconto simplificado, e portanto R$ 1725 de restituição a mais. Se tiver INSS, mesmo que apenas pelo teto da contribuição no setor privado, dá mais um valor equivalente a esse, até um pouco mais. Plano de saúde, mais um pouquinho, e assim por diante.

      • João 30 de abril de 2018 at 22:58 #

        Boa noite, excelentes os dois artigos.
        O que o Guilherme e o SwineOne tem a dizer a respeito da da chamada “Super Previdência” da ICATU, divulgada pela Empiricus.
        A rentabilidade até então é bastante interessante. A taxa de administração gira em torno de 1%. Não tem taxa de carregamento nem performance.
        É um sistema de previdência um pouco diferente. O valor de cada aporte é dividido em 7 fundos distintos.
        Eu soube dessa Super Previdência ano passado, mas não quis aderir às pressas. Agora, ela será novamente aberta na quarta-feira, dia 02 de maio de 2018.
        Tenho uma previdência no BB, com taxa de administração de 1,5% e um rentabilidade ruim do fundo, sempre abaixo do CDI.
        Estou seduzido a fazer a portabilidade.
        Se puderem me ajudar, ficarei grato, pois a opinião de vocês, para mim, tem muita credibilidade.
        João

        • Guilherme 1 de maio de 2018 at 16:14 #

          Oi João, obrigado!

          É uma alternativa a se considerar, DESDE QUE você entenda algumas coisas:

          1) É um produto que carrega alguns fundos de alta volatilidade e que, portanto, pode apresentar rentabilidade negativa em alguns períodos temporais;

          2) Considere que a rentabilidade até agora obtida foi muito em função da alta da Bolsa, na qual vários dos fundos ali listados “surfaram na onda”. É interessante ver qual seria a rentabilidade do mix num triênio parecido com o de 2013 a 2015, quando houve 3 anos negativos consecutivos para a Bolsa. Aí sim seria o verdadeiro teste de resistência para o investidor.

          3) Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

          4) Além disso tudo, seria preciso analisar se fundos previdenciários são adequados para seu perfil tributário, de renda, e de possíveis vantagens fiscais, como, por exemplo, a dedução de 12% da base de cálculo do IR. Também seria preciso verificar se você teria a capacidade mínima de aportes que o mix prevê.

          De qualquer forma, pressuponho que você esteja alocado em algum fundo do BrasilPrev no momento, e, de fato, os fundos geridos pelas assets independentes têm apresentado, de forma consistente, padrão superior de desempenho, com estruturas de risco mais bem qualificadas e distribuídas.

          Mas a decisão final é somente sua. Isso não é recomendação de nada! Apenas minha visão pessoal, de que há riscos adicionais a serem assumidos, caso você pretenda de fato migrar. 😉

          • João 22 de maio de 2018 at 22:40 #

            Muito obrigado pela opinião, Guilherme (não agradeci antes porque não pude).
            Os fundos previdenciários são adequados ao meu perfil, sim. Quanto às demais observações, perfeitas, bateram com o meu raciocínio a respeito do fundo oferecido pela Empiricus.
            Estava pensando em aderir, mas confesso que gostei da estratégia exposta pelo SwineOne, de investir em um fundo de previdência privada conservador, o qual faria parte da minha carteira de renda fixa e se valendo do benefício fiscal. Em relação à renda variável, aplicaria por conta própria em ações individuais ou ETF’s.
            Mais uma vez, obrigado.

            • Guilherme 27 de maio de 2018 at 20:09 #

              Oi João, de nada!

              O importante é você fazer a escolha da estratégia de investimentos mais adaptada e adequada ao seus objetivos e conhecimentos financeiros.

              Abraços, e bons investimentos!

        • Gustavo 2 de maio de 2018 at 14:11 #

          Fiz a mesma pergunta abaixo, para mim pareceu muito interessante. Só que agora mudou, são 10 fundos e náo 7 como era antes… estou pensando em aderir na modalidade de aporte único de 10k.

    • Guilherme 1 de maio de 2018 at 18:37 #

      Valeu, Marujo!

      Realmente, sua situação é bem peculiar….é bem provável que sua maior despesa mensal não seja com transporte, habitação ou mercado, mas sim… com imposto de renda! ….rsrsrs…

      Chuto que você deva entregar pro leão, anualmente, algo próximo de R$ 50 mil. Isso dá meio milhão de reais por década! Tem que tirar uma tasquinha desse valor de volta pra engordar seu bolso…..rsrs

      Abraços!

  8. João 30 de abril de 2018 at 22:54 #

    Boa noite, excelentes os dois artigos.
    O que o Guilherme e o SwineOne tem a dizer a respeito da da chamada “Super Previdência” da ICATU, divulgada pela Empiricus.
    A rentabilidade até então é bastante interessante. A taxa de administração gira em torno de 1%. Não tem taxa de carregamento nem performance.
    É um sistema de previdência um pouco diferente. O valor de cada aporte é dividido em 7 fundos distintos.
    Eu soube dessa Super Previdência ano passado, mas não quis aderir às pressas. Agora, ela será novamente aberta na quarta-feira, dia 02 de maio de 2018.
    Tenho uma previdência no BB, com taxa de administração de 1,5% e um rentabilidade ruim do fundo, sempre abaixo do CDI.
    Estou seduzido a fazer a portabilidade.
    Se puderem me ajudar, ficarei grato, pois a opinião de vocês, para mim, tem muita credibilidade.

  9. Guilherme 1 de maio de 2018 at 9:52 #

    Breno, bom dia!

    Vou responder ao seu comentário efetuado ontem, pela manhã, às 11:39.

    Estou partindo da premissa de que você está comparando diretamente os investimentos em PGBL com outras classes de ativos, principalmente com as ações, que você tem enfatizado tanto, e que apresentam (ações), sem dúvida alguma, perspectiva de maior rentabilidade no longo prazo, do que qualquer outra classe de ativos, incluindo renda fixa e fundos imobiliários.

    Eu particularmente considero um erro ficar comparando investimentos que apresentam característica intrínsecas completamente diferentes. O ideal, sempre, é procurar referenciais objetivos que possam ser comparativamente analisados, como, por exemplo, o desempenho das ações da Ambev com as ações da Itaúsa, ou da carteira teórica do Ibovespa com a carteira das Small Caps. O que acho difícil comparar, por exemplo, é o desempenho da Camil com um título público prefixado para 2023.

    1. Não são anulados, e as evidências matemáticas do erro da sua afirmação já estão contidas no corpo do artigo, na primeira comparação.

    2. O investidor que investisse diretamente em ações não se beneficiaria da dedução da base de cálculo do IR ao investir num veículo de investimento que lhe proporcionasse esse incentivo tributário. Aqui você escolheu comparar o PGBL com as ações.

    3. O risco de perder dinheiro também existe com as ações, que não contam com a garantia do FGC. Aqui você escolheu comparar o PGBL com a renda fixa.

    4. Comparado com o quê? Ações? Renda fixa? FIIs? Ver a ausência de liquidez como desvantagem parte da premissa implícita de que você considera o giro de ativos como necessário para ter rentabilidade acima da média. Então se esse é o fundamento que sustenta seus argumentos, aponte de forma objetiva os erros e as desvantagens de não ficar girando ativos, descritos nesse artigo: https://www.linkedin.com/pulse/giro-de-ativos-felipe-de-oliveira-tavares Além disso, se falta de liquidez é um ponto negativo, como você explica a inexistência de CDBs que pagam 130% do CDI com liquidez diária? Pelo seu raciocínio, se a falta de liquidez é um empecilho para garantir maior rentabilidade, os CDBs que prometem pagar maior rentabilidade deveriam ter maior liquidez.

    Resumindo, pra mim é o contrário do que você disse: menor liquidez está correlacionado, no geral, à maior rentabilidade (vide o exemplo prático dos próprios CDBs oferecidos no mercado por bancos de segunda linha), e não o inverso.

    5. Esse risco é só na previdência complementar? Então nas ações e na renda fixa há garantias de que não haverá alteração nas regras?

    6. A administração por conta própria não significa e não garante automaticamente retornos sempre acima da média. Há maiores chances, mas não garantias, da mesma forma que um investimento ativo pode garantir maiores retornos, embora o investimento passivo seja declaradamente superior, pelos estudos e exemplos citados pelo Swine. Há garantias de que estudo e atualização constante proporcionarão sempre retornos acima da média? Aliás, média do quê? Qual é essa média? CDI? Ibovespa? Mas se o sujeito “empatar” com o CDI ele já não estará garantindo juros reais, dado o histórico do CDI dos últimos 25 anos? Então a média seriam os juros reais?

    7. Não vejo problemas no pagamento das taxas, desde que se faça um bom estudo e escolha dos produtos, e, é claro, se dê preferência às taxas mais baixas. Aliás, as taxas de custódia do Tesouro Direto também não incidem anualmente? E, mesmo havendo taxas de administração, o que importa não é afinal de contas o retorno líquido final real dos investimentos aplicados em fundos? Será que não valeria a pena ter aplicado nesse fundo https://www.verios.com.br/apps/comparacao/log/maximo/cdi//01221890000124 que cobra 2% a.a de taxa de administração? como, aliás, fez, há muitos anos atrás, o leitor que publicou esse artigo: http://valoresreais.com/2018/03/05/guest-post-as-licoes-financeiras-que-aprendi-em-20-anos-de-vida-profissional/ ?

    8. Dois contrapontos: 1. O gestor do fundo pode administrar os riscos dentro da carteira para equilibrar os riscos; 2. Ainda que o gestor do fundo não tenha capacidade técnica para tal, o próprio cliente pode fazer portabilidade total ou parcial de recursos de um fundo previdenciário para outro, e o que é melhor, se houver rentabilidade positiva no fundo de origem, ele não pagará imposto de renda sobre os ganhos de capital, mesmo que haja transferência de valores acima de R$ 20 mil, tornando a estratégia de rebalanceamento de ativos bem mais interessante dentro de fundos previdenciários do que numa carteira de ações, onde há o limite de isenção fiscal de até R$ 20 mil, por mês.

    9. A cobrança de imposto de renda também existe sobre outras classes de ativos, sendo que a isenção fiscal na venda de ações está limitada ao teto de R$ 20 mil por mês, e, no PGBL, é possível obter isenção fiscal sobre ganhos de capital em caso de transferência de recursos entre fundos previdenciários sem limites de isenção, conforme explicado no item 8;

    10. O sujeito que investe em ações também é obrigado a confiar nos balanços apresentados pelas empresas. Como você irá fazer análise fundamentalista se não confia nos relatórios trimestrais que ela publica?

    Breno, o que você precisa entender é que as diferentes classes de investimentos atendem a distintas necessidades de vida. Da mesma forma que ninguém recomenda fundo referenciado DI para a formação de patrimônio a longo prazo, ninguém recomenda uma carteira de ações para formação de uma reserva de emergências.

    Além disso, a alocação de ativos deve respeitar a psicologia do investidor, de modo que há pessoas que nunca colocarão um centavo em ações, por mais que os benefícios teóricos e concretos lhe sejam apresentados.

    Destaco novamente que determinados veículos de investimentos, como PGBL e VGBL, podem não fazer sentido algum para muitas pessoas, diante de seu perfil tributário e de suas reais necessidades financeiras, e, para essas pessoas, o melhor acaba sendo alocar seus recursos em outros investimentos.

    Porém, para outras, pode – veja bem, pode – fazer sentido toda essa discussão.

    Por fim, acho que você, bem como todos os demais que participam dessas discussões, podem ser considerados privilegiados pelo só fato de investirem – afinal de contas, a esmagadora maioria da população não faz sequer sobrar dinheiro do orçamento doméstico. 😉

    Abraços, e grato pelas discussões!!!!

    • Breno 1 de maio de 2018 at 15:35 #

      Boa tarde, Guilherme!

      Quando apresentamos uma simulação não é prudente simplesmente dizer que algo é factível e estabelecer como parâmetro. Até podemos fazer para efeito de comparação, mas devemos ter cuidado como algo que foge e muito de uma distribuição normal. Não chego a duvidar que fosse possível alcançar esta taxa de 0,6% ao ano no Itaú Personnalité, mas é algo que foge totalmente da realidade da maioria dos investidores, principalmente quando se pensa na renda ou no montante investido para conseguir baixar uma taxa dessas. Quando observamos um valor mensal de R$ 725,00, então, acredito ser muito pouco provável.

      Dentro do Itaú Personnalité, onde pelo menos em teoria, as taxas deveriam ser menores e foi dito que havia uma taxa de 0,6% ao ano, encontrei pelo site deles (itau.com.br/personnalite/investimentos/previdencia/rentabilidade/) 20 produtos categorizados como PGBLs de Renda Fixa. As taxas variam de 0,8% a 2,8% ao ano. Dos três produtos que cobram uma taxa de 0,8% ao ano, para dois o investimento mínimo é de R$ 250.000,00 e para um de R$ 500.000,00. Já para um investimento de R$ 725,00 mensais, os PGBLs mais baratos cobrariam uma taxa anual de 2,2%.

      Dessa forma vou fazer uma simulação simples e decompor ela aqui. Imagine que já no primeiro ano tivéssemos R$ 8.700,00 para investir no Tesouro Direto, cobrando uma taxa anual de 0,3% contra o PGBL a uma taxa de 2,2% ao ano como um valor inicial de R$ 12.000,00 (já com o acréscimo dos 37,93%) a uma correção pela Selic fixa de 6,5% ao ano. Para efeito de visualização do resultado vou apresentar apenas um investimento inicial.

      Ao final do primeiro ano: Tesouro Direto = R$ 9.237,70 / PGLB = R$ 12.498,84

      Ao final do segundo ano: Tesouro Direto = R$ 9.808,64 / PGLB = R$ 13.018,42

      Ao final do terceiro ano: Tesouro Direto = R$ 10.414,86 / PGLB = R$ 13.559,59

      Ao final do quarto ano: Tesouro Direto = R$ 11.058,55 / PGLB = R$ 14.123,26

      Ao final do quinto ano: Tesouro Direto = R$ 11.742,03 / PGLB = R$ 14.710,37

      Ao final do sexto ano: Tesouro Direto = R$ 12.467,74 / PGLB = R$ 15.321,88

      Ao final do sétimo ano: Tesouro Direto = R$ 13.238,31 / PGLB = R$ 15.958,81

      Ao final do oitavo ano: Tesouro Direto = R$ 14.056,51 / PGLB = R$ 16.622,22

      Ao final do nono ano: Tesouro Direto = R$ 14.925,27 / PGLB = R$ 17.313,20

      Ao final do décimo ano: Tesouro Direto = R$ 15.847,72 / PGLB = R$ 18.032,91

      Ao final do décimo primeiro ano: Tesouro Direto = R$ 16.827,19 / PGLB = R$ 18.782,54

      Ao final do décimo segundo ano: Tesouro Direto = R$ 17.867,20 / PGLB = R$ 19.563,33

      Ao final do décimo terceiro ano: Tesouro Direto = R$ 18.971,48 / PGLB = R$ 20.376,58

      Ao final do décimo quarto ano: Tesouro Direto = R$ 20.144,01 / PGLB = R$ 21.223,63

      Ao final do décimo quinto ano: Tesouro Direto = R$ 21.389,01 / PGLB = R$ 22.105,90

      Ao final do décimo sexto ano: Tesouro Direto = R$ 22.710,96 / PGLB = R$ 23.024,84

      Ao final do décimo sétimo ano: Tesouro Direto = R$ 24.114,61 / PGLB = R$ 23.981,98

      Ao final do décimo oitavo ano: Tesouro Direto = R$ 25.605,02 / PGLB = R$ 24.978,92

      Ao final do décimo nono ano: Tesouro Direto = R$ 27.187,53 / PGLB = R$ 26.017,29

      Ao final do vigésimo ano: Tesouro Direto = R$ 28.867,86 / PGLB = R$ 27.098,83

      Ao final do vigésimo primeiro ano: Tesouro Direto = R$ 30.652,04 / PGLB = R$ 28.225,33

      Ao final do vigésimo segundo ano: Tesouro Direto = R$ 32.546,49 / PGLB = R$ 29.398,65

      Ao final do vigésimo terceiro ano: Tesouro Direto = R$ 34.558,02 / PGLB = R$ 30.620,75

      Ao final do vigésimo quarto ano: Tesouro Direto = R$ 36.693,88 / PGLB = R$ 31.893,66

      Ao final do vigésimo quinto ano: Tesouro Direto = R$ 38.961,75 / PGLB = R$ 33.219,48

      Ao final do vigésimo sexto ano: Tesouro Direto = R$ 41.369,78 / PGLB = R$ 34.600,41

      Ao final do vigésimo sétimo ano: Tesouro Direto = R$ 43.926,64 / PGLB = R$ 36.038,75

      Ao final do vigésimo oitavo ano: Tesouro Direto = R$ 46.641,52 / PGLB = R$ 37.536,88

      Ao final do vigésimo nono ano: Tesouro Direto = R$ 49.524,20 / PGLB = R$ 39.097,29

      Ao final do trigésimo ano: Tesouro Direto = R$ 52.585,04 / PGLB = R$ 40.722,56

      Infelizmente, esta é a realidade. As pessoas entram acreditando que haverá uma vantagem, mas esta vantagem se perde à medida que o tempo passa. No caso apresentado, a partir do décimo sétimo ano já fica desvantajoso investir no PGBL. Uma vantagem inicial de quase 38% se transforma numa perda de 29% ao final de 30 anos. O que eu venho querendo demonstrar é que mexer com estes valores das taxas só vai adiar o prejuízo.

      Não adianta aplicar taxas menores em situações onde se precisam de valores iniciais elevados, porque não faria sentido para o benefício do Imposto de Renda. Procurar bancos que cobram elevadas tarifas pela conta corrente e por outros serviços também não é vantajoso. Trabalhando com a realidade, a taxa média anual é de exatamente 2,2%, segundo a Revista Apólice (revistaapolice.com.br/2018/02/estudo-pgbl-vgbl-2017/) e essa média poderia ser maior se não fosse exatamente devido às pessoas de alta renda que conseguem taxas menores.

      • Breno 1 de maio de 2018 at 15:37 #

        Guilherme,

        Quanto aos apontamentos:

        1. acredito que ficou mais claro após os dados apresentados;

        2. Eu sei disso. O que eu mostro é que a vantagem se transforma em desvantagem devido às taxas cobradas que comem uma parte do patrimônio todo ano;

        3. Quem investe em PGBL duplica o risco. No caso do investimento em PGBL totalmente em renda fixa há para o investidor o risco de crédito dos títulos públicos e o risco de crédito da instituição financeira. No caso de PGBLs mistos, há para o investidor o risco do investimento em ações e o risco de crédito da instituição financeira. Então o risco é maior no PGBL;

        4. Comparando com o próprio Tesouro Selic, que tem liquidez diária.

        5. Verdade, mas da mesma forma que no item 3, o risco do PGBL é dobrado.

        6. Este ponto já deixei bem claro que se trata da renda fixa. Expliquei que o objetivo não é ganhar do mercado, por isso não fez sentido todos os textos por ele apresentados. Não é complicado seguir a renda fixa e em determinados momento travar taxas utilizando somente o Tesouro Direto quando a Selic está muito elevada. Já falei também que bolsa não é um bicho de sete cabeças, que há maiores riscos, mas o objetivo não é vencer o mercado; isso é indiferente.

        7. As taxas do Tesouro Direto são bem menores que as cobradas pelos PGBLs. A decisão por investir em fundos vai da confiança e do risco que cada um quer assumir.

        8. Mas tem menos mobilidade e isso vale para qualquer PGBL, não adianta trocar.

        9. Estou falando o Imposto de Renda no momento do resgate.

        10. Novamente, é um risco duplicado.

      • Guilherme 1 de maio de 2018 at 16:09 #

        Boa tarde, Breno!

        Em relação ao seu estudo sobre PGBL/Tesouro Direto, concordo com ele, tanto em relação às premissas (taxa média de 2,2% a.a.) quanto com a conclusão (Tesouro Direto superior), afinal, elas são extraídas de dados concretos do mercado.

        Porém, você mesmo afirmou que, quanto mais a pessoa estuda e se prepara, maiores são as chances de ela conseguir ter desempenho melhor. Não há garantias, mas apenas chances maiores.

        Pois bem.

        Dentro desse raciocínio, um investidor que realmente levasse a sério o investimento em PGBL para os fins citados no artigo do Swine, não investiria certamente num produto de 2,2% a.a. de taxa de administração – isso é para o brasileiro que não sai do conforto do banco.

        Ele investiria, p.ex., num fundo como esse – https://www.mixdefundos.com.br/files/ICATU_SEG_FICFI_PRIVILEGE_CONSERVADOR_RF_mixdefundos.pdf – que possui 0,7% a.a. de taxa de administração, e permite, sob determinadas condições, aportes mensais de R$ 400. E certamente obteria uma rentabilidade bem parecida, ao final de mais de 2 décadas de investimento, com aquela projetada pelo Swine no corpo do artigo.

        Abraços!

        • Breno 1 de maio de 2018 at 16:41 #

          Investimento mínimo de R$ 500 mil:

          google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://www.icatuseguros.com.br/Portal/services/DocumentManagement/FileDownload.EZTSvc.asp%3FDocumentID%3D%257B3EB2447D-EBA4-413D-85AD-6643B75756E1%257D%26ServiceInstUID%3D%257B5B51A58A-6A80-4D44-BB51-DCFB9FA0EE10%257D&ved=2ahUKEwiCva-sn-XaAhVEQpAKHUHrA1wQFjAEegQIBRAB&usg=AOvVaw2b0Ecmp-Eh91An_rr13qxI

          • Guilherme 1 de maio de 2018 at 16:56 #

            Errado: https://www.mixdefundos.com.br/

            • Breno 1 de maio de 2018 at 17:27 #

              Guilherme,

              O link que você colocou é um mix de fundos, onde 40% do total é composto pelo fundo que você havia feito referência inicialmente. Mas, pelo que entendi, não significa que vai investir diretamente nele e pagar somente 0,7% ao ano.

              Agora o link que eu mandei pra você é a lâmina com as informações do produto. E explica que o investimento mínimo é de R$ 500.000,00. Onde está o erro?

              • Guilherme 1 de maio de 2018 at 18:07 #

                O erro está em você dizer que a aplicação mínima nesse fundo que citei, naquelas condições, seria de R$ 500 mil.

                O fundo ao qual me referi, que tem taxa de administração de 0,7% a.a., tem aporte mínimo mensal de R$ 400, dentro daquelas condições as quais me referi.

                Além disso, e ao contrário do que você pensa, significa, sim, que o investidor irá investir diretamente nele, com o aporte de R$ 400, e pagando 0,7% a.a. de taxa de administração. 😉

                • Breno 1 de maio de 2018 at 20:20 #

                  Boa noite, Guilherme!

                  Vi agora que o aporte inicial é distribuído entre 7 fundos, mas que pode ser alterado. Mas o investimento inicial é de R$ 1.000,00 mensais ou R$ 10.000 de aporte único. De todo modo, realmente é uma alternativa para o investimento, fugindo do aporte mínimo exigido de R$ 500.000,00 no investimento direto.

      • SwineOne 1 de maio de 2018 at 18:50 #

        Breno,

        O que você está tentando fazer beira a desonestidade intelectual. Você pega a menor taxa possível de ser atingida com o Tesouro Direto, de 0,3%, e compara contra um PGBL de 2,2%, que é um produto absolutamente horrível.

        Ora, quem tem o conhecimento de investimentos para ir atrás de uma corretora independente que cobre taxa zero (como a XP) pode ir na exata mesma corretora (a XP) e pegar um plano como o XP Icatu Horizonte Prev FIC FIRF, que cobra apenas 1% de taxa de administração. O aporte mínimo inicial é de R$ 10.000. Quem recebe os R$ 84 mil de renda bruta tributável anual, que foi claramente colocado como um mínimo para começar a ver retornos interessantes por conta da vantagem tributária do PGBL, e contribuir pelo teto de 12% para maximizar a vantagem tributará já excederá esse aporte mínimo ainda no primeiro ano. Ah! Este fundo retornou 106,1% do CDI nos últimos 3 anos, embora, como bem lembra o Guilherme, rendimento passado não é garantia de rendimento futuro.

        No segundo ou ao máximo ao longo do terceiro ano, esta pessoa já terá juntado R$ 30 mil em seu PGBL e poderá fazer a portabilidade para o Western Asset Icatu RF Ativo Prev FIC FI, que exige este valor em aporte mínimo inicial, e tem taxa de administração de 0,8%.

        Façamos uma conta simples. Aplicando no Tesouro Direto, com taxa de administração de 0,3% a.a., o investidor vê seu patrimônio ser corroído em 2,96%. Já se essa taxa for de 0,8%, perde-se 7,72%. Porém, lembre-se que todo ano o investidor pôde aportar 38% a mais devido à vantagem tributária. Quem você acha que sai na frente ao final desses 10 anos?

        Vou fazer uma conta bem simplificada para ver o que acontece, nem vou me dar ao trabalho de modificar as minhas simulações. Novamente vou utilizar os parâmetros do texto: R$ 8.700 de aporte anual no Tesouro Direto e R$ 12.000 no PGBL, 6,5% de juros a.a., taxas de administração de 0,3% no Tesouro Direto e 0,8% no PGBL, prazo de 10 anos.

        Talvez você contra-argumente que no primeiro ano só devo investir R$ 8.700 no PGBL e esperar a restituição. Já eu afirmo que, na realidade, foi um equívoco meu ter feito a minha simulação do texto desse jeito: seria mais razoável assumir que a pessoa já tinha R$ 3.300 guardado em outro investimento, do qual ela resgata e já começa a maximizar a vantagem tributária desde o primeiro ano. Isto me parece uma hipótese eminentemente razoável.

        Resolvi fazer a simulação no Excel por preguiça de ficar mexendo na outra simulação mais complexa que montei. Outra vantagem é que posso colocar essa planilha no Google Sheets para todos verem:

        https://docs.google.com/spreadsheets/d/1QFrxQrqqpnBY_JBIpL1Cz0Nj26Ct-zsT8RFqCISIRfY/edit?usp=sharing

        Vamos aos resultados: ao final de 10 anos, o saldo será de R$ 164.400 no PGBL e R$ 122.800 no Tesouro Direto. Estes são os valores brutos, lembrando que não considerei que na prática você terá tido que resgatar e reinvestir no Tesouro Direto, pois não há títulos do Tesouro SELIC que vencem 10 anos após seu lançamento, então o resultado real será ainda menor, pois deixou de incidir juros compostos sobre o imposto pago.

        A título de curiosidade, os valores pagos em taxa de administração ficaram em R$ 6.700 no PGBL e R$ 1.850 no Tesouro Direto (lembrando, claro, que boa parte dessa vantagem do Tesouro Direto veio do fato de ter menos saldo na conta para a taxa incidir). Paguei menos de R$ 5.000 extras de taxas no PGBL para ter R$ 41.600 a mais de saldo.

        Outra forma de pensar: paguei R$ 1326 de taxas de administração no PGBL no décimo-ano (lembrando que isto é sobre um valor 34% maior) contra R$ 370 no PGBL. Ou seja, paguei R$ 956 a mais de taxas no décimo ano — sendo que, se o saldo do PGBL fosse igual ao do Tesouro Direto,seria uma diferença de apenas R$ 612. Mas por ter investido no PGBL, pude aportar R$ 3.300 a mais. Quem não pagaria R$ 612 a R$ 956 para ganhar R$ 3.300 a mais?

        Mais uma forma de pensar: se resgatasse completamente ambos os investimentos ao final destes 10 anos, quanto sobraria de dinheiro líquido? Não consigo imaginar uma comparação mais injusta do que essa, na medida em que haverá uma incidência monstra de imposto de renda sobre o PGBL, pois boa parte do dinheiro ainda não fez aniversário de 10 anos, e ao mesmo tempo, os juros sobre o rendimento do Tesouro Direto serão mínimos, pois ainda não deu tempo dos juros compostos agirem a contento. Mesmo assim, vamos lá: no Tesouro Direto, incidindo 15% sobre os rendimentos, resgataremos R$ 117.400. No PGBL, é difícil fazer uma conta exata, mas vamos considerar uma média de todas as alíquotas possíveis, o que, embora vá me furtar de argumentar o motivo exato aqui, tenho quase certeza que superestima o imposto pago. As alíquotas são 35%, 30%, 25%, 20%, 15% e 10%, ou na média 22.5%. Aplicando essa alíquota sobre R$ 164.400, o resultado são R$ 127.400. Mesmo fazendo essa operação amadora, ridícula, negligente, criminosa, destruidora de dinheiro, você sairá no mínimo R$ 10.000 na frente. Na prática mais, porque como disse, o Tesouro Direto renderá um pouco menos por incidência de imposto adiantada, e o imposto do PGBL foi superestimado.

        Já adiantando um possível argumento que você poderia colocar, digamos que você assuma que 6,5% de taxa SELIC é muito pouco, e que seria mais realístico assumir uns 10%. Nesse caso, os valores brutos seriam R$ 200.100 com o PGBL e R$ 149.700 com o Tesouro SELIC. Repetindo a operação criminosa de resgate do PGBL acima, ficaríamos com R$ 140.300 líquidos no Tesouro SELIC e R$ 155.100 no PGBL. Porcentualmente, na hipótese original de 6.5% de taxa SELIC, o PGBL entregou 8,5% a mais líquido, e para a taxa SELIC de 10%, foi 10,5% a mais líquido. Portanto, quanto mais aumenta a taxa SELIC, mais o PGBL ganha.

        Já adiantando outro argumento que você pode fazer: e se eu tiver R$ 20.000 para investir todo ano e não R$ 8.700? Ora, invista R$ 8.000 em Tesouro Direto e R$ 12.000 em PGBL, já que não haverá vantagem sobre esses R$ 8.000. A parcela que foi investida em PGBL renderá mais, como demonstrado, e o restante investido em Tesouro Direto renderá igual.

        Obviamente, devo apontar que existe uma estratégia muito mais inteligente a seguir caso você realmente acredite que o PGBL apenas “queimou a largada”, mas o Tesouro Direto ganhou velocidade e vai ultrapassá-lo, dado tempo suficiente. Você precisa então colocar o dinheiro no Tesouro Direto para parar de perder dinheiro no PGBL (perder dinheiro por hipótese; acredito que na prática não se está perdendo, mas vamos persistir na hipótese feita). Ora, a partir de agora, basta a cada ano sacar todo o valor disponível que já tenha completado aniversário de 10 anos pela regra PEPS (no mínimo R$ 12.000, provavelmente mais por conta dos rendimentos) e aportar no Tesouro Direto.

        É uma conta um tanto complexa de se fazer de maneira exata, mas dá pra tentar fazer boas aproximações. Você está perdendo 0,5% (diferença de 0,8% para 0,3% de taxa de administração entre os dois produtos) do seu patrimônio sobre o saldo que permanece no PGBL até poder resgatar com alíquota mais baixa. Ora, 0,5% de R$ 164.400 são R$ 822 perdidos por ano — isso no começo, quando todo esse patrimônio ainda está no PGBL, mas conforme os anos passam, a taxa incidirá sobre um valor progressivamente menor, chegando a zero após 10 anos quando você tiver resgatado tudo do PGBL, que é quando todos os aportes atingirão a alíquota de 10%. É justo considerar então um valor médio que é a metade disso, ou R$ 411 por ano. Portanto, na prática você perdeu R$ 4.110 a mais por deixar o dinheiro no PGBL nesse período. Além disso, haverá incidido 10% de imposto sobre o saldo para resgate do PGBL. Esquecendo a rentabilidade (ou pensando que foi tudo trazido a valor presente), você deve considerar um saldo líquido de 90% de R$ 164.400, menos os R$ 4.110 de gasto extra com taxa de administração. Mesmo assim, você resgatou R$ 143.900, comparado com os R$ 117.400 do Tesouro Direto, ou 23% a mais. Sei que houveram uma série de aproximações feitas ao longo de todos os cálculos, as quais podem aleatoriamente favorecer ou o PGBL ou o Tesouro Direto, mas individualmente cada uma afetará não mais do que 1 ou 2% do resultado final. A margem de segurança de 23% é muito grande, é simplesmente impossível que o PGBL não termine à frente do Tesouro Direto.

        Para concluir e também para não deixar nenhuma questão em aberto: mesmo que você quisesse fazer esta operação de resgatar do PGBL para investir no Tesouro Direto, nada impede que você continue aportando no PGBL para receber os R$ 3.300 de vantagem tributária todo ano, e continue resgatando os valores que completarem aniversário de 10 anos para colocar no Tesouro Direto.

        Infelizmente não tenho mais tempo a perder com esta discussão infrutífera com alguém que, claramente, partiu do pressuposto que o PGBL tem que ser pior e fica buscando argumentos (cada vez mais fracos) para sustentar essa posição, argumentos estes que foram todos derrubados até agora com fatos e cálculos. Esta foi a última postagem que fiz em resposta a você. Aos demais leitores: todos os argumentos estão expostos nos dois artigos e nos comentários feitos em ambos. Fiquem à vontade para escolher qual dos dois campos (pró-PGBL ou anti-PGBL) vocês acreditam que está certo. Não tratem o meu silêncio de agora em diante a eventuais respostas do Breno como uma admissão de derrota; apenas tenho coisa melhor para fazer do que chutar cachorro morto.

        • Breno 1 de maio de 2018 at 20:24 #

          Boa noite, SwineOne!

          0,3% ao ano é a menor taxa aplicada por mais de 20 instituições financeiras, ou seja, é algo normal. Já os 2,2% ao ano foi a média do mercado em 2017. E como expliquei, essa taxa só não é maior porque tem muitos investidores de alta renda com plano que cobram taxas inferiores e puxa essa taxa para “apenas” 2,2%.

          Apesar de você ter duvidado inúmeras vezes de informações apresentadas por mim jamais ofendi você. Até deixei de falar quando você expressou que eu achava que seria melhor que o mercado, quando não nunca falei isso.

          Decida se você quer comparar um investimento passivo ou ativo. No Tesouro Direto não há só o Tesouro Selic, que na verdade é o que rende menos no longo prazo. Já expliquei que tem como travar taxas elevadas no Tesouro Direto quando a taxa Selic está em patamar elevado, o que pode ser feito com os títulos vinculados à inflação e com os pré-fixados.

          Não sei se você percebeu, mas na simulação que eu detalhei acima foi considerado o benefício a partir do primeiro ano.

          “Mais uma forma de pensar: se resgatasse completamente ambos os investimentos ao final destes 10 anos, quanto sobraria de dinheiro líquido?”. Essa poderia ser uma alternativa inteligente para quem investe ou pretende investir em PGBL, dentro dos parâmetros estabelecidos por você, mas resgatando apenas os valores do primeiro ano. Ao final do 11º ano resgataria os do 2º ano e assim sucessivamente. Seria uma forma de pagar apenas 10% de imposto de renda sobre o montante e não diminuiria a diferença para o Tesouro Direto no longo prazo.

          Meu objetivo não é ganhar uma discussão, mas fazer valer argumentos que são desconsiderados, como o investimento ativo seja na renda fixa, seja na renda variável. Mas o que você levantou acima pode fazer sentido caso se consiga um fundo com uma taxa como o apresentado pelo Guilherme (0,7% ao ano) e caso se queira desistir de uma administração ativa. É uma alternativa plausível: aproveitar ao máximo o benefício fiscal e pular do barco enquanto pode.

  10. Velho 1 de maio de 2018 at 13:08 #

    Muito didáticos os dois artigos. Estou e aplico em PGBL há cerca de dez anos, especialmente por conta da vantagem tributária. Algumas observações resultantes da vivência pessoal:
    a) o risco de não haver cobertura pelo Fundo Garantidor de Crédito pode ser contornado com a distribuição dos recursos em mais de uma instituição (tenho 2, ambos em empresas de grande porte, ligadas a um banco e a uma corretora);
    b) o mesmo raciocínio se aplica às taxas de administração, já que a combinação em mais de uma instituição pode reduzir o percentual (ex. R$ 1.000 a 2% totalizam R$ 20 de TA; R$ 500 a 2% e R$ 500 a 1% somam R$ 15 de TA; e por aí vai);
    c) a taxa de administração maior pode resultar de um melhor desempenho do gestor; nesses dois PGBLs que possuo, o que cobra TA maior entrega um rendimento também maior;
    d) por fim, uma comparação com títulos públicos: tenho um PGBL que cobra 0,7% aa como taxa de administração (ante 0,3% da B3) e aplica exclusivamente em títulos públicos, entregando retorno de 100% do CDI (praticamente o mesmo que a Selic); a diferença é, portanto, o benefício fiscal.

    • João 11 de junho de 2018 at 23:18 #

      que PGBL de 0,7% é esse, Velho? Quero mudar minha previdência privada e estou pesquisando qual seria interessante. Desde já, grato.

      • MJC 12 de junho de 2018 at 7:53 #

        Na ICATU tem o privilege nesse valor, 0.7% a.a.
        Ele estava no mix de fundos.

  11. Gustavo 2 de maio de 2018 at 14:01 #

    bom, hoje reabriu a superprevidencia da Icatu, o produto mudou e agora são 10 fundos para investir, com aporte único de 10k ou mensais de 1k…

    Estou pensando em aderir, alguém já fez analise desse plano?

    link https://mixdefundos.com.br/

    • Felipe 3 de maio de 2018 at 16:31 #

      Eu tinha analisado no ano passado, quando ainda eram 7 fundos….. Dentro de previdência privada, eu acredito que esse seja o melhor produto que eu conheço… não sei se continua assim, mas os fundos cobravam taxas de adm entre 0,6% (para os de renda fixa) e 2% (multimercados Adam e Verde). Acho muito interessante o aporte inicial mínimo ser somente R$10.000 e o fato de se poder botar entre 0% e 100% em cada um dos fundos que compões o mix. Mas o melhor de tudo é que é possível rebalancear o fundo (não me lembro se isso pode ser feito quantas vezes quiser no ano, ou se tem algum limite).
      Possuo um colega que investiu nesse mix em 2016 e está muito feliz.

  12. Luiz 3 de maio de 2018 at 10:40 #

    Pessoal, fiquei perdito na explicação.
    Ainda não descobri o motivo de ter sido usado uma alíquota fixa de 10% de imposto de renda no resgate.
    Essa alíquota é aplicável apenas aos aportes feitas há 10 anos.
    Algém pode me ajudar?

    • MJC 3 de maio de 2018 at 17:42 #

      Na prática, você não precisa sacar tudo de uma vez. Você pode ir sacando aos poucos.

      Se você pegar todo o dinheiro do seu fundo e sacar em 10 anos, certamente conseguirá a menor alíquota em todos os aportes. Entretanto, caso queira sacar tudo de uma vez, você pode se planejar e parar de fazer de fazer os depósitos quando estiver chegando no prazo.

  13. Felipe 3 de maio de 2018 at 10:54 #

    Em relação à vantagem tributária de se aplicar em PGBL, por se receber a restituição de IR….
    Essa vantagem não existe para quem ganha R$100.000,00 e não tem outras despeses dedutíveis. Nos seu cálculos, você deveria desconsiderar essa vantagem ou colocar o mesmo valor (ou valor maior ) da restituição para as outras simulações.
    Explico: quem declara pela tabela simplificada pode abater até 20% de sua renda bruta, limitado a R$ 16.754,34 no IR de 2018. Ou seja, ao invés de se abater apenas R$12.000, como foi o caso do exemplo, quem tivesse optado pela declaração simplificada teria recebido uma restituição de R$4.607,44, o invés de R$3.300,00.
    Então, o uso do PGBL só começa a valer a pena para quem tenha renda superior a R$139.619,5 (R$16.754,34/0,12= R$139.619,5) ou tenha outros gastos passiveis de dedução (plano de saúde, dependentes, estudos, pensão,…).

    Abraço.

    • SwineOne 3 de maio de 2018 at 16:55 #

      Você leu a primeira parte do artigo, da semana passada? Os primeiros parágrafos?

      Se você contribui com o INSS (caso mais comum entre o público-alvo deste artigo), todas as contribuições são deduzidas da base de cálculo, coisa que não ocorre com o desconto simplificado. Só aí já dá pra ter, por meio de deduções legais, mais de R$ 7.000 se você contribui pelo teto do INSS (que certamente é o caso de alguém que tenha R$ 100.000 anuais de renda). Se for servidor público, possivelmente ainda mais.

      Fora isso, existem as deduções “normais”. Por exemplo, uma parcela não-desprezível do público-alvo do artigo deve gastar com plano de saúde e também pode deduzir. Muitos fazem faculdade e podem deduzir. E assim por diante.

  14. sandro 4 de maio de 2018 at 9:45 #

    SwineOne, seria possível disponibilizar a planilha com a simulação de análise da previdência? Acredito que ver o detalhamento da parte matemática seria um grande aprendizado.

  15. Otávio 4 de maio de 2018 at 12:00 #

    Off topic:

    Banco Neon QUEBROU!

    BC anunciou hoje intervenção no mesmo …

  16. Marujo 4 de maio de 2018 at 22:37 #

    SwineOne e Guilherme,

    Ainda não sei porque vcs respondem a certos comentários……
    Fiz uma simples simulação com os produtos da XP e na boa pra quem tem renda superior a 100k ano é muito mais vantajoso a PGBL que o Selic.

    Só para fins de ilustração. Pago em média 3k de IR após a declaração, com a vantagem tributária, passaria a receber 1k… observe que temos uma diferença de 4k. Além disso, qualquer fundo conservador na XP possui taxa de 1% ou menos ao ano e tem rentabilidade superior a 100% do CDI.

  17. B.M. 21 de maio de 2018 at 20:52 #

    Caros, desculpem pelo atraso.

    Tenho plano de previdência PGBL com contraparte de 50% da empresa.

    Esses planos também são passíveis de fazer portabilidade? Não perco a contraparte da empresa?

    obrigado

    • sandro 2 de junho de 2018 at 12:49 #

      Já fiz portabilidade em plano com contribuição da empresa. Dependendo das regras do plano você não perderá a parte da empresa. É bom confirmar as condições de portabilidade junto com a empresa do plano antigo. Pode ser que tenha alguma exigência tipo período mínimo de contribuição para levar a parte da empresa. No meu caso não teve, foi tranquilo.

  18. sandro 2 de junho de 2018 at 12:52 #

    Queria saber se o aporte referente a restituição foi considerado já em Janeiro do segundo ano ou algum outro mês, pois os meus valores estão um pouco diferente e essa poderia ser uma causa.

    Alguém saberia responder?

    • Guilherme 2 de junho de 2018 at 13:55 #

      Talvez o Swine possa responder. Vamos ver se ele consegue localizar essa informação nos cálculos dele.

  19. Andre 25 de junho de 2018 at 17:38 #

    Valores Reais sempre com bom conteúdo. Sempre indico por ser uma ótima leitura e aprendizado.
    Por ser do nosso nicho – Previdência Privada ( http://www.promolifecorretora.com.br ) tenho indicado para diversos clientes que me agradecem.
    Muito bom, completo.

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