Como eu obtive uma rentabilidade média de 26,75% em 2017, com minha carteira de mais de 50 ações, estudando apenas 7 minutos por mês (ou 1h24min durante o ano inteiro)

Dentro da cultura dos seres humanos, foi concebida uma lei, que é quase uma lei universal: a lei do esforço.

Ela preceitua que, quanto mais esforço você dedica a uma dada atividade, mais resultados você obterá.

Quanto mais você estudar para o vestibular, maiores serão as chances de você ser aprovado.

Quanto mais você seguir uma dieta e praticar os exercícios físicos, melhores serão seus níveis de saúde.

Quanto mais você estudar inglês, melhor será a sua fluência no idioma.

De fato, essa é uma lei que se aplica a quase todos os empreendimentos e atividades humanas. Existe uma forte correlação positiva entre esforço e resultado em quase todas as áreas do conhecimento humano. Quase.

Como toda regra apresenta uma exceção, o texto de hoje vai apresentar uma exceção (que na verdade, no fundo no fundo, acaba confirmando a regra).

Como todos sabem, o ano de 2017 foi excelente para boa parte dos investimentos, no Brasil. O Índice Bovespa acumulou ganhos superiores a 25%, os fundos imobiliários, representados pelo seu índice IFIX, apresentaram, na média, rentabilidade superior a 17%, e muitos fundos multimercado macro, de crédito privado, e de inflação, além dos títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação e prefixados, tiveram forte valorização, através de uma boa combinação de Bolsa em alta, mercados no exterior em alta, e quedas contínuas da taxa SELIC, que refletiram uma melhora na economia, com menor pressão inflacionária.

Rentabilidade acumulada nos últimos 12 meses do Tesouro Prefixado. Quem começou 2017 posicionado em LTNs, apostando numa queda da taxa SELIC – que acabou se confirmando – ao final de 2017, teve ótimos retornos: os ganhos chegaram a 20% brutos, no caso do Tesouro Prefixado 2023. 😉

A maioria desses investimentos superou com folga o CDI, que rendeu em torno de 10% no mesmo período. Quem investiu em ativos de risco no ano passado não tem do que reclamar – inclusive eu. 😀

Em 2017, a minha carteira de ações, composta por mais de 50 empresas, fechou o ano com ganhos, na média, de 26,75%. E quais são as ações que compõem a carteira Valores Reais? 😀

Tenho muitas. Sou sócio de grande bancos de varejo (Itaú, Bradesco, BB, Santander), de gigantes do setor de materiais (Petrobras, Vale, Usiminas etc.), e até de fabricantes de cerveja (Ambev). Tenho de tudo um pouco. Minha carteira de ações preza, portanto, pela ampla diversificação. Nominalmente, as mais de 50 empresas que trabalham, dia e noite, 24 horas, para mim, são essas, listadas por ordem de importância (percentual na carteira):

ITUB4 ITAU UNIBANCO HOLDING PREF SA
VALE3 CIA VALE DO RIO DOCE SH
BBDC4 BANCO BRADESCO PREF SA
ABEV3 AMBEV SA
PETR4 PETROLEO BRASILEIRO PREF SA
PETR3 PETROBRAS
BVMF3 B3 BRASIL BOLSA BALCAO SA
ITSA4 ITAUSA INVESTIMENTOS ITAU PREF SA
BBAS3 BANCO DO BRASIL S/A
UGPA3 ULTRAPAR PARTICIPOES SA
BRFS3 BRF SA
CIEL3 CIELO S/A
KROT3 KROTON EDUCACIONAL SA
LREN3 LOJAS RENNER S/A
VIVT4 TELEFONICA BRASIL PREF SA
BRL BRL CASH
BBSE3 BB SEGURIDADE SA
RADL3 RAIA DROGASIL SA
CCRO3 COMPANHIA CONCESSOES RODOVIARIAS S
BBDC3 BANCO BRADESCO SA
EMBR3 EMBRAER SA
JBSS3 JBS S/A
RAIL3 RUMO SA
WEGE3 WEG SA
HYPE3 HYPERMARCAS S/A
EQTL3 EQUATORIAL ENERGIA SA
GGBR4 GERDAU PREF SA
SANB11 BANCO SANTANDER BRASIL UNITS SA
PCAR4 COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIC
SBSP3 COMPANHIA DE SANEAMENTO BASICO DE
LAME4 LOJAS AMERICANAS PN REP1 PREF SA
BRKM5 BRASKEM PREF SERIES A SA
RENT3 LOCALIZA RENT A CAR S/A
FIBR3 FIBRIA CELULOSE S.A.
ESTC3 ESTACIO PARTICIPACOES SA
TIMP3 TIM PARTICIPACOES S/A
BRML3 BR MALLS PARTICIPACOES S/A
FLRY3 FLEURY S/A
KLBN11 KLABIN UNITS SA
SUZB3 SUZANO BAHIA SUL PAPEL E CELULOSE
QUAL3 QUALICORP SA
EGIE3 ENGIE BRASIL ENERGIA SA
MULT3 MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIA
CSAN3 COSAN S/A INDUSTRIA E COMERCIO
BRAP4 BRADESPAR PREF SA
CMIG4 CIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS PRE
NATU3 NATURA COSMETICOS S.A.
MGLU3 MAGAZINE LUIZA S.A.
CSNA3 COMPANHIA SIDERURGICA NACIONAL
USIM5 USINAS SIDERURGICAS DE MINAS GERAI
ELET3 CENTRAIS ELETR BRAS-ELETROBRAS
ELET6 CENTRAIS ELETR BRAS-ELETROBRAS SER
SMLS3 SMILES FIDELIDADE SA
MRVE3 MRV ENGENHARIA E PARTICIPACOES S/A
ENBR3 ENERGIAS DO BRASIL SA
IGTA3 IGUATEMI EMPRESA DE SHOPPING CENTE
SAPR11 CIA SANEAMENTO DO PARANA UNITS
TAEE11 TRANSMISSORA ALIANCA DE ENERGIA EL
GOAU4 METALURGICA GERDAU PREF SA
VVAR11 VIA VAREJO UNITS SA
CYRE3 CYRELA BRAZIL REALTY S/A EMPREENDI
MRFG3 MARFRIG FRIGORIFICOS SA
CPLE6 CIA PARANAENSE DE ENERGIA COPEL PR
ECOR3 ECORODOVIAS INFRAESTRUTURA E LOGIS
CPFE3 CPFL ENERGIA S.A.

É claro que, dentro desse grupo gigantesco de ações, algumas subiram muito ano passado, outras desvalorizaram bastante. Magazine Luiza, Usiminas e Vale destacaram-se, com ganhos, respectivamente, de 510%, 121% e 62%. Por outro lado, Eletrobras, JBS e BRF decepcionaram, com rentabilidade negativa de, respectivamente, -15%, -13% e -24%.

Poderia eu, então, ter investido somente em Magazine Luiza, Vale e Usiminas, e, assim, mais que dobrado (talvez triplicado) o capital? Sim. Mas o risco – de comprar algumas pouquíssimas ações individuais – era o mesmo que comprar somente Eletrobras, JBS e BRF, e, assim, terminar o ano bem no negativo.

Entre altas e baixas, no balanço geral, o saldo é altamente positivo: as ações da minha carteira que se valorizaram compensaram com folga as que apresentaram desempenho ruim, e por uma larga margem. Na média ponderada da rentabilidade das 68 ações, os ganhos foram de 26,75%. Ou seja, cada bloco de R$ 1.000,00 investido nessas 68 ações em 1º de janeiro acabou se tornando um bloco que valia R$ 1.267,50, em 31 de dezembro de 2017. O mesmo bloco de R$ 1.000,0 investido em fundos DI cresceu somente para pouco menos de R$ 1.100,00 no final do ano.

Aí você me perguntaria: como acompanhar mais de 50 ações diferentes? Como ter disponibilidade para ler, pesquisar e avaliar os relatórios trimestrais de resultados de empresas tão díspares quanto Itaú, Qualicorp, Localiza e Smiles? Você vendeu (ou comprou) ações da JBS quando estourou a gravação do Joesley, no fatídico 18 de maio?

Não, absolutamente. Não fiz nada disso.

Apesar de investir em quase sete dezenas de ações diferentes, o meu gasto de tempo foi desproporcionalmente pequeno: apenas sete minutos. Por dia? Não, por mês. Não gastei, durante o ano inteiro, mais do que uma hora e meia “na avaliação” das ações que eu deveria comprar, comprar mais, vender, ou vender mais, ou simplesmente manter.

Mesmo “trabalhando” tão pouco, o resultado foi inversamente proporcional ao gasto de tempo.

O melhor é que essa estratégia também está inteiramente ao seu alcance. Você pode utilizar a mesma estratégia que eu adotei: não gastar um minuto sequer no home broker, ou em análise de ações, e acumular ganhos (ou perdas) assustadoramente altas no mercado de ações. Agindo como um verdadeiro preguiçoso.

Qual é a técnica?

Leitores mais antigos do blog já devem ter matado a charada desde o título do tópico. Talvez ela não seja assim tão óbvia para os novatos em Bolsa, precisamente porque a grande mídia e, verdade seja dita, a maioria dos especialistas em finanças pessoais no Brasil, também evita falar disso.

A resposta atende por uma sigla composta de 3 letras:

ETF

ETFs são fundos de ações com cotas negociadas em Bolsa. Você compra as cotas desse fundo no home broker, como se fosse comprar uma ação da Gerdau ou cota de fundo imobiliário.

Um ETF basicamente contém uma cesta de ações que representam determinado índice. Por exemplo, no caso acima, o fundo de ações em que eu invisto é o chamado BOVA11, que espelha o Índice Bovespa. Através da compra de um lote de cotas do BOVA11, via home broker, eu, na verdade, estou comprando as mais de 50 ações que compõem o Índice Bovespa, pagando apenas 1 tarifa de corretagem.

Claro, você pode comprar fundos de ações diretamente no seu banco ou na sua corretora. Porém, eles apresentarão duas desvantagens. A primeira são as taxas de administração, que normalmente são de 2% a.a. para cima. A segunda é o fato de serem fundos de gestão ativa, ou seja, em que existe uma pessoa ou grupo de pessoas que selecionam as ações que compõem o fundo.

Os ETFs são uma melhor maneira de se investir em ações justamente porque evitam esses 2 erros clássicos nos investimentos: o erro dos custos da transação, já que a maioria dos ETFs negociados em Bolsa cobra uma taxa de administração inferior a 0,7% a.a., e o erro de gestão, ou melhor, o erro de tentar procurar talento acima da média, já que a maioria dos fundos de ações ativos não consegue superar, no longo prazo, o desempenho dos índices de referência (Ibovespa, Small Caps etc.).

Pior, os fundos ativos de ações que apresentam desempenho superior só são conhecidos olhando-se para trás, ex post facto, ou seja, olhando para o passado, e não olhando para o futuro. Não há qualquer garantia que o fundo de ações de gestão ativa que atualmente está na moda consiga superar o IBovespa num horizonte de 20 ou mais anos, ou seja, no longo prazo.

Os ETFs foram um assunto bastante abordado nos primórdios do blog, como podemos inferir da pequena coleção de textos abaixo:

Hoje, mesmo após ter, durante longos 7 anos, lido, estudado, e pesquisado bastante sobre os investimentos em ações individuais e fundos de ações – e até ter investido dinheiro nesses tipos de produtos – eu não consigo enxergar outra forma mais barata e sobretudo mais eficiente (mais ganhos, menos custos, inclusive de tempo) de se investir em ações que não seja por meio de fundos de índice passivos, como os ETFs.

Apesar de, no começo do blog, eu ter sido um defensor mais ferrenho do PIBB11 como veículo de investimentos em ações, dada a sua baixa taxa de administração, eu resolvi migrar os investimentos em ações para o BOVA11, por cinco motivos principais: maior rentabilidade, menor risco, maior liquidez, maior volume financeiro e, principalmente (talvez o fator diferencial mais importante), o fato de ele espelhar o principal índice da Bolsa brasileira, ou seja, o Ibovespa.

Como a cota do BOVA11 é, geralmente, o valor do IBovespa, tirando-se as 3 últimas casas decimais, e diminuindo 3 do número que sobrar (por exemplo, se o IBovespa fechou em 79 mil pontos, a cota do BOVA11 provavelmente vai fechar em torno de R$ 76), fica muito mais fácil fazer um rápido cálculo mental do valor da posição em ações (basta multiplicar o valor da cota pela quantidade dessas mesmas cotas, para se ter ideia do valor aproximado da carteira de ações).

Dentro desse contexto, vale lembrar que o IBRx-50 (que representa as 50 ações mais líquidas do Ibovespa, e que serve de parâmetro para o PIBB11), é um índice muito menos exposto na mídia, mesmo na mídia especializada.

Otimização no gasto de tempo em análise de investimentos

Mas o principal motivo que me fez escolher os ETFs, ainda hoje, depois de ter lido e estudado diversos materiais sobre fundos de ações e ações individuais, é, sem dúvida, a otimização no gasto de tempo em análise de investimentos.

Só quem já investiu ou investe em ações no home broker, ao menos aqueles que investem a longo prazo, e não que ficam especulando em trades ou swing trades, sabe o quão desgastante é, em termos mentais e emocionais, ficar estudando relatórios trimestrais, coletando dados em análises gráficas e fundamentalistas, peneirando informações em sites de RI (Relação com Investidores), plotando dados, fórmulas e equações em planilhas Excel, gastando tempo discutindo em fóruns especializados e redes sociais, sobre quais ações comprar, quais ações vender, qual o melhor momento para comprar, qual o melhor momento para vender, e, depois, registrar os dados de compra e venda, fazer novos cálculos sobre o lucro ou perda das operações, monitorar os preços no home broker durante incontáveis horas durante o dia e esgotando-se emocionalmente com a ordem de compra ou venda que não se executa logo etc. etc. etc.

Eliminei 99,9% do gasto de tempo optando por essa forma extremamente simples, mas incrivelmente barata, e surpreendentemente rentável, de se investir em ações, adotando uma ampla diversificação (minimizando, com isso, a exposição ao risco), e colhendo todos os frutos benéficos do crescimento da riqueza e da economia das maiores empresas brasileiras, incluindo grandes bancos de varejo, produtoras de matérias-prima, e empresas dedicadas ao varejo e consumo, dentre outras.

Durante algum tempo, ainda, teimoso de que eu pudesse me sair melhor do que o mercado (= Ibovespa), resolvi investir em algumas ações, desse Índice, de forma individual, comprando ações de algumas empresas de forma isolada, em momentos que eu havia considerado “bons” (quando essas empresas estavam com cotações históricas aparentemente ruins). Realizei uma extensa análise gráfica (para tentar achar o melhor ponto de entrada), e uma cansativa análise fundamentalista (estudando relatórios trimestrais e fazendo conjecturas futuras).

Fiz, então, um comparativo entre o desempenho real dessas ações em carteira, com o desempenho hipotético advindo da compra, com a mesma quantidade de dinheiro, em cotas do BOVA11. Era melhor ter optado por empresas individuais, ou pelo ETF?

Nos primeiros meses do comparativo, as ações individuais estavam ganhando bem, de forma que, por um instante, eu achava que havia descoberto um “potencial talento” para o investimento em ações selecionadas de forma minuciosa. Afinal, pra quê investir em fundo passivo de índice, se eu conseguia me sair melhor investindo direto em algumas poucas ações individuais?

Porém, o fator tempo pregou uma peça em mim, e, depois de alguns bons anos, a coisa se inverteu. Sim, meus amigos, se eu tivesse investido em BOVA11, no lugar da ação A ou da ação B, eu teria tido uma rentabilidade maior.

A conclusão foi inevitável: pra quê gastar tempo investindo em ativos individuais, se eu conseguia mais (rentabilidade) com menos (gasto de tempo) via investimentos em ETFs?

Certa vez, fiz um comparativo semelhante colocando lado a lado fundos de ações (desses que ganham estrelinhas nos rankings de melhores fundos publicados na mídia especializada) com o próprio Índice Bovespa, e novamente o fundo de gestão passiva ganhou de lavada.

O reverso da medalha

Mas a verdadeira vantagem do investimento passivo em fundos de índice de ações se revela em toda a sua inteireza quando o ano é ruim.

Isso mesmo, quando o Ibovespa (ou qualquer outro índice) fecha o ano no negativo, como, por exemplo, no ano de 2015, quando ele caiu 13%.

Num ano que é ruim para a Bolsa, geralmente (ou em 99% dos casos) é ruim também para o investidor. Se uma carteira passiva e amplamente diversificada em 68 ações tem um retorno negativo, muito provavelmente carteiras de ações individuais selecionadas aleatoriamente ou conscientemente também apresentarão retornos anuais negativos.

Em anos ruins, a vantagem fica evidente para os fundos passivos por um motivo bastante simples: não houve gasto de tempo proporcional aos retornos negativos, de modo que não há “prejuízo de perda de tempo” para o investidor passivo.

Isso é bem diferente do que ocorre para o investidor ativo, que gastou, digamos, 300 horas no acumulado do ano, acompanhando o home broker e gastando tempo com análises, e também perdeu 13% do patrimônio no acumulado do ano.

O investidor passivo perdeu apenas o dinheiro, ou seja, os 13% de retorno negativo: as 300 horas não foram perdidas.

Essa é a atratividade do investimento passivo: a simetria de vantagens, nos custos temporais, em comparação com a assimetria de vantagens no investimento ativo.

No investimento passivo, o investidor não perde tempo não só quando ganha dinheiro (quando o índice tem retornos positivos): ele também não perde tempo quando perde dinheiro (ao contrário do investidor ativo, que, num ano ruim, perde dinheiro e tempo).

Conclusão

A beleza de se investir em ações é que há estratégias diferentes para distintos perfis de investidor, mesmo se restringirmos a análise somente aos investidores de longo prazo na Bolsa de Valores.

Para investidores que gostam de tentar obter mais rentabilidade que o mercado, que gostam sobretudo do processo de análise e seleção de ações, com todos os riscos a ele inerentes, o investimento em ações individuais, no home broker, é a escolha mais adequada.

Para aquela outra parcela de investidores que prefere delegar o processo de seleção e investimento de ações e empresas, a gestores com experiência no mercado, com todos os riscos a ele inerentes (já que a melhor rentabilidade pode se dever à sorte, e não ao suposto talento), o caminho dos fundos de ações de gestão ativa é a escolha mais adequada.

Por fim, para uma parcela significativa de investidores que prefere não gastar tempo com análise e seleção de ações, preferindo delegar isso, de forma passiva, ao próprio mercado, a escolha mais adequada é através do investimento passivo, preferencialmente via ETFs – cotas de fundos de ações negociadas em Bolsa. Nesse caso, no Brasil, tem se destacado o BOVA11 (que replica o Índice Bovespa), o PIBB11 (que espelha o IBRx-50), e o SMAL11 (que replica o Índice das Small Caps).

Vale destacar que, como esses fundos passivos são “cegos”, de modo a acompanharem inexoravelmente os altos e baixos do mercado, eles necessariamente oscilarão negativamente em períodos (e anos) em que o índice de referência estiver negativo, assim como terão necessariamente variação positiva quando o mercado subir.

A ideia, embutida nos ETFs de gestão passiva, de obter mais retorno com menos trabalho, é completamente contra-intuitiva. Afinal, fomos ensinados a pensar, desde criança, na relação de causa e efeito entre essas duas variáveis. Ou seja, você só obtém mais retorno se, obviamente, trabalhar mais.

O funcionamento e o desempenho dos fundos de gestão passiva, no contexto da Bolsa brasileira, mostra que essa regra comporta exceções. Embora os ETFs não sejam propriamente um “almoço grátis”, a criação deles prova que a simplificação na arte de investir pode, sim, dar retornos tão consistentes – ou até maiores – quanto a montagem de uma carteira selecionada de ações individuais, ou o investimento em fundos de ações de gestão ativa.

Portanto, para quem ainda não investe em ações para o longo prazo, e não quer gastar tempo (nem dinheiro) fazendo análises e selecionando ações individuais, os fundos de gestão passiva, encontrados sob a forma de ETFs, podem muito bem suprir essa demanda, e ser uma porta de entrada bastante conveniente, para o pequeno investidor, no mundo da Bolsa de Valores.

Por fim, vale destacar que o investimento passivo em fundos de índice é apenas uma dentre diversas modalidades de se investir em ações, conforme bem demonstrado no início desse tópico. Há vantagens e desvantagens nele, assim como nas demais modalidades de investimentos, sendo mais ou menos adequado conforme o perfil do investidor. Cabe a você, com base em seus estudos e em seu perfil de investimentos, definir qual é a modalidade mais adequada para o seu caso. Bons estudos, e bons investimentos!

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87 Responses to Como eu obtive uma rentabilidade média de 26,75% em 2017, com minha carteira de mais de 50 ações, estudando apenas 7 minutos por mês (ou 1h24min durante o ano inteiro)

  1. Danilo 8 de janeiro de 2018 at 1:01 #

    Olá Guilherme,

    Digo que fico feliz toda vez que no meu feed RSS aparece uma nova publicação sua. Sempre muito pertinentes, principalmente para um investidor iniciante como eu.

    Por favor, me tire uma dúvida. Quando você diz que tem uma carteira com quase 70 ações significa que essas ações são as que compõe os ETF nos quais você investe, correto? Você não tem mais investido em ações individuais? E o ETF pode fazer parte de uma estratégia de investimento para longo prazo?

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 9:07 #

      Oi Danilo, obrigado!

      Sim, quando eu digo que tenho quase 70 ações, são exatamente as ações que compõem o fundo passivo em que invisto, no caso, o BOVA11. Inclusive, esse comentário seu me fez editar o artigo, a fim de tornar mais clara essa parte. 😉

      Sobre a estratégia para longo prazo com ETFs, sim, é perfeitamente possível, sendo inclusive isso que estou fazendo no momento. 😀

      Sim, eu tenho investido mais em ETFs do que em ações individuais. No momento, inclusive, invisto somente em ETFs.

      Abraços!

  2. Danilo 8 de janeiro de 2018 at 1:13 #

    Guilherme, outra dúvida que surgiu foi sobre a incidência de IR sobre os lucros auferidos na venda das cotas que ocorrem abaixo de R$20.000,00. Isso não pesa muito contra o investimento nas cotas de índices frente ao investimento em ações individuais?

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 9:08 #

      Sim, incide IR nas vendas abaixo de R$ 20k, sendo esse um dos pontos negativos dos ETFs.

      No entanto, essas desvantagens são compensadas pela maior rentabilidade, a longo prazo.

      • Pedro 2 de fevereiro de 2018 at 14:06 #

        Nao necessariamente Guilherme.

        Etf paga imposto.

        Recomendo a leitura dos livros do Bastter.

        Dá pra dedicar pouco tempo ao mercado e ainda obter rendimentos melhores e sem incidência de IR em vendas inferiores a 20 mil mensais.

        Abc,

        Pedro

        • Guilherme 4 de fevereiro de 2018 at 10:28 #

          O argumento do imposto não convence. É a mesma coisa que dizer que, na renda fixa, vale mais a pena investir na poupança, do que em LFTs ou fundos DI baratos, porque é isenta de IR.

          No campo das ações, 99% das pessoas teriam mais dinheiro se optassem pelos fundos de índice do que pelas ações individuais.

          Recomendo que leia sobre passive investing.

          • Pedro 11 de abril de 2018 at 22:06 #

            Cara, voce esta falando besteira.

            O imposto que voce deixar de pagar hoje vai contribuindo pro seu patrimônio crescer.

            Não necessariamente você precisa vender essas ações lá na frente.

            Não precisa vender se não quiser ou se não for conveniente. No caso de vender pode ir se desfazendo aos poucos sem pagar imposto.

            É necessário pensar fora da caixa. Às vezes as opiniões contrárias agregam, sabia?

  3. Simplicidade e Harmonia 8 de janeiro de 2018 at 7:00 #

    Guilherme,

    Gostei do seu post, ficou bem completo.
    Vou acompanhar os comentários, que enriquecerão muito o tema – um dos meus objetivos de aprendizado e prática para esse ano.

    Boa semana!

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 9:09 #

      Obrigado, Rosana!

      De fato, eu também aprendo bastante com os comentários!

  4. Adriana 8 de janeiro de 2018 at 7:27 #

    Ainda, é possível investir em ETF através de robôs de investimento. Menor tempo gasto.

  5. Valicir Melchiors Trebien 8 de janeiro de 2018 at 8:38 #

    Há muitos anos te leio silenciosamente e espero as segunda-feiras com a expectativa do tema da semana… sempre aprendi contigo..aprendo, relembro e refrescou conceitos e valores reais….parabéns e obrigado . tiro meu chapéu pra vc!

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 9:10 #

      Muito grato pelas palavras, e por ser leitor antigo e assíduo do blog, Valicir!

      Abraços!

  6. Anônimo 8 de janeiro de 2018 at 8:59 #

    Muito bom texto! Análise bem interessante.

  7. Senhor Bufunfa 8 de janeiro de 2018 at 9:00 #

    Ótimo texto! Análise interessante.

  8. Ricardo 8 de janeiro de 2018 at 9:13 #

    Olá Guilherme, primeiramente, feliz 2018!
    Parabéns pelo site. Desde que tive contato com o site, o seu conteúdo mudou minha vida, pude avançar em muito meus conhecimentos em investimentos no mercado financeiro e coloca-los na prática.
    Venho escrever um pouco, com o intuito de enriquecer o conteúdo.
    Sobre ETFs, entendo que as vantagens foram bem destacadas no post e estou plenamente de acordo com suas ideias. Acho que, para determinados tipos de perfis, é o melhor modo de investir no mercado de ações brasileiro.
    Apesar de tudo, entendo que há uma maneira mais vantajosa e também com pouca exigência de tempo para investir em ações.
    Eu tenho usado a fórmula de Joel Greenblatt e tenho obtido bons resultados, sempre melhores que o índice Bovespa. É um método bem simples, em que não se gasta mais de 5min para escolher a(s) ação(ões) para aplicar. Fica uma sugestão de conteúdo.
    Acho que vale a pena comentar sobre as desvantagens do ETF, principalmente, para o pequeno investidor, das quais eu destacaria: não há isenção de IR para vendas de R$ 20mil por mês, nem compensação dos prejuízos, não há recebimento dos dividendos, JSCP, bonificações etc (apesar de que isso teoricamente é incluído na rentabilidade do fundo), a existência de empresas com prejuízo no índice.
    Sobre os custos de transação, acho que o mercado está evoluindo bem no Brasil. Atualmente, uso a corretora modal, e a corretagem é vantajosa (R$ 2,49 por ordem no plano gratuito), então ficou mais viável a diversificação das ações (acho que a partir de 8 ações de diferentes setores, já está bem diversificado para o risco sistêmico).

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 11:36 #

      Olá, Ricardo, excelentes seus comentários!

      A fórmula de Joel Greenblatt realmente é um tema que pretendo explorar em futuros posts. Inclusive, há um colega na blogosfera financeira (não me recordo quem agora) que faz esse tipo de aplicação na prática.

      Sobre o artigo, você tem razão no viés positivo do artigo sobre os ETFs, não mencionando os pontos negativos, os quais, diga-se de passagem, foram muito bem abordados por você, com comentários que agregam informações novas, e contribuem ainda mais para o debate esclarecido acerca desse importante assunto!

      • Vinicius 9 de janeiro de 2018 at 13:22 #

        Foi o DIário de um Poupador quem fez o estudo com essa estratégia

  9. Rodrigo Bertin 8 de janeiro de 2018 at 9:53 #

    Guilherme, tive a sorte de conhecer os ETFs há alguns anos, através do seu blog e do blog do Henrique Carvalho. Assim, leio com prazer este post, pois vejo sua coerência e também o quanto pode ajudar outras pessoas a investir melhor e gastando (muito) menos tempo! Abraços!

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 12:33 #

      Olá, Rodrigo, grato por ser leitor assíduo e antigo do blog!

      De fato, não há nada melhor do que fazer aquilo que se ensina!

      Nos últimos tempos, estive tentado a mudar de visão, introduzindo pequena parcela investida em ações individuais. Porém, como eu disse no tópico, a prática comprovou que, pelo menos para mim, mesmo estudando e selecionando bem, eu ainda perderia para o IBovespa. Resultado: voltei pro índice……rsrsrs

      Na verdade, a cada dia que passa, fico mais e mais convencido de que, pelo menos em termos de Bolsa “pura”, os ETFs são um caminho sem volta.

      Abraços!

  10. João Moraes 8 de janeiro de 2018 at 10:15 #

    Guilherme, fantástico o artigo. Você sempre escreve sobre aspectos que não se encontram em outros blogs e canais.
    E o artigo foi extremamente pertinente para mim, pois invisto mensalmente na renda fixa e cheguei à maturidade necessária para se investir na renda variável, mas não sabia como, estava sem norte. Não tenho tempo para as análises necessárias e não estou muito disposto a pagar por assinaturas de empresas especializadas.
    Já havia lido os outros artigos aqui do blog sobre ETF, mas o de hoje trouxe novidades, em especial as comparações trazidas. Gostei do que falou sobre a experiência de adquirir BOVA11 e um pouco de ações individuais, pois era o que estava planejando.
    Agora, tenho uma dúvida e um pedido de opinião (responda se quiser):
    Dúvida: como funciona a reaplicação automática dos dividendos e JCP? Eu perceberei isso no valor da cota?
    Pitaco: o momento atual não é propício para aquisição de ETF, tendo em vista a alta histórica do Bovespa? Seria interessante aguardar as oscilações no decorrer do ano para pegar BOVA11 por um preço mais baixo?
    Por fim, muito obrigado, obrigado mesmo. Seu trabalho é literalmente útil! Um abraço, boa semana.

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 12:44 #

      Muito grato pelas palavras, João!

      O reinvestimento automático é percebido sim no valor da cota. O gestor – a BlackRock, no caso do BOVA11 – faz o trabalho da administração e incorporação, nesse caso.

      Mais informações podem ser obtidas nesse excelente artigo do HC Investimentos => http://hcinvestimentos.com/2012/08/28/reinvestimento-dividendos-etfs/

      Quanto à aquisição dos ETFs nesse momento, eu penso que, se o investimento é de fato para o longo prazo, e se a estreia na Bolsa é justamente agora, é recomendável fazer aportes periódicos pequenos, mas disciplinados, em intervalos regulares, por exemplo, a cada mês ou a cada dois meses.

      Eu sempre recomendo que se invista na Bolsa começando pequeno, e gradativamente indo aumentando o valor dos aportes.

      Não sabemos e temos incerteza reinante quanto ao futuro. Eu, por exemplo, entrei na Bolsa no pico de 2007 a 2008, e continuei aportando a intervalos regulares nos anos subsequentes. Eu não tinha ideia, em 2007, que o tombo iria ser grande em 2008, da mesma forma que, após os 82% de alta de 2009, eu achava que essa década – 2011 a 2020 – seria a década das ações, o que acabou não se concretizando – aliás, pelo contrário, esse período foi péssimo para as rentabilidades históricas do Ibovespa.

      O que fiz então foi “dosar” as aplicações, preferindo os aportes periódicos mensais, e aportando mais em momentos históricos de quedas acentuadas.

      Há de se ter MUITA paciência para colher os resultados. Até o começo de 2016, o saldo em ações era negativo, muito ruim. Fiquei mais de 5 anos no vermelho até o valor de mercado superar o valor investido. Haja paciência!

      Mas, como sempre, a paciência colhe seus frutos.

      Em resumo, sobre as suas dúvidas: eu faria pequenos aportes mensais, de forma tranquila, SEM SE PREOCUPAR com as oscilações diárias, de forma a ter um preço médio. Paralelamente, iria estudando mais sobre as diversas formas de se investir em ações, até ganhar consistência e sobretudo CONFIANÇA.

      Abraços!

      • Armando 8 de janeiro de 2018 at 18:32 #

        Quero aproveitar essa parte pois comecei a investir em ações no começo de 2016. Ótimo momento, porém subiu como foguete, e agora estou paralisado sem saber onde aportar.

        Gosto da ideia do ETF pq não teria essa travada na hora de escolher onde aportar. O que me incomoda é a questão tributária menos favorável.

        Você pode detalhar melhor o pq da troca do pibb pelo ibov? Sei da taxa e da liquidez, mas os outros não. Chegou a ver sobre as empresas que entraram no ibov? Alguma observação sobre essas adições?

        • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 19:27 #

          Oi Armando, esse negócio de saber se é um momento ruim ou bom para aportar atormenta os investidores desde priscas eras. 😉

          Imagina o sujeito, como eu, que começou os aportes regulares lá em 2011. Era um bom momento ou não? Olhando em retrospectiva, ficou claro que talvez teria sido melhor deixar tudo na renda fixa, já que houve 3 anos muito ruins entre 2013 e 2015, mas eis que surge 2016, e desde então a Bolsa não pára de quebrar recordes históricos.

          O problema do “timing” é um problema que nos atormenta muito, porém, se você pretende investir para resgatar somente, sei lá, em 2030 ou 2040, qual diferença faz se a Bolsa hoje tá cara ou tá barata? O importante é você fazer uma boa massa de aportes durante todo esse longo intervalo de tempo, de modo a fazer um preço médio interessante, e deixar o tempo fazer o seu trabalho.

          Uma coisa é certa: é sempre importante investir na Bolsa ANTES dela começar a subir, e não tentar acertar os fundos e topos do IBOV.

          Sobre a migração PIBB11 > BOVA11, o principal motivador foi mesmo o espelhamento no índice principal. Existem outros fatores técnicos, que foram explicados nesse artigo do HC: http://hcinvestimentos.com/2012/02/27/bova11-x-pibb11/

          Abraços!

      • Martín 12 de janeiro de 2018 at 19:49 #

        Guilherme,

        Quanto ao reinvestimento automático ser percebido no valor da cota.

        Ao comprar cotas de ETFs pelo homebroker, tenho a impressão de que apenas se percebe o valor pelo qual a cota está sendo negociada no mercado. Estou errado?

        Se estiver errado, como o valor da cota reflete o reinvestimento de dividendos, a oferta e procura pela cota e a taxa de administração do gestor?

        • Guilherme 13 de janeiro de 2018 at 13:53 #

          Olá Martín!

          Vou mandar um email para a Black Rock, gestora do fundo, e assim que tiver uma resposta eu te aviso!

          • Martín 5 de fevereiro de 2018 at 14:55 #

            Olá, Guilherme!

            Algum retorno da Black Rock?

            Fiz a mesma pergunta em outros locais. Se eu receber uma resposta, compartilho aqui.

            • Guilherme 6 de fevereiro de 2018 at 15:12 #

              Oi Martín!

              Mandei o email, mas até agora, nada!

              Assim que eu tiver um retorno, comunico aqui.

              Abraços!

    • Pedro 2 de fevereiro de 2018 at 14:11 #

      Aportes pequenos e mensais.

      Cara, vai de Bastter.

      Att,

  11. Marcio 8 de janeiro de 2018 at 10:43 #

    Parabéns pelo artigo Guilherme! Me interesso muito pelos ETFs e seu artigo ficou bem elucidador e transparente.
    Tenho um pouco de PIBB11 também, mas li em alguns blogs também que a melhor estratégia e deixar no BOVA11 porque entre os dois não há quase diversificação e o BOVA11 tem mais liquidez.
    Me permita duas perguintas:
    1) Imaginando que você invista em renda fixa também, fixando um percentual para renda fixa e renda variável, como você tem feito o rebalanceamento. Trimestral? Anual ou mensalmente como sugeriu o Henrique da HC Investimentos?
    2) Não vi comentários nem seu nem do Mauro Halfeld (que acompanho sempre os podcasts) sobre o ETF IVVB11. Não seria com aplicar neles também como estratégia prática de diversificação com aplicação em tese de recursos no exterior?
    Agradeço antecipadamente.

    • corghi 8 de janeiro de 2018 at 11:19 #

      sobre a 1) rebalanceie mensalmente, colocando dinheiro novo no ativo que está mais pra trás.

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 12:46 #

      Olá, Márcio, obrigado!

      Suas dúvidas:

      1) Rebalanceamento anual. O corghi sugeriu o rebalanceamento mensal, que também é uma possibilidade. Mas eu gosto de cortes temporais maiores, pra evitar custos de transação maiores, referentes ao pagamento de IR e corretagens.

      2) Sim, perfeitamente, é uma forma bastante válida de se expor ao mercado no exterior.

      Abraços!

      • corghi 8 de janeiro de 2018 at 12:50 #

        Guilherme, se você só colocar dinheiro novo não tem nenhum acréscimo de custo.
        é basicamente comprar mais títulos/cotas/ações daquele ativo que você tem menos, de acordo com sua estratégia.

        • Pedro 2 de fevereiro de 2018 at 15:05 #

          Isso mesmo amigo.

          Você também segue o Bastter?

          Att,

          • corghi 2 de fevereiro de 2018 at 15:09 #

            sim, sou assinante do site.
            meu nick lá é o mesmo.
            também tenho um site sobre finanças pessoais: http://vidarica.me

  12. ricsrdo 8 de janeiro de 2018 at 10:51 #

    Guilherme, você indicaria alguma corretora em que eu posso comprar ETF mas que não cobre taxa de custódia mensal e permita mercado fracionado? Muito obrigado

  13. rafael 8 de janeiro de 2018 at 11:33 #

    Parabéns pelo post Guilherme, sempre bom ler seus artigos.

    Uma questão, vc teria como indicar algum material, site ou curso q seja, para quem quer começar a investir em bolsa de valores ? – não sei absolutamente nada! rs

    Pois já não aguento mais renda fixa e títulos do tesouro direto rs. Não que sejam investimentos ruins, ainda mais no Brasil onde os juros são tão altos.

    mas o que tenho observado, ao menos na minha percepção, é que a renda fixa não é um “investimento” em sim, mas uma forma de, no mínimo, preservar o patrimônio. Pois, em geral, ao menos os investimentos que fiz ao longo de 2015 e 2017, me renderam em torno de 1% ao mês… no acumulado, algo em torno de 12 a 15% ao ano… descontada a inflação, o ganho real não é tão interessante – isso quando a SELIC estava em seus 14%…

    Os ganhos em TD, pelo menos para mim, foram bem mais substanciais pois comprei aqueles títulos NTNB princ IPCA 2019, quando estavam na casa dos 7%, no longínquo 2015 rs.. que valorizaram bastante com a forte queda da inflação, hj possuo uma rentabilidade acumulada em torno de 40%, isso se for vender antecipadamente antes do vencimento, ..o que pretendo fazer, pois já estou na menor alíquota de imposto….porém não creio que TD será um bom investimento pelos próximos anos, ao menos até ver o próximo governo…

    Me identifiquei com sua conclusão sobre acompanhamento dos investimentos.
    Percebo que quanto mais eu leio mais emocionante e cansativo, pode ser esse mundo. E que o investimento deve ser uma forma do dinheiro aplicado trabalhar pra vc e não o contrario… vc ficar trabalhando, estudando formas de se ganhar mais, ganhar aquele 0,5% a mais entre as opções de aplicação.

    Sendo que aquilo que traz os maiores retornos de fato, são os frutos do próprio trabalho, do emprego em si, da própria atividade profissional.

    ou seja… se for pra investir… que se invista na carreira e não no investimento, e no escrutínio diário para achar a melhor rentabilidade, a menos que sua profissão seja essa.

    por isso gostaria de me informar mais sobre renda passiva em bolsa de valores, como ETF’s, não que eu vá descartar ações individuais, mas procuro ativos em que eu não tenha que ficar me preocupando e verificando diariamente… quero saber mais sobre as regras do jogo, como impostos, compra e venda, riscos e garantias. Se puder me indicar um material mais profundo, agradeço.

    parabéns pelo trabalho!

  14. ANDRE R AZEVEDO 8 de janeiro de 2018 at 12:07 #

    Olá Guilherme! Parabéns pelos resultados e principalmente pelos resultados relativos, ou seja, quando a gente pensa em uma relação de rendimento sobre o tempo gasto. Levo muito em consideração esse tipo de relações, e não somente o valor absoluto.

    Confesso que ainda não sou tão desprendido quanto você. Ainda tenho prazer em ler sobre as empresas, balanços, relatórios de FIIs, etc. E isso ainda me faz evitar os ETFs e não pagar suas taxas de administração rsrs.

    Tenho consciência de que não somos super-homens e é de fato, muito difícil ultrapassar os índices a longo prazo. Vi agora meu histórico e desde 2008, quando ele começou a ser construído, meu rendimento está pouco acima de 10% do Ibovespa, ou seja, talvez não tenha compensado pelo tempo gasto.

    Mas o que precisamos avaliar é se esse tempo é gasto por prazer e por obrigação. Eu não tenho dúvidas se, uma hora me cansar de tudo isso, vou automatizar mais as coisas como vc.

    Lembro também que opero venda coberta e alugo algumas ações, o que me permite uma renda extra, algo impossível se tivesse apenas ETFs.

    Agora, uma pergunta: vc usa uma estratégia de alocação de ativos? Se ficar à vontade para dizer, qual se percentual destinado hoje para renda variável?

    Abraço!

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 12:53 #

      Olá, André, obrigado, e parabéns pela rentabilidade obtida até aqui!

      Os investidores individuais têm boas chances de conseguir bater o mercado, como é o seu caso, porque eles não têm a pressão dos gestores profissionais, de entregar resultados para os cotistas.

      Nesse sentido, é plenamente válido o investimento direto, fora o prazer intelectual que esse desafio proporciona!

      Sim, eu uso a estratégia de alocação, limitando a fatia do bolo da renda variável a não mais que 30% dos ativos totais da carteira. O resto fica distribuído entre renda fixa, multimercados macro, e fundos imobiliários.

      Abraços!

      • ANDRE R AZEVEDO 9 de janeiro de 2018 at 11:05 #

        Estamos mais ou menos com a mesma alocação em RV então rsrs

        Você falou bem: acho que o prazer do desafio intelectual conta muito!

        Abraços!

  15. fox 8 de janeiro de 2018 at 12:41 #

    Olá, Guilherme.
    Existe também o BRAX, que replica o IBRX-100, provavelmente não tão líquida quanto esses outros 2.

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 12:53 #

      Verdade, fox, grato pela informação complementar!

  16. Complexo Investidor 8 de janeiro de 2018 at 13:04 #

    Boa tarde Guilherme….

    Mais um ótimo texto como sempre, parabéns!

    Você já comparou a rentabilidade histórica Ibovespa x CDI?
    Não encontrei dados confiáveis nos sites pesquisados.

    Abraço!

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 14:44 #

      Obrigado, CI!

      Sobre sua dúvida, eu também não encontrei um que fizesse o comparativo de forma direta.

      O máximo que consegui foi fazer comparações indiretas, usando o site da Vérios.

      P.ex., pego um fundo referenciado DI e o comparo com o Ibovespa, ou pego um fundo de ações indexado ao Ibovespa, e o comparo ao CDI.

      Aqui um exemplo: https://www.verios.com.br/apps/laminas/log/ibovespa/09115233000104

  17. Investidor Viking 8 de janeiro de 2018 at 14:23 #

    Olá. Obrigado pelas informações. Fiquei com uma dúvida, e se puder me ajudar, agradeço antecipadamente. Os dividendos das empresas que comprei o bova11, são distribuídos para quem compra através de bova11 também ?
    Abraços

  18. Michael 8 de janeiro de 2018 at 15:16 #

    Mais uma vez, realmente excelente seu post e depoimento, Guilherme.

    Eu pratico bem parecido o que voce recomenda – no exterior.

    La, nos EUA por exemplo, um ETF para açoes domesticas, um segundo para açoes internacionais, e ate um terceiro para RF ja seriam suficientes!

    Aqui no Brasil eu pessoalmente nao optei por ETF’s, principalmente por causa da liquidez bem menor, e portanto spreads maiores. (Anoto que voce escolheu o ETF mais liquido do mercado, porem para mim ainda menos liquido que as açoes principais que compoem o proprio indice. Se esta liquidez melhorar, e deveria em alguns anos, com a ajuda de tais artigos que voce acaba de publicar, eu com certeza reconsidaria esta estrategia.) A desvantagem tributaria dos ETF’s ja foi elaborado nos comentarios. Eu tambem nao gosto, quando considerar o Market Capitalization Weighting (Peso de Capitalizaçao do Mercado) a dominancia do setor de Commodities, especialmente eles controlados indiretamente pelo governo (Petrobras e Vale, claro – atraves dos Golden Shares, ou Açoes Douradas, do governo, alem de inumeras interferencias) Eu tenho as 2 açoes, mas em proporçao bem menor que o proprio indice. O setor bancario tambem domina, e o peso de Banco do Brasil, com a influencia do governo tambem eu prefiro minimizar.

    O que eu optei fazer, entao, foi dar um olhar na Carteira Teorica do Bovespa, como voce listou, junto com as porcentagens, alem do Small Caps (proporçao bem menor do total) e escolhi 10 açoes para estrategia do Buy and Hold (BH) dos varios setores. Analise dita e feita uma vez so no inicio! Apos, nos proximos 10 anos eu fiz algumas compras de no maximo 5 mais açoes. Como voce comentou, existem varias corretoras que nao cobram taxa de custodia, e mesmo aqueles que cobram caro nas corretagens, nao importa tanto se voce nao faz muito trades, como aparentemente nos dois….

    Grande abraço!

    • Guilherme 8 de janeiro de 2018 at 15:38 #

      Olá, MIchael, obrigado, e excelente a sua estratégia, também!

      De fato, outros pontos negativos nos ETFs brasileiros são esses citados por você: excessiva dominância de certos setores, e a inclusão de ações que muita gente não gostaria de investir seu dinheiro, principalmente no caso das estatais, além do fator IR.

      Sua estratégia também é ótima, e a inclusão de algumas small caps serve para potencializar as chances de obter rendimentos maiores.

      Abraços!

  19. A Virada do Jogo 9 de janeiro de 2018 at 6:58 #

    Excelente artigo Guilherme, parabéns! Já começar o ano aprendendo algo novo é motivador. Embora ainda eseja na batalha de me livrar das dívidas, logo que estiver investindo sem dúvida nenhuma irei utilizar esses conhecimentos para alavancar os meus investimentos.

    Um forte abraço e feliz 2018 !

    • Guilherme 9 de janeiro de 2018 at 16:56 #

      Obrigado, VJ!

      Vi que você também iniciou um blog, focado, inicialmente, na eliminação das dívidas.

      Desejo-lhe sucesso em sua jornada, bem como agradeço as menções ao meu blog para você ter começado o seu!

      Abraços!

  20. Gregório 9 de janeiro de 2018 at 10:29 #

    Ótimo artigo, Guilherme. Especialmente útil para os iniciantes em Bolsa.

    Eu concordo plenamente com você e invisto em ações através de ETFs. Gosto do PIBB e sua tx de adm irrisória, e IVVB. O que me incomoda é a já falada desvantagem tributária: no longo prazo, o IR de 15% sobre ganhos de capital não é desprezível.

    Tenho feito uns estudos sobre a ideia de uma carteira de ações que espelhe um índice (ou uma combinação de índices), o que já elimina boa parte do trabalho de “stock picking”. Talvez até um robô possa fazer isso. Daria algum trabalho no início mas manter a carteria seria relativamente tranquilo.

    Porém, cheguei à conclusão que isso só vale a pena para montante da ordem de R$100 mil para que os custos com taxas de corretagem sejam competitivos com a tx de adm do PIBB e revertam a desvantagem tributária. Tem também o fato que algumas compras teriam que ser feitas no fracionário além do risco de “descolamento” do índice (o que não é necessariamente ruim mas pode atrapalhar a estratégia).

    Enfim, se você ou alguém tiver alguma sugestão/ideia/comentário/experiência sobre essa estratégia, eu gostaria de ouvir.

    Abraço e um ótimo 2018 a todos.

    • Guilherme 9 de janeiro de 2018 at 17:00 #

      Olá, Gregório, obrigado!!

      Sobre a estratégia de replicar o índice através da montagem de uma carteira própria, de fato é bastante interessante, sobretudo pela questão tributária, como você bem destacou.

      Um ponto que talvez pese contra a montagem da carteira espelho seja o fato de que, periodicamente, a Bolsa faz alterações na carteira teórica do índice, seja alterando os pesos – percentuais – de participação das empresas, seja tirando umas empresas, e acrescentando outras.

      Isso faz com que haja um trabalho extra nessa estratégia, em termos de mais gastos com corretagens e mais gastos de tempo com monitoramento dos percentuais e eventuais ajustes de pesos de participação, com compra e vende de certas ações.

      Embora possa haver esses pontos negativos, talvez seja uma alternativa interessante ao investimento puro e simples no fundo passivo de índice.

      Abraços!

  21. sandro 9 de janeiro de 2018 at 13:02 #

    O que eu acho interessante da bolsa é que se você comprou o BOVA11 em 2008 (máxima anterior se não me engano) e eu apliquei em algum ativo 100% CDI, eu estou ganhando fácil com risco zero, exceto o risco do banco quebrar, e a bolsa teria que subir até uns 130 mil pontos ou mais para você me alcançar.

    Além do que você também estaria perdendo para a inflação.

    • Guilherme 9 de janeiro de 2018 at 17:06 #

      Sandro, é muito fácil olhar para o passado, escolher um ponto no tempo favorável à sua argumentação, e desenvolver seu raciocínio com base nessas premissas criadas exclusivamente para favorecer seu ponto de vista.

      O difícil é desenvolver a mesma argumentação olhando-se e agindo para o futuro – afinal, para o passado não se pode fazer mais nada, porque o passado já morreu.

      Então eu pergunto: a sua estratégia de comprar 100% do CDI vai continuar batendo a compra do BOVA11 por mais quantos anos? 😉 Aliás, a partir de qual momento específico no tempo você considera o ideal para fazer as comparações: a partir de hoje? Ou de amanhã?

      Da mesma forma que você, e utilizando um raciocínio simetricamente favorável a quem investiu 100% em BOVA11, eu diria que quem investiu em BOVA11 em janeiro de 2016 estaria ganhando de lavada de quem teria investido a mesma quantidade de dinheiro em 100% do CDI.

      A lição que fica desse pequeno exercício de hipóteses é a seguinte: diversifique sempre. Nunca aposte todos os ovos na mesma cesta, porque o futuro é incerto. Quem investe 100% em CDI perde janelas de oportunidades excelentes para melhorar a rentabilidade com ativos de risco, em renda variável.

  22. Eduardo 9 de janeiro de 2018 at 15:24 #

    E o ECOO11?
    Na época em que se queria distância da petro esse etf era o adequado.

  23. Anônimo 9 de janeiro de 2018 at 19:40 #

    Guilherme! confesso que investi por muito tempo em fundo de ações, vejo que perdi muito tempo. Hoje investindo diretamente em ações sou mais confiante nos meus investimentos. O problema das Etfs é a enorme diversificação com presença de muitas empresas que em vez de lucro, fornecem prejuízo. Dessas empresas vejo que as siderúrgicas estão em um péssimo momento, marfrig, jbs, nem se fala…entre outras.

    • Guilherme 9 de janeiro de 2018 at 21:57 #

      Olá, Anônimo! Muito legal seus comentários, mostra outro fator negativo no investimento em fundos de índice, que é a presença de empresas nas quais muitos investidores não aportariam seu dinheiro, tais como estatais, siderúrgicas etc. Houve um tempo, inclusive, que até as empresas do grupo X do falido Eike estavam lá no índice.

      Como eu supero esses problemas?

      Simples: eu vejo as empresas que compõem o índice como um mero meio para atingir meu objetivo. Meu objetivo é o crescimento máximo de capital, com o mínimo dispêndio de tempo, ainda que, para atingir esse fim, o meio tenha que necessariamente passar por empresas ruins, estatais e outras empresas não confiáveis. Contanto que o meu dinheiro renda mais, com menos gasto de tempo e de custos, está valendo. 🙂

      Afinal, o objetivo principal do investimento é acumular o máximo de capital, não importando muito se esse capital está na empresa A ou empresa B. 😉

      Abraços!

  24. Senhor Bufunfa 11 de janeiro de 2018 at 6:57 #

    Como ficam os dividendos? Quem investe em ETF tem direito a eles?

  25. Sosthenes 11 de janeiro de 2018 at 12:59 #

    Bom dia Gilherme

    Eu e minha esposa somos investidores iniciantes temos acompanhado todos os seus posts com frequência religiosa, confesso que esse sobre as ETFs nos deixou bem empolgados. Gostaria de saber um pouco mais e dirimir algumas dúvidas ( perdoe a ignorância no que se refere à RV).

    1. Vi aqui nos comentários que retiradas na ETF abaixo de 20k incidem IR. Esses 20k seriam o investido ou o lucro obtido? Por exemplo, se eu aplicar 21k numa ETF e sacar depois de 1 ano vou pagar IR sobre os 21k ou sobre o lucro obtido durante esse tempo aplicado?

    Obrigado pelas informações.

    • Guilherme 11 de janeiro de 2018 at 14:50 #

      Olá, Sosthenes, obrigado!

      Sobre a sua duvida, o IR de 15% incide apenas sobre o lucro. Por exemplo:

      – Investiu R$ 21k e rendeu R$ 5k, fazendo o montante total aplicado se valorizar para R$ 26k. Os 15% de IR aplicam-se somente sobre o lucro de R$ 5k;

      – Investiu R$ 10k e rendeu R$ 8k, fazendo o montante total aplicado valer R$ 18k. Paga o IR somente sobre os R$ 8k.

      Abraços!

  26. ALEXSANDRO 11 de janeiro de 2018 at 16:49 #

    Oi Guilherme Parabéns pelo artigo!
    Bom sou um pequeno investidor iniciante sedento por conhecimento, talvez por isso não me interesso pela ideia de investir em ETFs, prefiro me aprimorar e buscar investir a longo prazo pelo método fundamentalista, e paralelo a isso buscar investir pequenos valores e já ir sentindo como se comporta o mercado e principalmente como eu me comporto ao mercado. Acho que investir individualmente é um grande aprendizado, desde que a pessoa tenha um mínimo de conhecimento, controle emocional e invista apenas aquilo que não vá lhe fazer falta ou melhor não vá lhe trazer grandes problemas. Para aqueles que não querem se aprofundar no tema, acho as ETFs uma boa porta de entrada para a renda variável.

    • Guilherme 11 de janeiro de 2018 at 17:48 #

      Olá, Alexsandro, obrigado!

      Excelentes seus comentários também. De fato, há inúmeras vantagens também para o investimento direto, como as citadas por você.

      Além disso, o investidor individual tem menos pressão para gerir sua carteira, ao contrário do investidor institucional, podendo modular a amplitude de seus estudos e aprendizados.

      Abraços!

  27. Nicodema 20 de janeiro de 2018 at 8:19 #

    Parabéns pelo artigo e pela maneira didática fácil de entender, mesmo para pessoas absolutamente leigas no assunto finanças, como eu.
    Uma pergunta: para quem começa investir as ETF são as mais indicadas?
    Obrigada.

  28. Davi 23 de janeiro de 2018 at 12:06 #

    Guilherme, já sou leitor assíduo do MMdM e conheci o VR após o comentário de um outro leitor no MMdM. Meus parabéns pelo conteúdo de alta qualidade e devo dizer que já aprendi bastante coisa por aqui. Vou abrir uma conta na Clear só pra investir em ETF após ler este e vários outros tópicos do VR ou indicados por você.

    • Guilherme 23 de janeiro de 2018 at 15:54 #

      Muito obrigado pelas palavras, Davi!

      Fico feliz que você tenha gostado de aprender também sobre finanças pessoais! 🙂

      É esse justamente o objetivo: fazer as pessoas terem vidas melhores: lá (MMdM) no setor de viagens, aqui (VR) nos demais setores da vida!

      Forte abraço!

  29. Adriano Fróes 30 de janeiro de 2018 at 23:14 #

    Guilherme,materia excelente, eu por um acaso comecei a investir em ações agora em janeiro, graças a matérias iguais a que você posta, eu estou investindo 20 %de meus recursos em BOVA11e vou deixar pelos proximos 5 anos vou tambem vou diversificar comprando outros tipos de ETFs.

    Parabéns, pela matéria, Abraços.

    • Guilherme 4 de fevereiro de 2018 at 10:15 #

      Valeu, Adriano, obrigado, e parabéns pela disciplina nos investimentos no BOVA11!

  30. Vagabundo 5 de fevereiro de 2018 at 8:59 #

    Muito interessante seu ponto de vista. Como vc ve o ETF para alguem que quer viver de renda passiva ? Se nas ações ganhamos os dividendos, nos ETFs teríamos que vender cotas para pagar as contas do dia a dia, ou rebalanceamento, enfim, seria se desfazer do principal do investimento.

    • Guilherme 5 de fevereiro de 2018 at 14:32 #

      Utilize a TSR a 4%. Se a Bolsa estiver num ciclo de baixa, priorize as retiradas da porção da renda fixa. Se a Bolsa estiver num ciclo de alta, venda as ações. Em qualquer caso, diversifique as fontes de renda passiva, através do investimento em outros ativos geradores de fluxo de caixa, como fundos imobiliários e títulos públicos e privados que paguem cupons de juros a intervalos regulares.

      • Vagabundo 6 de fevereiro de 2018 at 1:21 #

        Essa é uma idéia. Vc citou FIIs. Sabe se tambem valeria a pena simplesmente comprar algum fundo que espelhe o IFIX ?

        • Guilherme 6 de fevereiro de 2018 at 15:19 #

          No IFIX, eu penso que vale mais a pena montar uma carteira própria de fundos, bem diversificados. Como esses ativos se destinam basicamente à geração de renda passiva, e como são relativamente poucos os FIIs listados em Bolsa, é possível cobrir diversos setores, e ter uma fonte de renda estável com esse tipo de investimento.

  31. Vivian 20 de fevereiro de 2018 at 13:46 #

    Oi Guilherme,

    Como você calcula a rentabilidade de cada ativo da sua carteira?

    Obrigada.

    • Guilherme 12 de abril de 2018 at 7:09 #

      Olá, Vivian,

      Calculo pelos métodos normais, ou seja, variação de preço entre o final e o começo do mês. O Excel tem fórmulas prontas que ajudam nessa tarefa.

  32. ANDRE DIAS PIRES 26 de julho de 2018 at 11:44 #

    Olá Guilherme. Sou um investidor em renda fixa, estudando agora o mercado de ações. Li atentamente todo a sua publicação e pergunto: o que você acha de 50% BOVA11 + 50% IVVB11? Gratidão!

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