Panorama dos investimentos nesse primeiro quadrimestre de 2016: ações, renda fixa, dólar e mais!

O primeiro quadrimestre do ano de 2016 fechou com resultados bastante positivos para investidores de quase todas as classes de ativos no mercado financeiro. Seja motivado por fatores externos, seja motivado por fatores internos, quem aproveitou a primeira terça parte do ano para fazer seu dinheiro trabalhar por você não tem do que reclamar. Não fosse a inflação que persiste em ficar alta (embora já dê sinais de diminuição), a rentabilidade real seria bem maior. Vamos, então, comentar o que ocorreu durante esse turbulento, mas surpreende, período.

Ações

O mercado de ações foi fortemente influenciado pelo rali do impeachment, cujos efeitos parecem ainda não terem se esgotado, e o resultado está aí: o IBovespa acumula ganhos no ano de 24,36%, chegando próximo ao patamar de 54 mil pontos, depois de ter caído para a região dos 38 mil pontos no começo de fevereiro, e ter alcançado uma recuperação surpreendente nos últimos dois meses.

Em termos psicológicos, é muito difícil não ser atingido pelo “efeito manada”, de modo que pouquíssimos investidores pessoas físicas estavam realizando compras programadas de ações durante o período mais crítico desse começo de ano, entre os meses de janeiro e fevereiro, quando todo mundo estava vendendo suas ações, e a Bolsa parecia caminhar para os níveis do final de 2008, quando chegou ao nível dos 29 mil pontos.

No dia anterior ao pregão em que a Bolsa fechou a 38.596 pontos, eu publiquei um artigo em que disse o seguinte:

“Para o investidor de longo prazo, com uma eficiente estratégia de alocação de ativos, o importante mesmo é saber que, décadas a frente, é muito provável a Bolsa apresentar rentabilidade superior. Além disso, as oscilações negativas são devem ser vistas como oportunidades para comprar mais ações, a preços menores, de forma gradual e com paciência” (sem destaque no original).

Naquele dia, eu – e ninguém – jamais imaginava que a Bolsa pudesse estar 40% mais cara apenas 13 semanas depois.

Eu até posso imaginar o que virá pela frente, caso a Bolsa continue sua escala ascendente: mais pessoas físicas querendo entrar na Bolsa depois dela já ter subido sua maior parte; mais empresas vendendo relatórios de análise de investimentos explorando e apelando para as emoções do pequeno investidor (sobretudo explorando a ganância e o medo); e mais gente comprando caro e vendendo mais caro ainda, e realizando prejuízos ao serem tomados pelo primeiro sentimento de pânico no curto prazo, esquecendo-se de que a Bolsa é, fundamentalmente, um instrumento de investimento a longo prazo.

Se você quiser realmente entrar na Bolsa, faça primeiro o dever de casa: estude previamente uma estratégia para que, ao ser implementada, ela componha apenas parte de seu patrimônio financeiro, com o risco devidamente controlado.

E não há como não apontar, nesse contexto, para o estudo específico dos fundos de ações bem diversificados com baixas taxas de administração, tais como o PIBB11 e o BOVA11. Eles acompanham os movimentos de baixa e alta da Bolsa, mas diluem o risco ao investirem em dezenas de empresas de uma única vez.

Renda fixa

Há alguém mais feliz do que quem investiu em fundos de ações indexados ao Ibovespa (ganhos de 24,36% no ano)?

Sim: quem investiu no Tesouro IPCA+ 2035.

O sujeito que comprou esses títulos no final do ano passado, ou no começo desse ano, está presenciando uma valorização que, encerrados os 4 primeiros meses de 2016, chega a 28,80%.

Tesouro Direto

Outra constatação fácil de ser verificada, vislumbrando-se o quadro acima: quem montou uma carteira de investimentos com um mix de diversos títulos do Tesouro IPCA certamente obteve ganhos superiores a quem ficou investido somente em LCAs e LCIs, ainda que estes estivessem pagando uma remuneração de 100% do CDI líquido.

Aliás, a bem da verdade, não é somente quem investiu em títulos atrelados a inflação que está sorrindo de orelha a orelha. Quem apostou nos prefixados também não tem do que reclamar, pois, com a desaceleração da inflação, aumentaram-se as chances de, num futuro próximo, haver uma redução da taxa SELIC, o que valorizaria os prefixados.

Bom, o mercado já está precificando essa tendência, tanto que há 3 títulos prefixados cuja rentabilidade bruta já ultrapassa a marca dos 20% em apenas 4 meses.

Quem ficou somente com fundos referenciados DI, CDBs, LCIs e LCAs pós-fixadas ao DI, e Tesouro SELIC, ganhou apenas, até o presente momento, cerca de 4% no ano.

Daí a importância de fazer a diversificação também intra classe, ou seja, dentro da classe da renda fixa: porque ela aumenta a rentabilidade da carteira (ao aumentar o grau de risco).

Ainda dá pra pegar carona nos títulos indexados à inflação?

A minha resposta é: sim, ainda dá, embora as melhores taxas, obviamente, já tenham ficado para trás. E não foi por falta de aviso: avisamos, no final de janeiro, que o Tesouro IPCA+ 2035 estava pagando 7,82%. Na época, escrevi o seguinte:

“Para quem tem dinheiro sobrando em caixa, e quer garantir uma excelente rentabilidade contra perdas inflacionárias, essa é um oportunidade que há tempos não se via nos títulos indexados ao IPCA”.

Pois bem. Naquela época, cada título valia R$ 656,53.

Quanto ele custa hoje? Pasmem, R$ 931,67.

Parabéns pra quem adquiriu esse título na oportunidade – e certamente vários leitores do blog aproveitaram essa pechincha. 😀

Dólar

E o dólar, hein?

Depois de bater os R$ 4 no começo do ano, a moeda norte-americana começou um processo de queda livre a partir de meados de março, e fechou o primeiro quadrimestre do ano cotado a R$ 3,44. Comparado com os R$ 4,03 do começo do ano, a desvalorização já chega a quase 15%.

O mais curioso foi ter ouvido e lido, de especialistas do mercado financeiro, quando o dólar flutuava lá pelos R$ 4,00 a R$ 4,10, que seria uma “boa ideia” investir em moeda norte-americana como forma de proteção da carteira de investimentos.

Essas lembranças sempre trazem comigo o seguinte pensamento: em momentos de crise, as pessoas tendem a exagerar os humores, dando recomendações que tendem para o agravamento do comportamento. Exemplos: quando o dólar está muito alto, você certamente irá ler recomendações para comprar dólar – e não para evitá-lo -, “afinal, é uma moeda forte”. Quando a Bolsa estava em baixa, lá na faixa dos 40k pontos, eu cansei de ouvir recomendações para não comprar ações (!!!???), pois a crise poderia se agravar (ora, a possibilidade sempre existirá).

Como eu disse acima, é bem difícil remar contra a maré, e não ser atingido pelo efeito manada na hora de tomar decisões. É preciso ter uma estratégia bem definida de operações, tomada com base em estudos bem feitos, e implementada de acordo com seu próprio perfil de investimentos.

Fundos imobiliários

Apesar da crise que assola o mercado imobiliário, com quedas nas vendas, ausência generalizada de liquidez, e preços cada vez mais baixos, os fundos imobiliários até que estão apresentando um desempenho razoável. No acumulado de 2016, o IFIX, que mede o desempenho do setor, apresenta ganhos de 10,30%.

Conclusão

Porém, todos esses números – 10,30% para o IFIX, 14,25% a.a. para a SELIC, 24% para o IBovespa – não são suficientes para esconder uma realidade perversa para quem tenta fazer seu patrimônio crescer: o efeito inflacionário.

A inflação, apesar de começar a apresentar sinais de desaceleração, ainda está bastante alta: no acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA está em 9,39%, praticamente nos 2 dígitos, o que tira, ainda que parcialmente, o brilho dos reluzentes números apresentados pela maioria dos investimentos nesse primeiro quadrimestre do ano.

Como disse o Finanças Inteligentes, ao comentar a inflação no contexto da manutenção da SELIC em 14,25% pelo BC semana passada:

“A trajetória da inflação é o ponto-chave para uma mudança (ou não) do quadro macro brasileiro, independente da variável política, já que a manutenção de um movimento descendente (desinflação) abrirá espaço para um ajuste relevante nas condições monetárias.

Com um sistema financeiro operando taxa Selic de 14,25% desde julho do ano passado e taxa Selic de dois dígitos desde novembro de 2013, pode-se estimar que exista uma quantia relevante de capital empossado em papéis no sistema financeiro aguardando o melhor momento para retornar à economia real através de investimentos.

Esse momento poderia vir com uma melhora nas expectativas para a economia nos próximos anos ou simplesmente com uma queda significativa dos rendimentos conservadores no mercado financeiro (efeito dos cortes na taxa Selic).

O simples fato de não existir mais as elevadas pressões inflacionárias do passado, inevitavelmente contribuirá para melhorar o clima de otimismo, estimulando o consumo e retorno dos investimentos, o que recolocará a economia numa trajetória ascendente”.

Que a economia possa enfim começar a apresentar sinais de melhora daqui pra frente, o que será bom não apenas para o mercado financeiro, mas também para o dia-a-dia das pessoas, embora saibamos que esse processo é longo, e por vezes bastante demorado.

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64 Responses to Panorama dos investimentos nesse primeiro quadrimestre de 2016: ações, renda fixa, dólar e mais!

  1. Ronaldo Moulin 2 de maio de 2016 at 4:59 #

    Belo post! Não tenho do que reclamar. Saquei meus investimentos de dez anos do BrasilPrev e comprei IPCA+2035. Pessoas com vc deveriam ter um reconhecimento maior, pois oferecem educação financeira de forma altruísta. Obrigado!

    • Guilherme 2 de maio de 2016 at 7:34 #

      Obrigado pelas palavras, Ronaldo!

      E parabéns pela compra! Excelente investimento!

  2. 2 de maio de 2016 at 8:34 #

    A janela de compras de renda variável e renda fixa que tivemos no final de janeiro/início de fevereiro talvez não se repita tão cedo. Pode ser que se abra uma janela para compra de dólar daqui alguns dias, mas não espero mais grandes valorizações como tivemos até aqui.

    Abraço Gui!

    • Guilherme 2 de maio de 2016 at 9:54 #

      Concordo, Uó!

      E o mais interessante é que havia oportunidades em praticamente todas as classes de ativos, com exceção do dólar.

      E não custa lembrar que a dica dos 7,82% a.a. foi extraída diretamente do seu excelente blog! 😀

      Abração!

      • Investidor Internacional 2 de maio de 2016 at 18:34 #

        No ápice da crise de 2008 consegui comprar NTN-B 2015 a IPCA + 10,5%.

        A questão agora é que o governo brasileiro está muito mais endividado do que antes.

        Essa dívida pública é uma bomba-relógio. A não ser por mudanças profundas na administração das contas públicas, uma inflação descontralada e uma maxi desvalorização cambial podem ser a solução extremamente dolorosa para esse problema.

        Infelizmente, dos nossos governantes só se pode esperar o pior.

        Por outro lado, se o Temer adotar as medidas adequadas, podemos ver o dólar abaixo de 3 reais e aí não tenha dúvida que será uma janela de ouro para mandar nossas economias para outro país.

        Abçs!

        • Guilherme 2 de maio de 2016 at 19:10 #

          Realmente, II, a longo prazo, é preocupante a situação fiscal do nosso país.

          Abç!

          p.s.: bela cartada essa do IPCA a 10,5% a.a.!

  3. Longe do Limite 2 de maio de 2016 at 8:48 #

    Um post que nunca deixará de ser atual é o dessa mania das pessoas quererem adivinhar a cotação dos ativos no curto prazo.

    Abraço!

  4. Marcelo 2 de maio de 2016 at 10:34 #

    Guilherme,

    Teria algum blog ou site para indicar, que fosse possível acompanhar das Taxas do TD (IPCA+, prefixado)?

    Sei que devemos ter sempre a perspectiva futura dos índices, mas é sempre importante acompanhar o histórico.

    Fora isso, parabéns por mais um excelente post.

  5. Luciano 2 de maio de 2016 at 15:34 #

    Guilherme me tire uma dúvida, nos investimentos em fundos como BOVA11 a taxa de administração é descontada do valor do ativo como nos FIIS, ou é descontada de sua conta na corretora diretamente como no TD?

    Obrigado

    • Guilherme 2 de maio de 2016 at 16:07 #

      A taxa de administração é descontada do valor do ativo, tal como nos FIIs.

      Abraços!

  6. Rosa Barros 2 de maio de 2016 at 15:34 #

    Tenho algumas aplicações em TD. Recebi um e-mail sobre os valores referentes à cobrança semestral da taxa de custódia da BM&FBOVESPA e de sua instituição financeira (agente de custódia). Me tirem uma dúvida: Todas as pessoas tem que pagar essa taxa semestral?

    BB BANCO DE INVESTIMENTO S/A

    Taxa BVMF……………..: R$ 19,34
    Taxa Agente de Custódia…: R$ 0,00
    TOTAL…………………: R$ 19,34

    • Guilherme 2 de maio de 2016 at 16:09 #

      Sim, Rosa, todas as pessoas têm que pagar essas taxas. A taxa da BMF&BOVESPA é obrigatória para todos os investidores, já a taxa da corretora pode variar, desde zero, até 1% a.a.

  7. Douglas 2 de maio de 2016 at 22:47 #

    Para mim essa valorização da bolsa serve de lição, pois como grande parte das pessoas, as notícias de fim do mundo e caos econômico me afetaram e ao invés de seguir minha estratégia cortei as compras na bolsa. Felizmente ainda tinha um valor razoável investido o que alavancou a carteira em geral, mas se tivesse seguido a estratégia poderia ter ganhado muito mais. Pelo menos aproveitei as oportunidades da renda fixa.

    Quanto aos fundos imobiliários achei seu comentário bastante sucinto uma vez que obtiveram valorização de 30% e continuam pagando uma taxa razoável considerando o apocalipse que a mídia pinta para o mercado imobiliário.

    Lembro inclusive Guilherme, que enviei um email para você com a minha estratégia de investimento e logo depois falei que estava preocupado em investir na bolsa naquele momento e você respondeu:

    “Realmente, Douglas, há receio de investir na Bolsa por conta do negativo retrospecto recente.

    Porém, lembre-se da advertência de Buffett: a melhor hora de investir em Bolsa é quando todos estão com medo, e a melhor hora de sair dela é quando todos estão eufóricos.”

    Sábias palavras.

    Eu só não sabia que o tempo passava tão rápido. Não sabia que o fundo do poço chegava tão rápido. Achei que seriam vários meses, coisa de fim do ano. Os fundos imobiliários por exemplo estão caros a muito tempo e a janela de compra passou absurdamente rápida. Tem que ter muito caixa para comprar um montante bom no período adequado. Se for comprar todo mês um pouquinho tem que se esforçar para procurar pechinchas.
    Além de aprender essa lição tomei uma decisão, uma inclusive que recomendei a um leitor do blog a fazer e eu mesmo não fiz: parar de ler notícias da mídia em geral. Só mostram o momento atual e sempre incorporando o medo. Há vários anos não vejo jornal comum ou leio, pois as notícias são de violência o tempo todo. Só não imaginei que notícias de economia tem exatamente o mesmo escopo: medo.
    Melhor é ler livros e blogs como o seu com opiniões que são mais do que apenas o contexto atual e 90% especulações.

    • Guilherme 3 de maio de 2016 at 7:14 #

      Oi Douglas, excelente comentário!

      De fato, o aspecto mais importante quando se trata de investir em renda variável não é eventual ausência de conhecimento ou estratégia, mas sim o aspecto psicológico ou emocional.

      Ter “sangue frio” na hora de comprar quando todo mundo está vendendo, de vender quando todo mundo está comprando, é realmente uma habilidade que só vai sendo adquirida através da prática, e de algumas medidas como as que você citou, de ficar longe do noticiário, a fim de não ser “contaminado” por ele.

      Mas isso tudo é importante e conta como aprendizado, até para “talhar” sua formação como investidor. No futuro, certamente você estará mais preparado e mais confiante de “apertar o gatilho da compra” com base em seus conhecimentos, sua estratégia e sua disciplina. 😉

      Quanto aos fundos imobiliários, realmente o comentário ficou bem suscinto, mas é porque não tenho acompanhado com tanta ênfase essa classe de ativos, nos últimos tempos.

      Abraços!

  8. Júlio 3 de maio de 2016 at 9:26 #

    Há tempos questionei aqui o porquê de investir em Tesouro Direto ao invés de manter tudo em LCI, LCA, CDB, entre outras que remuneravam melhor do que o Tesouro Direto.

    Tá ai a lição aprendida. Não previa esse ganho “intermediário” no Tesouro Direto, de vender antes do vencimento. Fora o fato de eu investir em ativos semelhantes. Não perdi, mas deixei de ganhar muito :/

    Abraços.

    • Guilherme 3 de maio de 2016 at 19:58 #

      Oi Júlio!

      Pois é, o importante é o conhecimento adquirido, que jamais se perde. Isso ajuda a te formar como investidor e, no futuro, a tomar decisões com um acervo de conhecimentos mais “talhado” para lidar com essas oportunidades.

      O mercado de tempos em tempos oferecerá essas oportunidades. Basta estar atento e, como disse o Douglas em comentário acima, acompanhar blogs e outras fontes úteis de informação.

      Abraços!

  9. Circuit Breaker 3 de maio de 2016 at 10:10 #

    Esse foi mais um momento que corrobora com o famoso “comprar ao som de canhões”.
    Mas creio que ainda tem oportunidade boa para ser aproveitada, basta ficar atento.

  10. Thiago 4 de maio de 2016 at 7:19 #

    Pessoal ainda hoje mantenho meus investimentos junto ao BB e vejo que tenho deixado de ganhar, ou até perdido dinheiro… Tudo que leio aqui é extremamente novo pra mim e não tenho nem noção de como são feitos os investimentos, como trabalhar com corretora, etc… Sempre leio os comentários mas me sinto distante na possibilidade de iniciar alocações em diferentes investimentos. Alguém indica um B-a-bá pra quem tá começando? Ou alguma corretora de confiança?
    Uma amiga, leiga e assim como eu começando a buscar o assunto e sair dos CDBs ou renda fixa do BB, me indicou um site empiricus em que falam de muitos tipos de investimentos porém é tanta coisa que fiquei perdido da mesma forma…
    Muito obrigado!

    • Guilherme 4 de maio de 2016 at 13:27 #

      Oi Thiago,

      Você está fazendo a coisa certa, de busca conhecimento antes de investir seu dinheiro.

      Aqui no blog mesmo temos diversos artigos que podem te ajudar.

      Minha sugestão: vá na seção de Arquivos do blog => http://valoresreais.com/arquivos/ dê uma olha nos títulos dos artigos, e vá estudando aqueles que lhe forem mais úteis.

      Dessa forma, você começará a ter uma base, para poder a investir melhor seu dinheiro.

      Abraços!

  11. Paulo 4 de maio de 2016 at 10:18 #

    Mais um vez Guilherme parabéns pelo trabalho, simplesmente impecável. Só uma ressalva, esses números são animadores e tal, mas fica a sensação que somente quem já dispõem de um patrimônio tem condições de iniciar investimentos. Assim como eu muitos estão iniciando a vida laboral e por consequência financeira ficando difícil aproveitar todas as oportunidades de investimentos. Isso a longo prazo é tão prejudicial ou iniciar com os passos base (colchão de emergência, acumulo de capital em renda fixa) continua a ser o melhor caminho? O difícil é segurar a ansiedade de ver tais oportunidades e ainda não ter lastro para aproveitar.

    • Guilherme 4 de maio de 2016 at 13:29 #

      Olá Paulo, obrigado!

      Oportunidades sempre haverão. A economia vive de ciclos, estamos vivendo um ciclo de baixa, onde oportunidades aparecem de todos os lados. Mais pra frente viveremos um ciclo de alta, com valorização dos ativos, a qual se seguirá um ciclo de baixa.

      O importante é ter o conhecimento antes de propriamente ter o dinheiro, como eu disse pro Thiago, minutos atrás.

      Então minha sugestão é iniciar com os passos base. Formar seu colchão de segurança, e somente depois começar a diversificar de maneira mais ampla.

      Abç!

  12. Rosana 4 de maio de 2016 at 17:05 #

    Guilherme,

    Muito bom o seu post.

    Em relação aos FIIs, o Pqdp11 chegou a 1790,00, valor que eu nunca tinha visto antes.

    Eu não havia pensado nos meses de janeiro e fevereiro como uma janela de oportunidades, realmente agora que passou, vejo que foi isso mesmo pelos números citados por você.

    Não tenho mais muito interesse em títulos prefixados do TD, principalmente por causa da inflação que parecia estar se descontrolando cada vez mais, mas você tem toda razão. Vou voltar a olhá-los com mais atenção.

    Você conhece o COE (Certificado de Operações Estruturadas)?
    Se sim, considera um bom investimento, embora o acesso começou a ser facilitado no Brasil somente agora?

    Abraços,

    • Guilherme 4 de maio de 2016 at 17:23 #

      Oi Rosana, obrigado.

      Em relação ao PQDP11, eu acho até que está sobrevalorizado, talvez em decorrência do aumento da distribuição de rendimentos.

      Fora isso, o fundo é muito bom, tem uma gestão competente, e está conseguindo se sair razoavelmente bem em meio a essa crise no comércio varejista.

      Sobre os títulos do TD, eu também não tenho muito interesse. Acredito que ainda possa haver algum espaço para ganhos com os indexados à inflação.

      No que tange ao COE, eu conheço pouco. Eles se parecem com os fundos de capital protegido. Na verdade, eu não gosto muito quando os investimentos apresentam uma estrutura um pouco mais complexa, como parece ser o caso dos COEs.

      Prefiro investir em aplicações mais simples e fáceis de entender, e eu mesmo montar minha carteira de investimentos “estruturados”.

      Abraços!

      • Rosana 5 de maio de 2016 at 9:52 #

        Guilherme,

        Agradeço pelas respostas e por sua opinião sobre o COE.
        Também prefiro fundos indexados à inflação, acho mais seguros e geralmente apresentam maior rentabilidade.

        Abraços,
        Rosana

        • Guilherme 5 de maio de 2016 at 13:04 #

          De nada, Rosana.

          Eu compartilho do mesmo pensamento que o seu: títulos indexados à inflação são mais transparentes, mais líquidos e mais baratos.

          Abraços!

  13. Fernando 7 de maio de 2016 at 23:42 #

    Se comparar o rendimento do CDI/LCI com NTN-B já não é fácil, imagina acertar os pontos de entrada e saída.
    Você está de parabéns por vislumbrar e aproveitar a oportunidade (também aproveitei diga-se)

    Agora veja o lado de quem carrega essas NTN-B 2035 faz tempo, especificamente no rendimento dos últimos 12 meses (a coluna do lado).

    A NTN-B rendeu 12,06% enquanto a LFT 13,59% considerando os últimos 12m.
    Não é tanta diferença assim. Por isso a estratégia de comprar e só largar no vencimento me parece também adequada.
    Só girar o patrimônio em oportunidades óbvias como essa.

    Um abraço e lembremos que em mercado de alta qualquer porcaria sobe.

  14. Guilherme 8 de maio de 2016 at 11:44 #

    Realizei um bom retorno com venda de ações. Mas TD IPCA pretendo manter até o vencimento.

  15. Rosana 9 de maio de 2016 at 16:37 #

    Guilherme,

    Uma dúvida meio off topic. Abri uma conta em uma corretora bem conhecida que não cobra taxas para TD, LCI e LCA.
    Não enviei os documentos na hora, iria enviá-los depois, mas recebi a seguinte mensagem por e-mail:
    “Seu cadastro está aprovado, não há necessidade de enviar documentação para abertura desta conta.”

    Também não assinei nenhum documento para escanear e enviar de volta.

    Pergunto: isso é normal? Sempre tive que enviar os documentos e a ficha assinada escaneada.

    Agradeço pela atenção e desejo-lhe uma ótima semana,
    Rosana

    • Guilherme 9 de maio de 2016 at 20:13 #

      Oi Rosana,

      Eu acho que deve ser. As corretoras estão desburocratizando cada vez mais a abertura de contas, e talvez essa corretora esteja alinhada com esse propósito.

      Eu também, da última vez que abri conta em corretora, tive que enviar cópias escaneadas dos documentos, mas parece que as corretoras nem isso mais estão exigindo.

      Abraço e ótima semana também!

      • Rosana 10 de maio de 2016 at 12:22 #

        Guilherme,

        Agradeço por sua resposta, você me me deixou muito mais tranquila! 🙂

        Abraços,

  16. Ewaldo 10 de maio de 2016 at 16:02 #

    Oi Guilherme,
    eu nao entendi o porque dessas valorizações extras do TD prefixado e IPCA+. Tenho um Selic e um CDB que rende IPCA+8,10 em Corretora (o que me atraiu foi essa taxa maior que do TD). É possivel eles darem esse boom e terem uma renda extra?
    E parabéns pelo blog, conheci os FII aqui, pena que nunca acho um a preço descontado e fazer um buy and hold, e agora gastei meu capital no CDB e TESOURO SELIC.

    • Guilherme 12 de maio de 2016 at 9:50 #

      Oi Ewaldo,

      Essas valorização extras se devem ao fato de que os preços dos títulos públicos sofrem as oscilações de mercado. No caso do Prefixado, há uma perspectiva de que a taxa SELIC caia em futuro próximo, o que acaba fazendo com que esses títulos se valorizem.

      No caso do Tesouro IPCA+, a valorização dos títulos decorre do fato de o mercado precificar taxas de inflação menores do que as atuais, o que faz com que esses títulos apresentem tais valorizações.

      Você conseguiu uma excelente taxa nesse CDB atrelado ao IPCA, melhor inclusive que os títulos públicos. Provavelmente não conseguirá vendê-los agora, pois normalmente esses títulos têm liquidez somente no vencimento.

      De qualquer forma, você terá excelentes ganhos com ele, se a inflação confirmar a tendência de baixa. Ganhar da SELIC certamente irá.

      Quanto aos FIIs, de fato, eles estão um pouco altos, mas, é como eu já falei para outro leitor, a economia vive de ciclos, ciclos de alta, e ciclos de baixa. Oportunidades não faltarão no futuro, para aproveitar e comprar a preço de banana, ativos bons mas depreciados pelo mercado.

      O importante é ter paciência, acumular boas reservas na renda fixa, e, sobretudo, ter as emoções sob controle, pois geralmente comprar na baixa significa “remar contra a maré”, ou não ser tomado pelo “efeito manada”.

      Abraços!

  17. Douglas 11 de maio de 2016 at 10:04 #

    Um pouco off topic mas quando li não tive como não comentar: A PwC resiste em assinar documento para a Petrobrás fechar o balanço financeiro, devido a investimentos duvidosos questionados por investigação interna da própria Petrobrás.

    Agora que todos sabemos que a Petrobrás tem sérios problemas e coisas que ainda nem foram descobertas a PwC não quer assinar a auditoria. Neste momento não precisamos da PwC, precisávamos dela antes. Bem antes. O que a PwC fez durante todos esses anos? Além disso, eles estão resistentes em assinar o documento devido a questionamentos de investigação da PRÓPRIA Petrobras. O que a PwC faz então? Gostaria muito de saber o objetivo, a função de uma auditoria porque para mim não está claro.

    • Guilherme 12 de maio de 2016 at 9:51 #

      Concordo, Douglas, também acho incoerente esse comportamento da PwC.

      Isso demonstra que as auditorias nem sempre são confiáveis, e não dá pra se balizar muito por elas na hora de avaliar as empresas.

      Abraços!

  18. Estela 11 de maio de 2016 at 19:26 #

    Muito bom o texto!!

  19. Rafael 12 de maio de 2016 at 13:09 #

    Ótimo texto guilherme!!! Acredito que aquele que se interessa com o próprio futuro e trabalha em busca da diversificação sempre investindo todos os meses não tem o que reclamar! Digo isso pq muitas vezes vejo as pessoas falando que se tivessem colocado tudo ali ou aqui teriam ganhado mais! Eu mesmo abandonei as ações quando estavam afundando e migrei para a renda fixa! Não me arrependo pois foi o que me dei conforto no momento de desespero! mantive minha posição e continuo aportando onde meu conhecimento e minha emoção me tragam paz para desfrutar o que realmente me importa! Não é nosso trabalho acertar a bola da vez mas é nosso dever sempre guardar um pouquinho!

    • Guilherme 12 de maio de 2016 at 13:33 #

      Olá, Rafael, obrigado!

      Concordo com você: o importante é ter a disciplina para investir todo mês, nos investimentos que lhe deem maiores probabilidades de atingir seus objetivos.

      Abraços!

  20. Leonardo Fried 12 de maio de 2016 at 15:08 #

    Grande Guilherme, sou o Leonardo do post das LCI/LCA o qual trocamos posts uns dias atrás, não sei se lembra..

    Venho especular com você:

    Acha que, com a mudança no BC com este presidente mais dovish, como dizem, a queda do jurus é certa para ocorrer com mais força e rapidez?

    Isso me faz questionar a renovação das minhas LCI e talvez migrar para um TD IPCA+ 2055 pensando em vender antes do prazo, caso esse ciclo de juros baixos realmente aconteça…
    Meus investimentos vencem perto de outubro, ou seja ainda há tempo para as coisas mudarem e, se consolidarem.
    No entanto, acha que esse ciclo de queda que parece cada vez mais precificado pode não se manter ou será que veremos uma SELIC abaixo de 12% novamente?

    Um abraço!

    • Guilherme 12 de maio de 2016 at 17:12 #

      E aí, Leonardo? Lembro sim, claro!

      Sobre a mudança na política econômica, sim, é bem possível que a queda da SELIC ocorra com mais força e rapidez, até porque há sinais claros de desaceleração da inflação, e da própria atividade econômica.

      Quanto à renovação das LCIs, de fato, é algo para se pensar, essa migração para títulos indexados ao IPCA.

      Aliás, é bom acompanharmos esses movimentos de mercado, não só na Bolsa, mas principalmente no mercado de renda fixa. As taxas de juros futuros têm caído de forma bastante acentuada nos últimos dias.

      Basta ver as taxas dos indexados à inflação: no momento em que esse comentário está sendo escrito, todas elas já baixaram as taxas pagas para menos de 6% a.a. E todos os prefixados não pagam mais do que 12,2x% a.a., o que é claro sinal de que o mercado espera uma inflação e taxas de juros mais baixas.

      Vamos acompanhar o desenrolar dos próximos acontecimentos. Esse blog estará atento ao cenário que está se desenhando, e comentaremos tais fatos nos próximos artigos.

      Abraços!

      • Leonardo Fried 13 de maio de 2016 at 12:21 #

        Perfeito Guilherme é isso mesmo.

        Minha dúvida é saber se até lá, final de agosto (falei outubro mas é agosto) dará para embarcar no movimento ou se já não valerá mais.
        Saiu um artigo no infomoney hoje atentando a mesma coisa que você; entre o começo do ano até agora o rendimento do TD foi mais de 25%. É muita coisa. Quem comprou em dezembro/janeiro deve estar muito feliz por ter embarcado desde o começo do movimento e provavelmente irá lucrar ainda mais até o final do ano se segurar os títulos.
        Eu tenho umas dúvidas só enquanto a venda antecipada propriamente dita:

        Você deixa de receber quaisquer rendimentos do período que comprou ao período que vendeu e irá receber apenas o valor dos títulos vendidos, correto?

        E sobre o valor da venda antecipada ainda incidirá IRRF né? Ou seja, mesmo com uma boa valorização do título, se vender em curtíssimo prazo irei pagar o IR mais alto (para TD é 22,5% também ou fica cravado nos 15%?) . E como funciona as taxas para a corretora caso venda antecipado também? Estando correto, certamente tenho que ver no lápis essas taxas para ver se é mais jogo.
        Sobretudo tenho a sensação que a isenção das LCI/LCA não vão durar tanto assim com esse novo governo… O Jucá que havia feito o pedido para estas passarem a ter IR cobrado está no ministério do planeamento, é bem possível que essa pauta volte daqui a pouco

        • Guilherme 13 de maio de 2016 at 17:35 #

          Oi Leonardo,

          Então, a precificação dos títulos públicos dependerá basicamente dos resultados alcançados pela nova equipe econômica nos próximos meses. Se as medidas implementadas surtirem efeitos, ou seja, se a inflação baixar e houver perspectivas menos sombrias quanto aos indicadores econômicos, principalmente o PIB, eu acho que não haverá muita margem para ganhos no Tesouro IPCA.

          Por outro lado, acho difícil a taxa SELIC baixar muito, do atual patamar de 14,25% a.a.

          Sobre suas dúvidas, vamos lá: sim, você irá receber apenas o valor dos títulos vendidos, ou seja, o preço de mercado.

          Sobre essa venda, ainda incidirá o IRRF, que dependerá do prazo do investimento, pagando o IR mais alto, de 22,5%, se a venda ocorrer em prazo inferior a 180 dias. As taxas devidas às corretoras também são cobradas, mas de forma proporcional ao montante vendido, e de forma proporcional ao tempo em que elas ficaram custodiadas.

          Quanto à isenção das LCIs e LCAs, eu também acho que não vão durar muito. O governo está precisando de muito dinheiro para fechar as contas públicas, e todos sabemos que uma das maneiras mais fáceis de fazer isso é aumentando os impostos.

          Abraços!

          • Leonardo Fried 13 de maio de 2016 at 17:55 #

            Muito obrigado, Guilherme!

            Então possivelmente o movimento de obter rendimentos altos com Tesouro IPCA já passou?
            Que frustração em ter feito LCA no começo do ano e não ido para o TD 🙁

            • Guilherme 14 de maio de 2016 at 10:15 #

              Olá Leonardo!

              Possivelmente, sim, já que o mercado estava num nível de estresse muito alto, com muitas incertezas no plano político, e um quadro recessivo que dava sinais só de piora, o que fez as taxas de juros chegarem aos índices estratosféricos que vimos: TD IPCA pagando 7,8% a.a. + inflação, e prefixados chegando a pagar assustadores 18% a.a.

              Bom, mas é como falei, a economia vive de ciclos, e pode ser que venhamos a ter um novo ciclo de estresse financeiro daqui a 5 ou 6 anos.

              De qualquer forma, uma atitude que é interessante fazer, para aproveitar esses movimentos de pânico dos mercados, é dividir os ovos em duas cestas: uma cesta para as Letras de Crédito, para surfar nas ondas dos juros altos, e outra cesta no Tesouro IPCA e prefixados, para tirar proveito dos momentos de pânico do mercado, e captar os títulos com taxas bastante atraentes.

              Pode ser que, no futuro, não tenhamos mais a isenção de impostos para as Letras, mas ainda fica válida a dica de ter “um pé” em investimentos pós-fixados, principalmente nos títulos privados de risco médio e alto que contem com a proteção do FGC.

              Abraços!

              • Leonardo Fried 14 de maio de 2016 at 11:53 #

                Perfeito Guilherme!
                Muito obrigado pela ajuda e por tanta clareza 🙂

                Senti na pele pela primeira vez o famoso ditado de não por os ovos em uma só cesta.
                Também nunca havia olhado para o TD dessa forma, entendia ele apenas ‘dentro da caixa’, ou seja, ficar até o fim. Não enxergava essa possibilidade – e a ideia completamente diferente que se abre dentro do investimento – de vender antecipado.
                Ainda fico muito frustrado pois perdi uma oportunidade de ouro! Porém sobretudo o aprendizado que fica ninguém me tira 😛

                Novamente obrigado pelo blog!

                • Guilherme 14 de maio de 2016 at 19:27 #

                  Oi Leonardo, de nada!

                  O mais importante é o aprendizado acumulado, na prática, o que faz toda a diferença em futuras ocasiões.

                  Eu tenho certeza de que, nas próximas oportunidades, você aproveitará bem as oscilações do mercado. 😀

                  Abraços, e grato pelas palavras!

                  • Leonardo Fried 14 de maio de 2016 at 23:39 #

                    Guilherme, aproveitando a deixa, queria tirar mais uma dúvida.
                    Existe alguns poucos artigos sobre venda antecipada, portanto umas dúvidas – possivelmente bobas – pairam.

                    Investindo em TD eu vou ter ter três taxas: IR no fim do prazo ou na venda antecipada, 0,3 a.a de agente de custódia e 0,X da corretora/banco, podendo este ser isento dependendo da corretora.

                    Pois bem, minha dúvida ficou quanto aos 0,3 a.a.
                    Vi que este valor é cobrado semestralmente e que é em cima do aporte inteiro, diferente do IR que é em cima da rentabilidade, correto?
                    Caso eu fique com uma IPCA+ 2035 por dois anos e então surja uma janela para venda, além do IR irei pagar 0,6 do aporte inteiro auferido?
                    Possível que esta pergunta seja burra, estou me aprofundando em TD somente agora, no entanto se for isto mesmo, a rentabilidade da venda antecipada tem que ser maior conforme o tempo com o título for passando para valer a pena..

                    • Guilherme 15 de maio de 2016 at 11:17 #

                      Oi Leonardo, vamos responder suas dúvidas então (sempre lembrando que não existe dúvida “boba”, toda dúvida é importante ser esclarecida 😉 ).

                      Sobre os 0,3%, sim, é cobrado sobre o valor inteiro, e, caso você fique 2 anos, sim, paga 0,3% do primeiro ano, e 0,3% do segundo ano.

                      E sim, além da questão da rentabilidade, há também a questão da tributação: quanto mais tempo você ficar com o título, menos alíquota de IR pagará, e mais dinheiro líquido acabará recebendo.

                      Abraços!

                    • Leonardo Fried 15 de maio de 2016 at 11:41 #

                      Entendi Guilherme, muito, muito obrigado novamente pela ajuda 🙂

                      A ideia de investir em um título do tesouro para vender antecipado então é mais complicada do que eu imaginava…não que seja impraticável, só não é de longe simples como uma LCI, por exemplo.
                      Comprar o título pensando em ficar com ele até o final e, se por ventura haver uma janela de oportunidade para vender antecipado com uma margem alta é uma coisa, outra é comprar o título já pensando na venda antecipada…
                      Ficar com o título por 3~4 anos por exemplo e vender com uma diferença de 1 ponto percentual talvez não seja mais lucrativo que permanecer com uma LCI por este tempo (considerando taxas de custódia, IR, etc do tesouro em relação a isenção da LCI com os 14,13 de hoje) é claro que estas condições mudando o panorama muda também…
                      Talvez assumindo uma filosofia de renda variável seja mais fácil trabalhar com essa estratégia no tesouro? Por exemplo, definir a média da % do IPCA+ 2035 e comprar só quando estiver 1% acima da média, e vender quando estiver ao menos 0.50% abaixo…

  21. Guilherme 15 de maio de 2016 at 13:24 #

    Olá Leonardo,

    Sem dúvida, a venda de uma LCI/LCA é bem mais fácil e simples do que a de um título do Tesouro, em termos de custos a serem analisados.

    Sobre sua estratégia de venda antecipada no Tesouro, prevendo margens para ganhos, é uma estratégia que pode valer a pena.

    Embora o ideal seja levar os títulos até o vencimento, se a compra se der a taxas extraordinariamente boas, pode, talvez, compensar a adoção de uma estratégia de venda antecipada, desde que, é claro, se respeitem os parâmetros fixados para a venda, que podem ou não ocorrer, a depender das condições de mercado.

    Abraços

  22. Cesar 17 de maio de 2016 at 16:50 #

    Penso que qualquer que seja a escolha de alguém sobre investimentos, o investimento em renda fixa deve ser considerado em todo momento, especialmente quando o propósito é gerar renda e valor.

  23. Lorena 22 de maio de 2016 at 17:36 #

    Ola!! Qual título indica no momento? (Melhor rentabilidade).Abraço!

    • Guilherme 23 de maio de 2016 at 8:16 #

      Bom, o “melhor investimento” depende de seus objetivos com o dinheiro.

      De maneira geral, para quem pretende usar o dinheiro a curto prazo, o Tesouro SELIC ainda é a alternativa mais segura.

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