Resumão da semana: destruição da Petrobras, taxa SELIC em 14,25%, Tesouro IPCA+ 2035 em 7,82% a.a., e mais!

Tivemos uma semana bastante agitada (e conturbada) no mundo dos investimentos, e tais fatos merecem destaque, pois a crise continua “mostrando sua cara”, e de maneira cada vez mais forte.

Petrobras: destruição de valor sem precedentes na história econômica brasileira. Dívida da empresa chega a meio trilhão de reais (!!!???)

Não há como não comentar sobre aquilo que considero um dos piores casos de destruição brutal de valor de uma empresa: a destruição da Petrobras. E por quê ela chegou (ou está chegando) ao fundo do poço?

Simples: pela completa incapacidade de gestão administrativa do seu sócio controlador, o governo federal, que cometeu uma série inacreditável de erros administrativos. Resumindo em poucas palavras, uma das piores coisas que o governo fez foi segurar o preço dos combustíveis, para tentar controlar a inflação. Ou seja, estava vendendo seu principal produto abaixo do preço de custo.

Além disso, ou por causa disso – já que a geração de caixa ficou comprometida (claro, estava vendendo por R$ 1 um produto cujo custo de produção era, digamos, de R$ 2), ele obrigou a empresa a investir além de sua capacidade financeira, do que sua geração de caixa permitia.

O que aconteceu? A Petrobras foi obrigada, então, a contrair empréstimos para realizar investimentos, mas não empréstimos em real, e sim empréstimos em dólar. E o que aconteceu com o dólar? O dólar, todo mundo sabe, subiu, atingiu a “estratosfera”, fazendo com que a Petrobras, hoje, tivesse uma dívida gigantesca, na faixa do meio trilhão de reais. Não, você não leu errado. Não é meio bilhão. É meio tri. T-R-I.

Por conta de tudo isso, será necessário, claro, fazer uma capitalização igualmente gigantesca na Petrobras, que certamente terá que ser superior a 100 bilhões de dólares. Essa capitalização irá diluir ainda mais a participação dos acionistas (nós, pessoas físicas), aumentará a dívida pública (já que o Tesouro terá que aportar capital público federal), e prejudicará aqueles que investiram em ações da Petrobras com o dinheiro do FGTS (que terão sua participação diluída, e suas ações valerão menos, claro). Será que o governo se preocupará com quem investiu seu FGTS na Petrobras?

O governo, de forma completamente atabalhoada, estava mais preocupado com os índices de popularidade (curto prazo), do que com a gestão profissional da empresa (longo prazo), e o resultado é isso que vemos hoje: uma ação da Petrobras valendo pouco mais que um cafezinho, e sendo motivo de toda ordem de chacota nas redes sociais.

É absolutamente lamentável ver que a Petrobras, que chegou a valer 120% da Chevron, uma das maiores empresas mundiais do setor de petróleo, hoje, vale apenas 12% dessa mesma Chevron.

Outros fatores, é evidente, têm contribuído para essa destruição inacreditável de valor, tais como o forte esquema de corrupção que existia na empresa, que está sendo revelado pela Operação Lava Jato, a queda do preço do barril de petróleo etc.

Desse caso emblemático da Petrobras podemos tirar a lição, que não cansarei de repetir: a importância de sempre diversificar seus investimentos, ainda mais quando se trata de ações. Minha recomendação continua sendo, portanto, em termos de Bolsa de Valores, de investir em ETFs.

Taxa SELIC em 14,25%: mantida pelo Banco Central… ou mantida pelo Governo?

A taxa básica de juros foi mantida em 14,25% a.a., quando as expectativas iniciais eram de um aumento de pelo menos 0,50% a.a.

Porém, a grande questão não é essa, e sim se estaria havendo interferência indevida do governo federal no Banco Central. Isso porque o Banco Central, em tese, deveria ter autonomia na condução da política monetária. O Banco Central é uma instituição que tem como função principal manter a inflação sob controle.

Ora, parece que todo mundo sabe que a inflação hoje está fora de controle, na faixa dos 10% a.a., e as primeiras prévias do mês de janeiro apontam que ela ainda continua persistente.

O fato é que, antes de o Banco Central tomar a decisão de manter a taxa SELIC nos patamares atuais, decisão essa que foi tomada na quarta-feira da semana passada, houve uma reunião informal entre o presidente do BC e a presidente da República na segunda-feira, o que reforçou os rumores no mercado de que esteja havendo possível interferência do governo nas decisões do Banco Central.

Conforme bem afirmado pelo Finanças Inteligentes:

“Lamentavelmente volta-se criar suspeita no mercado de que a política monetária é conduzida (ou sofre forte influência) pelo Palácio do Planalto. Esse mesmo receio recai, também, sobre a condução da política econômica. Nelson Barbosa começa fazer declarações incompreensíveis, relembrando os velhos tempos de Guido Mantega como ministro da Fazenda.

Nesta última segunda-feira, Barbosa afirmou não enxergar contradição no combate à inflação pelo Banco Central e, ao mesmo tempo, na melhoria de crédito direcionado. Algo estarrecedor. Por sinal, esse tipo de pensamento (ou ideologia, que tem resultado em atitudes e estratégias falhas e destruidoras dos fundamentos econômicos) é um dos principais causadores do longo período de inflação persistentemente elevada no Brasil.

Inevitavelmente, as sinalizações emitidas pelo Banco Central e Ministério da Fazenda nos fazem lembrar do filme de terror transmitido pela nova matriz econômica, implementada no primeiro mandato do governo Dilma.

Com o retorno da ideologia que destruiu os fundamentos econômicos do País, o brasileiro se mantêm apreensivo, pois sabe que a parte dois desse filme de terror já começou”.

Há temores de que a inflação continue com seu ciclo de “galope” e não desacelere até o final do ano. E, infelizmente, são temores com fundamento.

Tesouro IPCA+ 2035 em 7,82% a.a.: oportunidade de travar uma ótima taxa

Essa turbulência toda no mercado financeiro, com dólar no topo histórico (R$ 4,166), Bolsa na faixa dos 37k etc., tem gerado algumas importantes oportunidades em praticamente todas as classes de ativos.

No Tesouro Direto, por exemplo, fiquei sabendo, através da leitura do excelente Blog d’Uó, que os títulos indexados à inflação estão se aproximando perigosamente da taxa dos 8% a.a. Confiram a taxa que o Tesouro está pagando pelo Tesouro IPCA+ 2035:

Tesouro Direto IPCA

Para quem tem dinheiro sobrando em caixa, e quer garantir uma excelente rentabilidade contra perdas inflacionárias, essa é um oportunidade que há tempos não se via nos títulos indexados ao IPCA.

…………………………..

Tenham todos uma boa semana! 😀

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35 Responses to Resumão da semana: destruição da Petrobras, taxa SELIC em 14,25%, Tesouro IPCA+ 2035 em 7,82% a.a., e mais!

  1. Marco 25 de janeiro de 2016 at 0:38 #

    Tesouro Direto tá sendo uma excelente opção pra aposentadoria. Mas se a economia continuar desse jeito, será corremos o risco de levar calote do governo?

    • Pedro 25 de janeiro de 2016 at 9:01 #

      Contra calote no curto prazo acho muito pouco provável. O que começa me preocupar é a manipulação dos índices inflacionários, tornando essa reposição fictícia, assim como ocorreu na Argentina e Venezuela.

  2. Leandro 25 de janeiro de 2016 at 9:17 #

    O governo insvestiu no mercado promissor por que vê o Brasil como potencia na exploração do petróleo. Não contava no futuro com a derrubada do preço do barril no mercado e com aumento de dólar, fatores esse mundiais como a desaceleração da china e abertura de paises produtores para a economia.

    A chevron teve reduzido suas acoes de 133 para 83 de 2014 pra cá, ou seja, todas as pretroleiras estão reduzindo custos e desinvestindo. Natural que ocorra no Brasil, não se pode apenas jogar a culpa no governo porque as ações foram tomadas em momento promissor.

    • Leonardo 25 de janeiro de 2016 at 17:21 #

      E a corrupção também foi decidida no momento promissor. E fazer a companhia ter prejuízo vendendo gasolina abaixo de preço de mercado por mais de ano também foi decidido no momento promissor. Sendo o governo o acionista controlador, a culpa é grandemente parte dele sim. E acabaram com um ativo intangível da empresa: credibilidade. Fiquemos tranquilos que o Tesouro emitirá dívida para que todos os brasileiros possam ajudar a financiar a Petrobras via impostos. O petróleo é nosso. Obrigado. De nada.

  3. Investidor Endividado 25 de janeiro de 2016 at 9:33 #

    Que resumo fantástico. Principalmente a descrição do que ocorreu com a Petrobras.

    Parabéns!!!!

    • augusto 25 de janeiro de 2016 at 10:44 #

      o raciocionio em parte está correto,

      mas devemos considerar a conjutura politica, que afetou não só a petrobras como todas as petroleiras.

      concordo em parte.

    • Guilherme 29 de janeiro de 2016 at 17:09 #

      Obrigado, IE!

  4. Felipe 25 de janeiro de 2016 at 10:47 #

    Ótimo texto! O que vc acha ipca 35 para especular? Sobre a etf, poderia fazer um artigo para nós. Valeu

    • Guilherme 29 de janeiro de 2016 at 17:11 #

      Obrigado, Felipe!

      Acho até interessante para essa finalidade, desde que se saiba bem dos riscos que está correndo. Para mim, o ideal é sempre levar o papel até o vencimento.

      Sobre os ETFs, dê uma procurada na seção de Arquivos do blog que tem bastante artigo que já escrevi a respeito => http://valoresreais.com/arquivos/

      Abraços!

  5. José 25 de janeiro de 2016 at 10:57 #

    Guilherme, você faz alguma idéia de por que a taxa do Tesouro IPCA+ 2019 na compra caiu tanto? Salvo engano, em dezembro estava acima de 7%.

    • Guilherme 29 de janeiro de 2016 at 17:12 #

      À medida que vai se aproximando do vencimento do título, a porção prefixada da taxa vai se ajustando à realidade do mercado.

      • José 5 de fevereiro de 2016 at 8:24 #

        Obrigado por responder!

  6. Aldemir 25 de janeiro de 2016 at 11:14 #

    otimo texto.

  7. Marcio 25 de janeiro de 2016 at 20:09 #

    Que bom que existem sites como esse, com tanta gente bacana participando.
    Sou um mero iniciante, ou melhor, um pequeno espectador tentando também achar uma maneira de fugir da inflação.
    Abraço.

  8. Ronaldo Moulin 25 de janeiro de 2016 at 21:37 #

    Gostei do texto. Também acho que a taxa em 7,82 é excelente. Porém acho que o cenário político/financeiro ainda vai se deteriorar pelo menos até o meio do ano. Assim, serão oferecidos melhores prêmios de risco para as aplicações. Não tenho bola de cristal, mas creio que neste momento é prudente aplicar no Tesouro Selic e esperar por taxas ainda mais atrativas.

  9. JOAO M C MARQUES 25 de janeiro de 2016 at 22:34 #

    Existe risco possível nunca mencionado que é o governo manipular o IPCA e acabar também com a rentabilidade tão atraente do Tesouro Direto. Aqui tudo é possível.

  10. Douglas 25 de janeiro de 2016 at 23:29 #

    Muito bom o resumo. Realmente é triste ver a Petrobrás sendo saqueada e destruída pelo governo.

    “Petrobras: destruição de valor sem precedentes”

    Ainda tem várias pessoas achando que esta é a hora de investir na Petrobrás porque tá muito barato. Felizmente eu não tinha ações da Petrobras mas aprendi a lição: empresa estatal não confio mais.
    Hoje mesmo fiquei sabendo de um esquema de corrupção em outra empresa estatal. Neste caso os gerentes vendiam os produtos (commodities – milho, soja) dos clientes e embolsavam o valor, colocando no lugar produtos depreciados como feijão fermentado, milho com caruncho etc) Quando o cliente precisava vender o que a empresa tinha estocado, o produto não valia nada. Eu não vejo uma empresa privada fazendo isso. Não é necessário órgãos enormes como o TCU, a controladoria da União e nem Ministério Público para fazer auditoria a ponto de identificar tais corrupções em empresa privada. Isso simplesmente não acontece. Claro que existe coisa errada acontecendo em empresa privada, mas no nível que acontece na estatal acho que não existe.

    É incrível como o dinheiro público é tratado como dinheiro de ninguém. Eu garanto que QUALQUER pessoa que tenha contato com empresa estatal ou órgão público conhece algum caso de corrupção pequena ou grande. Eu mesmo em 6 meses trabalhando na universidade federal ví muita coisa errada. O que é possível eu denunciei nos órgãos responsáveis mas é muito difícil ter provas. E foi por isso que decidi não ficar e ir para iniciativa particular, pois não posso viver vendo essa podridão diariamente e sendo conivente com isso. Isso diminui o espirito, a vontade de viver, deixa a pessoa mesquinha, doente.
    O funcionário público recebe aumento automático ao realizar um mestrado ou doutorado que é pago pelo próprio governo. Ainda assim, tenho um amigo que reclama que é um absurdo que o departamento dele não vai dispensar ele do trabalho para ir as aulas, e sim terá que trabalhar e ir estudar a noite. Esse tipo de mentalidade não cresce em um ambiente saudável, dinâmico, meritocrático, onde você é motivado a ser melhor, a evoluir. Você recebe o estudo de graça, o aumento no salário sem comprovação de trazer a empresa melhorias com o novo aprendizado e ainda acha razões para reclamar.
    Quando temos na outra ponta, pessoas que pagam caro por um MBA, sem qualquer perspectiva de aumento salarial, estudam de verdade, trabalham 10 horas por dia e depois vão as aulas, e não reclamam.
    Portanto além de não querer isso pra mim, também não vou investir em empresas que alimentam esse tipo de atitude na vida.

    Usei o posto de saúde uma vez, quando meu plano de saúde foi bloqueado pela ANS. Chegando lá várias pessoas aguardavam com a senha às 15:30. O médico inicia atendimento às 16 horas. O médico chegou às 15:50, sentou na sala de espera e começou a ler o jornal. As pessoas começaram a perguntar na secretaria se era o médico e se já iria iniciar o atendimento. A moça explicou que sim, ele era o médico, no entanto, ele só começa a atender as 16 horas em ponto.
    Sim ele está no direito dele, mas a atitude é pobre demais. A má vontade que demonstra e a falta de carinho pela profissão é abismal. Se não gosta do que faz, por favor arrume outra coisa. Se você chega 10 minutos mais cedo, vá conversar com um colega, vá ver em que pode ser útil, o que pode melhorar ou inicie o atendimento. Ou pelo menos se esconda dentro do banheiro e chore, mas ler jornal enquanto pessoas precisam de sua ajuda é além do meu entendimento. Esta atitude jamais existia em uma clínica privada ou hospital particular.

    Não existe possibilidade de criação de valor em instituições com esta cultura, com este ambiente. Apenas destruição de valor.

    “Taxa SELIC em 14,25%: mantida pelo Banco Central… ou mantida pelo Governo?”

    Quanto ao Banco Central é obvio que está sendo influenciado, senão, completamente dirigido pelo governo dá mesma forma que foi durante a eleição. A Dilma foi avisada da necessidade de reduzir os gastos públicos e aumentar a taxa de juros, situação na qual respondeu em Março 2014: “Você quer que eu perca eleição?”
    http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/4307413/voce-quer-que-perca-eleicao-rebateu-dilma-sobre-sugestao-mantega

    Portanto a preocupação do líder máximo do país é em ganhar a eleição e financiar o próprio partido e não em manter empregos e baixar a inflação, que corroí o rendimento da classe baixa, o principal eleitor do mesmo.

    Não temos um Banco Central independente. Era isso que a candidata Marina Silva queria fazer. Não temos isso hoje. Se o presidente do Banco Central é indicado pelo presidente do governo, o BC jamais será independente.
    http://www.valor.com.br/valor-investe/casa-das-caldeiras/4403738/reacao-do-mercado-um-bc-%25E2%2580%2598dovish%25E2%2580%2599-contraria-tese-de-dominanc

    Mas também, como já falei em outro comentário, as mudanças na taxa Selic no Brasil não tem tantos efeitos como em outros países. Quem tiver paciência esse vídeo ensina muito: https://www.youtube.com/watch?v=XYivHr4rARs

    A inflação no Brasil não é causada apenas por consumo desenfreado (vamos ser sinceros, o brasileiro ganha pouco) e/ou excesso de gastos públicos, mas sim por falta de infraestrutura e altos custos de crescimento.

    – Você, dono de fábrica, prefere construir uma nova fábrica e/ou expandir sua fábrica atual e ter que arcar com caras contratações de funcionários que custa ainda mais caros para demitir, além de caros e importados maquinários, correndo o risco de ter um alto custo de oportunidade devido a algum solavanco da economia mal gerenciada OU simplesmente aumentar o preço do produto?

    Enquanto o Brasil não tiver infraestrutura adequada (transportes, tecnologia, leis trabalhistas mais flexíveis) sempre teremos inflação a qualquer pequena motivação no consumo. O brasileiro não pode abrir a carteira que os preços aumentam. Simplesmente porque expandir a produção ou abrir concorrência é muito custoso. Nos países desenvolvidos o aumento do consumo ocupa a parcela ociosa do sistema industrial, e quando é necessário expansões, existe infraestrutura para suportar tais expansões sem aumento de custos tão grande. E portanto a oferta aumenta junto, sem necessitar frear a demanda com aumento de preços.

    Eu tenho certeza que a indústria prefere aumentar as vendas, produzir mais, contratar mais, ganhar fatia de mercado, do que aumentar preços para atender a demanda. Mas não o faz por ser muito caro.

    Porque temos LCI para financiamento imobiliário, LH para hipotécas e LCA para o setor agrícola e não temos nada para incentivo da indústria? O governo subsidia até hoje mais de 50% do seguros agrícolas. Além do subsídios não se paga IOF. Sei disso porque trabalho na área. Agora o setor industrial não tem tais incentivos.
    Não acho que o país deveria crescer com incentivos do governo, mas já não chega de incentivar a agricultura, já que somos o “celeiro do mundo”, e começar a revolução industrial na república das bananas?

    Para não ter inflação só comprando arroz, feijão, café, milho, soja. Se você comprar um carro você gera inflação. A Selic não é a única forma de conter a inflação e muito menos tem o efeito desejado no Brasil.
    Falar em carro, se você monitora os preços do carros, algumas montadoras já ajustaram o preço dos carros 2x neste mês. E com “ajustar” obviamente quero dizer aumentar. Isso em plena crise, onde lemos nas notícias que as montadoras estão com pátios lotados e fazendo mais lobby para conseguir incentivos do governo.
    Não existe crise quando a oferta quase não atende a demanda. Apenas aumento de preços. Não se engane, as montadoras estão muito bem obrigado. Quem perde nessa são só as concessionárias.

    “Tesouro IPCA+ 2035 em 7,82% a.a.: oportunidade de travar uma ótima taxa”

    As taxas do TD estão totalmente deturpadas, o que somente mostra a incerteza econômica. No meio do mês comprei IPCA+ 6,80, não deu 15 dias tem IPCA+ 7,82 ?
    A diferença é absurda.

    • Vagner 26 de janeiro de 2016 at 11:32 #

      Douglas, agregou bastante o seu comentário. Gostei da parte que fala das pessoas que reclamam mesmo não tendo motivos para reclamar, infelizmente é uma realidade.

      Só não vi problema na questão do médico ler o jornal nos 10 minutos antes de começar o horário de atendimento, não acho que esteja errado ou desrespeitando as pessoas apenas por essa atitude.

      Boa semana a todos.

      • Douglas 26 de janeiro de 2016 at 16:07 #

        Realmente a questão do médico é mais a atitude dele para mostrar o ambiente local, mas confesso que estava revoltado. Deixa o homem ler o jornal !!!

        Além disso, eu me equivoquei, pois tenho sim papéis da Petrobrás, via ETF PIBB11. O que dá quase 6% de Petrobras em toda a carteira de PIBB. O que é uma pena, mas fazer o que? Não tenho como controlar tudo.

    • Crivi 26 de janeiro de 2016 at 15:02 #

      Otima analise, Douglas. Esclareceu bastante coisas pra mim.

    • Especulador Estrategista 27 de janeiro de 2016 at 0:53 #

      Belo comentário! E o post foi um excelente resumo. Obrigado por agregarem conhecimento. É desse tipo de mentalidade, de ambiente que precisamos para evoluirmos.

    • Investidor Disciplinado 28 de janeiro de 2016 at 19:54 #

      Ótimo comentário, Douglas!

  11. Marcio 27 de janeiro de 2016 at 10:52 #

    Puxa Douglas muito interessante sua análise e opinião, em muitas coisas fecha com o que penso principalmente com relação aos sentimentos destrutivos que presenciar determinadas situações acabam por aflorar.
    Com relação a parte mais técnica qto a análise económica e conjuntural, estou aprendendo muito com vocês.
    Valeu!

    • Rosana 27 de janeiro de 2016 at 11:14 #

      Douglas,

      Excelente comentário, você foi bem abrangente.

      “É incrível como o dinheiro público é tratado como dinheiro de ninguém.”
      A impressão que dá também é de ser uma fonte inesgotável, por isso ninguém leva muito à sério em relação aos planejamentos. Quantas obras vemos por aí paradas, materiais se deteriorando, obras feitas e pouco tempo depois sendo refeitas ou destruídas para dar lugar à novos projetos?
      E muitas das obras atuais de infraestrutura já são inauguradas de forma a não suprir a demanda.

      Guilherme,
      Gostei muito do seu post, mostra bem a realidade do país. E com essa mentalidade política, não vejo significativas mudanças a médio prazo…

      Abraços,
      Rosana

      • Guilherme 29 de janeiro de 2016 at 17:16 #

        Concordo com os leitores, o comentário do Douglas está excelente. Parabéns!

  12. ricardofurtadof 27 de janeiro de 2016 at 11:28 #

    LCI BB – 70% … desmantelaram um ótimo investimento mesmo.

  13. Willyan 27 de janeiro de 2016 at 13:05 #

    Guilherme,
    O que você quis dizer quando escreveu “os títulos indexados à inflação estão se aproximando perigosamente da taxa dos 8% a.a. “. Esta em uma taxa boa para comprar e a tendência é começar baixar?
    Abraço

    • Guilherme 29 de janeiro de 2016 at 17:17 #

      Sim, é uma taxa muito boa para comprar.

      Sobre a tendência de alta ou baixa, isso é muito incerto, pois o governo não está conseguindo controlar a inflação.

      Abraços!

  14. Lorena 27 de janeiro de 2016 at 17:16 #

    Olá!! Gostaria de saber qtos porcento do cdi a Caixa, o Bradesco, o santander e o Itaú estão oferecendo em lci e lca, o Bb atualmente tá 80% do cdi!! Grata!!

    • ricardofurtadof 28 de janeiro de 2016 at 9:51 #

      dos grandes acho que só BB e CEF têm LCI e LCA.
      outros pequenos tambem fazem esse tipo de investimento o Daycoval estava oferecendo 96% do CDI para LCI mas o prazo são 2 anos se não me engano.

      Alguém confirma as infos acima pois não tenho certeza

  15. 29 de janeiro de 2016 at 6:24 #

    Obrigado pela referência!
    Grande abraço!

  16. Rafael 8 de março de 2016 at 18:02 #

    Pergunta. Comprei IPCA 2019 a 6,2? Por centro. Se essa taxa subir muito de uns meses pra cá vale a pena vender e recomprar ou essa taxa é ilusória no caso de quem já comprou?

    • MJC 9 de março de 2016 at 6:59 #

      Se a taxa subir muito, você vai vender com deságio. Isso acontece pq a outra parte que comprou (no caso o próprio tesouro) vai repassar o título a preço de mercado: O seu título vai desvalorizar a valor de mercado.

      No mundo ideal sem taxas e sem spread de compra/venda, se você fizesse essa operação você não perderia nem ganharia dinheiro: ficaria exatamente igual. Na prática, você vai pagar IR sobre o lucro, pagar novamente taxas de compra (ex.: 0,1% da CBLC na compra) e além disso ainda tem uma pequena diferença nas taxas de compra e venda dos títulos: RESUMINDO: Se fizer isso, vai perder dinheiro…

      A taxa que você compra não é ilusória, ela é a taxa que você vai receber SE permanecer com o título até a data de vencimento. Caso seja vendido antes do vencimento, aí você ficará sujeito as flutuações do preço de mercado (preço do dia), podendo ganhar mais ou menos do que o planejado. Você vai ganhar mais se a taxa de juros do título cair bastante (nesse caso o preço dele a mercado sobe bem) e vice versa.

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