Multiplique seu patrimônio por 10: como transformar R$ 54 mil em mais de R$ 500 mil (meio milhão de reais) com o Tesouro Direto

Com a taxa básica de juros em patamares historicamente tão elevados, diversas oportunidades de enriquecimento e multiplicação de patrimônio têm surgido em múltiplas “frentes de batalha” na renda fixa. Seja com títulos públicos, seja com títulos privados, os caminhos estão aí, acessíveis a qualquer investidor que tenha dinheiro para aplicar, podendo obter taxas superiores a 110% do CDI em produtos privados, ou mesmo dobrando seu capital com o Tesouro Direto, num prazo relativamente curto (5 anos).

O artigo de hoje, inspirado no excelente artigo do meu amigo Fábio Portela, do blog O Pequeno Investidor, se propõe a mostrar a você que é possível multiplicar seu capital por 10. Que tal transformar mil reais em dez mil reais? Ou ainda, dez mil em cem mil reais? Ou melhor ainda, cinquenta mil em meio milhão de reais?

Aqui, não há segredo nem mágica, bastando apenas dois ingredientes fundamentais para fazer sua massa crítica de investimentos “fermentar”: juros compostos e tempo.

Utilizando o Tesouro IPCA+ a seu favor

No texto Como dobrar seu capital (rent. bruta: 100,5%, líquida: 83%) em menos de 6 anos, com risco quase zero, comprovamos que é plenamente possível dobrar o capital em pouco mais de meia década, utilizando o Tesouro Prefixado como veículo de investimento.

No post de hoje, vamos utilizar outro título muito utilizado por quem investe no Tesouro Direto: o Tesouro IPCA+, ou NTN-B Principal para os mais antigos. 😉

Suponhamos que você tenha na sua carteira de investimentos pouco mais de R$ 50k (R$ 54 mil, para ser mais exato), e pretenda utilizar esse montante para garantir a realização de um sonho de longo prazo – 20 anos – que pode ser: (a) a faculdade de seu filho(a) que acabou de nascer; ou (b) complementar o valor a ser recebido na fase da aposentadoria financeira.

Para investimentos com horizonte tão grande de prazo – duas décadas – o melhor investimento, dentro do âmbito do Tesouro Direto – é o Tesouro IPCA, pois ele garante uma proteção contra a inflação, já que paga juros reais (a porção prefixada) + a variação da inflação no período do investimento.

Não recomendamos, para esses fins, o Tesouro Prefixado, pois ele pode apresentar no final uma taxa menor do que a garantida pelo Tesouro SELIC, ou seja, o custo de oportunidade não compensa; e nem o Tesouro SELIC, já que este é mais apropriado para garantir uma proteção contra a inflação no presente, como escrevemos há alguns anos.

Para investimentos com prazo de 20 anos, encontramos no Tesouro Direto 2 modalidades de Tesouro IPCA: o Tesouro IPCA que paga juros semestrais, e o Tesouro IPCA que não paga juros semestrais, o chamado Tesouro IPCA+. Decidimos escolher esse último, ou seja, o Tesouro IPCA+, porque não queremos sacar e usufruir dos juros semestrais, mas sim reaplicá-los de forma automática no próprio investimento, fato esse que é garantido quando se escolhe o Tesouro IPCA+.

Nesse sentido, o Tesouro IPCA com juros semestrais é mais interessante para aqueles que estão na fase de pós-aposentadoria, pois permite a geração de uma renda semestral (cupons de juros) que são distribuídos duas vezes por ano, permitindo, assim, o usufruto de parcela dos recursos, mas sem prejudicar o principal.

Mas esse não é nosso caso: o nosso objetivo é fazer o investimento render o máximo possível, sem retiradas de parcelas do capital ao longo das próximas duas décadas.

Fixadas essas premissas, é importante também escolher uma corretora que cobra uma baixa taxa de administração. Nesse caso, simulamos o investimento com uma corretora com taxa zero de custódia, sendo que, atualmente, 4 corretoras se enquadram nesse requisito: Modal, EasyInvest, Safdié e Tullett. O ranking completo das corretoras por taxas cobradas você encontra clicando aqui.

No momento em que esse artigo está sendo escrito, o Tesouro IPCA+ paga 7,25% a.a. + IPCA, uma excelente taxa. Basta lembrar que, há alguns anos, os 7,25% a.a correspondiam à taxa SELIC, e a então NTN-B Principal 2035 pagava algo em torno de 3% a 4% a.a. + IPCA.

Tesouro Direto 1

Cada título está custando R$ 688,40, o que permite comprar 78,44 títulos de Tesouro IPCA+ 2035. A compra de frações foi uma das ótimas novidades introduzidas nesse ano no Tesouro Direto, conforme anunciamos no começo do ano.

Além disso, a inflação anualizada atual está com projeção de fechar acima dos 9,5%. Porém, consideramos, nos nossos cálculos, uma inflação média anual de 5,5% a.a. Fomos conservadores nos cálculos da inflação porque não acreditamos que a atual taxa de inflação de 2 dígitos vá se sustentar no longo prazo (e tomara que eu esteja certo….rsrsrs).

Bem, de posse desses dados, fomos até à página da calculadora do Tesouro Direto, para saber quanto ganharíamos ao final dos 20 anos. O resultado está demonstrado no quadro abaixo:

Tesouro Direto 2

Como vocês podem ver, em duas décadas é possível concretizar exatamente aquilo que está escrito no título desse post: multiplicar o capital em dez vezes.

Embora os resultados apresentados sejam apenas uma estimativa, que pode variar tanto para mais (caso a inflação anual média fique acima dos 5,5% a.a.) quanto para menos (caso a inflação anual média fique abaixo dos 5,5% a.a.), eles são importantes para demonstrar que juros compostos + o fator tempo são ingredientes absolutamente indispensáveis para construção de riqueza. Você tem que ter disciplina (tempo), e você tem que colocar o dinheiro para trabalhar para você (juros compostos).

Além disso, consideramos, nos nossos cálculos, somente a realização de um aporte único. Agora, imagine o quanto não é possível ganhar investindo-se uma quantia adicional mensal, por exemplo, investindo mais mil reais todo mês, regularmente, ao longo das próximas duas décadas

É por esses e outros motivos que muitas pessoas perdem verdadeiras oportunidades de ouro para construir e acumular riqueza: simplesmente porque não enxergam que a chance para uma vida futura melhor está ali, diante dos olhos dela, bastando coragem e iniciativa para deixar os apelos do consumismo de lado, e finalmente ser mais responsável com o próprio dinheiro.

O pior é que estamos falando apenas da renda fixa: há oportunidades excelentes de acúmulo de capital no longo prazo também em outras classes de ativos, especialmente com as ações, das quais quase todo mundo tem fugido. Hoje, é possível comprar, por exemplo, um lote de 10 cotas do ETF BOVA11 por menos de R$ 500; ou um lote do ETF SMAL11 também por menos de R$ 500. Será que daqui a 20 anos elas estarão sendo negociadas por menos de R$ 5.000,00 cada lote de 10 cotas? Muito difícil.

Conclusão

Invista em você. Não espere a taxa SELIC de novo cair para 7% a.a. para você se lamentar por não ter aproveitado a chance de investir num título que, só na parte prefixada, já paga os mesmos 7% a.a. (fora a inflação).

Se você ainda não tem um plano de investimentos a longo prazo, não perca mais tempo, e comece a utilizar seu capital para trabalhar a seu favor. Não seja como as cigarras da fábula que contei na semana passada. Seja mais diligente e prudente quando o assunto é dinheiro. Respeite-o, e ele te respeitará. 😉

 ……………………………..

Para saber mais sobre como investir no Tesouro IPCA+, recomendo fortemente a leitura desse mega artigo do blog Clube do Valor, do amigo blogueiro Ramiro Gomes: NTN-B e NTN-B Principal: O Guia Definitivo (Características, Riscos, Rentabilidade Histórica e MUITO Mais)

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103 Responses to Multiplique seu patrimônio por 10: como transformar R$ 54 mil em mais de R$ 500 mil (meio milhão de reais) com o Tesouro Direto

  1. Júlio 5 de outubro de 2015 at 9:50 #

    Bom dia, Guilherme.

    Sempre que pesquiso renda fixa, acabo investindo nas isentas LCA e LCI ou em Letras de Câmbio de Financeiras.

    Minha dúvida é por que investir no Tesouro Direto havendo bancos pequenos pagando 100%, 105% e até 110% do CDI líquido de IR – respectivamente, 14,13% a.a, 14,83% a.a e 15,54%.

    Valeu, abraços.
    Júlio.

    • MJC 5 de outubro de 2015 at 10:12 #

      Tem algumas situações em que o tesouro ainda é vantajoso. Apenas 2 exemplos:

      1- Você quer investir um valor maior do que o coberto pelo FGC;
      2- Você acha que as taxas atuais estão muito boas e quer travar a taxa para 20 anos, mas nos outros lugares você encontra aplicações apenas de curto prazo.

    • Leonardo 5 de outubro de 2015 at 11:01 #

      Pra mim a liquidez do Tesouro Direto é um dos maiores motivos para analisar o tradeoff entre essas alternativas com resgate apenas no vencimento. Por exemplo, uma oportunidade de investir em outro ativo surge (preço bom, vamos exemplificar com a compra de um imóvel abaixo do preço do mercado) e se você estiver com suas aplicações “presas”, perde essa oportunidade.
      Parte do que essas instituições pagam a mais é o custo da falta de liquidez.

      Também tem o caso de ciclo de subida da taxa de juros e como o MJC disse, você quer assegurar essa taxa por um tempo maior.

      Há também a questão do risco das instituições menores.

      Ou seja, depende do seu objetivo para o investimento.

      • Júlio 5 de outubro de 2015 at 15:28 #

        MJC, Leonardo, valeu pelas explicações.

        • Guilherme 5 de outubro de 2015 at 19:51 #

          Excelentes as explicações do MJC e Leonardo!

          Abraços!

    • Andre Nunes 5 de outubro de 2015 at 14:15 #

      A resposta é simples: risco.

      Tesouro Direto é o investimento mais seguro que você pode encontrar no país. Já não podemos dizer a mesma coisa de LCI/LCA de bancos pequenos. O risco de quebra é considerável e, mesmo com o FGC funcionando ao seu favor, você só recebe o principal de volta. Sem contar o tempo que você vai ficar com um investimento parado esperando a liberação dos valores. Se estivesse investido em algo mais seguro, não estaria perdendo tempo e dinheiro.

      Abs

      • Guilherme 5 de outubro de 2015 at 19:51 #

        Excelentes argumentos também, André!

        Abraços!

      • Leonardo 5 de outubro de 2015 at 22:32 #

        Oi Andre,

        Em caso de quebra a pessoa ganha o principal mais os rendimentos até a data da quebra; contanto que esse principal + rendimentos seja de até R$ 250k por instituição. A liquidez é no vencimento, mas a rentabilidade normalmente é diária.

        Mas como você disse, o processo para ter o dinheiro de volta pode demorar alguns meses e nesse tempo o dinheiro fica sem render.

        • Júlio 6 de outubro de 2015 at 10:45 #

          Leonardo.
          Dei uma pesquisada muito por cima do FGC.
          Em caso de quebra, você recebe o saldo investido até o momento da liquidação, ou seja, perderia a correção da liquidação até a liberação do crédito (me corrijam se estiver errado).
          “O pagamento nesses casos nunca vai ser imediato, sempre demora um pouco. Por isso, é sempre bom prever, no mínimo, 30 ou 45 dias de prazo até que o pagamento seja feito”, afirma o diretor do FGC, Celso Antunes (Exame, Garantia paga a investidor demora ao menos 30 dias, diz FGC, 26/06/2013).
          Apesar do diretor afirmar que o prazo é curto, vale lembrar que já houveram problemas para resgatar o dinheiro.
          No caso Banif, a justificativa dada pelo atraso na liberação dos créditos foi por divergências no cadastro das corretoras com os bancos.
          Vale também lembrar o caso da Corval:
          http://oglobo.globo.com/economia/negocios/fraude-em-corretora-pode-causar-prejuizo-de-10-milhoes-clientes-do-tesouro-direto-14523087
          Abs.

          • Douglas 6 de outubro de 2015 at 10:57 #

            Neste caso deve-se ficar atento ao registro dos seus investimentos na CETIP.

            Como havia dito, tem que ter noção do risco. Entender o risco. Muitas vezes a taxa de retorno de um banco pequeno é tão superior ao de um banco grande que se você colocar no papel, mesmo que o banco quebre e você aguarde 4 meses para receber o dinheiro, a rentabilidade final é maior do que a do banco grande. Isso é entender o risco. Saber que ele existe e correr o risco com base nos cálculos.

          • Leonardo 6 de outubro de 2015 at 16:10 #

            Exatamente isso, Júlio. Leva um tempo para receber o dinheiro e nesse tempo não há qualquer rentabilidade. No site do FGC tem o histórico das quebras e a quantidade de dias que se levou para ser realizado o pagamento depois da quebra.

            O caso do Corval foi má-fé mesmo. Por isso, é importante sempre verificar as aplicações diretamente na plataforma do Tesouro Direto mantido pela Bovespa, e no caso dos títulos de pequenos bancos e financeiras que eles sejam registrados na CETIP.

    • Guilherme Carvalho 30 de dezembro de 2016 at 13:43 #

      Julio, as LCI’s/LCA’s realmente são excelentes opções por não terem incidência de IR. Porém, exigem um valor mínimo superior ao Tesouro Direto e não possuem a mesma liquidez.

      • Druan 25 de janeiro de 2017 at 13:11 #

        Olá Guilherme, boa tarde! Na época que saiu este teu artigo eu investir bastante no IPCA+ 2035, e não me arrependo. Sua dica veio bem antes de todos mundo falar sobre ele, virou até modinha. Mas agora que as taxas tem caído estou meio perdido sem saber onde posso investir. Até qual taxa continua vantajoso ele e as demais aplicações do tesouro? Tenho iniciado em debentures (sei dos riscos) além das LCIs e LCAS. Mas alguma opção que você posso nos indicar? Até mesmo com intuito de diversificar bastante nos nossos investimentos.

        • Guilherme 25 de janeiro de 2017 at 18:16 #

          Olá, Druan, parabéns pelos investimentos!

          Quanto às taxas, sinceramente, não sei te dizer. Há uma perspectiva de a taxa SELIC cair ainda mais, chegando no famoso um dígito, coisa que pode *OU NÃO* acontecer.

          De qualquer forma, taxas prefixadas acima de 5% a.a. no Tesouro IPCA ainda são bastante atraentes – difícil conseguir juros reais melhores do que esses em qualquer outro lugar do planeta.

          Você já pratica uma excelente diversificação com LCIs, LCAs e debêntures, o que deve ser fruto de muito estudo e pesquisa prévios, portanto, sabe bem dos riscos que decidiu assumir.

          Continue firme e forte na estratégia, sempre mantendo o foco no controle de risco da carteira, bem como em deixar os custos no menor patamar possível. E, claro, continue estudando e se aprimorando na arte de investir, que é essencialmente prática.

          Abraços!!!

  2. MJC 5 de outubro de 2015 at 10:18 #

    Bom post Guilherme. Acho que seria apenas bom frisar que esse valor acima de 500 mil é nominal. O valor descontando a inflação será de uns 170 mil (que é o valor que nos interessa). Continua um valor muito bom, mas cerca de 3 vezes menor que o valor nominal.

    • Guilherme 5 de outubro de 2015 at 19:52 #

      Ótima observação, MJC! Realmente, o valor é nominal.

      • Gui DSG 14 de outubro de 2015 at 11:41 #

        Vocês podem explicar como se chegou a esse cálculo da inflação, sobre o valor de R$ 503 mil? Pois se eu multiplicar os 5,5% por 20 anos equivale a 110%, na minha cabeça, rs.

        Mais uma vez: Parabéns pelo excelente blog!

      • Gui DSG 14 de outubro de 2015 at 16:17 #

        Lendo os posts, foi dito que se considerar os juros de 7,25% em 20 anos é tido o aumento de 305%.

        Pode, por favor, me explicar como é feita essa conta em que o 7,25% é transformado em 305%?

        Muito obrigado !!

        • Douglas 14 de outubro de 2015 at 16:29 #

          Você não pode simplesmente multiplicar ou somar porcentagens quando o assunto é juros compostos. Dai você já percebe o poder dos juros compostos: de 110% para 305%.

          Você pode usar esse site para converter taxas de juros compostos: http://fazaconta.com/taxa-mensal-vs-anual.htm

          • Gui DSG 14 de outubro de 2015 at 16:32 #

            Douglas, obrigado !!

        • Gui DSG 14 de outubro de 2015 at 16:32 #

          Consegui identificar que é juros compostos. Resolvido !!

          Parabéns pelo site!

        • Guilherme Carvalho 30 de dezembro de 2016 at 13:51 #

          Gui, na realidade o valor é esse em função dos juros serem compostos, ou seja, há incidência de juros sobre o rendimento também. Nesse caso, a equação é:
          M=Cx(1+i)^n, sendo “M” o montante acumulado, “C” o capital, “i” a taxa de juros e “n” o tempo.
          Se fossem juros simples, bastaria multiplicar 7,25 x 20 para obter o valor.

  3. Thiago 5 de outubro de 2015 at 10:22 #

    Bom post

  4. Douglas 5 de outubro de 2015 at 10:52 #

    Acho bastante válido o artigo para mostrar como poupar é interessante. No entanto, o Tesouro Direto é a moda do momento, e sempre fico com o pé atrás com a moda do momento. Todo dia o InfoMoney fala em TD, assim como alguns anos atrás a moda era o fundo imobiliário.

    É claro que o risco de ambos os investimentos são completamente diferentes, mas não podemos descartar o risco que existe. Como sempre, a regra é diversificar. Além de diversificar, ou seja, não colocar o dinheiro todo na mão do governo que se mostra incompetente, acho bom investir em prazos menores, pois você pode realocar o investimento procurando melhores oportunidades do momento. Vejo que a tabela do TD mudou. Todos os meus investimentos no TD em IPCA foram feitos nos menores prazos, pois as taxas estavam melhores. Hoje parece que a taxa de maior prazo é a melhor.

    Só ressalvo que existe o risco, e quando ninguém fala sobre ele porque “a chance de calote é mínima, inadmissível, impossível” é quando eu fico com o pé mais atrás ainda. Quando todo mundo tem tanta certeza de algo, quando o assunto é até tabu é quando o risco é maior.

    Mesmo assim para mostrar o poder dos juros composto, o texto é excelente.

    • Leonardo 5 de outubro de 2015 at 11:08 #

      Douglas,

      Risco de calote não há porque só haveria se o governo se recusasse a ligar a maquininha de fazer dinheiro (uma vez que é dívida interna). Ligar a maquininha gera inflação. Ops, inflação. “Ah, mas meu investimento protege contra a inflação!”, mas não se deve esquecer que tem cobrança de IR no TD e quanto maior a inflação, menor o ganho líquido.

      • Douglas 5 de outubro de 2015 at 11:49 #

        Porque a Argentina e a Venezuela não ligaram a maquininha de fazer dinheiro?

        • Pobre Sonhador 5 de outubro de 2015 at 11:56 #

          Porque a dívida era externa. E o que eles estavam renegociando os juros. Parte dos tomadores de dividas aceitaram a renegociação e outra parte não. Por isso deram calote, essa parte era tudo ou nada.

        • Leonardo 5 de outubro de 2015 at 12:52 #

          Ligaram antes de decretar o default de dívida externa. Mas teoricamente o governo sempre será capaz de pagar dívida interna. Você recebe seu dinheiro, mas isso não significa que ele estará valendo muita coisa. =)
          Pode não parecer mas nossas mensagens estão no mesmo sentido.

    • cg 5 de outubro de 2015 at 11:12 #

      Meu caro, sobre o risco de crédito do Tesouro: se o Governo Federal chegar ao ponto de dar um calote, pode ter certeza que o resto dos ativos financeiros na economia brasileira já derreteram há muito tempo.
      Se o seu temor é um eventual calote do Tesouro, você deveria mandar seu dinheiro pra fora do Brasil.

      • Douglas 5 de outubro de 2015 at 11:53 #

        Não é temor de calote, mas enxergar o risco. Da mesma forma que quando invisto em CDB eu sei que existe risco da instituição falir, por melhor que ela seja, mesmo ainda sabendo da proteção do FGC.

        Não se pode ignorar o risco por achar que ele não existe por isso e por aquilo. Tudo tem risco, até poupança e imóveis. Essa mania que o pessoal tem de ignorar o risco por ser pequeno.

        Você imaginaria que a Enron iria falir? Você imaginaria, na época em que as pessoas sacavam o FGTS pra colocar em Petrobras, e os fundos de pensão achavam a Petrobras o porto seguro, investiram quantias enormes nas ações; imaginaria que iria destruir uma das maiores empresas do mundo? Você imaginaria que após a descoberta do Pré-sal, mesmo assim a empresa não iria lucrar?

        Ninguém conhece o risco de nada. Deve-se entender que ele existe.

        • MJC 5 de outubro de 2015 at 12:47 #

          Entendo seu receio.

          Compro títulos desde 2008, sendo que os primeiros que comprei pagavam coisa de 10% + IPCA (e já vi pagando 11% + IPCA também). Antes, quando pagavam com outro índice de inflação, pessoal comprava num preço ainda muito melhor.

          O risco de qualquer investimento existe, você nunca vai conseguir zerar ele. Alguns dizem que o risco dele é parecido com o da poupança (sim, poupança também tem risco). A questão é que, pro tesouro direto quebrar, o país vai ter que quebrar junto. E aí não vai mais fazer muita diferença se você estiver segurado pelo FGC ou não.

  5. Investidor de Risco 5 de outubro de 2015 at 17:04 #

    O post é interessante, mas trata de valores nominais… Entendo que temos que considerar apenas os 7,25%a.a… Se quisermos expressar os valores futuros na mesma base que expressamos hoje… A inflação não pode entrar na conta… Então 7,25%a.a. por 20 anos daria 305% no período… O investimento, a valores de hoje, seria multiplicado por 3…

    Valeu!

    • Guilherme 5 de outubro de 2015 at 19:53 #

      Esse é mesmo o raciocínio, IR, como bem alertado também pelo MJC!

      Abraços!

      • Jakson 9 de outubro de 2015 at 12:41 #

        Ainda não entendi o motivo do valor de resgate ser nominal se ele dá juros mais a inflação do período.

        • Guilherme 11 de outubro de 2015 at 18:24 #

          O valor de resgate é nominal quando se refere à multiplicação do capital por 10.

          Em termos reais, o capital é triplicado, mais ou menos.

  6. marcos 5 de outubro de 2015 at 17:23 #

    Muito bom artigo, estou começando a investir no TD, mas sempre diversificando.

  7. Rosa 5 de outubro de 2015 at 22:25 #

    O artigo é bem interessante, porém pessoal, pelo que os especialistas indicam é que não façam investimentos de valores tão altos e de forma única. Mesmo o tesouro IPCA deve ser comprado aos poucos, ao longo do tempo. Arriscar muito dinheiro de uma só vez, pode não ser a melhor opção. O melhor é ir administrando e comprando aos poucos, porque não sabemos para onde a crise vai. E o valor desse título pode modificar muito ao longo dos anos.

  8. Ronaldo Moulin 5 de outubro de 2015 at 23:00 #

    Minha dúvida: Comprar agora ou esperar chegar a 8%?

    • Guilherme 7 de outubro de 2015 at 5:40 #

      Ronaldo, faça como a Rosa, vá comprando de forma gradual, pois os 8% podem não vir a chegar.

      Comprando agora, pelo menos você já garante uma ótima taxa.

  9. Ygor 5 de outubro de 2015 at 23:34 #

    Olá Guilherme,
    Obrigado pelo post. Muito interessante.
    Porém ele me fez pensar. Tenho alguns títulos do Tesouro IPCA+ 2035 (NTNB Princ).
    Por terem sido comprados em épocas de inflação baixa, eles tem taxas que variam de 3,95% a 6,60% + IPCA.
    O que seria interessante fazer neste momento: a) vender os títulos existentes e comprá-los com uma taxa acima de 7% + IPCA ou, b) “amargar” o “prejuízo”?
    A princípio, não pretendo mexer em qualquer dos títulos mas gostaria de conhecer a opinião mais entendedor desse ambiente.
    Abs,

    • MJC 6 de outubro de 2015 at 14:55 #

      Se você vender o título e comprar ele de novo você vai perder dinheiro por conta das taxas e imposto.

      Vamos supor que não exista nenhuma taxa nem imposto de renda. Nesse caso, se você vender os títulos comprado a 3,95% você vai vender com um deságio pra compensar o lado que está comprando de você. Daí se você pegar esse dinheiro e comprar o mesmo título, em 2035 você vai receber exatamente a mesma coisa do que se tivesse ficado apenas com o título desde o início.

      Na vida real você vai pagar IR e vai ter taxa de compra (por exemplo, os 0,1% da CBLC no momento da compra). Então você receberá menos dinheiro.

  10. Rosa 6 de outubro de 2015 at 13:36 #

    Ygor, se me permite opinar, não venda seu título agora não! Aí sim vc vai ter prejuízo. Como vc comprou um título de longo prazo, isso que está acontecendo é normal, ele vai sofrer grande variação ao longo dos anos. Neste momento de crise, não é bom vc vender. O melhor seria você levar o titulo até o vencimento e pode ter certeza que não terá prejuízo, pois em 2035 irá receber o que foi acordado. Pelo que eu li, e estudei, não compensa vc vender nada agora. O que acontece que durante este anos, terá época que terá rentabilidade negativa, mas depois no final vc terá ganho o combinado. O melhor é manter a calma (sei que é difícil rsss), mas não vender não. O ideal é a irmos fragmentando a compra ao longo dos anos, com diferentes taxas. Guilherme pode nos ajudar, mas acredito que devamos ir comprando sempre aos poucos, e assim iremos sofrer menos com estas variações. Ronaldo, acho que IPCA + 7,15 ou IPCA + 7,20 é válido sim, é o que já comentamos, compre sempre, vai comprando aos poucos, acho que se chegar em 8% claro temos que comprar rssss. Mas vamos investindo…..um valor de 7,0 já é ganho com certeza! ate mais pessoal!!!

    • Guilherme 7 de outubro de 2015 at 5:42 #

      Ygor, assino embaixo das excelentes respostas do MJC e Rosa: não venda os títulos, para evitar prejuízo nominal e pagamento de IR.

      Continua a comprar de forma gradual e consistente.

      Abraços!

  11. Flavio Mattos 6 de outubro de 2015 at 21:31 #

    A renda fixa brasileira virou a oportunidade da década…
    Vale a pena ler a matéria do Jornalista do Valor de hoje:

    http://www.valor.com.br/financas/4256694/em-vez-do-preco-certo-concentre-se-no-errado

  12. Fabricio 6 de outubro de 2015 at 23:36 #

    Guilherme, mas achava interessante falar do poder de compra durante esses 20 anos. Será que eu poderei comprar 10x mais coisas daqui a 10 anos, por exemplo? Acho que essa é uma variável importante. Multiplicar por 10 realmente enche os olhos, mas meu poder de compra não será multiplicado por 10 eu acho. Parabéns pelo blog e um abraço!

    • Guilherme 7 de outubro de 2015 at 5:43 #

      Oi Fabricio, como alguns leitores já falaram nos comentários, o capital será multiplicado por 3, em termos reais, e em 10, em termos nominais.

      Abraços!

  13. Zé da Silva 7 de outubro de 2015 at 14:19 #

    A parte boa do Tesouro Direto IPCA é que você aplica já sabendo que terá um ganho REAL no investimento, e de quanto ele será. 😉

    Acho que é o “único” que te dá tal benefício. E vocês sabem, o que realmente importa é o ganho real da aplicação …

    Por exemplo: simulem a diferença entre 7,5% ao ano (o real) e 13% ao ano (o total). No final de um período mais longo, a diferença é enorme.

    Guilherme, se me permitires, gostaria de indicar um artigo onde falo justamente sobre isso: “O peso da inflação sobre os investimentos (http://www.clubedopairico.com.br/o-peso-da-inflacao-sobre-os-investimentos/4749). Vi que tocaram no assunto e acho interessante reforçar.

    É um texto publicado há mais de 5 anos, mas é de coração. 🙂

    Abraços !

    • Douglas 7 de outubro de 2015 at 16:10 #

      Vários investimentos são atrelados a inflação. Existe LC de bancos que pagam não só pelo IPCA mas também pelo IGPM que muitas vezes supera o IPCA.

      A Selic também não perde pra inflação. De 1999 a 2011 a Selic nunca ficou abaixo da inflação e acho que nunca vai ficar, uma vez que se a inflação aumenta o remédio é aumentar a Selic para contê-la.

      A diferença dos investimentos diretamente atrelados ao IPCA é que você vê de forma mais clara o quanto o investimento supera a inflação.

      Imóveis e fundos também superam a inflação uma vez que os aluguéis são geralmente corrigidos todo ano com a inflação.

      Investimentos que perdem para inflação não é investimento, é engana trouxa (desculpe o palavriado e a sinceridade). Ou seja, poupança e CDB de banco grande varejo.

      Li ontem um artigo que achei interessantíssimo dizendo que o investimento base para qualquer comparação é o atrelado Selic tesouro direto. É o investimento mais seguro que existe no país. Dessa forma, qualquer outro investimento deve superar a Selic para sequer ser considerado, uma vez que qualquer outro investimento tem risco maior que o Tesouro Direto Selic. Até mesmo a poupança pois o risco do banco falir é maior que o tesouro. Então a poupança não paga o prêmio pelo risco adicional.

      • Guilherme 8 de outubro de 2015 at 10:49 #

        Olá, Douglas, ótimas observações.

        Sobre a questão da SELIC não perder da inflação, é uma maneira de se proteger da inflação no momento presente.

        Inclusive, escrevi um artigo a respeito => http://valoresreais.com/2010/06/23/nao-e-a-lft-um-investimento-que-nos-protege-da-inflacao-no-presente/

        Abraços!

      • Porto 8 de outubro de 2015 at 11:09 #

        Douglas, somente um ponto de vista no quesito alugueis são reajustados pela inflação…

        Isso nem sempre é verdade pois com a perda do inquilino você pode ter que alugar a preços mais baixos para conseguir um novo! Isso está ocorrendo agora com alguns FIIs e algumas pessoas estao quebrando a cara pois investiram pensando desta forma como voce colocou…

        Outro risco é de não encontrar um inquilino e ficar meses sem receber alugueis o que geraria uma média de remuneração baixa quando comparando periodos mais longos onde incluisse esse tempo sem alugar ou recebendo zero reais mensais de aluguel!

        abracos!

    • Guilherme 8 de outubro de 2015 at 10:48 #

      Grande Zé, é verdade! Por isso que, no longo prazo, qualquer ponto percentual a mais faz uma *grande* diferença no saldo final! 😀

      Sem dúvida, o texto do peso da inflação é leitura obrigatória!!!!! Valeu por compartilhá-lo por aqui! 🙂

      Abraços, meu caro!

  14. Rosa 8 de outubro de 2015 at 14:39 #

    O tesouro SELIC já está sendo chamado de “NOVA POUPANÇA”.
    Só não entendi uma coisa, no caso que o Douglas citou, quando temos CDB 110% CDI não ganha da inflação? como isso? não entendi. No caso o Douglas comentou “grande varejo” que seria os grandes bancos. Mas uma porcentagem como 98% CDI não é vantagem sobre a inflação? Abraços a todos! O blog é excelente e os comentários são ótimos tbm! Obrigada pessoal.

    • Douglas 8 de outubro de 2015 at 18:16 #

      Olá Rosa. Quando falo em grandes bancos penso em CDB a 80% do CDI, 90%. Se você consegue 110% num banco grande que ótimo. Que banco é esse?

      Acho que você deve investir no mínimo 100% do CDI. 98% já não compensa pois o CDI é menor que a Selic, se além de ganhar menos que a Selic você ainda está ganhando 2% a menos do CDI é melhor ficar no Tesouro Direto.

      Eu nunca vi um banco grande pagar 100% do CDI mas posso estar errado.

      Banco pequenos pagam 110%, 115%, tenho investimento a 125% do CDI.

      • Rosa 8 de outubro de 2015 at 18:46 #

        Olá Douglas! Entendi! Excelente explicação. Isso mesmo, vc tá certíssimo! Não conheço nenhum dos grandes bancos que pague 100% CDI não.

        Acho que não existe mesmo! rs. Obrigada pela troca de informações! Abraços.

  15. Rosa 8 de outubro de 2015 at 14:43 #

    Se Guilherme permitir, sugiro para os colegas do Blog a leitura desse artigo, tbm recente do site Clube dos Poupadores, que tbm é muito bacana. Exatamente do assunto que estamos comentando

    Vejam: http://www.clubedospoupadores.com/tesouro-direto/como-investir-tesouro-ipca.html

  16. Ronan 9 de outubro de 2015 at 14:09 #

    Gosto muito destes artigos, minha vida mudou depois que comecei a ler e me interessar sobre o assunto. Sempre foi controlado mas cometia muitos erros e hoje vivo bem mais tranquilo depois que coloquei em prática tudo que aprendi.

    Gostaria de tirar uma dívida sobre o IPCA+ 20135, criei uma conta em uma corretora e investi em uma LCI a 98% uma pequena quantia, vou receber este valor após um ano de investimento e quero saber se é mais vantajoso o TD ou as LCI/LCA. Quero investir a longo prazo, já tenho um valor de segurança guardado.

    Outra dúvida, ele fixa os ganhos atuais? No caso ele paga a inflação + ou – (9%) e mais 7,25. O ganho real vai ser os 7,25 menos IR(15%) menos taxa BM&FBovespa de 0,3% a.a. = + ou – de ganho 6,14% real?

    Tenho LCA de 84% então recebo 11,87% – 9% inflação = ganho real 2,87% é isso?

    Ou seja TD 6,14 e LCI/LCA 2,87? Ainda estou aprendendo e acho bem confuso.

    • Guilherme 11 de outubro de 2015 at 18:27 #

      Ronan, no longo prazo, o Tesouro IPCA tende a render mais que as LCIs/LCAs pós-fixadas.

      Quanto aos ganhos reais, seus cálculos estão certos. O Tesouro IPCA paga um “prêmio”, ou seja, uma rentabilidade superior, por embutir maior risco. No final das contas, considerada uma inflação de 9%, ele tem chances de ganhar de aplicações pós-fixadas à SELIC/CDI.

      Abç

      • Ronan 13 de outubro de 2015 at 10:05 #

        Obrigado, Guilherme. você é o meu consultor de confiança. rs

        Muitas das dicas por ai tem viés com interesse para este ou aquele produto ou corretora, já você é totalmente neutro. Parabéns!
        Gostei do questionamento do Júlio e aguardo a resposta.
        Abraços.

        • Guilherme 14 de outubro de 2015 at 18:40 #

          Grato pelas palavras, Ronan!

          Aqui, procuramos sempre oferecer uma opinião isenta de qualquer interesse por trás, baseados unicamente na nossa experiência como usuário e consumidor de serviços financeiros.

          Abraços!

  17. Júlio 13 de outubro de 2015 at 9:38 #

    Agora fiquei com uma pulga atrás da orelha.

    Quando comecei a investir (início de 2014), coloquei parte dos recursos corrigidos numa aplicação que corrigia em 5,5% a.a. + IGPM.

    Ocorre que de maio a junho de 2014 a inflação foi negativa. Em alguns meses a aplicação corrigiu pra baixo – perdi dinheiro na renda fixa!!! E olhando o histórico do IGPM, da pra ver que ele foi negativo por diversas vezes desde janeiro de 2004.

    De todas as minhas aplicações, PRÉ, PÓS (indexadas ao CDI ou IGPM). A atrelada ao IGPM é a que tem o pior rendimento acumulado.

    Quem garante que no longo prazo o IPCA não seja negativo e essas aplicações deem prejuízo?
    Abraços.

    • Guilherme 14 de outubro de 2015 at 18:42 #

      Júlio, essa possibilidade de o IPCA ter rentabilidade negativa durante vários anos consecutivos é a mesma possibilidade de o Governo dar calote no Tesouro Direto: ela existe, sim, mas é uma possibilidade mais teórica do que prática.

      Eventualmente, você pode ter IGPM negativo durante um mês ou outro, mas é bastante difícil ocorrer variação anual negativa. Variações negativas sucessivas, então, é uma possibilidade ainda mais remota, embora possível, teoricamente.

      Abraços!

  18. Hugo 13 de outubro de 2015 at 16:34 #

    Fiz essa mesma simulação usando a taxa cobrada pelo Banco do Brasil (0,50%) e são mais de R$ 30.000,00 pagos nos vinte anos. Isso pesa muito nos rendimentos.

    Existe algum risco nos agentes de custódia com taxa zero?

    Por exemplo, no momento do resgate essa corretora esteja passando por alguma dificuldade, alguma intervenção ou até mesmo tenha falido, para onde a BM&FBOVESPA transfere o valor resgatado?

    Abraços!

    • Douglas 14 de outubro de 2015 at 13:57 #

      O risco da corretora é de falir. E esse risco só te afeta quando seu dinheiro está na conta da corretora, da mesma forma que o seu dinheiro no banco corre risco se o banco falir. A partir do momento que você investiu no Tesouro Direto o seu dinheiro está com o governo. Se a corretora falir basta transferir a custódia para outra corretora, de preferência também sem taxas.

      O Tesouro Direto é o investimento mais transparente, pois você pode entrar no site do TD e verificar se o dinheiro realmente foi aplicado. Não tem erro.

      Agora quando você utilizar a corretora independente do banco para outros investimentos, como CDB/LCI/LCA/LC, basta verificar o relatório da Cetip para ter certeza de que seu dinheiro foi repassado ao banco em questão.

      Portanto, não existe nenhuma justificativa em pagar altas taxas que as corretoras dos bancos cobram, pois o risco de alguma corretora “sumir” com o seu dinheiro é mínimo.

      Leia neste blog sobre o caso da corretora Corval. Percebe-se que o risco ocorreu por falta de conhecimento dos clientes (que assim como os clientes do banco, concordam com tudo que o gerente oferece sem pensar). E uma pequena parte por não investir no TD, mas isso resolve-se com a verificação que expliquei acima.

      É óbvio que ainda assim vale uma pesquisa básica na internet sobre a corretora que você pretende abrir conta.

      Em tudo na vida, temos que ficar de olho. Como dizia o meu professor de finanças pessoais: o dinheiro é carente. Ele vai para quem dá atenção a ele.

      Não pense que os bancos estão livres de risco. Tenho uma tia que contratava o seguro do carro a mais de 10 anos no Bradesco. Um belo dia foi até a agência renovar o seguro e fez o cheque e entregou na mão do funcionário que renovou o seguro. Um ano depois, ao voltar para renovar, viu que o seguro não havia sido renovado coisa alguma. O funcionário embolsou o cheque e não renovou, ela além de ficar 1 ano sem seguro ainda perdeu classe 10 de bônus.

      Qual foi o risco? Não exigir a apólice do seguro, ou não notar o fato de não ter recebido da seguradora nada pelo correio. Há várias formas de verificar as transações que você faz, e há várias formas de dar golpe, mas com certeza 99% dos golpes acontecem por excesso de confiança da pessoa na “credibilidade” de grandes empresas.

      Você pode fazer transações com qualquer empresa, por mais desconhecida que seja. O risco não é esse. Toda transação existe garantia, verifique a garantia.

      • Hugo 14 de outubro de 2015 at 14:49 #

        Excelente Douglas, muito obrigado..!!

        • Guilherme 14 de outubro de 2015 at 18:44 #

          Eu não conseguiria dar uma resposta ao Hugo tão boa quanto a que o Douglas elaborou. Meus parabéns, Douglas!

  19. Kayo 18 de outubro de 2015 at 22:14 #

    Boa noite, pessoal.

    Estou fascinado com a página e com o companheirismo dos que comentam.

    E sou muito novo nesse assunto, na verdade, acabei de “nascer” pra isso.

    Tenho lido bastante sobre o assunto há uns meses.

    A situação que me encontro é que vendi um apto que herdei, algo em torno de 200k e tenho uns 15k na poupança.
    Pensei em comprar um imóvel porém sou corretor de imóveis e sei que a hora de comprar imóveis não é agora, tenho visto o aluguel (já que o preço do aluguel não acompanhou o preço dos imóveis) com certa vantagem, pois os preços dos imóveis vão cair em 1 ano ( até 2 anos ).
    Minha pergunta é, enquanto não compro um imóvel, gostaria de pagar o aluguel com os juros desse montante principal e queria investir os 15k para o meu futuro, no caso, aposentadoria.

    O que vocês me opinam para esses 2 casos?

    Desde já agradeço!!

    • Guilherme 22 de outubro de 2015 at 13:47 #

      Olá Kayo, minha sugestão é aplicar os R$ 200k em Tesouro SELIC, e os R$ 15k em Tesouro IPCA+ de prazo até 5 ou 6 anos.

      Abraços!

  20. Gabriel Matos 21 de outubro de 2015 at 10:52 #

    Obrigada pelo post! Melhor que isso só se ensinassem uma educação financeira decente na escola.

  21. João 27 de outubro de 2015 at 10:40 #

    Bom dia,

    Eu não consigo investir menos de R$688,40?

    Vamos supor que eu compre um título por mês e perpetuar isso.

    Passado esses 20 anos, posso afirmar que terei uma renda mensal de 6.884,00 (10x o valor do título) – ou algo próximo a esse valor?

    • Guilherme 28 de outubro de 2015 at 16:39 #

      Oi João, você conseguirá comprar 1% do valor do título inteiro.

      Já o valor da renda mensal futura dependerá de quanto você terá conseguido acumular ao longo do tempo.

  22. Filipe 3 de novembro de 2015 at 7:04 #

    Parabens pelo post. Esclareceu muita coisa, de um jeito prático. E nem precisou usar um discurso messiânico e cobrar 300 reais por um curso, como fazem alguns sites.

    • Guilherme 3 de novembro de 2015 at 18:03 #

      Obrigado, Filipe! A intenção aqui é sempre compartilhar o conhecimento de forma fácil e prática, sem a utilização de discursos marqueteiros e/ou pagos……rsrs

      Abraços!

  23. Júlio 18 de novembro de 2015 at 15:41 #

    Pessoal. Postei aqui por que acho que tem a ver um pouco com o assunto.

    Investi num RDB 19,55% a.a. (bruto) por 1800 dias (5 anos).

    Pelas minhas contas:
    Montante = Capital (1+ juros) elevado ao prazo.
    M = 96.000 * (1,1955) ^5 anos
    M = R$ 234.433,21 (bruto)
    Líquido de R$ 213.668,23

    Pelas contas da instituição financeira (resposta dela na integra):
    A base da taxa ao ano para juros compostos é de 252 dias úteis. O mesmo da CETIP.
    Sua aplicação: R$ 96.000,00 por 1800 dias corridos com 1236 dias úteis a 19,55% ao ano.
    Sua taxa de 19,55% ao ano, base de 252 dias úteis. Assim o cálculo é: ((19,55/100)+1)^(1236/252) = 2,400835 ou 140,083453% ao período de 1800 dias corridos com 1236 dias úteis.
    Aplicando sobre o capital investido: (R$ 96.000,00 * 2,400835) = R$ 230.480,11 resgate bruto.
    IR sobre o ganho de capital 15%. Teremos então: (15%* (R$ 230.480,11 – R$ 96.000,00)) = R$ 20.172,02.
    Assim, o resgate líquido será: (R$ 230.480,11 – R$ 20.171,02) = R$ 210.308,10.

    CALCULANDO A TAXA REAL
    Taxa = (montante/capital)^prazo -1
    Ou seja a taxa real foi 19,15% e não 19,55%

    Quem está certo, eu ou a financeira?

    Júlio.

    • Guilherme 18 de novembro de 2015 at 20:24 #

      Júlio, me parece que você considerou 360 dias por ano de rendimentos, enquanto a instituição calculou o rendimento somente por 252 dias por ano, que são os dias úteis.

      Então, os cálculos da instituição estão mais precisos.

      Abraços

  24. Adriano 4 de janeiro de 2016 at 9:49 #

    Guilherme:

    Supondo que vc chegou lá, ou , melhor ainda, que todos nós cheguemos lá ! Suponha ainda que alguns leitores se deram melhor ainda (inclusive vc) e tenham alcançado o tão almejado sonho do R$ 1 milhão !

    Como seria a lógica reversa, ou seja, o que seria feito “ao contrário” pra preservar o capital e garantir uma renda vitalícia (perpétua) ? Qual seria o percentual razoável de retirada mensal para preservar o capital, sabendo das condições de inflação sempre persistentes no Brasil ?

    É bacana olhar isso pois tenho lido bastante sobre TD e entendo que alguns títulos são mais adequados pra acumulação de patrimônio e outros para preservação ou utilização do mesmo.

    Por outro lado, embora tenha lido muito a respeito de TD e já tenha toda a ifnra-estrutura para aplicar (conta na EasyInvest, pra mim a melhor por ser taxa zero e ser agente integrado do TD), também concordo muito com o Júlio e ainda prefiro investir em LCIs/LCAs pois ADORO não pagar impo$to de forma lícita.

    Pra mim LCI/LCAs ainda batem com vantagens o TD.

    De qq modo, bons inve$timentos a todos os leitores em 2016 !

  25. Aires 12 de janeiro de 2016 at 3:27 #

    Boas análises.

  26. Adriano 18 de janeiro de 2016 at 16:18 #

    Guilherme :

    Sobre a TSR (Taxa Segura de Retirada), nos EUA eles a chamam de SWR (Safe Withdrawal Rate).

    No livro “The 4% Rule and Safe Withdrawal Rates in Retirement” de Todd Tresidder, o autor desmonta a idéia dos 4 % de retirada, que é tido nos EUA como uma taxa segura. O autor apresenta muitos riscos de se acreditar nessa falsa idéia.

    No Brasil temos ainda a taxa de 6 % de Juros reais da poupança que poderia nos deixar até “animados”.

    Porém , segundo o livro, há muitos perigos a se adotar essas taxas tão “confortávelis “, sendo os principais :

    – Inflação
    – Imprevistos , inclusive situações não cobertas por seguros
    – Seguro saúde, geralmente negligenciado , nem tudo é coberto.

    Como aqui no Brasil nós assistimos diariamente a monstruosidade da inflação, a minha conclusão é que pra formar um patrimônio seguro, teríamos que utilizar uma taxa de 4 % ou menos. O restante dos eventuais rendimentos (dos Juros ou outros proventos) deve ser reinvestido, MESMO após já estar aposentado.

    Tomando a nossa SELIC atual, teríamos que reinvestir uns 10,25 % dos rendimentos e utilizar os 4 % (ou menos).

    É triste constatar uma taxa tão baixa mas, depois de refletir, acabei aceitando , porque :

    – O que buscamos com a formação do patrimônio é SEGURANÇA (de não precisar mais trabalhar) e não BONANÇA ! Inclusive o livro alerta bastante que uma vez que as pessoas chegam lá elas “relaxam” no momento mais perigoso que é ao parar de trabalhar. Nesse momento inicial os gastos devem ser mais baixos porque vc não terá mais renda pra formar patrimônio. É justamente onde vc deve ser mais parcimonioso.

    – A disciplina de manter os gastos baixos e sempre investir deve ser CONSTANTE, mesmo após sua aposentadoria. Acredito que assim vc conseguirá manter a perpetuidade dos rendimentos. Como já me acostumei a manter os gastos baixos e sempre sempre poupar, me sentiria até inseguro , acredite ou não , se após se aposentar nao conseguisse poupar !

    – Pense na nossa inflação oficial : vc se sente seguro com a correção de 10 % ?

    Enfim, espero ter contribuído com algumas idéias !

    • Guilherme 18 de janeiro de 2016 at 17:37 #

      Excelentes ideias, Adriano!

      Você tem razão: acho que o principal ponto para atingir a IF é a questão de manter os gastos sob total e irrestrito controle, pois a massa crítica de investimentos, por maior que seja, pode “vazar” se alguma despesa fugir da capacidade de pagamento, como, por exemplo, gastos com plano de saúde.

      Cercar-se de uma rede de proteção financeira adicional, com seguros patrimoniais e pessoais, ajuda, mas não é suficiente, pois o principal é adotar um estilo de vida em que se dependa cada vez menos de dinheiro.

      Eu não me sentiria seguro com uma taxa de correção inflacionária de 10%, pois essa é a média, e, dependendo dos gastos futuros, a inflação pessoal pode ser até maior.

      Desse modo, no Brasil, apesar dos pesares, tem-se que adotar uma diversificação cautelosa, com um misto de títulos pós-fixados e atrelados ao IPCA, além, é claro, de outras fontes de renda passiva, como aluguéis de FIIs e dividendos de ações.

      Abraços!

  27. Rosana 22 de janeiro de 2016 at 6:09 #

    Guilherme,

    Recebi ontem um e-mail falando sobre algumas mudanças nas datas de vencimentos dos títulos do TD.
    Achei estranho, pois nunca vi nada desse tipo antes… Considerando o caos econômico e político atual, qual será a real intenção do governo? Será que continua sendo um investimento seguro?

    A tabela está aqui:
    http://www.infomoney.com.br/onde-investir/renda-fixa/noticia/4526277/tesouro-direto-tera-titulos-com-novos-vencimentos-veja-mudancas

    Obrigada,
    Rosana

    • Guilherme 22 de janeiro de 2016 at 12:10 #

      Olá Rosana,

      Não se preocupe: de tempos em tempos o Tesouro “renova” suas opções de títulos disponíveis para compra e venda. Ele continua sendo um investimento seguro. 😉

      Abraços!

  28. Luana 10 de fevereiro de 2016 at 7:54 #

    Oi Guilherme.

    Excelente site e artigos. Obrigada por compartilhar informação tão boa.

    Eu nunca investi e por isso estou um pouco perdida em por onde começar.

    Estou procurando por investimentos de longo prazo e que me dêem o maior retorno possível (claro, haha). Como eu tenho 27 anos, não tem problema eu esperar os 20 anos do exemplo acima.

    Moro e trabalho na Suíça. No momento disponho de um montante aproximado de R$200-300k pra investir ao ano (depois de salário líquido pagar aluguel, alimentação, lazer, etc) e esse dinheiro fica infelizmente parado.

    Minha primeira pergunta é: como eu irei continuar morando aqui, devo investir no Brasil ou aqui? No momento o Franco Suíço vale 4x mais que o real e por isso o Real me parece tão atrativo, mas pode ser que em algum tempo ele volte a valer 2,30 ou algo assim e por isso pensei em usar as economias desse ano pra investir no Brasil.

    Você tem alguma dica de por onde eu posso começar ou como me informar melhor?

    Muito obrigada e bom dia pra você.

    • Guilherme 14 de fevereiro de 2016 at 11:17 #

      Olá Luana!

      Inicialmente, parabéns por ter essa mentalidade investidora!

      Há vantagens e desvantagens em investir por aí. Os rendimentos na Europa, de aplicações conservadoras, são bem baixos, mas em compensação estão alocados numa moeda forte.

      Sobre investir no Brasil, parece que há regras específicas sobre brasileiros que moram no exterior. Confira alguns links:

      http://www.letraselucros.com/caso.asp?id=389

      http://andrebona.com.br/brasileiros-no-exterior-onde-investir/

      Eu não tenho resposta definitiva sobre essa sua dúvida. Recomendo você procurar informações antes, sobre como tomar a melhor decisão.

      Abraços!

  29. Lucas 24 de abril de 2016 at 0:33 #

    Olá Guilherme. Qual seu palpite para a taxa do IPCA+ 2035 que se encontra num valor menor que 6,30… Deve subir ou baixar com a polêmica do impeachment? grato

    • Guilherme 24 de abril de 2016 at 21:39 #

      Olá Lucas!

      Eu penso que essa taxa tende a baixar, não só por questões políticas, mas também devido ao fato de a inflação dar sinais de desaceleração, o que provavelmente fará com que a taxa básica de juros, a SELIC, venha a sofrer redução num futuro breve.

      Abraços!

  30. Welder 6 de maio de 2016 at 16:10 #

    Se eu investir 40 mil em 5 anos resgato quanto no tesouro direto?

  31. João Victor 23 de setembro de 2016 at 9:29 #

    Bom dia, Guilherme.
    Primeiramente, obrigado pelas informações aqui prestadas.

    Tenho uma dúvida.
    Primeiro, quais recomendações para investimentos no valor de 200 mil, sem correr muito risco ? Pensando a longo prazo e a idade atual 26 anos.
    Com esse valor, quanto conseguiria de renda ?
    Desde já aguardo e obrigado.

    • Guilherme 23 de setembro de 2016 at 20:57 #

      Oi João, obrigado.

      Vou responder na mesma linha de resposta de outra leitora:

      Primeiro você precisa saber dos objetivos com esse dinheiro, o que você pretende com ele. Investir pra quê? Aposentadoria? Casa própria? Viagem? Estudos?

      Precisa também verificar se você já possui uma reserva para emergências, e por quanto tempo você conseguiria se sustentar se dependesse exclusivamente dessa reserva.

      Você já ouviu falar sobre renda fixa? Tesouro Direto? CDB? Fundos DI? Sabe a diferença entre eles? Temos vários artigos aqui no blog a respeito, procure na seção de Arquivos => http://valoresreais.com/arquivos/

      Lamento não poder te dar uma orientação específica agora, mas entendo que você precisa antes responder a essas questões fundamentais antes de investir seu dinheiro nessa aplicação financeira.

      Precisa também estudar sobre alocação de ativos e avaliar uma coisa chamada “grau de tolerância ao risco”. Aqui no blog temos diversos artigos a respeito também.

      Penso que você mesma pode responder a todas as perguntas acima, inclusive a que você formulou, depois de estudar e adquirir conhecimento financeiro suficientes sobre seu estado atual nas finanças pessoais e investimentos.

      Abraços!

  32. Juka 18 de janeiro de 2017 at 14:50 #

    Estou investindo em bitcoins, específicamente em arbitragem, com rendimentos em torno de 0,5% a 1% ao dia.

  33. Hugo Monteiro 27 de janeiro de 2017 at 9:07 #

    Uma duvida, no caso o valor retirado no final do prazo ,no caso do exemplo 500 mil, será descontado IR etc e eu não receberia os 500 mil integral?

    • Guilherme 27 de janeiro de 2017 at 9:14 #

      Hugo, o IR é descontado sobre os investimentos do Tesouro, e, como você aplicaria o investimento por mais de 2 anos, incidiria na menor alíquota, que é a de 15% sobre os rendimentos.

  34. Amanda 30 de janeiro de 2017 at 19:58 #

    Olá! Já tenho aplicações no curto e no médio prazos. Então estou pensando em investir para um prazo mais longo, visando a aposentadoria e o efeito que os juros compostos podem proporcionar ao longo dos anos. Será que vale a pena aplicar em um RDB p/ 10 anos a 125% do CDI (com janela de resgate no 5º ano a 120% do CDI)?

  35. Edmar carlos 7 de abril de 2017 at 15:03 #

    Qual melhor investimento para alcançar, 360mil em 5 anos um cdb que paga 106% do cdi seria um bom caminho, depositando 500 por mes e possivel em 5 anos.

  36. Ronan 11 de abril de 2017 at 11:53 #

    Guilherme, está mesmo na hora de vender as NTN-B? Estou vendo várias pessoas falando mas ao comprar com o intuito de garantir uma boa taxa por muitos anos e até para aposentadoria seria vantagem vender e aplicar em outra coisa?

    • Guilherme 11 de abril de 2017 at 16:00 #

      Oi Ronan, eu acho que ainda não. Para objetivos de longo prazo, o ideal é ficar com os títulos até o vencimento, principalmente quem conseguiu as taxas acima de 6% a.a. que foram oferecidas algumas vezes no ano passado.

  37. Douglas Miranda 27 de outubro de 2017 at 21:54 #

    Olá. Para uma quantia de 5 mil reais, e 200,00 mensais. Qual a opção certa? Para o TD por onde começar?

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