[Guest post] Vale a pena trocar de carro agora?

Hoje, o blog Valores Reais abre espaço para discutir a dúvida de uma leitora, que certamente é a dúvida de dezenas de outros leitores do blog, e que pode, por isso mesmo, apresentar diferentes respostas, com múltiplas perspectivas e opiniões na caixa de comentários, haja vista a amplitude do tema em questão: vale a pena trocar de carro agora?

Carro

A leitura Luana está nesse dilema, cuja resposta envolve diversas variáveis, que estão devidamente descritas no guest post dela. Confiram:

“Tenho um veículo Gol Ano 2010, que adquiri em 2009, com plano inicial de trocar em 5 anos.

Pois bem, ele foi meu primeiro carro, comprei financiado, pagando mais do que o valor à vista, mas não me arrependo, pois sem ele teria sido impossível trabalhar e fazer meu Mestrado morando onde morava.

Eu adoro meu Golzinho, mas, no fim das contas, já são 6 anos, e ele já não é mais o mesmo: alguns barulhos incomodam, chegou a hora de trocar os pneus, as manutenções estão encarecendo e, conversando hoje com meu mecânico de confiança, ele disse que a tendência é essa mesmo, a cada revisão agora provavelmente terei que trocar uma peça ou outra mais cara.

Por outro lado, esse veículo não tem nem 70 mil km rodados e, felizmente, atualmente eu moro perto do local de trabalho, e o uso maior do veículo acaba sendo só para lazer nos fins de semana com a família, que inclui meus familiares que moram a 12 km de mim.

Hoje em dia, eu tenho um dinheiro investido, e poderia tirar uma parte dos investimentos para completar a compra de um carro zero quilômetro.

Eu penso num Fox 2016, pois a ideia é ter mais conforto na direção, e para minha mãe entrar no carro também (o Gol é muito baixo para ela).

Mas eu vi também que as concessionárias estão com propostas interessantes de 50% ou 60% de entrada e 36 vezes fixas sem juros. Essa opção seria boa, considerando que eu não precisaria me descapitalizar nada ou quase nada.

Resumindo, considerando o cenário de crise, em que de um lado as montadoras estão abertas à negociação, mas de outro devemos segurar os gastos, seria um momento oportuno para eu fazer essa troca? Fiquei pensando na questão dos custos de oportunidade, mas não consegui completar o raciocínio muito bem.

Repasso para os leitores do blog duas informações complementares, que creio serem importantes para análise: sou servidora pública concursada, então, apesar da crise, eu  não corro risco de demissão. Sou solteira (me caso ano que vem), sem filhos, sem outras dívidas, só o compromisso do aluguel e, conforme mencionei, tenho um dinheiro investido, nada demais, mas que aos poucos está crescendo.
.
A outra informação é que meu carro desejado é um veículo da categoria Hatch, com motor 1.5 ou 1.6, que não passe de uns R$ 48 mil. Pensei nos seguintes veículos: Fox, New Fiesta, HB20, Onix, e Renault Sandero. Nada luxuoso, só quero um pouco mais de potência e conforto mesmo.

Imagino que outros leitores estejam com a mesma dúvida que eu. É um bom momento para trocar de carro? Pago tudo à vista, ou aproveito essa taxa zero?

Abraço, saúde e sucesso!!!”

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Minha opinião

Em primeiro lugar, devo dar os parabéns à Luana! Manter um carro durante bons 6 anos definitivamente não é para qualquer um, ainda mais considerando-se que, nesse País, muitas pessoas trocam de veículo a cada 2 ou 3 anos. Ela já é um exemplo perfeito de pessoa que faz as coisas gastarem, ao invés de fazer gastos com coisas. 😉

Sobre a resposta à dúvida dela, tendo em vista que a Luana tem condições de pagar pelo carro à vista, uma vez que disse que tem dinheiro investido, e ainda pode tirar uma graninha extra com a venda do veículo Gol atual, minha sugestão é tentar comprar o novo veículo à vista, negociando um bom desconto.

Sei que essa é uma tarefa bastante árdua, que requer muita insistência e paciência, haja vista que um leitor mencionou, aqui no blog mesmo, que as concessionárias tentam convencer os clientes a todo custo a entrarem num financiamento, mesmo que eles queiram comprar o carro à vista. Tempos atrás, ouvi na CBN que, de cada 100 carros que saem das concessionárias, 75 são financiados. Não sei se essa estatística ainda perdura, mas o fato é que muitas pessoas preferem pagar uma parcela “que cabe no bolso” do que fazer um planejamento para conseguir juntar todo o dinheiro para quitar a compra do carro à vista.

Eu mesmo recebi esse tipo de proposta quando fui comprar meu carro, há exatos 5 anos. Não sei se eu já falei isso aqui no blog antes, mas vale a pena repetir: eu economizei para comprar o carro à vista, negociando um bom desconto (que ficou, salvo engano, entre 7% e 10% sobre o preço que estavam vendendo), mas a gerente da concessionária logo tentou me empurrar um financiamento a taxa zero: entrada de 50%, e saldo devedor em 12 ou 24 parcelas fixas mensais, sem juros.

As 3 armadilhas embutidas na compra do carro com “juro zero”

Porém, a compra de um carro com parcelas a “juro zero” embutem pelo menos 3 armadilhas, ou custos, que normalmente só são veiculados nas letras miúdas das propagandas comerciais.

A primeira é que a taxa de juros pode, sim, existir. Mas não na forma de 1%, 2% ou 3%, mas sim com algum número depois da vírgula do zero, à direita. Por exemplo: 0,9%, 0,8% 0,7% a.m. O juro é zero? Absolutamente não! Por isso, é bom se certificar se as parcelas não sofrerão algum tipo de correção, e isso normalmente só é anunciado nas letras miúdas dos comerciais e dos contratos.

A segunda armadilha consiste no custo do IOF. O juro pode até ser zero, mas os impostos não. No caso, por se tratar de uma operação financeira, deve incidir o IOF, que, atualmente, é de 3% nos financiamentos de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), que é a modalidade mais usada nas compras a prazo de veículos. E ainda há os 0,38% que incide no momento da abertura do crédito.

A terceira armadilha embutida consiste na famigerada TAC – Taxa de Abertura de Crédito, uma tarifa cobrada pelos bancos, que varia de R$ 700 a R$ 1.000,00, cuja legalidade vem sendo questionada na Justiça.

Por isso, é sempre bom se atentar para o CET = Custo Efetivo Total da compra do veículo, pois o juro nominal das prestações pode até ser zero, mas o juro efetivo jamais o será, em função dos custos com TAC e IOF.

Comprando à vista, além de você se livrar desses “penduricalhos”, ainda poderá conseguir um bom desconto, dependendo do rumo das negociações. Um desconto de 5% sobre um carro que custe R$ 48 mil já significará uma bela economia de R$ 2.400,00, o que pode ser suficiente para pagar o seguro e o IPVA do primeiro ano, por exemplo.

Carro usado: uma opção a ser considerada

Há ainda uma outra alternativa que pode ser considerada: a compra de um carro seminovo.

Existe, certamente, a preocupação com os riscos de o carro não estar do jeito que está sendo anunciado pelo vendedor; porém, a relação custo vs. benefício pode compensar, desde que se faça uma boa avaliação do estado geral de uso do carro, preferencialmente com o acompanhamento de um profissional da área – um mecânico de confiança, por exemplo.

Aqui, as margens para negociação de desconto para a compra à vista ampliam-se ainda mais, e certamente o jogo do empurra-empurra para um financiamento será bem menor.

Conclusão

A compra de um carro é um ato que envolve muito estudo e avaliação dos prós e contras não só do preço a ser praticado, mas também do tipo de veículo a ser comprado.

Do ponto de vista das finanças pessoais, é sempre um item que merece um estudo particular, em face do impacto que tem no orçamento doméstico.

E você, qual sugestão tem para a Luana? Ela deve trocar de carro agora? Qual modelo de carro você sugere, nessa faixa de até R$ 48 mil? Qual dica tem se for para ela comprar um carro usado? Participe das discussões e deixe um comentário.

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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46 Responses to [Guest post] Vale a pena trocar de carro agora?

  1. soldado 17 de agosto de 2015 at 1:55 #

    Acredito que seja mesmo melhor comprar à vista, pois dessa forma os aportes dela não ficam comprometidos.

    Mas há de se considerar os usados. Pelos anúncios que vi, ela conseguiria uma economia de R$ 10.000 reais, se optar por um seminovo, inclusive com menos de 10.000 KM rodados.

    http://www.icarros.com.br/ache/listaanuncios.jsp?bid=1&app=20&sop=nta_17|51|44.1_-ver_21453.5_-ami_2015.1_-amf_2015.1_-mar_36.1_-mod_478.1_-est_SP.1_cid_9025.1_-esc_4.1_-sta_1.1_&pas=6&pag=1&lis=0&ord=4&ope=addFiltro&filtro=kmm&vfiltro=1

    • Luana 21 de agosto de 2015 at 18:39 #

      Olá soldado!

      Concordo contido, os preços são vantajosos, mas meu medo são surpresas desagradáveis que podem vir mesmo pedindo que meu mecânico avalie. Bem, pelo menos acredito que só a rotina de uso mostra os reais problemas!

      Obrigada.

      • Leandro 29 de janeiro de 2016 at 11:37 #

        Luana carro é toyota e honda !!! O resto são meros meios de transporte.Vá no google e digite opinião do dono e acesse os sites q aparecem webmotors, carsale e bestcars e tire suas proprias conclusões. Com pouca grana sddan é corolla e depois civic.hath é honda fit.com mais grana tem outras opções mas nao ssia da toyota e honda !!!

        • Luana 29 de janeiro de 2016 at 19:36 #

          EI Leandro! Hehehehe. Já estou convencida! Resolvi adiar a compra, mas provavelmente comprarei um honda usado =D

  2. Gabriela 17 de agosto de 2015 at 6:03 #

    Só uma sugestão pra hora de negociar: Ligue antes na concessionária e pergunte quanto custa o veículo que vc quer na venda direta para frotista. Com esse valor em mãos chegue para o vendedor e diga que vai comprar na venda direta, mas se ele fizer um preço parecido vc compra com ele pra receber logo (a venda direta demora pelo menos 3 meses).

    • Luana 21 de agosto de 2015 at 18:39 #

      Ei Gabriela!

      Boa dica, mas será que eles informam assim por telefone?

  3. 17 de agosto de 2015 at 7:20 #

    Opa!

    Neste ano tive que comprar um carro novo porque o antigo não estava atendendo mais à família que cresceu com a chegada do herdeiro,rs.

    Pois bem, nunca tinha comprado um carro antes, o anterior tinha sido presente do pai, um Corsinha ano 2001.

    Já fui para as compras com a mentalidade de pagar a vista e obter o melhor desconto possível, ainda mais em época de crise. E para minha surpresa, aqui na minha cidade (Belo Horizonte), nenhuma concessionaria dá desconto se o preço é a vista. Não sei como funciona em outras capitais, mas vc só consegue chegar a descontos por aqui se já tiver outros preços melhores em mãos. Escrevi sobre isto em um post recente:

    http://www.blogdouo.blogspot.com.br/2015/04/chevrolet-prisma-2015-0km-preco-r44500.html

    E por incrível que pareça foi mais vantajoso financiar do que pagar a vista já que financiando eu consegui itens adicionais como IPVA pago, protetor de cárter dentre outros. Em todas as lojas que fui os vendedores foram unânimes: “meu amigo, o preço a vista e financiado para nós é o mesmo, isto porque receberemos da montadora o mesmo valor, sendo a vista ou não”.

    Coloquei na ponta do lápis e vi que seria mais vantajoso financiar 60% do carro em 24 meses, mesmo pagando a TAC de 500 reais e o IOF foi vantajoso porque apliquei os 60% que não usei na compra nesta nossa renda fixa que está pagando horrores. A taxa que estou pagando é “zero”.

    O preço inicial que obtive na loja 1 foi de 49.000 em um modelo 15/15 (a vista ou financiado, para eles não importava). Indo na loja 2 consegui o preço de 44.500 mas o modelo era 14/15. Retornei na loja 1 e propus a eles pagar 44.000 no modelo 15/15, senão levaria o modelo 14/15 da outra loja. (Detalhe é que a loja 1 só tinha modelos 15/15, rs). Como percebi que era vantajoso para eles vende financiado já que eles ganham bônus da montadora que é a própria financiadora, então propus financiar o valor de 44.000 mas gostaria do carro sair da loja com a primeira parcela do IPVA pago e com alguns assessórios a mais (protetor, carpete). O carro acabou saindo por 44.500 pois também pedi o emplacamento dentro da loja (se fosse emplacar fora ia ter mais trabalho).

    Enfim, tem que se colocar tudo na ponta do lápis, em algumas situações é melhor financiar, principalmente se vc tem o dinheiro para pagar a vista que poderá ser muito bem remunerado em aplicações interessantes.

    Abraço!

  4. 17 de agosto de 2015 at 7:31 #

    Acabei não deixando a dica para a Luana se ela deve ou não trocar de carro. Pessoalmente eu acredito que um carro possa rodar bem pelo menos uns 10 anos, o meu Corsinha anterior por exemplo era de 2001 e continua rodando bem (dei ele para minha mãe). Sim, dá mais manutenção, mas dependendo do carro até que não sai caro. Eu planilho todos os meus gastos, e nos últimos 4 anos gastei em média 6.500 reais anuais com o Corsinha, já considerando combustível, mecânico, seguro, etc. Agora com o novo devo gastar mais do que isto por ano, mesmo sendo um carro zero “que não dá manutenção” o seguro é mais caro, tem o custo das revisões, etc. Por outro lado estamos em momento de crise, e pode ser que ela consiga um bom desconto (se bem que estou percebendo que o preço está é aumentando em vez de diminuir, de dezembro para cá aumentou horrores.) Concluindo, se o carro ainda está atendendo às necessidades básicas acho bobagem trocar, na minha opinião só devemos trocar um carro quando ele passa a não atender mais as necessidades, ou começa a dar mais trabalho do que utilidade.

    Abraço!

    • Luizinho 17 de agosto de 2015 at 18:34 #

      Só uma questão que me chamou a atenção, normalmente o seguro fica é mais caro a cada ano e as vezes até dificil de achar uma seguradora que aceite fazer.

      Uma alternativa nesses casa são os rastreadoes e os seguros só de assistência mecânica e outros serviços.

      • Luana 21 de agosto de 2015 at 18:40 #

        Ei Luizinho.

        Com certeza meu seguro ficará mais caro, isso é fato! Mas dificuldade em contratá-lo acredito que não terei.

        Obrigada.

    • Luana 21 de agosto de 2015 at 18:37 #

      Olá Uó!

      Também estou aqui em BH e já desconfiava que as concessionárias daqui não fornecem grandes descontos a vista.
      Quanto as contas estou meio descuidada, mas vou planilhar tudo. Obrigada pelas informações!

      • Guilherme 23 de agosto de 2015 at 16:22 #

        Excelente depoimento, Uó!

        Isso mostra que comprar um carro é um ato que exige bastante esforço, pesquisa, e matemática financeira aplicada.

        Além, é claro, de um bom poder de negociação!

        Abraços, e parabéns pela estratégia da compra do carro!

  5. SwineOne 17 de agosto de 2015 at 8:20 #

    Comprar um carro 0 km no Brasil é, via de regra, caso de internação psiquiátrica. Afinal, só louco gosta de rasgar dinheiro.

    A desvalorização do carro usado no primeiro e segundo ano é pornográfica, de forma que é possível comprar um carro com 2 a 3 anos de uso, às vezes ainda cheirando a novo, muitas vezes ainda na garantia de fábrica, e facilmente pagar 30% a menos do que pagaria num 0 km. Mas claro, é preciso pesquisar o histórico do carro, como bem indicou o Guilherme. Em certos casos, especialmente se vendido pelo setor de usados de uma concessionária, o carro pode ter uma garantia relativamente generosa, para eliminar a preocupação com a procedência do mesmo.

    Além disso, ao comprar um carro seminovo, você fica com a consciência leve por não ter alimentado a máfia que é a indústria de veículos no Brasil, que cobra o dobro ou o triplo do preço do que cobram no mesmo carro lá fora (até quando o carro vendido lá fora é fabricado aqui).

    Mas a verdadeira pergunta é se você realmente precisa trocar o carro. Por um lado, parabenizo você por ter ficado com o carro por 6 anos, porque realmente, como colocou o Guilherme, a maioria dos brasileiros trocam de carro a cada 2 ou 3 anos, e só não trocam com mais frequência porque não conseguem mais crédito, senão provavelmente trocariam. Mas enquanto você estiver apenas trocando peças de rotina, que precisam ser trocadas por desgaste natural e não por um problema mais sério do carro, dá pra tentar extrair mais alguns anos dele. Também é preciso analisar os custos do carro como um todo; por exemplo, além do dinheiro gasto na aquisição de um novo carro, é preciso considerar o IPVA (que, por ser uma porcentagem do valor do carro, não escapa de crescer na aquisição de um carro de maior valor), seguro, etc.

    É possível que o seu veículo em particular não aguente mais por muito tempo; nesse ponto, recomendo que, ao adquirir o próximo carro, dê preferência a marcas conhecidas pela qualidade, e especialmente, busque carros de projeto global, pois a diferença na qualidade em relação aos carros fabricados apenas para o mercado brasileiro, ou outros países subdesenvolvidos, é visível. O exemplo que gosto de dar são carros como Honda Fit, City e Civic, e Toyota Corolla. Em países desenvolvidos, onde as pessoas valorizam seu dinheiro, estes carros precisam durar 300, 400, 500 mil km, e são projetados de acordo.

    A questão do financiamento, como posto pelo Uó, pode sim ser vantajosa, desde que seja na taxa zero. Deixar o dinheiro rendendo 15% ao ano e pagar só os 3% ao ano de IOF é, sem dúvida, um bom negócio. Mas aqui cabe chamar a atenção: o investimento em questão deve ser um CDB, LCI, LCA ou LFT (Tesouro Selic). O risco de investimentos pré-fixados ou atrelados à inflação é que eles podem tanto subir quanto cair de valor (a famigerada marcação a mercado), enquanto que os investimentos citados acompanham a taxa Selic e sempre sobem, às vezes mais e às vezes menos, mas sempre sobem.

    Por fim, decidindo por um novo ou usado, é preciso ser extremamente agressivo na negociação. O Brasil está parado, ninguém vende nada, e a concorrência está selvagem. Pegue propostas em uma concessionária e leve na outra, tente extrair IPVA pago, tanque cheio, acessórios, tudo o que puder. Quando conseguir uma oferta melhor em uma concessionária, não feche sem antes levar para a outra, até que ninguém consiga fazer mais nada. Visite concessionárias vendendo carros do mesmo perfil que você quer comprar, mesmo que os carros não interessem a você, mas para ter munição para a sua negociação. Pesquise, pesquise, pesquise. Dá pra economizar muito dinheiro desta forma.

    • Giselle 18 de agosto de 2015 at 8:20 #

      Interessante o seu comentário sobre escolher uma marca de renome, pois eu comprei um Honda Civic em 2009 e ele ainda está como novo. Não dá problemas de manutenção, só as revisões periódicas e não apresenta um barulhinho. Acho que ainda posso ficar com ele um bom tempo e estou muito satisfeita, pois foi um ótimo custo/benefício.

    • Luana 21 de agosto de 2015 at 18:48 #

      Olá SwineOne!

      Obrigada pela argumentação tão completa!

      A questão do usado é que realmente tenho medo de virem surpresas desagradáveis que uma avaliação antes da compra esconda.

      Quanto as marcas, tem muita gente comentando isso comigo, tanto pela durabilidade quanto pela segurança. Sou amiga de uma família que há mais de 10 anos só tem Corollas, só vão trocando! Outro conhecido meu, pegou o primeiro há uns meses e disse que não quer outro nunca mais.

      O que vocês acham, o Etios também poderia ser considerado?

      • Guilherme 23 de agosto de 2015 at 16:26 #

        Excelentes dicas, Swine, principalmente na questão de pegar veículos com projeto global!

        Luana, o Etios é um veículo também a ser considerado nas suas pesquisas, haja vista que está dentro de seu raio financeiro.

        Abraços!

  6. André 17 de agosto de 2015 at 8:43 #

    Eu estou pesquisando também a compra de um novo carro. Já visitei quatro concessionárias diferentes e vou deixar minhas impressões:

    1) O financiamento com taxa zero pode ser interessante sim, mas vc precisa ficar esperto. A TAC e IOF podem ser pornográficos, mas vc precisa comparar e deixar claro para os vendedores que vc está ciente e procura alternativas. Exemplo: quando fui na Ford, o aumento de preço no carro ficava em quase 1500,00. Na Volkswagen, pouco mais de 500,00. Voltei na Ford e comentei isso a eles, e eles disseram que se eu tivesse conta no Bradesco (e eu tenho), eliminariam a TAC, e o aumento ficaria então em menos de 600,00. Só nisso foi 1000,00 em desconto.

    2) Não é fácil pegar desconto À vista.Tentei muito na VW e Ford, mas eles dizem que para eles tanto faz, pois o valor que recebem do banco é o mesmo. A Hyundai assinalou uma possibilidade, porém de 3% apenas (sempre em comparação com o financiamento de taxa zero).

    3) As parcelas (todos me garantiram) é, de fato, sem correção, o que pode significar um ganho real em virtude da corrosão da inflação e da aplicação do investimento. Assim, parcelar sem juros pode ser uma vantagem real.

    Eu ainda não decidi, não estou com muita pressa (até o final do ano, estou tranquilo), e continuo pesquisando.

    Parto para uma outra questão, para quem quiser comentar: vcs acham que até o final do ano tais vantagens (e preços ) se manterão, em virtude do mercado continuar ruim, ou teremos reajustes em virtude do encarecimento das matérias-primas (dólar)?

    • Luana 21 de agosto de 2015 at 18:54 #

      Olá André!

      Obrigada por compartilhar sua experiência! Também pretendo ir amadurecendo a ideia por mais algumas semanas.

      Olha, eu não entendo do setor automobilístico, mas minha impressão é que esse bombardeio de vantagens vão perdurar até o final do ano, mesmo porque suponho que as concessionárias precisem se desfazer do que está em estoque.

      • Guilherme 23 de agosto de 2015 at 16:27 #

        Olá André, concordo com a Luana, tendo a considerar que os preços se manterão até o final do ano.

        Abraços!

  7. Danilo Muniz 17 de agosto de 2015 at 9:31 #

    Bom dia!

    Pode ser apenas impressão minha, mas na semana passada eu apenas pesquisas algumas motos e foi interessante pois normalmente eu apenas olho e vejo cerca de 200 a 300 motos da marca que selecionei. Na semana passada eu vi quase 600. Um aumento bem significativo e consequentemente o valor das motos usadas caiu bastante.

    Acho interessante você ter mencionada um carro seminovo, existem alguns até de 2014 como alguém mencionou nos comentários também com menos de 10.000 km rodados e seria um economia bem atraente.

    Como você mesmo disse Guilherme, exigirá uma boa pesquisa. Meu próximo veículo com certeza será semi-novo e pagarei à vista, a não ser que haja uma proposta viável e competitiva.

  8. Pedro 17 de agosto de 2015 at 10:32 #

    Eu pensaria em um seminovo. O fato é que as montadoras deixaram há algum tempo de vender carros e passaram a vender serviços financeiros. Daí o fato de não darem desconto para pagamentos à vista.

    O fato é que no Brasil os preços estão realmente pornográficos, não por acaso um carro de 90k que é o HRV fez tanto sucesso, pois tem o mesmo preço de um golf. Mas a “culpa” também é do brasileiro, que aceita ficar na fila de espera de 90 dias para comprar um bem de quase 100k. Isso é uma completa insanidade.

    O seminovo você pode encontrar boas oportunidades e margens de negociação à vista, além de pegar um carro justamente do brasileiro médio que tem tanta tara por carros, troca de 2 em 2 anos, que acaba cuidando do carro pro próximo dono, tem uns que nem tiram o plástico do banco tamanha paranoia.

    Faça as escolhas mais racionais e seja feliz!

  9. Carlos Manoel Marques 17 de agosto de 2015 at 12:21 #

    Luana,

    Eu tenho um Honda FIT EX 2012-2013 automático, adquirido há uns 4 meses (topo de linha) e ainda com a garantia de 3 anos a vencer (vence em uma data de Setembro). Comprei-o em uma agência autorizada, logo, mais fácil de negociar com a revendedora caso eu achasse um problema eventual (que não houve). Por que recomendo este carro? 1 – Atende a altura e conforto que você precisa; 2 – Estaria dentro de seu orçamento. E por fim, só compro “Hondas” de 1998 para cá. (tive vários CIVICs e vários FITs). Garanto que há muita qualidade intrísica e que você vai adorar. Pelo menos experimente! 🙂

    • Luana 31 de agosto de 2015 at 10:34 #

      Olá Carlos!

      O hond fit entrou para minha lista!! Estou pensando num semi novo. Com a ajuda de amigos talvex fique mais tranquila para adquirir um veículo usado.

  10. Rodrigo 17 de agosto de 2015 at 13:01 #

    Concordo com a afirmação de alguns que a compra de seminovo é mais vantajoso financeiramente. Entretanto tem alguns poréns. Ninguém sabe como o dono anterior cuidou . O carro pode ter vários barulhos de acabamento que são imperceptíveis em baixas velocidades, pode ter a quilometragem adultera, pode ter sofrido batida, enchente, o cambio e motor podem estar começando a dar sinais de desgaste,…. O ganho que você tem pode ser facilmente perdido com manutenção e reparação caso você tenha comprado uma “bomba”.

    Eu, particularmente, prefiro carro novo para evitar esse tipo de estresse. É claro também pode dar problema, mas as chances são bem menores. Uma dica que dou e entrar nas comunidades do facebook do carro que tem interesse e perguntar aos donos sua opinião. As análises de revistas e opiniões alheias podem ser tendenciosas e imparciais. Outra coisa importante é brigar bastante na negociação, jamais compre um carro no primeiro encontro. Se um carro custar R$ 45.000 diga que só pode pagar 43. Provavelmente ele vai recusar na hora. Então deixe seu número de contato e diga pra ligar pra você apenas se conseguir nesse preço. Vai passar uma semana e te garanto que eles vão te ligar. As concessionárias tem metas de vendas e chega no final do mês eles fazem de tudo para atingir.

    Cuidado para não exagerar, modelos mais baratos e lançamentos tendem a ter margens mais baixas de negociação. Além disso, algumas marca como a Chevrolet costumam colocar o preço de tabela bem alto e na hora da negociação dão 2-4 mil de descontos. Já Volkswagen e Ford é mais complicado conseguir abaixo da tabela. Isso não significa que a Chevrolet seja mais bonzinha, é apenas estratégia de venda.

    Outro detalhe é dar importância ao aspecto segurança. Alguns carros usados podem vir sem abs e airbag. Caso possível, invista no modelo com o maior número de itens de segurança. Sempre verifique a nota que o carro recebeu no Latin Ncap. Algumas marcas não autorizaram a fazer esse teste, isso pode ser um mal sinal… Dinheiro e bens conseguimos recuperar com o tempo, já a nossa vida é unica.

    Por último sugiro você fazer teste-drive em todos os carros da categoria, não tenha preconceito com nenhum. Sandero, Onix, New Fiesta, Ka, C3, Up, Fox, HB20, Palio, Uno… Faça uma tabela comparando os valores de seguro manutenção, cesta de peças, acabamento, consumo, segurança, etc. Nada de copiar de sites. Faça de acordo com sua percepção e dados do fabricante. Tenho certeza que fazendo desta forma você estará comprando o carro mais adequado a seu perfil. Boa sorte na escolha!

    • Guilherme 23 de agosto de 2015 at 16:30 #

      Ótimas dicas, Rodrigo, principalmente aquela referente ao preço máximo que você pode pagar.

      Abraços!

    • Luana 31 de agosto de 2015 at 10:37 #

      Obrigada pelas dicas Rodrigo!

  11. Jorge Filho 17 de agosto de 2015 at 15:11 #

    Boa tarde.

    Acompanho sempre as matérias e comentários postados aqui . Elucidam muitas coisas do nosso dia-a-dia e sempre vejo propostas factíveis e inteligentes de como gastar nosso “suado’ dinheiro em terra brasilis.
    Porém ,neste tópico , quanto a aquisição de carro novo ou semi-novo; à vista ou financiado…….senti a ausência de considerações em relação a aquisição com carta de crédito de consórcio (cito aqui o lance para a retirada da carta de crédito ou aquisição de carta já contemplada). Ao considerar que o carro é para uso (ou seja , pelo menos 5 anos com o mesmo dono) , acho q a vinculação a uma administradora de consórcio não é de todo o ruim. Numa analise, menos aprofundada, as parcelas tendem a ser de valor menor quando comparadas com os valores de financiamentos.
    Bem , Srs , sou adepto do carro como “mal necessário” , o meu atual já esta comigo a 7 anos e atendendo a minha família sem sobressaltos , Punto 2008/2009. Devemos ficar com ele , pelo menos mais uns 6 meses….
    No aguardo de considerações

    Boa semana a todos.
    Jorge Filho

    • Guilherme 23 de agosto de 2015 at 16:31 #

      Olá Jorge, obrigado, realmente, a questão do consórcio não foi mencionada, mas pela falta de conhecimento do assunto.

      Em determinadas situações, ele pode, sim, ser uma alternativa para a compra do carro.

      Abraços!

  12. 17 de agosto de 2015 at 17:56 #

    Eu comprei um carro zero mais por comodidade mesmo. O preço que se paga a mais em relação ao semi-novo é este da comodidade de não ter que ficar procurando carro com procedência. Mas se encontrar um carro de boa procedência acho que vale a pena sim pegar usado. Lembre-se de comprar com no máximo 15.000 de rodagem por ano, mais do que isto não compensa, e de preferência com uns dois anos de uso.

  13. Anom das 00h 18 de agosto de 2015 at 0:55 #

    Olha não vale a pena carro 0km, ta certo que não vai gastar com manutenção, mas a desvalorização na hora que vc tirou o carro da porta da loja, isso desanima,

    sou a favor de um seminovo mais completo, com mais recursos, do que um zero igual ou inferior.

  14. Lisandro 18 de agosto de 2015 at 3:25 #

    Luana,
    Caso decida comprar um novo, não deixe de pesquisar em diferentes concessionárias da mesma marca. A diferença de preços e grande. Faça até pelo telefone mesmo, ligue e peça para falar com um vendedor. Ligue para outras cidades, capitais, São Paulo, costumam ter melhores preços. Ja comprei carros em São Paulo e mandei entregar no Espírito Santo e a economia foi boa.

  15. Leandro 18 de agosto de 2015 at 16:02 #

    Nossa. Tudo o que você relatou é a mesma situação que tenho. Gol 2010, primeiro carro, decidindo em trocar.

    Tudo, até a vida pessoal se parece com a minha.

    Impressionante o relato parecer.

  16. Igor 19 de agosto de 2015 at 18:25 #

    Prezada Luana, vou responder baseado na minha experiência.
    Eu já penso da seguinte forma. Nunca é uma boa hora pra trocar um carro, a não ser que seja realmente necessário. Se não for, você usa até o carro acabar.
    Vão dizer que o carro vai dar mais despesa de manutenção. E vai mesmo, mas qual o problema? O problema é que em geral as pessoas trocam de carro em tão pouco tempo que acabam criando mitos de que vale a pena trocar pelo novo pra escapar da manutenção de itens que tem desgaste em km mais alta, como correia dentada, embreagem, etc. Por outro lado, a manutenção do carro 0km é caríssima, mas poucos enxergam isso. Durante o período de garantia, caso você queira mante-la, é obrigatório fazer as revisões numa concessionária. Aí, uma simples troca de óleo/filtros, que você poderia fazer por um valor na casa de 100/150 reais passa a custar 500 e , dependendo da marca, é preciso fazer a cada 6 meses. Aí você pega um carro com 5 anos de garantia e tem que fazer 10 revisões. Se você rodou bastante com o carro nesses cinco anos, esse valor aumenta. Ou seja, sai caro rodar com a “tranquilidade” da garantia.
    Vamos para outros valores. Você compra seu carro por X e compara com seu carro atual. Faça uma planilha e veja a diferença. IPVA vai subir com certeza. Seguro vai depender do carro, mas pode subir também. Depreciação do carro novo. Custo de oportunidade perdido com o valor utilizado pra comprar o carro novo. etc.

    Eu já fiz essa conta várias vezes e chego a mesma conclusão. Pra trocar meu carro por um equivalente 0km, eu gastaria cerca de 2.000 por mês a mais do que eu gasto com meu carro hoje, ano 2001.
    E o que eu ganharia? pelo que avaliei, segurança. E é relativo, pois andar com um carro 0km pode ser mais inseguro do ponto de vista da violência em que vivemos .

    Pelo relato, você precisa até menos do carro do que antigamente.A única necessidade seria em relação à sua mãe, mas cabe a você avaliar se realmente é uma necessidade que justifique a troca.

    Tanto o carro velho quando o novo te levam ao mesmo lugar. Prefiro então usar esse dinheiro que seria gasto e poupar para o momento em que eu realmente precise trocar o carro e, em quanto isso, aproveito para gastar com coisas que sejam mais interessantes pra mim, como viajar com mais frequência.

    Espero ter ajudado.

    • Guilherme 23 de agosto de 2015 at 16:33 #

      Excelente depoimento, Igor, principalmente pela questão do custo da garantia, revelando detalhes que eu mesmo não sabia acerca desse item.

      Abraços!

    • Luana 31 de agosto de 2015 at 10:39 #

      Obrigada Igor!

  17. Fernando 19 de agosto de 2015 at 21:04 #

    Vou dar minha opinião que é da minha experiência sobre esse assunto.
    Pra começar acho que dependendo do uso do motorista, se for de 15 mil km por ano, por exemplo. Pode sim valer a pena, trocar de carro a cada 3 anos. Pois ele ainda tá valendo bem. E depois disso a manutenção será pesada. Mesmo com o carro bem cuidado, poderá ter despesas com pneus, amortecedores, e etc.
    Carro pra mim não é investimento, é um veículo de locomoção e tbm prazer.
    Comprei carro francês e não me arrependi.
    Antes deste tive um Gol 0km, que era somente à álcool num momento que a massa fugia desse combustível. Quando o revendi, foi até chamariz, o fato de ser álcool original.
    O Gol deu inúmeros problemas quando era 0 km. Foi guinchado umas 5 vezes, nem carro reserva me concederam. Passada a garantia, tive de consertar um defeito de fábrica que a VW enrolou pra não arrumar.
    Mas depois de 5 anos, e com mais de 100 mil km, revendi o carro para um revendedor de Americana, quase pelo preço que paguei. O carro tem fama, e brasileiro parece gostar de carroça. Por isso as grandes montadoras costumam demorar pra renovar seus modelos em nosso país.
    Depois comprei o 307, adorei o carro. Na época era um dos mais bonitos modelos vendidos. Mas já está com 8 anos, mas devido a uma displicência do meu mecânico de confiança, comecei a ter despesas pesadas com manutenção. Troquei de oficina e no momento o carro tá bom, vou revender, e acredito que vá perder na revenda, mas nem me importo, pois pra mim carro é bem de consumo, não investimento.
    Sobre as marcas japonesas, admiro a Honda, dizem que tem a melhor assistência técnica. Mas acho que as montadoras japonesas tbm se aproveitam da fama que conquistaram e cobram caro demais pelos seus carros. Acho que elas acabam não tendo bom custo benefício.
    Gosto de variar e no momento penso no I30, da Hyundai. Não estou desesperado pra comprar, vou procurar melhor preço. Dica, não se prenda a uma única concessionária, ligue para todas que puder de sua região. Moro em SP, capital. Na cidade há concorrências entre concessionárias e lojas. Tvz por isso digam que carro é mais barato aqui.
    Sempre comprei meus carros a vista, pelo melhor preço que conseguia. Deixei vendedor até bravo comigo rs, pois ainda fiz toda documentação fora.
    Mas se for financiar, recomendo outra dica. Vá no seu banco peço o valor do financiamento para o auto que gostou, que geralmente deve ser mais barato que nas lojas. Depois vc vai na loja do carro onde quer comprar e peça o melhor preço à vista. NÃO DIGA QUE VAI FINANCIAR! Vc pagará preço a vista, com financiamento geralmente mais barato de seu banco.

    • Luana 31 de agosto de 2015 at 10:43 #

      Obrigada pelas dicas Fernando! Aqui em BH também há diversas concessionárias e no vai e vem de uma para outra é possível sim barganhar vários “brindes”, itens e descontos!

  18. Douglas 21 de agosto de 2015 at 2:44 #

    Esses dias abri o site da Hyundai pra consultar o valor do HB20, e pra minha surpresa, está o valor de um Civic ou Corolla com 4 anos de uso.

    Existem carros usados muito bem conservados no mercado. Pra quem tem paciência, tempo e alguém pra ajudar a orientar, vale muito a pena buscar por um usado.

    Optar por modelos globais (como Fit, Civic, Corolla) é uma excelente escolha, pois são carros projetados para os mercados mais exigentes do mundo. Mesmo que usados, esses carros ainda são mais confiáveis que muito popular 0km.

    Como um amigo falou, sustentar essa máfia da indústria automobilística brasileira chega a ser quase insanidade.

    Um exemplo que sempre conto a meus amigos é o de uma pessoa de minha família. Essa pessoa comprou um Fiesta 0km e com menos de 2 anos já estava passando pra frente. A Ford fazia a exigencia (ridícula) de revisão a cada 5 mil km e o carro já apresentava problemas de peças de baixa qualidade, como botão de ar condicionado quebrando.
    Essa mesma então comprou um civic usado, com o qual está ha 3 anos. O carro já possui mais de 120 mil km e jamais apresentou qualquer tipo de problema.
    Se o Honda faz revisão a cada 10 mil km, e o Ford a cada 5 mil, fica fácil de perceber que o Ford não só tem qualidade construtiva pior, como vai gerar mais custos e idas a concessionária.

    • Luana 31 de agosto de 2015 at 10:44 #

      Obrigada por dividir a experiência Douglas!

  19. Valéria 30 de agosto de 2015 at 16:17 #

    Oi, meu irmão tem um carro há mais de 10 anos, ele comprou à vista na época, é um kadett 95 GSI, primeiro carro, ele disse que várias pessoas ficam falando para ele trocar de carro, mas ele não quer, eu disse se o carro está bom vai trocar pra quê? Para satisfazer os outros? Ele disse eu não, nem pago mais IPVA, meu carro está novinho, falei então.
    Eu não tenho carro, nem sei se terei, já tive um fusca, mas vendi porque mudei de estado, não tenho esses sonhos em mente, mesmo porque trabalho 15 minutos de casa e ando a pé mesmo, se um dia comprar vai ser a vista, se eu tivesse um carro depois do ano 2000 eu não trocaria por outro, só se fosse a vista mesmo, agora comprar um e se endividar como meu cunhado fez, sendo que já tinha um carro bom e pago, jamais!

    • Luana 31 de agosto de 2015 at 10:47 #

      Obrigada Valéria.

  20. Tatiane 9 de outubro de 2015 at 16:01 #

    Olá!
    Achei muito interessante este post, pois estou passando por um momento de tomadas de decisões também envolvendo carro. Se possível, gostaria da opinião de vocês.

    A situação é a seguinte: compramos um carro zero há um ano e terminamos de pagar este mês. O valor de compra foi muito bom na época pois pagamos menos do que esta sendo anunciado agora (carro prisma modelo 2014/2015, saiu em torno de 40 mil), porém eu gostaria de vende-lo para comprar um carro seminovo e guardar o restante do valor para adquirir um imóvel ( temos 30 mil na poupança e com a venda do carro poderíamos conseguir mais uns 20 mil, acredito), meu esposo não esta concordando com minha sugestão, ele acha que devemos manter o carro e ir guardando dinheiro aos poucos pra compra da casa. Lembrando que moramos em uma casa do pai dele e não pagamos aluguel, mas ainda assim por mês só conseguimos juntar 1 mil para a poupança.
    Meu objetivo é primeiramente minha casa, mas não sei que tipo de investimento fazer para alcança-lo mais rapidamente, será que a venda do carro é realmente uma boa idéia?

    • Guilherme 11 de outubro de 2015 at 18:29 #

      Olá, Tatiane.

      Penso que a melhor solução é manter o carro comprado há um ano, e ir guardando o dinheiro aos poucos.

      Isso porque a venda do carro atual, com a compra de outro, embutirá mais custos que, embora compensados com a diferença de valor, gera novos gastos de emplacamento, IPVA e seguro mais caros etc.

      Dessa forma, como o objetivo é a compra da casa, tudo deve ser concentrado para encontrar meios de economizar dinheiro, e juntar mais dinheiro, aos poucos.

      Abraços!

  21. Sergio 20 de novembro de 2015 at 14:10 #

    Tatiane. Acho melhor manter o carro atual. É novo, já esta pago, não vai dar problema tão cedo (tendência).
    Quanto ao imóvel, juntar 1000 reais por mês dificulta a compra a vista. Teria que economizar por mais de 15 anos para comprar um imóvel de cerca de 180 mil hoje. e que, daqui 15 anos será como um imóvel de 120 ou 130 hoje. Não da, certo?
    Guarde uns 50 mil e da de entrada em sua casa. Para comprar imóvel a vista vc precisa economizar cerca de 2.500 a 3.000 por mês e isso é para os “ricos”. Ou receber uma herança.

  22. Julio 10 de fevereiro de 2016 at 8:43 #

    O meu problema é diferente, eu tenho uma hyunday tucson, a principio era o carro da esposa porque eu tinha um carro na garagem para viajar etc, só que as coisas apertaram e estou só com a tucson e o carro da empresa que está todo o dia comingo. porque quero trocar porque o acho o consumo altíssimo, em nenhum momento faz mais de 8km/l só em viagens e muito maneira. o agravante se colocar um GNV vou gastar como 4 mil, ja gastei agora com pneus e revisão mais 4mil ou seja tô ficando em um beco sem saida. daqui a pouco vou ter que levar o carro para o cemiterio junto comigo. Será que valera a pena dar ela de entrada em um Zero com taxa Zero dando de volta uns 10-15mil e economizar mais na hora de ir abastecer, pelas minhas contas economizaria uns 4mil por ano com isso.

  23. Silvia 31 de maio de 2016 at 11:54 #

    Me ajudou.

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