Essa é uma sociedade que não valoriza o sono

“A porcentagem da população que precisa de menos de cinco horas por noite, arredondando para um número inteiro, é zero” (Thomas Roth, Henry Ford Sleep Disorders and Research Center).

Quantas horas você dorme por noite, em média? Se você pudesse acordar mais tarde, você acordaria? Provavelmente você responderia que sim.

E se você pudesse dormir mais cedo, você desejaria? Provavelmente não.

Se você respondeu “sim” à primeira pergunta, é alta a probabilidade de você não estar dormindo o suficiente.

E, se você respondeu “não” à segunda pergunta, é igualmente alta a probabilidade de você estar se sobrecarregando de atividades, as quais, por necessidade, demanda ou pressão de terceiros, acabou “empurrando” para o final da noite.

Dormir

O grande problema é que estamos inseridos numa sociedade que não valoriza o sono.

Aprendemos de outras pessoas que, quanto mais tempo temos para produzir, mais sucesso teremos, mesmo que isso implique em menos horas de sono. Aprendemos que dormir o suficiente – de 7 a 9 horas por noite – é coisa de pessoa preguiçosa. Convivemos com pessoas que adoram dizer que gostaria que o dia tivesse mais de 24 horas, tamanha a quantidade de afazeres que essas pessoas possuem. Convivemos com pessoas que se gabam de dizer que dormem apenas 4 horas por noite.

Tudo o que é popular é errado.

Como eu gosto de dizer aqui no blog, para ter êxito em sua vida, muitas vezes é preciso “remar contra a maré”. Fazer diferente do que a maioria faz. E esse é exatamente o caso, quando o assunto é sono.

Dormir bem, o que implica na maioria das vezes em dormir mais, não é perder tempo.

Muito pelo contrário: dormir bem é sinônimo de qualidade de vida. Dormir bem é sinônimo de mais energia para as atividades do dia-a-dia, de mais saúde para prevenção de doenças, de mais foco e estado de alerta para as atividades profissionais, de mais criatividade e flexibilidade na busca de soluções originais para os problemas do cotidiano.

Vários estudos científicos demonstram que o sono é o pilar fundamental para o ganho de produtividade e qualidade de vida. Tony Schwartz, no livro “Não trabalhe muito: trabalhe certo!”, cita um estudo de Charles Leadbeater, publicado no livro “Dream On: Sleet in the 24/7 Society”:

“A falta de sono nos torna ineficientes no trabalho e mais perigosos ao volante de um carro. Deteriora a qualidade de nossa vida e nos deixa mais vulneráveis à doença. Além de ser responsável por nos tornar menos capazes de responder criativamente a problemas e oportunidades, e com o pensamento menos original, flexível e divergente e, com isso, com menos probabilidade de produzir novas ideias” (p. 57).

Alguns dos piores desastres naturais e acidentes da História recente ocorreram durante a madrugada, ou tiverem na falta de sono uma das causas desses desastres. O vazamento radioativo de Chernobyl, de 1986, ocorreu à 1 da manhã. A explosão da espaçonave Challenger, também em 1986, ocorreu depois de os funcionários da NASA  terem trabalhado durante 24 horas consecutivas. No acidente aéreo do voo AF447, da Air France, ocorrido em 2009, descobriu-se que o piloto havia dormido apenas 1 hora antes da tragédia.

Não podemos agir em desacordo com nossa própria natureza genética. Nosso relógio biológico foi programado para ficar alerta e acordado durante o dia, e dormir durante à noite. É durante o sono que ocorrem a consolidação da memória e da aprendizagem que obtivemos durante o dia. É durante o sono que o organismo metaboliza todos os processos fisiológicos necessários para restaurar a nossa energia física e mental, e nos deixar “prontos” para o ciclo de atenção e vigília do dia seguinte.

E o que as pessoas fazem? Adivinha… sacrificar o sono é uma das primeiras coisas que realizam a fim de tentarem “ser mais produtivos”, o que é um grande erro, pois o sono é o pilar não só de um trabalho mais atento, mas também de uma melhor qualidade de vida de um modo geral.

A primeira vez que li sobre o papel fundamental exercido pelo sono foi no livro “A semente da vitória”, de Nuno Cobra. Na resenha desse livro, particularmente sobre o capítulo dedicado ao sono, destaquei:

Considero esse um dos melhores capítulos do livro – senão o melhor – que mudou minha visão acerca do sono. Nuno Cobra defende o sono como o pilar de seu método, e mostra, ao longo desse capítulo, a importância do sono para a restauração do organismo, seu papel na atividade metabólica do corpo, dentre outros benefícios.

Esse capítulo chega a ser desconcertante, no contexto da sociedade em que vivemos, pois o sono passou a ser um entrave à produtividade. Visto sob esse ângulo, o sono passou a ser sinônimo de perda de tempo.

O autor defende que se vá para a cama o mais cedo possível, entre nove e meia e dez e meia da noite, e se durma em torno de oito horas. É um desafio que parece gigantesco, para muitas pessoas, mas os benefícios aparecem. Quando se dorme melhor, você acorda mais cedo e mais bem disposto. O sono tem um papel revitalizador, e chega a curar doenças, de acordo com Nuno Cobra. Por evidente, há pessoas que não têm condições de ir para a cama nesse horário, como estudantes de cursos noturnos, cujas aulas terminam por volta desse mesmo horário – entre 10 e 11 da noite.

Como dormir melhor?

No artigo 5 razões para dormir melhor… e 5 dicas de como fazê-lo!, enumeramos 5 dicas práticas de como dormir melhor, que são perfeitamente válidas e ajudam de fato a ter uma madrugada mais tranquila e repousante.

Para ter um sono de mais qualidade, é preciso, antes de mais nada, se conscientizar a respeito da importância que essas horas de sono representam e acrescentam em sua vida.

Além disso, é indispensável estar relaxado, o que implica, muitas vezes, em estar desconectado mentalmente. Muitas vezes o relaxamento mental é consequência direta do relaxamento físico, que provém tanto de atitudes ativas, tais como tomar um banho morno, escutar músicas relaxantes ou ler um livro tolo; quanto de atitudes passivas, como evitar comidas gordurosas e ingestão de muitos líquidos.

No plano mental, é preciso diminuir o ritmo. Coisas de trabalho podem ser resolvidas… no trabalho; os compromissos do dia seguinte podem perfeitamente ser resolvidos… no dia seguinte. Quanto menos ansiedade, melhor. Diminua os estímulos mentais: desligue o celular, desligue a TV, desconecte os tablets, apague o computador.

Se sua cabeça ainda assim ficar ruminando ideias e preocupada com as ansiedades do dia seguinte, use a velha técnica de “tirar as coisas da cabeça e colocar no papel”: escreva num pedaço de papel suas preocupações. É fato: isso funciona.

E se você “entope” sua vida noturna com milhares de coisas que deixou para fazer à noite porque não estava conseguindo fazer de dia, então é chegado o momento de diminuir a quantidade de camadas que sua vida talvez não esteja sendo capaz de suportar.

Incorpore esse relaxamento diário em sua vida: faça dele uma rotina. Crie o hábito: estabeleça o costume de dormir relaxado todos os dias da semana, indo para a cama na mesma faixa de horário todos os dias.

Conclusão

Parafraseando um artigo que eu escrevi há algum tempo, uma boa dica de produtividade é perder tempo. Se dormir é “perder tempo”, então definitivamente esse é um tempo que vale a pena ser perdido, pois você só tem a ganhar, por mais paradoxal que isso possa parecer.

E você? Tem conseguido dormir o suficiente para acordar cheio de energia no dia seguinte? Que técnicas utiliza para conseguir dormir melhor? 😀

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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19 Responses to Essa é uma sociedade que não valoriza o sono

  1. soulsurfer 29 de junho de 2015 at 4:35 #

    Olá Guilherme!
    Exatamente, o sono tem uma importância central na nossa vida. Como quase tudo que tem relevância para os humanos hoje em dia ele é raramente discutido. Pelo contrário, como bem destacado no texto, ainda se colocam características negativas num dos atos mais fundamentais que fazemos enquanto espécie.
    É a mesma coisa com alimentação. Para certas sociedades o ato de se alimentar é sagrado. Em nossas sociedades apressadas, o ato de se alimentar é apenas um detalhe.
    Fala-se de dinheiro, sucesso, fama, competição, etc demais, e de sono, alimentação correta, compaixão, compartilhamento, etc, de menos.

    Abraço!

    • Guilherme 29 de junho de 2015 at 15:48 #

      Excelente depoimento, soulsurfer!

      Concordo com você: coisas fundamentais da vida vão sendo deixadas de lado, para abordar os famigerados “temas da moda”.

      Abç!

  2. Gil 29 de junho de 2015 at 10:09 #

    O tempo de sono depende muito do organismo e da importância que cada pessoa o atribui..
    Eu, particularmente, acho que dormir é perda de tempo.
    Só durmo 6 horas por dia. No máximo.
    Mas, não é para trabalhar mais. É para ter mais tempo para eu poder fazer o que eu quiser, já que dormindo, você literalmente não está fazendo (aproveitando) nada.
    Hoje tenho 40 anos. Desde novo sou assim. Até hoje não sofri nenhum prejuízo com minha atitude, mesmo porque acredito que cada organismo tem suas particularidades.
    Sou servidor público federa, e digo isso só para deixar claro que durmo menos não para produzir mais (em cargo público, isso normalmente não acrescenta em nada), mas sim para poder curtir mais.
    Valeu!

    • Guilherme 29 de junho de 2015 at 15:50 #

      Olá Gil!

      De um certo ponto-de-vista, de fato você não faz nada enquanto dorme, porém, processos fisiológicos fundamentais necessitam de o corpo estar relaxado e dormindo para serem realizados.

      Abraços!

  3. Rosana 29 de junho de 2015 at 13:13 #

    Guilherme,

    Excelente post! 🙂

    Na cultura atual, dormir significa perda de tempo, deixar de aproveitar mais a vida. É como você disse: quem fala que dorme 8, 10 horas por noite é visto como preguiçoso.

    Ao mesmo tempo, muitas das facilidades tecnológicas atuais, em vez de promover mais tempo na vida das pessoas, muitas vezes as escravizam de certa forma, ou melhor, as pessoas deixam-se escravizar. Aliado à isso, há a enorme pressão por produtividade nas empresas, o que faz com que muitas pessoas trabalhem além do que deveriam e com isso acabam dormindo menos para conseguirem aproveitar pelo menos algumas migalhas da vida, mesmo que nos dias subsequentes a produtividade, o ânimo e a criatividade no trabalho ou em casa serão prejudicadas.

    No final das contas, estamos em um tempo muito paradoxal, como se fosse uma panela de pressão, com facilidades tecnológicas que se tornaram escravizantes, metas muitas vezes quase irreais, lucro à qualquer custo.

    Fico me perguntando até quando a humanidade vai aguentar. Acredito que doenças, drogas, depressão, ansiedade, etc, estão aí para mostrar que esse não é o melhor caminho, que talvez uma vida mais simples e mais harmoniosa com o próprio corpo e suas necessidades seja uma boa solução.

    Muitas vezes vejo pessoas ostentando algo, seja smartphones, carros, joias, tênis ou qualquer outra coisa e fico pensando: quanto tempo será que ela trabalhou para comprar aquilo? Será que realmente valeu a pena?
    E me lembro do ótimo artigo que você escreveu sobre o poder da propaganda: http://valoresreais.com/2010/02/10/vicki-robin-se-a-propaganda-puder-envergonhar-alguem-tera-um-consumidor-em-potencial/

    Gostei muito da dica do livro: “Não trabalhe muito: trabalhe certo!”, de Tony Schwartz. O título por si só já é objeto de grande e profunda reflexão.

    Abraços e boa semana!

    • Guilherme 29 de junho de 2015 at 15:52 #

      Excelente comentário, Rosana!

      Concordo com você: a tecnologia acabou escravizando boa parte da população mundial, e essa ânsia por mais produtividade acabou gerando uma série de doenças ditas “modernas”, como depressão, e outras.

      As pessoas vivem muito aceleradas ultimamente.

      Abç!

  4. Anna Monteiro 29 de junho de 2015 at 14:40 #

    Ao ler esse texto (mais uma vez,excelente), me lembrei dos conceitos errados que milhares de brasileiros têm quando a pessoa quer ter qualidade de vida.

    Como bem foi mencionado no texto,dormir 8 horas é coisa de “preguiçoso”;
    Se vc eliminar fritura,gordura,industrializado,alimentos com corante, vc é visto como “fresco” ou então se vc está acima do peso, “é, vc precisa realmente fazer dieta” (alguém lembra da saúde apenas? Poucos,né?);
    Se vc passar para uma faculdade particular, vc é visto como “rico/a”, “tá podendo” (ninguém lembra da possibilidade de se ter uma Bolsa);
    Se vc se mata de trabalhar, ficando sem comer,sem dormir e sempre cansada, está sempre correndo, aí sim,vc é vista como uma pessoa profissional e eficaz (olha que contradição com o texto,né? rs). Mas,se vc não é assim,vc é “acomodado”,”filhinho de papai”, “deve ganhar mesada”, “tem vida fácil” e outras imbecilidades.
    Quem trabalha em cargo público e ganha 10 mil por exemplo, é um “privilegiado”. Poucos lembram que por trás de tudo aquilo ali existiu uma enorme dedicação,dinheiro INVESTIDO por meses, e uma prova cansativa a ser feita. Dá a impressão q a pessoa bateu na porta de algum órgão público e plim,o emprego apareceu.

    Imagina só se eu digo que tenho tudo isso pro lado bom…milhares me olhariam torto. Poucos te elogiam, e quando elogiam,poucos são no fundo,láaaa no fundo, de forma sincera. Na mente de uma maioria possivelmente passarão conceitos como os que eu coloquei entre aspas.

    Apenas a título de curiosidade, no momento estou lendo um livro de um médico especialista em enxaqueca e lá ele orienta às pessoas a fazerem uma dieta.E lá,por acaso, ele tbem fala da qualidade do sono e como vc deve se preparar para dormir.E coloca brevemente que muitos chamarão o leitor de chato,fresco,e que choverão críticas ao ver a nova alimentação (bem mais saudável) e novos hábitos da pessoa.

    E fiquei curiosíssima pra ver esse livro do Nuno Cobra! Já ouvi falar,e já já vou procurá-lo =)

    Abraços e uma excelente semana!

    • Guilherme 29 de junho de 2015 at 15:55 #

      Olá Anna, outro excelente comentário (daria até um post!)!

      Pois é, o brasileiro em geral tem muitos preconceitos e pré-conceitos errados em relação a diversos aspectos da vida, o que é, em parte, subproduto da falta de um maior grau de educação da população brasileira.

      Sobre o livro do Nuno Cobra, vale super a pena!

      Abç!

    • Andrea 7 de julho de 2015 at 8:34 #

      “Se vc passar para uma faculdade particular, vc é visto como “rico/a”, “tá podendo” (ninguém lembra da possibilidade de se ter uma Bolsa);”
      E ninguém lembra que é mais fácil passar e cursar uma faculdade paga que uma federal, ainda mais pra quem vem do ensino público e precisa trabalhar. 🙁

  5. Douglas 30 de junho de 2015 at 19:04 #

    Esse artigo veio em uma hora perfeita! Estava justamente pensando em adotar um daqueles esquemas de dormir menos, como Uberman e Everyman. No qual você tem vários cochilos durante o dia dormindo no máximo 5 horas no total.

    Isso foi testado e melhorado pelo exército americano, mas pelo que li de depoimentos a pessoa não consegue ficar muito tempo neles. Além disso, mesmo que a pessoa esteja bem disposta e relaxada dormindo menos, existe um estudo que diz que as células fazem uma limpeza removendo as toxinas apenas durante o sono. Ou seja, dormir pouco em longo prazo pode acarretar vários problemas.

    E por isso eu desisti e resolvi então aumentar o tempo de sono. No entanto, eu vejo que realmente não preciso dormir muito, mas preciso acordar tarde. E o problema é que meu trabalho exige que eu acorde cedo e por isso estou sempre cansado e tenho problemas para acordar. Nunca acordo bem disposto mesmo que tenha dormido 8, 9 horas.

    Existe um outro estudo que classifica as pessoas em “night owls” e “early birds”. Quem é night owl produz melhor a noite e precisa acordar tarde. Quem é early bird acorda bem disposto de manhã e produz pouco a noite.

    Sempre tive uma briga com o sono. Eu registro o sono com o app Sleep as Android a meses e percebi que se eu acordo entre 9 e 10 da manhã, mesmo que tenha dormido por 5 horas eu acordo bem, sem despertador. Se eu acordo 7, 8 horas da manhã, acordo cansado e mal disposto mesmo tendo dormido 9 horas.

    Então pode ser o caso Gil que dorme 5 horas, mas deve ser um early bird e acorda cedo.

    Pra mim, acho difícil ter uma solução, pois não tenho como acordar entre 9 e 10 horas em um dia de semana.

    • Guilherme 1 de julho de 2015 at 18:46 #

      Olá Douglas, bem bacana seu depoimento!

      Eu já tinha lido sobre esses esquemas do Uberman e Everyman no livro do Tim Ferriss, 4 horas para o Corpo.

      De fato, é um esquema bem mirabolante, mas é como você disse, a longo prazo pode produzir mais malefícios que benefícios. Talvez funcione para aqueles que estão na fase de escolha para serem SEALS na denominada “Semana do Inferno” das Forças Armadas Norte-Americanas, em que eles são obrigados a dormirem de 4 a 5 horas dentro de 168 horas, mas só funciona para períodos curtos e específicos de tempo.

      O seu caso é bem interessante, e talvez seja oportuno você tentar negociar uma flexibilidade ao menos parcial durante a semana para acordar na faixa de horários que você se sente mais disposto.

      Isto é, em vez de propor a mudança de seu horário de trabalho, tente propor pelo menos 1 dia da semana para mudar, nem que seja só na segunda ou só na sexta.

      E sobre essa classificação, eu acho que me enquadro na turma dos “early birds”, mas já cheguei a ter um tempo em que era mais da turma da noite.

      Abç!

  6. Mônica 1 de julho de 2015 at 13:24 #

    Bom dia,!
    Sou profissional de saúde e tenho especialidade em uma área, em que o distúrbio do sono é um agravante e perpetuador do problema! Vejo isso quase todo dia!
    Somente a título de curiosidade: muita gente já deve ter ouvido falar de fibromialgia (dores generalizadas pelo corpo).
    Apesar de já ter sido visto como um sintoma da fibromialgia, os distúrbios do sono passam a ser considerados como uma possível causa, já que podem impedir a reparação de músculos e nervos. Existem pesquisas em andamento, que tentam comprovar que vários diagnósticos dessa doença são
    equivocados, onde o paciente tem “somente” distúrbio de sono! Ou seja, o tratamento não é direcionado para a causa, e sim para a consequência do problema!
    Estamos negligenciando muito as necessidades fisiológicas do nosso organismo!
    Um abraço!
    Excelente post Guilherme!

    • Guilherme 1 de julho de 2015 at 18:47 #

      Excelente depoimento, Mônica!

      Não sabia dessas implicações para a saúde, decorrentes da falta de um bom sono. Obrigado por compartilhar esse conhecimento conosco!

      Abraços!

    • A. 7 de julho de 2015 at 8:46 #

      Oi Mônica! Eu fui recém diagnosticada com fibromialgia e por enquanto ainda estou tratando o sintoma que me levou ao médico (fisioterapia para os braços/ombros).

      Eu sempre dormi muito (principalmente na época escolar), mas nos últimos anos, meu sono não tem sido reparador. Não importa se eu “durmo” 5 ou 15 horas, acordo cansada, sem disposição e me arrasto durante o dia.

      Depois do diagnóstico, o médico me passou um remédio para ser tomado durante 15 dias, antes de dormir, acho que era um relaxante muscular. Não senti nenhum efeito. Nos últimos meses, tenho convivido com muitas dores, o tempo todo, então o sono não tem sido minha prioridade de foco.

      Eu até gosto de me deitar cedo, mas odeio ter que acordar de madrugada. Com o hábito, conseguiria acordar às 7h sem despertador e acho um horário excelente, uma pena que meu emprego atual me faz bater cartão justamente 7h em ponto. =/

  7. Investidor Internacional 3 de julho de 2015 at 12:34 #

    Em relação às pessoas que dizem dormir entre 8 e 10 horas por dia, eu digo ‘isso sim é sucesso’.

    E se ainda trabalhar apenas 3 dias por semana e conseguir se manter, aí vira ídolo! 🙂

    Abçs!

  8. Bruna 7 de julho de 2015 at 11:32 #

    Excelente texto, Guilherme! Eu, felizmente, tenho uma facilidade IMENSA pra dormir. Pode ter barulho, pode ser no chão, com roupa… quando bate o sono eu apago em qualquer lugar. Tento manter uma certa rotina pro meu sono. Então, cerca de 10:30 no máximo já tô deitada na cama. As vezes acordo as 06 ou as 05. Ha dias em que durmo mais cedo do que isso… mas não tenho duvidas dos beneficios de uma noite bem dormida. Tanto que quando não durmo bem meu dia é terrível. Valorizo imenso o sono e sei que ele é essencial pra nossa saúde fisica e mental.

    Obrigada pela partilha.

    • Guilherme 7 de julho de 2015 at 18:22 #

      Olá Bruna, obrigado!

      Parabéns pela disciplina em relação ao sono! Sem dúvida, com horários certos para dormir e acordar, o dia rende mais e você acaba tendo bastante energia para as atividades do dia-a-dia!

      Abç!

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