Seus investimentos nessa época de crise: renda fixa, imóveis, ações, dólar, ouro e mais!

Onde investir em tempos de crise?

Todos nós sabemos que a crise sócio-econômico-política-moral pela qual estamos passando não está ocorrendo somente na Bolsa de Valores – que está “andando de lado” (sem direção definida) há praticamente 8 anos – mas também na denominada economia real, e a prova mais eloquente disso é o resultado do PIB de 2014, divulgado semana passada, que apresentou alta de 0,1%, o pior resultado desde 2009.

O problema na atual conjuntura, contudo, é bem pior do que em 2009, pois vários outros ativos financeiros estão apresentando problemas em seus respectivos setores: a bolha imobiliária finalmente está estourando, o dólar disparou, e a taxa SELIC é a maior dos últimos anos. Soma-se tudo isso a um cenário de inflação galopante, perto dos 8%, e você terá a dimensão exata daquilo que estou dizendo.

Vamos dar um panorama geral sobre as principais classes de ativos, bem como dicas práticas de como gerenciar sua carteira de investimentos em tempos de vacas magras.

Renda fixa

A análise da renda fixa precisa ser decomposta em suas 3 sub-classes: pós-fixada à SELIC, prefixada e pós-fixada ao IPCA.

Se a renda fixa no Brasil já deve receber uma porção substancial de sua alocação pessoal de ativos, em função dos generosos juros nominais e reais pagos por aqui, em épocas de crise como a que estamos vivenciando agora ela deve receber uma atenção maior ainda, e isso por dois motivos principais.

O primeiro consiste na preservação de capital. Isso ocorre porque os juros reais – ou seja, aqueles juros que se obtêm descontando a inflação – estão no patamar de 5% a.a., fazendo com que o dinheiro proveniente dos aportes renda mais do que há 2 anos, quando os juros reais estavam a menos de 1%.

Quem tem boa memória deve se lembrar que, entre outubro de 2012 e abril de 2013 a taxa SELIC estava em “apenas” 7,25%, sendo que a inflação medida pelo IPCA em abril daquele mesmo 2013 atingiu 6,59%, obrigando, então, o Banco Central a iniciar a escalada de juros para tentar conter a inflação – o que, diga-se de passagem, não conseguiu até hoje, março de 2015, e pelo visto não conseguirá tão cedo, haja vista que a perspectiva é de que a taxa SELIC continue aumentando.

A crise na economia como um todo atinge, é claro, a economia das famílias de forma específica e individualizada: os produtos e serviços ficaram mais caros (vide o exemplo da gasolina), obrigando as pessoas a realizarem cortes no orçamento doméstico, ou a gastarem mais dinheiro comprando as mesmas quantidades de coisas; quem é profissional liberal percebeu uma diminuição na carteira de clientes, o que fez diminuir a renda ativa etc.

Desse modo, preservar o capital e aumentar o estoque de investimentos em renda fixa passa a ser imperativo em momentos de incertezas econômicas.

E o segundo motivo para aumentar a fatia em renda fixa consiste em ter dinheiro para aproveitar as eventuais oportunidades que aparecerem, principalmente para comprar ativos financeiros que estejam depreciados ou em processo de depreciação, como é o que já está ocorrendo com imóveis, fundos imobiliários e ações.

Em épocas de crise, vale o ditado cash is the king, e só irá tirar proveito dessas oportunidades quem, obviamente, tiver dinheiro disponível para aproveitá-las. Quem estiver líquido (sobre esse aspecto dos investimentos, recomendo a leitura do artigo Os cuidados com a liquidez nos investimentos).

No momento atual, todas as 3 sub-classes de ativos de renda fixa apresentam valores interessantes para investimentos, de acordo com os preços atualmente praticados no Tesouro Direto: a taxa SELIC está na faixa dos 12% a.a., caminhando para os 13%, favorecendo investimentos como Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) do Tesouro Direto, fundos referenciados DI, CDBs pós fixados ao DI, Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs); os títulos indexados à inflação apresentam juros prefixados brutos acima de 6% a.a.. e os prefixados estão acima dos 13% a.a. brutos, conforme a tabela abaixo.

Tesouro Direto

Desses 3 tipos de investimentos, talvez o menos indicado no momento sejam os prefixados, os quais, no entanto, devem ser monitorados de perto, principalmente a partir do momento em que a curva de juros iniciar um movimento descendente, o que irá ocorrer quando a taxa de inflação iniciar também um movimento de queda (que não se sabe quando virá).

Particularmente, eu tenho um “pé” em todas essas 3 sub-classes de ativos, com ênfase, é claro, nos investimentos pós-fixados à SELIC/CDI, pelos exatos motivos expostos acima: preservação de capital combinada com liquidez para aproveitar oportunidades. E você?

Imóveis e fundos imobiliários

As constantes realizações de “feirões de imóveis”, “queima de estoque” e promoções similares denunciam o momento conturbado pelo qual vem passando o setor imobiliário.

E não é para menos: depois do maior “boom” já presenciado no mercado brasileiro, os imóveis, como investimento, estão estagnados, por diversos fatores, dentre os quais se inclui os preços irreais ofertados, a excessiva quantidade de imóveis disponível para compra (muito estoque), a forte concorrência da renda fixa e seus juros nominais de 13% a.a. e reais de 5% a.a., os financiamentos imobiliários mais caros, e, é claro, o menor poder aquisitivo da população.

O desespero começar a bater nas construtoras, e os sinais são visíveis, pois elas estão dispostas a até bancar aluguel para conseguir limpar o estoque.

Vejam outro exemplo abaixo, de uma oferta de um apartamento que recebi recentemente:

Liquida

O imóvel residencial em questão custava mais de R$ 300 mil, e hoje quem tiver R$ 200k leva. Imagina como deve estar se sentindo a pessoa que adquiriu uma unidade no mesmo prédio por R$ 309 mil…

Agora, imagine quem comprou o dito cujo financiando os R$ 309 mil por 30 anos…

Muita gente não acreditava que o valor nominal dos imóveis pudessem diminuir, mas essas e outras notícias e exemplos estão provando exatamente o contrário. É que os preços estavam absurdamente caros e irreais, e é claro que nenhum ativo financeiro “sobe para sempre de forma linear, progressiva e constante”. Os ativos financeiros vivem períodos de ciclos: ciclos de alta e ciclos de baixa. O que estamos presenciando no mercado imobiliário é, incontestavelmente, o início de um ciclo de baixa.

Quem comprou na euforia, no pico de alta, vai ser penalizado: comprou muito caro.

Um movimento semelhante de estagnação estamos vendo nos fundos imobiliários, particularmente agora que estão sofrendo a forte concorrência da renda fixa e seus generosos juros nominais e reais.

Por mais atrativos que sejam os fundos imobiliários como ativos geradores de renda, e eu registrei meu próprio exemplo pessoal aqui, é sempre bom lembrar que quem está na fase de acumulação de patrimônio (jovens na casa dos 20 e 30 anos, por exemplo), deve equilibrar muito bem as coisas, e não se esquecer de que mais importante é fazer crescer a “massa de investimentos”, acumular capital de forma consistente, ainda que isso ocorra em eventual detrimento de geração de renda passiva no momento.

Ações

Por mais que a Bolsa esteja sem direção definida e não saia do marasmo dos 45k-55k pontos, eu sempre recomendo investir parcela do patrimônio em ações, principalmente para quem é jovem, está na fase de acumulação de patrimônio, está disposto a correr riscos e não investe em ações com o dinheiro da conta.

E isso por um motivo elementar: apesar de sofrer forte concorrência da renda fixa no Brasil, as ações são ainda a classe de ativos que apresenta o melhor histórico de valorização a longo prazo, já descontada a inflação.

E pode não parecer, mas penso que o momento atual é, sim, interessante para fazer aportes na Bolsa de Valores, exatamente pelo fato de ninguém estar dando atenção para as ações no momento.

Além disso, em termos de dólar, a Bolsa brasileira está ainda mais barata aos olhos dos investidores estrangeiros, e, como a Bolsa geralmente antecipa as tendências da economia, assim que a economia brasileira iniciar um ciclo de desenvolvimento (que não se sabe quando), a Bolsa brasileira voltará a subir, e com força. O negócio do pequeno investidor não é comprar ações quando elas estiverem no fundo do poço (o que é pouco factível e impossível de prever), mas sim estar na Bolsa antes dela subir (o que é factível e passível de previsão).

Quando um ativo está “na boca do povo”, geralmente isso significa que não vale a pena aportar dinheiro nele.

Foi assim com as ações entre 2007 e o começo de 2008: elas eram até capa de Veja. Quem comprou ações no pico, sem ter perfil para tanto, sem conhecimento, sem estudo, sem objetivos, se deu bastante mal.

Foi assim com os imóveis, principalmente para quem comprou por valores absurdamente altos com a intenção de revender: se revender agora, provavelmente terá que aceitar o preço que o mercado está pagando (que é mais baixo do que aquilo que ele esperava).

Está sendo assim com o dólar: vejo pessoas desesperadas em entrar em fundos cambiais, achando que o dólar vai chegar nos R$ 5.

E vai ser assim sempre: geralmente os melhores ativos para se investir são aqueles sobre os quais paira um silêncio absoluto, seja na grande mídia, seja, por exemplo, nas conversas com gerentes de banco.

Outro dia conversei com um gerente de banco e perguntei como estavam os novos aportes nos fundos de ações do mencionado banco. E a resposta foi emblemática dessa situação que estou dizendo: desde dezembro, ninguém dos clientes dele (mais de 200) tinha feito investimentos novos em fundos de ações do banco. Desde dezembro. Ninguém.

Isso não quer dizer, contudo, que se deve hoje ou amanhã entrar no site da corretora e comprar ações sem critérios nem objetivos pré-definidos. A compra de ações deve ser feita sempre tendo em mente os objetivos individuais de cada investidor e seu perfil de tolerância a risco.

Dólar e ouro

Alguém aí se lembra da “febre do ouro” de alguns anos atrás? Vamos recapitular o que dissemos no artigo Seus investimentos nesse começo de 2014: debêntures Vale, ações, Tesouro Direto, poupança, fundos imobiliários, ouro, dólar e mais!:

No final de 2012, a febre era o ouro. Ele fechou 2012 com alta superior a 10%, num ano em que o CDI rendeu apenas 8,41% e a Bolsa fechou em 7,38%. Foi um dos campeões dos investimentos, só não rendendo mais que os fundos imobiliários (cujo índice IFIX fechou 2012 com surpreendentes 35% de valorização).

E o que aconteceu em 2013? Bom, os fundos imobiliários você já sabe… tomaram uma pancada em 2013, com queda média de 10%.

Com o ouro não foi diferente. Aliás, foi até pior. O ouro fechou 2013 com rentabilidade negativa de -17,35%, sendo o pior investimento de 2013, o que é natural, diante da recuperação da economia americana, afinal, o Dow Jones terminou o ano com ganho de 26,5%, o S&P 500 subiu 29,6% e o Nasdaq teve valorização de 38,3%. E isso sem contar as Bolsas européias, que também tiveram um ano excelente: Bolsa de Frankfurt subiu 25%, a Bolsa de Paris ganhou 18%, a Bolsa de Londres teve lucros anuais de 14% e a Bolsa de Madrid ganhou 21%.

Ou seja, quem comprou ouro em 2012, levou um tombo de quase 20% em 2013. No ano passado, o ouro teve um desempenho positivo de cerca de 12%, o que amenizou o prejuízo de quem comprou na alta em 2012, mas ainda assim não eliminou o fato de que, como ativo financeiro, o ouro se revelou um péssimo investimento.

Acredito que algo semelhante deva ocorrer com o dólar. Subiu bastante em 2014, deve subir mais um pouco esse ano (ou não, nunca se sabe), mas nos anos seguintes eu não penso que irá conseguir subir “para sempre”, como apregoam alguns mais pessimistas.

Aliás, dólar e ouro, como ativos financeiros, só servem como proteção da carteira (o famoso hedge cambial), e ainda assim apenas para quem gosta desse tipo de investimento – o que não é particularmente o meu caso.

Conclusão

Um dos requisitos para ter uma boa gestão de patrimônio consiste no princípio de “comprar barato e vender caro”, e uma das premissas para realizar esse princípio é “estar líquido”, ou seja, ter dinheiro em caixa (cash is the king).

É possível que o seu capital esteja muito concentrado em ações ou fundos imobiliários. Se for esse o caso, talvez seja o momento de revisar sua estratégia de investimentos, não tanto no que tange às ações, porque eu penso que estejamos vivendo um ciclo de baixa para depois viver um ciclo de alta, mas sim no que se refere aos fundos imobiliários, pois depois de vivermos um bom ciclo de alta, estamos começando a viver um ciclo de baixa.

Não falo, é claro, de tirar todos os investimentos de uma classe de ativos para recolocá-la em outra, mas sim de diminuir a exposição a um determinado segmento de investimentos em prol de outro.

De qualquer forma, como em qualquer crise, e independentemente do desempenho de sua carteira, vale a máxima de “fazer sobrar dinheiro no final do mês”, ou seja, não ter dívidas, a fim de que você esteja preparado para enfrentar o pior com reservas financeiras suficientes para se manter.

Sua carteira de investimentos pode até não ter o desempenho que você espera, mas saber que seu orçamento doméstico está equilibrado lhe fará ter tranquilidade para passar momentos turbulentos em nossa economia como os que temos enfrentado.

E você? Como tem gerenciado sua carteira de investimentos? Fez algum ajuste pontual em função do atual momento econômico? Conte para nós e compartilhe sua experiência!

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76 Responses to Seus investimentos nessa época de crise: renda fixa, imóveis, ações, dólar, ouro e mais!

  1. Madruga 30 de março de 2015 at 8:13 #

    A parte em que você tratou de imóveis me lembrou imediatamente de um colega de trabalho que comprou um apartamento por R$230k “para investir”, mas as vendas empacaram e a construtora está vendendo apartamentos novinhos em folha no mesmo prédio por R$190k.

    Meu colega não consegue competir com a construtora na venda (a não ser que amargue enorme prejuízo) e também não consegue alugar o apartamento, ou seja, a ele só resta se lamentar pela má escolha enquanto o apartamento fica parado e gerando despesas de condomínio/consumo mínimo de energia.

    Sobre a questão da liquidez, eu tenho mantido R$15k em poupança a título de fundo de emergência, mas me dói um pouco manter esse dinheiro em poupança pois sei que não rende bulhufas. O BB oferece LCI 80% CDI com dois meses de carência, estou pensando seriamente em botar uns R$ 12k lá e manter R$ 3k na poupança… enfim, indo direto ao ponto, onde você mantém sua reserva de emergência?

    Um abraço!

    • Leonardo 30 de março de 2015 at 23:49 #

      No cenário atual até um fundo de renda fixa DI está melhor que o rendimento da poupança. Realmente você está perdendo dinheiro. Além disso, os valores da poupança só rendem de mês em mês, enquanto que em outras opções, inclusive Tesouro Direto, há rentabilidade diária.

      Dê uma olhada em Tesouro Direto Selic (aproveitando as boas taxas atuais). a partir de menos de 70 reais você já com alguma coisa. Ah, e opere TD numa corretora que não cobre taxa de administração (recomendo a Easynvest [Titulo]). Parece ser uma opção razoável para esses seus 12k, e com liquidez para o dia útil seguinte se for o caso.

      Só fique esperto em reavaliar as opções de investimento quando a taxa Selic começar a cair, o que não deve ser tão rápido.

      • Guilherme 31 de março de 2015 at 18:16 #

        Olá Madruga, interessante essa caso do seu colega de trabalho. Deve ser frustrante para ele amargar esse prejuízo, que é efetivo, já que o valor de mercado dele vale menos do que o valor que ele comprou.

        Sobre a reserva de emergência, faço minhas as palavras do Leonardo, vale a pena buscar outras alternativas, principalmente o Tesouro Direto SELIC, através preferencialmente de uma corretora barata.

        Eu mantenho minha reserva de emergência em letra de crédito e em Tesouro Direto.

        Abç

  2. Investidor Inglês 30 de março de 2015 at 11:09 #

    Excelente Guilherme!

    Em tempos de crise acredito que seja “legal” até revermos nosso colchão de segurança, avaliando quem sabe aumentar o tamanho dele.

    Abraços!

    • Guilherme 31 de março de 2015 at 18:17 #

      Olá, II, obrigado!

      Sem dúvida, aumentar o tamanho do colchão de segurança é uma ótima medida em épocas de crise.

      Abç!

  3. Júlio 30 de março de 2015 at 11:16 #

    Bom dia, Guilherme.

    Acredito sim que é válido investir em ações porque é importantíssimo diversificar (não coloque todos os ovos na mesma cesta). Mas com a nossa atual taxa de juros, está bem difícil encontrar algo que valha mais a pena do que renda fixa.

    Tenho lá minha dúvida quanto a essa afirmação: “as ações são ainda a classe de ativos que apresenta o melhor histórico de valorização a longo prazo, já descontada a inflação”. Tenho lá minhas dúvidas quanto a essa afirmação. O Prof. Samy Dana já divulgou estudos que no longo prazo a renda fixa ganha da bolsa.

    Já investi em ações pelo home broker (na realidade apostei – mas isso é outra história). Não faria de novo – não tem dinheiro que pague o tempo perdido olhando a tela piscando. Esse custo não pode ser deixado de lado na hora de investir em ações. Hoje apostaria em algum fundo ou ETFs, no longo prazo e de forma conservadora.

    Outro ponto é quanto à escolha da renda fixa: pós SELIC, Pós IPCA ou Prefixada. Hoje eu colocaria mais ovos na cesta da prefixada. Pelo relatório Focus, se espera a Selic em 13,25 e 11,75 em 2015 e 2016 respectivamente. Dessa forma, acho que vale o risco de investir na renda fixa prefixada acima dos 13,50% – líquido de imposto. (principalmente em CDBs que não correm o risco de terem a regra do imposto alterado pelo governo).

    Acompanho seu blog e parabéns pelo trabalho.

    Júlio.

    • Guilherme 31 de março de 2015 at 18:21 #

      Olá Júlio, boa noite!

      No Brasil, competir com a renda fixa é algo bastante difícil, mas, nos 40 anos de IBovespa, ela teve um rendimento médio anual de 8% a.a. acima da inflação, contra 6% a.a. acima da inflação da renda fixa.

      No cenário atual, é ainda mais difícil acreditar num eventual êxito das ações sobre a renda fixa, mas a história tende a favorecer o investimento de risco, o qual, como sempre preconizo, deve ser realizado de forma bastante diversificada, em fundos como os ETFs.

      Sobre a renda fixa, também vejo uma possibilidade de ganho com prefixados, mas para isso é preciso ficar bastante atento e exigir um prêmio sobre a renda fixa pós-indexada à SELIC. Concordo que 13,5% seja um bom benchmark. Particularmente, um prêmio de 0,5% a.a. líquido de impostos já é interessante, prêmio que já se consegue com o Tesouro Prefixado 2015, p.ex.

      Abç e obrigado!

  4. Rodrigo Matos 30 de março de 2015 at 14:39 #

    Em épocas de crise fica sempre mais difícil fazer um investimentos com riscos baixo. Se investir em imóveis é um bom investimento, porém se precisar vender vai ficar difícil, ações está complicado as ações da maior empresa brasileira a petrobras está complicado investir. No entanto considero o ouro a melhor forma de segurar capital afinal dificilmente o ouro vai abaixar.

    • Leonardo 30 de março de 2015 at 23:56 #

      Sim, ouro pode abaixar.
      O artigo mostra isso e dá várias dicas de bons investimentos e risco relativamente baixo como a aplicação em Tesouro Direto, aproveitando as boas taxas atuais. Por isso eu discordo que está difícil investir. Renda fixa está atrativa. Difícil de investir estava em 2012, taxa de juros baixa, imóveis com preços exorbitantes, etc. Ainda assim, em 2012 deve ter tido algumas oportunidades.

      Tudo vai depender do seu horizonte de objetivos (estou poupando pra quê?), que devem nortear seus investimentos.

      • Guilherme 31 de março de 2015 at 18:23 #

        Concordo com Leonardo.

        Esse ano, ao contrário de 2012, está repleto de boas oportunidades para investimentos. A renda fixa está generosa, o Tesouro Direto está oferecendo prêmios interessantes no Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado, e até a Bolsa está atrativa.

        Quem tiver dinheiro sobrando poderá fazer excelentes investimentos nos preços atuais praticados por alguns ativos.

  5. marcos 30 de março de 2015 at 15:48 #

    Parabens. Gostei muito do artigo. Obrigado pelas valiosas informacoes.

  6. Carlos Manoel 30 de março de 2015 at 19:33 #

    Guilherme,

    Antes de mais nada, espero que você e os seus estejam bem ☺

    Vou direto à sua pergunta ao final mas retroagindo um pouco no tempo para explicar a estratégia atual.
    Até outubro do ano passado eu estava com 60 % de meu patrimônio financeiro (excluindo aqui a minha cota parte de um imóvel – 50 %) em 10 diferentes FIIs e o restante em fundos RF e DI de um grande banco estatal que me proporcionava a menor taxa de administração e também valores iniciais de aportes menores ( que pista, hein? rsrs). E aqui um parênteses. Existem pessoas que dizem olhar só para o rendimento dos FII’s e não olham para o valor das cotas. Tema polêmico, este. rsrs. Eu olho para os dois. E por olhar também para o valor das cotas e não estar suportando ver a corrosão do valor destas, enxerguei a oportunidade, ainda que um pouco tardia olhando agora (fácil ver o passado! ☺), de ser um pouco mais ativo. Aliás, radicalmente ativo!
    Entre outubro do ano passado e ainda em Março deste ano, reajustei meu portfólio para 25 % de FII’s e 75 % de RF de diversas modalidades. Por que fiz isto? Porque realizei que, em minha idade (61 anos) tenho que primeiramente tentar preservar o patrimônio e em segundo, buscar alguma rentabilidade adicional. Realizei prejuízo e sem titubear muito. Provavelmente tomei esta decisão, e com uma certa frieza, por ter gerido outras perdas no passado e que no final mostraram-se decisões acertadas (minimizaram as perdas – estas envolveram venda de PETR4 a 20 quando meu preço médio era 35 e venda de ações de elétricas, pós canetada da Dilma).
    Voltando ao tema, estou agora com 25 % de minha carteira em 8 FII’s só que reduzi escritórios nesta carteira para 20 %, 20 % estão em logística e 60 % em bancários (carteira atual: AGCX, BBPO, SAAG, HGRE, KNRI, HGLG, BCFF E EDGA). O montante que está em RF está dividida em 10% em NTN-B 2050 e 90 % em fundos RF de risco regular. Um deles com resgate em D+4 e outro com resgate D+0. A estratégia planejada é ir, mês a mês, resgatando o fundo D+0 e ir aportando em NTN-B. Não sei ainda se 2050 ou mais precoces. A ideia de TD, na pior da hipóteses (pouco provável), é levar o título até o vencimento e deixar para filhos e netos, rsrs. Se houver inversão da curva de juros, é realizar lucro com o aumento de capital que será proporcionado ao cruzar a linha de juros que paguei por estas. Entre 2012 e 2013 fiz este tipo de operação e tive um ganho líquido (descontada a inflação) de algo perto de 30 %.
    Por fim, e como fiz muito de Outubro de 1984 (minha primeira incursão no mercado de ações) até o ano de 2005 (quando tornei-me buy and holder – e dei-me mal – ☺), vou praticar trades oportunos (tenho uma boa quantidade de cases para contar sobre este período ☺ ) com BBAS3, ITSA4 e BBDC4. Talvez, também com PETR4. De Dezembro do ano passado até agora, já consegui fazer 4 trades que deram-me um retorno líquido que já cobriram uma pequena parte do prejuízo patrimonial que tive com as cotas de FII’s. Resumindo: Trades oportunos, aumento de capital na reversão dos juros e compra futura de novos FII’s a valor descontado aos preços de hoje, deverão alavancar minha renda daqui uns 3 a 4 anos (horizonte atual previsto como bear Market – sujeito a revisão). Acho que é isto! ☺ Ah sim… Se alguém mais ler este comentário, olhem com muito cuidado e reserva a minha estratégia. Principalmente a de trade com ações pois este tipo de operação exige muito feeling e conhecimento acumulado (não sou grafista).

    Grande abraço,

    Carlos

    • Guilherme 31 de março de 2015 at 18:39 #

      Olá Carlos,

      Excelentes depoimento e estratégia! Mostra uma visão bastante abrangente do mercado financeiro, e todas as suas nuances, o que é ainda mais valorizada pela sua longa e exitosa carreira como investidor ao longo de várias décadas!

      É possível perceber várias qualidades ao ler sua estratégia de investimentos no momento atual. Primeira, a sua capacidade de se adaptar às circunstâncias, pela venda das cotas dos FIIs e o consequente “encaixe” desse dinheiro na renda fixa. Demonstra que, quando é hora de agir, não se deve pensar duas vezes.

      Segunda, pela ótima estratégia de alocação de ativos considerando sua particular situação, em que é fundamental a preservação de capital, o que, no seu caso, veio a calhar com a migração dos FIIs para a RF, graças aos generosos juros reais pagos na classe de renda fixa.

      Terceira qualidade é a referente à sua visão sobre o Tesouro Direto, particularmente sobre as tendências futuras em relação ao Tesouro IPCA+. Eu também acredito que, no futuro, a curva de juros começará um movimento de reversão, o que criará oportunidades para trades curtos com realização de lucros com a valorização desses títulos, tal como ocorreu no passado recente.

      E, finalmente, quarta, a habilidade de se mover entre diferentes sub-classes de ativos, no que tange à realização de negócios de curto prazo envolvendo ações. Isso tudo, claro, derivado de sua vasta experiência no mercado de ações. Vale dizer que, quando você começou na Bolsa de Valores, eu mal tinha saído da bolsa da minha mãe……rsrsrs…….

      Concordo com você no que tange ao fato de que as pessoas devem ler com cuidado e reserva sua estratégia, afinal, você tem 3 décadas de conhecimento acumulado, e tem uma estratégia que foi sendo aprimorada e “azeitada” com o decorrer dos anos, através de muito estudo e conhecimento prático.

      Mas é uma aula de como se investir em tempos turbulentos – aliás, você já deve ter passado por vários ciclos econômicos ruins, portanto, fala com conhecimento de causa.

      Agora falando especificamente sobre alguns ativos:

      – Banco grandes realmente oferecem oportunidades de ganhos a curto prazo, dentre outros fatores, pela alta liquidez e alta volatilidade que apresenta em determinadas épocas/pregões;

      – Gostei bastante de sua carteira de FIIs: ativos de qualidade e com bom potencial de valorização, principalmente AGCX e BBPO. É uma “aposta” que o setor bancário continuará a expandir sua rede de agências, uma visão com a qual concordo.

      O que mais me impressiona nisso tudo é a sua tranquilidade em discorrer sobre as diferentes atitudes que devemos ter em relação aos diferentes tipos de ativos, uma prova de que a pessoa que está discorrendo definitivamente sabe do que está falando.

      Verdadeira aula de investimentos! Parabéns! 😀

      Abç!

      • Carlos Manoel Marques 10 de abril de 2015 at 17:21 #

        Oi, Guilherme.

        A respeito de sua última frase “verdadeira aula…” rsrs

        Gostaria de dizer que nunca é tarde para se aprender e ir aperfeiçoando-se! 🙂 E eu aprendi mais ainda nestes dias e graças a você! 🙂 Acabei de ler todas as resenhas que você fez dos livros de Richard Ferri, William Berstein, John Bogle, Jonathan Clements, Christopher Jones, Michael Edleson e do Trent Hamm. Todas resenhas sensacionais e os autores idem!
        O que mais me impressionou foi o seguinte fato: O pessoal que investe, de maneira geral, põe no céu a tal de gestão ativa mas para mim foi um momento epifânico ler do Bogle que isso é uma grande besteira. Digo epifânico, porque sinto-me assim quando mudo radicalmente o meu pensamento/paradigma. Aliás, adoro esses momentos de aprendizado! 🙂 (lição do retorno para a média). Em função dessa característica de “retorno para a média” algo me incomodou na minha carteira de FII’s quanto a possíveis desvios de rendimento ao longo do tempo. Assumo que posso ter até feito uma gestão acertada para o presente momento (composição de minha carteira – defensiva para o momento) mas tenho a certeza que isto não será válido ao longo de muitos anos. E em função disto vem uma pergunta espinhosa: Você já estudou FIXX11? Esse FII tem aderência de fato ao iFIX? Você saberia dizer-me se existe algum outro FII que tenha aderência importante ao iFIX? Ou leu alguma notícia de alguma gestora pretender lançar um “ETF puro” aderente ao iFIX?
        Mais que aprendi ao ler suas resenhas: O aconselhamento de ter um percentual de renda fixa com número igual a idade do dono da carteira. 🙂 Como estou com 75 % em renda fixa e enxergo um bom momento para entrar em PIBB11, devo deslocar 15 % da carteira (ou 10 %, ficando com 5 % livres para possíveis trades com ações) para este ETF. Você vê algum perigo iminente que eu não tenha visto?
        Antecipadamente peço escusas pelo novo incômodo. Mas você é o “responsável”: Fez-me aprender mais um tanto (enorme – uma verdadeira revolução na minha forma de pensar), ou seja, minha miopia financeira diminuiu bastante! Grato, grato, grato… Mil vezes! 🙂

        • Guilherme 11 de abril de 2015 at 16:33 #

          Olá Carlos!

          Fico contente demais ao ler essas palavras! 😀

          Eu também adoro os momentos epifânicos, quando mudamos o paradigma de nossos pensamentos. Aliás, os livros, os bons livros, e as boas fontes, são uma das ferramentas que nos proporcionam esse rico tipo de transformação mental. 🙂

          Sobre sua dúvida em relação ao FIXX11, eu ainda não o estudei. Aliás, acredito que ainda não tenhamos no Brasil um fundo passivo de ETF que seja aderente ao IFIX. Quando eu souber de alguma coisa nesse sentido, te aviso. 😉

          Em relação à sua estratégia de investimentos em PIBB, não vejo perigo, uma vez que, ao contrário de outros ativos, eu vejo a Bolsa ainda com potencial de crescimento, ao menos nessa segunda metade dessa década de 10. Portanto, alocar 10% ou mais de sua carteira em PIBB me parece bastante conveniente e oportuno.

          Na verdade, penso que se trata de um aprendizado recíproco, pois tenho aprendido enormemente com seus comentários e sua madura visão de encarar a vida e os investimentos. 🙂

          Grande abraço!

  7. Felipe 31 de março de 2015 at 19:30 #

    Sensacional o seu texto.

    Invisto há mais ou menos 2 anos e faz mais de um ano que tenho mantido a seguinte proporção.

    Ações – 40%
    FII – 20%
    TD – 40%

    O TD tem ido muito bem. As Ações oscilam, mas no geral mantenho uma média histórica positiva. Tenho cerca de 12 papéis e compro 1 vez por mês 1 das ações que mais se desvalorizaram e se afastaram do percentual definido.

    O FII é o que mais me incomoda. Iniciei o investimento ano passado, então não peguei a queda forte de 2013. Mas na média histórica estou com cerca de 3 por cento no negativo.

    O problema é que boa parte dos fundos estão pagando 1% ao mês e acredito em uma alta no médio prazo, o que traria lucros de quase 2% ao mês. Só que ao ver a segurança do TD pagando o mesmo 1%, sem chance de queda, acaba me deixando um pouco confuso.

    O que você faria?

    • Guilherme 1 de abril de 2015 at 21:11 #

      Olá Felipe,

      Obrigado pelos elogios, e parabéns por sua estratégia, que contempla uma proporção equilibrada na alocação de ativos.

      No cenário atual, eu continuaria investindo mais no Tesouro Direto, uma vez que não há uma perspectiva de curto/médio prazo de melhora nos FIIs, ainda mais considerando a possibilidade de alta da taxa SELIC.

      Dessa maneira, eu aumentaria a fatia de TD para 45% ou 50%, e diminuiria a de FIIs para 10% ou 15%.

      Abç!

      • Felipe 2 de abril de 2015 at 13:10 #

        Obrigado pela resposta. Vai de encontro ao que eu estava pensando. Vou descer FII para 15% no primeiro momento, e 10% caso o cenário não mude. No primeiro cenário de melhora (uma queda na Selic), volto para 20% (desde que os rendimento continuem acima de 0.90%.

  8. Overlord 1 de abril de 2015 at 13:15 #

    Guilherme,

    inicialmente: parabéns pelo site! Conteúdo completo e escrito de forma clara e tão simples que até os leigos conseguem entender.

    Agora, uma informação: eu estava vendo as aplicações de LCI e LCA no site do BB e parece que a aplicação mínima no LCA do banco passou de R$ 30.000 para R$ 3.000!
    Acho que mudou faz pouco tempo.

    A aplicação mínima do LCI continua em em R$ 1.000.

    O rendimento bruto de ambas continua o mesmo: 84,00% do CDI

    Se você já sabia disto, desconsidere. 😉

    • Iniciante 1 de abril de 2015 at 15:12 #

      Aí que está o problema..

      Mesmo que você queira tentar investir em LCA no BB, eles não deixam!
      Eu mesmo tentei aplicar uma quantia e eles afirmam que aplicam somente a partir de R$100.000,00 na LCA..
      É possível investir apenas na LCI abaixo disso..
      Por exemplo, eu não consigo nem entrar na opção da LCA pelo site..
      Dá erro de “perfil do investidor”..

      • Guilherme 1 de abril de 2015 at 21:18 #

        Iniciante, essa informação de R$ 100k está errada.

        Procure seu gerente de conta do BB para resolver esse equívoco.

        Abç

        • Jackson 2 de abril de 2015 at 11:47 #

          Apenas clientes Estilo (Perfil B) para cima podem fazer investimento na LCA do Banco do Brasil..

    • Guilherme 1 de abril de 2015 at 21:17 #

      Obrigado pelas informações, Overlord!

      Não sabia dessa novidade sobre a aplicação mínima da LCA BB ter caído. 😀

      Abç!

  9. Rosana 2 de abril de 2015 at 7:44 #

    Guilherme,

    Excelente e muito relevante post em tempos em que a economia está bem turbulenta e incerta no país, devido a tantos erros, inconstâncias e um certo descaso do governo em fazer a “lição de casa”.

    Em relação aos imóveis, espero que a expectativa de baixa nos preços se concretize.

    No texto do link que colocou está escrito: “Intenção das empresas é dar um ânimo ao monótono mercado imobiliário”.
    Em minha opinião, chega a ser assustador a ganância das empresas no sentido de querer sempre mais, principalmente se considerarmos que nos últimos anos os preços estavam muito irreais e mesmo assim, as vendas foram muito altas. Parece que não há um plano para manter um mercado sustentável a logo prazo, com preços mais ou menos próximos da curva, mas sim um mercado com grandes altas – e talvez – alguma baixa.

    Sobre FII, tenho uma dúvida: eu sempre declarei no IR o valor da cotação do último dia do ano (com exceção dos dois últimos anos), o que deu uma boa diferença no valor pago efetivamente e o valor declarado.
    Como você acha que devo fazer:
    1) Continuo a repetir os valores como tenho feito (que estão acima do valor de compra)?
    2) Coloco o valor real da compra com alguma explicação sobre os erros nas declaração anteriores?
    3) Tem alguma outra sugestão mais adequada?

    Abraços,
    Rosana

    • Guilherme 2 de abril de 2015 at 11:12 #

      Olá Rosana,

      Sobre os imóveis, as promoções que vemos hoje em dia são resultado, em grande parte, devido à alta exagerada que muitas construtoras estavam cobrando, e demonstra bem a ganância reinante nesse setor.

      E, quanto aos FIIs, a declaração se faz com o valor da compra, de acordo com as informações obtidas nesse link: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/como-declarar-cota-de-fundo-imobiliario-no-imposto-de-renda

      Você pode colocar uma observação na descrição, sobre o equívoco ocorrido nas declarações anteriores.

      Abç!

      • Rosana 3 de abril de 2015 at 7:48 #

        Guilherme,

        Agradeço por sua resposta, pelo link e pela sugestão. Farei dessa forma, acho que é a coisa mais certa a ser feita.

        Bom feriado! 🙂

  10. felipe 3 de abril de 2015 at 10:46 #

    Oi, Guilherme. Gostaria da sua opinião Sobre essa questão: tenho investimento no lca do bb, estou para alavancar até o fim no ano o teto fgc. Mas, estou na dúvida de manter essa estratégia ” muito mais cômodo como correntista para mim”, ou começar investindo em tesouro selic Tb. Será que no final das. contas daria muita diferença nos valores se optar ficar 100% no lca do bb até o limite do fgc ou 50% de tesouro selic e 50 lca bb? Agradeço pela ajuda nos comentários e excelente site.

    • Guilherme 3 de abril de 2015 at 21:36 #

      Olá Felipe, obrigado.

      Eu acho interessante você diversificar na forma pretendida, metade Tesouro Selic, metade LCA BB, para reforçar a segurança de seus investimentos, uma vez que você está para bater o teto do FGC.

      Abç

  11. FELLIPE 5 de abril de 2015 at 10:12 #

    Cara, achei recentemente seu blog e já está favoritado. Muito bom seus textos e sua forma de pensar.

    Eu sempre acreditei que aluguel fizesse mais sentido. Principalmente com os preços cobrados pelas construtoras hoje em dia. O aluguel, financeiramente faz mais sentido. Tanto que acabamos de mudar para um apartamento alugado (eu, minha mulher e nossa bebê). Não é muito grande mas supre nossas necessidades do momento.

    Acontece que (deve ser a mudança. rs Mudança é um saco!) recentemente comecei a mudar minha maneira de pensar. E comecei a deixar de lado o fator financeiro, já que o imóvel será para uso próprio. (Acho que ninguém que tem imóvel fica acompanhando a cotação do mesmo né? rs)

    A questão principal é: o dinheiro não é o único fator decisivo no caso de uma compra dessas. Obviamente que cada um atribui um peso a cada fator, inclusive alguem tem total direito de atribuir um peso enorme ao fator ‘financeiro’. Eu mesmo sempre pensei assim.

    Comecei a imaginar a gente mudando pro nosso apartamento e poder ajeitá-lo com calma, colocando tudo do melhor em acabamento e bem estar e sabendo que não precisaremos nunca sair dalí (precisar é diferente de não poder!).

    Pois bem, resolvi então mudar minha cabeça e já comecei a planejar juntar uma boa grana e dar entrada em um apartamento bom daqui há uns 3 ou 4 anos.

    Atualmente, minha situação permite aportar 8mil reais/mês para este fim (juntar dinheiro para a entrada do apartamento). Minha questão para você, Guilherme:

    Já que é um prazo relativamente curto para ações, pensei em ir guardando esses aportes em títulos públicos.

    Você acha uma boa dividir em partes iguais entre os tîtulos:

    IPCA+ 2019 ntnb-principal
    Prefixado LTN 2018
    Selic 2021 (LFT)

    ?

    Obrigado!
    Fellipe

    • Guilherme 5 de abril de 2015 at 15:09 #

      Olá Fellipe, obrigado pelas palavras!

      Realmente, o significado das coisas muda de acordo com os contextos, conforme um artigo que já escrevi antes: http://valoresreais.com/2010/08/10/as-coisas-mudam-de-significado-de-acordo-com-os-contextos/

      Na questão de alugar x comprar um imóvel, não há receita de bolo que sirva para todas as pessoas, mas sim uma resposta mais adequada em função das circunstâncias de cada pessoa. No seu caso, uma compra daqui a alguns anos parece ser um objetivo mais factível.

      A sua estratégia está ótima assim, agora, eu pensaria na possibilidade de dividir os aportes somente entre IPCA+ 2019 e Tesouro Selic, uma vez que ainda vejo possibilidade de os aportes no Prefixado 2018 teriam um rendimento líquido final inferior por conta da data de vencimento, que faria com que você pagasse mais IR. Ademais, há a perspectiva de a taxa de juros subir mais um pouco até o final do ano, o que tornaria a LFT e o IPCA+ mais interessantes no momento.

      Abç!

  12. Rosana 7 de abril de 2015 at 7:09 #

    Guilherme,

    Considerando o cenário atual, o que você acha de uma LCA de 451 dias, 99% do CDI do Banco Original, Baa1.br, com perspectivas estáveis? Muito ou pouco arriscado?
    Eu, particularmente, achei o prazo um pouco longo, mas a taxa está bem atrativa, ainda mais por não ter incidência de IR.

    Agradeço mais uma vez por sua atenção,
    Rosana

    • Guilherme 9 de abril de 2015 at 11:43 #

      Olá Rosana, eu acho de risco um pouco alto. O prazo é longo, mas se justifica pela taxa do CDI, a maior que já vi para uma LCA/LCI. Penso que o benefício compensa o risco, desde que, é claro, a ele seja destinado apenas uma fatia dos investimentos.

      Abç!

      • Rosana 9 de abril de 2015 at 13:05 #

        Agradeço por sua resposta, Guilherme! 🙂

        • Guilherme 9 de abril de 2015 at 15:38 #

          De nada, Rosana, e bons investimentos! 😀

  13. Danilo Muniz 7 de abril de 2015 at 17:38 #

    Boa tarde Guilherme,

    Como sempre tenho acompanhado os seus posts e me considero um pouco conservador. Levando isso em conta, alguns de seus posts e alguns livro que tenho lido eu continuo apenas no Tesouro Direto. Eu leio posts sobre LCI e LCA mas alguns valores são muito próximos do Tesouro Direto e exigem que eu tenho conta no Banco do Brasil, o que ainda não fiz.

    Tenho muita vontade de diversificar mas ainda permaneço com 60% dos meus investimentos na poupança (colchão) e 40% no Tesouro Direto.

    Parabéns por mais um post bem esclarecedor e sigamos rumo à independência financeira 🙂

    • Guilherme 9 de abril de 2015 at 11:47 #

      Olá Danilo, bom dia,

      Penso que você pode continuar no Tesouro Direto, que tem fornecido ótimas taxas de rentabilidade.

      Só recomendo a possibilidade de alterar o colchão para um fundo referenciado DI ou CDB com resgate em D+0, a fim de melhorar a rentabilidade da reserva de emergência.

      Sigamos rumo à IF! 😀

  14. Fabio 9 de abril de 2015 at 23:37 #

    Boa noite Guilherme,

    Estou pretendendo sair da poupança e investir tudo no T.D já que rende mais.

    Esses dias investi em LFT, mas como sou iniciante, ainda tenho dúvidas sobre o assunto:
    Quanto as LFTs, quando a taxa selic começar a cair o melhor a fazer é vende-las e investir em LTN?
    Qual a melhor hora pra investir na ntnb princ, visando aposentadoria?
    tenho um valor aproximado de 1000.00 mensais para investimentos o que você me aconselha?

    obg.

    • Guilherme 10 de abril de 2015 at 13:24 #

      Boa tarde, Fabio,

      Recomendo você investir e manter o investimento em LFT no lugar da poupança. Se a taxa SELIC cair, você não perderá nada, nem sequer terá rendimento negativo, uma vez que a LFT é um tipo de investimento que apresenta valor nominal crescente e constante.

      Visando aposentadoria, para o Tesouro IPCA, o melhor momento é quando as taxas prefixadas estão num patamar acima de 6% a.a., e a inflação ainda está alta, como agora.

      Sobre essa quantia, você pode repartir: metade em Tesouro SELIC, e metade em Tesouro IPCA+.

      Abç

  15. Alexandre 13 de abril de 2015 at 20:27 #

    Olá Guilherme, tenho acompanho seus posts e estou aprendendo muito com você e com as pessoas que deixam aqui suas experiências com investimentos. Com relação as minhas finanças me considero conservador mas na hora de investir gosto de concentrar todo meu dinheiro em um ou dois investimentos onde a meu ver potencialisa bastante o retorno da aplicação. Mas a dúvida que eu tenho é sobre o fundo garantidor de crédito, onde minha aplicação está bem acima de 250mil, pra ser mais exato tenho 430mil aplicados no BB em LCA e LCI, será que eu estou correndo algum risco deixando esse valor de 430mil num único banco? Abrç

    • Guilherme 19 de abril de 2015 at 10:07 #

      Olá Alexandre, obrigado.

      Sobre sua dúvida, não, o risco é baixíssimo, mas é mais um risco teórico do que prático propriamente dito.

      Abç!

  16. Alexandro 6 de maio de 2015 at 18:05 #

    Olá, boa noite!

    Gostaria de, antes de tudo, parabenizar aos feitores e mantenedores deste blog. Informações sem precedentes e tudo dito de forma bastante clara e elucidativa. Novamente, meus parabéns!

    Eu me chamo Alexandro, tenho 27 anos, e sou bastante novo nesse campo de investimentos financeiros. Sempre dei enorme atenção aos meus ganhos e mais ainda aos meus gastos – procurando agir sempre com cautela e equilíbrio, e mitigando gastos supérfluos. Atendendo às sugestões da colunista, Mara Luquet – de que dependo do valor disposto na poupança estaria perdendo para a inflação – passei a realizar verdadeira busca por aplicações financeiras de baixo de risco e com rendimentos superiores aos da caderneta. De todo o material que estudei, dois tipos de investimentos se sobressaíram, aos meus olhos: LC (Letra de Câmbio) e RDB (Recibo de Depósito Bancário) – notei que pouco se fala sobre RDB, qual o motivo?

    Pesquisei taxas de juros de alguns bancos e também financeiras – estas com taxas superiores, talvez por possuírem maiores chances de quebrar. Resumindo a ópera: vocês acham interessante investir o equivalente a R$30 mil em RDB, durante 3 anos, numa financeira conceituada (Dacasa Invest, por exemplo) pagando 123% do CDI? Seria um bom negócio?

    Desde já, obrigado.

    Alexandro.

    • Guilherme 7 de maio de 2015 at 18:23 #

      Olá Alexandro, obrigado pelas palavras!

      Não conheço essa modalidade do RDB, portanto, não tenho como opinar a respeito.

      Minha sugestão é aplicar os R$ 30k em Tesouro Direto. Metade em Tesouro SELIC, e outra metade em Tesouro IPCA de prazo até 6 anos.

      Abç

  17. felipe 12 de maio de 2015 at 7:44 #

    Olá! Rapaz, gosto muito do seu site e dos comentários que ajudam bastante em minhas decisões. Não achei nenhum post sobre como entrar e sair do Td de acordo com a situação da taxa selic X juros antes do término do contrato, visando lucros maiores e melhores oportunidades. Acho que seria interessante algumas dicas. caso, tenha agradeço.

  18. rafael 17 de maio de 2015 at 18:10 #

    Olá Guilherme , parabéns pelo artigo.
    suas explicações são Mto elucidativas e seu trabalho de conscientização é Mto importante.
    É uma pena que os brasileiros de uma forma geral não aproveite as maiores taxas de juros que o próprio país proporciona.
    mas fiquei numa dúvida com relação às opções que Vc apresentou.
    o que valeria mais a pena… investir em uma LCA , ANA , que paga 92% do CDI , assim possuiria líquidos 12.07…. Já q pela cetip o DI está em 13.13…. com vencimento em 1 ano…. ou investir em tesouro direto??? Dos tipos que Vc apresentou o que mais me interessou foi a NTN-B pois ela tem a proteção da inflação e rende ainda um bom percentual…. atualmente tem notas pagando 6% a mais da inflação….. o que Vc faria?
    devo descontar a inflação na LCA ? ou seja… dos 12.00 % líquidos ao final do ano teria apenas uns 5% de juros reais , isso considerando uma inflação de 7% ao ano?
    O que Vc indicaria no cenário em que vivemos de taxas tão altas de juros? ??
    Obrigado mais uma vez e parabéns pelo trabalho! !

    • Guilherme 17 de maio de 2015 at 18:40 #

      Olá Rafael, inicialmente, obrigado pelas palavras!

      Eu repartiria os investimentos em duas metades. Na primeira metade, investiria em LCA.

      Já na segunda metade, aplicaria em Tesouro IPCA+, que tende a render mais que a LCA.

      Abç!

  19. Ronaldo 22 de maio de 2015 at 0:18 #

    Primeiramente parabéns pelo site!
    Tenho LCA BB 84% CDI.
    A questão é :
    O que vcs acham de sair do BB e buscar atraves de corretoras como XP e RICO investimentos com retorno maior?
    Não tenho investimentos nessas corretoras e gostaria de ouvir a opinião dos colegas.
    Acredito na segurança e força do BB, mas tbm vejo que estas corretoras atraves de bancos menores oferecem retorno maiores. (Risco X Retorno).
    É seguro ???

    • Guilherme 22 de maio de 2015 at 12:58 #

      Obrigado Ronaldo!

      A busca por investimentos em corretoras é uma alternativa a ser considerada, sim, já que o retorno acaba sendo superior, embora haja riscos envolvidos.

      Abç!

  20. S Yaguchi 30 de maio de 2015 at 20:09 #

    Descobri esse site e achei muito bom, parabéns.

    Eu estava pensando em resgatar uma aplicação de poupança e aplica-lo em Tesouro Direto IPCA com juros semestrais 2020 com rendimento de 6,32%. Meu corretor recomendou ao invés de TD, aplicar em debêntures incentivadas da CCR Autoban com vencimento em 2018, que rendem IPCA+5,40% aproximadamente e tem juros semestrais além de custódia anual menor.

    O que vocês acham?

    • Guilherme 31 de maio de 2015 at 13:38 #

      Olá Yaguchi, obrigado!

      Na verdade, o Tesouro IPCA é a melhor opção, porque rende mais, é mais seguro, e tem mais liquidez.

      Seu corretor indicou a CCR certamente porque ganharia uma comissão sobre o investimento.

      Mas o Tesouro é melhor: mais rentável, mais líquido e mais seguro.

      • S Yaguchi 31 de maio de 2015 at 18:56 #

        Obrigado Guilherme, aproveitando mais uma pergunta: qual é melhor, Tesouro IPCA ou Tesouro SELIC?

        Obrigado,
        S Yaguchi

        • Guilherme 31 de maio de 2015 at 19:07 #

          Yaguchi, ambos são ótimos e depende de seu objetivo:

          – Proteção contra a inflação no presente: SELIC;

          – Proteção contra a inflação no futuro: IPCA.

          Na dúvida, reparta seus investimentos nessas duas frentes.

          Abç!

  21. Hevlin C A Costa 31 de maio de 2015 at 18:53 #

    Excelente artigo!

    Concordo contigo quando diz que nesses momentos de crise, dinheiro líquido é essencial.
    Quanto à renda fixa, acredito que nesse momento há oportunidades excelentes no Tesouro Direto (Tesouro IPCA e Tesouro Selic), e também há uma boa oferta de LCIs e LCAs, aproveitando o momento de altas taxas e isenção de imposto de renda (pelo menos por enquanto)

    • Guilherme 31 de maio de 2015 at 19:05 #

      Obrigado, Hevlin!

      Você sintetizou bem as boas oportunidades de investimentos que existem na renda fixa: o Tesouro Direto vem oferecendo ótimas taxas, e as Letras oferecem grandes oportunidades para maximizar o valor do dinheiro investido em títulos pós-fixados à SELIC.

      Abç e parabéns pelo blog!

  22. Julio c.m 17 de junho de 2015 at 14:07 #

    Bom dia a todos,

    Alguem ja parou para pensar o que vai acontecer se todos fizerem o que voces estão sugerindo?Minha humilde opinião,usar a tatica do “TIO PATINHAS” não vai ajudar niguem e muito menos a economia.
    Neste momento de crise temos que saber alocar nossos recursos,mas de maneira alguma temos que deixar de consumir,pensem nisso!!

  23. Rodrigo Veronezi 29 de junho de 2015 at 14:25 #

    Guilherme, compartilho aqui a minha história.

    Iniciei meus estudos sobre a área de finanças e investimentos totalmente ao acaso.

    Após sofrer um acidente de trânsito, fraturei o punho e fiquei mais de três meses afastado do trabalho.

    Nesse período que estive de repouso, acabei me interessando sobre o assunto e lendo todo material que encontrava pela internet.

    Com o passar de algumas semanas, fui adquirindo conhecimento, e portanto, conseguindo separar o “joio do trigo”.

    Enquanto isso, passava pela minha cabeça, comprar um novo carro (urgente!), já que o meu havia dado perda total. Entretanto, pensei melhor, e graças as leituras e aprendizado em diversos sites e blogs, pude tomar minha decisão.

    Não gastaria meu dinheiro em um novo veículo, até porque moro em uma cidade minúscula e poderia ir trabalhar de bicicleta.

    Bom, vendi o que ainda restava do meu automóvel depois do acidente, consegui uma indenização pelo Seguro DPVAT, juntei minhas economias e emprestei R$ 5.000,00 do meu pai (o dinheiro dele estava na poupança).

    Depois de muito estudo, obtive confiança para realizar meu primeiro investimento de verdade.

    Realizei uma compra de LCI no valor de R$ 20.000,00 (indexada ao IPCA + 6,65 a.a.) com prazo de vencimento para três anos, ofertada por um banco de porte médio.

    Definitivamente, até que me provem o contrário (espero que isso não aconteça… rs), fiz um bom negócio.

    Guilherme, obrigado por compartilhar seu conhecimento conosco!

    Abraços a todos…

    • Guilherme 29 de junho de 2015 at 15:58 #

      Rodrigo, parabéns pelo seu depoimento!

      Você é a prova viva de que a aquisição de educação financeira tem o poder de transformar a vida de uma pessoa!

      Gostei bastante da forma como passou a enxergar as coisas após adquirir o conhecimento financeiro.

      E, sim, você fez um ótimo investimento nessa LCI.

      Abraços!

  24. NIVALDO FERREIRA 21 de julho de 2015 at 17:04 #

    Olá, Guilherme !
    Qual o melhor investimento pra 50 k que estão numa poupança, tendo em vista a não necessidade desse valor , nem para retirada dos rendimentos nem como findo de emergência ?

    • Guilherme 22 de julho de 2015 at 21:36 #

      Olá Nivaldo!

      O Tesouro SELIC é a melhor opção. Rende bem mais que a poupança, cerca de 50% a mais líquido de impostos e taxas, e tem segurança e previsibilidade de rendimentos.

      Abç!

  25. João Doria 11 de setembro de 2015 at 20:26 #

    Olá, muita informação aqui.

    Sou inseguro com essas aplicações e acabo deixando na poupança. Sei que não ganho nada, mas se vou para outros investimentos o IR acaba pegando.
    Com essa crise, será que podemos ter nosso dinheiro confiscado??
    Ess LCI é seguro??

    • Guilherme 14 de setembro de 2015 at 7:36 #

      A possibilidade de confisco é mais teórica do que prática.

      A LCI é segura dependendo do emissor.

      Abraços

  26. Rodrigo 1 de novembro de 2015 at 22:31 #

    Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelos excelentes artigos, sempre muito bem redigidos e de fácil leitura. Se possível gostaria de tirar uma dúvida que me assombra já faz alguns anos, é que de cada 10 especialistas do mercado financeiro, 11 recomendam o TD como investimento mais seguro e alguns citam até como de risco zero. Do seu ponto de vista e analisando a atual conjuntura política e econômica brasileira, até que ponto é seguro manter investimentos de longo prazo no TD (quando digo longo prazo seria 15 anos). Muito obrigado

    • Guilherme 2 de novembro de 2015 at 10:06 #

      Olá Rodrigo, grato pelos elogios!

      Quanto à sua dúvida, vamos lá: o TD é o investimento “de referência” no mercado brasileiro. Se ele hipoteticamente “quebrar”, o resto do sistema financeiro vai também sê-lo, por “arrastamento”, digamos assim.

      Então, como a “credibilidade” é uma “moeda” forte na área de investimentos, a chance é bastante remota, mais hipotética do que real.

      Abraços!

  27. Erick Murilo 7 de janeiro de 2016 at 11:30 #

    Boa tarde, Guilherme.

    Bem, eu quero contar um pouco da minha visão sobre investimentos.

    Como se pode observar, eu vejo que muitos pouparam para depois investir, no meu caso, comecei um pouco igual, hoje estou com 30 anos, mas desde os 10 anos comecei a trabalhar e estudar. Meu primeiro investimento veio aos 17 anos, comprei um terreno por 15.000k dei 2.000k e parcelei o restante 60×245.

    Enfim, hoje tenho o terreno avaliado em uns 100 mil, no entanto estou construído uma casa de campo e assim que terminar, devo vender por uns 350 mi,l de acordo com o valor de mercado da região que ficar em gravata – pe.

    O segundo investimento, na casa de minha mãe, reformei, coloquei laje e fiz uma casa na parte de cima que estou terminando parar alugar. O tamanho da casa é de 180 metros quadrados, que, pela localidade, em olinda -pe, vai dar uns 1.200 de aluguel.

    Meu terceiro investimento se refere à compra de um apartamento por 115 mil. Dei uma entrara e financiei o restante em 25 anos. Hoje, ele está alugado por 1000 reais. Está se pagando e deixando 150 reais de lucro.

    O quarto investimento é a compra de outro terreno por 11mil, dei 1000 reais de entrada e 60×200 que hoje o mesmo terreno esta avaliado em 35mil.

    Bom, nunca ganhei muito dinheiro mas, do pouco que ganhava, sempre tentei fazer muito. Pretendo agora finalizar todos os empreendimentos que tenho, pois eu mesmo construo aprendi com meu pai que é mestre de obras.

    Essa é um pouco de minha história, mas, depois de ter lido todas as postagens, pretendo também começar a investir no setor do qual todos citaram.

    Com experiência e prática, minha esposa é contadora e tinha falado de investir no tesouro direto e depois da leitura que fiz aqui pretendo migrar no mesmo.

    Peço desculpas por ter tanta experiência na área, mas gostaria de compartilhar um pouco do império que venho construindo, que hoje está após finalizado. Acredito nesses 4 anos 650 mil.

    Obrigado!

  28. Rerison 15 de janeiro de 2016 at 0:40 #

    Opa! Texto muito top show!

    E agora em 2016 o que vocês acrescentaria ou mudaria no texto, ainda continua apostando na renda fixa?

    Uma dúvida o que seria mais interessante LCI rendendo 95% do cdi ou Tesouro IPCA+ 2019 (NTNB Princ)?

    • Guilherme 16 de janeiro de 2016 at 17:57 #

      Obrigado!

      Em 2016, continuo apostando na renda fixa.

      Sobre sua dúvida, depende do objetivo:

      – Curto prazo: LCA
      – Médio prazo: TD IPCA 2019

      • Rerison 16 de janeiro de 2016 at 18:23 #

        Boa noite!

        Muito obrigado pela resposta.

        A maior parte dos meus investimentos estão em LCI ou CDB (longo prazo, não foi uma boa escolha), quase nada está no tesouro IPC 2019, sempre fiquei nessa dúvida e quase não acho um resposta satisfatória sobre o tema.

        Outra dúvida onde você investiria um capital 15k no longo prazo?

        • Guilherme 18 de janeiro de 2016 at 16:02 #

          O investimento a longo prazo depende do objetivo que vem quer com o dinheiro, bem como sobre seu grau de tolerância ao risco, e o exato prazo do investimento.

          Não há uma resposta “pronta” sobre esse tema, mas eu consideraria Tesouro IPCA com vencimento nas décadas de 30 pra frente, ou então ações, como ETFs do BOVA11 ou PIBB11.

  29. Cristiane 15 de julho de 2016 at 20:20 #

    Boa noite Guilherme, gostaria de saber se vale a pena investir 250 mil em lca prefixado 13 % ? O rendimento seria em cima do valor aplicado ou seja 250 mil ? Gostaria de saber mais sobre Lci e Lca prefixado … Obrigada boa noite

    • Guilherme 16 de julho de 2016 at 10:48 #

      Oi Cristiane, bom dia, primeiro você precisa saber dos objetivos com esse dinheiro, o que você pretende com ele.

      Precisa também verificar se você já possui uma reserva para emergências.

      LCA e LCI prefixados são parecidos com o Tesouro Prefixado, logo, recomendo estudar sobre essa modalidade de investimentos.

      Lamento não poder te dar uma orientação precisa agora, mas entendo que você precisa antes responder a essas questões fundamentais antes de investir seu dinheiro nessa aplicação financeira.

      Penso que você mesma pode responder a todas as perguntas acima, inclusive a que você formulou, depois de estudar e adquirir conhecimento financeiro suficientes sobre seu estado atual nas finanças pessoais e investimentos.

      Abraços!

      • Cristiane 16 de julho de 2016 at 21:41 #

        Oi Guilherme, meu objetivo é para investimento e tenho outro tipo de reserva, em relação ao tempo do investimento não necessitaria dele, minha duvida é se os 13% é um bom rendimento no nosso cenario atual? Obrigada

        • Guilherme 17 de julho de 2016 at 10:19 #

          Oi Cristiane,

          A taxa SELIC está em 14,25% a.a., e a taxa oferecida aparenta ser de 13% líquido de impostos e taxas, o que daria 91% da SELIC líquida.

          Só que há algumas coisas que precisam ser avaliadas:

          – Essa taxa é prefixada, logo, ela não muda de valor ao longo do tempo. A taxa SELIC pode, no futuro, tanto subir como descer. Em caso de subida, você provavelmente teria melhor rentabilidade se investisse em um título pós-fixado à SELIC ou ao CDI. Você estaria disposta a assumir esse risco?

          – Essa taxa é provavelmente de um banco privado, e certamente embute um prazo de carência. Ou seja, é um investimento sem liquidez. Você precisa do dinheiro a curto prazo? Você sabe como funciona o FGC caso o banco entre em liquidação extrajudicial? Você se sentiria confortável numa situação assim, ou preferiria receber menos investindo num banco mais seguro?

          – A taxa de 13%, considerando uma inflação de cerca de 10% a.a., representa um ganho real de cerca de 3% a.a. Você pensou em investir no Tesouro IPCA? Se sim, por que optou pelo prefixado ao invés do TD IPCA?

          Veja que são muitas perguntas, cujas respostas são essenciais para definir os parâmetros adequados para o investimento que você quer realizar.

          Quanto à taxa de 13% prefixada, olhando o cenário atual, e olhando somente o número, seria uma taxa apenas mediana.

          Abraços

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