[via Mara Luquet – CBN] É melhor comprar um imóvel de R$ 580 mil à vista, ou alugar um apartamento no mesmo prédio por R$ 2.500,00?

Semana passada, ouvindo a coluna diária da Mara Luquet na Rádio CBN, uma pergunta de um ouvinte relativa ao investimento em imóveis me chamou a atenção.

O caso era o seguinte: o ouvinte tinha visto dois apartamentos à venda no mesmo prédio. Um estava com a placa “vende-se”, e custava R$ 580 mil. Outro estava com a placa “aluga-se”, e o aluguel custava R$ 2,5 mil. O ouvinte tinha os R$ 580k para bancar a compra à vista. Qual é a melhor opção?

Como a disse a Mara em sua coluna, o ouvinte já deu a própria resposta na formulação da pergunta.

Imóvel

Estritamente sob o ponto-de-vista do retorno financeiro, parece evidente que vale mais a pena contratar o aluguel, em vez de comprar o imóvel. Isso porque os R$ 580k aplicados no mercado financeiro em investimentos conservadores dão um retorno mensal bem superior aos R$ 2,5k, de modo que, com os rendimentos mensais da aplicação financeira, daria não só para pagar com folga o aluguel, como sobraria dinheiro para fazer mais dinheiro.

Considerando a aplicação no investimento conservador mais fraco (em termos de rentabilidade) que existe, ou seja, a caderneta de poupança, os R$ 580k renderiam por mês R$ 3.538 líquidos. Daria para pagar o aluguel, e ainda sobrariam mais de R$ 1.000,00 no bolso.

Se o investimento for feito em Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), LFTs e fundos referenciados DI com baixa taxa de administração (menos de 1% a.a.)  ou em qualquer outra aplicação pós-fixada ao CDI que renda em torno de 0,80% ao mês (correspondente a 84% do CDI a 0,95% a.m.) líquidos de impostos e taxas, o ouvinte teria algo em torno de R$ 4.640.

Aplicando o mesmo valor de R$ 580 mil em uma boa variedade de fundos imobiliários multi-inquilinos de gestão ativa ou mono-inquilinos com contratos de locação de longo prazo com grandes empresas públicas ou privadas, com yields mensais que, no conjunto, rendam 0,85% a.m., seria possível garantir ao investidor aluguéis mensais de cerca de R$ 4.930 livres de impostos e taxas, quase o dobro do valor do aluguel de R$ 2.500,00.

Porém, em se tratando de finanças pessoais, como bem disse a Mara Luquet ao comentar esse caso, a matemática pura e simples não deve ser o único critério a ser levado em conta na hora de tomar decisões, uma vez que o ser humano tem motivações que vão além dos simples retornos financeiros, como as motivações de ordem psicológica e espiritual.

Em outras palavras: não é só o retorno financeiro que deve pesar na hora de fazer (ou não fazer) um investimento.

Pense, por exemplo, na questão do conforto e da segurança psicológica: muitas pessoas prefeririam pagar os R$ 580k à vista e garantir logo a compra do imóvel por questões de conforto psicológico. Preferem morar em algo que é desde logo seu, ainda que com o sacrifício de terem retornos financeiros superiores. É o pensamento típico do cidadão médio no Brasil, que muitas vezes acaba trazendo mais prejuízos do que benefícios propriamente dito, uma vez que, como é sabido, a larga maioria das pessoas paga financiamento imobiliário para ter a casa própria, em prazos que vão de 10 a 35 anos, o que faz com que o valor gasto na compra do imóvel seja de 3 a 5 vezes maior do que o valor pago à vista.

É certo que o imóvel próprio comprado à vista, como ativo financeiro, também se valoriza com o decorrer do tempo, e não deixa de ser uma forma de construir patrimônio, mas não é menos certo que a compra dele à vista acarreta igualmente falta de liquidez ao investidor, que fica com seu patrimônio financeiro imobilizado e completamente concentrado num único bem.

E isso sem contar as obrigações que vêm junto com a titularidade de um bem, tais como a (provável) necessidade de gastos para reformá-lo e mobiliá-lo, os pagamentos dos impostos e taxas dele decorrentes (IPTU, taxa de bombeiros, contribuição extra de condomínio para custear reformas no prédio e pagamento de despesas extras com funcionários no final de ano etc.).

Há de se considerar também outras variáveis que também podem influenciar na decisão. Se o investidor for um jovem de 27 anos, solteiro, e sem filhos, que tem perspectivas de crescimento profissional e vislumbra uma mudança de cidade num futuro próximo, talvez seja melhor aguardar alguns anos, para comprar a casa própria, até alcançar a estabilização profissional em uma cidade em que de fato ele irá morar por mais de 7 anos. Nesse caso, o aluguel sem dúvida é a melhor alternativa.

Agora, se o investidor em questão for uma pessoa na faixa dos seus 40 anos, casado e com 2 filhos, que resolve se fixar numa cidade para morar durante mais de 10 anos, aí a situação muda, e talvez valha mais a pena comprar o imóvel à vista.

Também há de se considerar que, em relação ao aluguel, seu valor costuma ser corrigido (aumentado) todo ano, de modo que os R$ 2.500,00 pagos durante 2015 poderão ser reajustados para R$ 2.700,00 em 2016, para R$ 2.900,00 em 2017, e assim por diante.

Por outro lado, deve-se considerar que os rendimentos de algumas aplicações financeiras também são corrigidos automaticamente pela inflação, tais como as NTN-Bs do Tesouro Direto e a maioria dos fundos de investimento imobiliário, dando uma certa proteção ao investidor que resolva alugar um imóvel em vez de comprá-lo.

Conclusão

Por todas essas razões é que não existe certo ou errado na resposta a essa questão, mas sim aquilo que é mais apropriado para determinada pessoa em função de suas circunstâncias de vida e suas características como investidor, pois tudo depende do perfil – financeiro e psicológico – do investidor e de quais valores ele mais preza como pessoa.

Para alguns, comprar à vista pode ser a melhor opção, não tanto por questões de retorno financeiro, mas sim de segurança patrimonial e conforto psicológico.

Já para outros, alugar é a opção mais conveniente, não apenas por questão financeiras, mas também de fase de vida e mobilidade profissional.

E você, o que faria no lugar do investidor da pergunta acima? Já passou por situação semelhante? Conte para nós sua experiência!

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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109 Responses to [via Mara Luquet – CBN] É melhor comprar um imóvel de R$ 580 mil à vista, ou alugar um apartamento no mesmo prédio por R$ 2.500,00?

  1. Rosana 12 de janeiro de 2015 at 7:36 #

    Guilherme,

    Interessante o artigo.
    Se levarmos em consideração os preços inflacionados e fora da realidade do mercado imobiliário brasileiro, não sei se a compra seria uma boa opção. O “risco” é a possibilidade de maior valorização, situação na qual os investimentos não acompanhariam o ganho.
    Mesmo assim, na situação atual, eu optaria por investimentos.

    Boa semana! 🙂

    • Guilherme 12 de janeiro de 2015 at 10:36 #

      Exato Rosana!

      Eu também optaria pelos investimentos.

      Boa semana pra você também! 😀

      • roberto 30 de janeiro de 2015 at 13:03 #

        Descobri hoje este sítio. Parabéns pela qualidade dos artigos e pelo grato pelo desprendimento!

        Um detalhe que considero importante:

        Considerar a taxa de 0,85% ao mês como rendimento é enganosa, pois inclui a correção monetária (inflação) de mais de 0,5%. Nos exemplos listados, o melhor dos investimentos listados não paga o aluguel se descontarmos a inflação. O capital “gasto” na aquisição do imóvel sempre terá a possibilidade de retorno, mesmo considerando a baixa liquidez. O pago no aluguel é, definitivamente, um gasto!

        • Guilherme 30 de janeiro de 2015 at 14:04 #

          Olá Roberto, obrigado pelas palavras!

          Muito bem observado também esse ponto!

          Abç!

    • Victor 5 de junho de 2015 at 16:27 #

      Concordo plenamente e senti isto na pele. vendemos um terreno com 3 donos (em 01/2015), dois aceitaram aptos no empreendimento no valor cada um de R$ 1 milhão e ao terceiro foi efetuado o pagamento de R$ 1 milhão em dinheiro. Resultado: em 06/2015 cada apto está avaliado em 800 k.

  2. Maria 12 de janeiro de 2015 at 7:37 #

    Excelente análise!

    Até pouco tempo atrás, meu sonho era comprar um apartamento. Mas, descobri que investir TODO o meu dinheiro num imóvel é uma cilada! Imagine se sou demitida ou se preciso pedir demissão? Nunca se sabe o dia de amanhã… não se vende um apartamento do dia para a noite a um preço justo… E também abomino fazer reformas por menores que sejam… todo imóvel exige algum reparo cedo ou tarde.

    O mais curioso é a pressão social: “você não pretende comprar um apartamento? quando você vai comprar um apartamento? Dinheiro de aluguel é um dinheiro que não volta. É melhor pagar alguma coisa que é sua.”

    Como dá muito trabalho explicar tudo o que você escreveu neste post para pessoas que não querem ouvir, encurto a conversa respondendo: “estou pesquisando, ainda não tenho dinheiro.”…rsrs…

    Abraços,

    • Guilherme 12 de janeiro de 2015 at 10:38 #

      Obrigado Maria!

      Você abordou um ponto muito importante: a pressão social das pessoas, que ficam te criticando caso você ainda não tenha casa própria, como se isso fosse uma obrigação.

      E é ótima sua resposta! rsrs

      Abç!

    • LIS 12 de janeiro de 2015 at 11:02 #

      Também falo o mesmo Maria, estou pesquisando rsrs.

    • Henrique 6 de agosto de 2015 at 17:30 #

      Maria,

      excelente seu comentário, é exatamente isso mesmo que ocorre!!

      e reajo da mesma forma..kkk

      cansa muito explicar…

  3. Júlio 12 de janeiro de 2015 at 8:56 #

    Guilherme.

    Como fui desapropriado, tive que fazer essa escolha em abril do ano passado. Optei por colocar todo o capital em LCI, LCA e LC (letras de câmbio de financeiras) – todos os investimentos garantidos pelo FGC. Até o momento, minha decisão se mostrou acertada: vou trabalhar a pé, posso almoçar em casa e adiei a compra de um imóvel próprio, num momento em que os preços estavam nas alturas.

    Abraços.
    P.S. Parabéns pelo ótimo blog.

    • Guilherme 12 de janeiro de 2015 at 10:38 #

      Excelente decisão, Julio!

      Você ganhou, além dos retornos financeiros evidentes, outro item crucial: qualidade de vida. 😀

      Abç!

  4. Longe do Limite 12 de janeiro de 2015 at 10:49 #

    A análise não precisa ser necessariamente feita com extremos.

    Se for do interesse do investidor adquirir um imóvel, ele não precisa necessariamente pagar todo o seu valor à vista; ele pode muito bem dar uma entrada – algo em torno de 20% a 30% do imóvel – e o resto financiar.

    Assim, no caso em questão, ele não se sentiria mais psicologicamente afetado por estar ‘perdendo’ o dinheiro pago do aluguel, bem como sempre pode, a qualquer momento, abater/quitar o financiamento contraído com o capital restante.

    Sei que a moda agora no Brasil é fugir das dívidas, quaisquer delas… mas as pessoas precisam compreender que administrar a renda denota muito estudo quando se toma uma grande decisão de compra como esta.

    Abraço!

    • Guilherme 12 de janeiro de 2015 at 10:58 #

      Olá, LL, interessante seu ponto-de-vista!

      Uma solução “intermediária” como a citada por você também seria uma possibilidade, contudo, o custo de oportunidade seria evidente, pois, no financiamento imobiliário, além do valor do imóvel em si, o comprador também teria que arcar com outras despesas que não haveriam caso ele optasse pela compra à vista, tais como os juros, seguro de vida, IOF etc.

      Em outros termos, a quantidade de dinheiro gasto com o financiamento não superaria os ganhos que ele obteria com o mercado financeiro com a parcela do capital “não imobilizado”.

      Abç!

      • David 12 de janeiro de 2015 at 11:35 #

        Guilherme,

        Complementando a sua resposta ao “Longe do Limite”, o comprador poderia fazer um consórcio imobiliário e dar o valor citado de entrada como lance para que o consórcio saia para ele. Com isso ele pagará apenas a taxa administrativa e não juros que é muito mais baixo.

        Sendo assim ele teria como comprar o imóvel e teria uma boa reserva aplicada com boa liquidez, com os rendimentos desta reserva ele pagaria o valor da prestação do consórcio que seria diminuída em valor mensal proporcionalmente ao valor do lance.

        Acha que pensei de forma ruim?

        Obrigado.

        • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:06 #

          Olá David, de fato o consórcio é uma alternativa bastante interessante ao financiamento imobiliário, devendo-se prestar atenção, contudo, ao valor da taxa de administração, que costuma encarecer bastante o produto.

          Mas a ideia é válida sim.

          Abç

      • Longe do Limite 12 de janeiro de 2015 at 13:17 #

        Qualquer alternativa que não seja o pagamento à vista acarretará custos adicionais.

        O que tentei deixar claro é que, como se trata também de um problema psicológico, estes custos não podem ser empecilho para que se busquem alternativas – como a do consórcio sugerida pelo David.

        Abraço!

        • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:07 #

          Concordo, LL.

          A busca de alternativas intermediárias pode funcionar para determinado perfil de clientes, como os salientados por você.

          Abç!

    • Rogerio 14 de janeiro de 2015 at 10:11 #

      Eu vejo outra vantagem no financiamento, mas tem que pensar no longo prazo. Hoje em dia, a grande maioria dos financiamentos imobiliários no Brasil têm suas prestações (e saldo devedor) corrigidos pela TR, que é um indicador que nos últimos anos têm estado praticamente zerado. Ou seja, praticamente não há correção pela inflação.
      Pensando em um financiamento de longo prazo e uma inflação anual de 5% ou mais, em alguns anos a alta prestação de hoje já será baixa.
      Vale a pena fazer a simulação numa planilha, considerando a inflação.
      1. Dá-se 20% de entrada.
      2. Coloca-se os 80% restantes em uma aplicação protegida contra a inflação (NTN-B por exemplo)
      3. Usa-se os rendimentos da aplicação para pagar as parcelas
      4. As parcelas com o passar do tempo vão diminuindo (ao financiar pelo sistema SAC) além de não serem corrigidas pela inflação

      O que acontecerá em 5, 10, 20 anos?
      Claro que em macro-economia tudo pode acontecer, mas é uma simulação interessante.

      • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:08 #

        Olá Rogério,

        Bem interessante esse método também!

        O fato de a prestação, pelo sistema SAC, diminuir com o decorrer do tempo, é um ponto positivo, devendo seu custo ser compensado pelo maior rendimento das aplicações financeiras.

        Abç!

  5. Janaina 12 de janeiro de 2015 at 15:03 #

    Estamos pensando em adquiri um imóvel próprio. Considerando que os preços em Maceió são atrativos e com um valor de 500 mil se mora em um bairro nobre, perto da praia, achamos uma boa opção e estamos nos programando para fazer isso no fim do ano.
    Principalmente agora que chegou a renovação do aluguel e com isso a taxa de bombeiros, IPTU e principalmente o seguro aluguel de 900 reais. Sei que a taxa de bombeiros e o IPTU pagaríamos de qualquer forma, mas seria de algo que fosse nosso. Além disso, sempre aparece um probleminha ou outro no apto e temos que consertar. Por isso resolvemos que comprar é a melhor opção.
    Acho que tudo depende do lugar onde se mora, no RJ, BSB ou em SP fica mais difícil comprar um bom imóvel, que fique em um bairro bom por 550 mil reais, mas aqui ainda é possível.
    Abraços

    • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:10 #

      Olá Janaína, bem interessante esse raciocínio também!

      Agora, esse IPTU tem que ser revisto, já que a obrigação de pagá-lo pertence ao titular do imóvel, não ao locatário.

      Bons investimentos!

      Abç!

      • Samuel 27 de janeiro de 2015 at 19:11 #

        Guilherme, esse raciocínio de que “obrigação de pagá-lo pertence ao titular do imóvel”, interpretado como “só” o proprietário deve pagar, não é correto nem JURIDICAMENTE, pois a legislação autoriza a transferência do pagamento do imposto ao locatário, contanto que isso esteja claramente previsto no contrato.

        Sinceramente, se houvesse uma lei proibindo tal ajuste o que ocorreria? O proprietário AUMENTARIA o aluguel quando o contrato vencesse. Acho que a melhor estratégia é não “bater de frente”.

        Como se falou acima tem que analisar os aspectos “psicológicos” além do “financeiro”. Adianta o inquilino “brigar”,ficar batendo no peito que “comigo as coisas são assim”. Enquanto, isso o proprietário conversa com um amigo. “Deixa ele pensar assim, Quando ele quiser renovar eu cobro “2 IPTUs”.

        Se o futuro inquilino tem outro imóvel próximo que não transfere o IPTU, ele pode dizer ; “Olha, se for assim, eu vou pra outro”. Aí, abre espaço para uma negociação. O proprietário pode estar há meses com o imóvel parado e pode acabar cedendo. Realmente é uma pena que o lado mais fraco geralmente é do inquilino (eu)! kkk

        • Guilherme 28 de janeiro de 2015 at 7:56 #

          Olá Samuel, bem observado esse ponto!

          Abç!

  6. Thiago 12 de janeiro de 2015 at 15:16 #

    O texto peca por não considerar que apenas o ganho real da aplicação de 580K deva ser utilizado para pagar o aluguel. Usando a taxa nominal de rendimento para o pagamento do aluguel, irá corroer o poder de compra dos 580K ao longo do tempo..
    Abs

    • Leonardo 12 de janeiro de 2015 at 16:13 #

      Considerando o que você disse…

      Com o dinheiro investido em aplicações financeiras, a pessoa continua pagando o aluguel e ainda sobra dinheiro. Digamos que sobra R$ 1.000,00 em média ao mês no período do primeiro ano. Então, se a intenção da pessoa realmente for comprar o imóvel, para ela ficar mais distante do sonho, o imóvel precisará custar mais de R$ 592 mil ao final desses doze meses. A valorização deverá ser maior que 12k.
      Um segundo exemplo, o da aplicação com 0,8% ao mês de rendimento (conforme exemplo do post): sobrará R$ 2140 (4640 – 2500) por mês e ao final de doze meses: 25.680 reais (contas simplificadas, sem usar juros compostos, que se considerados deixam as coisas ainda melhores). Assim, pro sonho ficar mais distante, o imóvel deverá custar no mínimo R$ 605,6k depois de 1 ano.

      Como os preços estão meio que estacionados pelo momento da economia e saturação do mercado, é bom esperar (no cenário atual). Tendo mais tempo também (e dinheiro no bolso [liquidez]), aumenta-se a possibilidade de encontrar alternativas melhores de imóveis a preços melhores.

      É bom deixar claro que para compensar a contratação de um financiamento, a valorização desse imóvel deve ser absurda. Não conheço atualmente mais imóveis que se valorizam 200% em 5 anos. Então, eu acho que é bom evitar financiamentos. Podemos levar até em conta os fatores de conforto psicológico, mas mantendo a racionalidade para não pagar 2 vezes o valor do bem.
      Usar da organização, disciplina e educação financeira é muito mais jogo. O conhecimento tem suas recompensas.

      • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:12 #

        Excelentes comentários, Leonardo!

        Também penso que, no cenário atual, é difícil imaginar uma mega-valorização imobiliária nos próximos 5 anos. A tendência é os preços estacionarem, e até diminuírem, dependendo da região.

        Abç!

  7. SwineOne 12 de janeiro de 2015 at 16:36 #

    Desculpe, mas esses preços aí devem ter sido inventados. Na realidade que eu conheço e estou vivendo agora, um apartamento sendo vendido por R$ 580 mil seria facilmente encontrado com aluguel de menos de R$ 2.000 (para chutar alto; uma estimativa mais próxima da realidade seria uns R$ 1.500). A não ser que a bolha imobiliária já tenha estourado e eu não tenha ficado sabendo.

    Não existe justifica nenhuma, em lugar nenhum do mundo, que envolva fator psicológico ou de qualquer outro tipo, para a pessoa abrir mão de uma renda mensal de R$ 5.000 para comprar algo que vai abater uma despesa de R$ 1.500 do seu orçamento. Comprar um imóvel hoje por esses preços surreais tem nome: burrice. Ou isso, ou a pessoa acredita que esse esquema de pirâmide que é o nosso mercado imobiliário vai dar retornos eternos, igual aconteceu com a Telexfree, BBom, etc. Mas o nome pra isso é o mesmo, burrice.

    • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:13 #

      Olá Swine, ótimos comentários!

      Realmente, com os retornos que o mercado financeiro está proporcionando, em épocas de taxa SELIC girando a quase 1% a.m., é muito mais negócio investir o dinheiro em outras opções, até por uma questão básica: diversificação de riscos.

      Abç!

  8. Luana 12 de janeiro de 2015 at 18:35 #

    Olá Guilherme!

    Mais um artigo excelente e neste enxerguei meu reflexo. Minha situação é exatamente a do jovem solteiro que citou como exemplo. Refleti muito para optar pelo aluguel, pois conseguiria dar uma boa entrada e sofri com a pressão que a Maria bem mencionou, mas realmente não acho o momento oportuno. No meu caso, meu psicológico fica mais tranquilo em não contrair uma dívida tão grande, longa e absuuurda, já que no geral se paga o valor do imóvel mais de 3x!!
    Obs.: estou usando a dica de priorização do resgate automático em minha conta corrente (dica de outro artigo seu) e estou amando! Trouxe muita tranquilidade ao meu dia-a-dia!

    Abs e parabéns! Sucesso em 2015!

    • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:14 #

      Olá Luana!!!

      Legal que tenha se identificado com a situação do jovem profissional mencionado no texto!

      Realmente, nadar contra a maré e não seguir a manada tem suas recompensas!!!!

      Obrigado e sucesso pra você também!!!

  9. Murilo 12 de janeiro de 2015 at 19:08 #

    Investindo em FIIs ganharia hoje 5000,00 mensais e ainda sobrariam 2500,00 apos pagar o aluguel. Ta na cara, é obvio, só nao vê quem nao quer, que cai na historinha de que você tem que comprar um AP pq todo mundo tá comprando (isso é efeito manada), O AP TA INFLACIONADO!!! Tem dono de contrutora pequena/media que mora de aluguel!!!

    • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:15 #

      Concordo, Murilo, e o fato de termos donos de construtoras morando de aluguel é a prova de que o raciocínio articulado no texto faz todo o sentido!

      Abç!

  10. Airanzinha 13 de janeiro de 2015 at 12:13 #

    Mesmo não tenho muito conhecimento,escolheria o investimento 🙂

    Caramba… é impressionante o quanto estou aprendendo com os comentários,nos faz abrir a mente e ver por outros olhos.

    Esse blog é 10.

    Abraços!

    • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:15 #

      Legal, Airanzinha, obrigado pelos seus comentários!

      Abç!

  11. Olaf Nur 13 de janeiro de 2015 at 13:17 #

    Prezado Guilherme:

    Recentemente, eu me vi numa situação semelhante à abordada em sua postagem: eu tenho um apartamento financiado, dívida que contraí a meados do ano passado, com parcela mensal de aproximadamente R$ 2.400. No final do ano, fui agraciado com uma pequena herança (R$ 40.000) resultante do falecimento duma tia, o que me fez pensar, de início, numa amortização da minha dívida de 25 anos.

    Entrei em contacto com o banco financiador, no qual eu soube que, com a injeção dessa quantia, a prestação mensal seria reduzida em míseros R$ 300,00. Foi então que decidi ficar em poder desse capital. Ao invés de tentar amortizar a minha dívida, pagarei a minha prestação durante o tempo que durar essa quantia, a qual eu buscarei rentabilizar em diferentes aplicações, sem esquecer de que, a qualquer momento, eu poderia utilizar parte do valor para fazer uma viagem, enfim, investir na minha qualidade de vida.

    Quanto aos R$ 580.000, eu sou partidário da solução intermediária que alguns dos seus leitores sugeriram, ou seja, pagar parte do valor dum imóvel à vista e financiar o restante – é possível conseguir taxas de juros bem atrativas na Caixa (uns 8% a.a.), abaixo dos índices que você aponta no seu artigo, de retorno financeiro em investimentos existentes no mercado financeiro.

    É importante poder contar com a liquidez do capital, administrar aplicações diversificadas, sem esquecer de que uma parte do valor pode ser legitimamente destinada àqueles pequenos agrados que nos devemos conceder, de tempos em tempos, na chamada qualidade de vida, sem que isso tenha necessariamente relação direta com consumo desenfreado.

    Cordialmente,

    Olaf Nur

    • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:17 #

      Excelente depoimento, Olaf!

      Isso é uma prova irrefutável de que não existe receita de bolo única para todos os casos, mas sim aquilo que é mais apropriado para cada pessoa dependendo de suas circunstâncias de vida.

      Abç!

    • Wang 8 de março de 2016 at 10:37 #

      Caro Olaf,

      Eu simpatizo com sua idéia, estou seguindo a mesma linha. Eu li os diversos posts até aqui que muito contribuem no debate.
      Mas as pessoas precisam ponderar que para começar, tem 2 situações, quem já tem o capital todo e quem não tem o capital para comprar.

      O momento atual é de crise e apesar de alto, os imóveis estão com preços parados em muitos locais há 3 anos, desde então fala-se muito na tal bolha, mas diferente dos EUA, não deve ocorrer por aqui, pois o nosso modelo é completamente diferente do de lá.

      De toda forma, deixo uma pergunta, você não tem o valor para comprar um imóvel, paga aluguel por 5 anos, e se você financiar um imóvel dando o mínimo de entrada, o que você tem no final em cada caso?

      O outro cenário é ter o capital todo para comprar, faça a mesma análise, mas são 2 cálculos. Do imóvel e de como vai usar seu capital x aluguel com investimento. Eu não compraria o imóvel a vista, mas também não vejo vantagem de pagar aluguel. Eu financiaria o imóvel dando algum valor de entrada, aplicaria meu capital principal para ter liquidez.

      No longo prazo, em ciclos de 8 a 12 anos, se bem comprado todo imóvel valoriza mais do que diversos investimentos sem precisar ter grandes habilidades em investimentos. Muitos já devem ter recebido herança de imóveis de pais ou parentes onde uma casa, um apartamento comprado a mais de 10 anos se valorizou significativamente.

  12. Vania 13 de janeiro de 2015 at 20:30 #

    Os imóveis estão com preços irreais hoje, e sempre se vendem por bem menos do que é anunciado. Se o imóvel estiver com preço acima do que vale, nunca será interessante comprar. Mas, para efeito de argumentação, vou considerar que esse apê de $580.000,00 esteja com ótimo preço, já chorado e negociado.
    Vamos considerar tbem que o comprador já tenha passado dos 30 anos, e tenha família. Eu optaria pela compra, e não apenas pelos motivos psicológicos.
    Em primeiro lugar, dos valores de rendimento de aplicações citados no texto teríamos que descontar a inflação, e impostos qdo devidos, e considerar apenas o rendimento real. Tbem é preciso considerar que o aluguel tem despesas invisíveis, como as mudanças, e a adaptação do imóvel e do mobiliário que são inevitáveis a cada mudança. A maioria dos custos de manutenção apontados acabam sendo pagos pelo inquilino, como consertos, IPTU, 13 dos funcionários.
    A pessoa ficará sem dinheiro? Apenas por um curto período. Sem pagar aluguel, certamente poderá fazer bons aportes mensais com folga e entusiasmo.
    Qto á falta de liquidez do capital investido, não vejo como totalmente ruim. Vamos olhar à nossa volta. É muito mais comum uma pessoa que construiu patrimônio tendo imóvel próprio do que não tendo. A falta de liquidez trabalha a favor da manutenção do patrimônio. Em outras aplicações, ao longo dos anos sempre haverá retiradas e diminuições do valor investido, ainda que o investidor seja altamente disciplinado.
    .

    • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:19 #

      Excelentes argumentos, Vania!!!!

      Você tem razão. Existem custos ocultos no aluguel quando se muda de um imóvel para outro, que também devem ser considerados.

      O importante, como você bem disse, é a disciplina na construção de patrimônio, que pode ter como via importante a aquisição de ativos imobiliários.

      Abç!

  13. Investidor de Risco 13 de janeiro de 2015 at 22:30 #

    Tudo bem, Guilherme? A matemática pura e simples pode apontar tanto o aluguel como a compra do imóvel como mais vantajoso… Depende dos parâmetros e projeções…

    Entendo que esta decisão deve ser tomada pensando no longo prazo, deixando as especulações e os indicadores financeiros de curto prazo em segundo plano…

    Fiz duas simulações, projetando taxas e índices de longo prazo e obtive dois resultados distintos.. Se tiver interesse, aí está…

    http://investidorderisco.blogspot.com.br/2014/04/comprar-um-imovel-ou-morar-de-aluguel.html

    Abraços

    • Investidor de Risco 13 de janeiro de 2015 at 22:37 #

      ah… no final do artigo tem um link de uma planilha para que o leitor possa fazer suas próprias simulações…

      Valeu!

      • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:20 #

        Olá I.R.!

        Ótimo artigo!

        De fato, tudo está a depender dos parâmetros utilizados nas simulações, considerando um horizonte largo de tempo.

        Abç!

  14. Rodrigo 14 de janeiro de 2015 at 2:54 #

    Os 580K na poupança não renderiam 2.900 por mês (0,5%)? Esses 638 reais a mais são referentes àquela tal TR?

    Abraço e parabéns pelo blog!

    • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:21 #

      Sim, Rodrigo, considero a TR no cálculo.

      Abç e obrigado!

  15. Danilo Muniz 14 de janeiro de 2015 at 12:53 #

    Só li o primeiro comentário para não ser influenciado, mas eu acompanhando o blog e estudando alguns livros sobre planejamento financeiro e tudo mais, me fez pensar que na maioria dos casos o aluguel é mais vantajoso se a pessoa é uma “financista” se posso assim dizer. Se for do tipo pessoa que gasto e não tem controle das despesas eu acredito que para ela comprar seja não só a melhor opção mas uma “garantia” do futuro ou se não ela gastaria o dinheiro em “besteiras” rapidinho.

    No meu caso eu com certeza moraria de aluguel e investiria o dinheiro, que é o que eu faço atualmente. Antes eu tinha o sonho da casa própria, hoje eu tenho o sonho da independência financeira.

    Sempre ótimos artigos Guilherme, parabéns!

    • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 8:21 #

      Exatamente, Danilo, e aí entra o perfil psicológico da pessoa, muito bem exemplificado por você.

      Abç e obrigado!

  16. Rosana 15 de janeiro de 2015 at 10:51 #

    Guilherme,

    Sei que o objetivo do seu blog não é esse, mas será que poderia me ajudar a divulgar esse cão para adoção? Ele apareceu onde eu trabalho, mas não podemos ficar com ele lá, então precisamos encontrar um dono urgente!
    Ele é muito dócil e manso. Só não fico com ele, pois tenho 5.

    “Doa-se um cachorro de médio porte, castrado, idade aproximada entre 2 e 3 anos, muito manso e bonzinho. Resgatado em 13/01/2015.
    Pelagem marrom claro com branco.
    Acostumado com coleira e guia.
    Parece estar também familiarizado com carros, pois entrou com muita facilidade e ficou bem comportado no banco de trás.
    Ele tomou banho no petshop, está vermifugado e passamos também um antipulgas.”

    Preciso encontrar um dono urgente para ele!
    Encontra-se no bairro de Santana, São Paulo.

    A foto está aqui:
    http://simplicidadeeharmonia.blogspot.com.br/2015/01/cao-para-adocao-em-sao-paulo-urgente_15.html

    Obrigada!
    Rosana

    • Guilherme 15 de janeiro de 2015 at 11:41 #

      Vou divulgar no meu Twitter e Facebook, Rosana!

      EDITADO: já divulguei nas minhas redes sociais! Tomara que ele consiga um dono!!!

      Abç!

    • Mike 27 de janeiro de 2015 at 12:10 #

      de quanto é o rendimento mensal ????

  17. Jacy 15 de janeiro de 2015 at 15:14 #

    Olá, Guilherme,

    Encontrei o seu blog meio que por acaso enquanto pesquisava sobre minimalismo. Hoje é o segundo dia que passo por aqui e não podia deixar de comentar e parabenizá-lo por sua iniciativa e proposta de ajudar as pessoas através de seu exemplo e de suas percepções sobre os “valores reais”.

    Parabéns! Muito bom o blog!

    • Guilherme 16 de janeiro de 2015 at 10:41 #

      Olá Jacy!

      Eu é quem agradeço pelas suas palavras!

      Abç!

  18. Fernando 17 de janeiro de 2015 at 18:52 #

    Ótimo artigo como sempre. Muito bom!

    Só um ponto que considero ser abordado nesta análise e no processo de decisão (financeiro) pela compra ou locação do imóvel.

    Ao optar pelo aluguel vc reduz o seu montante disponível para a sua poupança mensal, o que deve ser considerado na construção do patrimônio a longo prazo.

    P.e:

    7 anos de aluguel
    = 84 meses x 2500 = R$ 210.000,00

    É um exemplo que também deve ser considerado na análise. A maior rapidez da poupança considerando o imóvel próprio em detrimento ao imóvel alugado.

    Abs,
    Fernando Alves

  19. Fernando 20 de janeiro de 2015 at 17:21 #

    Eu acho que uma coisa que não foi devidamente abordada no post (sempre acompanho, mas quase nunca escrevo, gosto muito do site) é que a Mara Luquet faz parte do lobby do mercado financeiro e, antes mesmo de ler o que ela ia escrever, já sabia que ela iria indicar o aluguel. É simples: eles não estão preocupados com o seu futuro, com a construção do seu patrimônio, claro que não. Eles querem que você coloque seu dinheiro no banco para que eles ganhem a taxa de administração. Se você comprar seu imóvel, eles perdem essa fonte de renda e como muitas pessoas estão adquirindo imóveis é sempre bom fazer uma propaganda dos fundos!

    Na minha opinião, independente da sua escolha (comprar ou alugar), é muito importante ficar esperto com esses “conselhos” que são dados de graça por aí. Sempre tem alguém ganhando dinheiro por trás, como lobo em pele de cordeiro. Conselho de graça a gente desconfia.

    Parabéns pelo site e pelos comentários.

    • Guilherme 22 de janeiro de 2015 at 15:02 #

      Olá Fernando, que bom ver você por aqui de volta, rapaz! Fiquei mais feliz ainda por saber que você continua leitor assíduo do site!!!!

      É bem interessante essa sua perspectiva, de se ater à análise da “fonte” para checar a qualidade da informação.

      É bem verdade que muitos pregam o investimento bancário para que os bancos lucrem com as taxas de administração, agora, o artigo que eu escrevi procura ampliar as opções para o investidor, ao exemplificar com tipos de investimentos que não estão necessariamente atrelados ao setor de bancos – p.ex., fundos imobiliários.

      Daí eu penso que é possível viver de aluguel e ainda assim construir patrimônio a longo prazo. Uma coisa não exclui necessariamente a outra, desde que se saiba utilizar bem essa ferramenta, que é o dinheiro, para multiplicar e render frutos.

      Mais uma vez agradeço seu ponto-de-vista, e apareça sempre que puder!!!! 😀

      Abç!

  20. José Luiz 23 de janeiro de 2015 at 10:44 #

    Quem viveu a década de 90 pode conferir.
    Recursos confiscados pelo governo Color, choques econômicos etc.
    Aplicações financeiras pode ser boa por algum tenho e se você já tem seu teto.
    Querer ser muito esperto, viver de renda pode ser catastrófico.
    Seu teto pago e quitado é o melhor investimento.
    Até quando esta ciranda financeira vai persistir?
    Tenho 70 anos e já vi muita gente quebrar a cara com essa ideia de aplicações financeiras. Vendiam a casa que moravam e colocavam tudo em aplicações, até que… os que ainda vivem estão pagando aluguel as vezes até em favelas.

    • Thiago 9 de fevereiro de 2015 at 15:32 #

      José Luiz, isto que você diz é verdade.

      Todos esperamos que nada como a era Collor se repita, mas o risco, existe. Meu avô possuía 3 imóveis, vendeu todos para investir na Bolsa de Valores (85-86) e perdeu tudo. O pouco que sobrou, ele perdeu na poupança, com o Collor. Hoje, com 80 e poucos anos, precisa pagar aluguel e os filhos ainda tem que ajudar com as despesas.

      Isso é triste. Só ressalta um ponto: SEMPRE DIVERSIFIQUE pra não ser pego de calças curtas! Na dúvida, invista no seu teto, que é o menos arriscado dos investimentos.

      Abraços.

      • Guilherme 9 de fevereiro de 2015 at 17:12 #

        Exato, diversificar é a palavra de ordem.

        Abç!

  21. Flavio 23 de janeiro de 2015 at 13:47 #

    Guilherme,

    Vou te contar minha história.

    Morava em imóvel de 2 quartos, próprio e quitado. Depois que meu filho nasceu sentimos necessidade de nos mudarmos para um maior.

    Pensamos inicialmente em comprar um de 4 quartos num condomínio com área de lazer. Havia vários empreendimentos desse tipo ficando prontos aqui em Brasília. Mas o preço era em torno de R$ 1,4 milhão, se não mais.

    Tentamos vender o nosso, que fica em um bairro nobre da cidade, durante 10 meses. Várias pessoas visitaram, gostaram, mas não recebemos nenhuma proposta. Pedíamos um preço na média do bairro.

    Chegou um dia em que desisti. Aluguei um maior, de 4 quartos, no mesmo bairro, fui morar nele e coloquei o meu de 2 quartos para alugar. Aluguei em 1 mês.

    Se tivesse vendido o meu imóvel para comprar um maior, teria que zerar minhas aplicações no banco e contrair uma dívida considerável, que levaria anos para quitar. Quer dizer, meu patrimônio, que levei anos para conquistar, de um dia para o outro ficaria negativo e assim permaneceria por muito tempo.

    Alugando um em vez de comprar eu mantive meu patrimônio. A renda de meus investimentos mais o aluguel que recebo do outro apartamento (renda passiva) pagam o aluguel do imóvel onde estou morando (com muito conforto!) e ainda sobra.

    Hoje vejo que não poderia ter feito melhor! Ainda bem que não consegui vender meu apartamento. 🙂

    • Guilherme 23 de janeiro de 2015 at 18:11 #

      Excelente história, Flavio!

      Seu depoimento é uma prova inconteste de que, em muitas situações, como as descritas por você, vale a pena alugar um imóvel em vez de comprar – ainda considerando os preços irreais dos imóveis em BSB, que só perdem em termos de “loucura” para os do Rio.

      Abç!

      • Jorge 4 de maio de 2015 at 17:24 #

        Minha história foi diferente. Eu Nunca fui fã de aluguel e quando me casei tive a duvida entre alugar ou comprar uma casa. Decidi por comprar, mas não comprei a casa que desejava. Por não ter condições acabei financiando meu carro e com o dinheiro comprei uma meia agua 40m². No mesmo terreno após pagar meu carro 36 x comecei construir um sobrado 60 m² onde moro atualmente e dividi a meia água em duas kitnet que me rendem um salario minimo hoje. Em 2014 comprei uma outra casinha pequena dei uma pequena entrada e financiei o saldo que pago com o aluguel da mesma. Agora em 2015 to construindo num terreno que eu tinha já na época de solteiro terreno este de esquina 18 x 30, como eu não tinha dinheiro procurei um sócio cedi parte do terreno para construção de 3 casinhas de 60 m² cada, no final cada um tera 1 casa e meia na parte que vai sobrar do meu terreno 18 x 12 quero ai sim fazer a casa do meu jeito 105m². (sobrado) a que eu pretendo morar e do meu gosto. Resumindo no final de tudo isso vou ficar com a minha casa de morada 3 casas pra alugar e duas kitnet dai não pretendo adquirir mais casas pra alugar se der e tiver oportunidade construir pra vender e se sobrar dinheiro dai procurar outros investimento seguro tipo tesouro direto que to começando a ler agora.

        • Guilherme 4 de maio de 2015 at 20:07 #

          Excelente história, Jorge!

          Você soube construir patrimônio de forma gradual e consistente!

          Abç!

  22. Marcely 7 de fevereiro de 2015 at 8:34 #

    Importante considerar na conta a valorização do imóvel. O dinheiro investido mensalmente (em LCA por exemplo ou outro) resultará em valor maior, ao longo prazo, que o valor do imóvel ao longo prazo?
    Boa tarde.

    • Guilherme 7 de fevereiro de 2015 at 21:17 #

      Sim, Marcely, em virtude dos juros compostos dos rendimentos, que acabam sendo maiores que a valorização média do imóvel a longo prazo.

      Abç

      • Rosana 8 de fevereiro de 2015 at 7:31 #

        Guilherme,

        Fiquei em dúvida em relação ao seu comentário: mesmo considerando a alta dos imóveis, você acredita que a longo prazo os investimentos ainda valem mais a pena, mesmo considerando o IR?
        Um exemplo: em 2010, um imóvel que custava 130k hoje custa mais de 300k. E isso, depois da alta dos imóveis entre 2008/09.
        O que vejo é que os preços altos continuam. Se o aumento foi de 200%, a queda apresentada hoje é de 10, 20%, ou seja, quase nada.

        Abraços,
        Rosana

        • Guilherme 8 de fevereiro de 2015 at 15:12 #

          Olá Rosana,

          Historicamente, os imóveis apresentam uma rentabilidade superior à renda fixa, mas inferior às ações.

          De acordo com dados do IBovespa dos últimos 40 anos, as ações do Índice tiveram um retorno de 8% a.a. acima da inflação. A renda fixa teria rendido algo em torno de 6% a.a. acima da inflação. E os imóveis teriam ficado em 7% a.a. acima da inflação.

          O que me faz crer que a renda fixa, nas condições descritas no post, ganhará do rendimento dos imóveis é a sobrevalorização recente dos imóveis. Eles, de 2008 para cá, se valorizaram acima da média, e tudo o que sai da “curva” de rentabilidade tende, em algum ponto mais pra frente, retornar à média.

          A renda fixa, por outro lado, sofreu bastante nos últimos anos, chegando a beirar os 7% a.a. Mas, agora, com a volta da inflação, ela tende a voltar a subir.

          Enfim, essas são as premissas, mas é claro que tudo pode mudar mais pra frente.

          Abç!

          • Rosana 12 de fevereiro de 2015 at 6:37 #

            Guilherme,

            Agradeço por sua resposta tão completa e esclarecedora.
            Eu espero que a sobrevalorização dos imóveis esteja perto do fim, pois os valores estão irreais.

            Mesmo assim, isso não estaria mais relacionado a oferta x demanda, na qual ainda há muita compra mesmo com valores elevados? Seguindo o raciocínio, os automóveis, por exemplo, também tem preços bem elevados no país, mas mesmo assim, as vendas anuais são significativas.

            Obrigada mais uma vez,
            Rosana

            • Guilherme 12 de fevereiro de 2015 at 13:16 #

              Oi Rosana, de nada!

              A dinâmica do mercado de automóveis é um pouco diferente da dinâmica do mercado de imóveis, explicada por vários fatores, dentre os quais se destaque o fato de o mercado de automóveis ser mais “líquido”, ou seja, girar mais dinheiro (é preciso menos dinheiro para comprar um carro do que uma casa, p.ex.), somado ao fato de que a indústria automobilística carrega junto toda uma indústria de base (autopeças, combustíveis etc.), o que a torna poderosa para conseguir pressão sobre o governo a fim de conseguir isenção de IPI, maior facilidade de crédito para compra etc.

              As compras por valores elevados por certo ainda existem na indústria imobiliária, mas isso não vai se sustentar por muito tempo, pois a alta da taxa de juros já está desestimulando o mercado de crédito imobiliário. Já estamos vendo estagnação no preço dos imóveis, e é possível vermos em breve também quedas.

              Abç!

              • Rosana 13 de fevereiro de 2015 at 6:02 #

                Guilherme,

                Agradeço mais uma vez por sua resposta tão esclarecedora. 🙂

                Abraços,
                Rosana

  23. Eduardo 10 de fevereiro de 2015 at 8:51 #

    Se for usar o FGTS, normalmente é melhor comprar o imóvel.

  24. Vilmar Moccelin 24 de fevereiro de 2015 at 1:05 #

    Lí os comentarios ate um ponto mas pude observar que uma quantidade proxima de 100% tem razao. O motivo: como indiado no artigo, muito bom por sinal, VAI DEPENDER DA REALIDADE DE CADA UM e de CADA LUGAR!!!!

    Existem lugares onde a quantidade de casas/apartamentos para alugar ficou tao grande (especulaçao) que realmente nao faz sentido comprar, porem existem lugares onde alugar eh uma TORTURA, com casas ruins a preços absurdos.

    Existem lugares onde os preços de aquisiçao estao, pra dizer o minimo, um absurdo, ja outros onde o mercado nunca inflou tanto e a relaçao aluguel x preço de aquisiçao eh mais realista.

    A discussao de quem esta certo ou errado sem saber EXATAMENTE as condicoes do mercado local da mulher lah do começo nao levam a lugar algum. Eh igual perguntar se vale mais a pena construir ou comprar pronto ou usado: IMOVEL DEPENDE DA REALIDADE DO MERCADO LOCAL LOCAL.

    A realidade do interior (vulgo, casas, nao apartamentos) de uma regiao relativamente rica eh totalmente diferente de uma regiao onde quem tem renda de R$5000,00 a.m. eh “nata da sociedade”. Idem para as regioes metropolitanas e seus apartamentos de centro e de periferia, novos ou da decada de 70, a 500m do metro ou que precisa carro ou 2 horas se locomovendo, tem capital que apartamento na praia a 5 min do trabalho da pessoa custa o mesmo que um “apertamento” a 2 horas de distancia, seja de carro, seja por transporte publico.

    Resumindo: EH IMPOSSIVEL DAR RESPOSTAS CERTAS NESSE QUESITO, e por isso o artigo foi bom, mostrou bem que vai depender da realidade pessoal, porem poderia ter deixado mais claro que a realidade local do mercado imobiliario pode fazer a aquisiçao de um imovel ser desde “uma ideia estupida de alguem empurrado por exigencias sociais” ate o limite do “a coisa mais inteligente que ele poderia ter feito”.

  25. Lázaro 8 de abril de 2015 at 6:08 #

    Enquanto a pessoa fica pagando aluguel o dono do imóvel troca de carro todo ano, como é o caso da rua onde moro, sem se falar, que em imovel alugado não se tem liberdade para fazer mudanças estruturais e afins, tudo e motivo para discordia, eu acredito que a comprar de um imóvel na pior das hipótese empata ou supera os rendimentos da poupança sem se falar da segurança de ter um teto pra morar em situações de incertezas!

  26. Lázaro 8 de abril de 2015 at 6:13 #

    De qualquer maneira fico grato pelas dicas Guilherme!

    • Guilherme 9 de abril de 2015 at 11:50 #

      Exato, Carlos, por isso vale repetir a conclusão do texto:

      Por todas essas razões é que não existe certo ou errado na resposta a essa questão, mas sim aquilo que é mais apropriado para determinada pessoa em função de suas circunstâncias de vida e suas características como investidor, pois tudo depende do perfil – financeiro e psicológico – do investidor e de quais valores ele mais preza como pessoa.

      Abç!

  27. Priscila 8 de abril de 2015 at 18:00 #

    Estou com esse dilema. Entre comprar uma casa de 200 mil, financiando 80 mil, dando entrada de 120 mil (85 mil que está em LCA e 35 mil de FGTS) pagando cerca de 1 mil em 240 prestações decrescentes ou alugar uma casa por 1 mil. O que compensa financeiramente?

    • Guilherme 9 de abril de 2015 at 11:52 #

      Priscila, compensa mais alugar a casa, financeiramente. O fato de você financiar a casa já significa que você gastará bem mais do que R$ 200 mil.

      Dessa forma, melhor continuar investindo e poupando, para ter recursos de, no futuro, adquirir uma casa à vista.

      Abç!

    • Wang 8 de março de 2016 at 10:54 #

      Priscila,

      Pagar pelo seu próprio imóvel você estará pagando os juros do financiamento, mas parte deste valor é para seu próprio imóvel.

      O valor de 1mil pago em aluguel em 5 anos, vc não poupará nada, exceto o valor do LCA aplicado, que deve gerar (a 0,8% a.m.) na faixa de 680 reais que ajuda a abater no seu aluguel. Mas que o valor principal ao longo do tempo vai depreciar. Enquanto isso, o imóvel em 5 anos ou mais, tende a valorizar conforme a melhoria da economia.

      Eu apenas manteria uma reserva pessoal em vez de usar toda sua aplicação de LCA no imóvel. Pois de fato o imóvel tem baixa liquidez, numa emergência não consegue vender rapidamente, sem baixar o valor de venda.

      Apenas para acrescentar mais uma ótica ao seu dilema.

  28. Priscila 9 de abril de 2015 at 16:31 #

    Obrigada Guilherme. Mas também penso em outras variáveis. Quando estava sendo construída, a casa estava sendo inicialmente vendida por 350 mil. Devido a problemas financeiros o dono baixou consideravelmente o preço além de ter um excelente acabamento, piso em porcelanato, 3 quartos, 2 banheiros com louças de primeira linha, portas em madeira de qualidade. Certamente, se eu tivesse 150 mil não construiria uma casa com essa estrutura. Os imóveis na região são muito mais caros e ainda tenho a possibilidade de quitar mais rápido pagando mais de uma prestação com desconto. Então como bem disse o texto é necessário analisar todo contexto. Levando em consideração essas variáveis ainda assim compensa alugar?

    • Guilherme 9 de abril de 2015 at 17:34 #

      Priscila, levando em consideração essas variáveis, o cenário muda completamente. Se o preço do imóvel realmente estiver sendo vendido abaixo de seus similares na região, acredito que valha a pena comprá-lo.

      Contudo, já que o valor está sendo ofertado nesse patamar, eu sugeriria ofertar uma conta-proposta, no sentido de baixar ainda mais o preço. P.ex., pedir mais 15% de desconto sobre o preço de R$ 150 mil.

      Abç

  29. Edinilson 17 de maio de 2015 at 6:07 #

    Olá Guilherme,
    excelentes comentários magnificamente complementados por você, além da ótima propositura do texto. Acabei de descobrir este blog ao procurar opinião para a seguinte questão:
    como não possuía quantia relevante para investimento financeiro, e para fugir do aluguel por ser um gasto sem retorno, adquiri um apartamento no mesmo condomínio onde morava alugado, cujo valor das prestações da Caixa Econômica é muito próximo do que pagaria no aluguel. Este apartamento foi financiado em 336 prestações e foram pagas apenas 17.
    Ocorre que brevemente receberei uma quantia, cerca de R$200.000,00, que, somando alguma economia, permitir-me-á quitar a dívida. Então, a dúvida se ajo similarmente a “Olaf Nur 13 de janeiro de 2015 at 13:17 #”, acima, aplicando esse valor, ou se realmente encerro as prestações, tendo em vista que, por mudança de Estado, pretendo vender o apartamento em aproximadamente um ano e meio e, portanto, não serei significativamente beneficiado pela diminuição gradual das prestações em contrapartida do aumento dos ganhos da aplicação. O caso é que, estando financiado, ao renegociar o imóvel com o outro comprador, a Caixa me reembolsará, naturalmente, apenas o valor real pago do apartamento, ou seja, 1/4 do que paguei com os juros. Com base nesse fato, de que venderei o imóvel, qual é a sua opinião: devo quitar ou aplicar o dinheiro? seu parecer será importantíssimo. Obrigado. Ah, o valor da prestação atual é 2.249,00.

  30. Edinilson 17 de maio de 2015 at 6:14 #

    Por oportuno, ainda, se for aconselhável a aplicação, qual seria o investimento mais adequado? Obrigado de novo.

    • Guilherme 17 de maio de 2015 at 13:46 #

      Olá Edinilson, as particularidades de sua situação específica apontam no sentido de utilizar todo o saldo de R$ 200k para quitar 100% da dívida.

      Isso porque seu financiamento é de longo prazo, e o dinheiro que obterás lhe permitirá evitar pagar uma quantia excessiva a título de juros.

      Além disso, quitando a dívida o quanto antes, o imóvel entrará definitivamente em seu patrimônio pessoal, permitindo-lhe ter ainda ter uma folga no fluxo de caixa mensal, haja vista que você não precisará mais pagar prestações mensais de financiamento.

      Abç!

      • Edinilson 18 de maio de 2015 at 0:38 #

        Ok, obrigado. Contudo, surgindo novas condições (p ex., boa oportunidade de aquisição de bem em um ou dois anos) e querendo manter o capital, qual seria o melhor investimento no mercado atualmente?

        • Guilherme 18 de maio de 2015 at 18:14 #

          Edinilson, para compra de um bem no médio prazo, as LCAs e LCIs de bancos de grande porte surgem como a maneira mais segura de proteger seu dinheiro.

          Abç

  31. Fernando 20 de maio de 2015 at 22:28 #

    Há algum tempo penso nessa questão e gostei muito dos comentários, acabei fazendo uma planilha para simular o patrimônio ao longo do tempo, comparando o aluguel com a compra a vista, considerando-se uma inflação anual de 8,5%a.a.e rentabilidade de investimento de 12,5%a.a. líquidos. Apliquei a inflação à valorização do imóvel e reajuste do aluguel. E a conclusão foi a seguinte, acaba sendo obvia:
    Se o valor do aluguel for inferior ao ganho real (descontada a inflação) do valor do imóvel aplicado, matematicamente, o aluguel vale a pena. Se for superior, a compra vale mais a pena. Por exemplo: Para a inflação e rentabilidade adotados, respectivamente 8,5%a.a. e 12,5%a.a., e para um imóvel de R$ 100.000,00, o maior valor que poderia ser pago num aluguel, seria de R$ 333,33 (12,5-8,5=4 e 4/12 meses = 0,33% ao mês. Ou seja, matematicamente, normalmente, a compra é mais vantajosa, já que é difícil encontrar-se um aluguel com 0,33% do valor do imóvel. Claro que outros fatores podem influenciar a decisão, tendência de alta ou baixa dos imóveis, liquidez, ou mesmo para se usar o dinheiro para um outro negócio, por exemplo, sem ter que recorrer a financiamentos. Por favor, comentem! Errei em alguma conta?!?!

    • Guilherme 21 de maio de 2015 at 20:34 #

      Olá Fernando, excelente a sua iniciativa!

      De fato, do ângulo financeiro, é preciso verificar o percentual que o aluguel representaria do valor total do imóvel, para se ter uma ideia se vale mais a pena comprar ou alugar.

      Por isso, para maximizar o valor do dinheiro, nos casos de aluguel, vale bem a pena procurar imóveis cujo valor do aluguel esteja proporcionalmente barato em relação ao valor do imóvel.

      Abç!

  32. Carlo Fernandes 26 de julho de 2015 at 11:56 #

    Depende do valor real do imóvel. No caso específico a taxa de retorno é inferior a 0,5%. Meu conselho seria a compra, pois em tempos normais a valorização do imóvel residencial é maior que a da locação.

  33. Tawanda sp 3 de fevereiro de 2016 at 1:14 #

    Estou encantada com a matéria. Bom eu tenho hoje 500 mil aplicado. Porém me surgiu a oportunidade de comorar um ap por 290 mil avista. Para financiar ele custaria 310 mil. Bom ele tem 55m 2 quartos sendo uma suite. Porém 299 mil aplicados hj me renderia na faixa de 30 e poucos mil ao ano na lci. Agora eu não sei o que fazer. Se gasto os 290 ou fico com ele no montante. Que dúvida cruel

    • Fernando Gama 3 de fevereiro de 2016 at 8:41 #

      Creio que a aquisição poderia ser considerada numa estratégia de diversificação de investimento. O mesmo dinheiro pode render mais na LCI, mas perde parte do valor para a inflação. O imóvel tende a render menos, mas ser mais protegido contra a inflação. Caso decida comprar, verifique questões como localização do local e potencial de valorização. Imóveis com superdescontos e lugares ruins ou com pouco potencial de valorização não são um bom negócio. Eu sempre prefiro aqueles imóveis localizados em locais com público específico (estudantes, funcionários públicos, metalúrgicos, etc). Quando um imóvel tem um público específico, dificilmente ele será um mau negócio, sempre levando em conta a questão da localização que é bem subjetiva. Eu particularmente prefiro o dinheiro aplicado em tijolo e concreto do que na minha conta no banco, mas isso vai de cada um.

      Abraços e bons negócios.

    • Luana 3 de fevereiro de 2016 at 10:24 #

      Olá Tawanda! Considerando os valores usuais de financiamento da caixa, eu achei pequena a diferença do imóvel pago a vista para financiado. Esse valor de R$310mil na verdade não é o custo total incluindo os juros e taxas do financiamento, correto?
      Partindo do pressuposto que se trata de um apartamento que te atenda bem para uso pessoal ou para aluguel/revenda futura numa região valorizada, acredito que vale a pena comprar financiando as prestações que vc pagará com rendimento do seu dinheiro sem interferir no seu capital total ou comprando a vista desde que seja um bom desconto.

      • Guilherme 14 de fevereiro de 2016 at 11:26 #

        Ótimas as respostas do Fernando e da Luana.

        Aliás, o Fernando abordou um ponto que me chamou a atenção: imóveis com público específico.

        Isso pode realmente ser uma vantagem, pois me lembrou o caso de um amigo que tinha comprado um apartamento para locação, numa pequena cidade do interior onde havia uma Vara da Justiça do Trabalho instalado.

        Normalmente, os servidores aprovados em concurso, desse Estado, eram oriundos da capital, e iam para lá temporariamente, com o objetivo de percorrerem o caminho até a capital, através de sucessivas remoções.

        Então, ele alugava o apartamento justamente para esse público específico, e sempre encontrava locatários, que eram justamente os servidores em início de carreira.

        Abraços e bons negócios! 😀

  34. CB 22 de março de 2016 at 16:17 #

    Guilherme,

    Me tira uma dúvida: Se eu tiver um imóvel que custa R$ 400.000,00 quitado, alugado a R$ 1.500,00 mensais e tiver a oportunidade de vendê-lo pelos R$ 400.000,00, seria ‘bom negócio’ vender o imóvel e aplicar o valor para obter alguma renda maior? E como ficaria o valor de Imposto de Renda sobre venda (lucro sobre valor de aquisição versus valor de venda), nesse caso (primeiro e único imóvel)?

    Onde seria uma boa aplicação? Quanto renderia em média em uma aplicação do valor da venda?

    • Guilherme 22 de março de 2016 at 21:26 #

      Olá CB, nesse caso sim, vale a pena vender o imóvel, pois esse rendimento é superado até pela caderneta de poupança.

      Sobre o IR sobre a venda, não sei lhe dizer.

      Boa aplicação: fundos referenciados DI com baixas taxas de administração (por esse valor é possível conseguir 0,5% a.a. ou menos), LCA, LCI, Tesouro SELIC.

      Dependendo da aplicação, é possível conseguir de R$ 3.200 a R$ 4.000 por mês.

      • CB 23 de março de 2016 at 8:55 #

        Gulherme,

        Muito obrigado pela ajuda…

        Outra coisa, como consigo saber sobre IR sobre a venda? Pode indicar algum contato?

        • Cibele 23 de março de 2016 at 10:25 #

          Bom dia, CB e Guilherme. Peço licença para me intrometer e tecer alguns comentários adicionais:

          Na realidade, a renda fixa está pagando “mais”, hoje, em termos nominais. Em cenário de alta inflação, os ganhos REAIS são menores do que parece.

          Enquanto na renda fixa o dinheiro aplicado (principal) se desvaloriza com a inflação e com o tempo, os imóveis tendem a se valorizar com o tempo. A inflação age a favor e o seu principal valoriza.

          Além disso, os custos de girar patrimônio são altíssimos. Pense em todos impostos e taxas que você vai pagar ao vender um imóvel… Cartório, corretor, IR,etc. Será que vale a pena girar?

          Enfim, acho que renda fixa e imóveis são classes de investimentos bem diferentes, por isso o ideal seria diversificar.

          • CB 23 de março de 2016 at 13:29 #

            Cibele,

            Muito bom esse seu esclarecimento/complemento. Também acho exatamente isso sobre se desfazer de um imóvel. Muitos custos envolvidos realmente!

            Pois uma coisa é ter o dinheiro para comprar um imóvel à vista e optar por aplicar e contratar aluguel, outra coisa é vender um imóvel e incorrer em custos pela venda, etc…

            Muito obrigado!

            • Guilherme 27 de março de 2016 at 11:34 #

              Realmente, bem observados esses pontos pela Cibele.

              Sobre sua dúvida, CB, não sei te informar. Talvez você consiga isso com um contabilista.

  35. Gallego 3 de maio de 2016 at 11:46 #

    Olá Guilherme!

    Parabéns pela publicação!

    Pode me ajudar?

    Sou casado, tenho 1 filha pequena e moro em um apartamento alugado (61 m2) e gostaria de adquirir um próprio, mas como não posso financiar pois não tenho 30% para a entrada, estou estudando a possibilidade de aderir ao “aluguel investido”, ou seja, pagaria R$ 3.000,00 por mês durante 30 meses, e este valor seria abatido do imóvel para compra (58m2, imóvel avaliado em 450.000,00, restariam cerca de R$ 360.000,00 para financiar junto à própria construtora ou SFH de algum banco).

    P.S.: Meu aluguel hoje é de R$ 1.110,00, creio que o imóvel deva estar valendo 290/300.000 reais. É certo que o aluguel de R$ 3.000,00 me apertaria demais, quase zerando minhas sobras mensais, mas tenho muita vontade de sair do aluguel por questões pessoais e pensamento no futuro.

    Pode me orientar no que fazer.

    • Fernando 3 de maio de 2016 at 16:48 #

      Não sou o Guilherme, mas se você está morando de aluguel pagando 0.3% ao mês do valor do imóvel, esta parece ser a melhor alternativa. Como você não tem o dinheiro para dar de entrada, o aumento das despesas mensais pode comprometer demais o seu orçamento. Sugiro reavaliar o seu orçamento e evitar a aquisição neste momento, até ter uma parcela maior para dar de entrada.

      • Guilherme 3 de maio de 2016 at 20:02 #

        Olá Gallego, obrigado!

        Concordo com os argumentos expostos pelo Fernando.

        No seu caso específico, vale mais a pena continuar pagando o aluguel atual, e aproveitar para economizar dinheiro aportando na renda fixa, que está pagando ótimas taxas.

        Psicologicamente, realmente a vontade de sair do aluguel acaba muitas vezes fazendo com que tomemos decisões motivadas mais por questões emocionais do que racionais em termos financeiros.

        Mas, no momento atual, os preços dos imóveis em geral ainda estão altos, o mercado imobiliário está sem liquidez, e há uma tendência de os preços continuarem caindo.

        Eu sugiro ter um pouco mais de paciência. Oportunidades no futuro não faltarão, ainda mais considerando a probabilidade de queda na taxa SELIC, que faria com que o custo do financiamento imobiliário também caísse, te beneficiando.

  36. Paulo 22 de maio de 2016 at 22:47 #

    Prezado Guilherme, boa noite, NA CAIXA – CEF, eu posso amortizar pequenos valores mensalmente do saldo devedor, além claro do pagamento da prestação de cada mês – Financiamento Imobiliário – SAC?

    Para fins de deixar a pergunta mais clara, apresento o seguinte exemplo:

    Posso pagar a parcela do mês atual de R$ 1.800,00 e pagar ainda R$ 500,00 para amortizar e reduzir o saldo devedor e manter tal prática de pagamento das parcelas (que estão em decrescimento – SAC), com mais a amortização de R$ 500,00 todos os meses do saldo devedor.

    Se caso sim: 1.
    Esta forma seria a mais eficiente?
    2. Ou seria mais eficiente, poupar/aplicar R$ 500,00 por mês e fazer uma amortização maior após 6 ou 12 meses?

    Obrigado. Paulo

    • Guilherme 23 de maio de 2016 at 8:17 #

      Prezado Paulo,

      Em geral, sim, é possível amortizar.

      Quanto a se vale a pena ou não, depende basicamente da taxa de juros efetiva total do financiamento. Se for maior que a taxa de juros dos investimentos, vale a pena amortizar.

  37. Paulo 23 de maio de 2016 at 9:38 #

    Obrigado Guilherme pelas informações e parabéns pelo ótimo site.

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