Não viva uma vida que poderia ter sido

Como seres humanos dotados de consciência sobre o passado, o presente e o futuro, praticamente a todo instante estamos fazendo reflexões. Vivemos o presente analisando constantemente o que nos ocorreu no passado, e aquilo que nos espera no futuro.

Em relação ao futuro, somos tomados por sentimentos de ansiedade, esperança, medos e coragem. É no futuro que residem nossos sonhos por se realizar, nossos projetos por se concretizar, nossos planos por se materializar. O futuro, em suma, é um livro ainda a ser escrito.

Vida

Quando refletimos sobre o passado, o que vem é uma mistura de sentimentos de gratificação e arrependimento. Pensamos sobre as coisas que realizamos bem, que realizamos mal, sobre situações que poderíamos ter feito melhor, mas, acima de tudo, muitas pessoas pensam sobre coisas que sequer realizaram – tendo tido condições de fazê-las.

E é nesse momento que surgem os inevitáveis “ses”: “se eu tivesse feito isso…”, “se eu tivesse feito aquilo…”, “se eu agisse daquela forma…” e assim por diante.

As pessoas que pensam assim acabam vivendo de frustrações, que as paralisam de agir no momento presente e que, por conseguinte, as impedem de formar um futuro melhor do que a soma de “presente + passado nebulosos”. Acabam vivendo apenas uma vida que poderia ter sido. E quantas pessoas você não conhece que estão exatamente nessa situação?

O contrário de viver uma vida “que poderia ter sido” não é simplesmente viver uma vida “que foi”, como se a mudança na conjugação do verbo “ser” fosse suficiente para mudar o paradigma de pensamento comportamento em relação às suas atitudes sobre sua própria vida.

Não.

É muito mais do que isso.

O contrário de viver uma vida que poderia ter sido é viver uma vida que se realizou. Que se materializou. Uma vida em que você foi capaz de transformar ideias abstratas em comportamentos concretos. Em que você converteu sonhos em realidade. Em que as ideias saíram da sua mente e foram para o nível físico de suas ações. Em que você saboreou seus desejos não apenas com a mente, mas também com o seu corpo, com suas emoções, e com seu espírito.

Tá, Guilherme, e como viver uma vida que se realizou, de modo que eu possa olhar para trás e, em vez de me lamentar, eu tenha mais motivos para me sentir gratificado sobre o que ocorreu no passado?

Siga essas 3 dicas abaixo.

1. Faça o exercício dos pulos.

Escrevemos pela primeira vez sobre essa técnica no artigo Não adicione à sua vida camadas que você não é capaz de suportar, e vamos repetir aqui o exercício, para você fixar bem na sua mente.

Pule 5 anos. Para frente. E para trás.

Faça um teste. Pule 5 anos. Vá para 2019.

Ao analisar seus últimos 5 anos, e vendo que, de 2014 a 2019, você se entupiu de coisas desnecessárias, e gastou seu tempo de modo fútil, com tarefas e compromissos que proporcionaram mais ônus que benefícios, como é que você reagiria?

Aliás, você não precisa fazer um mero exercício de imaginação. Você pode fazer um exercício olhando diretamente para a realidade que você construiu nos últimos 5 anos. Agora em maio, esse blog completará 5 anos, e talvez você seja um leitor antigo do blog, que começou a lê-lo lá pelos idos de 2009/2010.

Pare e analise sua vida de 2009 até 2014. Quais conquistas você obteve, a partir das camadas que você adicionou em sua vida? Gastar 148 minutos diários com listas de discussão por emails, comentários em blogs e fóruns, atualizações no Orkut, Facebook, Twitter, e Instagram, e mais 57 minutos diários com programas televisivos, e sites como BBB, Caras e Ego, efetivamente melhoraram sua vida? Nos últimos 5 anos:

– Seu casamento e seu relacionamento com seus filhos melhoraram?

– Sua carreira avançou?

– Seu patrimônio financeiro, de 2009 para 2014, aumentou conforme o esperado?

– Você diminuiu os gastos com taxas e tarifas bancárias e anuidades de cartões de crédito?

– Seu inglês melhorou?

– Seus níveis de saúde melhoraram, a ponto de poder afirmar que sua saúde agora em 2014 está mais forte e melhor do que em 2009?

– Você diminuiu seu peso e diminuiu também a quantidade de porcarias que você come?

– Você diminuiu o consumo de televisão?

– Você leu mais livros de qualidade?

– Você saiu mais com seus amigos? Ou, pelo contrário, só conseguiu atrair mais inimigos?

Você está hoje no local onde imaginava que estaria, quando pensava sobre isso em 2009?

As respostas a essas perguntas fazem parte de seu passado. Elas não mudam. Sobre elas, você não pode fazer mais nada. O que se passou entre 17 de março de 2009 e 17 de março de 2014 foi obra sua. Você foi o responsável pelas camadas que você foi adicionando em sua vida nos últimos 5 anos.

Agora, faça as reflexões prospectivas. Pense daqui a 5 anos. O que você quer da sua vida entre hoje, 17 de março de 2014, e 17 de março de 2019? Quando chegar em 2019, o que você quer ter realizado nos últimos 5 anos, a partir de hoje?

– Você quer melhorar seus relacionamentos familiares?

– Você quer avançar na carreira?

– Você quer aumentar seu patrimônio financeiro?

– Você quer extirpar de vez esses gastos ridículos com taxas e tarifas bancárias e anuidades de cartões de crédito?

– Você quer melhorar seu inglês?

– Você quer estar mais forte, fisicamente, mentalmente, emocionalmente e espiritualmente, em 2019 do que hoje?

– Você quer chegar em 2019 mais vigoroso, mais forte e mais rápido?

– Você quer usar melhor seu tempo livre?

– Você quer ler mais livros de qualidade?

– Você quer sair mais com seus amigos, ou até descobrir novos amigos?

– Você quer estar, em 2019, no lugar que gostaria?

As respostas a essas perguntas, e a muitas outras, fazem parte de seu presente e de futuro. Elas mudam. Essa é a parte boa. As respostas mudam. Sobre elas, você pode fazer tudo. TUDO. T-U-D-O. O que se passará, entre hoje, 16 de março de 2014, e 16 de março de 2019, será obra sua. Você será o responsável pelas camadas que você mantiver, adicionar ou subtrair, em sua vida, nos próximos 5 anos.

Sugiro que você coloque seus sonhos no papel. Que você os escreva. Pegue um papel e uma caneta, e anote seus objetivos. Liste pelo menos 5 metas que você deseja obter até 2019. É uma coisa que chega a ser até curiosa, mas nos impulsionamos mais a agir quando vemos “com nossos próprios olhos” aquilo que delimitamos para nós mesmos. A escrita tem o poderoso efeito de, por algum modo, ativar nosso córtex pré-frontal, que, por sua vez, ativa os genes responsáveis pelo plano executivo de nossas ações corporais.

Ao escrever nossas metas no papel, gastamos mais energia no plano fisiológico, por meio do aumento do consumo de glicose pelo cérebro, e isso tem efeito sobre nossas atitudes no plano físico. Experimente.

Dito tudo isso em outros termos: você precisa ter metas específicas, palpáveis, delimitadas. Como disse David Allen no livro Gerencie sua mente, não seu tempo:

“O valor das metas futuras não reside na imagem do futuro que se cria na mente, mas sim na mudança que elas provocam no presente”.

Construir pontes para o futuro é uma das maneiras de viver uma vida que progressivamente vai se realizando, dia após dia, conforme eu escrevi no artigo 8 valiosas lições extraídas da rotina diária de Benjamin Franklin.

O que você fizer hoje só terá impacto no futuro se aquilo que você tiver feito hoje tiver valido a pena, olhando, no futuro, com os olhos voltados para o passado.

Veja que Benjamin Franklin todo dia se questionava, ao final do dia: o que eu fiz de bom hoje (what good have I done today)? E veja o legado que ele construiu.

Todo dia nasce como uma oportunidade única de fazer um você melhor amanhã, no ano que vem, daqui a 5 anos, daqui a 10 anos, daqui a 50 anos. O eu do futuro será o produto do eu que você resolveu ser e fazer hoje. Não desperdice o dia de hoje!

Alimentar-se corretamente e praticar exercícios físicos hoje é construir uma ponte para o futuro: é fazer um corpo (e mente) mais forte e mais saudável.

Estudar, trabalhar e poupar hoje é construir uma ponte para o futuro: é crescer intelectualmente, produzir um serviço ou bem de qualidade, e ter mais dinheiro amanhã e depois de amanhã.

O que quer que você faça, certifique-se de que isso tenha um impacto e uma conexão no futuro. Alguns (e tenho certeza que alguns leitores-comentaristas do blog são assim) vão mais além, e agem para construir verdadeiras pontes para a eternidade.

2. Evite os 5 arrependimentos mais comuns no leito da morte

Construir uma vida significativa não se resume apenas a realizar coisas importantes que você vê e acha que é importante, mas também em evitar se omitir em realizar coisas que (talvez) você não veja e ache que não é tão importante assim.

Parque

No artigo Tenha coragem de viver uma vida fiel ao que você é, e não a vida que os outros esperam de você, escrevemos sobre os 5 arrependimentos mais comuns no leito da morte, ao qual vamos repassar aqui novamente.

Trata-se de um relato de Bronnie Ware, enfermeira australiana, que acompanhou seus pacientes terminais durante as últimas 12 semanas de vida deles. Ela revelou, em seu blog, e mais tarde no livro  The Top Five Regrets of Dying: A Life Transformed by the Dearly Departing, os 5 arrependimentos mais comuns entre os que estão no leito de morte.

Ao evitar esses 5 arrependimentos, você se certificará de que viveu uma vida da melhor maneira possível, isto é, uma vida que se realizou. Vamos ler esse depoimento?

“Durante muitos anos trabalhei dando assistência a pacientes terminais. Meus pacientes eram aqueles que voltavam para casa só para morrer, e com eles compartilhei momentos extremamente especiais. Eu passava com eles  suas últimas três a doze semanas de vida.

As pessoas crescem muito quando se deparam com sua própria mortalidade. Aprendi a nunca subestimar a capacidade que as pessoas têm de crescer. Algumas mudanças eram fenomenais. Cada um desses pacientes sentia uma variedade de emoções: negação, medo, raiva, remorso, mais negação e por fim aceitação. Entretanto, todos os pacientes encontravam a paz antes de partirem, todos sem exceção.

Quando lhes perguntava se tinham algum arrependimento ou se fariam algo diferente em suas vidas, os assuntos eram sempre os mesmos. Os cinco principais seguem abaixo:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida fiel ao que eu sou, e não a vida que os outros esperavam de mim.

Este é o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham abertamente para trás, é fácil perceber que muitos sonhos não foram realizados [olhe aí a vida que poderia ter sido…]. A maioria das pessoas não honrou nem a metade dos seus sonhos e morreu sabendo que era por causa das escolhas que fizeram, ou deixaram de fazer.

É muito importante tentar ou pelo menos honrar alguns de seus sonhos ao longo do caminho.

Quando você perder a saúde, será tarde demais. Só se percebe a liberdade que a saúde traz, quando já não a temos mais.

2. Eu gostaria de ter trabalhado menos.

Todos os pacientes do sexo masculino que eu acompanhei tinham esse arrependimento. Eles perderam o crescimento de seus filhos e o companheirismo do cônjuge.

As mulheres também citaram este arrependimento, mas como a maioria era de uma geração menos recente, muitas pacientes do sexo feminino não tinham sido chefes de família. Todos os homens que eu acompanhei se arrependeram profundamente de passar tanto tempo da sua vida com foco excessivo no trabalho. Ao simplificar o estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo da vida, é possível que você não precise de um salário tão alto. Ao criar mais espaço em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, que serão mais adequadas ao seu novo estilo de vida.

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para manter a paz com os outros, por isso, muitas desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que carregavam.

Como resultado, tiveram uma existência medíocre e nunca se tornaram realmente quem eram capazes de ser.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, mesmo que as pessoas reajam quando você muda a sua forma de ser e se expressa com honestidade, a sua relação entra em um nível mais elevado e saudável. Ou isso acontece, ou você se liberta de um relacionamento que não é saudável. Você ganha de qualquer maneira.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

Muitas vezes os pacientes terminais não percebiam os benefícios de ter antigos amigos por perto até a semana da sua morte, e nem sempre era possível encontrá-los. Muitos haviam se tornado tão centrados em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro se diluírem ao longo dos anos. Havia muito arrependimento por não dar atenção a essas amizades da forma que mereciam. Todos sentem falta dos amigos quando estão morrendo.

É comum que as pessoas que têm um estilo de vida agitado se esqueçam das amizades. Mas quando você se depara com a proximidade da morte, os detalhes físicos da vida caem por terra. As pessoas querem deixar as finanças em ordem, mas não é dinheiro, nem status, que tem importância real para elas. Querem deixar tudo em ordem para beneficiar as pessoas que amam, mas em geral, estão doentes e exaustas para gerenciar essas tarefas. No final das contas, tudo se resume ao amor e relacionamentos. Repito: tudo o que resta nos dias finais é amor e relacionamentos.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.

Este arrependimento é surpreendentemente comum.

Muitos não perceberam, até o fim da vida, que a felicidade é uma escolha.

Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” com aquilo que é familiar sobrepujava suas emoções e a vida física. O medo das mudanças os faziam fingir para os outros e para si mesmos que eram felizes, enquanto lá no fundo ansiavam rir de verdade e ter uma certa loucura em suas vidas novamente.

Quando se está no leito da morte, pouco importa o que os outros pensam de você. Que maravilhoso poder relaxar e sorrir novamente, bem antes de morrermos.

A vida é uma escolha. É a SUA vida. Escolha com consciência, com sabedoria, com honestidade. Escolha ser feliz”.

3. Não deixe para amanhã aquilo que você pode fazer hoje.

A frase é, reconheço, “batida”, mas ela revela uma verdade poderosa: não procrastine. Essa dica número 3 traz o conteúdo do tema de hoje para o nível das ações concretas do dia-a-dia. Enquanto as dicas #1 (metas) e #2 (arrependimentos) focam a mudança de comportamentos no nível de “altitude de cruzeiro”, a 10 mil pés de altura, a dica #3 é essencialmente prática, focalizando a mudança de comportamento no nível de “pedestre no Google Maps”.

Não viver uma vida que poderia ter sido, mas sim viver uma vida que se realizou, não é apenas sobre conquistar um belo patrimônio, completar uma maratona, reunir-se com os amigos e a família para um churrasco todo final de semana, ou se aposentar com saúde para dar e vender. Viver uma vida que se realizou é muito mais do que isso.

É também lavar a louça assim que terminar de comer, concluir o estudo do livro antes da semana terminar, finalizar o projeto de trabalho sem aquela desculpa esfarrapada de “eu termino depois porque ainda tem tempo”.

Se você é bom em alguma coisa, você não espera o prazo se esgotar para realizar aquilo que tem de melhor. Pelo contrário, você exercita sua maior virtude sem dar tempo ao tempo.

E se você não se achar tão bom assim em alguma outra coisa, aja da mesma forma. Seja uma pessoa proativa, e não apenas reativa. Faça as coisas acontecerem, pois assim você melhora seus níveis de controle sobre sua própria vida.

Conclusão

Vida plena

Em última análise, viver uma vida que poderia ter sido significa viver uma vida que não se realizou.

Que não se materializou, em seus aspectos mais importantes.

Que não foi explorada em toda sua potencialidade (triste isso…)

Que não se completou.

Portanto, em vez de apenas se lamentar pelo que ocorreu (que jamais mudará), projete-se para o futuro (que sempre mudará).

Em vez de se apenas sonhar, mexa-se.

Em vez de só planejar, execute.

Mas, acima de tudo, em vez de viver uma vida que poderia ter sido, viva uma vida que se realiza, e prove para você mesmo que você é capaz de se reinventar a cada dia. 🙂

Créditos das imagens: Free Digital Photos

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20 Responses to Não viva uma vida que poderia ter sido

  1. Renato C 17 de março de 2014 at 0:18 #

    Segue a recomendação de um filme que se relaciona com este tema do post:

    “Dentro da casa”
    Trailer
    http://www.youtube.com/watch?v=WcxbxKQ_TAg
    IMDB
    http://www.imdb.com/title/tt1964624/?ref_=fn_al_tt_1

    • Guilherme 17 de março de 2014 at 14:03 #

      Ótima recomendação, Renato, anotada a sugestão!

      Abç

  2. Rosana 17 de março de 2014 at 12:42 #

    Guilherme,
    Esse é um dos posts que merece ir para o TOP 25, ou 50! 🙂
    Não tenho muito o que dizer, simplesmente perfeito, motivador, didático, maravilhoso!

    É o tipo de texto que nos leva à uma profunda reflexão sobre o que estamos fazendo com nossas vidas. Desperdiçando, vivendo, rumo aos objetivos? Ou a cada dia mais longe deles?

    Acredito que dia mais adequado para essa postagem não há, pois você escolheu o início da semana laboral da maioria das pessoas. Bem pensado!

    Abraços,

    • Guilherme 17 de março de 2014 at 14:05 #

      Olá, Rosana, obrigado!

      Sem dúvida, vou procurar incluí-lo no TOP 25 ou TOP 50. Aliás, lembro-me bem de você ter sugerido a possibilidade de eu editar a lista….vou ver se consigo fazê-lo ainda nesse mês ou no mais tardar em abril. 🙂

      E sobre a posição do post, de fato, foi proposital para as pessoas começarem a semana refletindo bem sobre suas próprias vidas.

      Abç!

  3. Simone 17 de março de 2014 at 22:59 #

    Guilherme,

    Didático e impecável!

    Abraço

  4. Alvaro Fonseca 18 de março de 2014 at 12:55 #

    Guilherme,
    dando uma passagem no seu Blog e conferindo mais uma ótima matéria.
    Eu nem sempre comento aqui, mas sempre leio suas postagens aqui.
    Já o indiquei para muitos colegas e da mesma maneira, o acham muito bom !

    Este post realmente merece estar no top25 ! Excelentes matérias !
    As suas postagens tem algo que adoro mesmo : são as Referências Cruzadas,
    onde você dá o destaque de outro tópico, ou um assunto, ou um site, etc.
    Matéria que é escrita assim tem um aproveitamento muito bom, no meu conceito.

    Acredito que iguais a mim, existem muitas pessoas que passam por aqui e lêem
    suas matérias e comentam o assunto e dão sua devida relevância do assunto.

    Parabéns e continue assim.

    Abrs

    Alvaro

    • Guilherme 19 de março de 2014 at 8:40 #

      Olá, Álvaro, obrigado!

      Realmente, gosto bastante de fazer referências cruzadas, é uma excelente maneira de reforçar a conexão entre diferentes assuntos.

      Grato também pela indicação!

      Abç!

  5. Hugo Loureiro 18 de março de 2014 at 15:54 #

    Muito bom o texto, como sempre. Aproveito para deixar uma dica de leitura e presente, não se espantem, mas é um livro infantil. O livro Selma, da escritora alemã Jutta Bauer, o livro trata do que é felicidade, li ontem de forma despretensiosa para meu filho e me surpreendi com a mensagem do livro. Segue link do site da editoria http://www.cosacnaify.com.br/noticias/selma.asp

    • Guilherme 19 de março de 2014 at 8:41 #

      Olá, Hugo, valeu pela dica do livro!

      Abç!

  6. Lívia França 19 de março de 2014 at 10:20 #

    Olá, Guilherme.

    Texto formidável, como sempre.
    É muito importante esse refletir sobre o poder que temos de escrever nossa vida. Acho que isso não nos é ensinado, nem estimulado nas crianças.
    Desde pequenos, somos impelidos a conhecer as regras e a nos submetermos a elas e acho isso muito importante, porque é claro que o certo e o errado existem.
    Mas, enquanto as regras e leis nos passam a mensagem de que “nem tudo é livre, você não pode fazer de tudo”, o ato de pensar para escolher nos passa a mensagem em outros termos: pode-se fazer de tudo mas não se deve fazer de tudo.
    Equivale a “posso tudo, mas nem tudo me convém”. Cada ato tem sua consequência.

    Tendemos a pensar que o futuro ‘vai chegar’, e, naturalmente, não aprendemos que ‘fazemos o futuro’, através de decisões de escolha.
    Por isso o texto é muito inspirador, para adultos aplicarem a si e repassarem a crianças, pois todos somos educadores, principalmente pelos exemplos.

    Mas gostaria de fazer uma ressalva, a respeito de expectativas.
    Na busca por concretização de objetivos, profissionais, pessoais e espirituais, muitas vezes colocamo-nos com uma expectativa muita alta, resultando em cobranças elevadas sobre nós mesmos e sobre a vida, o que pode levar a muita frustração.
    Desse modo, a “vida que poderia ter sido” pode assombrar também nesse momento, quando percebemos que, apesar de termos tido consciência de que as escolhas do presente moldam o futuro, batalhado e agido para atingir os objetivos, planejamos um patamar inatingível no momento.
    Precisamos, então, praticar a tolerância e a paciência com a vida, uma vez que as coisas nem sempre saem como gostaríamos, por mais que façamos por onde. É preciso, também, se permitir errar e se perdoar em seguida, não cultivando sentimentos negativos.

    Encerro com uma frase que certa vez ouvi, da qual sempre me lembro: “Faça tudo, como se tudo dependesse de você, e depois espere tudo, como se tudo dependesse de Deus.”

    Abraços e desejos de boas reflexões para mais posts sensacionais como este.

    • Guilherme 19 de março de 2014 at 12:44 #

      Olá Lívia!

      Que comentário magnífico!

      Você captou bem a essência da mensagem: temos o poder de fazer escolhas, mas, uma vez feitas, não somos inteiramente livres para fugir das consequências dessas mesmas escolhas. Escrevi até um post sobre essa frase: http://valoresreais.com/2010/11/12/voce-e-livre-para-escolher-mas-nao-e-livre-das-consequencias-de-suas-escolhas/

      Quanto à questão das expectativas, é bem isso mesmo, o importante é praticar também a tolerância e a paciência com a vida, caso aquilo que planejamos não se concretize exatamente do que jeito que buscávamos.

      Visualizar as metas futuras mais em termos de “experiências” do que em termos de “vitória/derrota” nos ajuda a assimilar e absorver melhor os diversos momentos pelos quais enfrentamos em nossas lutas diárias.

      E gostei bastante da sua última frase também, bastante inspiradora!

      Abç!

      • Lívia França 24 de março de 2014 at 17:52 #

        Guilherme e Rosana, que bom que apreciaram a reflexão.
        O que você disse acima é assim mesmo, Guilherme, Lei de Ação e Reação (ou “A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”) e está até no entendimento vulgar, na forma de ‘quem planta colhe’. Muitos, porém, se esquecem disso.

        Ah, esqueci de mencionar que fiz as minhas metas para 2019 e coloquei nos arquivos do meu e-mail, para ler só lá.
        E andar com elas também, para fazê-las acontecer.

        Abç.

    • Rosana 20 de março de 2014 at 15:56 #

      Lívia,
      Maravilhosa e inspiradora a frase que postou!

  7. guilherme 23 de março de 2014 at 20:59 #

    Mas uma vez, uma beleza de post, meu querido amigo e xará,… seu novo post me vez fazer uma viagem ao passado para que eu possa melhorar o meu futuro e o futuro do planeta.(quero contribuir com a minha parte) e nunca perder meus princípios. Fraternal abraço

  8. Aurea 4 de maio de 2015 at 10:03 #

    Adorei o post, alias estou amando o seu blog, tem duas semanas que venho vistando seu blog todos os dias e cada dia gosto mais. Parabéns.

  9. Júnior Augusto 15 de novembro de 2015 at 19:44 #

    Genial!!

    Obrigado, Guilherme!

    Abraços!

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