Seus investimentos nesse começo de 2014: debêntures Vale, ações, Tesouro Direto, poupança, fundos imobiliários, ouro, dólar e mais!

2013 foi um ano bastante interessante para os investidores de longo prazo em ações, que puderam garimpar boas pechinchas em algumas “liquidações do lápis vermelho” que o IBovespa ofereceu em determinados momentos do ano (como nos meses de maio e junho).

Mas também foi um ano muito ruim para quem havia comprado, no final de 2012 ou início de 2013, títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação, devido à grande desvalorização desses papéis no mercado.

O ano também não foi bom para boa parte daqueles que tinham comprado no começo de 2013 cotas de fundos imobiliários, na esperança de que 2013 fosse tão bom quanto 2012, ano em que tais fundos apresentaram, na média, uma incrível valorização de mais de 35% – ou seja, as pessoas ainda continuam comprando na alta, que é o pior momento possível para comprar…

E 2014? O que esperar dos investimentos nesse ano de Copa do Mundo no Brasil e eleições presidenciais em outubro?

Vamos descrever o panorama nos investimentos nesse começo de 2014, analisando as principais classes de ativos financeiros à disposição do investidor brasileiro.

Debêntures Vale isentas de imposto de renda

Os leitores Eduardo e Felipe nos avisaram que a Vale está lançando suas debêntures incentivadas de infra-estrutura, ou seja, papéis isentos de imposto de renda. É um investimento restrito a investidores qualificados, ou seja, para quem tem R$ 300 mil, no mínimo, em aplicações no mercado financeiro. Segue notícia extraída do site Debêntures:

“A companhia dividiu a oferta em quatro séries, com vencimentos que se estendem de 2021 a 2029.A taxa de retorno dos papéis será definida após o procedimento de bookbuilding, com data prevista para 10 de fevereiro. A remuneração máxima estará condicionada a uma média de taxas de NTN-Bs com prazos distintos, acrescida de um prêmio que oscila de 0,40 a 0,75 ponto percentual. Para se ter uma ideia, a NTN-B 2020, que serve de referência à debênture de vencimento mais próximo, pagava na sexta-feira no Tesouro Direto, sistema de venda de títulos pela internet, 6,25% mais a variação da inflação. No caso da pessoa física, a oferta da Vale será destinada a investidores qualificados, com pelo menos R$ 300 mil em aplicações financeiras, e contará com valor mínimo de R$ 1 mil, que corresponde ao preço unitário do papel”.

O prospecto preliminar oficial pode ser baixado a partir desse link.

Resumindo, serão 4 séries de emissão, que pagarão juros prefixados (acrescidos eventualmente de uma sobretaxa, prêmio) mais a correção monetária pelo IPCA (tendo como referência a NTN-B de prazo mais próximo ao do vencimento de cada série), sendo que o valor unitário de cada debênture foi fixado em R$ 1.000,00:

– 1ª série: vencimento em 15.01.2021 (prazo de 7 anos) / prêmio máximo de 0,40% + NTN-B que vence em 2020
– 2ª série: vencimento em 15.01.2024 (prazo de 10 anos) / prêmio máximo de 0,55% + NTN-B que vence em 2022
– 3ª série: vencimento em 15.01.2026 (prazo de 12 anos) / prêmio máximo de 0,60% + NTN-B que vence em 2024
– 4ª série: vencimento em 15.01.2029 (prazo de 15 anos) / prêmio máximo de 0,75% + NTN-B que vence em 2030

Observem que, quanto maior o prazo da debênture, maior é o prêmio que pode ser pago. Eu frisei o “pode” porque, dependendo da demanda, pode tanto haver o pagamento de uma sobretaxa no valor máximo, quando pode haver simplesmente o não pagamento de sobretaxa alguma, ou o pagamento de uma taxa intermediária. Ademais, o investidor deve estar consciente dos riscos inerentes a esse tipo de investimento, tais como a falta de liquidez no mercado secundário, caso seja preciso vender o papel antes da data de vencimento, e a possibilidade de tais debêntures sofrerem desvalorização em relação aos títulos públicos de referência.

Já escrevi sobre as debêntures incentivadas em outros posts aqui no blog: Os prós e os contras do investimento nas debêntures isentas de imposto de renda da CCR Autoban, Debêntures incentivadas (com isenção de IR) chegam ao mercado – o caso das debêntures da Autoban, os quais recomendo a leitura para quem não está familiarizado sobre esse tipo de investimento.

Minha opinião: para quem pretende diversificar seus investimentos na renda fixa, com possibilidade de melhorar a rentabilidade nessa classe de ativos (mas também correndo maior risco), essas debêntures apresentam inegáveis atrativos, tais como a isenção de imposto de renda sobre os rendimentos e a possibilidade de pagamento de uma rentabilidade extra, representada pelo pagamento da sobretaxa (repito que se trata de uma “possibilidade”, que pode ou não ocorrer).

Contudo, o risco da liquidez em caso de venda antecipada, e as próprias oscilações pelas quais vêm passando os títulos públicos de médio e longo prazos atrelados à inflação, também são pontos que devem ser ponderados pelo investidor.

Ações

O IBovespa apresentou mais um ano negativo em 2013, com queda de 15% (em dólares, a perda foi ainda maior: -26%, sendo esse – atenção! – o terceiro ano consecutivo de queda do Ibovespa em dólares), e as perspectivas para 2014 não são das melhores, tendo em vista não só os sinais de recuperação da economia americana, que poderão resultar no aumento dos juros nos EUA, com a consequente e tradicional fuga de dólares para o “porto seguro” da economia mundial, mas também pelo estado geral do crescimento econômico no Brasil, que sai ano entra ano, e os problemas estruturais continuam os mesmos, sem soluções a curto e médio prazos.

Por outro lado, vale destacar que geralmente a Bolsa “antecipa as tendências”, e pode ser que muitos desses eventos futuros já estejam precificados pelo mercado, ou seja, incorporados ao preço das ações.

Em suma, parece que 2014 será outro ótimo ano para os acumuladores de longo prazo, ou seja, para aqueles que veem as ações como, por exemplo, instrumentos de investimento para aposentadoria, haja vista que provavelmente teremos outro ano com os preços de muitos ativos baratos ou muito baratos, abrindo oportunidades de compra em diversos momentos do ano, para diversas empresas de boa qualidade e excelente administração, que eventualmente estejam mal precificadas no mercado. Não custa lembrar que já considero 2013 como um excelente ano para os investidores a longo prazo em ações, principalmente naqueles momentos em que a Bolsa estava abaixo dos 50 mil pontos, entre 44 e 48 mil pontos – fiz várias compras nesse patamar, e você?

Na última sexta-feira, o IBovespa fechou abaixo dos 50 mil pontos, aos 49.696 pontos, e já começou 2014 “quente”, com uma desvalorização de -3,52%.

Vale registrar, ainda, que o IBovespa sofrerá, em 2014, a maior mudança de cálculo em 45 anos, já que o o cálculo do índice levará em conta, dentre outros fatores, o valor de mercado das empresas e o volume de papéis disponíveis para a negociação, com o objetivo de diminuir o colapso que houve em 2013, com a crise das empresas de Eike Batista, que puxaram (bem) para baixo o Índice.

Vamos ver se essa mudança resultará em efeitos práticos.

Tesouro Direto e taxa SELIC

A taxa básica de juros da economia (SELIC) hoje está em 10% a.a., e a perspectiva é que ela mantenha a trajetória ascendente pelo menos até o final desse primeiro semestre, com o objetivo de conter a pressão inflacionária, que continua em rota igualmente ascendente. Aliás, já nessa semana poderemos ter uma nova alta, de 0,5%, pois haverá reunião do COPOM nos dias 14 e 15.

Em termos de investimentos, quem ganha com essa trajetória ascendente da taxa SELIC? Os investidores que aplicam em investimentos atrelados ao CDI/SELIC, tais como os fundos referenciados DI com baixas taxas de administração, LFTs do Tesouro Direto, CDBs pós-fixados ao DI, e LCIs e LCAs. A poupança, evidentemente, perde a atratividade (se é que apresenta algum tipo de benefício para quem detém um mínimo de conhecimento sobre os diversos tipos de investimento em renda fixa).

Quem não tem posição em títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação deve considerar a possibilidade de investimento nesses títulos, haja vista que as taxas praticadas nas NTN-Bs hoje estão bastante atrativas, quando comparadas às de um ano atrás. Os títulos prefixados também estão interessantes, pagando rentabilidade de 1% ao mês brutos (embora contenham maior dose de risco). Confiram:

Tesouro Direto - Taxas

Vejam que todas as NTN-Bs estão pagando inflação + 6% a.a., mesmo as de prazo mais curto, como as que vencem em 2019 e 2020 (que são as que o Mauro Halfeld tem recomendado em sua coluna na rádio CBN).

Eu compartilho do mesmo entendimento dele: embora as taxas dos títulos de prazo mais longo estejam obviamente mais altas (em função do maior risco que carregam), para um investidor mais cauteloso, o mais recomendável é a compra dos títulos que vencem por volta de 2019 a 2020, que continuam pagando rendimentos bastante atrativos, e a manutenção desses papéis até a data de vencimento, para garantir essa rentabilidade real generosa acima de 4% a.a. – para um cálculo mais preciso da rentabilidade real líquida das NTN-Bs, confiram esse artigo:  Quanto maior a inflação, menor será o ganho real líquido com as NTN-Bs.

Fundos imobiliários

Depois de fecharem 2012 com expressiva valorização média ao redor dos 30%, os fundos imobiliários patinaram em 2013, caindo, na média, 10%, sendo que alguns caíram ainda mais.

Trata-se de um movimento absolutamente natural do mercado, tendo em vista que houve muito “oba-oba” nessa classe de ativos, com preços das cotas irreais e supervalorizados, e lançamentos de qualidade duvidosa. A tendência (confirmada) de alta na taxa de juros também contribuiu para a queda dos fundos imobiliários em 2013, uma vez que é natural os investidores correrem para investimentos mais seguros, atrelados à taxa básica de juros da economia.

Então, em 2014, poderemos ter muitas oportunidades de compras nessa classe de ativos, para quem se dispor a estudar bem, pesquisar e monitorar os preços das cotas, além, é claro, de se identificar com esse tipo de ativo, ter objetivos bem claros ao ingressar nessa classe de investimento, e ter o grau necessário de tolerância ao risco que esse tipo de investimento exige, o qual, aliás, apresenta vários benefícios interessantes, como já destaquei em outro artigo: 3 estratégias com investimentos em fundos imobiliários – FIIs.

Alguns FIIs que estavam com preços irreais (ou surreais) estão, aos poucos, sendo corrigidos pelo Sr. Mercado. Vide o caso, por exemplo, do Kinea Renda Imobiliária (KNRI11), fundo que teve uma forte campanha de vendas no varejo bancário, com gerentes do Itaú Personnalité (segmento de alta renda do banco) fazendo campanhas bastante agressivas de vendas para seus clientes, dos quais a maioria sem conhecimento financeiro suficiente nesse tipo de mercado.

A cota desse fundo, lançada a R$ 1.000,00, que já chegou a bater nos R$ 1.800,00 em seus momentos de pico, fechou a última sexta-feira na casa dos R$ 1.115,00.

Mais cedo ou mais tarde o mercado acabaria “corrigindo” o preço dos fundos que estavam com o preço das cotas inflados, seja por expectativas exageradas que não se concretizaram, seja pela atuação de especuladores e traders, ou por ambos.

Até o fundo imobiliário Parque Shopping Dom Pedro (PQDP11), que considero o melhor fundo imobiliário de shopping no Brasil, e do qual eu tenho orgulho de tê-lo em minha carteira desde o seu lançamento, apresentou queda expressiva no preço da cota em 2013, mas nada que assustasse o investidor.

Pelo contrário: esse fundo só tem dado alegrias para aqueles que o compraram no lançamento. Passado o período inicial da renda mínima garantida, o fundo tem conseguido distribuir rendimentos mensais superiores a R$ 9 por cota. Como o preço de lançamento do fundo ficou em R$ 1.000,00 por cota, isso tem significado um rendimento (yield) de incríveis 0,9% líquido a.m. (repito, somente para aqueles que o adquiriram no lançamento, comprando a cota a R$ 1 mil, alguém aí aproveitou?). Pelo preço de fechamento da cota da última sexta-feira, R$ 1.380, e considerando o último rendimento de R$ 9,48, o yield de compra ficaria em 0,68%. Não recomendo a compra nesse patamar de preço vs. rendimento: certamente há fundos com preços mais descontados no mercado.

Foi sorte ter aproveitado o lançamento desse FII? Não. Prefiro dizer que se trata apenas de você estar preparado para a oportunidade. Você tem que estar preparado para a oportunidade quando ela chegar. Ter dinheiro em caixa. Não estar atolado em dívidas. Pois, como disse o leitor Murilo num excelente guest post publicado ano passado, intitulado As duas melhores dicas de finanças que já recebi, o que faz você enriquecer é a renda fixa.

Quem se dispuser a estudar e pesquisar bem essa classe de ativos poderá, ainda poderá, encontrar boas ofertas no mercado de fundos imobiliários, e, quem sabe até, garantir parte de seu pé-de-meia da aposentadoria. Evite seguir “dicas quentes”: faça seu dever de casa e colha os resultados!

Ouro e Dólar

Alguém aí se lembra do ouro? Por quê tá (quase) todo mundo querendo “investir” em dólar agora?

Passa ano, entra ano, e a maioria esmagadora das pessoas, a “manada”, continua com aquele velho e péssimo hábito de sempre: “comprar na alta, vender na baixa”. Não duvido nada que muita gente tenha dado adeus pra Bolsa, pros fundos imobiliários e para as NTN-Bs, e começado a comprar ouro e fundo cambial. Aí, quando a Bolsa, os FIIs e as NTN-Bs voltarem a subir, e o dólar e o ouro começarem a despencar, vão correndo vender fundo cambial e dólar (na baixa) e, na mesma velocidade, voltar correndo querendo comprar ações, NTN-Bs e FIIs…. p***a, mas por quê não compraram na baixa então? Depois, não adianta “chorar o leite derramado”… e não foi por falta de avisos

No final de 2012, a febre era o ouro. Ele fechou 2012 com alta superior a 10%, num ano em que o CDI rendeu apenas 8,41% e a Bolsa fechou em 7,38%. Foi um dos campeões dos investimentos, só não rendendo mais que os fundos imobiliários (cujo índice IFIX fechou 2012 com surpreendentes 35% de valorização).

E o que aconteceu em 2013? Bom, os fundos imobiliários você já sabe… tomaram uma pancada em 2013, com queda média de 10%.

Com o ouro não foi diferente. Aliás, foi até pior. O ouro fechou 2013 com rentabilidade negativa de -17,35%, sendo o pior investimento de 2013, o que é natural, diante da recuperação da economia americana, afinal, o Dow Jones terminou o ano com ganho de 26,5%, o S&P 500 subiu 29,6% e o Nasdaq teve valorização de 38,3%. E isso sem contar as Bolsas européias, que também tiveram um ano excelente: Bolsa de Frankfurt subiu 25%, a Bolsa de Paris ganhou 18%, a Bolsa de Londres teve lucros anuais de 14% e a Bolsa de Madrid ganhou 21%.

O investimento em ouro e em dólar (fundo cambial) não é adequado para todo mundo, e, mesmo para aqueles que suportam a volatilidade desses ativos e desejam tê-los (ou mantê-los) na carteira, deve ser feito com cautela e, preferencialmente, somente como proteção da carteira (hedge). Para tanto, recomendo a leitura do excelente artigo do amigo Henrique Carvalho, Como investir em ouro: o guia completo.

Em suma: não recomendo o investimento em dólar, pois, historicamente e a longo prazo, ele tem se mostrado um péssimo investimento. Já o ouro só é adequado para aqueles que desejam fazer “hedge” em sua carteira de investimentos, sendo que o percentual alocado nessa modalidade de ativo deve ser bastante limitado (5%, por exemplo).

Conclusão

Para quem gasta menos do que ganha, faz sobrar dinheiro no final do mês e tem sobras para investir (ou seja, uma minoria da população brasileira), meus parabéns! 2014 já começa ofertando boas promessas de investimentos em todas as classes de ativos.

Porém, se você está endividado, gastando muito com coisas desnecessárias, tais como taxas e tarifas bancárias, ostentando uma falsa riqueza, se achando o “ó do borogodó”, e com um estoque de dívidas nos cartões de crédito alto e demasiado (e pior, sem lastro para pagar essa bola de neve de débitos), a primeira coisa que tem que fazer é “limpar a barra”, ou seja, eliminar de uma vez por todas essa montanha de dívidas que acumulou, querendo impressionar pessoas que você não conhece, a fim de fingir ser uma pessoa que não é, e que não vai te levar a lugar nenhum (exceto à pobreza no futuro).

Ao contrário de outras épocas, já retratadas inclusive aqui no blog, no artigo Bolsa cara, imóveis (e, por tabela, fundos imobiliários) caros, ouro caro. E eu, começando *JUSTAMENTE AGORA* a fazer sobrar dinheiro e a investir… o que fazer, então?, 2014 começa oferecendo boas oportunidades de investimento de capital financeiro em todas as modalidades de ativos. Muitos desses ativos, inclusive, estão mal precificados, “descontados”e sub-avaliados pelo mercado.

Trata-se uma ótima oportunidade para construir patrimônio de forma consistente e convincente. Faça o seu dever de casa, poupe, economize, estude, pesquise e invista. Certamente no final desse ano de 2014 você colherá os frutos dessa bem-aventurada mistura de disciplina no ato de poupar e economizar aliada à disciplina no ato de investir, com sabedoria e inteligência. 😉

Agradeço aos leitores Eduardo e Felipe pelo envio da notícia das debêntures da Vale!

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40 Responses to Seus investimentos nesse começo de 2014: debêntures Vale, ações, Tesouro Direto, poupança, fundos imobiliários, ouro, dólar e mais!

  1. Carlos Margadona 13 de janeiro de 2014 at 7:05 #

    Muito bom o texto, explica de maneira coerente e clara todos os tipos de investimentos citados no título.

  2. Flavio Henrique Oliveira 13 de janeiro de 2014 at 7:25 #

    Olá Guilherme, meus parabéns pelo artigo, muito bem escrito, eu faço investimento em alguns ativos e não via um artigo tão bem escrito sobre o tema à algum tempo. Obrigado.

  3. Alexandre Takinami 13 de janeiro de 2014 at 14:08 #

    Ótimo post Guilherme. Resumiu muito bem o 2013 e agora vamos pra 2014. Abraços

  4. Longe do Limite 13 de janeiro de 2014 at 16:56 #

    É a velha máxima: rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

    Concordo contigo quando fala ser 2014 um ótimo ano para compras. As incertezas decorrentes da eleição presidencial manterão o preço dos ativos em patamares que facilitam a sua acumulação.

    Só não recomendo no momento incursões ao mercado imobiliário. Ele dá mostras de desaquecimento e não me surpreenderia se terminasse o ano com uma bela redução no preço dos imóveis.

    Abraço!

    • Guilherme 13 de janeiro de 2014 at 20:27 #

      Olá, LL. O mercado imobiliário continua uma incógnita: os preços dos imóveis ainda estão bem altos, mas ninguém sabe até onde isso vai.

      Por outro lado, o valor patrimonial dos imóveis que compõe os fundos imobiliários está tendo que se adequar à normatização da CVM que exige o ajuste a preço de mercado, e isso está fazendo com que o valor patrimonial dos fundos, por via de consequência, também venha sofrendo variações para baixo.

      O problema dos imóveis é que tem muito proprietário de imóvel que não coloca à venda e não vende porque não aceita receber um preço menor do que aquele que vem sendo praticado pelo mercado. A oferta diminui, mas a pressão de demanda continua alta.

      E como a oferta de crédito imobiliário continua abundante, muitos compradores estão optando por financiar com parcelas a perder de vista, mesmo com uma renda muitas vezes incompatível com o preço final do imóvel. Aí os preços ficam em patamares altos como os que estamos vendo atualmente.

      Só veremos uma inversão disso quando a oferta for maior que a demanda. Por enquanto, os pratos da balança estão ainda invertidos: demanda maior que a oferta, empurrando os preços para cima, na maioria das cidades brasileiras.

      Abç!

  5. Ricardo 14 de janeiro de 2014 at 10:47 #

    Olá, uma pergunta boba, mas que está me incomodando e gostaria de pedir a ajuda de vocês.

    Por exemplo, haverá a reunião do COPOM logo mais e as expectativas são de alta de juros em 0,5%.

    Nesse cenário, seria melhor eu investir em Títulos do Tesouro:

    Pré-fixado: Investir depois do anúncio do COPOM para evitar desvalorização.
    Pós-fixado: Tanto faz investir hoje ou depois do anúncio do COPOM.
    Atrelados à Inflação (NTN-Bs): Investir depois do anúncio do COPOM para evitar a desvalorização.

    Esse raciocínio está correto?

    Sempre quando a expectativa de juros for de subida eu devo esperar eles subirem para comprar em Tesouro Direto e o inverso para expectativa de queda?

    Muitíssimo obrigado pela ajuda!

  6. Guilherme 14 de janeiro de 2014 at 12:14 #

    Olá Ricardo!

    Todas as perguntas são importantes, estamos aqui para aprendizado e compartilhamento de conhecimento, então sinta-se à vontade para qualquer questionamento.

    Sobre a sua dúvida, as expectativas de alta na taxa SELIC tendem a fazer com que os títulos prefixados e os atrelados à inflação, pela “marcação a mercado”, aumentem suas respectivas taxas pagas pelo governo, uma vez que se trata de um importante sinal emitido pelo governo de que, entre outras coisas, precisa melhorar na sua política de controle da inflação, que é o que estamos vivenciando nesse momento.

    No cenário inverso, ou seja, quando há uma tendência de queda na SELIC, esses mesmos títulos tendem a pagar menos, fazendo com que quem já tivesse tais títulos antes da tendência de queda veja sua rentabilidade oscilar para cima.

    Assim, na verdade, para a compra dos títulos, tudo irá depender do alinhamento que esse tipo de investimento estiver em relação aos seus objetivos e à sua estratégia particular de investimento.

    Explico: para quem pretende comprá-los visando a uma carteira de aposentadoria ou semi-aposentadoria, as NTN-Bs atreladas à inflação já estão em patamares atrativos, e a expectativa é que mantenham essa taxa acima de 6% até meados desse ano. Desse modo, uma boa estratégia é a de fazer compras mensais, ou periódicas e graduais, sem afobação.

    Já para quem pretende especular com o TD (que é sempre arriscado e o qual eu particularmente não recomendo), provavelmente fará compras nos títulos prefixados até o momento em que o BC sinalizar que irá parar de subir a taxa SELIC, momento em que a curva dos juros futuros irá tomar a rota descendente, beneficiando, assim, quem tinha comprado tais prefixados quando havia a tendência de alta.

    Enfim, o momento da compra tanto pode ser hoje, quanto pode ser depois da reunião do BC. O importante, antes de mais nada, é ter uma estratégia definida em relação ao TD, de acordo com seu grau de tolerância ao risco e objetivos de curto, médio e longo prazos.

    Abç!

  7. Vania L. 14 de janeiro de 2014 at 20:04 #

    Ótimo post, claro e didático, sem nada do pedantismo que costuma haver em publicações do gênero. Parabéns!

  8. Augusto 15 de janeiro de 2014 at 8:14 #

    Guilherme, parabéns pelo texto. Não tenho afinidade com debêntures e gostaria de saber se o risco é o mesmo das NTNBs compradas diretamente do Tesouro Nacional, onde temos a garantia do próprio governo ou se há outros riscos adicionais relacionados a uma eventual crise de mercado ou dificuldades financeiras da empresa, nesse caso, a Vale. Obrigado, Abs.

    • Guilherme 15 de janeiro de 2014 at 9:46 #

      Olá Augusto, obrigado!

      Em relação ao risco, elas possuem riscos adicionais, pelos motivos citados por você: a possibilidade (embora remota) de a Vale não conseguir honrar os pagamentos nas datas de vencimento, além do risco da falta de liquidez caso seja necessário vendê-las de forma antecipada.

      Por outro lado, são esses riscos adicionais que fazem com que tais tipos de títulos apresentem rentabilidade maior, pois é preciso embutir um “prêmio de risco” para atrair os investidores. Sem promessa de rentabilidade maior, os investidores aplicariam em títulos do Tesouro Direto, cujo risco é menor.

      Lembre-se sempre da equação: quanto maior o risco, maior a rentabilidade. Risco e retorno estão ligados de modo intrínseco, em todos os tipos de investimentos. Não acredite em investimentos que prometem altos retornos sem risco: é fraude. Quem diz isso é William Bernstein, cujos livros já foram resenhados aqui no blog, na seção de Resenhas (recomendo a leitura!).

      No Tesouro Direto, 100% dos pagamentos foram honrados até aqui, e a liquidez é garantida, e semanal, ocorrendo vendas todas às quartas-feiras e, quando há reunião do COPOM, também às quintas-feiras.

      Abç

  9. Rafael 15 de janeiro de 2014 at 15:47 #

    Muito bom o post, só me restou uma dúvida em relação as debentures da Vale.

    O prospecto traz que o público alvo são investidores qualificados, e não que é restrito a estes. O simples fato de falar qual é o público alvo impede os demais de participarem?

    Abraço.

    • Guilherme 15 de janeiro de 2014 at 21:28 #

      Olá Rafael, se o prospecto faz essa observação, então é possível aos demais participarem da oferta.

      Em último caso, mande essa pergunta para a sua corretora, para sanar a dúvida de forma mais clara!

      Abç!

  10. Flavio Mattos 15 de janeiro de 2014 at 23:30 #

    Guilherme, essa emissão será a melhor oportunidade de aquisição de taxa real dos últimos anos.

    Deve sair sem prêmio em relação a NTN-B como as outras saíram. A demanda deve ser grande.

    Uma remuneração de IPCA + 6,40% em termos líquidos (a debênture não paga IR) é equivalente a compra de uma NTN-B 2020 a 8,37% com pagamento de IR (considerando uma inflação de 5,00%aa), como exemplo a primeira série.

    A debênture tem uma desvantagem em relação ao FII: mercado secundário sem visibilidade e transparência e com spread de transação alto.

    • Guilherme 16 de janeiro de 2014 at 7:34 #

      Olá Flavio, bom te ver aqui novamente, o nosso especialista em renda fixa. 🙂

      Você tem razão, a isenção de imposto de renda torna esse tipo de investimento extremamente atraente. Rentabilidade bem alta, considerando os parâmetros da renda fixa, com risco de crédito bastante baixo. E essa debênture ainda vai “pegar carona” naquela que é provavelmente a última “crista da onda” de aumento da taxa SELIC.

      A desvantagem do mercado secundário ainda um pouco travado é de fato um ponto que deve sempre ser considerado. Por isso que o ideal é realmente tê-la como um investimento para carregar até o vencimento do papel.

      Abç

  11. luiz 16 de janeiro de 2014 at 0:13 #

    Guilherme me ajuda por favor, tenho 180 mil para investir no tesouro direto visando complemento de aposentadoria. Dúvida, com a atual tendência de aumento da taxa Selic seria melhor eu esperar mais um pouco para comprar as NTN Bs ou compro logo. Outra dúvida eu compro as de curto e médio prazo 2019 e 2024 para depois reinvestir no vencimento ou de logo prazo 2035 ? visto que pretendo me aposentar daqui a 20 anos e continuar fazendo aportes semestralmente. Obrigado.

    • Guilherme 16 de janeiro de 2014 at 7:41 #

      Oi Luiz, em primeiro lugar, parabéns por ter poupado R$ 180k em aplicações financeiras, coisa raríssima mesmo para quem tem renda alta (acima de R$ 10k mensais).

      Bem, quanto à sua dúvida, como você tem um horizonte de aplicação de 20 anos (duas décadas), e tem à sua disposição esse montante para aplicar no TD, você tem diversas alternativas à vista.

      Uma estratégia é aplicar metade em LFTs e outra metade em NTN-Bs, sendo que, desses 50% em NTN-Bs, aplicar 25% em NTN-Bs com vencimento em 2019 e outros 25% em NTN-Bs de 2035. Isso para diluir um pouco o risco, uma vez que, quanto maior o prazo de vencimento do título, maior é a oscilação do papel no curto prazo. Mas é preciso dizer que só há perda efetiva de dinheiro se você resgatar antes do vencimento, num momento ruim do mercado. Carregando até o vencimento, você garante a taxa contratada, a qual, aliás, está excelente no momento atual.

      O ciclo de alta da taxa SELIC parece estar chegando ao fim. Portanto, eu não esperaria mais um pouco para comprar as NTN-Bs. Compraria logo.

      Ou então você poderia comprar “em parcelas”, digamos, uma parte agora em janeiro, e outra parte em fevereiro, por exemplo. Mas eu não acredito que as taxas vão subir mais do que já estão. Se subirem, provavelmente será na casa dos décimos, a não ser que haja um estresse muito grande no mercado, o que não vejo como possível, mas sim como remoto.

      Em suma: minha recomendação no TD é diversificar: aplicar uma parte em LFTs, para pegar carona na taxa SELIC em alta, e outra parte em NTN-Bs, mesclando prazos curtos com prazos longos.

      Bons investimentos!

  12. Investidor de Risco 16 de janeiro de 2014 at 12:46 #

    É meu amigo, 2013 não foi fácil e 2014 iniciou na mesma batida. Queda nas ações, FII’s e títulos públicos. São muitas opções boas e baratas para montar uma carteira consistente de longo prazo. Quem souber aproveitar pode se dar muito bem!!!

  13. iTradeSys 17 de janeiro de 2014 at 19:40 #

    Oi Guilherme. Acompanho seu blog há um tempo e estou iniciando um novo projeto. Você poderia adicionar o meu link na sua lista de blogs? (www.itradesys.com.br)

    Obrigado.

  14. Luiz 18 de janeiro de 2014 at 0:09 #

    Oi Guilherme obrigado pela resposta, porém desculpa minha ignorância, não entendi por que vc disse que aplicaria metade em LFTs, visto que meu objetivo é de longo prazo e visando complemento de aposentadoria. Pensei que LFTs seria mais para uma poupança de emergência, ou seja, curto prazo.Aproveitando tenho mais uma dúvida tem alguma restrição para aplicar no tesouro direto através de uma corretora que não cobre taxa de administração como por exemplo a EASYNVEST – TITULO CV S.A, porque eu já tenho conta na Geração Futuro, porém a taxa de administração é 0,3% a.a o que parece pouco, contudo dá 540 reais por ano em cima do valor que irei investir.

    Obrigado.

    • Guilherme 18 de janeiro de 2014 at 13:34 #

      Oi Luiz, o objetivo de aplicar metade em LFTs é que esse tipo de título funciona como uma proteção contra a inflação no presente, e considero importante o investidor manter em carteira um percentual de ativos pós-fixados à taxa básica de juros, até com o objetivo de aproveitar oportunidades no mercado que aparecem de tempos em tempos, sobretudo em momentos de crise como os que estamos vivenciado atualmente.

      As LFTs também cumprem bem a função de reserva de emergência. Contudo, mesmo para uma carteira de longo prazo, eu recomendo uma estratégia de alocação de ativos que contemple parcela dos investimentos em aplicações financeiras pós-fixadas ao CDI/SELIC.

      Sobre corretoras para investir no Tesouro Direto, você está certo em buscar a taxa mais barata possível (de preferência taxa zero), uma vez que qualquer real que puder economizar a título de taxas será endereçado para seu bolso, fazendo seu “bolo de investimentos” aumentar e, consequentemente, o seu patrimônio.

      Não vejo restrição em buscar corretoras mais baratas, pelo contrário, recomendo-as.

      E você tem razão, 540 reais por ano é uma bela quantia que pode se economizar com décimos de diferença em taxa de administração.

      Abç!

  15. Kleber Rebouças 21 de janeiro de 2014 at 5:35 #

    A euforia é o desespero dos ganaciosos e o lucro dos que tem paciência.

    Uma boa estratégia de alocação de ativos te faz aproveitar o melhor momento de cada classe de ativo citada.

    http://www.ricodinheiro.com.br

    • Guilherme 22 de janeiro de 2014 at 7:25 #

      Concordo, Kleber, o segredo é “não ir com a manada”…

      Abç

  16. Marcelo Goldfisch 28 de janeiro de 2014 at 21:39 #

    Quanto ao FII Parque Dom Pedro, reconheço que foi ótimo negócio para quem entrou no lançamento. Entretanto, penso que é de bom tom que o investidor esteja atento ao mercado para não perder patrimônio.
    Embora os FII — e o PQDP11 em particular — paguem dividendos mensais, manter os papéis em carteira em troca dos dividendos pode não compensar a desvalorização das cotas.

    • Guilherme 29 de janeiro de 2014 at 7:56 #

      Oi Marcelo, concordo com seus argumentos.

      É preciso ter cautela nesse mercado, assim como em todos os outros.

      A formação de uma carteira de investimentos requer, antes de mais nada, estudo, muito estudo, e o “casamento” entre os objetivos do investidor com os tipos de investimentos disponíveis no mercado.

      Os fundos imobiliários são ótimos instrumentos para geração de fluxo de caixa mensal, contudo, não são adequados para quem tem como principal meta formação de patrimônio a longo prazo. Por quê? Porque, para fazer o “bolo crescer”, a melhor alternativa ainda são as ações, que combinam melhor a equação de maximizar a rentabilidade com o fator tempo.

      Isso porque o que está subjacente às ações é o crescimento econômico das empresas. Crescendo as empresas, crescem as ações. E, historicamente, as empresas evoluem mais do que os preços dos imóveis.

      Por isso que não apostar todos os ovos na mesma cesta, apesar de ser um conceito cansativo de se repetir, ainda é a opção mais adequada, ainda mais no mundo turbulento em que atualmente nos encontramos.

      Abç!

  17. Marcelo Goldfisch 29 de janeiro de 2014 at 13:52 #

    Obrigado. Nestes anos aprendi muito com o blog Valores Reais.
    Considero fundamental diversificar entre RF, ações e FII, a fim de obter rendimentos e proteger o patrimônio.
    Mesmo o investidor com foco em fluxo de rendimentos pode olhar para as ações e encontrar boas oportunidades: empresas líderes, lucrativas e com dívidas baixas ou mesmo negativas.
    O que é mais interessante: (a) um FII que pague DY de 11% a.a. com pay out de 95% ou (b) uma empresa com DY de 6% com pay out de 40%?
    Percebo investidores excessivamente expostos ao risco dos fundos imobiliários — tanto o risco do mercado em si quanto o risco dos administradores/gestores.
    abraço!

    • Guilherme 29 de janeiro de 2014 at 20:53 #

      Valeu, Marcelo! A propósito, gostei bastante do seu blog, que desde já recomendo a todos uma visita: http://www.goldfisch-financas.blogspot.com/

      Concordo com seu exemplo entre FII e empresa.

      Eu percebo é que, na verdade, houve um oba-oba muito grande com fundos imobiliários, o que é normal quando o mercado está numa fase de bull…

      Ocorre que os fundos imobiliários, ou uma boa parte deles, têm apresentado vários problemas que escapam ao controle dos cotistas.

      Veja o caso do Kinea, do Itaú, por exemplo. O FII já passou por tantas fases de emissões de novas cotas que eu já perdi a conta. Com isso, a intenção é comprar mais imóveis, que exigem mais dinheiro, que, por sua vez, pode acarretar diluição no valor dos aluguéis a serem recebidos pelos cotistas caso esses não subscrevam as novas cotas.

      E isso tem acontecido com muitos fundos imobiliários, que aproveitam a realização de novas emissões de cotas, com a intenção de arrecadar mais dinheiro para comprar mais imóveis, e fazendo com que haja potencial perda e diluição de participação dos cotistas caso esses não subscrevam as novas cotas.

      Concordo com muitos especialistas em fundos imobiliários dizendo que, em comparação aos investimentos em imóveis para aluguel, há algumas vantagens inquestionáveis, como a isenção de IR sobre os aluguéis, maior yield relativo etc.

      Contudo, uma grande desvantagem é a ausência total de controle sobre os destinos do imóvel – o risco dos administradores/gestores.

      Abç!

  18. Flavio Mattos 31 de janeiro de 2014 at 21:00 #

    Debêntures da Vale: 1º série= 6,46%aa, 2º série=6,57%aa, 3º série=6,71% e 4º série=6,78%aa. Isto equivale a IPCA + 8,44%aa líquido após o pagamento de IR na primeira série, considerando uma inflação implícita de 5,00%aa e o IR menor de 15%, com a vantagem de não pagar taxa de administração. Muito bom. Como eu dissera, a melhor oportunidade de aquisição de ativo de renda fixa desde 2008.

    • Guilherme 31 de janeiro de 2014 at 21:39 #

      Excelentes notícias, e excelentes taxas, Flavio!

      A isenção do pagamento de imposto de renda fez toda a diferença para a rentabilidade alta dessas debêntures Vale. Um nível de taxas assim eu só vi parecido durante a crise financeira de 2008!

      Abç!

  19. Rafael 3 de fevereiro de 2014 at 15:11 #

    OLÁ GUILHERME,

    Muito legal o artigo.

    Cara, tenho 32 e por ainda morar com os velhos guardo grande parte do meu salário……

    Juntei 370 k que está todo aplicado em um fundo de DI com taxa de admin de 0,5%. + 50 k que está em parcelas de um imóvel….

    Preciso rentabilizar melhor esse dinheiro……poderia me dar uma direção por favor?

    • Guilherme 3 de fevereiro de 2014 at 15:15 #

      Olá Rafael, obrigado pelas palavras!

      Parabéns por ter juntado quase 400k aos 32 anos de idade! Isso sim é que é força de vontade e determinação!

      Sobre investimentos, com essa quantia você pode conseguir taxas ótimas de LCAs e LCIs, que não pagam imposto de renda, sendo esse um grande diferencial em relação ao fundo referenciado DI.

      Pesquise em grandes bancos como BB e CEF sobre qual seria o percentual do CDI que você obteria com esse montante de dinheiro.

      Abç!

  20. Dio 5 de março de 2014 at 23:20 #

    muito bom o post!
    para alguns o ano começa hoje, um dia depois do carnaval…. kkk

    • Guilherme 6 de março de 2014 at 11:09 #

      Valeu, Dio!

      Realmente, para alguns 2014 só começa depois do Carnaval…..rs

  21. Flavio Mattos 14 de março de 2014 at 12:08 #

    As debêntures da Vale começaram bem…

    http://mdagosto.com/2014/03/13/parmetros-para-negociar-debntures-da-vale/

    • Guilherme 14 de março de 2014 at 12:36 #

      Começaram muito bem! Grato pela informação, Flavio!

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