[Guest post] 12 dicas para utilizar melhor o cartão de crédito

Esse é um guest post de Guilherme Fermino, autor do ótimo blog Upfinanças.

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“Acredite: o cartão de crédito pode ser um dos seus melhores amigos.

O tão temido e adorado “dinheiro de plástico”, quando utilizado com consciência e planejamento, pode ser muito interessante para organizar os seus gastos. PlanejamentoConsciência são palavras-chave para saber como utilizar um cartão de crédito. Se você pelo menos um desses critérios não terá problema algum em utilizar esta modalidade de crédito, tão perigosa para uns e tão amada por outros.

Eu mesmo quase não ando com dinheiro na carteira, praticamente utilizo apenas meu cartão de débito e, às vezes, quando realmente preciso, utilizo o cartão de crédito, porém, planejo e controlo muito bem as minhas despesas.

Além disso, eu tenho a consciência de que o crédito não é meu: ele nada mais é do que um dinheiro emprestado, e sabe o que todo tipo de empréstimo tem? Juros, que, no caso do cartão, serão cobrados somente caso você não pague a fatura dentro da data de vencimento (grato ao RockYardLife pela correção!).

Cartões de créditos possuem – em casos de inadimplência, ou seja, atraso no pagamento das faturas (grato ao RockYardLife pela correção!) – uma das maiores taxas de juros do mercado nacional e até mesmo do mercado internacional! O Brasil possui uma média de taxa de juros em crédito rotativo (cartão de crédito) em torno de 12,77% ao mês, e  já chegou a ser de 323,14% anualmente. Deus que me livre de ter que pagar juros de 323,14% ao ano!

Este é o preço da facilidade: as administradoras ganham principalmente em cima das pessoas que não sabem utilizar essa forma de crédito. Ou você acha que lhes interessa educá-las financeiramente? Você acha que eu sou o cliente ideal para ela? Basicamente toda instituição financeira vive de juros!

Que tal sermos o tipo de cliente ruim para a instituição, consumir todos os serviços dela sem ter que pagar nenhuma taxa por esses mesmos serviços? É claro que toda operação/compra que fizermos com o cartão tem uma taxa embutida no produto, que “não vemos”, mas que tal não pagarmos  juros e nem mesmo taxas que não achamos necessárias?

Para ser o tipo “ruim de cliente” da instituição financeira vamos seguir 12 passos.

Os 12 passos para tornar o cartão de crédito um amigo.

1) Solicite cartões de crédito sem seguros e taxas de manutenção (anuidades).

Eu mesmo tenho um, e ele vem até com um programa de recompensas que me permite descontos em uma determinada loja, esse cartão eu considero meu amigo!

Nota pessoal: e se o seu cartão de crédito possui anuidade, não fique com vergonha de negociar sua isenção. Confiram as dicas que escrevi nesse post 7 estratégias para não pagar anuidade do cartão de crédito, bem como as centenas de comentários que foram ali postadas.

2) Corte o limite do seu cartão para metade da sua renda!

Rsrs….agora acredito que a maioria das pessoas cairá para atrás, ou até mesmo nunca mais entrará em meu site.

Agora, falando sério, isso preservará a sua saúde financeira, pois muita gente tem um cartão de crédito com limite bem maior que a sua renda. Cuidado: isso pode ser um perigo.

3) O dinheiro obtido pelo crédito não é seu!

Tenha consciência: o cartão é um instrumento de crédito, logo, todo crédito deve ser pago, e esta modalidade é a que possui a maior taxa de juros do mercado.

Portanto, só utilize o valor disponibilizado pelo cartão se realmente você for pagar, e pagar sem juros.

4) Não atrase o pagamento da fatura, e nem caia na história do pagamento mínimo.

Se você puder, risque e esqueça o valor mínimo da fatura, pois este é um dos maiores perigos do cartão. Com efeito, muitas pessoas acabam pagando o mínimo pensando que é uma vantagem e até mesmo muitas delas não sabem que esse pagamento incluirá juros, assim como se você não tivesse pagado a fatura.

Você é o tipo de pessoa que nunca consegue pagar o cartão de crédito totalmente e antes da data de vencimento? Então é melhor esquecê-lo, pois, nesse caso, ele é seu inimigo.

5) Não pague outras contas utilizando o cartão.

Algumas instituições permitem que você pague contas de água, luz, telefone etc., na fatura do cartão de crédito. Veja nas “letrinhas” que esse tipo de operação possui tarifas, e até mesmo mais juros que deverão ser pagos. Cartão de crédito já é uma conta, e teoricamente contas não servem para pagar outras contas.

Nota pessoal: esse é um dos maiores erros que as pessoas podem cometer, pois isso acabam inflacionando o custo de vida pessoal, com um dinheiro (juros, IOF, tarifas etc.) que poderia ser perfeitamente evitado de ser repassado ao banco. Temos, inclusive, um post sobre isso que analisa o tema frente à questão das milhas: Vale a pena pagar contas através do cartão de crédito?, também escrito na forma de guest post.

6) Utilize um instrumento de controle financeiro para registrar os gastos no cartão de crédito.

Você pode se perder nas suas compras com o cartão de crédito, principalmente se você for uma pessoa que o utiliza diariamente.

Utilize uma planilha ou outra forma de controle para anotar os seus gastos, assim você não se assustará no final do mês.

7) Utilize cartões que lhe tragam vantagens “gratuitas”.

As administradoras hoje brigam por clientes. Muitas delas oferecem promoções, prêmios, descontos etc. Que tal comprar aquele livro e poder concorrer a uma viagem em Miami, ter desconto em uma próxima compra, ter a possibilidade de concorrer a vários prêmios etc.?

A maioria dos cartões de crédito oferecem programas de recompensas. Por exemplo, os dois cartões que tenho me oferecem sorteios de prêmios e desconto em futuras compras, e isso eu comprovo por experiência própria, pois já utilizei destes benefícios.

8) Não gaste mais apenas com o objetivo de obter vantagens adicionais.

Algumas pessoas pensam assim: “vou comprar qualquer coisa por R$ 15,00 para obter 10 pontos no programa de recompensas do cartão”.

Não tenha esse tipo de pensamento; se possível, até esqueça tais pontos. Eu sei que eles existem, mas não fico sendo controlado por eles, até porque isso é “meio que frustrante”.

Por quê frustrante? Porque, dependendo do tipo de programa de pontos, você poderá demorar muito até juntar os pontos necessários para obter uma recompensa.

Nota pessoal: esse passo nº 8 é extremamente importante. Muitas pessoas acabam caindo nas armadilhas do consumo, e acabam comprando mais apenas para acumular mais pontos em determinado programa de recompensas. Isso é um tremendo erro de consumo, na medida em que os programas de recompensas dos cartões de crédito devem ser vistos apenas como um benefício adicional pela utilização do cartão, e não como um fim em si mesmo.

9) Tenha no máximo dois cartões.

A razão é clara: quanto mais cartões você tiver, mais difícil ficará o controle dos cartões, em todos os sentidos, seja em termos de planejamento, seja em termos psicológicos.

As pessoas que acham que o cartão não tem limite, quando o teto de um cartão é alcançado, passam automaticamente a utilizar o outro cartão (“modo inimigo do cartão” ativado).

cartão de crédito

10) Não tenha dependentes.

Se já é difícil controlar os seus gastos sozinhos, imagine dos seus dependentes (marido, esposa e filhos). Você já ouviu histórias de filhos que quebraram os pais comprando itens de jogos online? E de mulheres que compraram vários móveis sem o marido saber? E não sendo injusto com mulheres e filhos, já ouviu histórias de homens que compraram aquela TV que nem cabe na sala? Rsrs, eu já ouvi.

Cuidado com os seus dependentes: se eles não forem educados financeiramente, eles poderão destruir o planejamento do maior administrador financeiro de todos os tempos.

Se você for dar um cartão para um dependente, o faça com um limite que não irá lhe atrapalhar financeiramente.

11) Não use cartão para complemento de renda.

É aqui que muita gente tem as “pernas quebradas”. Como citei anteriormente, cartão de crédito é um empréstimo, e todo empréstimo é uma despesa, sendo assim, não considere ele como parte da sua renda.

Se o seu dinheiro acabou este mês, significa que você não deverá fazer mais despesas. Faça um planejamento melhor da sua renda para que o dinheiro não acabe antes do mês, ou você estará fadado a entrar no vermelho.

12) Faça a compra um pouco antes da data de vencimento de sua fatura, depois que ela já tiver sido fechada no ciclo mensal.

Essa eu faço sempre, e é muito boa! Vamos supor que o seu cartão vença no dia 15, se você fizer uma compra no dia 10, essa compra não será lançada na fatura que vence 5 dias depois, mas sim na fatura que vence no dia 15 do mês seguinte..

Por quê? Porque leva um certo tempo para a administradora faturar os seus valores, além de enviar a fatura, sendo assim, quando você compra no dia 10, provavelmente a fatura do mês já estava fechada, e até mesmo nas mãos dos correios para o envio. Essa compra só será cobrada daqui a 35 dias, ou seja, você ganhou muitos dias a mais para poder pagar esta compra.

Você pode confirmar com a sua administradora de cartão quando é a data de fechamento da sua fatura e utilizar esta técnica que eu citei.

Nota pessoal: realmente, essa é uma ótima estratégia de uso do cartão de crédito. Escrevi sobre o tema no artigo Aproveite melhor o empréstimo de tempo que seu cartão de crédito oferece utilizando a estratégia de compras dentro das “zonas de pagamento”.

Conclusão

Acredito que, se você seguir os 12 passos citados acima, o cartão de crédito com toda certeza será um dos seus melhores amigos!

Escreva um comentário caso você tenha dúvidas, outras dicas, críticas etc. Eu terei o prazer de respondê-las.

Grande abraço”.

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Sobre o autor: Guilherme Fermino trabalha na área de Tecnologia da Informação e escreve no blog Upfinanças com o objetivo de ajudar as pessoas que estão no vermelho a saírem desta situação.

Artigo originalmente publicado no blog Upfinanças.

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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36 Responses to [Guest post] 12 dicas para utilizar melhor o cartão de crédito

  1. Alberto 14 de outubro de 2013 at 14:18 #

    Sugestões aparentemente óbvias, mas que até hoje não são observadas por um parcela grande de pessoas, que acabam em situações de apuro com seus cartões.
    Guardadas as devidas proporções, essas dicas me remetem aos conselhos da minha mãe e do meu pai quando eu era adolescente para tomar cuidado com o conto do vigário do ‘bilhete premiado’. Parecia uma orientação sem sentido de tão absurda que era a descrição desse golpe. Mas a verdade é que até hoje tem muita gente que é enganada com essa história.
    Mais ou menos como as pessoas se iludem com as ‘vantagens’ dos cartões de crédito. Ainda me pergunto como isso pode acontecer, mas a verdade é que tem muita gente incauta começando a fazer parte dessa ciranda financeira.
    É ai que mora o perigo.

    • Guilherme 14 de outubro de 2013 at 18:42 #

      Exato, Alberto, ótimo depoimento pessoal.

      Como eu disse em outro post, praticar o óbvio é muito difícil => http://valoresreais.com/2010/08/28/dica-pratica-mas-geralmente-dificil-de-ser-cumprida-na-pratica-para-melhorar-suas-financas-pessoais-pratique-o-obvio/ por isso é sempre bom recordar esses passos.

      Quanto aos bancos emissores de cartões de crédito, eles são pragmáticos: só concedem “benefícios” na medida em que eles puderem gerar mais lucros para as instituições. Não há segredo. Eles não agem com base na emoção de ganhar um prêmio. Nós é que somos emocionais, mas, muitas vezes, pautamos nossa relação com o cartão de crédito com base em preferências subjetivas, desconsiderando os custos – implícitos e explícitos – dessa forma de pagamento.

      Quando os bancos percebem que os custos dos benefícios concedidos superam os lucros que estavam tendo com a concessão desses mesmos benefícios, eles não agem emocionalmente: simplesmente cortam os benefícios. Simples assim.

      Infelizmente, o brasileiro médio ainda usa muito mal o cartão de crédito. Daí a importância de artigos como esse.

      Abç!

      • Guilherme Fermino 14 de outubro de 2013 at 20:49 #

        Ótima observações.

        Nosso “jeito brasileiro” gosta sempre das situações teoricamente mais fáceis, e o cartão de crédito é a modalidade de empréstimo mais simples de se obter (Grande maioria das pessoas esquecem que o cartão de crédito é um empréstimo).

        Todas as dicas são muito óbvias, mas se tratando de Finanças, independente do grau de dificuldade, o que importa mesmo é a execução e este é o perigo, grande parte da população sabe o que precisa fazer, mas não faz, ou até mesmo não quer se informar.

  2. vanessa santos 14 de outubro de 2013 at 21:32 #

    Olá, amigo.

    Primeiramente gostaria de dizer “_Meus parabéns!” Pela sua iniciativa e pelo capricho com o qual faz suas notícias serem claras e proveitosas!

    Depois, gostaria de dizer o que faço com meus cartões de crédito:

    Como a maioria das brasileiras eu tenho mais de um cartão. Na verdade acho que tenho 10 cartões, mas destes uso apenas 3 e apenas um deles têm anuidade (ainda não cancelei pois é o que tem limite maior).

    E aqui está meu primeiro segredo: apesar de tê-los, nunca compro com cartão de loja (Marisa, Renner, Extra, Submarino, drogarias, etc.) Só os utilizo se de fato tiver uma vantagem de diminuição de valor na compra, pois nem pelos pontos acho que valha a pena.

    Depois, nunca levo comigo mais que um cartão: pois se vc concentra os gastos, terá mais facilmente na memória o valor da última fatura e a vontade de que a do próximo mês seja menor…

    Complementando o seu conselho: para garantir que nunca irei pagar o mínimo sabe o que eu faço? Eu pago a fatura antecipamente, conforme vai aparecendo no Extrato da Próxima Fatura (que eu acompanho pelo Net Banking) eu já vou pagando, assim eu tiro o dinheiro da conta e deixo de ter a ilusão de que tenho dinheiro `sobrando`…

    E eu também faço um esquema: quando saio para almoçar não levo o cartão de crédito, para diminuir a tentação. Porque se vc tiver que voltar depois para buscar, pode ser que pense melhor e nem volte mais.

    Daí vc pergunta: então por que vc continua tendo mais de um? Para poder dizer para a mocinha da loja “_já tenho seu cartão.”, para barganhar com o banco uma anuidade menor ou nula, para centralizar algum gasto maior, como o financiamento de um bem de maior valor, e assim não ter que usar cheques, e para poder comprar coisas de terceiros separadamente quando me pedem (e digo `infelizmente` pois isso ocorre com certa frequencia comigo, apesar de que só faço para dois parentes específicos que me ajudam muito e por isso não posso negar o empréstimo do cartão e são parentes daqueles de quem não tenho dúvida de receber, fazendo separado, se houver atraso ou algo pior, o `fulano` vai saber que todos os encargos daquela bomba são de responsabilidade dele.

    Bem, espero ter ajudado.

    Beijo e boa sorte a todos com suas finanças!

    Vanessa Santos.

    • Guilherme 15 de outubro de 2013 at 21:47 #

      Olá Vanessa, obrigado pelas palavras e excelente depoimento o seu, que demonstra que é possível gerenciar bem as finanças com vários cartões na carteira!

      Abç

  3. Vania L. 15 de outubro de 2013 at 14:22 #

    Boas dicas, podem até parecer simples, mas vamos lembrar que boa parte da população não faz nada disso.
    .
    Tenho 2 cartões apenas, e não pago anuidade em nenhum dos dois.
    .
    Pago praticamente tudo com cartão de crédito. Entre outras coisas, facilita muito o controle das despesas. Sem essa de ficar anotando cada gasto, cada almoco, cada ida ao supermercado…acho isso muito chato! Como pago tudo no cartão, fica facil, é só acessar o extrato via internet que está tudo lá registrado, cada valor gasto e onde foi gasto. Tem a opção de transformar o extrato em planilha de excel, o que facilita o agrupamento das despesas em rubricas como combustivel, lazer, despesas de casa, etc.
    .
    Claro que as contas de luz, telefone, condominio, escola não são pagas com cartão e ficam fora desse controle, mas essas eu já vou lançando à medida que as recebo.
    .
    Só não aplico o passo 2, “ter um limite equivalente a metade da renda”. Meu limite é bem superior à renda, a propria operadora faz aumentos periodicos. Como tenho muito controle, e só gasto o que posso pagar, não me atrapalha em nada o limite alto. Pelo contrário, facilita em alguns momentos, quando de fato fazemos gastos maiores (devidamente planejados). Uma viagem ao exterior, por exemplo.

    • Vania L. 15 de outubro de 2013 at 19:44 #

      Publiquei 2 vezes. Apague uma, Guilherme, por favor.

    • Guilherme 15 de outubro de 2013 at 21:48 #

      Olá Vania, ótimo depoimento, e parabéns pela forma com que você organiza o orçamento doméstico!

      Abç

    • Rosana 18 de outubro de 2013 at 8:07 #

      Vânia,

      “Tenho 2 cartões apenas, e não pago anuidade em nenhum dos dois.”
      Qual é a sua estratégia para conseguir isenção nos dois?
      Eu tentei no Itaucard, mas como não cederam cancelei o cartão. Tentei no Bradesco, mas também não dão isenção total…

      Guilherme,
      Muito bom seu post. Estou tentando conseguir um novo cartão sem anuidade mas está difícil…

      Abraços,
      Rosana

      • Vania L. 18 de outubro de 2013 at 16:12 #

        Olá, Rosana! Um desses cartões é do banco onde recebo crédito de salário (Caixa Federal), Não tenho certeza, mas acho que a isenção abrange todo mundo que recebe credito de salário por lá. Esse cartão eu uso muito pouco.
        O outro cartão é Visa, da Porto Seguro. Centralizo minhas compras nele. Consegui isenção no inicio porque eu fazia seguro de veículo com a Porto. E acho que continuam me dando isenção porque utilizo bastante.
        Quanto maior o volume de sua utilização, mais chance vc tem de conseguir isenção. O comerciante paga à operadora do cartão algo entre 3 e 6% de cada compra que a gente faz. Essa é a grande fonte de lucro das operadoras (Mastercard, Visa, o que for). Quando a gente utiliza bastante, já estamos garantindo a eles esse lucro, então eles podem perfeitamente dispensar a gente da anuidade.
        Voce pode fazer o cartão de crédito da Livraria Saraiva, Rosana. É Visa, um cartão como qualquer outro, e isento de anuidade para todo o sempre, segundo eles. Eu não tenho, porque já tenho esses dois que citei, então chega, né?

        • Guilherme 19 de outubro de 2013 at 5:25 #

          Muito bom seu comentário, Vania, com uma visão perfeita acerca do mercado dos cartões.

          Rosana, em relação ao cartão do Bradesco, quando o pessoal da central 0800 não oferece a isenção total, a alternativa que resta é tentar a isenção via gerente. Explique sua situação, fale que você usa o cartão regularmente, quita as faturas sem atraso e que não gostaria de ter que cancelar o cartão do Bradesco e substitui-lo por um de um banco concorrente (como o BB Saraiva), e veja se obtém uma resposta satisfatória. Isso pode ser feito tanto pessoalmente, quanto mandando um email mesmo.

          Além do cartão da Saraiva, mencionado pela Vania, outro cartão que oferece isenção de anuidade é o Santander Free (Visa ou Master) e, salvo engano, não precisa ser correntista do banco para ter, podendo a solicitação ser feita inclusive via telefone (3003-3733 (capitais e regiões metropolitanas) 0800 770 4080 (demais regiões) Atendimento de segunda-feira a sábado, das 9h às 21h).

          A desvantagem do Free é que é preciso utilizá-lo ao menos uma vez por mês para ficar isento da cobrança da anuidade.

          Outra opção isenta de anuidade é o cartão Petrobras Visa BB: https://sitenet37.serasa.com.br/am3cartaobb/parceiro/AA3AEBAC3A1A2256107CFA1CF0E5E472

          Porém, não sei se esse cartão também precisa de uma compra mensal para ficar livre da anuidade.

          Abç!

          • Rosana 20 de outubro de 2013 at 17:01 #

            Oi, Vânia

            Agradeço por sua resposta e pelas dica!

            Você se refere a conta-salário?
            A minha antiga gerente no Bradesco falou que havia um cartão com isenção para quem recebe salário por lá, mas esse novo gerente disse que não é bem assim, é de acordo com o volume de compras mensal, o que para mim não é interessante pois o uso será mínimo.
            O da Porto eu sabia que é mais fácil para negociar a anuidade, mas não sabia que dava isenção.

            Guilherme,
            Agradeço também por suas dicas, vou pesquisar.
            Eu uso o cartão raramente, quero mais para uma emergência ou uma compra, algo assim. Não dá para estimar emergências, mas em relação a compras o uso estimado seria de umas 2, 3 vezes ao ano, no máximo.
            De qualquer forma, vou continuar com a minha opção de utilizar o cartão de débito, já que posso utilizar o limite de 2k diário, o que dá é sobra. Só tenho uma dúvida: todos os lugares que aceitam cartão de crédito geralmente aceitam os de débito também? Me refiro mais a uma emergência, farmácia, veterinário, coisas assim.

            Eu não tenho mais cartão de crédito, procurei diretamente o gerente para ver a possibilidade de um cartão sem anuidade, já que a outra gerente mostrou essa opção. O novo me mostrou o mais em conta, mas não isento totalmente.

            O que eu acho absurdo é que a empresa administradora já ganha do lojista os 3% / 6% sobre a compra. E ainda cobram anuidade do cliente, ou seja, ganham duas vezes!
            São essas coisas do nosso país que eu não entendo…

            Abraços e um excelente semana à todos!

            • Guilherme 20 de outubro de 2013 at 19:04 #

              Oi Rosana, sim, a grande maioria dos lugares que aceitam cartão de crédito também aceitam os de débito também.

              Concordo totalmente com você, para o seu perfil de gastos, um cartão de débito, com um bom limite diário, já atende com folga suas necessidades.

              Também acho um absurdo os bancos e administradoras ganharem nas duas pontas: cobrando o aluguel da máquina do cartão e cobrando a anuidade dos clientes. Daí se explica, ao menos parcialmente, os bilionários lucros dos grandes bancos no Brasil.

              Abç e excelente semana pra todos tb!

              • Rosana 21 de outubro de 2013 at 14:57 #

                E a cada ano que passa, os bancos se superam nos lucros…

                Vou continuar com o cartão de débito mesmo. Se aparecer algo muito bom em relação a um cartão de crédito, quem sabe, não é?

                • Guilherme 21 de outubro de 2013 at 20:16 #

                  Sim, Rosana, e por falar em lucros bilionários (realmente bilionários), hoje foi a vez do Bradesco anunciar o resultado trimestral: R$ 3 bilhões no último trimestre, quase R$ 9 bilhões de lucro líquido no ano.

                  A sua tática está ao meu ver correta, ou seja, continuar com o bom e velho débito. 🙂

                  • Rosana 22 de outubro de 2013 at 5:34 #

                    3 bilhões de lucro em apenas UM trimestre. Coisas de Brasil mesmo….

                    • Guilherme 22 de outubro de 2013 at 20:00 #

                      Sim, coisas de “terra brasilis”, e é por essas e outras que muitos leitores têm me dito que, apesar de odiarem os bancos, não perdem a oportunidade de se tornarem acionistas, donos de ações das empresas bancárias, dos grandes bancos…

                      Abç!

  4. RockYardLife 15 de outubro de 2013 at 20:46 #

    Sinceramente, achei que o texto poderia ser melhor escrito:

    “Eu mesmo quase não ando com dinheiro na carteira, praticamente utilizo apenas meu cartão de débito e, às vezes, quando realmente preciso, utilizo o cartão de crédito”

    Não acho uma decisão muito inteligente, você está deixando de acumular milhas.

    “Além disso, eu tenho a consciência de que o crédito não é meu: ele nada mais é do que um dinheiro emprestado, e sabe o que todo tipo de empréstimo tem? Juros!”

    Da maneira como você escreveu parece que pelo simples fato de utilizar o cartão de crédito vou ter que pagar juros. Poderia ter sido melhor escrito.

    “Cartões de créditos possuem uma das maiores taxas de juros do mercado nacional e até mesmo do mercado internacional!”

    Totalmente equivocada a colocação. O cartão de crédito não tem taxa de juros nehuma. O que tem taxa de juros é o empréstimo feito quando SOMENTE quando não se paga o valor total da fatura. Mais uma vez o texto poderia ter sido melhor escrito.

    • Guilherme 15 de outubro de 2013 at 21:51 #

      Olá Rock, correções realizadas!

      Quanto à sua primeira indagação, na verdade, não vejo problemas em as pessoas reduzirem ao máximo o uso do cartão de crédito, pois há muitas delas que simplesmente não têm o hábito ou a necessidade de utilizar as “recompensas” que tais cartões oferecem, como milhas, descontos em postos de combustível etc.

      É verdade que hoje muitas pessoas utilizam os cartões em função das milhas e outros benefícios, mas também temos que considerar que existe um contingente considerável da população que simplesmente não anda de avião.

      Abç

  5. Flavio 16 de outubro de 2013 at 11:48 #

    Meu limite é muito maior que minha renda somada à de minha esposa, mas não tenho problemas com isso, pois sei controlar meus gastos. E, como disse a Vania, limite alto facilita em viagens internacionais.
    Pago tudo que posso no crédito. Assim ganho milhas e viajo de graça. Já fui 2x aos EUA usando milhas e já tenho saldo suficiente para ir de novo.
    “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades” (Tio Ben)
    O cartão de crédito te dá maior poder (de compra), mas seu uso exige muita responsabilidade.

    • Guilherme 18 de outubro de 2013 at 19:43 #

      Atualizando os comentários…

      Oi Flávio, bem lembrado, se a pessoa é bem controlada nos gastos, ela gerenciará bem tanto um limite de 0,5x da renda, quanto de 2x da renda.

      Abç

  6. Pi 16 de outubro de 2013 at 13:09 #

    Boa tarde, Guilherme

    Tenho 2 cartões Platinum com uso criterioso. E agora recebi convite para mudar para Infinite. Vc acha vantajoso essa troca? Pois a anuidade do Infinite é de 650 reais…não sei ao certo se vale a pena. Agradeço sua opinião.

    Abc.

    Pi

  7. Pi 16 de outubro de 2013 at 19:38 #

    Boa noite Guilherme,

    Gostaria de saber sua opinião sobre possível vantagem em migrar do cartão Platinum p/Infinite. Tenho 2 cartões com bandeiras diferentes do Platinum, e agora surgiu essa oportunidade para passar Infinite. Compensa essa anuidade tão cara de R$ 650,00 do Infinite? Que serviço tão diferenciado é esse? Grato.

    Pi

    • Guilherme 19 de outubro de 2013 at 5:16 #

      Olá Pi.

      Eu também compartilho do entendimento do Flavio.

      A migração só será vantajosa se você tiver uma quantidade muito alta de gastos, e tiver um perfil de viajante que utiliza muito os pontos, uma vez que o único grande benefício é a conversão melhor dos pontos, de 1,5 para 2.

      A anuidade é, de fato, bastante salgada, mas é negociável de acordo com seu volume de gastos, como o Flavio bem explicou.

      Enfim, depende bastante do seu perfil de uso e, principalmente, de suas necessidades. Existe uma grande propaganda na mídia sobre programas de milhagem para emissão de passagens-prêmio (Smiles Gol, Multiplus TAM etc.), mas tudo isso só será interessante se você também tiver uma necessidade que guarde correspondência com os serviços de viagens que são alardeados por aí. É muito importante não ficar “criando” necessidades para “justificar” gastos mais elevados.

      Se você não tiver interesse em programas de pontos, milhas etc., fique com os Platinuns, que certamente já te atendem perfeitamente, têm uma boa pontuação, e, sobretudo, têm anuidades mais baratas e maiores facilidades na isenção das anuidades.

      Abç e grato ao Flavio por ajudar na resposta!

  8. Flavio 17 de outubro de 2013 at 17:31 #

    Pi, vou me meter na conversa, pois tenho um Visa infinite.

    Para mim, a única vantagem é ganhar 2 pontos por dólar em vez de 1,5 no Platinum.

    Ah, aluguei um carro nos EUA em abril usando uma tarifa promocional só para o Visa Infinite, mas a promoção já acabou.

    A anuidade é negociável conforme seus gastos. Este ano ganhei 50% de desconto.

    • Pi 18 de outubro de 2013 at 7:02 #

      Obrigado, Flavio pela ajuda!

    • Eduardo 3 de novembro de 2013 at 9:49 #

      Ganhou ou pagou com pontos? Eu já tenho esses cartões há pelo menos 3 anos, nunca paguei a anuidade, mas SEMPRE é um castigo negociar essa anuidade. Pelo telefone só proposta indecente. Tem que ser com minha gerente, cuja cara eu nunca vi, pois fica num escritório private em outra cidade.

  9. Kleber Rebouças 18 de outubro de 2013 at 9:10 #

    Sábios conselhos!

    http://www.ricodinheiro.com.br

  10. camilo 20 de outubro de 2013 at 9:45 #

    realmente muito bom o post. Algo que muitos sabem indiretamente, mas na pratica faz questão de esquecer. Eu uso o cartão de credito há praticamente uns 6-7 anos e no meu caso foi a melhor forma para controlar meus gastos, pois tenho tudo em um lugar e sei que se pagar o cartão paguei todas minhas dividas e sei quanto foi no mes. Claro que contas, como telefone, etc não são pagas, pelo citado no artigo. Mas, o que for consumo está no cartão. Isso me ajudou bastante, pois tenho um relatorio do proprio cartão onde gastei mais naquele ano, a maioria dos bancos podemos ver esse relatorio, e dai saber se gastou mais em barzinho ou investiu mais educação, eu acho fantastico para balanço do ano e também ir verificando no decorrer do ano. O problema que tinha no passado era realizar compras em mais de um cartão, isso é horrivel. O ideal é ter tudo em um cartão e deixar o outro zerado. Coloquei uma meta e atingir esse objetivo. A escolha da data da fatura impacta nas suas finanças também. É importante escolher uma data quando vc recebe seu salario, assim vc ganha tempo e já sabe quanto vai pagar. Exemplo se vc recebe salario todo dia 05, coloque o vencimento para o dia 10. Somente para ter uma gordura de dias, caso tenha algum problema no seu pagamento e vc ainda tem dias ali para tentar resolver e não correr o risco da fatura vencer e vc pagar juros.
    Realmente gostei do post, eu particularmente não deixo o cartão por nada, sempre digo que o problema não é o cartão de credito, como criaram esse mito, e sim as pessoas. A forma que elas utilizam.
    abracos,

    • Guilherme 20 de outubro de 2013 at 12:02 #

      Olá, Camilo, excelente depoimento!

      Você disse tudo, o problema não está na ferramenta em si, mas no mal uso que é feito dela. Gostei bastante da forma como você organiza as datas de pagamento, e concordo que a possibilidade de ter um relatório detalhado de gastos pela fatura ajuda muito no controle do orçamento doméstico.

      Abç!

  11. daniel 27 de outubro de 2013 at 17:00 #

    Guilherme, qual cartao q vc tem q oferece sorteio de premios e descontos futuros?

  12. Renato C 20 de março de 2015 at 0:29 #

    Irei deixar uma dúvida aqui – agradeço a quem souber respondê-la.

    Sabemos que, para despesas feitas via cartão de crédito em dólar, o dólar que “vale” é o do dia do pagamento da fatura. Isto é, sua faturá irá fechar com um total da cotação do dólar do dia do seu fechamento, você irá realizar o pagamento e, na próxima fatura, será lançado um valor “para mais ou para menos”, de acordo com a diferença entre a cotação do dólar do dia do fechamento da sua fatura e a cotação do dólar do dia do seu pagamento.

    Muito bem!

    Agora imagine a seguinte situação: você não tem nenhum gasto pendente a ser pago no cartão, o seu limite está inteiro, disponível para compras. Ainda assim, você pega um boleto antigo do seu cartão e realiza um pagamento de 5 mil reais.

    10 ou 20 dias, você realiza uma compra em dólar de 1000 dólares. Quando sua fatura chegar, estes 1000 dólares serão plenamente pagos pela injeção de 5 mil reais que você já havia feito.

    Isto é, realizar “injeções” de pagamento ao cartão de crédito e realizar gastos depois em dólar seria uma forma de utilizar o cartão de crédito como um cartão pré-pago, carregado na moeda em que você irá fazer o pagamento no futuro? Desta forma, você não ficará “refém” do quanto o dólar oscilará no futuro.

    Na prática isto funciona?

    Abraços, Renato C

    • Guilherme 20 de março de 2015 at 7:58 #

      Renato C, interessante essa ideia, eu não havia pensado nisso. Funcionaria como um “hedge cambial” dentro do próprio cartão. Acho que funciona sim, uma vez que, como o saldo do cartão ainda fica “positivo” para nós (e “negativo” na fatura), seria uma forma de evitar a flutuação cambial.

      Abç

  13. Renato C 13 de julho de 2015 at 2:44 #

    Informação importante:

    Os cartões de crédito da Caixa passaram a utilizar a cotação do dólar do dia da compra e não mais o dólar do dia do pagamento da fatura.

    Não sei se algum outro banco também mudou isto. Está presente agora no verso da fatura dos cartões Caixa:

    “Para as compras em moeda estrangeira, a conversão será feita utilizando-se a taxa do dólar vigente no dia da realização da transação.”

    • Guilherme 16 de julho de 2015 at 10:44 #

      Importante informação, Renato!

      Resta saber agora se os bancos irão realizar os famosos “ajustes de fatura”, quando o dólar da data do pagamento da fatura for diferente do dólar da data da compra. Parece que não.

      Abraços

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