Aprenda a economizar com quem sabe: a incrível história do leitor William

Nos comentários ao último post, 8 lições de educação financeira que meus leitores me ensinaram, o leitor William Pinheiro escreveu um depoimento sensacional de como ele deu a volta por cima em suas finanças pessoais.

Economizar sempre

A história é rica, por si só, de mais lições de educação financeira e economia doméstica, e, por isso, mereceria um post à parte para ampliar a exposição desse que é um genuíno e autêntico “case” de sucesso.

Pois bem, aqui está o depoimento, a íntegra. William é um exemplo emblemático do poder que a frugalidade pode proporcionar a aqueles que decidem viver uma vida à vista, com menos coisas e com mais liberdade.

Mais dinheiro no bolso é apenas uma mera consequência. Ao contrário do que muitos andam pensando por aí, é possível viver uma vida frugal e, ao mesmo tempo, aproveitar bem a vida.

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“Olá pessoal! Excelente post, como sempre.

Confesso, que tenho extrema dificuldade em estudar investimentos, desta forma, vou de Tesouro Nacional, que é o mais seguro, mas estou aqui para falar que de economia, esta eu sei fazer muito bem e muita coisa aprendi aqui. Há alguns anos, nunca esperei conseguir acumular o montante que tenho hoje, sei que não é muito, mas para quem vivia “montado” em parcelas a perder de vista, é um salto gigantesco.

Ganhava R$ 1.100,00 e sempre tinha um custo mensal fixo de aproximadamente R$ 1.400,00. Para conseguir suprir esta diferença, passava finais de semana fazendo qualquer tipo de bico, isso mesmo, sábado e domingo, ou seja, não tinha nem tempo de gozar dos produtos adquiridos. Eu pagava alto para sempre ter a melhor TV, o melhor celular, roupas de grife ou a mais caras, bom computador, serviço de Internet de altíssima velocidade que eu não precisava (30 MB), além de todo fim de semana estar almoçando em bons restaurantes.

Com as dicas daqui, comecei a cortar gastos, passei pra uma Internet de 4 MB e só aí reduzi em R$ 140,00 o custo fixo. Moro a 4km do trabalho, com os R$ 140,00 do primeiro mês, comprei uma bicicleta e passei a ir pedalando para o trabalho, ganhando só aí uma redução de R$ 140,00 com combustível, menos desgaste do automóvel, além de noites melhores de sono, devido à atividade física diária na bicicleta, cheguei no meu peso ideal, Além, é claro, de ficar mais feliz com a qualidade de vida melhorando.

Nota: também reduzi o custo de minha Internet, pela metade, conforme expliquei nesse post: Como eu consegui reduzir pela metade o valor do plano pós-pago de Internet 3G *MANTENDO* a mesma franquia de dados

Estas foram só duas das modificações que fiz, mas eu poderia detalhar pelo menos uma dezena delas só pra começar a exemplificar. Não foi fácil me libertar de velhos costumes, foi bem penoso na verdade, mas hoje estou adaptado e muito mais feliz.

Este ano passei a ganhar R$ 1.600,00, fora os bicos de sábado de manhã, que geram um acúmulo médio de R$ 300,00 a mais no fim do mês, um padrão baixo para alguns, mas suficiente para mim. Consegui em três anos, acumular R$ 14.000,00. Meu custo fixo mensal, hoje é de R$ 714,88 (sei até os centavos, rsrsrs), guardo/invisto R$ 600,00 por mês.

Nota 1: segundo os cálculos do leitor Murilo, a taxa de poupança do William está na casa dos 62% a 65%. Ou seja, de cada R$ 10 que entram em sua conta, ele gasta somente de R$ 3,50 a R$ 3,80. Impressionante!

Nota 2: observe que ele tem um patrimônio acumulado equivalente a 8,75 vezes o seu salário mensal. Ou seja, seu colchão de segurança está muito bem, obrigado. Observe também que ele aumentou em mais de 50% a renda salarial, ao mesmo tempo em que diminuiu em mais de 50% suas despesas mensais. Aumento drástico de receitas combinado com diminuição espetacular de despesas: essa é definitivamente uma combinação perfeita para turbinar ainda mais sua independência financeira.

Hoje compro só quando a oportunidade é muito boa, à vista, que me rende excelentes descontos, e o principal, se for algo que eu realmente vá precisar ou que me gere uma satisfação muito grande, como é o caso da viagem que vou fazer à Fortaleza mês que vem gastando, pasmem, só R$ 900,00 por uma semana entre viagem e hotel, tudo conseguido pagando à vista e comprando pacotes promocionais.

Nota: fiz uma série de posts explicando as vantagens das compras à vista: parte 1, parte 2 e parte 3.

Só pra exemplificar, meu irmão ganha R$ 6.000,00 mas não consegue guardar R$ 10,00 no fim do mês…. sem aluguel, sem filhos…

Nota: é como eu gosto de dizer, parafraseando Stanley e Danko: “riqueza não é o que você gasta. Riqueza é o que você acumula”.

Forte abraço!” (sem destaques no original)

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Eu não preciso dizer mais nada, né pessoal!?

Parabéns, William, e que sua história de vida sirva de fonte de inspiração para que mais pessoas parem de acumular dívidas e passivos inúteis, e passem a acumular créditos e valiosos ativos, tanto financeiros quanto não financeiros.

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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42 Responses to Aprenda a economizar com quem sabe: a incrível história do leitor William

  1. Guru da Grana 12 de agosto de 2013 at 2:20 #

    Parabéns Guilherme e William,

    Este post sintetiza como nenhum o outro o VR. Ótimas dicas de economia, educação financeira, estratégias para o orçamento, participação mais que efetiva dos leitores e diversas referências e links para outros artigos que nos ajudam a “conectar” o conhecimento.

    Abraços e continuem assim!

    • Guilherme 13 de agosto de 2013 at 16:09 #

      Obrigado pelas gentis palavras, Guru!

      Grande abç!

  2. MJC 12 de agosto de 2013 at 10:55 #

    Guilherme,

    o colchão de segurança dele equivale a 8,75 vezes o salário mensal. Mas, mais importante do que isso, equivale a aproximadamente 19,6 vezes os seus gastos mensais. Ou seja, se perder o emprego, ele consegue viver exatamente da forma que vive hoje por quase 2 anos, sem precisar passar sufoco. É um belo colchão!

    MJC

    • Guilherme 13 de agosto de 2013 at 16:10 #

      Exatamente MJC!

      Dois anos de reserva de emergência não é pra qualquer um!

      Obrigado pela participação e por essa enorme lembrança!

  3. Murilo 12 de agosto de 2013 at 12:40 #

    Já li que 2 dos maiores educadores financeiros do país, chegaram a economizar 85% e 90% da renda mensal e hoje são independentes financeiramente.
    Se você é jovem e mora com os pais esta porcentagem tem que ser alta (superior a 50%)
    Se é casado, tem filhos e paga financiamento imobiliário, não pode ser inferior a 30%.
    Como? Seguindo os conselhos do William: redução das despesas e aumento da renda.
    Mas você deve estar confortável com esta nova situação, senão não vale a pena. Tudo é uma questão de se adaptar, por isso que digo que é importante atingir tais porcentagens de modo gradual.

    • Guilherme 13 de agosto de 2013 at 16:12 #

      Boas dicas, Murilo!

      Acredito que a parte mais difícil nas mudanças tenha a ver com a questão da adaptação a uma nova realidade.

      Por isso, e para isso, força de vontade, disciplina e coragem são alguns dos ingredientes fundamentais para que as mudanças produzam resultados concretos.

      Abç!

  4. Lívia França 12 de agosto de 2013 at 16:00 #

    Puxa, que lições. Já havia lido o depoimento do William nos comentários da semana passada. Estou na situação descrita acima pelo Murilo, casada, 2 filhos e financiamento imobiliário, mas não consigo poupar 30% e nem comecei ainda a investir (só comecei a colocar a grana do mês do casal no CDB com baixa automática para pagamento das contas, porém percebi que de cada 4 reais de juros que ganho, 3,20 são ‘levados’ pelo IOF, alguém sabe explicar isso??).
    Comecei a controlar os gastos há 4 meses, com planilha, mas não sei mais onde cortar os fixos. Acho que vou enviar minha planilha para você Guilherme, ou outro dos colegas especialistas, para ver se me ajudam, rs. Abraços.

  5. Murilo 12 de agosto de 2013 at 19:29 #

    Lívia, se você e seu marido forem empregados ou servidores públicos, os 30% devem ser economizados tendo como base o salario liquido anual (salario mensal, 1/3 ferias, 13 salario, bônus, PRL, etc). Comece pelos tradicionais 10% e gradualmente vai aumentando ate os desejados 30% em alguns anos (caso queira um dia ser independente financeiramente). Quanto ao IOF, acho que deve ser pelo saque/baixa automática do investimento em um período inferior a 30 dias. Comece fazendo um colchão de segurança, depois um fundo de curto prazo (para troca de veiculo, viagem, cursos, etc). Então, na minha opinião, apos tudo isso, você estaria apta para investir no fundo que chamo de fundo da independência financeira (ou de aposentadoria). Senão a pessoa pode sacar $ deste fundo para realizar sonhos de curto prazo, sabotando todo o planejamento inicial.
    E comece já, a pensar juntamente com o cônjuge, um meio de elevar a renda através de trabalho extra.

    • Guilherme 13 de agosto de 2013 at 16:23 #

      Olá Lívia, inicialmente, quero lhe parabenizar pela atitude firme de querer dar um basta nas finanças e melhorar a organização do orçamento doméstico familiar.

      Faço minhas as sábias e oportunas palavras do nosso amigo Murilo.

      Um dos segredos para as mudanças darem certo é a progressividade. Se você está começando a fazer sobrar dinheiro agora, é importante estabelecer passos graduais de conquista das metas. Comece com 10%, depois aumente para 15%, depois de algum tempo aumente para 20%… e assim sucessivamente, até chegar aos 30%.

      Sobre a questão dos cortes das despesas, é preciso fazer um mapeamento dos gastos, e verificar quais são as suas 10 maiores despesas anuais, porque é nelas que você deve centrar seu “poder de fogo” para abater do orçamento doméstico. Inclusive, tem um post no blog sobre as 10 maiores despesas anuais.

      Fazer a troca de hábitos também ajuda nesse sentido: trocar hobbies caros por hobbies baratos, trocar viagens caras por viagens baratas, trocar roupas caras por roupas baratas (mas mantendo a qualidade) etc. É uma maneira de você conseguir manter as coisas e atividades que curte, mas com um controle maior delas sobre o seu orçamento doméstico.

      Faça um teste dos 30 dias: veja se você consegue ficar sem determinado produto ou serviço por 30 dias. Se conseguir, ok, dá pra eliminá-lo, e é seguro eliminá-lo do seu orçamento mensal, porque vc conseguiu viver sem ele.

      Eu, por exemplo, fiz o teste dos 30 dias sem plano de dados e roaming no celular. Passei 30 dias sem conexão 3G e roaming. Ao final dos 30 dias, conclui que dava pra viver sem 3G ou roaming, até porque eu fico em locais onde geralmente há WiFi ou Internet no computador. Conclusão: tirei o plano de dados no celular, e economizei R$ 30 mensais. Isso vou detalhar melhor num post futuro.

      Enfim, o segredo é sempre se questionar sobre os seus próprios hábitos. Certamente há um limite de corte de despesas no orçamento doméstico – há até um post sobre isso no blog – mas quase sempre conseguimos reduzir mais do que prevíamos inicialmente.

      Abç!

  6. Janaina 12 de agosto de 2013 at 20:13 #

    Guilherme,
    Que benção este post nas nossas vidas financeiras!
    Parabens pelo blog, um grande abraço.

    • Guilherme 13 de agosto de 2013 at 16:24 #

      Muito obrigado pelas gentis palavras, Janaína!

      Abç!

  7. Lívia 13 de agosto de 2013 at 14:14 #

    Murilo, obrigada pelas dicas.
    O que estou aplicando de conhecimento em educação financeira no dia-a-dia aprendi principalmente aqui no blog.
    E já estou contagiando outras pessoas, inclusive o marido, que não era muito chegado em controlar gastos.
    A dificuldade maior da gente é o custo fixo mensal muito alto (financiamento imobiliário, financiamento de veículo, mensalidade escolar, etc.) e o fato de que somente a minha renda é fixa, como servidora pública, a dele, que é a mais alta, é variável, pois atua como profissional liberal do setor de prestação de serviços. Desse modo, não dá para fazer planejamentos muito precisos.
    Obrigada pelo compartilhamento dos conhecimentos mais uma vez, procurarei começar com pouco.
    Abraços a todos.

    • Guilherme 13 de agosto de 2013 at 16:33 #

      Olá Lívia!

      Mesmo os custos fixos mensais altos podem ser diminuídos. Aqui vão algumas dicas:

      1) Financiamento imobiliário: trocar o financiamento para um banco que cobre taxas menores. Caso o seu banco já seja o que pratica as menores taxas, segundo suas pesquisas, veja se é possível trocar por um financiamento mais barato dentro da própria instituição.

      2) Financiamento de veículo: abater prestações futuras com sobras eventuais de dinheiro. Por exemplo, usar o dinheiro extra – ou parcela do dinheiro extra – de férias, décimo terceiro, comissões etc. para adiantar algumas prestações.

      3) Mensalidade escolar: ano que vem, negociar um desconto para pagamento à vista. Sei que deve ser difícil pagar uma bolada já no começo do ano, em que todos temos tantas despesas, então veja se você consegue com seu patrão um adiantamento de férias ou da primeira parcela do décimo terceiro.

      Caso fique muito pesado pagar duas anuidades escolares de uma só vez, faça uma negociação particular com a escola, para pagamentos em 2 ou 3 vezes, e veja quanto eles irão dar de desconto. É de total interesse da escola receber adiantado de uma vez só, porque a escola também reforça o fluxo de caixa dela no começo do ano. Não tenha vergonha de negociar. Lembre-se: pesquisar não custa nada.

      Por fim, fico feliz de que esteja contagiando até seu marido no assunto de educação financeira! Você vai ver que duas cabeças sempre pensam melhor que uma!

      E quanto à sua planilha de gastos, fique à vontade caso queira me enviar para análise, ou para qualquer expert do blog, como o próprio Murilo ou Willliam!

      Abç!

  8. Phillip 14 de agosto de 2013 at 9:33 #

    Que delícia ler um post assim!

    Parabéns ao William por suas conquistas, tangíveis e intangíveis (bike é tudo de bom! hahahaha) e ao Guilherme por observar e compartilhar esse super comentário-post.

    Como o William bem colocou é uma questão de escolher bem o que fazer com seu tempo, com seu dinheiro e gerenciar isso. Muitas coisas das quais gastamos são feitas com base no exterior, com base na avaliação de outras pessoas, que depois se traduz num sofrimento danado.

    Penso que o uso do dinheiro tem que ter um propósito claro e definido, sejam os gastos ou as poupanças/reservas: tem que ter propósito, porque juntar por juntar não faz muito sentido.

    Mais uma vez parabéns pelo post e sucesso a todos nós!

    • Guilherme 14 de agosto de 2013 at 19:06 #

      Obrigado pelas palavras, Philip!

      Você abordou um ponto essencial: propósito. Ter objetivos bem definidos sobre os motivos pelos quais você está poupando ou você está consumindo é essencial para levar uma vida com mais equilíbrio financeiro.

      Abç e sucesso pra ti tb!

  9. Rosana 14 de agosto de 2013 at 11:39 #

    Murilo,
    Parabéns pelas mudanças que conseguiu fazer em sua vida!

    “Hoje compro só quando a oportunidade é muito boa, à vista, que me rende excelentes descontos, e o principal, se for algo que eu realmente vá precisar ou que me gere uma satisfação muito grande.”
    Gostei muito desse trecho, eu penso como você.
    Falando em compras, esses dias vi na tv a apresentadora falando em “investir” em sapatos. Infelizmente essa palavra tem sido usada de forma muito equivocada há algum tempo. E inconscientemente as pessoas acabam mesmo “investindo” em produtos semelhantes.

    Guilherme,
    Excelente você ter transformado o depoimento do Murilo em um novo post! Além disso, seus comentários ficaram ótimos.
    Exemplos assim devem ser divulgados pois levam as pessoas a refletirem sobre seus gastos e o quanto de supérfluos compram muitas vezes por indução do marketing tão agressivo que existe em nossos dias.

    Abraços!

    • Guilherme 14 de agosto de 2013 at 19:09 #

      Oi Rosana, grato pelas palavras!

      Você tem toda a razão: as pessoas estão deturpando demais o termo “investimento” usando-o para atos de consumo. Descaracterizar o sentido das palavras é uma das coisas que a nossa sociedade hiper mega consumista tem feito para tentar ludibriar os mais incautos. Temos que ficar alertas!

      Reflexões como as suas sempre enriquecem os debates, tornando-os mais produtivos e ampliando as ideias por aqui!

      Abç!

  10. Ana 15 de agosto de 2013 at 10:43 #

    Também há alguns anos venho fazendo mudanças e economizando, mas é necessário admitir que, para nós mulheres, é mais difícil. Não porque temos mais “impulsos consumistas” que os homens. Eu realmente me considero controlada nesse fator. Mas somos muito mais cobradas socialmente (inclusive no ambiente de trabalho) para estarmos sempre impecáveis, e por isso acabamos gastando mais dinheiro. Se o homem vai todos os dias para o trabalho com o mesmo terno, ninguém vai notar (ternos são todos iguais!). Mas vai a mulher ir dois dias seguidos com a mesma roupa… Quando cortamos o cabelo, não dá pra ir no salão mais baratinho.. como eu gostaria! Mas a chance de sair de lá insatisfeita e precisar refazer tudo é muito grande. Depilação, maquiagem, cremes, ginecologista… todos esses gastos pesam no orçamento feminino. Mesmo mulheres de classe baixa gastam mais do que podem para ficarem belas. Vai no banheiro de qualquer uma delas e você verá vários, vários produtos. Eu procuro ser o mais simples possível. Não tenho um arsenal de cremes. Sério. Acredito que tudo que preciso pra ter uma pele bonita é protetor solar facial e uma alimentação super saudável (isso não é barato, mas é muito recompensador em vários aspectos), além de uma limpeza mais profunda a cada três meses. No geral, não compro bolsas nem roupas caras, não ligo para grifes. Tenho apenas algumas poucas que comprei mais caras por causa da durabilidade. Mas faz meses que não sinto necessidade de comprar roupa nova. Não pago academia. Corro quase todos os dias, sempre que posso uso escadas, comprei caneleiras, pesinhos e uma bola e faço exercícios em casa (ainda poupo tempo, basta ter disciplina). Nada de jóias, só uso bijuteria. Minha maquiagem do dia-a-dia é básica: rímel, batom e corretivo. Para o cabelo uso receitas caseiras que dão super certo. Não tinjo com uma cor muito diferente do meu natural pra não ter que ficar retocando o tempo todo (se pudesse não tingiria com cor nenhuma, mas alguns fios brancos já começam a dar o ar da graça). Só uso perfume pra sair à noite, mas admito que isso já exige um alto grau de desprendimento, a maioria das mulheres não abre mão de usar o tempo todo. O mesmo com as unhas, às vezes passo semanas sem esmalte (ou seja, sem precisar gastar na manicure), só as mantendo cortadas e limpas – isso também parece difícil para grande parte de nós. Ou seja, procuro economizar o máximo que meu desprendimento permite, mas sinto que jamais chegarei ao nível do William, por exemplo.

  11. Ana 15 de agosto de 2013 at 11:11 #

    (…continuando) Porque além dos gastos fixos que todos têm com saúde, locomoção, moradia e educação sua e dos filhos, nós mulheres temos esses outros gastos que advém da nossa condição biológica (precisamos comprar absorventes, anticoncepcionais, remédios pra cólicas, repositores hormonais, sutiãs pra quem tem seios grandes e simplesmente os sente doer se ficarem livres) e social (somos pressionadas e pressionamos a nós mesmas para estarmos bonitas).

    • Guilherme 15 de agosto de 2013 at 21:58 #

      Olá Ana!

      Muito legal o seu depoimento! Expõe uma realidade que bem retrata boa parte das mulheres desse Brasil – e por quê não do mundo também? – de se sentirem pressionadas a gastarem mais.

      De fato, se olharmos as propagandas de consumo, veremos que se exige sempre delas que estejam nos padrões descritos por você, o que não deve ser nada fácil.

      Apenas acredito, adicionando aos debates, que os homens ainda continuam gastando mais, no volume total.

      Explico: os homens gastam com uma menor quantidade de itens, mas que, somados, resultam em altos valores. Exemplos típicos: carros e eletrônicos.

      Já as mulheres tendem a gastar com uma variedade maior de itens, mas de valor individual menor – salão, beleza, acessórios etc. – dando a impressão – às vezes falsa, de que gastariam mais.

      Mas fica o tema para debate!

      Abç!

  12. Eduardo 16 de agosto de 2013 at 18:43 #

    Vou apontar uma inconsistência neste post e seu comentário originário: R$ 1500, 1600 é o ganho mensal hoje em dia de um servente de obras, de uma diarista, de um vendedor de lanches na rua. Um pedreiro ganha mais do que isso. Eu DUVIDO que alguém que ganhe só isso escreva bem como esse sujeito escreve. Não duvido de mais nada e só estou apontando a inconsistência. De resto, parabéns pelo comentário pois ele faz sentido.

    • Renato C 16 de agosto de 2013 at 23:58 #

      Eduardo,

      A remuneração de uma pessoa nem sempre é compatível com o seu mérito ou intelectualidade. Temos professores universitários no Brasil ganhando MENOS que R$1500, R$1600…

      Além disto, ainda que na mesma profissão e cargo, temos, de norte a sul do Brasil, diferenças gritantes de remuneração… fora variações de idade, sexo, etc.

      Renato C

      • Guilherme 18 de agosto de 2013 at 18:39 #

        Oi Eduardo, faço minhas as palavras do Renato C, ou seja, a remuneração de uma pessoa nem sempre tem correlação com seu mérito ou intelectualidade.

        Abç!

    • William Pinheiro 19 de agosto de 2013 at 14:20 #

      Olá Eduardo, tudo bem?

      Entendo perfeitamente a sua desconfiança, ainda mais hoje na era digital, onde qualquer um pode o ser o que quiser por estar protegido pela telinha do monitor, totalmente natural.

      Eu escrevo bem, porque aprendi a escrever bem na escola, português e inglês eram minhas matéria preferidas, sempre fiz questão de escrever corretamente até nas comunidades sociais, msn e afins e lá em meados dos anos 80, as escolas eram boas e tive excelentes professores de português, mas em contrapartida sou péssimo em matemática, física, por exemplo. Aqui onde trabalho, temos profissionais de RH, Marketing, que escrevem pior que eu, isso sim é inconsistente.

      Pra uma pessoa que mora numa capital, metrópole ou em uma cidade onde o custo de vida é alto, este valor mencionado não “tapa nem o buraco dos dentes”, mas pra alguém como eu, que vive numa cidadezinha do interior de São Paulo com menos de 40 mil habitantes, onde o custo de vida é baixo, é um salário compatível sim.

      Eu conheço aqui, domésticas e serventes de pedreiro que ganham sim melhor que eu a questão é, eu não estou disposto a fazer o que eles fazem para ganhar este valor. Eu trabalho das 8h00 as 17h00 de segunda a sexta, sentado confortavelmente com temperatura ambiente controlada, com direito a café, frutas, suco. Não estou disposto a trocar este conforto e qualidade de vida, deixar de fazer o que eu “AMO” fazer para ter que trabalhar de segunda a sábado das 7h00 as 17h00, debaixo de sol, no calor escaldante do nosso verão ou no frio, carregando lata de massa nos ombros ou muito menos provocar minha rinite alérgica inalando poeira fazendo faxina na casa das pessoas simplesmente por dinheiro, a minha tranquilidade e o prazer de trabalhar com algo que eu sou apaixonado, vale mais que o vil metal.

      Nem tudo é dinheiro nesta vida meu amigo, eu prezo e muito pela minha qualidade de vida, por este motivo, já recusei oferta de R3.500,00 para trabalhar em SP capital, longe da minha família e ter que viver naquele stress infernal de ter que passar horas em trânsito durante a semana, então, tudo é uma questão de ponto de vista.

      Forte abraço e felicidades.

      Se quiser checar você mesmo, vivo na cidade de Cerquilho-SP, que está em várias listas como uma das 10 melhores cidades em qualidade de vida do interior de SP. Se quiser te passo meu facebook ou se algum dia quiser vir conhecer nossa bela Cerquilho, terei maior prazer em lhe mostrar porque não troco um salário melhor pra viver aqui.

      • Guilherme 20 de agosto de 2013 at 17:44 #

        Depoimento simplesmente S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!

        “Nem tudo é dinheiro nesta vida meu amigo, eu prezo e muito pela minha qualidade de vida”.

        Essa frase é pra colocar num quadro e emoldurar numa parede.

        Sem mais.

      • Pedro 22 de agosto de 2013 at 13:42 #

        Muito bacana esse seu depoimento, e também essa é uma mentalidade que impera na maioria das pessoas do brasil, que tendem a valorar o trabalho somente em função do retorno financeiro e da escolaridade… Ao ponto de ter gente achar um absurdo “ganhar menos que um pedreiro” que nem estudou… Mas existem outros questões que igualmente importam, como a carga horária de trabalho, horário fixo de chegada e saída, conforto do ar-condicionado, acesso à internet e etc…

    • daniel 27 de outubro de 2013 at 18:30 #

      Eduardo, com todo respeito, mas nada a ver sua comparação. Minha renda tb é em torno de 1600 mas ja fui muito elogiado por escrever bem, inclusive quando eu ainda era adolescente e ganhava meio salário mínimo e sempre estudei em escola publica estadual que nao era de alta qualidade e nunca fui muito estudioso!

  13. Pedro 22 de agosto de 2013 at 13:38 #

    Mto bacana o post, é aquilo que falei anteriormente, educação financeira independe da renda da pessoa! Show

  14. Wallace Alves 22 de agosto de 2013 at 18:06 #

    Boa tarde a todos!

    simplesmente sensacional a resposta do William ao post do Eduardo, mais esclarecedora, impossível.

    Um forte abraço a todos e vamos nos conscientizar financeiramente para usarmos o nosso dinheiro tão suado com a maior inteligência possível, para o que mais importa, que é a nossa qualidade de vida, a curto, médio e longo prazo.

    • Guilherme 23 de agosto de 2013 at 6:21 #

      Valeu, Wallace!

      É isso aí: conjugar qualidade de vida com uso consciente do dinheiro.

      Abç

  15. camilo lopes 25 de agosto de 2013 at 10:15 #

    Muito bom o post.Realmente eu sei que isso é possível, pois já passei por isso ganhando menos que o willian e conseguir em 2 anos acumular uma quantia satisfatoria e ainda realizar investimento em educação que me gerou retorno praticamente a curto prazo. O lance da internet é muito engraçado aqui no Brasil, nenhum operadora oferece bem o serviço de internet, é TOP em reclamação no PROCON.
    .
    Mas quem vai contratar sempre que ter o top de maneira conceitual, pq na pratica vive ligando reclamando 30mb, é uma velocidade estupida se fosse oferecida de verdade. E duvido que alguem precise dessa velocidade para usar internet em casa.O ideal é sempre contratar um plano no que precisa e não no que as operadores vendem, elas vão querer empurar sempre o mais caro e rentavel pra elas. E custo anual é grande. Que eu prefiro transformar a diferença em diminuir meu passivo.
    .
    Fazer o que vc fez são para poucos ir pela razão e não deixar a lei de “achar que vc precisa” falar mais alto, as empresas trabalham nesse ponto de dizer que vc precisa de 30 mb, que precisa ter um plano de celular pos-pago com isso e aquilo e ter o celular mais top que tem recurso isso e aquilo que vc dificilmente vai usar no dia-dia.
    .
    Excelente case, parabens.

    • Guilherme 25 de agosto de 2013 at 13:39 #

      Valeu, Camilo, é bem por aí mesmo, a questão é comprar produtos e serviços em função de necessidades específicos, sendo necessário, nesse ponto, vencer as propagandas consumistas que as operadoras alardeiam por aí.

      O caso da Internet é bem emblemático, ainda mais considerando que no Brasil as empresas não entregam a velocidade contratada.

      Abç!

  16. Edmar 18 de julho de 2014 at 22:16 #

    Olá, William, parabéns pelo seu post. O que me deixou intrigado no seu post, foi o seu salário, ideologia de gastos e o resultado obtido, digo isto porque seu salário, é o meu hoje. Espero manter contato contigo, para trocarmos experiências e talvez, um pouco de informação. Peço a gentileza de entrar em contato comigo, pois finanças tem me atraído bastante, e pessoas de ideais iguais motivam.

    Aguardo seu contato. Até.

    • Guilherme 19 de julho de 2014 at 11:05 #

      Olá Edmar e William,

      Se você quiser, William, eu te passo o contato do Edmar por email.

      Abç

      • William Pinheiro 18 de dezembro de 2015 at 9:35 #

        Olá Guilherme.

        Quero sim o contato do amigo Edmar, apesar de já ter passado um bom tempo não é mesmo?

        Até mais e desculpe a demora!

  17. Edmar 28 de julho de 2014 at 0:23 #

    Olá, Guilherme, agradeço a atenção. Tenho vontade de manter contato com qualquer pessoa que se interessa por finanças, pois troca de informação é crucial para o crescimento nesta área. Um abraço a todos.

    • Guilherme 31 de julho de 2014 at 9:20 #

      Legal, Edmar, aqui no blog a comunidade de leitores é bem ativa e todos ganham compartilhando conhecimento.

      Abç

  18. regina 16 de agosto de 2014 at 10:37 #

    Murilo, gostaria de seu e-mail, para eu poder tirar algumas dúvidas de planilha.

    Sou funcionária pública e já estou fazendo economia.

    Na minha primeira meta de finanças, consegui comprar meu carro zero, agora quero meu apartamento.

    Me ajude.

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