7 dicas para agilizar a declaração do IRPF… em 2014!

Começou semana passada a temporada de declaração do imposto de renda – IRPF 2013 – que se constitui também em um ótimo momento para fazer um exercício de reflexão sobre a evolução patrimonial de um ano para outro. Com efeito, a declaração de ajuste anual nos permite fazer uma radiografia de nosso patrimônio financeiro, por meio da descrição de bens, direitos e valores recebidos no decorrer do ano.

E aqui vão sete dicas para agilizar a declaração do imposto de renda no ano que vem, se você gosta ou prefere fazer a declaração logo nos primeiros dias de março, seja para se livrar logo dessa obrigação chata, seja para entrar no primeiro lote de restituição de imposto.

1. Faça uma declaração bem feita esse ano. Uma declaração bem feita não é somente aquela que descreve todos os detalhes que devem ser colocados no formulário digital, mas também aquela que tenha o mínimo de risco de cair na malha fina, pois fazer uma declaração retificadora sempre atrasa a restituição e acaba sendo uma dor de cabeça que poderia ser evitada. Ademais, o programa da Receita Federal permite a importação de dados da declaração do ano anterior, portanto, se você fizer um bom trabalho na declaração desse ano, no ano que vem, não precisará digitar de novo os mesmos dados que já digitou esse ano.

2. Faça um backup dos arquivos principais da declaração. É evidente que, para o programa da Receita, em 2014, localizar os dados do IRPF 2013, é preciso que você tenha em mãos os arquivos da declaração desse ano, um em formato .DEC (que contém a declaração propriamente dita), e outro em formato .REC (do recibo da declaração, caso você precise dele). Acontece que, por razões várias, você pode estar de computador novo no ano que vem, o seu PC ou notebook poderá precisar de uma formatação no HD etc. etc. etc. Logo, assim que concluir a declaração desse ano – que tem que ser bem feita, conforme dissemos acima – localize esses arquivos, que normalmente ficam na pasta do programa do IPRF 2013, e salve-os fora do computador onde foi feita a declaração – pode ser num pendrive, HD externo etc.  Dessa forma, você minimiza os riscos de ter que redigitar os dados da declaração desse ano, quando for realizar a declaração em 2014.

3. Salve uma cópia da declaração em pdf ou em papel impresso. Uma ótima ferramenta do programa da Receita é a opção de salvar a declaração em PDF, pois é um meio mais prático de salvar esse documento caso você precise apresentá-lo a alguém ou a alguma repartição. Ademais, é de bom grado também salvar uma cópia em papel impresso, caso o local onde você trabalhe exija a apresentação desse documento – órgãos públicos, por exemplo. Além disso, caso você não tenha feito o backup digital, a cópia impressa agiliza a entrada de dados na declaração do ano que vem, poupando seu valioso tempo.

4. Vá anotando, no decorrer do ano de 2013, os seus gastos dedutíveis bem como receitas recebidas. Embora as empresas, bancos, órgãos públicos etc., sejam obrigados a enviar a você o informe de rendimentos até o dia 28.02, não espere até essa data para ter todos os dados disponíveis e à mão. Você mesmo pode fazer, por conta própria, um controle mensal das despesas dedutíveis, bem como das receitas recebidas – embora seja de bom grado esperar os comprovantes enviados pelas empresas, para ver se a informação que você guardou no decorrer do ano “bate” com aquela informada pela empresa. Uma coisa que faço mensalmente é lançar, numa planilha, os valores que paguei a título de plano de saúde (despesa dedutível). Como o valor é geralmente fixo, eu já entro no mês de março sabendo o valor que paguei a título de plano de saúde. Isso lhe dá tranquilidade na hora de fazer a declaração. Tenha o hábito de fazer registros também em relação às operações com renda variável e fundos imobiliários.

5. Crie e/ou compre uma pasta física/virtual para guardar todos os comprovantes de pagamentos e recebimentos ao longo do ano de 2013. Ser organizado é fundamental para ter agilidade na declaração, pois a organização “racionaliza” o uso do tempo, evitando que você fique, digamos assim, “andando em círculos” procurando uma informação que, se bem armazenada, pode estar ao seu alcance em menos de 3 segundos. Recebeu o salário do mês? Anote na sua planilha virtual, incluindo os detalhes que são importantes para o leão: contribuição previdenciária, imposto retido na fonte etc. Pagou uma despesa com médico? Exija o recibo com CPF dele, valor etc., e guarde o comprovante numa pasta específica dentro de casa. Na hora de fazer a declaração, tudo vai estar à sua mão, concentrado em um só lugar. Sobre a importância da organização na hora de fazer a declaração, recomendo essa excelente matéria do Efetividade.net.

6. Acompanhe o extrato da declaração pelo site da Receita. Engana-se quem pensa que o trabalho termina quando se grava a declaração e é feita a transmissão dela pela Internet. É preciso igualmente acompanhar o trâmite de seu processamento pela Internet, a fim de corrigir alguma pendência que tenha sido detectada pelo sistema da Receita. E tudo isso é feito pelo portal eCac da Receita, acessível mediante a criação de uma senha ou por meio de uso de certificado digital.

7. Faça a declaração num final de semana. Ou num “dia livre”. Pois é justamente nesse período que você ganha mais concentração nessa importante atividade, e quanto mais concentrada sua mente tiver, livre de inteferências de trabalho, estudo etc., mais ágil, melhor e em menor tempo será feita a declaração.

E você, tem alguma dica para agilizar a declaração do imposto de renda? Compartilhe conosco na caixa de comentários!

É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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7 Responses to 7 dicas para agilizar a declaração do IRPF… em 2014!

  1. Fernando 4 de março de 2013 at 0:40 #

    Olá… alguém tem, ou sabe de algum link, que tenha um manual de como fazer a declaração?
    Obrigado!

  2. Nélio Oliveira 4 de março de 2013 at 8:22 #

    Muito bom o artigo. Eu já faço tudo isso, mas mantenho duas pastas físicas, chamadas “IRPF X, X-1” (com a declaração do ano anterior e com os recibos/comprovantes que vou usar na deste ano) e “IRPF X-2 até X-5”, com as declarações e recibos do ano retrasado até 5 anos pra trás, a contar deste.

    Aí todo ano eu movo a “X-1” da pasta pra outra e jogo fora a que virou “X-6”.

  3. Jônatas R. Silva 4 de março de 2013 at 8:29 #

    Gui, muito boas as dicas.
    Uma pena que não me atentei à dica 2 antes, e como mudei de PC tive que digitar novamente os dados.
    Fluxo de caixa e dica 4. Perfeito. Consultei minha planilha para saber quanto gastei com saúde: plano e dentista.

    Abraço!

  4. Flavio 5 de março de 2013 at 17:25 #

    Faço minhas declarações de acordo com essas dicas.

    E guardo backup de tudo, além de salvar em PDF as declarações e recibos de entrega, além dos recibos médicos, de plano de saúde, escola etc.

    Mas quem perder a declaração pode conseguir cópia dela pelo site da Receita Federal.

  5. Guilherme 5 de março de 2013 at 20:44 #

    Fernando, no próprio site da Receita você consegue achar essa informação.

    Nélio, bastante interessante essa sua forma de organizar os documentos.

    Jô, obrigado pelas palavras. Controlar o fluxo de caixa, de forma sistematizada, ajuda bastante na hora de prestar as contas com o leão.

    Flavio, bem lembrado.

    Grande abraço!

  6. Murilo 8 de março de 2014 at 9:43 #

    Este é o primeiro ano que farei a declaração do IRPF, ja li vários manuais, tenho as despesas e receitas do ano 2013 todas organizadas em planilhas, e os respectivos comprovantes. Enfim queria, eu mesmo, fazer esta declaração mas tenho medo de errar. Gostei das dicas Guilherme, grande abraço!

    • Guilherme 8 de março de 2014 at 18:14 #

      Olá Murilo, parabéns pela organização, vai dar tudo certo, cara!

      Abç!

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