Tenha coragem de viver uma vida fiel ao que você é, e não a vida que os outros esperam de você

Não espere amanhã para ser feliz. Não dependa dos outros para ser feliz. Não espere possuir uma coisa para ser feliz. Não espere ocorrer uma situação para ser feliz. Afinal, você não precisa disso para ser feliz. A felicidade não é uma obrigação, mas sim uma opção; porém, por incrível que pareça, muita gente por aí está optando por não ser feliz. Como é que pode?

A felicidade precisa ser vivenciada no presente, com o que se tem e se pode ter, e não apenas planejada para se viver exclusivamente no futuro, com uma coisa ou situação que você (ainda) não tem ou que (ainda) não ocorreu. Tenha a coragem de viver uma vida fiel ao que você é, e não a vida que os outros esperam de você.

Na caixa de comentários ao excelente guest post Morri! E agora? Os reflexos financeiros que vão restar quando você se for!, de Larissa Schucht,  o leitor Alexandre nos brindou com um link que lhe foi enviado por uma prima dele (valeu, Alexandre!), contendo um relato de Bronnie Ware, enfermeira australiana, que acompanhou seus pacientes terminais durante as últimas 12 semanas de vida deles.

Ela revelou, em seu blog, e mais tarde no livro  The Top Five Regrets of Dying: A Life Transformed by the Dearly Departing, os 5 arrependimentos mais comuns entre os que estão no leito de morte. O Alexandre traduziu, nos comentários, o conteúdo da página do referido blog, o qual passo a transcrever abaixo, pela importância e profundidade do seu conteúdo (ficam por minha conta os destaques e os links para outros artigos aqui do blog relacionados com o tema):

Os 5 arrependimentos mais comuns no leito da morte

Durante muitos anos trabalhei dando assistência a pacientes terminais. Meus pacientes eram aqueles que voltavam para casa só para morrer, e com eles compartilhei momentos extremamente especiais. Eu passava com eles  suas últimas três a doze semanas de vida.

As pessoas crescem muito quando se deparam com sua própria mortalidade. Aprendi a nunca subestimar a capacidade que as pessoas têm de crescer. Algumas mudanças eram fenomenais. Cada um desses pacientes sentia uma variedade de emoções: negação, medo, raiva, remorso, mais negação e por fim aceitação. Entretanto, todos os pacientes encontravam a paz antes de partirem, todos sem exceção.

Quando lhes perguntava se tinham algum arrependimento ou se fariam algo diferente em suas vidas, os assuntos eram sempre os mesmos. Os cinco principais seguem abaixo:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida fiel ao que eu sou, e não a vida que os outros esperavam de mim.

Este é o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham abertamente para trás, é fácil perceber que muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não honrou nem a metade dos seus sonhos e morreu sabendo que era por causa das escolhas que fizeram, ou deixaram de fazer.

É muito importante tentar ou pelo menos honrar alguns de seus sonhos ao longo do caminho.

Quando você perder a saúde, será tarde demais. Só se percebe a liberdade que a saúde traz, quando já não a temos mais.

2. Eu gostaria de ter trabalhado menos.

Todos os pacientes do sexo masculino que eu acompanhei tinham esse arrependimento. Eles perderam o crescimento de seus filhos e o companheirismo do cônjuge.

As mulheres também citaram este arrependimento, mas como a maioria era de uma geração menos recente, muitas pacientes do sexo feminino não tinham sido chefes de família. Todos os homens que eu acompanhei se arrependeram profundamente de passar tanto tempo da sua vida com foco excessivo no trabalho. Ao simplificar o estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo da vida, é possível que você não precise de um salário tão alto. Ao criar mais espaço em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, que serão mais adequadas ao seu novo estilo de vida.

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para manter a paz com os outros, por isso, muitas desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que carregavam.

Como resultado, tiveram uma existência medíocre e nunca se tornaram realmente quem eram capazes de ser.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, mesmo que as pessoas reajam quando você muda a sua forma de ser e se expressa com honestidade, a sua relação entra em um nível mais elevado e saudável. Ou isso acontece, ou você se liberta de um relacionamento que não é saudável. Você ganha de qualquer maneira.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

Muitas vezes os pacientes terminais não percebiam os benefícios de ter antigos amigos por perto até a semana da sua morte, e nem sempre era possível encontrá-los. Muitos haviam se tornado tão centrados em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro se diluírem ao longo dos anos. Havia muito arrependimento por não dar atenção a essas amizades da forma que mereciam. Todos sentem falta dos amigos quando estão morrendo.

É comum que as pessoas que têm um estilo de vida agitado se esqueçam das amizades. Mas quando você se depara com a proximidade da morte, os detalhes físicos da vida caem por terra. As pessoas querem deixar as finanças em ordem, mas não é dinheiro, nem status, que tem importância real para elas. Querem deixar tudo em ordem para beneficiar as pessoas que amam, mas em geral, estão doentes e exaustas para gerenciar essas tarefas. No final das contas, tudo se resume ao amor e relacionamentos. Repito: tudo o que resta nos dias finais é amor e relacionamentos.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.

Este arrependimento é surpreendentemente comum.

Muitos não perceberam, até o fim da vida, que a felicidade é uma escolha.

Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” com aquilo que é familiar sobrepujava suas emoções e a vida física. O medo das mudanças os faziam fingir para os outros e para si mesmos que eram felizes, enquanto lá no fundo ansiavam rir de verdade e ter uma certa loucura em suas vidas novamente.

Quando se está no leito da morte, pouco importa o que os outros pensam de você. Que maravilhoso poder relaxar e sorrir novamente, bem antes de morrermos.

A vida é uma escolha. É a SUA vida. Escolha com consciência, com sabedoria, com honestidade. Escolha ser feliz“.

Créditos da foto: Free Digital Photos

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

 

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19 Responses to Tenha coragem de viver uma vida fiel ao que você é, e não a vida que os outros esperam de você

  1. Jônatas R. Silva 26 de março de 2012 at 8:42 #

    Gui,
    Sim, a felicidade é uma escolha, um estado de espírito. Penso assim.
    Eu havia lido o texto na indicação do Alexandre.

    Abraço e boa semana.

  2. Jr Caimi 26 de março de 2012 at 14:32 #

    Texto perfeito para pensarmos melhor e reavaliarmos o que realmente importa em nossas vidas e evitarmos chegarmos lá na frente arrependidos por não ter vivido de forma diferente. São as nossas decisões de hoje que repletem no futuro e escolher ser feliz deve vir sempre em primeiro lugar.

    Super inspirador.

    abs

  3. Taciano 26 de março de 2012 at 16:00 #

    Tópico super inspirador, estou de acordo com Jr Caimi.

    Sobre a felicidade, desde quando li no livro e o qual recomendo que é “O poder do pensamento Positivo”, sempre penso duas vezes antes de tomar uma decisão. Sempre pergunto-me: Irei ser feliz? Irei magoar alguém? Isso é importante pra mim?

  4. Thiago Dias Quintino 26 de março de 2012 at 16:42 #

    Parabéns pelo excelente conteúdo amigo. Esse post me fez fazer uma reflexão bacana. Eu penso que nós precisamos de ter uma vida equilibrada.

    É tempo de refletir e de repensar na vida na qual vivemos. A nossa vida é tão curta, por isso é necessário aproveitar as coisas boas que a vida nos oferece, para depois não nos arrependermos lá na frente.

    Abraços..

  5. PsicoInvest - Daniel 26 de março de 2012 at 18:38 #

    Simply great!
    Hoje estava precisando ouvir algo assim… a existência pode se tornar um tormento quando não a consideramos em sua essência. Por isso se vendem tantos antidepressivos e ansiolíticos que tratam a superfície (o sintoma), mas nunca a causa.
    GOD bless you too!

  6. Rosana 26 de março de 2012 at 21:00 #

    Oi, Guilherme

    Aprecio muito a diversidade no Valores Reais, acho que dá um “tempero” para o site e nos leva a refletir sobre a importância do dinheiro no contexto geral da vida. Não adianta ter muito e não viver mas sim usar com responsabilidade e sabedoria sem deixar a felicidade para amanhã.
    Parabéns pelo post!
    Abraços,

  7. Chang 26 de março de 2012 at 21:33 #

    Guilherme,

    Parabéns pelo texto!!!! Digno de Valores Reais!!!!

    Muitas vezes, estou buscando valores tão fúteis, comentários vazios só para magoar, tentando encher o vazio com o vazio…..

    Deus te abençoe!!!!

  8. Guilherme 27 de março de 2012 at 9:39 #

    Obrigado a todos pelos comentários!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  9. Ana 27 de março de 2012 at 11:18 #

    Muito inspirador. Mesmo. Obrigada, Guilherme.

  10. Max 27 de março de 2012 at 13:22 #

    Excelente post. Realmente neste mundo em que vivemos basicamente de aparências como é dificil fazer o que o post manda…é preciso muita coragem. Por isso tanto arrependimento no leito de morte…pois dá-se conta que não há mais tempo. Ele se esvaiu entre nossos dedos!!!!

    Abração;

    Max

  11. Guilherme 27 de março de 2012 at 13:35 #

    Valeu, Ana, valeu, Max! 🙂

  12. May 27 de março de 2012 at 16:38 #

    É para ter o prazer de ler posts como este que eu assino o Valores Reais. Esse é um grande diferencial desse blog, pois não basta saber economizar e investir, é preciso saber viver!

    Abs.,
    May

    • Guilherme 30 de março de 2012 at 13:35 #

      May, muito obrigado pelos comentários! Adorei sua frase final: “não basta saber economizar e investir, é preciso saber viver!”

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  13. Leandro Mattera 28 de março de 2012 at 14:44 #

    Grande Guilherme,

    Acompanho há um bom tempo o seu excelente trabalho e realmente quero parabenizá-lo pelo nível extraodinário do blog. Na minha opinião, a qualidade do site é incomparável, estando no mesmo nível de alguns blogs de grande destaque no exterior.

    Este post ficou excelente para reflexão acerca de aspectos relacionados a nossa verdadeira natureza humana. Sensacional! É sempre bom lembrar de que viemos ao mundo para viver e sermos felizes. Apenas e simplesmente isso.

    Parabéns!
    Leandro Mattera

    • Guilherme 30 de março de 2012 at 13:36 #

      Nossa, Leandro, muitíssimo obrigado pelas palavras!

      Sua última frase merece um destaque especial: “É sempre bom lembrar de que viemos ao mundo para viver e sermos felizes. Apenas e simplesmente isso.”

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  14. Katia Lemos 28 de março de 2012 at 15:26 #

    Grande texto! Visito sempre o site e fico sempre surpreendida com o que encontro aqui…esse texto me fez pensar em quão fugaz é nossa existência. Entretanto poucas vezes tomamos ciência disso…não só as excelentes dicas no que tange a educação financeira e textos tão singelos e profundos como este que me fazem sempre visitar este site. Grande abraço e que Deus continue te abençoando, para que sejamos também abençoados através de você!

    • Guilherme 30 de março de 2012 at 13:38 #

      Obrigado pelas palavras, Katia! A receptividade de comentários como o seu também me causa uma excelente e agradável surpresa, uma vez que indica que estou na direção certa!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  15. Pâmella 7 de junho de 2016 at 15:14 #

    Interessante não apenas o conteúdo do post como, sobretudo, o seu título. De fato, é necessário ter CORAGEM para assumirmos nossas escolhas e vivermos uma vida fiel àquilo que pensamos, sentimos e desejamos. Cá entre nós, é muito mais cômodo evitar embates e rejeições, aceitando o padrão imposto por nossos familiares, amigos e pela sociedade em geral, mas é inegável que as consequências são devastadoras, porque, nesse contexto, a passividade acarretará uma vida medíocre, sem satisfação ou contentamento.

    • Guilherme 8 de junho de 2016 at 11:02 #

      Isso mesmo, Pâmella. A coragem é um fator decisivo para a mudança na vida. 😀

      Excelente comentário!

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