Taxa SELIC cai para 11% a.a.

Conforme anunciamos no Twitter, a taxa básica de juros da nossa economia caiu mais 0,5 ponto, chegando ao patamar de 11% a.a. De acordo com a notícia publicada no UOL:

“Em comunicado, o Copom informou que o ajuste é necessário diante da situação da economia mundial: “Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 11% ao ano, sem viés. O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.”

A ideia de estimular o consumo poderia entrar em conflito com o potencial aumento da inflação – na verdade, entra mesmo em conflito, uma vez que o aumento do consumo implica pressão de demanda, que, por sua vez, tende a elevar o preço dos bens e serviços. No entanto, o BC está prevendo um cenário futuro sombrio para a economia mundial, e acredita que esse cenário negativo pode impactar a economia nacional.

Quem tem aplicações financeiras atreladas, direta ou indiretamente, à taxa SELIC, como CDBs pós-fixados, fundos referenciados DI e LFTs, verá seus investimentos renderem menos no próximo mês, e possivelmente cada vez menos nos meses seguintes, já que a tendência é que essa política de redução de juros continue sendo praticada.

Por outro lado, quem “fincou um pé” em aplicações prefixadas, como fundos de renda fixa, LTNs e NTN-Fs, se deu bem, pois o rendimento dessas aplicações será maior que a taxa do CDI a ser futuramente praticada no mercado.

Independentemente de qual seja sua estratégia de investimentos, continua sendo importante prestar atenção no desenvolvimento da economia, bem como escolher investimentos de custos reduzidos, pois, com a rentabilidade nominal e real cada vez decrescendo mais (uma vez que a inflação continua em alta), é indispensável não pagar mico com altas taxas de administração e custódia. Fique esperto!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

p.s.: recebi um email de uma certa corretora recomendando compra de ações nesse mês, porque ela prevê que dezembro será um mês bom para comprar, ou seja, o mês “do rali”, como tem sido, segundo ela, observado nos anos anteriores. Recomendou inclusive compra de BOVA11. Haja paciência com esse pessoal que faz recomendação de compra com base na previsão do tempo!!! 🙁

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4 Responses to Taxa SELIC cai para 11% a.a.

  1. anonimo 1 de dezembro de 2011 at 9:40 #

    Será que o Governo não vai disponibilizar logo alguma nova LTN para compra? Já que este tipo de título é o que está com vencimento mais próximo no rol do TD (a LTN mais longa disponível atualmente, vence em 2015).

  2. Além da Poupança 4 de dezembro de 2011 at 10:57 #

    A Selic a 11% ainda está atrativa para investimentos em títulos. Nós é que estávamos mal acostumados :).

    Seguindo sempre com disciplina e determinação!

    Abraços

  3. Cirineu 5 de dezembro de 2011 at 12:27 #

    “Quem tem aplicações financeiras atreladas, direta ou indiretamente, à taxa SELIC, como CDBs pós-fixados, fundos referenciados DI e LFTs, verá seus investimentos renderem menos no próximo mês, e possivelmente cada vez menos nos meses seguintes, já que a tendência é que essa política de redução de juros continue sendo praticada.”

    Ok, mas você diria que mesmo assim estes ainda continuarão sendo os melhores investimentos em renda fixa para curto e médio prazo. Eu costumava aplicar em LTNs, mas passei para as LFTs quando o rendimento daquelas começou a cair. Será que continuo a investir em LFTs ou haveria opção melhor?

  4. Guilherme 7 de dezembro de 2011 at 14:16 #

    Anônimo, de tempos em tempos, o Governo renova o estoque dele de títulos prefixados. Portanto, em breve teremos novas LTNs com novos prazos de vencimento.

    Além da Poupança, concordo, a taxa ainda está bastante atrativa. E parabéns pelo blog, com conteúdo bastante interessante!

    Cirineu, continue a investir em LFTs. Elas ainda estão bastante atrativas. Porém, uma diversificação “intra-classe” na renda fixa é saudável e pode aumentar a rentabilidade com risco baixo. Uma sugestão é acrescentar títulos pós-indexados ao IPCA de prazo de até 5 anos seria interessante.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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