A matemática não mente – Parte 2! Tesouro Direto está dando um banho nos fundos de renda fixa dos bancos de varejo.

A Bolsa quer atingir 5 milhões de investidores até 2018. Mas por quê não estabelecer uma meta de atingir 5 milhões de investidores até 2018 também no Tesouro Direto?

No texto publicado em dezembro do ano passado, A matemática não mente: Tesouro Direto está dando um banho nos fundos dos bancos de varejo. Desde que…, mostramos, com números, a nítida superioridade do investimento em LFTs sobre o investimento em fundos referenciados DI dos grandes bancos de varejo, que nada mais têm, em sua composição, que as próprias LFTs, acrescidas, evidentemente, das nada módicas taxas de administração cobradas por essas instituições financeiras. Ora, para quê investir nas LFTs por meio de um intermediário (pagando caro por isso), se você pode pode investir nelas de forma direta, e melhor, tendo uma rentabilidade líquida ainda por cima superior?

Mas não é só nos títulos pós-fixados à SELIC que o Tesouro Direto é superior e mostra todo seu brilho. Na renda fixa, o investimento direto em títulos públicos federais (NTN-Bs, LTNs e NTN-Fs) também se mostra claramente mais vantajoso para o pequeno investidor, quando comparado com os fundos de renda fixa ofertados nos grandes bancos de varejo.Vamos, então, nesse post, mostrar, novamente com números, as razões pelas quais o investimento em títulos públicos está dando “uma lavada” nos fundos dos grandes bancos de varejo.

Rentabilidade do Tesouro Direto

Fonte: Tesouro Direto

Faço aqui as mesmas considerações que escrevi por ocasião do artigo anterior: essa tabela de rentabilidade não considera as despesas com Imposto de Renda, IOF e taxas dos Agentes de Custódia (que variam de isenção total até 1% a.a.) e da CBLC (taxa obrigatória de 0,3% a.a., acrescida de mais 0,1% sobre o valor da operação, no momento da compra do título, resultando em 0,4%. Lembrando, como bem alertado pelo leitor MJC, que a partir do 2º ano, incide somente a taxa obrigatória de 0,3% a.a. Grato ao MJC pela correção!).

Vamos considerar, então, que o investidor faça seus investimentos numa corretora que cobre 0,2% a.a. de taxa de custódia. Com os 0,4% da CBLC, teríamos, portanto, cerca de 0,6% a.a. sendo subtraídos do capital investido nos títulos públicos. Considerando a rentabilidade nos últimos 12 meses, o investimento em um mix de LTNs e NTN-Fs não teria rendido menos do que 11,5% a.a., em termos brutos pré-impostos, mas já descontadas as taxas de custódia.  Já um investimento em NTN-Bs não teria rendido menos do que 14,5% a.a., no mesmo período, e isso considerando que o investidor tivesse aplicado no título com a pior rentabilidade dentre eles, que é a NTN-B com vencimento em 2012. Numa perspectiva mais realista, considerando que boa parte dos investidores compram títulos de vencimento mais longo (principalmente na faixa que vai de 2015 a 2035), podemos esperar uma rentabilidade média de cerca de 17% nos últimos 12 meses.

Já um investidor que alocasse parte em prefixados e parte em pós-fixados atrelados à inflação, com uma pequena quantidade em LFT, teve uma rentabilidade média entre 12% a 16% nos últimos 12 meses.

Isso, repito, supondo que: (a) a taxa de custódia da CBLC não esteja descontada da tabela de rentabilidade; e (b) a taxa de custódia da corretora fique em 0,2% (há corretoras que não cobram essa taxa, o que faria com que a rentabilidade  do Tesouro Direto ficasse ainda maior).

Será que os fundos de bancos conseguem oferecer alguma coisa melhor? Vamos descobrir abaixo.

Obs.: as tabelas abaixo já são líquidas das respectivas taxas de administração (mas não de impostos).

Obs.2: os dados foram coletados no dia 05.09.2011.

Banco do Brasil Estilo (BB)

Fonte: Banco do Brasil

O Tesouro Direto é imbatível, mesmo considerando os dois melhores fundos do BB, o BB RF Pré LP Estilo (composto de prefixados) e o BB RF LP Índice Estilo (composto de NTN-Bs). Aliás, esse último só chegaria perto de um investimento no Tesouro Direto de mesmo perfil de risco caso o aplicador tivesse escolhido, como afirmamos acima, o título de prazo mais curto e tivesse alocado nele a totalidade de seus investimentos (uma hipótese um tanto quanto fora da realidade, pois quanto menor o vencimento, mais imposto de renda o investidor irá pagar). Uma diversificação mínima (p.ex., 80% em NTN-B com vencimento em 2012 e 20% na NTN-B 2015) já seria mais do que suficiente para deixar o RF LP Índice Estilo “comendo poeira”. 😀

Outra coisa: para aplicar nesses dois fundos do BB, o “ticket de entrada” (aplicação mínima) é de nada modestos R$ 50 mil, ao passo que, no Tesouro Direto, como você bem sabe, e já afirmamos isso aqui antes, com mil reais (ou até menos) é possível aplicar em títulos de renda fixa. E ainda por cima obter uma rentabilidade superior (desde que, evidentemente, se escolha uma corretora barata).

Bradesco Prime

 Fonte: Bradesco

O Tesouro Direto continua imbatível. Esse Renda Fixa Plus é o melhorzinho, mas exige uma montanha de dinheiro (R$ 80 mil) para poder entrar. E, mesmo assim, a rentabilidade dos títulos do Tesouro ainda é superior. Aliás, a rentabilidade de qualquer título público prefixado ou indexado à inflação é superior aos fundos de renda fixa desse banco.

Itaú Personnalité

Fonte: Itaú

No way. O Super Premium apanha de qualquer prefixado (LTN ou NTN-F) do Tesouro Direto, com a agravante de exigir “ticket de entrada” de R$ 250k. Já o Itaú Índice de Preço Renda Fixa, cuja carteira tem em sua composição 97% de NTN-Bs, consegue a proeza de apanhar de qualquer NTN-B. :P

EDITADO. Não se impressionem com a alta rentabilidade do mês de agosto dos títulos indexados ao IPCA

O leitor Ricardo fez uma observação muito importante na caixa de comentários:

“Uma coisa que acho que deveria destacar é que títulos de mais longo prazo 5 , 10 anos ou mais , exceto as LFTS, podem apresentar um risco mais elevado se for precisar sacar o dinheiro antes do vencimento. Da mesma forma que pode ocorrer como exemplo um rendimento de 10% em um mês na NTNB de 2035 pode ocorrer o inverso também, ou seja, em um único mês , ou até em menos tempo, o valor de um título de longo prazo ter um rendimento de -10%. Quem aplica no tesouro direto deve ter este conhecimento básico do efeito da alteração da taxa de juros no preço do título e que títulos de longo prazo podem ter estas grandes variações de preço.

Os banco são em geral bem mais conservadores e não aplicam em títulos de mais longo prazo e dificilmente tem meses com rendimento negativo (destaquei)”.

Essa observação é muito importante, no sentido de que o caminho mais seguro para se assegurar de que você terá um bom rendimento com o Tesouro Direto é carregando o papel até o vencimento. Se você resolver especular com o Tesouro Direto, vendendo os títulos antes da data de vencimento, pode apresentar até prejuízo. Essa é uma possibilidade, que existe, para quem resolver, por exemplo, resgatar o título em momentos de incerteza ou volatilidade, sob determinadas condições.

Deixo aqui registrado, para os que quiserem se aprofundar no tema, um excelente texto publicado pelo nosso amigo Dr. Money, Você sabe porque pode perder dinheiro aplicando em renda fixa? Então entenda..

Outro texto, sugerido pelo MJC, é esse: por que, quando os juros sobem, o valor dos títulos cai? publicado no Informativo INI de maio de 2008.

Conclusões

Repito aqui o que disse por ocasião da primeira parte desse artigo: isso quer dizer que investir em banco será sempre ruim? Não necessariamente. Isso porque uma das funções do dinheiro é prover liquidez. Você deve ter uma reserva de emergências em caso de situações excepcionais, vide o artigo 5 razões para ter uma boa reserva em renda fixa (colchão de segurança). Nessas hipóteses, ter dinheiro alocado em banco cumpre seu papel, e essa alocação não precisa ser necessariamente em fundos de investimento (os quais, aliás, sequer contam com a proteção do FGC: Fundo Garantidor de Créditos). Pode ser em CDBs e poupança, por exemplo, desde que, preferencialmente, o dinheiro possa ser sacado/transferido no mesmo dia do resgate da aplicação, o famoso D+0 (a liquidez precisa ser diária).

Agora, se você já tem seu colchão financeiro formado, e quer uma opinião sincera sobre o melhor investimento para renda fixa, a minha dica é: fuja desses fundos caros. Você estará pagando por um serviço que te renderá menos retorno líquido de volta para sua conta. Esqueça nomes de grife (!!!), gerente amiguinho (ou não tão amiguinho assim), e outros fatores emocionais que nada tem a ver com gerenciamento correto das finanças pessoais. Seja amoroso com as pessoas, mas frio com seu dinheiro. E invista em coisa boa e barata.

Então, ao ler esses dois artigos, se você se convenceu de que o Tesouro Direto é um ótimo investimento em renda fixa, tendo feito, inclusive, simulações de investimento no site oficial do Tesouro, faça-me o favor de escolher uma corretora barata: na minha opinião, 0,2% de taxa de custódia  da corretora é o limite aceitável (para que o custo total com taxas de custódia, incluindo os 0,4% da CBLC, não fique superior a 0,6% a.a.). Mais sobre esse assunto você encontra lendo esse artigo: Tesouro Direto – ranking dos agentes de custódia.

Os títulos do Tesouro Direto não têm o mesmo grau de liquidez oferecido pelos fundos dos bancos, e a liquidez nos investimentos é um critério que deve sempre ser considerado. Maaasss… pera lá: quantas vezes, nos últimos 10 anos, você precisou sacar, da noite para o dia, 100% de seus investimentos depositados no banco? Será que liquidez é tão necessária assim? Repito: se você já tem seu colchão de emergências formado e forrado, não pague o preço da conveniência de investir o dinheiro exclusivamente em produto de banco. Busque alternativas que façam seu dinheiro render mais. E é óbvio que ele renderá mais nessas alternativas menos glamourosas, como títulos públicos (cujos nomes parecem até nome de remédio..rsrs) – desde que se escolha uma corretora barata; e você também não tenha que arcar com outros custos operacionais, como TEDs/DOCs, tarifas de saque etc.

Bom, com esse artigo eu “fecho” a conta (literalmente :D) sobre os comparativos entre Tesouro Direto e fundos de investimentos de bancos de varejo. A matemática é muito simples, como eu já havia realçado no artigo A mágica dos juros compostos você já conhece. Mas… e a tirania dos custos compostos?

Em termos bastante simplificados, a matemática dos custos significa que, no mercado financeiro, é não pagando que se recebe mais. :D

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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101 Responses to A matemática não mente – Parte 2! Tesouro Direto está dando um banho nos fundos de renda fixa dos bancos de varejo.

  1. MJC 11 de setembro de 2011 at 20:46 #

    Sou investidor assíduo do TD, pois ele realmente bate a rentabilidade desses fundos de banco. Mas acho que a comparação nesse artigo não foi totalmente justa ao considerar os últimos 12 meses. Acho isso pois o perfil do investidor em tesouro direto costuma ser de comprar e vender apenas no vencimento. Logo, as taxas das ntnb principais estariam em algo em torno de 12% a.a.
    Taxa muito boa, mas aquém da rentabilidade dos últimos 12 meses, que considera o valor de mercado dos títulos.
    Para mim, se for especular, melhor na renda variável, e não no tesouro direto.

  2. MJC 11 de setembro de 2011 at 21:07 #

    Outro detalhe. Nas contas do artigo, foram considerados 0.4% para CBLC. Mas ela cobra 0.3% a.a e 0.1% uma única vez, na compra, correto? Acredito que você usou 0.4 para facilitar, mas para títulos com vencimento mais longo, a taxa dela fica mais próxima de 0.3 do que 0.4 (afinal, esses 0.1 terao influencia menor que os 0.3 a.a. no longo prazo).

    Mais um ponto pro TD!

  3. Rolando Lero 11 de setembro de 2011 at 21:54 #

    Parabéns pelo artigo, Guilherme. Por enquanto, fiz uma única compra de títulos do TD em julho/11, mas em relação a R.V ainda são bem modestos (6% LFT 070315 e LTN 010115, 5% poupança e 89% ações).

    O problema é que eu até poderia comprar mais TD, mas como os preços subiram, fica um “bloqueio psicológico” para comprar o mesmo título mais caro do que comprei antes (talvez, por influência do meu modo de investir em ações, sempre tentando baixar o preço médio, quando surgem as “liquidações”). Há algum argumento racional que possa ser usado para minimizar esta sensação de perda?

    Com relação às diferenças entre os títulos do TD e os fundos de banco, é incrível o quanto se pode ganhar a mais, apenas fazendo uma pesquisa básica. Sorte dos bancos que tem muita gente que prefere a comodidade, pela qual sempre se paga um preço.

  4. marcio 11 de setembro de 2011 at 22:10 #

    A rentabilidade na tabela do Itau pers. já é descontada da tx de adm., veja a tabela mes a mes.

  5. Guilherme 11 de setembro de 2011 at 22:21 #

    MJC, grato pelas observações! Correções já efetuadas no corpo do texto, com os devidos créditos! Sobre a comparação dos últimos 12 meses, a intenção não foi trazer uma comparação “justa” das taxas das NTN-Bs (descontadas as oscilações dos período, que provocaram forte valorização desses título)s, mas sim fazer a comparação da rentabilidade desses títulos com seus “pares” dos bancos de varejo. O foco do artigo era fazer um confronto entre o investidor que aplicasse diretamente em títulos atrelados a índices de preços, com o investidor que aplicasse em fundos que aplicassem em títulos indexados a índices de preços, e mostrar as evidentes distorções na rentabilidade desses últimos.

    Rolando, o importante é começar! Quanto à questão do “bloqueio psicológico” em momentos de alta dos títulos, ela de fato existe, com aquela sensação de não estar aproveitando o “melhor” momento. Entretanto, um argumento racional que pode ser utilizado para minimizar essa sensação de perda é estabelecer uma política de alocação de ativos, e segui-la. Ou seja, determinar uma fatia percentual a ser alocada em títulos, e implementar, executar, esse plano, independentemente das atuais condições de mercado. Trata-se de uma das possíveis maneiras de “objetivar” o investimento, evitando que se fique com aquela sensação de ter que ter o “timing” certo de aplicação.

    Márcio, na verdade, todos os bancos já divulgam as rentabilidades líquidas das taxas de administração. O que eu fiz foi apenas realçar que, sem elas, os investidores estariam recebendo muito mais. De qualquer forma, grato pela informação, que pode ajudar a esclarecer os demais leitores!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  6. marcio 11 de setembro de 2011 at 22:25 #

    O minimo para aplicar em um fundo do itau person. leva em conta a somatoria do $ que vc tem aplicado no banc. Tenho algum no Maxime RF mas T.D. só pela Ativa. 0,25% de taxa, o itau cobra 0,5% no person e 1,0% no itau

  7. Ricardo S. 11 de setembro de 2011 at 23:41 #

    Também invisto há alguns anos no Tesouro Direto e encerrei as aplicações que tinha e fundos de bancos e só uso corretora com taxa zero de tesouro direto.

    Uma coisa que acho que deveria destacar é que títulos de mais longo prazo 5 , 10 anos ou mais , exceto as LFTS, podem apresentar um risco mais elevado se for precisar sacar o dinheiro antes do vencimento. Da mesma forma que pode ocorrer como exemplo um rendimento de 10% em um mês na NTNB de 2035 pode ocorrer o inverso também, ou seja, em um único mês , ou até em menos tempo, o valor de um título de longo prazo ter um rendimento de -10%. Quem aplica no tesouro direto deve ter este conhecimento básico do efeito da alteração da taxa de juros no preço do título e que títulos de longo prazo podem ter estas grandes variações de preço.

    Os banco são em geral bem mais conservadores e não aplicam em títulos de mais longo prazo e dificilmente tem meses com rendimento negativo.

    Acho que para a maioria dos pequenos investidores em renda fixa com um pouco de esforço para conhecer melhor o funcionamento dos títulos do Tesouro vale mais a pena aplicar no Tesouro Direto do que em fundos de banco.

    Talvez para algumas pessoas, por exemplo, idosos que tem dificuldade de usar computador ou pessoas que não querem ter trabalho nenhum talvez um fundo com taxa de administração razoável seja mais adequado que o Tesouro Direto mesmo rendendo menos pela comodidade e segurança.

  8. Guilherme 12 de setembro de 2011 at 0:26 #

    Márcio, tem razão, parece que o BB Estilo seguiu no mesmo caminho levando em conta o volume global de investimentos para, p.ex., conseguir taxas melhores de CDI para os CDBs. Acho que isso foi uma forma de ganhar competitividade, uma vez que o ticket de entrada nos fundos do Itaú é em geral bem superior aos da concorrência.

    Ricardo, excelentes ponderações. De fato, pode haver riscos sérios caso o investidor em TD precise resgatar o investimento num momento de turbulência no cenário econômico. Concordo também que existe um público que preferirá a comodidade e o conforto dos fundos, por “n” razões, como você bem afirmou.

    Cabe a nós, formadores de opinião, mostrar que existem excelentes opções para quem quiser aproveitar seu capital intelectual para produzir uma rentabilidade extra diferenciada ao seu capital financeiro, e nisso o Tesouro Direto acaba reunindo muitas qualidades positivas, como os números mostram. É preciso se inteirar do tema, e saber que a renda fixa nem sempre fica no “positivo”.

    Fiz questão, inclusive, de editar o artigo contendo seu comentário, bem como incluir um link para um artigo do Dr. Money que trata com maestria e técnica apurada, essa questão da volatilidade da renda fixa, que pode ocorrer em momentos de instabilidade ou mudança no cenário econômico.

    O ideal, no final das contas, é carregar o papel até o vencimento. Daí a importância de estabelecer planejamentos, metas, e objetivos com o investimento, fazendo casar o seu objetivo com o prazo do papel, como gosta de dizer o Mauro Halfeld na CBN.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  9. MJC 12 de setembro de 2011 at 9:51 #

    Guilherme,

    sobre essa questão de variação dos preços dos títulos, talvez fosse legal botar o link para um informativo antigo do INI ( http://www.ini.org.br/ini/site/informativo/Informativo_maio_2008.pdf ).

    O artigo “POR QUE, QUANDO OS JUROS SOBEM, O VALOR DOS TÍTULOS PÚBLICOS CAI?” (pg. 2 do Informativo) é muito bom e explica muito bem a variação de preços.

    []’s
    MJC

  10. Erico 12 de setembro de 2011 at 10:15 #

    Guilherme,

    O artigo está otimo, mas não leva em consideração a parte mais importante.
    Investidores de Renda Fixa nao querem especular!
    Nao adianta a tabela mostrar ~15% nos ultimos 12 meses, se o titulo foi comprado por 11% a.a.
    Ou seja, quem carregar ate o final vai ganhar os 11% a.a., sendo indiferente se durante a trajetoria o titulo pagou 5% ou 15% ao ano!!

    Sempre fui investidor de TD e no ultimo mes nao fiz mais aportes…
    Preferi jogar num CDB de 101% após 2 anos… Alem de pagar mais que as LFT que seriam 100% – 0,4% (taxas) – 0,2% (corretora)…
    As taxas dos pre e dos indexados ao IPCA estão muito ruins… o que fazer nesta hora?

    Pelo que a Dilma anda comentando de desvincular Juros da Inflacao tenho duvidas se teremos juros como os 13% dos pre ou 6,5% dos IPCA!!

    abracos e sucesso!

  11. Guilherme 12 de setembro de 2011 at 12:41 #

    MJC, link acrescentado, obrigado!

    Erico, o objetivo principal do artigo não é desaconselhar os investidores a especularem com o TD, mas simplesmente mostrar-lhes que existe uma nítida vantagem comparativa do TD em relação aos fundos de mesmo perfil existentes nos bancos de varejo. O fato de títulos indexados à inflação terem tido uma rentabilidade superior aos indexados à SELIC é absolutamente circunstancial, e não interfere na essência da comparação.

    Ou seja, mesmo que a inflação tivesse estado sob controle nos últimos 12 meses, e, consequentemente, apresentado uma rentabilidade próxima à da SELIC de mesmo prazo (por volta de 10 a 12% a.a.), ainda assim a rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto teria batido, com folga, o rendimento dos fundos de mesmo perfil dos bancos.

    Realmente a taxa dos títulos prefixados está ruim, quando comparada às oferecidas até há poucas semanas, embora ainda estejam bastante altas quando comparadas com os padrões mundiais.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Erico 13 de setembro de 2011 at 9:12 #

      Guilherme,

      Me desculpe, mas discordo de voce.
      Onde esta a vantagem do Tesouro ??
      Veja, se eu nao especular com o TD eu ganho somente a taxa na hora da contratacao.. ou seja… tudo que voce mostrou com taxas de 15% a.a. nao sao validas! De nada adianta eu ter a sensacao de 15% a.a. se na pratica receberei somente o contratado.

      Pra mim o que importa sao as taxas de compra e somente isso!!
      Ou seja, nos ultimos 2anos e meio dificilmente tivemos taxas pre-fixas acima de 13% ou NTNB acima de 6,8%…
      No caso os 15% nao servem de referencia para nada na pratica!

      Abracos,
      Erico

      • Álisson 7 de maio de 2012 at 14:29 #

        Erico,
        muito bem, cara! Este teu comentário raramente é encontrado quando vemos avaliações de rentabilidade do tesouro direito – até pode ser óbvio para aquele que escreve, mas para o pessoal que está começando acaba batendo a dúvida!

        Aliás, tenho comigo esta dúvida: a especulação é mais frequente do que levar o título até seu vencimento?

        Abc,
        Álisson

  12. Ricardo Borges 12 de setembro de 2011 at 16:04 #

    Parabéns pelo artigo Guilherme. E parabéns também aos comentários postados. Sempre acreditei que as discussões de mais alto nível tem um efeito de enriquecimento intelectual grande.
    Aplico no TD desde 2009 e, não me arrependo. No início foi difícil entender a relação existente entre a taxa de juros e o valor do cupom. Depois que li o livro Tesouro Direto, da Infomoney, tive mais segurança em investir. É isso aí, a pessoa só enriquece com trabalho, poupança e educação. Neste livro aprendi que, não vale muito à pena investir nas NTN-F, pelo fato de que a mesma paga juros semestrais, e estes são tributados. Logo, o dinheiro que teoricamente o investidor teria como fluxo de caixa não são suficientes para serem reaplicados novamente, pois, além da tributação tem as taxas cobradas pela corretora e da CBLC.
    E, pelo que demonstra o livro, a diferença entre uma letra que paga cupons semestrais e, outra que não paga, no longo tempo,esta que não paga os cupons semestrais tendem a ter uma rentabilidade maior. Bom, pelo menos foi o que eu entendi, caso esteja errado peço a gentileza de corrigir.
    Mas, acredito que, a estratégia de investimentos fica a cargo do investidor, a melhor pessoa para dizer qual é a melhor opção é ela mesma.
    Aproveitando o ensejo, aproveito o ensejo para deixar uma pergunta:
    Há alguma forma de fazer correlação dos títulos públicos assim como se faz com as ações, inclusive com tratamento estatístico? Isto é, misturando LFT, NTN-B Principal (é claro), LTN visando a diminuir o risco e aumentando a rentabilidade?
    Atenciosamente,
    Ricardo Borges

  13. Ruy de Freitas 12 de setembro de 2011 at 16:24 #

    Guilherme,

    a meu ver existe um problema para quem faz alocação de ativos, eu até perguntei isso para o Henrique no site dele.
    eu já vi em 2008, o valor dos titulos cairem junto com o valor das ações, e aí neutralizar o efeito positivo da alocação.
    As ações desabaram, e quando o investidor foi tirar o dinheiro do TD para alocar em ações, viu o seu patrimônio bastante reduzido tambem.
    Talvez uma boa reserva de LFTs resolvam um pouco esse risco.
    Que % da RF você acharia legal para LFTs?

    Abraços

    Ruy

  14. MJC 12 de setembro de 2011 at 17:15 #

    Ricardo, tem sim. Inclusive vc acha as séries históricas no próprio site do tesouro direto.

  15. Sandro 12 de setembro de 2011 at 17:46 #

    Pessoal, alguém pode me ajudar com uma dúvida:

    Sei que o Banco e os seus Fundos de Investimento são pessoas jurídicas distintas. Mas, na prática, o que aconteceria com o dinheiro que eu tenho investido nos fundos se o banco quebrar? Como poderia resgatar esse investimento? Obrigado!

  16. Renato C 12 de setembro de 2011 at 19:22 #

    Olá Sandro,

    Em tese não aconteceria nada pela razão mencionada por ti, contudo, na prática, muitos fundos investem em títulos dos próprios bancos, isto é, uma parte deste fundo investido por ti iria ser perdida, trazendo prejuízos.

    Existem sites que mostram detalhadamente a composição dos investimentos de cada fundo… no site do Dr. Money ( http://www.drmoney.com.br ) ele cita este site num dos posts.

    Até !

  17. André 12 de setembro de 2011 at 20:04 #

    Tb sou investidor assiduo do tesouro direto. Em termos de renda fixa hoje, não há nada comparável ao TD no Brasil.

  18. Luciano Buzzacaro 13 de setembro de 2011 at 1:32 #

    Parabéns Guilherme. Ótimo artigo. Também ótimos comentários.
    Sou leitor assíduo do site. Continue este excelente trabalho de educação financeira. Cada artigo seu é uma aula de finanças. Tem ajudado muito a muitos.
    Grande abraço.

  19. Jônatas 13 de setembro de 2011 at 8:36 #

    Grande Guilherme, como sempre um texto útil e didático. Parabéns!
    Como já escrevi em outra oportunidade, quando o assunto é investimento e diversificação de ativos, mesmo havendo várias possibilidades, a coisa fica simples e satisfatória apenas com TD e ETF. Acredito que esta dupla seja suficiente para 90% dos investidores.

    Quanto aos bancos, só mantenho investido o valor da reserva de emergência e ainda aproveito para aportes em bolsa quanto vejo oportunidades imediatas.

    Abraço!

  20. Erico 13 de setembro de 2011 at 9:14 #

    Desculpa pessoal,

    mas atualmente existe sim opcoes melhores de medio prazo (2 a 5 anos)…
    existem varios Bancos grandes (BB, Santander, Itau, Bradesco…) pagando acima de 100% do CDI…
    Onde consigo isso no Tesouro?

    As prefixadas e indexadas ao IPCA podem dar mais ou tambem menos que os 100% do CDI, entao nao concordo com o que os amigos dizem!!

    Sucesso a todos.

    Abracos,
    Erico

    • MJC 13 de setembro de 2011 at 14:58 #

      O BB paga acima de 100% do CDI pra quantos R$ investidos?

      • Erico 13 de setembro de 2011 at 15:44 #

        MJC,

        No Santander chama CDB Recompensa (valores acima de 1mil reais ja tem 101% do CDI).
        No Bradesco chama CDB Fidelidade (tem o mesmo sistema com valores acima de 1mil paga 100 ou 101%..)

        Sei que no Itau e no BB tem… nao sei os nomes direito pq nao opero por esses bancos!
        Mas basta procurar nos sites dos mesmos…

        absss

  21. marcelo 13 de setembro de 2011 at 10:50 #

    Mais um excelente texto no blog.
    Sou investidor há mais de 10 anos. Fundos, TD, fundos imobiliários, ações, ouro. Não sou rico não! Tenho perfil mais conservador.

    Tenho, apenas, um pouco de experiência e venho aprendendo muito com os blogs da internet, especialmente com o Guilherme e o Henrique Carvalho, e livros. Pena que não estudei tanto lá no começo. Mas como ainda tenho 20 anos para me aposentar, estou otimista.

    Destaco como pontos fortes do TD:

    1- Baixo custo: a melhor opção é usar corretora que ofereça “custódia zero”. Não cabe ao blog indicar corretora, para não perder sua “independência”. Colegas, façam uma pequena pesquisa.

    2- Ausência do famigerado “come-cotas” dos fundos. O IR no TD incide somente nas vendas, no vencimento e no pagamento dos cupons semestrais de juros. Por tal motivo, aprendi a ter maior interesse pelos títulos com vencimento em longo prazo. Minha preferência particular é pelas NTN-B principal, com vencimento nunca menor que 2015 (hoje compraria apenas as de 2020 para frente) e as NTN-B comuns mais longas (2035 e 2045), para ter o fluxo de juros.

    3- Os melhores momentos para comprar NTN-F e NTN-B são as crises, quando há fuga de capitais, como ocorreu em outubro/novembro de 2008: pode-se comprar títulos com taxas “extratosféricas”. Mas atenção, as taxas “flutuam” bastante. Lembro que minha carteira de títulos sofreu grande desvalorização na época, mas aproveitei para comprar outros títulos em diferentes dias:

    01/10/2008 C LFT 07/03/2014 SELIC – 0,01%
    C NTNF 01/01/2014 14,23%
    C NTNF 01/01/2017 14,14%
    C NTNB PRINC 15/05/2015 IPCA + 8,64%
    06/10/2008 C NTNF 01/01/2014 15,18%
    C NTNF 01/01/2017 15,11%
    08/10/2008 C NTNB PRINC 15/05/2015 IPCA + 9,74%
    C NTNB PRINC 15/08/2024 IPCA + 7,51%
    C NTNB 15/05/2045 IPCA + 7,86%
    C NTNF 01/01/2017 16,38%
    21/10/2008 C NTNB 15/05/2045 IPCA + 8,14%
    C NTNB PRINC 15/05/2015 IPCA + 9,96%
    C NTNF 01/01/2017 16,62%
    24/10/2008 C NTNB 15/05/2045 IPCA + 8,7%
    C NTNB PRINC 15/05/2015 IPCA + 11,02%
    C NTNF 01/01/2017 18,50%
    04/11/2008 C NTNF 01/01/2017 17,76%
    05/11/2008 C NTNB 15/05/2035 IPCA + 8,48%
    C NTNB 15/05/2045 IPCA + 8,28%
    13/11/2008 C NTNF 01/01/2017 17,74%
    21/11/2008 C NTNF 01/01/2007 17,25%
    22/12/2008 C NTNF 01/01/2017 14,08%

    Ou seja, garanti taxas altas para prazos longos. Como o foco é o “longo prazo”, não esquentei com a queda momentânea. Vejam minha rentabilidade mensal no TD:

    ago/08 1,23%
    set/08 -2,03%
    out/08 -6,43%
    nov/08 3,70%
    dez/08 11,36%
    jan/09 1,16%
    fev/09 2,02%
    mar/09 3,22%
    abr/09 -1,06%
    mai/09 3,88%
    jun/09 -0,56%
    jul/09 0,50%

    Num país com juros altos como o Brasil, considero ótima opção os títulos do TD de longo prazo.

    Porém, com a expectativa de queda dos juros, é interessante também começar a investir em bolsa (ações e cotas de FII).

    Em agosto, fechei a carteira com as seguintes proporções:

    RENDA FIXA 82,90%
    AÇÕES / ETF / FUNDOS 8,61%
    FUNDOS IMOBILIÁRIOS 8,49%
    OURO 0,00%
    TOTAL 100,00%

    obs. 1: RF e ações estão, em parte, aplicados via PGBL (gosto de trocar a alíquota de IR de 27,5% pela de 10%).
    obs. 2: na RF está incluído o TD.
    obs. 3: como disse antes, sou mais conservador.

    Desculpe pelo texto longo.
    abraço, Marcelo

    • Erico 13 de setembro de 2011 at 11:13 #

      Marcelo,

      Poderias dizer quais produtos e onde aplicas os PGBL ?
      Essa deducao de 27,5% para 10% se nao somente no momento do saque da aplicacao correto?

      abss

      • marcelo 13 de setembro de 2011 at 11:55 #

        Erico,

        Aplico na Brasilprev. Sou cliente “estilo” do BB e, assim, consigo tx. de carregamento zero e menores tx. de administração dos fundos (1,5% fundo RF e 2% fundo RF+ações).

        Recentemente, falei com um corretor de seguros e verifiquei que a Mapfre oferece tx. de administração menor (1% para fundo RF). Não verifiquei, ainda, as demais condições.

        Quanto ao IR, é o seguinte: se você é tributado pela alíquota de 27,5%, o aporte em PGBL entra como despesa dedutível na declaração completa. Como consequência, você recebe, de restituição, 27,5% x “valor do aporte”.

        Se fizer a opção pela “tributação regressiva definitiva”, as alíquotas de IR “caem” com o tempo, chegando à de 10% para investimentos mantidos por no mínimo 10 anos.

        Se após 10 (ou 20 anos), você fizer um resgate do PGBL, o valor resgatado é tributado, na fonte, com alíquota de 10%.

        E não há “come-cotas” no PGBL. Você só paga o imposto no resgate! Abraço!

  22. Finanças Inteligentes 13 de setembro de 2011 at 15:14 #

    Eu passo correndo desses fundos de bancos. Não tem um que presta, se pelo menos a taxa de administração fosse menor, tudo bem. Mas nem isso, ou quando a taxa é menor exigem aplicações pesadas.

    Encaro tesouro direto como se fosse comprar ações. Sempre estou de olho nas taxas, quando dá um pulo eu compro. Quando estão ruins eu fico só observando.

    Abcs,

  23. Ricardo Borges 13 de setembro de 2011 at 16:24 #

    Aproveitando os debates, desejo perguntar aos colegas que empresa de previdência privada podem me indicar?
    Haja vista que, pago num plano da CAIXA a taxa de carregamento de 5% e de administração 3%…
    Sei tb que uma previdência privada coletiva, feita através de empresa, sindicatos, associações e até colégio (há um caso de uma instituição de ensino em São Paulo) intermediam a previdência complementar aos seus associados (ou empregados), tem taxas de administração bem baixas, 1% para Renda Fixa e 1,5% de Renda Variável (que é o caso da CAIXA PREVSERVIDOR, feita exclusivamente para os servidores do Poder Executivo Federal)…
    No entanto, até agora não consegui descobri uma previdência confiável e com baixas taxas que eu poderia aderir.
    Atenciosamente,

    Ricardo Borges

  24. Diogo Costa 13 de setembro de 2011 at 17:18 #

    Esse assunto de Tesouro Direto é muito interessante, porém eu mesmo só vou começar a pensar em comprar títulos públicos mais pra frente quando realmente o cenário ficar mais transparente. Nesse Governo é muito complicado acreditar em ajuste fiscal e que esses ajustes vão ser suficientes para reduzir a inflação que está avançando em vários setores importantes da Economia.
    PS – Vou copiar aqui um trecho do que li no Jornal Brasil Econômico sobre as NTN-bs tão indicadas por grandes analistas e consultores como se fosse uma verdade absoluta. “As notas do Tesouro Nacional Série B Principal (NTN-B) – com vencimento em 2015 registraram entre o fim de agosto e início de setembro, os menores prêmios desde que esses papéis foram criados em 2005. As taxas sofreram uma queda significativa no período, devido à deterioração das expectativas sobre a Inflação”. Bom fica o alerta na hora de escolher os papéis públicos! Abraços e bons investimentos para todos.

  25. pat 13 de setembro de 2011 at 22:04 #

    sou iniciante e estreei no td há pouco tempo. comprei ntn-b princ 2015 com taxas de 6,6% e 6,2%. acho q peguei taxas boas né? vcs vislumbram a possibilidade de as taxas dessa modalidade passarem novamente de 6% nos tempos atuais?

  26. Breno 13 de setembro de 2011 at 22:11 #

    Acho um erro comparar os fundos de Renda Fixa do mercado com LTNs ou NTNBs, sendo que eles só devem ser comparados com LFTs, dado que na prática perseguem o CDI. Alguns fundos específicos (e muito poucos ainda) tem como política de investimento NTNBs. Mesmo que ele tenha “Pré” no nome, só deveria ser considerado dessa forma se o “Indicador de Desempenho”, que muito raramente é algum indexador pré.

    Motivo simples pelo qual o mercado não gosta desses fundos, nenhum investidor em fundo de renda fixa quer rentabilidade negativa no mês, e nenhum gestor de fundo de varejo vai fazer isso.

    Logo, na maioria dos casos você está comparando banana com laranja. Queria ver se essa matéria seria publicada se os juros tivessem ido a 20%.

    Isso nada tem a ver com O TD como investimento, e sim a APOSTA (ou o TRADE) que os juros iriam fechar, e com isso ganhar em cima da valorização do PU nos títulos Pré. Título pré, para o investidor que quer compor carteira de longo prazo, deve ser calculado na CURVA e não A MERCADO, caso contrário o título no portfolio NÃO DIFERE EM NADA DE UMA AÇÃO, SUJEITA AS OSCILAÇÕES DO MERCADO.

  27. Guilherme 14 de setembro de 2011 at 10:06 #

    Erico, ok, entendido.

    Ricardo, obrigado! Não conhecia esse livro da ExpoMoney… sobre a correlação estatística, acho que é possível. Vamos ver se alguém se habilita.

    Ruy, uns 40% a 60% de RF alocado em LFT acho saudável.

    Luciano, obrigado!

    Jônatas, o simples é o melhor, como você mesmo disse. Valeu!

    Erico, CDBs que pagam acima de 100% do CDI, nos grandes bancos, estão condicionados a um prazo de carência. Normalmente, eles só pagam acima de 100% se você mantiver o dinheiro ilíquido por mais de 2 anos.

    Marcelo, excelente estratégia, parabéns!

    FI, de acordo.

    pat, conseguiu boas taxas sim! No atual cenário, acho difícil elas voltarem ao patamar de 6%, a não ser que ocorra aumento de taxa de juros.

    Breno, ok, entendido.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  28. Victor 15 de setembro de 2011 at 16:03 #

    Passando para agradecer ao Guilherme pela matéria e ensinamentos e aos que comentaram !
    um abraço

  29. Guilherme 15 de setembro de 2011 at 22:20 #

    Obrigado, Victor!

  30. Guilherme 16 de setembro de 2011 at 22:18 #

    Pessoal, vou trazer aqui para debate o trecho de um artigo do The Wall Street Journal, contido no livro Princípios de Investimentos, de Zvi Bodie e outros, 3. ed, 2008, Bookman, p. 325. Ele foi trazido pelo leitor Ricardo, e ajuda a compreender ainda mais as questões que estão sendo aqui debatidas:

    “Como os Fundos de Pensão Perderam no Crescimento Rápido de Mercado

    Em um dos relatórios mais otimistas ultimamente saídos de Detroit, a General Motors proclamou, na terça-feira passada, que os seus fundos de pensão nos EUA estão “completamente consolidadados sobre uma base econõmica. menos noticiado foi o fato de a GM admitir que, em termos de contabilidade, ela está alguns centatavos – bem, US$ 3 milhões – longe da marca.

    Esprere um pouco. Se os planos de pensão da GM eram de US$ 9,3 bilhões no negativo no início de 1995, e se a empresa, para seu crédito, enfiou mais US$ 10,4 bilhões durante o ano, como é que o seu déficit de pensão não foi totalmente sanado?

    Chegaremos a ente ponto, mas a verdadeira notícia aqui é mais ampla do que a GM. De acordo com os especialistas, a maioria dos fundos de pensão, na realidade, perdeu terreno em 1995, apesar de que, como você deve se lembrar, este foi um ano muito bom para as ações e as obrigações.

    É verdade, os ativos do fundo de pensão tiveram um ano de manchetes. Mas como algumas vezes não é notado, os planos de pensão também têm passivos (suas obrigações para com os aposentados). E na maioria dos fundos, os passivos cresceram a uma taxa de causar vergonha ao crescimento dos ativos. Na margem isso significa que os planos de pensão de mais empresas “não terão fundos suficientes”. Mais adiante, supondo-se que não haja nenhum revertério na tendência, mais emrpesas terão que pagar mais dinheiro.

    A quem podemeos culpar? O declínio acentuado nas taxas de juros que deixou a todos felizes. Na medida em que as taxas caem, os fundos de pensão precisam reservar mais dinheiro hoje para pagar as obrigações fixas de amanhã. Na linguagem contábil, este “valor presente descontado” de seus passivos aumenta.

    Até agora, você, talvez, tenha sentido que os passivos de pensão oscilam mais em qualquer direção, do que os ativos. Por quê? Em uma frase, a maioria dos fundos está “mal-combinada”, o que significa que os seus passivos têm vida mais longa do que seus investimentos. Quanto mais longa for uma obrigação, mais o seu valor atual reagirá às mudanças nas taxas. E em um típico fundo de pensão, apesar de a média da obrigação ser de 15 anos, a média de duração da carteira de obrigações é de, aproximadamente, 5 anos.

    Se lhe parece que isto vai contra o senso comum, você esta certo. Nenhuma família sensata coloca o seu dinheiro de compras do mês (uma obrigação de curto prazo) em ações ordinárias (um ativo de longo prazo). E um estudante do segundo ano da faculdade provavelmente não colocará a sua poupança para a aposentadoria em obrigações de dois anos. Os Zés e as Marias da vida se agarram ao princípio de “combinação”, sem sequer pensar a respeito deste.

    Mas os gestores de fundos – os profissionais – insistem em carteiras de obrigações mais curtas de prazos e mal-combinados por uma razão simples e espantosa. Eles são clssificados – geralmente pelos consultores – de acordo com o seu desempenho contra os índices-padrão (e de curto prazo) de obrigações. Deste modo, em vez de investir para se manter acompanhando os passivos, os gestores estão investindo de maneira a evitar ficar para trás do índice popular em qualquer ano. Uma exceção corajosa é a AMR (duração média das obrigações: 26 anos). Os seus ativos levarão uma surra se as taxas subirem, mas devem rastrear os passivos de qualquer maneira.

    Fonte: Roger Lowenstein, “How Pension Funds Lost in Market Boom”, The Wall Street JournalI, 1º de fevereiro de 1996.”

  31. Flavio 17 de setembro de 2011 at 8:29 #

    Renato C,
    Tem que ver o regulamento do fundo antes de investir nele. Os regulamentos, que são submetidos à CVM, dizem se os fundos podem ou não investir em títulos do próprio banco.

    Os fundos do Banco Santos faziam isso, para azar de quem tinha dinheiro investido com eles.

  32. Guilherme 17 de setembro de 2011 at 17:37 #

    Concordo com o que o Flavio disse, analisar o regulamento dos fundos nos dá uma pista importante sobre a possibilidade de investimentos em títulos do próprio banco…

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  33. Erico 17 de setembro de 2011 at 18:13 #

    Amigos,

    Algum de voces tem conhecimento ou conhece os fundos do Santander de nome:

    (1) Santander MIX VAN GOGH RENDA FIXA
    (2) Santander PRIORITY VAN GOGH REFERENCIADO DI
    (3) Santander YIELD PREMIUM DI CRÉDITO PRIVADO

    Fundo 1 é de renda fixa, 2 e 3 fundos DI.
    Queria aplicar neles mas nunca apliquei em Fundo e tenho receio.
    Esses nomes estranho com as palavras MIX, ou CREDITO PRIVADO quer dizer alguma coisa?

    O Fundo 2 é de risco baixo segundo o site.
    Os Fundos 1 e 3 de risco médio!
    O que isso quer dizer na pratica!?

    Qlqer ajuda é bem vinda!

    Abss,
    Érico

  34. Guilherme 17 de setembro de 2011 at 18:43 #

    Erico, vamos lá!

    A classificação dos fundos de investimento toma como parâmetro os criterios estabelecidos pela ANBID. Nesse link: http://www.anbid.com.br/institucional/CalandraRedirect/?temp=5&proj=ANBID&pub=T&comp=sec_FUNDOS_DE_INVESTIMENTO&db=CalSQL2000&docid=4EBDDD76E9B84E3C83256E3000620AF9 temos as definições:

    FUNDOS DE RENDA FIXA: Fundos que buscam retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa (sendo aceitos títulos sintetizados através do uso de derivativos), admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros e de índice de preços do mercado doméstico. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de moeda estrangeira ou de renda variável (ações etc.). Devem manter, no mínimo, 80% de sua carteira em títulos públicos federais, ativos com baixo risco de crédito ou sintetizados, via derivativos, com registro e garantia das câmaras de compensação. Admitem alavancagem.

    FUNDOS REFERENCIADOS DI: Fundos que objetivam investir, no mínimo, 95% do valor de sua carteira em títulos ou operações que busquem acompanhar as variações do CDI ou Selic, estando também sujeitos às oscilações decorrentes do ágio/deságio dos títulos em relação a estes parâmetros de referência. O montante não aplicado em operações que busquem acompanhar as variações destes parâmetros de referência deve ser aplicado somente em operações permitidas para os Fundos Curto Prazo. Estes fundos seguem as disposições do art. 94 da Instrução CVM nº 409.

    Bom, fazendo uma simplificação bem rasa, mas apenas para fins didáticos de maior esclarecimento: é como se fundos referenciados DI tivessem a maior parte de sua carteira composta de LFTs e CDBs DI, e os fundos de renda fixa tivessem, além desses, prefixados como LTNs e NTN-Fs, e um pouco de pós-fixados, como as NTN-Bs.

    Os nomes “MIX” e “CREDITO PRIVADO” têm a ver com a composição de suas respectivas carteiras: o Mix é constituído por ativos que busquem retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa atrelados à variação das taxas de juros, pré e/ou pós-fixados e/ou de índices de preços, ou ambos: http://www.santander.com.br/portal/pam/script/templates/GCMRequest.do?page=8307 ao passo que o CREDITO PRIVADO aplica seus recursos preponderantemente em cotas de fundos de investimento e/ou fundos de investimento em cotas de fundos de investimento da classe Referenciado. Ou seja, mais em CDBs DI e outros títulos privaod sque sigam o DI.

    O fundo (2) é de baixo risco porque investe predominantemente em títulos públicos federais, ao passo que os fundos (1) e (3) aplicam, além de títulos públicos, em títulos privados, incorrendo num grau maior de risco, mas que tende, em contrapartida, a oferecer uma rentabilidade maior – é o chamado “prêmio de risco”.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  35. Ricardo Borges 19 de setembro de 2011 at 17:30 #

    Aproveitando que o Guilherme disponibilizou o artigo do Wall Street Journal e, que neste final de semana fiquei meditando com diversos questionamentos, achei por bem compartilhá-los com vcs:
    1) numa carteira diversificada, que tenha diversos ativos, por exemplo, ações, FII’s, LTFs, NTNs principais e, LTN, qual o melhor referencial (Benchmark) para esta carteira? Seria a rentabilidade do CDI?
    2) E, mesmo se tivesse uma mescla de títulos federais prefixados e pós-fixados, para uma boa diversificação, deve-se lembrar que, há títulos que variam inversamente com a taxas de juros. Portanto, a médio prazo, caso fosse feita uma comparação com o CDI e a taxa de juros subisse, a carteira teria um rendimento menor, e, se as taxas de juros caíssem a carteira teria uma rentabilidade maior. Sendo assim, acredito que, num prazo de 10 ou 20 anos, a carteira poderia perder para o CDI ou até ganhar. Então, quando analisamos a rentabilidade da carteira mês-a-mês, não teríamos uma rentabilade real e, sim, algo instantâneo, como acontece com a corrente alternada, a que temos em nossas tomadas de casa (desculpem-me a comparação para aqueles que não conhecem o estudo da eletricidade a fundo).
    Desta feita, será que não é necessário termos além da rentabilidade da carteira comparada com um Benchmark outros indicadores de avaliação da carteira?
    Escrevo isto porque neste último sábado terminei um curso de Planejamento Estratégico voltado para empresas, e, no final do curso, aprendi que um dos meios de avaliação é o Balanced Scorecard, que é composto por múltiplos indicadores para se avaliar a empresa. Então, pq não utilizar o Balanced Scorecard tb numa carteira de investimentos?
    O q vcs acham?
    3) Acrescento que, como dito no texto do periódico americano, a resposta para o descasamento dos ativos com os passivos é que, os administradores dos fundos são avaliados pelos índices-padrão, competindo por uma maior rentabilidade no curto prazo, e, não, no objetivo do casamento das despesas com as receitas.
    Portanto, qual é a opinião de vocês?

  36. Willy Fog 19 de setembro de 2011 at 23:20 #

    Muito bom Guilherme!
    .
    Da gosto de ler um artigo assim organizado e claro. A propósito, vc sabe se é possível saber quem são os profissionais que fazem a gestão desses fundos de RF dos bancos?
    .
    Abcs

  37. Guilherme 21 de setembro de 2011 at 6:35 #

    Ricardo, vamos lá!

    1) Sim, eu consideraria o CDI como o melhor benchmark;

    2) Ricardo, acho viável e bastante útil o emprego de outros critérios para avaliação de desempenho de uma carteira de desempenhos, pois teríamos, assim, uma “fotografia” mais apurada da carteira, sob diferentes ângulos. O Henrique Carvalho, do HC Investimentos, nos fornece outras métricas importantes, sendo uma das mais fundamentais para tal avaliação a questão do grau de volatilidade (risco) de uma carteira. Ele mostra que é possível ter um retorno mais otimizado com riscos proporcionalmente menores, fazendo uma distribuição mais equilibrada entre os diversos ativos que compõem uma carteira.

    3) Os fundos de pensão norte-americanos vivem numa pressão grande, pois são obrigados a ter competitividade no curto prazo, apesar de as obrigações serem de longo prazo. Aplicando isso para os investidores individuais, acredito que pode se fazer um balanceamento da carteira, no sentido de ser importante manter o investimento competitivo no curto prazo (com um rendimento que não perca do CDI), porém, quando se pensa no longo prazo, a métrica talvez seja outra, p.ex., alcançar um rendimento real de x% a.a. acima da inflação, p.ex., 6% a.a. acima da inflação. Dito em outros termos: manter a carteira com crescimento consistente durante a fase de acumulação, mas buscar outros meios de alcançar solidez na fase de recebimento de capital, onde o que mais conta é garantir rendimentos que garantam o poder de compra do dinheiro acumulado.

    Willy, no site da CVM não há informação sobre essa questão. Mas acredito que tal informação possa ser obtida através de contato com o departamento de RI dos bancos, ou por meio da assessoria de investimentos dos bancos.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  38. Rosana 5 de outubro de 2011 at 19:18 #

    Guilherme,
    Gostaria de saber qual é o critério usado para a criação de títulos públicos.
    Vou citar como exemplo as ntnb-principal, que são as minhas favoritas. Só existem para 15, 24 e 35. Quando chegar em 2015, serão disponibilizadas outras ntnb’s principais, com prazo inferior à 24?
    Eu gostaria de sugerir um tópico sobre esse assunto pois suponho que várias pessoas tenham a mesma dúvida que eu.
    Muito obrigada!

  39. Guilherme 8 de outubro de 2011 at 12:38 #

    Rosana, provavelmente o Governo irá sim disponibilizar outras NTN-Bs com prazo inferior a 2024 quando expirar a de 2015.

    Acredito que o governo crie os títulos de acordo com suas necessidades de captação de dinheiro e capacidade de pagamento nas datas de vencimento, podendo talvez fazer coincidir as datas de vencimento com momentos em que receba um forte fluxo de dinheiro…mas isso são apenas especulações.

    Ótima sugestão de pauta, já devidamente anotada aqui!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  40. Rosana 8 de outubro de 2011 at 13:04 #

    Guilherme,
    Agradeço por sua resposta, gostei do que escreveu, acho que deve ser esse mesmo o caminho seguido.
    Eu espero que o governo crie outras opções de ntnb-principal com vencimento antes de 24 pois é muito tempo o intervalo entre as duas…
    Legal ter gostado da minha dica!
    Abraços,

  41. Guilherme 8 de outubro de 2011 at 20:08 #

    Rosana, também espero que o governo crie outras opções nesse intervalo, e é bem provável que o faça, dado o histórico de interesse dos investidores pessoas físicas com esse perfil de títulos!

    Ah, e gostei de suas dicas sim, aliás, prezo muito pelas dicas dos leitores, eles dão uma excelente pauta para o blog!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  42. Juliano 7 de novembro de 2011 at 13:30 #

    A NTN-B de 2045 rendeu mais de 125% acima da inflação nos últimos 6 anos, e isso se deve à alta sensibilidade do título à taxa de juros associada a ele.

    O gráfico a seguir exemplifica bem esse efeito: http://www.rendimentosreais.com/artigos/sensibilidade-da-ntn-b-a-taxa-de-juros.html

    É preciso levar em conta que os títulos mais longos são tão arriscados quanto a renda variável.

  43. Guilherme 12 de novembro de 2011 at 14:33 #

    Obrigado pela participação, Juliano! De fato, os títulos de prazo mais longo possuem maior volatilidade. Por isso, quando o assunto é TD, sou mais conservador e prefiro os títulos de prazo menor, de até 4 anos.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  44. Rosana 17 de novembro de 2011 at 13:29 #

    Guilherme,
    Você conhece a corretora Easynvest?
    Vi no site do Tesouro que eles não cobram taxa de serviço. Gostei pelo fato de eles aceitarem transferência entre contas no lugar de Doc/Ted. Me interessei mas não sei até que ponto é uma boa corretora.
    O que acha?
    Obrigada,

  45. Guilherme 18 de novembro de 2011 at 7:09 #

    Olá Rosana!

    Me parece uma corretora séria. Agora, algumas observações:

    http://www.easynvest.com.br/quanto-custa/tesouro-direto.asp aqui diz que a taxa zero é uma “promoção válida até dezembro de 2012”.

    http://www.easynvest.com.br/quanto-custa/outros-servicos.asp a transferência de valores, ou seja, o saque de dinheiro da conta da corretora para a sua conta-corrente bancária está sujeito a uma tarifa de R$ 10, se o valor sacado for inferior a R$ 1 mil (e isento no caso de saques acima de R$ 1 mil).

    De qualquer forma, me parece uma corretora séria, e com baixos custos para o TD.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  46. Rosana 18 de novembro de 2011 at 19:13 #

    Oi, Guilherme

    Agradeço por sua resposta. Eu não tinha reparado essa parte dos 10,00.
    Não existe almoço grátis, né?
    Entrei em contato com a Custódia, que também tem tarifa zero para o Tesouro, para saber se é melhor do que a Easyinvest. Enquanto isso, continuo com a Octo que cobra 0,30% mas presta um bom serviço.
    Abraços,

    • Guilherme 22 de novembro de 2011 at 16:53 #

      Olá, Rosana, de fato, não há almoço grátis…. pesquisar sobre os custos operacionais, inclusive aqueles “mais escondidos”, é fundamental para termos uma ideia do “custo efetivo total” dos investimentos….

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  47. Renato C 20 de novembro de 2011 at 14:50 #

    Pessoal, o BANIF, ao operar TD, não possui esta taxa de saque da conta da corretora para a conta corrente não, né?!

    Falow !

  48. Renato C 20 de novembro de 2011 at 16:58 #

    Olá,

    Pesquisei aqui, de fato não tem taxa de saque da conta da corretora para a conta corrente. Fica aí a dica !

    Até !

    • Guilherme 22 de novembro de 2011 at 16:54 #

      Renato, excelente dica! $$$ economizado. 😀

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  49. Gouvea 21 de novembro de 2011 at 3:11 #

    São a Título, Concórdia e as já conhecidas Spinelli e Socopa que não estão cobrando a taxa de custódia.

  50. Rosana 21 de novembro de 2011 at 14:46 #

    Enviei um e-mail à Concordia para saber se existe alguma taxa a mais.
    O que me deixa meio com um pé atrás é: o que a corretora ganhará se eu usar seus serviços somente para o Tesouro Direto? Será que podem começar a cobrar de outra forma?
    Assim que responderem, posto aqui.

    • Guilherme 22 de novembro de 2011 at 16:57 #

      Rosana, o que as corretoras costumam argumentar é que a taxa zero para o Tesouro Direto funcionaria como um atrativo para que o cliente pessoa física investisse também no home broker da respectiva corretora.

      Porém, todos sabemos que o melhor mesmo é ter soluções específicas para cada investimento: você pode perfeitamente abrir conta numa corretora para operar exclusivamente no Tesouro Direto, e conta em outra para operar exclusivamente com ações, fundos imobiliários e ETFs. Fica a dica.

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  51. Gouvea 22 de novembro de 2011 at 1:49 #

    A Spinelli cobra taxa de saque.

    Que eu saiba apenas a Socopa não cobra taxa alguma.

    Resta saber sobre a Título e a Concórdia.

    Assim, e a Easyinvest também não cobra nada, segundo informação acima.

    Abs.

  52. Guilherme 22 de novembro de 2011 at 16:58 #

    Gouvea, a Banif também não cobra a taxa de saque, segundo a informação postada pelo Renato C.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  53. Rosana 22 de novembro de 2011 at 20:23 #

    Oi, Guilherme

    Entrei em contato com a Concórdia e os primeiros e-mails responderam rapidamente.
    O último, que é exatamente sobre as taxas se eu operar somente Tesouro Direto está demorando…
    Não é nada interessante para uma corretora que não cobra taxa do cliente, então acho que por isso a demora, eu sou o tipo de cliente que eles menos querem! Mudei 2 vezes de corretora para ações e gostei da que estou agora.
    O último contato que recebi foi:
    “Informamos que o Assessor da área de Ações envio um retorno direto no seu e-mail”
    De qualquer forma, estou aguardando a resposta deles.
    Eu uso a Octo e é uma boa corretora. Para mim tem que ser uma que trabalhe com Bradesco e aceite transferência entre contas pois não tenho Doc/Ted gratuito e pelos cálculos que fiz não compensa pagar mais essa taxa no lugar dos 0,30% cobrados pela corretora.
    Abraços e parabéns pelo blog!

  54. Guilherme 25 de novembro de 2011 at 16:46 #

    Rosana, estranho o fato de a Concórdia não ter respondido imediatamente ao seu questionamento. Porém, como vc bem afirmou, talvez isso se deva ao interesse no Tesouro Direto. De qualquer forma, vamos aguardar uma resposta deles!

    De fato, ter uma corretora que trabalhe com o mesmo banco em que você é correntista proporciona os benefícios de isenção de custos com TEDs/DOCs. Com uma taxa razoável, pode sim valer a pena, como é o seu caso!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  55. jayme 28 de dezembro de 2011 at 16:46 #

    Olá Guilherme
    Vou resgatar,em 01/01/12,o vr.de uma aplic.que pagará 94% do cdi. Estou na dúvida entre aplicar em LCI (o bva oferece 97% do cdi) ou em um mix do TD. Posso dispor do vr. por 3 ou 4 anos. Se voce achar que TD é mais interessante poderia dar sugestão de alguns títulos ?

  56. Guilherme 28 de dezembro de 2011 at 21:58 #

    Olá, Jaime, obrigado!

    Para esse prazo de aplicação, o Tesouro Direto é super recomendável. Um mix interessante de títulos:

    – LFT: de qualquer prazo. Se você escolher uma boa corretora, que não cobre mais do que 0,2% a.a. de taxa de administração, já estará ganhando, logo de cara, cerca de 97% da remuneração bruta do CDI. No mínimo 50% de sua aplicação em LFT, e seja feliz! Se você acrescentar outros títulos pre e pós-fixados, é quase que certo que você ganhará, nesses 3 a 4 anos, mais do que 100% do CDI. Para isso, as outras opções são:

    – NTN-B Principal com prazo de vencimento até 2015: por quê até 2015? Porque esse é um prazo compatível com seu investimento, e também porque os títulos de prazo mais curto oscilam menos. Ademais, a opção pela Principal não foi feita à toa: é que os juros ficam “presos” no título, só sendo pagos ao investidor ao final do investimento, maximizando a rentabilidade do título. Com as NTN-Bs você marca duplo: garante um rendimento real acima da inflação, e certamente baterá também acima dos 100% do CDI. Quase todas as NTN-Bs voltaram a pagar acimmde 5,5% a.a. + inflação, o que demonstra a preocupação do mercado com uma possível alta da inflação ano que vem. Até 30% da carteira de renda fixa em NTN-B seria uma ótima pedida.

    – LTNs e NTN-Fs: são títulos prefixados. Uma pequena porção – digamos, uns 5 a 15% do total – é interessante aplicar nesses títulos. Se a inflação cair e a SELIC idem, você “trava” um belo rendimento no futuro.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  57. Rosana 29 de dezembro de 2011 at 10:19 #

    Guilherme,

    Gostei da resposta que deu ao Jayme e gostaria de fazer-te outra pergunta:

    “No mínimo 50% de sua aplicação em LFT, e seja feliz!”
    Com a tendência de queda de juros, isso não seria um mal negócio e as NTNB Prin. melhores?

    “NTN-B Principal com prazo de vencimento até 2015: por quê até 2015? Porque esse é um prazo compatível com seu investimento, e também porque os títulos de prazo mais curto oscilam menos.”
    Essa segunda parte, a da oscilação, você acredita ser mais arriscado investir em NTNBP com vencimentos para 24 e 35?
    Atualmente eu considero esse o melhor investimento do TD então sempre coloco mensalmente um pouquinho nessas 2 de prazo mais longo (0,2 geralmente), para uma “poupança” de longo prazo e também porque os preços são menores. Será que é um bom negócio o que tenho feito ou melhor investir tudo na que vence em 15?

    Desejo a você um excelente 2012, e muito, muito sucesso ao seu blog!

    Abraços e mais uma vez agradeço por sua atenção.

  58. Guilherme 29 de dezembro de 2011 at 10:42 #

    Olá Rosana!

    1) Realmente seria mais vantajoso a alocação em NTN-Bs, no que se refere à proteção quanto à inflação. Adicionalmente, como o leitor informou que poderia dispor do dinheiro a médio prazo, cerca de 3 a 4 anos, alocar uma fatia um tanto quanto “generosa” em LFTs também poderia ser uma opção atrativa, haja vista que as LFTs, de certa forma, não deixam de ser uma proteção contra a inflação no tempo presente.

    2) O maior risco se refere às oscilações de curto prazo. No entanto, vejo que você tem uma estratégia muito bem definida nos aportes nas NTN-Bs de prazo maior, qual seja, formação de reservas para aposentadoria, de modo que esse risco praticamente desaparece. Além disso, você faz um ótimo negócio ao investir nesses títulos de prazo maior, uma vez que provavelmente não teremos as atuais taxas de juros quando chegarmos lá. Como o leitor disse que poderia dispor do dinheiro a médio prazo, considerei oportuno alocar nessas NTN-Bs de prazo menor, fazendo “casar” o prazo do papel com o prazo do investimento.

    Resumindo: continue com sua estratégia, que considero excelente! Você terá retornos muito bons ao ter a disciplina e a visão de longo prazo nos investimentos no Tesouro Direto!

    Retribuo os votos de boas festas, lhe desejando também um EXCELENTE 2012!!!!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  59. Rosana 29 de dezembro de 2011 at 11:12 #

    Oi, Guilherme

    Agradeço muito por sua resposta e fiquei feliz em saber que considera excelente a minha estratégia.
    “Ouvir” algo assim de um expert no assunto é um grande elogio!
    Abraços,

  60. jayme 30 de dezembro de 2011 at 13:51 #

    Oi Guilherme

    Muito obrigado pelas suas orientações.

    Um excelente 2012 a você e a todos os internautas que conheci através da Valores Reais e que Deus continue lhe abençoando.

  61. Guilherme 3 de janeiro de 2012 at 18:22 #

    Rosana, obrigado, você tem tido uma excelente evolução como investidora consciente!

    Jayme, obrigado!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  62. Frederico 16 de janeiro de 2012 at 14:16 #

    Guilherme, boa tarde
    Há uma aplicação no Santander ( CDB Recompensa ) que, se aplicado no prazo de 36 meses dá a rentabilidade de 102% do CDI.Ao meu ver é uma taxa interessante, visto que requer uma aplicação não muito alta (10k).
    Qual a sua opinião?

    abs,

  63. Guilherme 17 de janeiro de 2012 at 20:19 #

    Fred, vejo com mais positividade os CDBs, justamente por não terem taxa de administração e não terem, portanto, gestão ativa. O difícil é conseguir bons percentuais do CDI. Nesse caso parece ser uma opção interessante, mas é preciso se planejar para manter o investimento até o vencimento.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  64. Jose Americo 1 de maio de 2012 at 14:37 #

    Ola Guilherme,
    Hoje estava navegando na Internet pesquizando sobre uma estratégia para investimento em TD e achei o teu site que me agradou muito, pois voce explica as questões com fundamentos.
    Tenho uma duvida quanto aplicações em TD que gostaria que pudesse me esclarecer.
    Tenho observado que as NTNBs Principal tem apresentado boa rentabilidade, mas a de vencimento em 2015 menor.
    Tinha um valor aplicado neste vencimento mas mudei para a de vencimento em 2035 que tem apresentado um rendimento melhor. Em principio não prentendo carregar até o vencimento.
    As minhas questòes são:
    1- Os titulos a medida que se aproxima o vencimento ficam menos atrativos para o mercado?
    2- Os rendimentos para estes titulos serão menores?
    3- Estamos passando uma fase de bons rendimentos para as NTNBs Principal, ao ponto de termos rendimentos mensais de mais de 5%, chegando até a 30% aa. Quando chegar proximo ao vencimento estes rendimentos poderão ser negativos para se chegar ao valor contratado?
    4- Tenho tambem observado que as taxas de compra para as NTNBs com vencimento em 2015 são as mais baixas. Isto reflete um desestimulo do governo para venda destes titulos que estòa mais proximos do vencimento?
    Desculpe tantas perguntas, mas existem algumas duvidas em minha cabeça quanto a este tipo de investimento e a melhor estrategia para tirar o melhor proveito deste tipo de aplicação.
    Agradeço desde já e que Deus esteja contigo, e Jesus te dando a paz que so ele tem.
    Um abraço.
    Jose Americo

    • Guilherme 1 de maio de 2012 at 17:29 #

      Olá, José, obrigado pelas palavras!

      Vamos lá:

      1) Não é que fiquem exatamente menos atrativos, é que as taxas ficam mais “previsíveis”. Como a inflação tem sido alta, isso joga as taxas de juros lá em baixo, para igualar com a SELIC atual.

      2) Os rendimentos tendem a ser mais próximos da SELIC atual, mas não quer isso dizer que sejam necessariamente menores. Porém, por conta da maior alíquota do imposto de renda, eles tendem a ter um rendimento mais baixo, porém, mais “estável”.

      3) Não, não vão ser negativos à medida que se aproximar a data de vencimento. Haverá apenas o ajuste normal de mercado.

      4) Na verdade, as taxas mais baixas dos títulos de prazo mais curto refletem o menor risco que eles embutem. Pode observar que, quanto mais longe a data de vencimento, maior é a taxa pactuada, e isso vale inclusive para os prefixados. Isso ocorre porque os investidores que compram esses papéis precisam de um “prêmio de risco”, pela maior exposição a oscilações e maior possibilidade de perda caso a SELIC suba no futuro.

      Obrigado e qualquer dúvida, é só perguntar!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  65. Jose Americo 7 de maio de 2012 at 20:29 #

    Guilherme,

    Muito obrigado pelos esclarecimentos.

    Mais uma questão: O valor do titulo no vencimento é exatamente o valor contratado ou no minimo o valor contratado?

    Acho que vou agora fazer mais alguns exercicios com a matematica do TD para monitorar minha aplicação na NTNB principal 35.

    Mais uma vez obrigado.

    Um abraço e que Deus esteja abençoando seus passos.

    Jose Americo

    • Guilherme 9 de maio de 2012 at 11:38 #

      Olá José!

      O valor do título no vencimento é o valor contratado. 🙂

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  66. Mauricio Bins 8 de maio de 2012 at 22:00 #

    Oi Guilherme,

    Acho teus artigos excelentes. Tenho uma dúvida em relação ao Tesouro Direto: alguns titulos apresentam uma rentabilidade bem maior que a taxa inicialmente pactuada. Por exemplo, 51,18% (12 meses) para o NTNB-Principal com vencimento em 2035. Então por que levar o titulo até o vencimento quando se pode vende-lo a uma taixa bem superior. Nao faz muito sentido.

    Um grande abraco,

    Mauricio

    • Guilherme 9 de maio de 2012 at 11:40 #

      Olá Maurício.

      De fato, se vender antes pode aproveitar essa rentabilidade boa. Só que devem ser observados alguns fatores: dessa rentabilidade bruta, devem ser descontadas as taxas de custódia + as alíquotas do imposto de renda, que são tanto mais altas quanto menor for o prazo do investimento. Ademais, carregando o título até o vencimento, é possível levar pra casa uma quantidade maior de dinheiro, em termos absolutos, pois a rentabilidade incidirá durante vários e vários anos, fazendo a “massa do investimento” aumentar de tamanho ao longo do tempo, com menos incidência de taxas, e menos incidência proporcional de imposto de renda.

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  67. Fábio 22 de junho de 2012 at 14:29 #

    Existem vantagens práticas para uma empresa tomar recurso em um FIDC (onde as operações não tem incidência de IOF) ao invés de uma instituição financeira (com IOF) considerando que as taxas finais sejam as mesmas? (por exemplo, 1,90%am.)

    • Guilherme 7 de julho de 2012 at 12:44 #

      Fábio, essa pergunta infelizmente vou ficar devendo a resposta. Solicito que verifique junto a um economista sobre a viabilidade prática dessa operação.

  68. Leonel 28 de junho de 2012 at 16:55 #

    Oi Guilherme,

    Estou no meu primeiro emprego, e gostaria de uma dica sua de como “poupar/investir dinheiro” em um curto prazo (mais ou menos 2 anos). É o seguinte gostaria de começar investindo/poupando algo enre R$ 1.500,00 por mes. Com o objeticvo de compar um carro. Esse meu primeiro investimente ira servir mas como um teste, para ver se esse é mesmo o meu perfil, e de quebra, no final destes 2 anos, eu compraria meu primeiro carro zero. Andei lendo muita coisa sobre o Tesouro direto, seria a melhor opçao no meu caso?

    • Guilherme 7 de julho de 2012 at 12:45 #

      Olá Leonel!

      O Tesouro Direto seria sem dúvida uma excelente opção, talvez mesmo a melhor. Uma sugestão seria bipartir esses R$ 1,5k, colocando metade numa LFT e outra metade num título indexado à inflação com vencimento daqui a dois anos. 🙂

  69. Rubens Pedroso 30 de julho de 2012 at 12:34 #

    Bom dia Guilherme.

    Em primeiro lugar, quero parabenizá-lo pelos seus artigos. Você consegue explicar as questões com muita clareza.

    Uma dúvida.

    Existe algum fundamento em fazer análise gráfica com os mesmos conceitos que se faz com ações da bolsa, para títulos do tesouro que apresentam grande volatilidade, como por exemplo NTN-B Princ. 150824?

    Um abraço

    • Guilherme 4 de agosto de 2012 at 12:42 #

      Olá, Rubens, obrigado pelas palavras!

      Bom, ao meu ver, não existe, uma vez que se tratam de ativos que apresentam características bem distintas, não podendo os conceitos da análise técnica das ações serem aproveitados para os títulos públicos de maior volatilidade.

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  70. klaus 31 de julho de 2012 at 12:22 #

    Bom dia Guilherme,

    Sou investidor de primeira viagem, gostaria de um conselho pra investir 500.000 reais com prazo de 2-3 anos em renda fixa do TD e como fazer eventualmante para ter acesso a este tipo de investimento.

    Muito obrigado
    Un abraço

    • Guilherme 4 de agosto de 2012 at 12:43 #

      Oi, klaus.

      Recomendo destinar uma parte em LFTs, outra parte em NTN-Bs e outra em prefixados. Para ter acesso a esse tipo de investimento, basta se cadastrar numa corretora de valores, desde que ela não cobre uma taxa de custódia cara (no máximo, 0,2% a.a.).

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  71. Carlos 31 de agosto de 2012 at 22:47 #

    Olá Guilherme,

    Parabéns pelos seus artigos, vc é muito didático.
    Sou iniciante em TD e tenho uma duvida: pelo que entendi, os titulos em NTN-B Principal para 2024 e 2035 rendem o IPCA mais uma taxa que não passa atualmente de 5%aa. Como é possível então que esses títulos estejam rendendo até mais de 40% em 12 meses, se o IPCA + Juros contratado é bem inferior a isso?

    Um grande abraço.

    • Guilherme 1 de setembro de 2012 at 10:14 #

      Oi Carlos.

      A alta rentabilidade dos títulos públicos nos últimos 12 meses se explica pela “marcação a mercado”, ou seja, são títulos que tiveram grande procura nos últimos meses, fazendo com que seu valor de mercado acompanhasse essa tendência e aumentasse também.

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  72. Carlos 2 de setembro de 2012 at 19:53 #

    Oi Guilherme,

    Só mais uma dúvida…. isso significa que até 2024 ou 2035 esses títulos podem render bem mais que o IPCA + Juros contratado? Eu pensei que no vencimento desses títulos NTN-B eu teria obrigatoriamente como rendimento o IPCA + juros contratado do período todo…
    Obrigado e fique com Deus.

    Carlos

    • Guilherme 2 de setembro de 2012 at 21:53 #

      Oi Carlos,

      Sim, em tese, é possível render mais do que o contratado, se, durante a fase de maturação, houver uma forte oscilação no mercado – o inverso pode ocorrer também, ou seja, haver eventualmente juro negativo, rentabilidade negativa. No entanto, à medida que se aproxima a data de vencimento, o preço do título vai se reajustando de modo a refletir a taxa de juros + IPCA contratado.

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  73. Marcelo Q. 15 de novembro de 2012 at 9:57 #

    Carlos tudo bom?
    Consegue nos dizer porque o fundo de letras do tesouro do Bradesco está dando -0,6 negativo em novembro até agora??????

    • Guilherme 15 de novembro de 2012 at 18:07 #

      Marcelo, isso se deve às oscilações do mercado, que provocam uma alteração no valor dos títulos, o qual, por sua vez, acaba se refletindo na rentabilidade momentânea dos fundos que investem em tais títulos. Nesses casos, é sempre bom “aguentar firme” e não tirar o dinheiro nesses momentos de crise, pois podem ocorrer perdas.

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  74. Leonardo 6 de fevereiro de 2014 at 0:41 #

    Guilherme muito legal o artigo. Fico feliz que existam mais pessoas querendo ajudar as pessoas a investir melhor o dinheiro. O tesouro direto vem se mostrando uma alternativa muito interessante para o investidor. Agora com a alta nos juros as taxa estão bem interessantes.

    Abraço

    • Guilherme 7 de fevereiro de 2014 at 21:38 #

      Oi Leonardo, grato pelas palavras.

      O Tesouro Direto é um importante instrumento para ganhar uma rentabilidade extra na renda fixa.

      Parabéns pelo blog! Gostei bastante => http://queroinvestiragora.com/

      Abç!

  75. CORNELIUS OKWUDILI EZEOKEKE 29 de abril de 2014 at 16:20 #

    Boa tarde Guilherme,primeiramente,parabéns pelo blog e seu conteúdo.Está servindo para auxiliar muita gente em relação a Educação financeira.Sempre leio os artigos com muita atenção e apreço.Sou pequeno investidor desde 2010.Nunca tinha investido no TD e gostaria de começar!.A minha dúvida em relação ao chamado juros compostos é o seguinte:Quando alguém compra um título público que não paga os cupons semestrais como o NTNB PRINCIPAL,aonde entra os juros compostos? uma vez que a pessoa já sabe quanto esse título vai render no vencimento?.Quero poder entender isso antes de começar a investir nesse mercado.Já invisto no mercado de ações há quase 04 anos.Obrigado pela atenção.

    • Guilherme 29 de abril de 2014 at 19:22 #

      Olá Cornelius, obrigado pelas palavras, e parabéns pela atitude proativa de ser um investidor há bastante tempo!

      Os juros no caso dos títulos prefixados do Tesouro Direto, que não pagam cupom de juros, são calculados sobre o valor aplicado, considerando a taxa contratada no momento da compra.

      Dessa forma, a cada ano que passa, os valores sofrem o reajuste em função do valor contratado no momento da compra.

      Você pode fazer uma simulação na calculadora: http://www3.tesouro.gov.br/tesouro_direto/calculadora/calculadora.aspx

      Abç!

  76. Francisco 18 de junho de 2015 at 1:26 #

    Guilheme, gostaria de saber sua opinião sobre minha estratégia.
    Meu objetivo é, no futuro, viver de renda (ou pelo menos que os rendimentos paguem minha contas básicas), então os títulos Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 e 2050 satisfazem meu objetivo.

    Porém, sei que não é vantajoso ficar pagando IR todo semestre, para pequenos rendimentos (e porque seria interessante reinvestir os dividendos).

    Mas aí que vem a dúvida: as taxas de juros hoje (6% + ipca) são elevadas, e quando o país voltar aos eixos (ou pelo menos ficar menos ruim, já que não pode ficar pra sempre em crise), este título vai render bastante, comparado com os que serão vendidos futuramente.

    É um raciocínio válido? Acha que vale o risco de deixar de ganhar agora, pra ganhar futuramente com os juros de hoje?

    • Guilherme 18 de junho de 2015 at 8:39 #

      Olá Francisco!

      Sim, seu raciocínio é perfeitamente válido!

      Tanto é assim que muitos investidores também adotam essa estratégia: comprando os títulos IPCA de prazo mais longo, para, quando o ciclo econômico virar para o lado positivo, eles renderem e se valorizarem bastante.

      Isso aconteceu no passado recente, e vai ocorrer mais pra frente.

      Quanto ao pagamento de iR para os juros semestrais, penso que é um pequeno preço que se paga para utilizar essa estratégia, haja vista que não temos títulos similares que não paguem juros semestrais.

      Enfim, o amplo benefício acaba compensando esse pequeno custo.

      Abç!

  77. Marcelo 20 de junho de 2015 at 12:15 #

    Ola Guilherme, parabens pelo excelente site! Estou devorando todos os seus textos! rsrs

    Eu tenho uma dúvida: desde jan/2014 eu tenho 60k aplicado em LTN com juros prefixado a 12,38%, o qual vencerá apenas em jan/2017. Segundo o extrato atual, nos últimos 12 meses tenho tido uma rentabilidade bruta de 7,89%. Entendo que deverei esperar até o vencimento para poder atingir os 12,38% acordado no momento da compra, certo?

    Minha dúvida é a seguinte: valeria a pena eu vender os titulos agora, de modo a poder comprar outros com maior rentabilidade?

    Aproveitando, na sua opiniao, quais outros títulos vc acha melhor do que o LTN?

    Obrigado!

    • Guilherme 20 de junho de 2015 at 13:32 #

      Olá Marcelo, grato pelos elogios!

      Quanto à sua dúvida, minha recomendação é manter as LTNs até a data de vencimento, e isso porque você não só conseguirá receber os títulos com uma rentabilidade líquida provavelmente acima dos 10% a.a., recebendo, assim, a taxa contratada no ato da compra, como também porque você pagará menos imposto de renda.

      Além disso, manter os títulos até o vencimento lhe dará uma rentabilidade cerca de 40%-50% superior à rentabilidade da caderneta de poupança.

      Sobre outros títulos bons pra compra, recomendo o Tesouro IPCA+ 2019, que é o único atualmente pagando acima de 6,5% a.a. bruto + inflação.

      Abç!

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