Gustavo Cerbasi na Folha de S. Paulo: “No atual estágio da educação financeira dos brasileiros, um caro plano de previdência privada ainda é a melhor solução para a maioria da população”

Pessoal, não confiem cegamente no que vocês lêem por aí, por mais famosa que seja a fonte de informação. Quem é leitor habitual do blog sabe quão nefasto é pagar caro pelos investimentos. Afinal, quanto mais caro você pagar em taxas de administração, corretagem, emolumentos etc., menos retorno líquido você receberá.

No mercado norte-americano, é praticamente uma unanimidade o fato de que um dos principais fatores corrosivos da rentabilidade líquida dos investimentos é o custo das aplicações.

E não, não me venham com esse papinho furado de que você não tem tempo para investir, que você não gosta de estudar as melhores aplicações para seu dinheiro patati patatá. Você deve levar a sério sua carreira de investidor, tanto quanto leva a sério sua carreira profissional. Preguiça mental só fará de você uma pessoa mais ignorante e facilmente manipulável pela indústria de investimentos. Não caia nessa. Saia de sua zona de conforto, porque não existe pessoa mais preocupada com seu futuro do que você mesmo. O gerente de banco, o corretor etc., estão preocupados é com o futuro deles EM PRIMEIRO LUGAR.

Foi com espanto que li hoje na Folha de S. Paulo um artigo do Gustavo Cerbasi dizendo exatamente isso que vocês leram no título desse artigo:

“No atual estágio da educação financeira dos brasileiros, um caro plano de previdência privada ainda é a melhor solução para a maioria da população, desde que se faça uma boa pesquisa entre as diferentes ofertas desse tipo de produto” (destaquei).

Tá, e em qual estágio da educação financeira dos brasileiros um plano barato de previdência privada será a melhor solução? Será que a educação financeira não começa pela rejeição dos brasileiros a planos caros, forçando as instituições financeiras a oferecerem produtos mais baratos?

Bom, estou cansado de ficar repetindo a importância de vocês procurarem investimentos baratos, e as evidentes vantagens dessa postura inteligente de lidar com o dinheiro. Se quiserem saber mais, consultem a seção de arquivos do blog que terão muito material a respeito.

O meu alerta de hoje é para que vocês desconfiem de tudo o que lerem na mídia.

Enquanto houver pessoas defendendo que vocês comprem produtos de investimento “caros”, fica evidente que a batalha pela disseminação da educação financeira no Brasil vai ficando cada vez mais difícil e mais complicada do que supunha a nossa vã filosofia… Boa noite e boa semana.

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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31 Responses to Gustavo Cerbasi na Folha de S. Paulo: “No atual estágio da educação financeira dos brasileiros, um caro plano de previdência privada ainda é a melhor solução para a maioria da população”

  1. Roberto Riccio 15 de março de 2011 at 0:12 #

    Bravo!

    Impressionante como todos acabam sendo manipulados por esse tipo de informação que aparece na mídia.

    Tem que fechar os ouvidos e focar nos conceitos chave do Intelligent Investor, seu blog e afins.

    Confiar na mídia ou em autoridades financeiras na hora de fazer investimentos é pedir pra ter retornos abaixo do mercado.

    Bom post.

  2. Evertonric 15 de março de 2011 at 10:19 #

    Pois é Guilherme,
    sempre achei as indicações do “não mais pobre” Gustavo Cerbasi um pouco duvidosas.
    Li todos os livros do autor, sou fã de seus livros , mas não de suas indicações de investimentos.
    O acompanhava mais de perto no começo de meu aprendizado como investidor, o livro “Casais Int….juntos” foi o que me dispertou para o mundo dos investimentos, sou muito grato a este livro, porém o autor as vezes se perde no mundo dos $$$$ e indica qualquer coisa para qualquer desavisado.
    A ignorancia já não “desculpa”, com o mundo online as informações estão em um clique, buscar no google, conhecer economistas nas redes socias, perguntar nos blogs, e etc…
    Ler, aprender e diversificar é a solução.
    Como vc mesmo indica aqui no VR, deixem de “lado” a TV, o futebol, o video game e etc….
    Faça aquilo que possa agregar ao seu conhecimento.
    Ótimo alerta de sua parte amigo Guilherme.
    Um forte abraço.

  3. Deuteron 15 de março de 2011 at 10:48 #

    “Qui prodest?”

    A quem esse comentário aproveita?

    Aí está o verdadeiro sentido dele.

  4. EVANDRO 15 de março de 2011 at 15:25 #

    Parabéns mais uma vez!!!

    Abraços!

  5. Larissa 15 de março de 2011 at 15:26 #

    Guilherme,

    Adoro o valores reais.
    Gosto muito do trabalho do Cerbasi entretanto, acho que a frase foi infeliz.
    Quero custos baratos para os meus investimentos renderem mais. Dinheiro não aceita desaforo!
    Abraços,

    Larissa

  6. Marcelo Guterman 15 de março de 2011 at 20:02 #

    É a primeira vez que visito o seu site, e vejo que comungamos de muitas idéias. Descobri o seu site vendo as estatísticas de meu blog (www.cuidandodoseubolso.blogspot.com), e vendo que algumas visitas foram direcionadas de seu site. Não encontrei, porém, o link. De qualquer forma, fica aqui o convite para seguir também o meu blog.
    Forte abraço
    Marcelo (Dr. Money)

  7. Investidor Defensivo 15 de março de 2011 at 21:21 #

    Olá Guilherme.
    Concordo PLENAMENTE com vc!
    Mas o que eu também vejo acontecer é de grande maioria das pessoas
    não interessam por finanças, não tem disciplina e nem preocupam com isso.
    Então de uma hora pra outra, aparece alguém para oferecer um plano de previdência ou tem um surto de preocupação com aposentadoria e então acaba comprando o plano.
    O que acontece é que o “Joselito” agora tem o DEVER de pagar mensalmente um pequeno aporte… Quando pensa em desistir de pagar ele vê o tamanho dá pancada de imposto de renda que irá pagar pela retirada, que acaba continuando o plano…
    Ou seja, uma economia forçada, não das melhores mas que no futuro irá ajudar um pouco na sua aposentadoria…
    Talvez o Gustavo Cerbasi estaria levando isso em consideração…

    abs!

  8. Janaina Boaventura 15 de março de 2011 at 22:44 #

    Estou chocada com esta afirmação do Cerbasi. Simplesmente sensacional seu post que serve como alerta a todos os brasileiros a darem um basta naqueles que julgam nossa educação, seja ela em que âmbito for, como qlr coisa, mera transmissão de conhecimentos acumulados.

    Obrigada Gui!

    Ah!! Vou aproveitar que dia 22/03 irei numa palestra dele aqui em SP [inclusive a chamada está no meu blog http://tenhoquepoupar.wordpress.com] e se houver a oportunidade levantarei a “lebre” entre os participantes para que saibam avaliar muito bem o conteúdo passado por ele.
    Um forte abraço,
    Janaina

  9. Janaina Boaventura 15 de março de 2011 at 22:47 #

    Esqueci de te dizer que estou super feliz de ter de volta vc aqui conosco!!!!rsrs… vc está melhor? Adoro as resenhas, os posts intimistas que vc sabe como ninguém escrever pra nós. Muita informação de qualidade!!! Bjs

  10. André Savi 16 de março de 2011 at 10:13 #

    Fala Guilherme, blza?

    Eu também não concordo com o que ele disse, mas acredito que ele quis deixar a mensagem “melhor do que nada”.

    Não tenho previdência privada e nunca me interessei justamente pelos altos custos!

    Mas fica a pergunta, qual é o custo ideal? Como comentado em outro artigo seu pelo Henrique Carvalho, qual seria a taxa ideal de expense ratio? 0,5%? 0,25%?

    Considero o expense ratio, o custa da operação (corretagem + impostos + taxas) / valor a ser investido.

    Muitas pessoas consideram os custos da previdência privada altíssimo, mas investe todo mês, por exemplo R$ 500,00 com um custo total de R$ 10,00, tendo portanto 2% de custos.

    Quem está mais errado?

    Forte abraço e fica com Deus.

  11. Gisely Chessed 16 de março de 2011 at 15:16 #

    Guilherme! Esse é o melhor “dando os nomes aos bois” de todos os tempos!
    Imagine quantas pessoas comprarão a primeira revista de “nelhores investimentos”, “melhores fundos de blá blá blá” por causa de uma declaração estúpida dessa!!

  12. http://investindo-todo-mes.blogspot.com/ 16 de março de 2011 at 15:17 #

    Bom post!

    Aconteceu comigo qdo contratei a previdencia privada atraves do brasilprev, e quando percebi que previdencia nao era investimento e fui cancelar , a pancada era grande no IR pois meu plano era na tabela regressiva , entao eu cancelei os aportes e como o valor era pequeno estou deixando la para completar o tempo em que o IR descontado fique com a menor incidência.

    abços

    ITM

  13. Breno 16 de março de 2011 at 17:13 #

    ITM,

    Não é necessário parar com os aportes.

    É POSSÍVEL REALIZAR A MIGRAÇÃO DE PLANO PREVIDENCIARIO! Tanto para outro plano da propria Brasilprev como pra planos de qualqeur outro gestor / seguradora, contando que seja de PGBL para PGBL e VGBL para VGBL. Procure casas com taxas mais baratas!! Ex: Icatu

  14. Evertonric 16 de março de 2011 at 17:46 #

    Boa dica Breno !!
    Eu mesmo não sabia deste detalhe, por isso que adoro o Valores Reais, todos aqui, includso os leitores, tem muito a agregar.
    Somos todos gratos.
    Abraços

  15. http://investindo-todo-mes.blogspot.com/ 16 de março de 2011 at 21:24 #

    Obrigado pela sugestao Breno, mais eu parei de fazer aportes na previdência por achar o FUNDOS IMOBILIARIOS mais interessante do que a previdência e no entanto atualmente meus aportes estão indo para o tesouro direto e fundos imobiliarios.

    abços

    ITM

  16. Jônatas 16 de março de 2011 at 22:45 #

    Fala Guilherme,

    Previdência Privada é fria. Quem é educado financeiramente sabe disso. Mas eu entendi o que o Gustavo quis dizer, antes PV do que nada.
    Acabei escrevendo um post sobre PGBL/VGBL no Efetividade blog. Coincidência. O meu post surgiu da orientação dada a uma colega de trabalho que no final de duas horas de conversa, respondeu: ainda prefiro pagar todas das taxas de um PGBL a ter que estudar finanças. Fez a escolha.

    Abraço!

  17. Finanças Inteligentes 17 de março de 2011 at 15:42 #

    Esse é um assunto meio complicado e eu não queria nem falar nisso mas lá vai,

    Pessoas que tem grande influência no mercado (como o Cerbasi) as vezes podem ser “incentivadas”, “influenciadas” ou “patrocinadas” a fazer determinadas declarações em favorecimento de alguém, ou algum negócio ou mesmo alguma grande instituição. Isso é errado? Claro que sim, mas a escrita faz o trabalho de “limpar a sujeira”, veja que o título começa dessa forma: “No atual estágio da educação financeira dos brasileiros…”, pronto ele se livrou do que seria uma péssima indicação na área de investimentos mas influenciou muita gente que quer investir e não tem conhecimento ou não sabe onde colocar o dinheiro. A parte que acaba “gravando” no cérebro é a parte final do título, sem falar que muita gente tem preguiça até de ler o artigo e só de bater o olho no título já se “forma uma opinião”.

    Não estou dizendo que esse foi o caso dessa declaração do Gustavo Cerbasi mas declarações inocentes de pessoas com boa influência no mercado não existem.

    • Jônatas 19 de março de 2011 at 18:11 #

      FI e demais…

      Bom assunto para discussão.
      Inclusive existem sites/blogs que escrevem posts patrocinados, alguns divulgam que o post é patrocinado e outros não. O que pensam disto?

      Abraço!

  18. Investidor Defensivo 17 de março de 2011 at 23:29 #

    Breno!
    Caramba! Não tinha pensado na migração de planos para diminuir a taxa de administração! Tenho um brasilprev tb… mais um trabalho pra eu analisar! rs

    Jonatas,
    Dureza hein ! rs…

  19. Luiz 17 de março de 2011 at 23:31 #

    R$51.000,00 aplicado em renda fixa(um aporte) durante 36 meses usando o CDI como referencia daria:R$69.072,36.
    R$49.000,00 aplicado em renda variável(um aporte) usando o Ibovespa como referencia daria:R$54.835,41

    Total: 123.907,77.

    Aplicando R100.000,00(um aporte) no plano que tenho(49%RV e 51%RF)durante os mesmos 36 mesmos daria R$128.635 ja descontando a taxa de administração de 2% a.a.
    (dados até janeiro de 2011)
    A meu ver o fato de pagar taxa de administração não esta afetando a rentabilidade do plano. Somando a isso o fato de ter o diferimento do imposto de renda(deixar de pagar 27,5% e pagar 10% depois de 10 anos)Na verdade eu acho um bom investimento para quem não tem tempo de acompanhar o mercado e não vai precisar do dinheiro antes de 10 anos.Só não se deve optar por receber o benefício( tábua atuarial e só repassa 20%do resultado financeiro ou seja o dinheiro é seu mas o resultado dos investimentos ficam com o banco, que atualiza o benefício somente pela inflação, fora que se você morrer o dinheiro fica com o banco!.E sim ir sacando aos poucos quando os apostes irem completando 10 anos. O que vcs acham?

  20. Evertonric 18 de março de 2011 at 16:30 #

    Luiz, vc perguntou o que eu acho. Posso ser sincero?
    Eu acho um tremendo de um ERRO.
    Tudo isso que vc disse ai acima é um erro só. Porque qualquer um com uma simples introdução em investimentos, todos sabemos que não se faz aportes grandes assim de uma só vez, como investidor individual.
    E pra encurtar a conversa, R$100.000,00 na previdencia privada é pior ainda (pra não dizer uma merda).
    Como pode vc fazer uma comparação inicial de 36 meses. (incluindo crash 2008) e depois no final de seu comentário dizer que vale muito a pena ir sacando dinheiro “APÓS completar 10 anos”. E para que deixar o dinheiro lá por 10 anos?!?!
    E a diversificação de seus investimentos?
    E na renda fixa ainda temos as opções de TD, imóveis, entre outros e não somente CDI ou previdencia privada.
    Desculpa-me amigo Luiz, mas não tem coerência.
    Abraços.

  21. Luiz 18 de março de 2011 at 22:13 #

    Na verdade acho que não fui muito bem entendido.

    Eu fiz essa simulação para ver o impacto da taxa de administração!

    Na verdade não houve impacto ja que a rentabilidade do plano foi maior do que seu eu tivesse aplicada a mesma porcentagem em renda fixa e renda variável(fora que conseguir a mesma diversidade do indice bovespa ia custar muita corretagem e mesmo as etfs tem taxa de administração(baixas!.)

    A simulação que eu fiz não levou em consideração nenhuma taxa administrativa na aplicação em renda variável e renda fixa , somente levei em consideração a aplicação do pgbl que é de 2% ao ano.

    Eu usei o tempo de 36 meses de rentabilidades passadas para ver que se prevalecesse a “lógica” a aplicação no pgbl deveria render aproximadamente 6% a menos(2% ao ano de taxa de administração descontada.)

    Qual não foi minha surpresa ao verificar que mesmo com taxa de administração a aplicação em pgbl rendeu mais do que seu eu tivesse aplicado o mesmo valor com a mesma alocação em renda fixa e renda variável(usando o ibovespa e cdi como referencia).

    Usei o valor de 100.000 sem mais nehum aporte para facilitar o cálculo.

    Eu sei que não existe somente cdi como renda fixa, mas imovel também não é renda fixa e o cdi é quase igual a selic que é a maior referência da renda fixa.

    Falei de sacar o dinheiro após dez anos porque o imposto é menor depois desse tempo!

    Dou um doce para quem me provar que a taxa de administração esta a corroer a rentabilidade do plano pgbl !

    Dou um doce para quem me explicar porque ele rendeu aproximadamente 4% a mais do que 6% a menos!

    Lembrando que usei a rentabilidade do cdi e do ibovespa sem descontar nada! E qualquer aplicação envolve custo , mesmo que pequenos.

    Ps. Não trabalho em nenhum banco e tambem não sou conselheiro de ninguem, só gosto de pensar um pouco.

  22. Evertonric 19 de março de 2011 at 17:13 #

    Ok Luiz, mas para mim uma taxa de administração acima de 1% é osso. Muito pesada para meus aportes mensais. Seja ela em fundo de investimento e/ou previdência.
    Sorry. 🙁
    Temos que buscar o mais adquado para nossos investimentos.
    Eu particularmente não considero a previdencia privada uma boa apção para mim em meu atual estágio da vida.
    No futuro se eu estiver trabalhando em uma companhia que me ofereça R$ 1,00 a cada R$ 1,00 que eu colocar como aporte mensal em uma previdencia privada, estudarei o caso, com certeza.
    Desde já, esta seria a única opção que eu estudaria adquirar uma plano como esse.
    Abraços

    • MJC 25 de março de 2011 at 18:56 #

      Desculpe, mas isso que você falou não faz muito sentido.

      1% é caro? Depende. O fundo do colega, mesmo descontado a taxa de administração, dá uma rentabilidade maior do que se ele fizesse os aportes sozinhos. Logo, o retorno líquido que ele consegue investido do jeito que ele está fazendo é maior do que se fizesse sozinho (e, pelo que entendi, o risco é o mesmo). Não vejo como isso não é um bom negócio.

      A taxa de administração é importante? É óbvio que sim. Mas muito mais importante do que isso é ver o retorno LÍQUIDO dos seus investimentos e conhecer o RISCO envolvido.

  23. Evertonric 19 de março de 2011 at 17:22 #

    Já pensou em montar a sua Previdência Privada investindo em ações? Ou Tesouro Direto? ao invés de um plano de previdência comum?

    Vamos refletir!!!

  24. André Savi 21 de março de 2011 at 8:51 #

    Fala Luiz, blza?

    Seguinte, nos seus calculos você considerou a taxa de carregamento? Acredito que não.

    Simula novamente para comparar!

    Eu estou com o Everton, sou a favor da previdência particular e não privada!

    Abração fica com Deus!

  25. Guilherme 22 de março de 2011 at 13:08 #

    Obrigado a todos pelos comentários! 😀

    Marcelo Guterman, os links partirar do Twitter acoplado ao blog! 🙂 O seu site também é muito bom, parabéns! Fiquei sabendo dele ao ler um artigo seu no jornal Valor Econômico.

    Janaína, obrigado pela força! Sim já estou bem melhor! E legal que vc tb tenha voltado com os posts no Tenho que poupar! Valeu!!!

    André, infelizmente, o que o referido autor prega é um incentivo à postura pobre de não correr atrás dos produtos mais baratos. Ou seja, é um incentivo a ficar na zona de conforto. Li literalmente DEZENAS de livros de finanças pessoais norte-americanos, e NENHUM dele recomenda ficar com planos caros. Quem está errado? Será que brasileiro deve mesmo ser preguiçoso? Isso talvez explique uma das diferenças pelas quais os EUA são um país rico, e o Brasil, um país pobre. Ao menos enquanto lermos conselhos como os que são publicados na grande mídia…

    Pra mim, uma taxa aceitável de administração para fundos de investimento em previdência privada é de até 1,5%. Passou disso é facada.

    Gisely, não tinha parado para pensar que esse foi um “nome dando aos bois”….rsrsrs

    F.I., concordo, não existe almoço grátis.

    Jônatas, os que não divulgam que os posts são patrocinados acabam confundindo o público leitor. É bem deixar bem claro que os posts são patrocinados, até para deixar tudo bem transparente para o leitor.

    Luiz, eu estou com o Everton e o André Savi. Não faça simulações de rentabilidade em períodos tão curtos, e ainda mais considerando a Bolsa no nível em que está. O que os fundos de investimento multimercado dos EUA estão fazendo atualmente: comparando a rentabilidade desses fundos com o SP 500 e o Dow Jones, e induzindo a acreditar que os fundos de gestão ativa se deram melhor.

    Mas assim é muito fácil! Afinal, na última década, o Dow Jones teve ganho ZERO, e bastaria adicionar uns 10% de renda fixa pros fundos multimercado ganharem.

    O mesmo se aplica ao passado recente da Bolsa. Qualquer simulação utilizando dados recentes de Bolsa e Renda Fixa, ou Bolsa e um mix de Renda Fixa + Bolsa, dará como vencedor esse último. Sugiro que refaça os cálculos utilizando aportes mensais, que é a realidade mais compatível para quem investe em previdência privada.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  26. Daniel L Ribeiro 27 de março de 2011 at 17:24 #

    Olá Guilherme, sou leitor assíduo do seu blog, raramente comento, porém, esse em específico tecerei um breve comentário dada a essa situação se aplicar na minha vida pessoal. Minha mãe tem repúdio, horror, preguiça, e falta de tempo para se educar financeiramente. Deixar qualquer valor em sua mão, significa que ela “investirá” em supérfluos, consórcios morte-subita e doará de forma inconsequente o que sobrar (leia-se que não sou contra doações, desde que seja feita baseado num orçamento familiar equilibrado que não lhe prejudique no futuro). Veio para ela um ganho de uma causa judicial com um valor considerável. Daí que ela me perguntou o que eu acharia de colocar na previdência. Eu falei que acho horrível que com um pouco de estudo ela conseguiria ganhos muito melhores, etc. etc, mas se fosse pra não gastar, a previdência seria ‘aceitável’. Resultado, ela irá colocar na previdência. Endorsando a opinião dos demais ao dizer q intenderam o que Cerbasi quis dizer para alcançar as massas. Melhor previdência do que nada.
    forte abraço!

  27. Maria de Assunção 29 de maio de 2012 at 15:10 #

    Pessoal preciso de uma dica dos experts. Tenho investimentos em CDB e meu gerente vive me “infernizando” pra migrar pra Previdencia Privada, alegando maiores ganhos. A rentabilidade de CDB e renda fixa estão muito baixas e sei que as taxas administrativas da previdencia são altas. Não invisto para futuro. Enfim, posso descartar então de vez a possibilidade de previdencia?

  28. Igor 29 de maio de 2012 at 21:08 #

    Faça uma proposta ao gerente. Você faz a migração e se a rentabilidade líquida na previdência não for maior que no CDB, o banco paga a diferença.

  29. Guilherme 2 de junho de 2012 at 14:10 #

    Maria, pode descartar de vez. Essa proposta do Igor é muito boa, porque o gerente vai entender que você entende de investimentos, e provavelmente irá parar de encher sua paciência. 🙂

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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