Dica de economia doméstica: pergunte para seu médico se tem o genérico!

Ontem, comentamos, no artigo Dica do dia: site Meu Combustível, sobre uma despesa que nos acompanhará provavelmente pelo resto de nossas vidas, que é a despesa com combustível.

Hoje, falaremos sobre outra despesa que também nos acompanhará pelo resto de nossas vidas, e, se não tomarmos cuidado com nossa saúde, tal despesa aumentará de valor progressivamente com o decorrer de nossas vidas. Estamos falando, é claro, dos gastos com medicamentos.

Um fato que ocorreu comigo agora há pouco ilustra a importância de darmos o devido valor aos medicamentos genéricos. Estava eu na farmácia, de posse do receituário médico, para comprar um medicamento. A funcionária, muito solícita, logo pesquisou o medicamento. Consultando a tabela de preço, viu que o valor era de R$ 39. Aí, a funcionária se lembrou de que havia um medicamento genérico, com o mesmo princípio ativo do remédio que eu estava procurando.

Ela foi buscar o genérico na prateleira, e eu perguntei o preço. Quanto vocês acham que custava o genérico? R$ 35? R$ 30? R$ 25?

Nãããããooooo!!!!

O genérico custava R$ 13!!! Isso mesmo. O remédio “de marca” estava custando o triplo do valor do medicamento genérico. Sendo que, quando você vai numa farmácia, seu objetivo é comprar não a marca, mas o princípio ativo que cure o problema de saúde (ou da falta de saúde) que você tem.

Por isso, pessoal, quando o médico lhes prescrever remédios, perguntem a ele se existe um genérico.

Normalmente, nas embalagens e caixas, o princípio ativo vem escrito logo abaixo do “nome de fantasia” do remédio. EDITADO – Dica do leitor Fabio Pacheco: “Apenas tome o cuidado de verificar se o que você comprou era genérico de fato (Com a tarja amarela e o G bem grande E SEM NOME FANTASIA) pois esses passam por testes de bioequivalência para comprovar o fato de que são semelhantes aos da marca de referência. Os concorrentes chamados similares, que têm a mesma substância escrita ABAIXO DO NOME FANTASIA, podem ser roubada“.

A economia pode ser, como foi no meu caso, significativa. Cuide da saúde do corpo, sim, mas de maneira que isso não comprometa muito a sua saúde financeira. 😉


É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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22 Responses to Dica de economia doméstica: pergunte para seu médico se tem o genérico!

  1. Gisely Chessed 26 de janeiro de 2011 at 3:05 #

    Eu só compro remédio genérico, não faz sentido comprar outro apenas pela marca. A economia é grande, minha mãe tem hipertensão e a economia passa de 200,00 mensais.

  2. Fabio Pacheco 26 de janeiro de 2011 at 8:14 #

    Apenas tome o cuidado de verificar se o que você comprou era genérico de fato (Com a tarja amarela e o G bem grande E SEM NOME FANTASIA) pois esses passam por testes de bioequivalência para comprovar o fato de que são semelhantes aos da marca de referência. Os concorrentes chamados similares, que têm a mesma substância escrita ABAIXO DO NOME FANTASIA, podem ser roubada. Geralmente são fabricados por laboratórios menores, não são submetidos à mesma fiscalização do genérico e, muitas vezes, pagam um bônus ao balconista para vendê-los, por isso são chamados de BO (bonificados para o balconista e BOM pra OTARIO no caso do cliente). Sem esse cuidado, vc pode comprar uma cápsula de farinha e ainda dar uns trocados para a balconista que vai sim demonstrar muita solicitude.

  3. André Savi 26 de janeiro de 2011 at 8:49 #

    Na minha opinião o remédio genérico PODE ser mais barato, mas nem sempre!

    O que manda sempre é a famosa lei da demanda x oferta, já cheguei a constar e existem pesquisas que alguns remédios genéricos são mais caros que os de marca.

    Outra coisa que pode acontecer é o remédio genérico não fazer o mesmo efeito do que o remédio de marca, meu pai é um exemplo disso, ele comprou o remédio genérico (hipertensão) e não fez efeito nenhum!

    Só algumas observações! Pesquisar antes é sempre válido!

    Outra coisa que sempre faço quando vou comprar medicamentos, é ir em um local onde existem várias farmácias próximas, peço pra minha namorada ir em uma e eu vou na outra e analisamos em qual está mais barato rs.

    Forte abraço, fiquem com Deus!

    • Jônatas 26 de janeiro de 2011 at 9:38 #

      André,

      Realmente tem casos onde o genérico é mais caro que o de “marca”.
      Agora sobre o genérico ter efeito diferente é impossível.
      “O medicamento genérico é igual ao medicamento patenteado, só que é produzido por um terceiro que não é o detentor da patente. Contém o mesmo principio ativo – na mesma dose e fórmula farmacêutica – é administrado pela mesma via e tem indicação idêntica. E o mais importante: é tão seguro e eficaz quanto o medicamento de marca, mas em geral custa bem menos.” (GRANGEIRO, 2006)

  4. Jônatas 26 de janeiro de 2011 at 9:44 #

    Guilherme,

    Muitos médicos recebem comissões para indicar determinada marca de remédio. Na minha visão isto é falta de ética.

    O governo deveria lançar uma lei obrigando o médico a receitar o princípio ativo e não o nome fantasia. Assim, chegaríamos na farmácia e pediríamos o princípio ativo de preço mais favorável e não uma marca em especial.

    Uma outra observação que faço é que medicamentos genéricos podem ter sabores diferentes. Cada fabricante pode inserir sabores na fórmula para facilitar a administração oral, tal tática é muito usada para medicamentos para crianças.

    Abraço!

  5. Flavio 26 de janeiro de 2011 at 9:47 #

    Meu irmão já teve uma experiência ruim com antibiótico genérico – simplesmente não fez efeito. Só sentiu melhora depois que tomou o antibiótico original.

    Embora o genérico tenha, por força da lei, que ser igual ao medicamento “de grife”, alguns laboratórios mal intencionados (=picaretas) relaxam no controle de qualidade da produção do genérico.

  6. Arthur 26 de janeiro de 2011 at 10:35 #

    Essa questão é bem complicada. Todos os médicos que consulto reprovam os genéricos. Independente de preferências políticas, eles dizem que os genéricos foram “demolidos” nos últimos anos, não só pelo relaxamento na fiscalização, mas porque a lei obriga a ter 80% do princípio ativo, ou seja, uma margem de 20% de tolerância. Então alguns “fabricantes” já põem só 70, 65%.
    E também não tive boas experiências com genéricos, não sei se é o efeito placebo. Gostaria de saber mais opiniões dos colegas.
    Abs

    • Jônatas 26 de janeiro de 2011 at 10:46 #

      Arthur,

      O medicamento genérico é idêntico ao patenteado. O medicamento similar, este sim tem uma tolerância para ser assim classificado. O problema é que muitos médicos desconhecem a legislação.
      Agora que existe falsificação existe, afinal estamos no Brasil. Só que a falsificação acontece tanto com o medicamento patenteado como com o genérico e cabe a ANVISA tal controle.

      • Arthur 27 de janeiro de 2011 at 13:45 #

        Oi Jônatas, obrigado a vc e aos demais pelos esclarecimentos, agora já tenho como argumentar com meus médicos 😉
        Abs!

  7. EvertonRic 26 de janeiro de 2011 at 11:04 #

    Aqui em casa só dá generico, já temos costume de comprar o generico de longa data, nem lembro quanto tempo faz.
    Em questão a falsificação , eu não sei, mas no Brail, ah amigo, ai pode ter de tudo.
    Em questão de valor , prefira sempre o generico.
    .
    Agora fica a pergunta: Para que gastos com remédios, e/ou médicos, se a saúde vem em primeiro lugar, antes mesmo da vida financeira, pense nisso.
    .
    Ah pessoas que diz: que orgânicos são mais caros que frutas e legumes “normais”, mas se vc prefere gastar com hospital, eu prefiro orgânicos, sem agrotóxicos, e misturas de DNA das plantas e animais, imagine uma pera com cara de peixe….kkkkkkkkkkkkkk
    Estas misturas e experiências todas podem dar nisso.
    .
    Forte abraços a todos.

  8. Fabio Pacheco 26 de janeiro de 2011 at 12:42 #

    Jônatas,

    Essa lei que vc sugeriu já existe. Médicos do SUS são obrigados por lei a prescreverem o nome da substância, sempre que houver genérico disponível.

  9. André Savi 26 de janeiro de 2011 at 15:09 #

    Essa lei realmente já existe, mas não funciona por falta de fiscalização!
    Isso depende de nós também, se o médico prescrever o medicamento ao invés do principio ativo, deveríamos denunciá-lo.

    Mas aí você chega na farmácia e tem um atendente picareta que também oferece algum medicamento especifico (pois está ganhando pra isso), nunca pesquisei sobre mas acredito que tenha muita sujeira atrás de todo o mecanismo de saúde.

    E sobre medicamentos genéricos ter o mesmo efeito que o de marca, já ouvi outras histórias de que o genérico não funcionou! Empresas de medicamentos de marca, também produzem genéricos.

    Abraço.

  10. Jean Paulo 26 de janeiro de 2011 at 16:22 #

    Complexa essa relação com genéricos! Já perguntei a vários médicos sobre o efetivo tratamento com genéricos. Uns dizem que tendo o mesmo princípio ativo, não faz diferença alguma entre o original e o genérico. Outros já me disseram que os laboratórios que trabalham com genéricos não tem acesso a tecnologia de ponta que os grandes laboratórios possuem, por isso não podem produzir remédios com a mesma qualidade. Sabendo que os médicos ganham comissão para ´´representar´´ os produtos comerciais, fica uma grande dúvida em quem acreditar.
    Será que não tem nenhum médico por aqui para nos esclarecer algo??..rs

  11. Sávio 26 de janeiro de 2011 at 19:08 #

    Ola pessoal.
    Olha, tenho na familia farmaceuticos com experiencia em indústria e sou da área de saude.
    Posso afirmar duas coisas:
    1 – vai na fé no genérico – a fiscalizacao é mais rigorosa (muitas vezes maior até mesmo se comparada aos medicamentos ‘de referencia’).
    2 – similar vai na fossa – ai sim, muitas vezes sequer tem o efeito desejado, outras vezes a ação não é satisfatória. Existem substancias similares que dispensam fiscalização da Agencia Nacional de Vigilancia Sanitária.

    Para mim a forma mais facil de identificação, é a mais simples e a indicada pela MS e ANVISA – procure o ”G” com a tarja na embalagem. Moleza.
    Abraços!

  12. Sávio 26 de janeiro de 2011 at 19:26 #

    Jean, sua pergunta é pertinente, mas você está procurando o ”céu azul no mar vermelho”.
    Médicos estudam diagnóstico. Não há embasamento algum em fazer essa pergunta a um médico. Simplesmente pois eles nao tem entendimento de processo de producao, controle, legislação, etc, etc, etc…
    Conhecendo e convivendo com excelentes farmaceuticos e excelentes médicos,admito que o primeiro é muito mais preparado para indicar um tratamento medicamentoso do que o segundo (isso é fato).
    Ai caimos na segunda parte do seu texto – a industria farmaceutica, exerce forte influencia, atraves de seus representantes, na conduta medica (embora muitos laboratorios trabalhem com materiais e artigo pertinentes, sendo indispensáveis para a atualização dos profissionais).
    Pergunte a um farmaceutico, mesmo aquele restrito ao balcao, que a resposta será zilhoes de vezes mais acertada. Aquele entao mais focado em producao…Ixi, dá um banho.
    Sobre a questao da tecnologia…Em média, grandes industrias gastam em média 40% de seu faturamento em MARKETING. Muitas justificam o alto custo do medicamento a pesquisa e tecnologia, sendo que, novamente em media, nao chegam a gastar 1/4 do que gastam com propaganda.

  13. Jônatas 26 de janeiro de 2011 at 22:40 #

    Gente, não sou médico e muito menos farmacêutico, mas estudei ano passado numa disciplina do mestrado Marcas e Patentes e realizei um trabalho sobre Medicamentos Genéricos.
    O que o Sávio falou e eu também havia comentado é fato: o genérico é 100% confiável quando não falsificado, mas, nunca estamos livres de falsificação; agora mesmo vendo o jornal da Record, uma matéria abordou um rede de farmácias em Curitiba/PR que comprava e comercializa medicamentos falsificados.
    Os médicos conhecem muito pouco sobre o processo de produção, ou seja, não são autoridades no assunto.

    Jean, sobre a tecnologia na produção, as melhores tecnologias disponíveis no Brasil são usadas pelas empresa que fabricam genéricos

  14. Guilherme 26 de janeiro de 2011 at 22:45 #

    Pessoal, muito legal ler todos esses comentários e discussões a respeito desse tema tão importante para a saúde!!! Obrigado a todos pela ótima participação e elevado nível dos debates, com informações técnicas que nos ajudam a ter melhor noção do tema!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  15. Fabio Pacheco 26 de janeiro de 2011 at 23:18 #

    Sávio,

    Sou médico e posso te esclarecer alguns equívocos.

    Primeiro: Lamento a impressão que os “excelentes médicos” que você conhece passaram sobre o assunto. Eu pessoalmente, fui aluno de uma das três médicas que compuseram o corpo consultivo que elaborou a lei dos genéricos e conheço o processo de cerificação de bioequivalência pois um dos três únicos centros habilitados pela ANVISA para tal fica na universidade em que graduei.

    Segundo: Farmacêuticos são proibidos por lei de prescrever medicamentos. Se algum dos “excelentes farmacêuticos” que vc falou anda prescrevendo, deve ser denunciado, pois essa atitude está tipificada no Código Penal como exercício ilegal da Medicina. Os médicos que porventura não prescrevam genéricos não podem ser denunciados pois isso não constitui ilícito penal, apenas uma irregularidade administrativa.

    P.S.: Também tenho formação em Direito.

  16. EvertonRic 27 de janeiro de 2011 at 10:11 #

    Ei Pessoal,
    Sugiro que assistam o fime Amor e Outras Drogas.
    .
    http://www.adorocinema.com/filmes/amor-e-outras-drogas/
    .
    O filme lembra muito o que disse Sávio, quando ele fala sobre a questão MARKETING.
    Ah, o filme é todo uma propaganda só, a empresa PFizer, esta claramente patrocinando o filme, isso é, se este não foi filmado ja com esta intenção de contar uma parte da história da empresa, quando ela lança o VIAGRA.
    A industria farmaceutica é uma mafia, existe uma guerra declarada nos EUA, elas se acusão diariamente.
    .
    Tem tbem uma propaganda da BUDWEISER, cerveja america controlada por um grupo brasileiro.
    Reparem que a cerveja sempre esta na mão do galã do filme, o irmão dele, feio e gordo, esta tomando cervejinha barata e de “marca” desconhecida do grande publico.
    kkkkkkkkkkkkk
    Adorei esta discusão, mas não entendo nada de saúde, prefico cuidar da minha sem remédios.
    Forte Abraços a Todos

  17. Sávio 27 de janeiro de 2011 at 21:06 #

    Fábio. Seguirei o modelo de fichamento (voce tambem é formado em letras?)

    1 – Por serem excelentes farmaceuticos, nao o fazem, embora sejam mais capacitados do que a maioria de seus colegas de profissão. Voce e as 3 medicas mencionadas representam uma minoria em sua classe.

    2 – ”Os médicos que porventura não prescrevam genéricos não podem ser denunciados”, mas podem ser chamados de despreparados.

  18. Thiago Dias Quintino 28 de fevereiro de 2012 at 20:48 #

    Olá Guilherme muito legal o seu post amigo. Quando vi o título logo me interessei pelo assunto. Parabéns viu pela dica e orientação dada neste post.

    Precisamo incentivar as pessoas a fazerem o uso consciente do dinheiro que recebem e essa aí é uma forma Guilherme. Parabéns também pela análise no nosso companheiro Sávio. Mas gostaria de fazer somente uma consideração aqui aos colegas que são médicos como o Sávio.

    “Vocês poderiam ser gentis e informarem a população brasileira sobre a existência de medicamentos genéricos, facilitando assim o acesso a esta informação aos vários brasileiros que desconhecem. A humanização no atendimento é de fundamental”.

    Um grande abraço….

  19. Guilherme 4 de março de 2012 at 19:46 #

    Obrigado, Thiago!

    E gostei da sua sugestão, bastante oportuna num país onde milhões de pessoas são carentes de informação e precisam de ajuda para economizar com remédios que as mantém com uma qualidade de vida mínima. Humanizar o atendimento, essa é a palavra-chave!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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