A matemática não mente: Tesouro Direto está dando um banho nos fundos dos bancos de varejo. Desde que…

Apesar de grande parte dos especialistas do mercado financeiro dizerem que o Tesouro Direto é a melhor aplicação em renda fixa, poucos são os que mostram com números a nítida superioridade dos títulos públicos sobre os fundos comercializados nos grandes bancos de varejo. Por quê isso ocorre?

Por medo. Afinal, como a mídia financeira é controlada patrocinada pelos bancos, haveria um evidente conflito de interesses se alguém mais ousado fizesse uma comparação direta entre fundos do Banco do Brasil, Itaú e Bradesco com os títulos públicos subjacentes a esses mesmos fundos.

Como não temos rabo preso com ninguém vinculação a banco algum, vamos, nesse post, mostrar com números as razões pelas quais o investimento em títulos públicos está dando “uma lavada” nos fundos dos grandes bancos de varejo. Para não assustar os clientes mais “conservadores”, “conservadores” no sentido de não investirem de modo algum em produtos que não sejam recomendados pelos empregados dos banqueiros (também conhecidos como “gerentes”), vamos nesse artigo nos restringir aos fundos referenciados DI, que seguem a taxa SELIC. A coisa é muito mais feia (para o lado dos bancos) com os fundos de renda fixa, mas, para não assustar os mais incautos, fiquemos, hoje, apenas com esses investimentos mais simples.

Rentabilidade do Tesouro Direto

 

Fonte: Tesouro Direto

Antes de mais nada, uma consideração inicial: essa tabela de rentabilidade não considera as despesas com Imposto de Renda, IOF e taxas dos Agentes de Custódia (e nem, suponho eu, a taxa obrigatória de 0,3% a.a. da CBLC, acrescida de mais 0,1% sobre o valor da operação, no momento da compra do título, resultando em 0,4%, obrigado ao Investimentos e Finanças pela correção!).

Vamos considerar então que o investidor faça seus investimentos numa corretora que cobre 0,2% a.a. de taxa de custódia. Com os 0,4% da CBLC, teríamos, então, cerca de 0,6% a.a. sendo subtraídos do capital investido nos títulos públicos (grato ao leitor André pela correção!). Considerando a rentabilidade no ano de 2010 até o presente momento, o investimento nas LFTs teria rendido, em termos brutos pré-impostos, mas já descontadas as taxas de custódia, aproximadamente 8,10%, e, nos últimos 12 meses, cerca de 8,9% (considerando a LFT com vencimento em 2014, que é a que rendeu menos dentre as de sua categoria).

Isso, repito, supondo que: (a) a taxa de custódia da CBLC não esteja descontada da tabela de rentabilidade; e (b) a taxa de custódia da corretora fique em 0,2% (há corretoras que não cobram essa taxa, o que faria com que a rentabilidade  do Tesouro Direto ficasse ainda maior).

Será que os fundos de bancos conseguem oferecer alguma coisa melhor? Vamos descobrir abaixo.

Obs.: as tabelas abaixo já são líquidas das respectivas taxas de administração (mas não de impostos).

Banco do Brasil Estilo (BB)

Fonte: Banco do Brasil

Vejam só que lástima, principalmente pelas taxas de administração. A coisa fica menos feia quando se trata de fundos com carteira de longo prazo, mas ainda não a ponto de torná-lo comparável ao Tesouro Direto:

 

 

Observem que, quanto menor a taxa de administração, maior é a rentabilidade. O problema é que esse fundo aí que rendeu 9,35% nos últimos 12 meses e que, em tese, poderia concorrer com a LFT com vencimento em 2011 (que rendeu 9,57% brutos), exige meio milhão de reais de aplicação inicial. Dose, hein!? 😛 Ainda mais sabendo que, no Tesouro Direto, você pode conseguir uma rentabilidade superior (investindo, por exemplo, numa corretora que não cobra taxa de custódia), com apenas R$ 1 mil. Milão. Com 1/500 do valor do BB. 1/500 avos (se bem que, convenhamos, com 500 kpilas dava pra diversificar um pouquinho mais, não é mesmo!?).

Bradesco Prime

 

Fonte: Bradesco

Pois é, a situação continua incômoda para investidores de fundos. Esse DI Plus é o melhorzinho, mas exige uma montanha de dinheiro (R$ 80 mil) para poder entrar. E, mesmo assim, a rentabilidade das LFTs ainda pode ser superior no caso de escolha de uma corretora “barata” (0,2% a.a.) ou “gratuita” (0%).

Itaú Personnalité

Fonte: Itaú

Sem chance. Essas horrorosas taxas de administração eliminam qualquer competitividade dos fundos do Itaú perto dos títulos do Tesouro Direto. A exceção fica por conta desse Super Premium, que exige uma “Super Aplicação Mínima Inicial” de R$ 250 mil. Sendo que com R$ 250k eu posso aplicar no Tesouro e ainda obter uma rentabilidade líquida pós-taxas… maior ainda!!! 😛

Conclusões

Isso quer dizer que investir em banco será sempre ruim? Não necessariamente. Isso porque uma das funções do dinheiro é prover liquidez. Você deve ter uma reserva de emergências em caso de situações excepcionais. Nessas hipóteses, ter dinheiro alocado em banco cumpre seu papel, e essa alocação não precisa ser necessariamente em fundos. Pode ser em CBDs e poupança, por exemplo, desde que, preferencialmente, o dinheiro possa ser sacado/transferido no mesmo dia do resgate da aplicação, o famoso D+0.

Agora, se você já tem seu colchão financeiro formado, e quer uma opinião sincera sobre o melhor investimento para renda fixa, a minha dica é: fuja desses fundos caros. Você estará pagando por um serviço que te renderá menos retorno líquido de volta para sua conta. Esqueça nomes de grife (!!!), gerente amiguinho, e outros fatores emocionais que nada tem a ver com gerenciamento correto das finanças pessoais. Seja frio com seu dinheiro, e invista em coisa boa e barata. O “desde que” do título desse artigo se refere aos custos operacionais – desde que você escolha uma corretora barata: 0,2% de taxa de custódia  da corretora é o limite aceitável, na minha opinião (para que o custo total com taxas de custódia, incluindo os 0,4% da CBLC, não fique superior a 0,6% a.a.).

Os títulos do Tesouro Direto não têm o mesmo grau de liquidez oferecido pelos fundos dos bancos, mas pera lá: quantas vezes, nos últimos 10 anos, você precisou sacar 100% de seus investimentos depositados no banco? Será que liquidez é tão necessária assim? Repito: se você já tem seu colchão de emergências formado e forrado, não pague o preço da conveniência de investir o dinheiro só em produto de banco. Busque alternativas que façam seu dinheiro render mais. E é óbvio que ele renderá mais nessas alternativas menos glamourosas, como títulos públicos – desde que se escolha uma corretora barata; e você também não tenha que arcar com outros custos operacionais, como TEDs/DOCs, tarifas de saque etc.

Estou preparando um estudo que fará uma análise dos fundos de renda fixa x Tesouro Direto (NTN-Bs, NTN-Fs e LTNs). Por enquanto, fiquem alertas sobre os investimentos que cobrem taxas altas de administração. Pois, no mercado financeiro, é não pagando que se recebe mais. 😀

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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62 Responses to A matemática não mente: Tesouro Direto está dando um banho nos fundos dos bancos de varejo. Desde que…

  1. MJC 7 de dezembro de 2010 at 7:08 #

    O que você acha do fundo renda fixa da geração futuro?

  2. Gisely Chessed 7 de dezembro de 2010 at 7:10 #

    Eu sonho -not!- com uma matéria desse naipe em uma Exame qualquer dia desses. Ou em um especial clássico de “Como investir seu dinheiro em 2011”!

  3. Fabio 7 de dezembro de 2010 at 7:25 #

    Excelente artigo, muito didático e o assunto pra lá de interessante. Hoje em dia precisamos estar bem informado para que tenhamos boa rentabilidade na renda fixa. Parábens por divulgar educação financeira. Você acha que com o possivel aumento de juros pelo BC,as NTNB e as LTN deixarão de ser tão interessantes. Para longo prazo quais títulos do tesouso você recomendaria?

  4. Jorge 7 de dezembro de 2010 at 8:16 #

    Então, antes de mais nada, aprendi demais com valores reais, minha vida financeira teve uma mudança muito positiva, e só tenho a agradecer vários dos artigos, obrigado por compartilhar!

    Bem minha dúvida, como sempre, tinha lido aqui sobre priorização de resgate automático do BB. Tinha colocado a variação pra poupança e tudo certo.

    Fui ao banco resolver uns assuntos outro dia e o gerente falou, por que não mudar e usar bb ref DI Estilo, que a rentabilidade era diária, não precisaria esperar aniversários como na poupança e que a rentabilidade era maior.

    Desconfiei, claro, e fui pra casa pensando em checar isso. Taxa de administração é de 1% a.a. Até ai tudo bem, problema é o IOF com desconto progressivo.

    http://www.bb.com.br/portalbb/page22,116,2139,1,1,1,1.bb?codigoMenu=1092&codigoNoticia=3404&codigoRet=1434

    Para um dia, imposto comeria 96% do rendimento! Ou seja para isso dar certo, teria que colocar um valor inical correspondente a minha renda, esperar os 30 dias, para ai sim ter rentabilidade diaria verdadeira na minha conta?

    Ou não adiantaria nada, toda vez que um resgate dessa aplicação for feito ele desconta do último montante adicionado?

    Caso dê para resolver o problema do IOF dessa forma, imposto comeria 22,5% da rentabilidade para resgastes antes de 6 meses e o banco com tx adm 1%, ou seja 23,5%.

    http://www.bb.com.br/portalbb/page103,114,2236,6,1,1,1.bb?codigoMenu=1313&codigoNoticia=3463&codigoRet=1434

    Rentabilidade nos ultimos 12 meses foi de 8,733%, claro que rentabilidade passada não reflete rentabilidade futura, mas só pra se fazer uma estimativa.

    http://www21.bb.com.br/portalbb/rentabilidade2/GFI7,2,9085,9089,6.bbx?fundoEstilo=sim&codigoMenu=901&codigoRet=1761&bread=1_3

    Esses 8,733%, descontados imposto e tx adm ficam com uma rentabilidade de aprox 6,68% praticamente igual a poupança.

    Enfim, não sei se viajei muito mas ganhar uns trocados com dinheiro parado na conta, diariamente ao invés de mensalmente parece mais interessante.

    Abraços, sorte e paz, de dinheiro agente corre atrás!

  5. Investimentose Finanças 7 de dezembro de 2010 at 9:00 #

    Olá GUilherme,

    Ótimo artigo. Só um ajuste. Além das taxas citadas existe uma taxa de negociação de 0,1% conforme o site do Tesouro Direto.

    http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/faq.asp

    Abs

  6. Guilherme 7 de dezembro de 2010 at 10:01 #

    MJC, o fundo Ref DI da GF rendeu, brutos, 8,36% no ano até aqui, e 8,96% nos últimos 12 meses. No comparativo dos últimos 12 meses, perdeu um pouquinho do Bradesco DI Plus (9,01%), Itaú Super Premium (9,08%) e BB Ref DI LP Estilo (9,13%), que cobram, na média, 0,7% a.a. de taxa de administração.

    Como o fundo da GF cobra taxa de administração menor (0,6% a.a.), em tese, ele deveria render mais. Entretanto, ainda assim, ele é a melhor alternativa, quando se trata de aplicação mínima: apenas R$ 100, eqto o do Itaú exige R$ 250 mil, o do BB exige R$ 10 mil, e o do Bradesco exige R$ 80 mil. O custo x benefício é evidentemente favorável para o do GF, qdo olhado sob essa ótica (tíquet mínimo de aplicação), embora renda um pouco menos.

    Gisely, faço minhas suas palavras.

    Fábio, obrigado! Realmente, existe uma forte tendência de o BC aumentar a taxa básica nos próximos meses, fazendo com que os prefixados deixem de ter atração. Podemos observar que, como a inflação foi aumentando no decorrer do ano, e a taxa de juros idem, ganhou bastante quem, lá no começo do ano, investiu em títulos atrelados ao IPCA. Alguns prefixados também tiveram desempenho notável, embora estejam sofrendo bastante por conta dessa tendência de aumento da SELIC – basta ver a rentabilidade no mês passado dos títulos com prazo de maturação mais longo, os quais tiveram rentabilidade negativa. São as famosas oscilações de curto prazo, que mexem (e como!), com títulos de maturação mais distante.

    Os analistas do mercado estão dizendo que o negócio seria indexar o investimento a títulos pós-fixados, ou seja, LFTs e NTN-Bs. Os papéis prefixados podem deixar de ter atratividade, o que é um fato. Apesar disso, eu ainda tenho um “pezinho” nesses títulos, pois reservei a debênture prefixada da BNDESPar. Eu ainda acho que diversificar ainda é melhor escolha, em se tratando de objetivos de médio e longo prazos. Para o curto prazo, não tenho dúvidas de que os investimentos atrelados à SELIC/CDI ainda aparecem como a opção menos volátil. O que, no caso do TD, seria aplicar na LFT.

    Jorge, obrigado! Em relação à priorização de investimentos com resgate automático do BB, se você precisar do dinheiro antes de 30 dias, e o dinheiro tiver alocado na poupança, não terá havido rentabilidade alguma, devido à data de aniversário. Agora, alocado o dinheiro num fundo referenciado, como esse citado, haveria uma rentabilidade, ainda que mínima. Como a taxa de administração ainda é “suportável”, a conclusão é que priorizar o investimento nesse fundo é melhor do que colocar a poupança na frente dele.

    Particularmente, essa foi a minha opção. Eu também coloquei o Fundo Ref DI na frente, como opção nº 1. Na verdade, o ideal mesmo seria termos a possibilidade de colocar o Fundo Ref DI LP Estilo como primeira opção, uma vez que ele tem taxa de administração de 0,7% a.a.. Mas o banco não faz isso justamente para nos forçar a usar o Fundo Ref DI, com taxa de administração de 1%.

    Porém, ainda assim considero ele uma melhor opção do que o da poupança, mesmo para resgates inferiores a 30 dias.

    Existiria ainda uma terceira alternativa, que é o CDB DI, que também pode ser alocado como opção de resgate automático, e ainda tem a vantagem de não ter taxa de administração (embora também pague IOF para menos de 30 dias, e IR normal). Mas ele dependeria da taxa do CDI que você conseguiria. Para bater o Fundo com taxa de administração de 1%, seria necessário conseguir pelo menos uns 93% do CDI. Para bater o Fundo DI LP Estilo, precisaria pelo menos de algo em torno de 96 a 97% do CDI. O que é um pouco difícil, haja vista que, atualmente, esse banco não tem oferecido taxas atraentes.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  7. Willy Fog 7 de dezembro de 2010 at 10:06 #

    É isto aí Guilherme meu filho!
    .
    Excelente este artigo. Quero só ver quando a comparação for com fundos de RF……….o tesouro direto vai dar de goleada.
    .
    Abcs

  8. Guilherme 7 de dezembro de 2010 at 10:17 #

    Investimentos, correção realizada, obrigado!

    Obrigado, Willy! É verdade, os gestores dos fundos de renda fixa fazem cada coisa “estranha” na composição de suas carteiras…..rsrsr

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  9. Jônatas 7 de dezembro de 2010 at 10:56 #

    Guilherme,

    Você é um terror ao bancos, rs……
    Você ficará com a consciência pesado quando daqui algum tempo os bancos falirem. kkkk

    Abraço!

  10. Eduardo 7 de dezembro de 2010 at 11:39 #

    Bom dia Guilherme,

    Parabenizo pelo estudo/pesquisa demonstrando as rentabilidades obtidas nos exemplos de renda fixa. Como escrevi no Aquela Passagem, acompanho seu blog diariamente e hoje realizo o meu primeiro comentário.

    Gostaria de acrescentar um ponto em sua conclusão: além da liquidez, uma vantagem da aplicação através dos fundos dos bancos é que a partir de determinados volumes você recebe descontos (chegando até a isenção total) nos valores das mensalidades/cestas de serviços, economizando desta maneira os seus custos mensais bancários.

    Outro item que gostaria de acrescentar, no caso do Itaú Personnalité o seu volume total no banco (CDB, fundos, ações…) são considerados para a aplicação inicial para os fundos, ou seja, se você quiser aplicar apenas 10k no Super Premium Diferenciado DI você pode deste que seu volume global seja maior que os 250k exigidos neste fundo específico. Não sou cliente Bradesco Prime e BB Estilo para relatar como funciona nesses bancos.

    Parabéns novamente pelo seu trabalho e destaco que meu comentário não tem como objetivo discordar do benefício do Tesouro Direto, mas apenas complementar a conclusão.

    Um abraço
    Eduardo

  11. Guilherme 7 de dezembro de 2010 at 14:49 #

    Jônatas: kkkkkkk…………só espero que a falência não impacte negativamente minhas cotas de PIBB1…….

    Eduardo, obrigado e seja bem-vindo!

    Você abordou um ponto extremamente importante, que é a isenção nas cestas mensais de serviços bancários, pelo volume de aplicações. Logo, o cálculo da rentabilidade deve ser feito também englobando os R$ economizados com os pacotes de serviços, que, na média, custam de R$ 35 a R$ 40 (BB, Itaú e Bradesco).

    Uma questão interessante e que deve ser objeto de reflexão e estudos é se existe investimentos fora dos bancos que compensem também o custo dessas mensalidades. O Tesouro Direto, infelizmente, não pode ser usado como parâmetro, uma vez que a liquidez é apenas semanal. Dessa maneira, nosso estudo deve ser feito obrigatoriamente comparando investimentos com liquidez diária.

    E a conclusão a que chegou é que existe pelo menos 1 investimento conservador e com liquidez diária (resgate em D+0), que, aplicado fora dos grandes bancos, supera a rentabilidade líquida dos fundos de bancos somada à rentabilidade “oculta” proporcionada pela economia dos R$ 40 dos pacotes de serviços. Em breve escreverei um artigo a respeito, que interessará sobretudo a aqueles que têm investimentos em renda fixa (“renda fixa” em sentido amplo) na faixa dos R$ 40 mil R$ 100 mil.

    A questão dos volumes de investimentos no Itaú Personnalité é um diferencial em relação aos seus concorrentes do mesmo segmento: BB Estilo, Santander Van Gogh, Bradesco Prime e HSBC Premier. Entretanto, essa é uma das poucas vantagens, uma vez que, nos outros bancos, o ticket mínimo de aplicação para investimentos mais baratos é menor. No BB, p.ex., consegue-se ingressar num fundo referenciado DI com taxa de 0,7% a.a. com apenas R$ 10 mil. O que tenho observado é que os grandes bancos oferecem, em geral, produtos muito caros, ao mesmo tempo em que se exigem altas somas. Está no meu “radar de temas” uma análise criteriosa e crítica dos serviços de investimentos e dívida… quero, dizer, crédito, oferecidos por esses bancos.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  12. Finanças Inteligentes 7 de dezembro de 2010 at 15:59 #

    Quando nós vamos ao banco é comum ver cartazes de propaganda das capitalizações ou daqueles fundos que cobram 4, 5% de taxa de administração normalmente oferencendo um sorteio além da “rentabilidade” do fundo. Só aí dá pra ter uma idéia de como enxergar uma instituição financeira…

    Tesouro direto ganha de lavada, assino em baixo. Tomara que este artigo se espalhe na internet =)

    Abcs

  13. Guilherme 7 de dezembro de 2010 at 16:01 #

    Realmente, F.I., é uma mistura de investimentos caros com título de capitalização…..rsrsrs

    Obrigado!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  14. Henrique Carvalho 7 de dezembro de 2010 at 17:46 #

    Que maravilha Guilherme!

    Sem subestimar os outros excelentes artigos escritos por você, mas esse aqui foi um dos melhores que já li!

    Parabéns por mostrar o impacto dos custos nos investimentos de forma tão simples e clara. Tenho certeza de que muita gente, ao ler este artigo, irá mudar sua opinião em relação aos fundos “prime”, “estilo”, “personalité”.

    Às vezes é tão simples que nem parece verdade, mas é. Quanto maior a taxa de administração, menor a rentabilidade. É bem visível nas imagens!

    Este artigo deveria ir para capa de revista!

    Grande Abraço meu amigo!

    PS: Valores Reais cada vez melhor! Parabéns pela dedicação!

  15. Eduardo 7 de dezembro de 2010 at 17:57 #

    Guilherme,

    Agradeço pela “recepção” e agora pretendo ter uma presença “mais participativa” no blog, através de comentários.

    Ficarei no aguardo da publicação desta análise.

    Realmente eu nunca havia comparado a diferença de aplicação mínima entre os bancos para obter taxas de administração menores. Ponto negativo para o Personnalité neste quesito.

    Gostaria também de compartilhar com você e com os demais leitores a minha “estratégia futura” para beneficia-se deste critério de volume total de investimentos no Itaú Personnalité. Minha intenção é que a maior parte do volume total seja em renda variável (ações mesmo), não opero através da Itautrade justamente pelos maiores custos de corretagem, mas no futuro penso em transferir a custódia das ações para a corretora do banco justamente atingir um bom volume total de investimentos. Neste caso o custo da estratégia seria baixo, pois o valor da custódia na Itautrade é apenas um pouco acima de diversas corretoras (atualmente R$ 10,80).

    Um abraço
    Eduardo

  16. DM 7 de dezembro de 2010 at 19:39 #

    Um fundo interessante no BB é o ” BB Renda Fixa LP 100″. Vivem fazendo propaganda desse fundo, tinha até uma TV que mostrava um taxista investidor.

    A rentabilidade em 12 meses foi de incríveis 5,585% (taxa de administração de 4% a.a.). Já é menor que a rentabilidade da POUPANÇA. Imagina quando tirar o imposto de renda…..

  17. Leonardo 7 de dezembro de 2010 at 20:52 #

    Qual a porcentagem do CDI para superar o tesouro direto? 97,5?
    Parabéns pelo artigo!
    Grande abraço,
    Léo.

  18. Alan 7 de dezembro de 2010 at 21:03 #

    “0,2% de taxa de custódia da corretora é o limite aceitável, na minha opinião (para que o custo total com taxas de custódia, incluindo os 0,4% da CBLC, não fique superior a 0,5% a.a.).”

    Você não quis dizer 0,6% a.a.?

  19. Guilherme 7 de dezembro de 2010 at 21:30 #

    Henrique, obrigado pelos comentários! Pois é, as grifes custam bem mais caro, e isso vale também para bancos. O grande problema é que essas grifes não geram valor algum para o investidor.

    Eduardo, essa é uma estratégia interessante e que pode valer a pena. O meu pensamento é o seguinte: os bancos não são o melhor lugar para a fase de acumulação de capital. Eles podem ser úteis para a fase de usufruto de capital. Eles não são fortes em investimentos, mas sim especialistas em produtos e serviços orientados ao consumo. Pode ver: linhas de dívid…, quero dizer, crédito, financiamentos, seguros, cartões de crédito e suas promoções, e assim por diante. Logo, o ideal é buscar alternativas de investimentos fora do “varejão”, pois, como os produtos são massificados, eles se dão ao luxo de cobrar essas horrorosas taxas de administração acima enumeradas.

    Só atente para que, no caso do Itaú, o volume de investimentos em ações só é considerado, para efeitos de desconto/isenção no pacote de serviços (R$ 29 ou R$ 40, conforme o caso), para ações do Itaú ou Itaúsa custodiadas no próprio banco. Ações de outras empresas, como Petrobras, Vale, bem como de ETFs, não contam para esse volume. E ainda o que vale é somente o valor patrimonial da ação, e não o valor de mercado.

    DM, e o pior é que esse fundo tem um patrimônio líquido de R$ 432 milhões!!! E depois ainda tem gente que reclama dos lucros dos bancos… 🙁 A taxa de analfabetismo financeiro no Brasil ainda é MUITO ALTA… triste essa nossa realidade…

    Leonardo, considerando uma SELIC a 10,75%, e uma taxa de custódia de 0,4% (apenas a da CBLC, supondo corretora com taxa zero), teríamos um rendimento bruto de 96,28% do CDI. Logo, sob esse ângulo, um CDB pós-fixado ao DI teria que pelo menos superar esse percentual. Como 97,5% está acima desse valor, se você consegui-lo, passa a ser mais interessante o CDB. Só atente para o risco de crédito do banco emissor, pois o CDB só tem a proteção do FGC até o teto de R$ 60 mil, enquanto as LFTs são risk-free (pelo menos em tese….rsrs). Com uma custódia, via corretora, de 0,2%, teríamos a LFT rendendo aproximadamente 94,41% do CDI. Como o cálculo deve ser feito supondo a melhor taxa possível que você conseguiria operando no TD (até porque existem 3 corretoras com taxa zero), o benchmark, para o CDB, deve ser aquele de 96,28%. E só lembrando que, a partir do 2º ano, a custódia da CBLC cai para 0,3% a.a.

    Alan, acabei de fazer a correção. Obrigado!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  20. Guilherme 7 de dezembro de 2010 at 23:10 #

    Henrique, acabei de ver a citação desse artigo no seu Twitter, muito obrigado!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  21. Eduardo 7 de dezembro de 2010 at 23:31 #

    Guilherme,

    Concordo que os bancos de varejos não são as melhores opções no período de acumulação, pois isto mesmo não monto minha carteira de ações no Itaú.
    Já sabia desta “regra” de apenas papéis do “grupo Itaú” para política de descontos, mas o critério de volume total para aplicação inicial em fundos englobam todos os papéis e não apenas os do Itaú (Itaú e Itaúsa). Minha estratégia é justamente cobrir esses dois critérios.

    Abs

  22. Guilherme 8 de dezembro de 2010 at 8:17 #

    É interessante isso, Eduardo, não sabia que o volume de investimentos em ações no home broker do Itaú contava para a aplicação nos fundos de investimentos. Isso significa, em tese, que, se o camarada tiver R$ 200 mil em uma carteira de ações individuais (PETR4, VALE5, AMBV4, GGBR4, RDCD3 etc.) custodiadas na Itautrade, ele poderia, com R$ 50 mil, entrar no Super Premium…

    Outros bancos não oferecem o mesmo tipo de regra.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  23. Henrique Carvalho 8 de dezembro de 2010 at 8:54 #

    @Guilherme
    Estamos te esperando no Twitter! E quem sabe uma página no facebook também!

    Qualquer dúvida me manda um e-mail.

    Abração!

  24. Eduardo 8 de dezembro de 2010 at 9:44 #

    Isto mesmo Guilherme, meu plano é justamente este.

  25. Pery 8 de dezembro de 2010 at 12:00 #

    Parabens pelo artigo.

    Como sugestão, gostaria que fosse feito o mesmo comparando o Tesouro aos fundos imobiliarios através Bovespa, uma outra alternativa de renda fixa (ou quase, neste caso) que conta com isenção de IR e recomendação de muita gente.

    Abs/Pery.

  26. Guilherme 8 de dezembro de 2010 at 13:19 #

    Obrigado, Henrique, vou ver se até o começo do ano que vem crio os perfis nessas redes sociais!

    Eduardo, muito inteligente o seu plano.

    Pery, sugestão anotada!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  27. Leonardo 9 de dezembro de 2010 at 14:55 #

    Ainda comparando o CDB (97,5% do CID) x Tesouro…

    Quando se aplica no CDB há a informação do Rendimento Bruto x % sobre o CDI e também a data de um vencimento. Exemplo: 13/11/2015, “quando o capital não resgatado, será crediditado em CI, com rendimentos”. O que significa isso? Haverá alguma penalidade se for sacar o dinheiro antes da data do vencimento? O que um saque antes da data do vencimento implica? Meu objetivo é ao inves de deixar na poupança deixar no CDB, podendo sacar de pouco a pouco quando necessário. Agradeço desde já pela ajuda. Grande abraço, Léo.

  28. Guilherme 9 de dezembro de 2010 at 17:24 #

    Leonardo, não irá haver penalidade se sacar antes do vencimento. Apenas observe se o CDB em que você estará investindo seu dinheiro é do tipo “fixo” ou “escalonado”. No fixo, a taxa do CDI é a mesma durante todo o período de aplicação; ao passo que no escalonado, a taxa aumenta conforme o prazo – até 180 dias, 85%, p.ex., de 181 a 360 dias, 90%, p.ex., e assim por diante. Se for do tipo CDB escalonado, a penalidade para o resgate antes do vencimento é a menor rentabilidade.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  29. pietro 11 de dezembro de 2010 at 21:39 #

    O limite do FCG aumentou para 70 mil reais

  30. Guilherme 12 de dezembro de 2010 at 14:52 #

    Bem lembrado, pietro!

  31. Erico 12 de dezembro de 2010 at 17:36 #

    Queria saber dos amigos como voces fazem ao utilizar o TD quando um dos seus titulos esta com uma porcentagem anual bem acima do esperado.

    Por exemplo:
    1) tenho uma compra de NTNB15 que fiz com 6,9% + IPCA que nos ultimos 12 meses rendeu 16%!!

    2) tenho um prefixado que rende 12,4% a.a. e que rendeu 15% nos ultimos 12 meses…

    a pergunta eh, voces venderiam esses titulos agora com esse lucro acima do combinado na hora da compra ou esperam ate o final do vencimento e recebem o que foi prometido?

    se vendem, o que fazem com o dindin? aplicam em LTF ? pois se vender NTNB e comprar a mesma de novo daria no mesmo que segurar ate o fina!, certo?

    abss

  32. Guilherme 12 de dezembro de 2010 at 20:22 #

    Erico, os títulos de longo prazo do TD estão com rentabilidade acima da média, nesse ano, o que provavelmente não deverá se repetir no ano que vem, devido ao efeito da reversão à média.

    O problema da venda antecipada é a incorreção em alíquotas maiores de pagamento de IR retido na fonte, o que reduz a rentabilidade final líquida.

    Se eu tivesse esses títulos em mãos, eu os manteria até o prazo de vencimento, uma vez que as taxas contratadas estão ótimas, e acima da média do mercado. Basta lembrar que a debênture BNDESPar prefixou a taxa em 6,30% + IPCA, ou seja, está abaixo da taxa comprada por vc.

    Agora, se for vender, a LFT seria a opção mais “segura”, uma vez que vem aí, provavelmente, uma alta na SELIC no começo do ano que vem.

    Enfim, seja qual for a sua opção, boa sorte!

  33. joaquim 15 de abril de 2011 at 20:44 #

    parabéns pelo site e por esse artigo bem escrito…gostaria de publicar o link no forum do tesouro direto (investidor agressivo)…posso?

    abraço

  34. Guilherme 15 de abril de 2011 at 22:27 #

    joaquim, obrigado! E fique à vontade para publicar o link no fórum IA. É uma honra ter meus artigos mencionados em outras listas de discussão!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  35. JULIANO 16 de abril de 2011 at 10:29 #

    A reportagem é boa… mas faltou aprofundar o assunto…

    Por exemplo, até hoje tenho dúvida se a taxa da CBLC está incluída na taxa de administração que os bancos cobram (quando se lê os prospectos dos fundos desses bancos vc verifica que uma coisa é a taxa de administração cobrada, outra coisa é o custo de manutenção desses fundos (que vão além da taxa da CBLC)… e vc paga pelos dois).

    Outro aspecto é o risco de aplicar nesses fundos… apesar deles renderem a SELIC, os ativos nos quais eles estão lastreados não são, necessariamente, títulos públicos federais…. alguns desses fundos, da última vez que eu olhei no site da CVM, tinham até títulos do PANAMERICANDO na carteira, que dispensa comentário.

    Ou seja… não é só a questão da rentabilidade a ser considerada para NÃO SE COMPRAR FUNDO DE BANCO… o gestor do fundo pode ser casado com a filha do dono da empresa X e usar o dinheiro do fundo, dentro dos limites do prospecto de fundo, para comprar debentures dessa empresa X (critério técnico para isso… basta inventar).

  36. JULIANO 16 de abril de 2011 at 11:00 #

    Esqueci… tem outro aspecto também… a questão do IR…

    Hoje em dia até dá para saber se o fundo é composto por títulos de longo prazo (IR MENOR) ou títulos de curto prazo (IR maior).

    Mas em uma situação de stress… caso o fundo tenha que resgatar muitos títulos, muitos rapidamente, para atender uma saída moderada de aplicadores, não existe garantia nenhuma de que o gestor do fundo vá respeitar o prazo dos títulos para fazer incidir uma alíquota de apenas 15%, no desespero, o gestor do fundo pode vender o título de longo prazo com maior liquidez e fazer TODOS os cotitas pagarem 22,5% de imposto de renda (SIM… pq este imposto incide para o patrimonio total do fundo no momento de se calcular as cotas, e não apenas para aqueles que estão saindo).

    Já no tesouro direto não tem este risco… vc que comprou sabe exatamente a data em que comprou um título(aplicou), e se tiver que vender alguma coisa sabe extamente qual título vender para incidir o menor IR possível.

    ah… só para constar… o título de longo prazo com maior liquidez provamentente será um título público federal (que todos os cotistas gostariam de ver mantido no fundo) e não aquela debenture da empresa X, pois esta, claro, ninguém quer, então não dá para vender correndo, tem que esperar o vencimento (e rezar, para que a empresa X não quebre).

  37. Guilherme 16 de abril de 2011 at 22:08 #

    Juliano, excelentes comentários!

    Seus argumentos, muito bem expostos, reforçam ainda mais a nítida superioridade dos títulos públicos federais, e algumas de suas características mais importantes, tais como transparência, flexibilidade e baixo custo.

    Você tem toda razão: alguns fundos referenciados DI carregam, em sua composição, títulos de qualidade duvidosa, sempre seguindo à risca aquele lema: obter maior rentabilidade. Nos EUA, eles são representados pelos “junkies bonds”, ou seja, títulos podres, que chegam a apresentar taxas de juros superiores a 10% a.a., mas que embutem riscos altíssimos. Os fundos de bancos, em geral, omitem essas informações mais relevantes nos respectivos sites, obrigando o investidor mais percuciente a ir até o site da CVM buscar a informação desejada. Fora a questão da tributação, muito bem exposta por você.

    Já no TD não tem nada disso: você sabe exatamente aquilo que está comprando, inclusive quanto a prazo de vencimento e taxas de juros, o que permite fazer um planejamento financeiro muito mais consistente e equilibrado. E isso sem contar o baixíssimo custo e o alto grau de segurança.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  38. Andre 1 de agosto de 2011 at 17:35 #

    “Vamos considerar então que o investidor faça seus investimentos numa corretora que cobre 0,2% a.a. de taxa de custódia. Com os 0,4% da CBLC, teríamos, então, cerca de 0,6% a.a. sendo subtraídos da rentabilidade bruta dos títulos públicos.”

    Voce tem certeza que essas taxas sao cobradas em cima da RENTABILIDADE bruta? Eu tinha a impressao de que eram cobradas em cima do CAPITAL INVESTIDO, assim como a taxa de administracao dos fundos.

    Obrigado

  39. Guilherme 5 de agosto de 2011 at 9:04 #

    Andre, tem razão. Creio que as taxas sejam cobradas sobre o capital investido. Vou fazer a correção no artigo. Obrigado!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  40. Gouvea 9 de dezembro de 2011 at 17:56 #

    Olá pessoal,

    fiz a aplicação no Fundo BB 5 Mil de renda fixa do Banco do Brasil no dia 08 de agosto de 2011 – e segundo o site do BB, tendo em vista o valor que apliquei – consegui a isenção do pacote de serviços em razão do valor investido – porém a isenção só foi me dada à partir do mês de outubro… então falei com a gerente e ela falou que não, que a isenção só vale à partir de outubro… então pergunto a todos, tenho direito a isenção dos meses de agosto e setembro?

    Abraços a todos.

  41. Guilherme 11 de dezembro de 2011 at 18:39 #

    Olá, Gouvea, essa é uma política que os bancos adotam mesmo: o desconto no pacote de serviços de um mês “X” é feito tendo como base o mês anterior “X – 1”, que faz a “leitura” do volume de investimentos do mês anterior “X – 2”.

    Mas eu sugiro o seguinte: que se negocie com a gerente para viabilizar a isenção dos meses de agosto e setembro, uma vez que você já mantinha os recursos investidos desde agosto. Aí a concessão da isenção não é feita pelo computador, de forma automática, mas sim pelo gerente, de forma manual, que pode ou não dar o comando no sistema para estornar a tarifa, dependendo da política do banco. Nesses casos, normalmente, e pela minha experiência pessoal, o estorno depende fundamentalmente do gerente-geral da agência, e não do gerente de conta – pelo menos essa é a impressão que tenho dos bancos BB e Itaú. No Santander, a autonomia parece ser maior.

    Convença sua gerente com base em argumentos ponderáveis e racionais – preferência de manter recursos no banco, tempo de relacionamento, uso de seus serviços – e não com base em pura e simples pressão, sem motivação idônea, como se fosse bancar o “nervosinho” (“dá o estorno senão eu fecho a conta!”).

    Com polidez e educação, e baseando-se em fatos, fica mais provável obter algum êxito.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  42. Eduardo 16 de janeiro de 2012 at 10:49 #

    Além da diferença de IR (tabela regressiva) qual há diferença em resgatar um título da dívida pública antes do vencimento e no vencimento? O resgate antes do vencimento se dá apenas pelo preço do título no mercado independentemente da rentabilidade já auferida?

    Obrigado, um abraço e parabéns pelo site.

  43. Guilherme 17 de janeiro de 2012 at 20:17 #

    Eduardo, isso mesmo, vendendo antes do vencimento, você recebe o valor do título marcado a mercado. Mas, geralmente, o valor do título tende a seguir a rentabilidade já acumulada.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  44. Ricardo 28 de janeiro de 2012 at 9:59 #

    Desejaria receber informação sobre qual titulo devo aplicar imaginando um cenário de inflação na casa atual e taxa SELIC com tendência decrescente

  45. Ranerio 31 de janeiro de 2012 at 19:59 #

    Ainda está válido a sugestão de investimento em Tesouro Direto atualmente? Vejo que a matéria tem algum tempo. Surgiu alguma outra aplicação interessante nesta mesma linha? Quero algo que possa realizar um depósito hoje e não temos necessidade imediata do valor, saque para 1 ano ou mais adiante.

  46. Guilherme 1 de fevereiro de 2012 at 21:32 #

    Ranerio, para seus objetivos, os títulos do Tesouro Direto continuam sendo excelente alternativa de investimento!

  47. Marcelo 7 de março de 2012 at 11:20 #

    Guilherme, descobri esse site agora e fiquei muito feliz. Um olhar prático e direto sobre o mercado financeiro. valeu!

  48. Guilherme 10 de março de 2012 at 16:32 #

    Marcelo, obrigado!

  49. Sidney 14 de março de 2012 at 10:46 #

    Ótimo artigo você esta se parabéns.
    Gostaria de tirar uma dúvida, comprei R$ 2000,00 em tesouro direto no dia 23/02/2012 este titulo LFT 070317 com vencimento em 2017. Minha dúvida é, se eu vender antes do prazo de vencimento o que eu posso perder.
    Grato

  50. Guilherme 15 de março de 2012 at 22:18 #

    Sidney, obrigado!

    Como a LFT é um título que oscila pouco, você em tese não corre o risco de perder caso venda antecipadamente o título.

  51. Jorge 16 de março de 2012 at 12:35 #

    Boa tarde!
    Tenho R$ 300 mil aplicados em Fundo DI BB Premium Estilo. Ofereceram aplicação em Fundo Imobiliário do Banco do Brasil (oferta para início de abril/2012). Seriam bom diversificar com 50%?
    Aguardo. Grato.

  52. Guilherme 17 de março de 2012 at 14:52 #

    Jorge, infelizmente não posso opinar, pois desconheço esse fundo a ser lançado pelo BB. A pergunta que você deve se fazer é: tenho necessidade de ter todo esse valor aplicado nesse fundo? Daqui pra frente, aplicações pós-fixadas ao DI, como esse do BB, tendem a render cada vez menos…

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  53. Renato 26 de março de 2012 at 21:19 #

    Dúvida, investi na LFT 070315 no momento em que a SELIC estava 12% a.a.
    Se eu resgatar o título só no vencimento eu vou receber 12% ao longo dos anos ou mesmo tirando só no vencimento o rendimento varia tbm com a SELIC ?

  54. Guilherme 27 de março de 2012 at 9:45 #

    Renato, o rendimento varia com a SELIC. Para receber 12% ao longo dos ano, teria que comprar um título prefixado a essa taxa. 🙂

  55. Renato 27 de março de 2012 at 11:28 #

    Muito obrigado. Mesmo assim, vc acha que compensa deixar o dinheiro aí se eu não estiver precisando dele?

  56. Guilherme 27 de março de 2012 at 13:37 #

    Compensa sim! Uma LFT com baixa taxa de custódia equivale a uns 95 a 97% do CDI. Em qualquer banco de primeira linha, para conseguir um rendimento equivalente, o valor do aporte tem que ser, geralmente, bastante grande. De modo que é interessante carregar a LFT até o vencimento, em março de 2015. 🙂

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  1. Henrique Carvalho - 7 de dezembro de 2010

    Veja o impacto das taxas de adm nos fundos de renda-fixa. Compare com o Tesouro Direto e veja a grande diferença. http://ow.ly/3lsvk

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    Queria que todos os gerentes de banco lessem isto: http://is.gd/ipXLa

  4. Luiz Gardi - 3 de janeiro de 2011

    Valores Reais » A matemática não mente: Tesouro Direto está dando um banho nos fundos dos bancos de varejo. Desde que… http://is.gd/ipXLa

  5. A matemática não mente – Parte 2! Tesouro Direto está dando um banho nos fundos de renda fixa dos bancos de varejo. « Valores Reais - 11 de setembro de 2011

    […] aqui as mesmas considerações que escrevi por ocasião do artigo anterior: essa tabela de rentabilidade não considera as despesas com Imposto de Renda, IOF e taxas dos […]

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