[via Get Rich Slowly] Uma visão criativa e diferente de um orçamento baseado em metas – e que eu gostei e aprovei!

Do time de colunistas que integram o blog Get Rich Slowly, Robert Brokamp é, na minha opinião, o melhor deles – melhor inclusive que o próprio autor, J.D. Tanto é assim que já tecemos comentários sobre outro artigo do GRS, do mesmo autor Robert, Lições de um Baby-Boomer. E o que nós, brasileiros, podemos aprender com ele, que teve ótima repercussão entre os leitores. E isso sem contar que o artigo extraído do The Motley Fool, Uma breve história de um investidor estúpido, igualmente um sucesso de público aqui no VR, também é de autoria da mesma pessoa.

Dessa vez, RB não escreve sobre investimentos, sua arena predileta. Ela volta suas reflexões sobre a velha questão dos orçamentos, que já foi palco de discussões diversas vezes por aqui. Em uma oportunidade, esclarecemos a possibilidade de eliminar o sufoco de começo de ano, com o pagamento dos IPVAs, IPTUs, anuidades, seguros etc., por meio de um planejamento mensal antecipado – o qual, inclusive, passei a adotar para meu próprio orçamento mensal, graças à ajuda dos leitores. Em outra, abordamos uma tática de aliviar o rombo financeiro provocado pela troca periódica de carro, fazendo com que ele também entre em nosso planejamento mensal – que, igualmente, passei a adotar.

Mais recentemente, publicamos um artigo sobre como construir um orçamento doméstico baseado em metas, com fundamento em lições extraídas do blog The Simple Dollar.

Bom, o artigo do RB escrito para o GRS contém uma perspectiva diferente de visualizar os orçamentos, embora também esteja baseado em metas. E aqui é que está a grande novidade – a proposição inovadora. Em vez de você utilizá-los para ver o quanto você gasta, e então poupar o resto, Brokamp propõe que você determine o quanto precisa investir, e então passe a gastar o resto. Para tanto, é imprescindível que você tenha em mente o quanto você precisa poupar não só para seu plano de investimentos de longo prazo (aposentadoria), mas também para os gastos anuais, que ocorrem uma única vez durante o ano, principalmente aqueles relacionados a seguro de carro, IPTU, IPVA e presentes em datas comemorativas, como Natal e aniversários, sem se esquecer, também, dos gastos plurianuais, como a troca periódica de carro.

A curiosidade desse exercício orçamentário consiste na liberdade para você gastar o resto. Um exemplo facilitaria melhor a questão.

Suponha que seu salário líquido mensal seja de R$ 5 mil – é importante que a conta seja feita com o que efetivamente cai em sua conta-corrente, desconsiderando o salário bruto. Suponha também que você já tenha sua reserva de emergência formada, e esteja livre de dívidas. Comece, então, o seu orçamento, determinando seus gastos que na verdade não são “gastos”, mas investimentos. R$ 700 para o fundo de ações que irá financiar sua aposentadoria. Mais R$ 500 para um título de renda fixa do Tesouro Direto, para pagar o carro daqui a seis anos. Ok, já são R$ 1.200 separados para investimentos de longo prazo. Sobram então R$ 3.800.

Desses R$ 3.800, faça as deduções para os gastos anuais, as chamadas provisões, investimentos que têm “data certa para serem consumidos”. Debite mais R$ 350 para a conta “seguro de carro + tributos”. Essa é uma provisão mensal que, se multiplicada por 12 (12 meses), lhe dará uma poupança parruda de R$ 4.200 (fora os juros), que você resgatará para pagar, à vista e com desconto, o seguro de carro, o IPVA, e ainda o licenciamento, fora o IPTU.

Muito bem, seu orçamento mensal “livre” já caiu para R$ 3.450. Agora, é a vez dos presentes comemorativos e orçamento para viagem de férias (para que você não pague parcelado e acabe caindo naquela sensação: a viagem já se foi, mas as parcelas continuam caindo na conta…). Mais R$ 450 reservados todo mês para serem “gastos” num investimento, por exemplo, um fundo referenciado DI de baixo custo. R$ 450 x 12 meses = R$ 5.400. Com esse valor, dá e sobra para fazer todo mundo feliz, e ainda curtir umas boas e merecidas férias em ________ (coloque aqui o local de suas próximas férias).

O orçamento mensal, que era de R$ 3.450,00, já caiu para R$ 3.000,00. O que fazer com esses R$ 3 mil? Segundo Brokamp, gaste. Afinal, todas as metas de curto (férias, presentes, seguro de carro, IPVA, IPTU, ___________ coloque aqui as suas), médio (carro) e longo (aposentadoria) prazos já estão garantidas. Você não precisará desembolsar uma soma grande num determinado mês (janeiro), nem precisar recorrer a empréstimos e financiamentos (carro), para pagar as despesas, quando elas vierem, pois elas já entraram no planejamento mensal.

Uma desvantagem aparente desse método é que você irá “gastar” muito mais durante todos os meses. Por exemplo, se sua meta é ter despesas mensais de, digamos, R$ 2 mil, com as provisões para carro (R$ 500) + seguros e tributos (R$ 350) + presentes e viagens (R$ 450), suas despesas mensais vão para R$ 3.300,00. Mas essa desvantagem é apenas aparente, pois você não precisará desembolsar uma soma grande lá na frente, quando for a hora de pagar o IPTU, o seguro de carro, o presente de Natal, a viagem de férias, o carro, pois todas essas despesas já foram devidamente “mensalizadas”.

Melhor ainda: essa técnica do RB lhe permite paz de espírito para torrar sem dó nem piedade tudo o que tiver sobrado do mês, uma vez deduzidas todas as despesas obrigatórias, inclusive aquelas que irão impactar seu orçamento no futuro.

De acordo com Brokamp, os benefícios desse tipo de orçamento – determinar o quanto você precisa investir, e então gastar o resto – traz uma série de benefícios:

– Não requer que você fique rastreando, registrando e monitorando cada centavo que sai de sua conta;

– Não requer que você fique controlando o quanto gastou em cada categoria de despesa (comida, roupas, lazer, transporte, mercado etc.). Em vez disso, você deverá ter em mente apenas um número maior – aquele necessário para o cumprimento das metas;

– O dinheiro é reservado e etiquetado em diferentes contas, para específicos objetivos (opinião minha: isso reforça a ideia do dinheiro como meio, e não como fim);

– Para aqueles que têm dificuldade em gastar, esse método provê paz de espírito, pois todas as metas importantes estão sendo provisionadas, então não há nada de mais em gastar o que sobrar agora.

Pode-se dizer que esse é um modelo de construção de um “orçamento reverso”, pois qual é a ideia tradicional de orçamento que nós temos? Ela é baseada nos seguintes pilares:

– Temos que registrar e classificar as despesas em cada categoria;

– Registrar cada despesa consome tempo e é cansativo;

– Esse método concentra sua atenção nos gastos – e muitas vezes a contenção de gastos pode parecer uma “camisa de força”, deixando em segundo plano suas reflexões sobre a poupança como instrumento viabilizador de sonhos de consumo.

A lição mais importante da ideia de Brokamp, independentemente de se adotá-la ou não – é essa: um orçamento doméstico em que se registra despesas não deve apenas… surpresa! registrar despesas. Ele deve conter também provisões para a realização de objetivos diferidos no tempo, que consumirão e exigirão uma alta quantidade em dinheiro. E, para evitar que em alguns meses os gastos fiquem desproporcionadamente maiores (janeiro com tributos, julho com viagens de férias e dezembro com presentes de Natal), é razoável e legítimo embutir nas despesas mensais as provisões para esses gastos sazonais. Só a título de curiosidade, o investimento em PGBL é considerado, pela Receita Federal, não como um investimento, mas sim como uma despesa – vide o artigo O PGBL é um investimento ou despesa? Para o Leão da Receita…

Mas a ideia de Brokamp vai além, e propõe que, uma vez feitas as provisões para essas metas específicas, nós nos livremos das amarras típicas de um orçamento restritivo (economizar o máximo que puder, como se estivéssemos prendendo a respiração debaixo d’água), e passemos a literalmente gastar tudo o que tiver sobrado, uma vez feitos os investimentos. Afinal, com os investimentos para o cumprimento das metas de curto, médio e longo prazos definidos, nós já economizamos o máximo que podíamos. Não vai faltar dinheiro para sonhos futuros, pois o dinheiro para eles já está sendo pago antecipadamente. É, sem dúvida, uma ideia mais avançada do que aquela de reservar um dinheiro todo mês para a diversão.

E não irá faltar nada quando chegar a cartinha do Detran para o pagamento do IPVA, a correspondência da corretora de seguros para o pagamento da renovação do seguro do carro etc. Melhor ainda, teremos poder de barganha na hora de negociarmos viagens de férias e compra de veículos, pois o dinheiro estará em nossas mãos, e não nas mãos dos bancos, agências de viagens, concessionárias de veículos… Ter poder de barganha é ampliar o leque de opções disponíveis, não ficar refém de taxas de juros, tipos de hotéis, marcas de veículos. É, literalmente, criar possibilidades de escolha.   

Conclusão

Ter um plano para cada real que entra em nossa conta é provavelmente a melhor ideia, sob a perspectiva financeira. Mas, novamente aqui, o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Por isso, estou de acordo com RB, quando diz que um orçamento baseado em metas é apenas isso, mais um orçamento. O melhor orçamento será aquele que se ajustar à sua situação, aos seus hábitos e à sua tolerância em lidar com números.

De minha parte, eu prossigo com a ideia de registro de todas as despesas – esse já é um hábito pessoal -, mas incorporei as ideias dos leitores do blog, no sentido de considerar como parte das despesas mensais as provisões para os gastos de curto, médio e longo prazos (apenas o carro, o dinheiro para aposentadoria continua sendo considerado investimento). Isso fará com que as despesas mensais fiquem maiores, sem dúvida, mas é um passo necessário para ter um planejamento financeiro mais equilibrado e organizado.

Bom orçamento!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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23 Responses to [via Get Rich Slowly] Uma visão criativa e diferente de um orçamento baseado em metas – e que eu gostei e aprovei!

  1. Jônatas 8 de novembro de 2010 at 9:05 #

    Bom dia Guilherme,

    Mais um ótimo texto para refletirmos e lapidarmos ainda mais gastos, provisões e investimentos.
    Parabéns!

    Abraço.

  2. Guilherme 8 de novembro de 2010 at 9:07 #

    Valeu, Jônatas!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  3. Aurino Jr 8 de novembro de 2010 at 9:42 #

    Olá Guilherme,

    Essa visão do ‘orçamento reverso’ realmente da um ‘up’ ao controle financeiro. Gostei e pretendo incluir essa idéia na minha vida financeira.

    Ótimo texto. Parabéns.

  4. Willy Fog 8 de novembro de 2010 at 10:38 #

    Muito legal este artigo. E muito interessante esta outra visão de planejamento do orçamento doméstico. É sempre bom ler opiniões diferentes sobre este tema.
    .
    Guilherme entre os blogs Get Rich Slowly, The Simple Dollar e o Frugal Dad, qual deles tem uma abordagem mais interessante sobre finanças pessoais?? E o conteúdo em geral abordado nestes blogs é aplicável para a nossa realidade no Brasil? Qual deles você recomendaria para alguém que queira começar a ler um blog de finanças em inglês?
    .
    Abcs

  5. Pedro Henrique 8 de novembro de 2010 at 10:42 #

    Caro Guilherme,

    Acho que o que esse autor está dizendo faz parte daquele princípio fundamental:

    “Pague-se primeiro!”

    Abcs,

    Pedro

  6. Investidor Defensivo 8 de novembro de 2010 at 10:51 #

    Guilherme,
    O grande problema do proposto do texto é saber o quanto investir. E limitar este valor. No meu caso, quanto mais investir, melhor, mais rápido chegaremos na liberdade financeira.
    Mas pagamos um preço por isso, deixando de gastar no presente para investir, apostar no futuro.
    Para eu poder “respirar” um pouco e não ficar tão pressionado em tentar guardar cada vez mais, além dos orçamentos do texto, criei a conta “prêmio”
    http://investidordefensivo.blogspot.com/2010/10/minha-organizacao-financeira-e-conta.html
    para aliviar um pouco… Comecei há pouco tempo com isso. Vamos ver se vai dar certo.
    abs

  7. Guilherme 8 de novembro de 2010 at 13:12 #

    Aurino Jr, obrigado.

    Willy, os 3 blogs são ótimos. O GRS tem uma abordagem um pouco mais ampla, pois conta com um time de colunistas, e cada colunista aborda sua matéria preferida. O Brokamp, p.ex., foca mais nos investimentos. Já o TSD fala pouco sobre investimentos, prefere concentrar os textos em outras áreas das finanças pessoais, mas é muito legal tb. Já o Frugal Dad tem menos posts, mas alguns são sensacionais, focando no aspecto emocional. Na dúvida, assine o RSS dos 3. E o que eu faço. 🙂

    Ah, sim, e o conteúdo dos 3 tem aplicabilidade à nossa realidade, via de regra, o que facilita a compreensão.

    Pedro, é bem isso.

    ID, esse é um ponto, diria, nevrálgico da questão. Por isso que pode servir para alguns, mas não para outros. P/ aqueles que gastam muito, psicologicamente pode ser mais interessante. A questão é saber o grau de conforto com o qual vc pretende se manter na elaboração de um orçamento.

    E legal o seu artigo!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  8. Evertonric 8 de novembro de 2010 at 18:07 #

    Belo, belissimo…Guilherme,
    legal mesmo,
    Eu penso assim tbm faz um tempo já , mas a minha tática é um pouco diferente, te explico: Para as contas de janeiro do ano que vem (aqui inclui material escolar tbm), começo a guardar uma parte do meu investimento apartir de 1o. de julho, durante 6 meses trabalho pensando nisso, planejamento mesmo, tudo devidamente anotado, e os 6 primeiros meses do ano (jan. á junho), invisto tudo que posso, assim de fácil e claro, literalmente tudo, tudo que eu e minha esposa podemos, e o 13o. salario é projetado para as férias da familia (13o.completo), assim não tenho dívidas a mais de 10 anos, sempre paguei impostos avista com descontos (IPTU, IPVA, etc..), e durante todo ano invisto um pouco por mês, mas a maior parte deste investimento são nos primeiros 6 meses mesmo, é quando praticamente dobra a porcentagem que separo do salario para investir.
    Ex. de janeiro a junho invisto quase 30 % do salario liquido, entre julho e dezembro 15%.
    Contas pagas sem problema, viagem de final de ano, e premio a cada meta alcançada amigo…isso sim que vale a pena
    Abraços a todos

  9. Guilherme 8 de novembro de 2010 at 21:16 #

    Evertonric, parabéns pela disciplina no uso do orçamento doméstico! Achei bastante interessante você fatiar o ano em duas partes, e ter metas apropriadas para cada metade do ano. O interessante são os ótimos resultados que você vem conseguindo!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  10. Finanças Inteligentes 8 de novembro de 2010 at 23:13 #

    Muito boa leitura, lembra os ensinamentos do livro Pai Rico Pai Pobre.

    Abraços!

  11. Guilherme 9 de novembro de 2010 at 11:37 #

    Valeu, FI!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  12. Jane 19 de abril de 2011 at 19:06 #

    Guilherme,

    Estava relendo seus posts antigos e esse parece que foi feito para mim! Faço registro de cada despesa pra saber para onde vai o $. Mas a idéia apresentada nesse texto me faz literalmente respirar…poder gastar sabendo que já provisionei todos os investimentos!
    Agora preciso avaliar exatamente o quanto preciso investir para ter essa liberdade.
    Uma pergunta: vc acha que vale a pena fundo de investimento para poupar a compra do proximo carro novo? Não tenho intenção de virar expert em investimento, por isso prefiro opções simples. Vc poderia me dar algumas dicas?
    Por exemplo: carro: poupança , cdb, fundos?
    despesas com iptu,material escolar, seguros: melhor poupança?

  13. Guilherme 19 de abril de 2011 at 23:43 #

    Jane, concordo integralmente com você! De todos os posts que escrevi no assunto “orçamento doméstico”, esse foi o mais útil. Incrível como o próprio autor – no caso, eu – acaba aprendendo com aquilo que ele mesmo escreve….rsrsr

    Quanto à compra do próximo carro novo, vamos lá! Dicas simples!

    Aqui no blog temos um artigo que pode te ajudar nessa tarefa:

    http://valoresreais.com/2010/09/14/estabelecendo-um-plano-plurianual-para-a-troca-do-carro-2-alternativas-de-investimentos/

    Tesouro Direto e fundos referenciados DI de seu banco, com débito automático em conta-corrente. Prós e contras de cada um:

    – TD: vc precisa investir exatamente em múltiplos de 0,2 do valor do título. Ou seja, se um título custa R$ 1 mil, vc deve investir R$ 200, 400, 600, 800… não dá para investir quebrado. Vantagem: custos muito baixos e alta rentabilidade. O problema é selecionar os títulos mais adequados. Eu ficaria com LFT, que acompanha a SELIC.

    – Fundo DI de seu banco: é o inverso do TD, praticamente. Vc pode investir “quebrado”, p.ex., R$ 642,25. Mas os custos, geralmente, não compensam, as taxas de administração para valores pequenos são muito altas, de 2% para cima.

    Vamos analisar outras alternativas igualmente simples:

    – CDB: tem a vantagem de não ter taxa de administração. Porém, os percentuais do CDI para CDBs de baixos valores costumam ser baixos, na casa dos 80, 90% do CDI, o que praticamente empata com a poupança. Outra desvantagem é que o investimento deve ser múltiplo de R$ 500, normalmente (no BB é assim);

    – Poupança: não recomendo, porque o carro é investimento para médio prazo, e há alternativas muito melhores, as listadas acima.

    – Compras periódicas de fundos de índice negociados em Bolsa: ETFs. É a minha estratégia atual. Mensalmente, guardo um dinheiro na poupança, e, a cada 4 meses, pego esse dinheiro e compro cotas de um fundo de índice. Mas é uma estratégia que não chega a ser exatamente simples, pelos riscos envolvidos.

    Minha sugestão: a compra planejada de um próximo carro novo, à vista, envolve disciplina, baixo custo (para você não ter dor de cabeça com taxas), boa rentabilidade, conservação do principal (afinal, o dinheiro tem um objetivo definido), e aportes periódicos constantes, que são normalmente baixos (R$ 500, R$ 700, R$ 1 mil etc., não necessariamente mensais, mas sim periódicos, para manter a disciplina). O melhor investimento, na minha opinião, é comprar LFTs numa corretora que cobre, no máximo, 0,2% a.a de taxa de custódia. Como o investimento mínimo em LFTs é de cerca de R$ 1 mil, sugiro que você junte um dinheiro, vá deixando na poupança, e, quando der algo em torno de R$ 1 mil, comprar frações da LFT. É o que eu faria. E é também o que provavalmente renderia mais, te proporcionaria mais segurança e mais previsibilidade no alcance do objetivo pretendido.

    Quanto às despesas com IPTU, material escolar, seguros, aí não tenho dúvida: poupança. Isso porque os valores são bem menores, normalmente “quebrados”, e exigem liquidez e possibilidade de resgate fácil. É o que eu faço: todo mês, reservo um dinheiro para aplicar na poupança. Esse negócio de fazer planejamento mensal das despesas “inevitáveis” foi a segunda melhor coisa que aprendi escrevendo o blog, no tema “orçamento doméstico”. 😀

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  14. Jane 20 de abril de 2011 at 17:36 #

    Guilherme!!!! Muito, muito obrigada pelo retorno!!! Como te disse tenho um conhecimento muito genérico de opções de investimento e suas dicas me deram um norte!!!!
    Te mandei um email, mas sua resposta aqui já foram suficientes e super importantes. Obrigada por dedicar um tempo seu a minha pergunta!
    Tenho aprendido muito lendo seu blog, muito mesmo! Esse post foi uma luz pra mim…
    Desejo muitas felicidades e que Deus o abençõe muito, sempre e mais!

  15. Guilherme 20 de abril de 2011 at 22:13 #

    Olá Jane, de nada!

    Escreva sempre que precisar! Estamos aqui para isso mesmo!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  16. Guru da Grana 4 de agosto de 2013 at 22:21 #

    Artigo incrível Guilherme, com várias referências, este entra o roll de posts históricos. Mais uma opção para quem quer adotar um orçamento baseado em metas, acredito que esta seja uma evolução natural deste metódo.

    • Guilherme 4 de agosto de 2013 at 23:01 #

      Guru da Grana, muito obrigado pelas palavras!

      Acabei de reler o texto, e deu gosto de saber que eu persisto firme e forte nessas lições do Robert, mesmo após 2 anos depois da elaboração desse artigo.

      Sem dúvida, essa é uma evolução natural do método. Uma verdadeira prova de que é possível consumir com responsabilidade.

      Abç!

  17. Rosana 25 de junho de 2014 at 9:25 #

    Muito interessante essa abordagem, eu nunca lido algo parecido. Melhor ainda se o investidor conseguir fazer dessa estratégia um hábito.
    Abraços!

    • Guilherme 25 de junho de 2014 at 15:41 #

      Sim, Rosana, tudo é uma questão de hábito!

      Abç!

  18. Camilla 27 de abril de 2015 at 16:45 #

    Caramba!

    Esse orçamento reverso é muito legal! Com toda certeza é inovador e uma quebra do paradigma que é disseminado por aí! De toda forma, os aplicativos de controle que temos por aí já contemplam a opção sonhos e nos ajudam a colocar em prática essa maneira nova de ver o orçamento pessoal.

    Amei esse artigo do seu blog, obrigada pela indicação de leitura.

    • Guilherme 27 de abril de 2015 at 20:38 #

      Oi Camilla!

      É isso mesmo: quebrar paradigmas é uma das coisas mais legais de se fazer em finanças pessoais. Nos faz ver as coisas sob outras perspectivas, adiciona opções, enfim, amadurece nossas ideias.

      Que bom que gostou!

      Abç!

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  1. Lauro Wolff Valente - 8 de novembro de 2010

    [via Get Rich Slowly] Uma visão criativa e diferente de um orçamento baseado em metas – e que eu gostei e aprovei! http://migre.me/24hxb

  2. O que é um programa de fidelidade? | Meu Milhão de Milhas - 28 de maio de 2014

    […] Por outro lado, os cuidados desse grupo deve ser redobrados, na medida em que a disponibilidade de emissão de trechos com milhas não é (e nunca será) a mesma da emissão desses mesmos trechos com dinheiro. Nesses casos, uma bem azeitada estratégia do tipo AOO passa a se tornar uma ferramenta-chave para que o sonho das viagens com milhas seja realizado de forma sincronizada com um orçamento doméstico em equilíbrio. […]

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