Na Internet, é uma beleza! Mas, na vida real… ah, na vida real, como é difícil conversar sobre finanças com as pessoas…

Fala sério: você consegue conversar sobre dinheiro com as pessoas na vida real com a mesma facilidade com que trata esse assunto na Internet?

Um dos encantos dessa ferramenta chamada de Internet é a possibilidade de interagir com pessoas que tenham os mesmos interesses que os seus, ainda que localizadas geograficamente em pontos distantes de onde você mora. As “comunidades virtuais” permitem o compartilhamento de informações onde a presença física não seja requisito essencial para a formação dos grupos.

Assim como em tudo na vida, também na Internet é preciso saber separar o “joio do trigo”. Mesmo com esse filtro, é possível conseguir informação de qualidade participando de comunidades virtuais, como blogs e fóruns de discussão, bem como acessando sites de notícias e ouvindo programas de áudio. Pela Internet, você consegue comprar livros novos e usados com preços bem camaradas, e, assim, adquirir conhecimento com um custo/benefício ainda melhor.

O melhor da Internet é a participação ativa que lhe é franqueada. Você pode de fato interagir com outros usuários, e construir o conhecimento de forma dinâmica.

Agora, na vida real…

Vamos lá: tirando suas participações em palestras e cursos de educação financeira, investimentos e finanças pessoais, você consegue conversar sobre finanças pessoais com a mesma desenvoltura adquirida no ambiente virtual? Se você for como a maioria das pessoas que leem esse blog, a resposta é não. E isso por uma razão muito simples: falta de interlocutores. Ou melhor, falta de interlocutores interessados. Como é difícil conversar sobre finanças na vida real!

Na minha experiência pessoal, tenho visto alguns dos seguintes exemplos: as pessoas compram imóveis residenciais sem saber o preço do metro quadrado da região onde estão comprando o imóvel (!!!)… ficam horrorizadas quando a Bolsa entra em colapso, e começam a contar histórias de parentes e amigos que perderam muito dinheiro com a queda da Bolsa (ambos devem ter um conhecimento muito baixo de Bolsa para fazerem isso…)…  acham que falar de dinheiro é “sujo”, é pecado, é isso, é aquilo… têm receio de expor suas próprias condições financeiras, quando começamos a dizer que pagar em prestações não vale a pena, que tomar dinheiro emprestado não é bom negócio…

Por outro lado, essas mesmas pessoas que têm tantos preconceitos em relação a falar de dinheiro são as primeiras a lotar a fila de uma lotérica quando uma aposta de Mega Sena está acumulada. Ou seja, querem ganhar muito dinheiro, mas não demonstram o menor interesse em discorrer sobre o assunto! Cadê a coerência!!??

O que os leitores desse blog estão dizendo…

A maioria dos meus leitores é expert em finanças. É um público seleto e altamente qualificado. Boa parte deles – e isso se verifica facilmente lendo os comentários do blog – sabem muito mais de finanças e investimentos do que eu, o que me deixa orgulhoso, mas, ao mesmo tempo, preocupado, pois eles me desafiam a escrever sempre sob uma perspectiva diferente, a fim de não escrever mais do mesmo.

E esse artigo foi motivado pelo que eles disseram nos comentários ao post de ontem. A Thaís Aux, autora do Hoje Eu Não Comprei, escreveu:

“Eu tentei organizar uma reunião e mulheres pra falar de finanças. Convidamos umas 20 mulheres. Foram 3. Triste…”

O Jônatas, autor do Efetividade.blog, concordou:

“As pessoas não querem aprender. Preferem jogar toda a responsabilidade nas costas dos outros, não assumem a responsabilidade e controle da própria vida. É triste isso. Eu já desisti de tentar conversar sobre finanças com familiares, perda de tempo. Acabo me passando pelo chato da família. Minha contribuição é escrevendo, quem tiver interesse leia no blog, é o que tenho falado para amigos e familiares”.

No mesmo sentido foi o comentário da Naê, que, aliás, já havia feito a mesma reflexão em um artigo para o ótimo Nossa Vida, Nosso Bolso:

“Nossa, estou na mesma situação que o Jônatas. Com os demais familiares é praticamente impossível conversar sobre finanças. E colegas de trabalho também é difícil, visões muito diferentes. Se você tenta insistir sobre o assunto é visto como arrogante. E olha que minha família tem de tudo: gastador profissional, devedor desinteressado, pão-duro assumido… Se não fosse o blog não teríamos com quem conversar sobre finanças.”

O que fazer, diante de tantos bloqueios?

Se você nunca conversou sobre finanças com uma determinada pessoa, tente introduzir o assunto. Se a pessoa demonstrar interesse, continue, pois pode valer a pena. Sem brincadeira ou exagero, o seu conhecimento sobre finanças pode ser tão importante e útil que pode salvar a vida dessa pessoa.

Agora, se ela já demonstrou desinteresse, experiência pela qual todos nós já passamos algum dia, então faça como o Jônatas e a Naê: não insista. Você pelo menos tentou. Se a falta de cuidado dessa pessoa no trato com o dinheiro repercutir negativamente na vida deles, eles não podem reclamar por falta de aviso, porque não foi por falta de aviso.

E continue conversando com a gente na Internet, onde existem pessoas interessadas e ávidas por conhecimento e, que, por tabela, podem melhorar – e muito – sua própria vida. 😉

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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23 Responses to Na Internet, é uma beleza! Mas, na vida real… ah, na vida real, como é difícil conversar sobre finanças com as pessoas…

  1. Lauro Valente 14 de outubro de 2010 at 5:28 #

    E aí Guilherme,

    Então, achei muito legal o post. Acontece isso mesmo na nossa vida.
    Mas não somente quando tratamos de finanças e sim para tudo.

    Tente falar sobre algo especial que você tenha travado contato. Que ficou feliz em ler/aprender. Ou então tentar compartilhar um ideal.

    As pessoas não vão aceitar nada do que você diz. E, ainda por cima, acharam você o chato de galocha. É complicado.

    É por isso que algumas tradições antigas não ensinavam nada a alguém que não provasse que realmente queria.

    Bom, mas agora falando sobre outra coisa,…

    (…) começamos a dizer que pagar em prestações não vale a pena, que tomar dinheiro emprestado não é bom negócio

    Será mesmo?
    Vamos supor que você compre um imóvel. De entrada, você usa seu FGTS. Financia o resto com um crédito imobiliário de (8,5% + TR) ao ano, pagando as parcelas com valor máximo de 25% da sua renda mensal. Coloca o imóvel para alugar com valor de mercado (que se você comprar bem, será o preço da sua parcela).

    Será que tudo isso é ruim?

    FGTS é um dinheiro morto e mal investido.Créditos no valor de 8,5% + TR ao ano são absolutamente fantásticos, do ponto de vista financeiro. A poupança rende praticamente isso.Não compromete mais do que 25% de sua renda, o que é bastante viável caso se programe para pagar a parcela.Mais algum valor mensal (no máximo R$500 se fizer uma boa compra) para pagar água do apartamento, IPTU e condomínio caso este esteja vazio.Se der sorte, aluga o imóvel e paga a prestação com seu aluguel, sem precisar pagar IPTU, nem água, ou condomínio.O preço dos apartamentos inflacionaram bastante nos últimos anos, o que deve pode indicar uma tendência de estabilização nos próximos anos.

    Eu venho tentando provar para mim que essa escolha não é uma escolha válida, mas não consigo.
    Comprar um imóvel com um dinheiro que já estava “sobrando” e, mesmo assim, poder ter a sorte de fazê-lo continuar sobrando (caso venha a alugar o apartamento) me parece uma idéia muito boa.

    E aí?

    Abraços

  2. Investidor Defensivo 14 de outubro de 2010 at 8:40 #

    Penso também que não nos escutam por falta de credibilidade.Por estamos no caminho
    e não no final da jornada.
    Se eu já tivesse me tornado rico, os meus amigos já teriam seguido mais meus conselhos…
    Como não chegamos lá, é realmente dificil convencer as pessoas. Mas depois vai ser tarde demais.

  3. investir40 14 de outubro de 2010 at 8:57 #

    Não lembro onde li:

    “Faça uma lista das 10 pessoas que mais passam o tempo com vc”

    “Agora veja destas 10 pessoas que vc marcou, quantas são investidores”

    “Dependendo do resultado, está na hora de você repensar suas amizades”

    abraço a todos

    Sucesso.

  4. Naelyan 14 de outubro de 2010 at 9:10 #

    Oi Guilherme,

    É engraçado como as dificuldades nos fazem criar novas oportunidades. Nosso blog surgiu exatamente por não termos na vida real amigos e conhecidos que pudessemos conversar sobre finanças. Mas, depois que montamos o blog (eu e o Julian), quanta coisa já aprendemos! É muito boa esta troca de energia, conhecimentos e experiências!

    Boa sorte e sucesso à todos nós!

    Naê

  5. José Messias Ruggieri 14 de outubro de 2010 at 9:21 #

    Oi Guilherme,

    Inteligente a sua decisão de criar esse post baseado em nossos comentários do post anterior.

    Infelizmente é bem como o pessoal disse mesmo. E muito díficil falar com alguém de minha familia ou de meus amigos sobre finanças porque o interesse é muito pequeno, isso para não falar que é inexistente. Veja só, creie o meu blog a 2 meses e meio e apesar de fazer uma grande propaganda com meus familiares e amigos proximos tem vários que ainda não acessaram para conhecer meu site.

    Fico realmente triste pois estou me propondo a ajudar todos eles com algo que entendo que só tornará a vida deles melhor. Paciencia né, afinal como disse o Jonatas em vários momento já me senti com o chato!

    Apesar de ser Engenheiro e trabalhar na área de Telecomunicações, depois de ter estudado muito finanças pessoais e ter feito uma pós graduação de Finanças me apaixonei por esse assunto. Criei para mim um plano de independência financeira que se tornou realmente um objetivo de vida. Não que não goste de trabalhar, pelo contrário, trabalho até de mais, porém tenho um desejo de saber como é poder trabalhar somente por prazer, sem a obrigação de ter que botar dinheiro em casa, e por isso batalho todos os dias para chegar lá.

    Agora realmente é muito triste tentar conversar com as pessoas um assunto que me enche de energia e que eu conseguiria conversar por horas e horas, e a contraparte estar com aquela cara de “quando será que ele vai parar!”. É fo..

    Mas a vida é assim mesmo, quem sabe aos poucos a gente consegue ajudar alguns e se ajudar também não é mesmo. Grande abraço.

  6. Erico 14 de outubro de 2010 at 9:21 #

    Parabens pelo site…
    Realmente eh complicado explicar e achar alguem para conversar!
    Eu desisti… em casa eh complicado, alguns ouvem com pouco interesse e no maximo falam… entao faz assim, eu te dou o meu dinheiro e tu aplica da mesma forma que tu aplicas pra ti! rs rs

    Lauro:
    Onde se consegue financiamento de 8,5% + TR?
    Estou atras de um financiamento a alguns meses e somente consigo na casa dos 12% a 13%!
    Bem longe dos 8,5% + TR!! Se possivel me coloque onde conseguir isso!
    Boa sorte nos investimentos!

    Abss

  7. Vida Boa Investimentos 14 de outubro de 2010 at 9:22 #

    Concordo Lauro. Os Financiamentso imobiliarios estão realmente baratos. Eu tb estou me planejando para pegar 1.

    so cuidado com as taxas de cadastro e os custos do procedimento. eles elevam a taxa de juros real em ateh 1 ponto percentual ao ano.

    abracos

  8. Thais Aux 14 de outubro de 2010 at 9:41 #

    Obrigada por citar meu comment. É bem por aí mesmo: continue tentando!

    Bjo!!!

  9. Willy Fog 14 de outubro de 2010 at 10:56 #

    É bem por aí mesmo! Já cansei de tentar convencer os outros.
    .
    A informação está toda aí……….gratuita.
    .
    Quem tiver interesse que leia e ouça.
    .
    Abcs Guilherme!

  10. Ricardo Borges 14 de outubro de 2010 at 12:13 #

    Fico feliz em descobrir que não estou sozinho. Por diversas vezes conversei com pessoas sobre finanças pessoais. Porém, poucas me deram atenção. Destas, chamei-as para formar um Clube de Investimento. Mas não demonstraram interesse. Confesso que fiquei um pouco frustrado. Certa vez um amigo me disse: “Fale apenas uma vez, repita apenas uma vez a quem se interessou, pois, se insistir num assunto você vai se tornar um chato, mesmo que este assunto seja de total proveito para o ouvinte!”.
    Contudo, neste blog encontrei pessoas que pensam no mesmo objetivo: independência financeira através de estudos e trabalho sério.
    Afinal “semelhantes atrai semelhante”.
    Prazer em conhecê-los.
    Um abraço a todos.

  11. Jônatas 14 de outubro de 2010 at 14:34 #

    Gente,

    Realmente muito bom conversar sobre finanças com vocês e manter a chama acessa.
    Guilherme, muito criativo seu post, parabéns!

    Abraço a todos!

  12. Flaviana Amarante 14 de outubro de 2010 at 15:57 #

    Olá, Guilherme!
    Primeiro queria te dizer que leio seu blog todo o dia e acho um dos melhores blogs de finanças pessoais já feitos. Parabéns!
    Bom, com relação ao que você disse no post tenho uma opinião a dar. Como já estive do outro lado, já tive todos os piores hábitos financeiros que uma pessoa pode ter, inclusive com nome no spc e profunda vergonha de existir, sei um pouco do que se passa na cabeça da maioria das pessoas que não possuem muita informação financeira. A maioria das pessoas não querem enxergar seus problemas financeiros, têm vergonha, medo e desinformação. Quando olham para as pessoas com vida financeira relativamente bem resolvida, têm inveja, raiva mesmo. E pensam assim, puxa esses riquinhos metidos a besta poderiam dar um pouco de dinheiro para mim, que não tenho nada. Não pensam, na maior parte das vezes, em pedir informações e ajuda e aprender como mudar seus caminhos. Isto é difícil pois antes de tudo é doloroso enxergar que você mesmo não sabe lidar com dinheiro e que o processo de aprender a mudar um antigo comportamento é sofrido e lento. Um dia no fundo do poço reconheci que tinha problemas e procurei ajuda e após 8 anos estou aqui do doutro lado. Com tudo isso aprendi o seguinte, não tente ajudar ninguém com problemas financeiros sem ele pedir antes. Não vai funcionar. As pessoas que querem mudar vão te procurar como muitos já me procuraram. Mas não tente catequisar ninguém.

    • Alexandre 5 de janeiro de 2016 at 12:17 #

      Olá! Meu nome é Alexandre. Achei seu comentário bem plausível. Estou vivendo esta situação que você descreve em relação ao seu passado, com nome no SPC, SERASA e tudo mais. Se puder me aconselhar, agradeço.

  13. Luciano 15 de outubro de 2010 at 0:19 #

    Ola Guilherme tudo jóia?
    Devido a sua grande audiência, vc pretende futuramente transformar os Valores Reais, também em um clube de investimento?
    Forte abraço
    Luciano

  14. Rafael 15 de outubro de 2010 at 8:09 #

    Olá,

    O de passar por chato aconteceu comigo semana passada. Alguns familiares insistiram que eu estava ficando ganancioso, pois segundo eles eu só falava de dinheiro. Investir na Bolsa de Valores é uma brincadeira para quem tem muito dinheiro. Bem, com familiares não falo mais, mas se alguem me perguntar algo respondo com maior prazer, mas não inicio mais uma conversa sobre finanças com a família.

  15. Investidor Defensivo 15 de outubro de 2010 at 8:39 #

    Preocupa não Rafael… Quando algum familiar tiver em dificuldades financeiras, vc vai ser o primeiro a ser lembrado para ajudar ! hauhauhau

  16. Guilherme 15 de outubro de 2010 at 14:24 #

    Lauro, esse negócio é ótimo, pelo menos para mim, tanto do ponto de vista estritamente financeiro, quanto patrimonial. E essa taxa aí, de 8,5% a.a. + TR, é muito boa. Fiz uma simulação de financiamento imobiliário com um gerente de banco (apenas uma simulação…), e o máximo que conseguimos foi 9,5% a.a. (+ TR). Nem todos os financiamentos são ruins, assim como nem todos os investimentos são bons. É preciso analisar cada situação concreta. No seu caso, parece valer bem a pena.

    ID, é uma hipótese plausível.

    I40, frase para refletir.

    Naê, concordo integralmente!

    José Messias, receba minha solidariedade. Pelo menos estamos tentando…

    Erico, obrigado. Talvez o Lauro tenha conseguido na CEF, que é, aparentemente, a que melhor negocia as taxas dos financiamentos.

    VB, além das taxas q vc citou, é bom atentar tb para o custo do ITBI, o famigerado ITBI. Alguns bancos incorporam o valor do ITBI ao longo das prestações, a fim de “suavizar” esse pagamento, que é de integral responsabilidade do comprador.

    Thaís, obrigado!

    Willy, é por aí mesmo.

    Ricardo, receba minha solidariedade (II).

    Jônatas, obrigado!

    Flaviana, obrigado pelos comentários! Aliás, interessantíssimo o seu depoimento, de quem viveu o outro lado da questão que estamos abordando!

    Luciano, nunca tinha pensado nessa ideia! Quem sabe, no futuro!?

    Rafael, são exatamente os chatos que irão triunfar no final, como bem lembrado pelo ID. Não esquente a cabeça não. Mantenha-se firme no seu propósito de continuar estudando. Quem viver, verá.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  17. Felipe Pedrini 15 de outubro de 2010 at 16:36 #

    Muito bom post, mostrando o que é a realidade. E que é o que mais tenho notado. No meu trabalho, ou no transporte que uso para chegar na empresa é sempre a mesma perspectiva: pessoas com ótimos salários (bons mesmo) mas que vivem numa roda de rato, sem sair do lugar. E o único papo sobre dinheiro é: o que fazer se eu ganhar na loteria e estratégias para conseguir ganhar. Eu fico só pensando, e se ao invés de destinar esse dinheiro por mais irrisório que seja para um investimento, no futuro vc pode ter bem mais do que sonhar com dinheiro fácil. O que me revolta é exatamente isso: pessoas que ganham muito mas que conseguem gastar muito mais, e ficam sonhando com dinheiro fácil.
    Espero que posts como o seu ajudem as pessoas a abrirem os olhos.
    Abraços!

  18. Guilherme 15 de outubro de 2010 at 17:47 #

    Felipe, concordo em gênero, número e grau.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  19. Investidor de Risco 30 de junho de 2012 at 19:49 #

    Guilherme, ultimamente tenho notado uma certa mudança em relação a isto… conversas sobre finanças tem se tornado mais frequentes e as pessoas se mostram cada vez mais interessadas no assunto… nao raras sao as vezes que papos sobre investimentos duram horas e acabam se tornando ao mesmo tempo bastante informativos e descontraidos… mas concordo que a maioria das pessoas ainda sao alheias a esta questao…

  20. Guilherme 7 de julho de 2012 at 13:37 #

    De fato, IR, isso é um bom sinal, de que a educação financeira começa a ser disseminada de forma mais aprofundada. 🙂

  21. Rosana 10 de maio de 2014 at 11:29 #

    Guilherme,

    Concordo totalmente com seu post, com as palavras da Thaís, do Jônatas e da Naê.
    É muito mais fácil, imensamente mais fácil conversar sobre esse assunto com pessoas que têm interesse no assunto, do que com pessoas que não estão nem aí, que acham que investir é coisa só para quem tem dinheiro.
    Eu também já tentei falar sobre isso com familiares, amigos e colegas de trabalho. O único assunto que deu um pequeno resultado foi sobre a conta essencial.

    “Penso também que não nos escutam por falta de credibilidade.Por estamos no caminho e não no final da jornada.”
    Gostei desse comentário do Investidor Defensivo. Eu acho que ele tem toda razão. É só os resultados começarem a aparecer de forma mais substancial, que as pessoas mais próximas começam a se interessar.

    “Faça uma lista das 10 pessoas que mais passam o tempo com vc”
    “Agora veja destas 10 pessoas que vc marcou, quantas são investidores”
    Perfeito o comentário do Investir40!

    Eu acredito que sites como o Valores Reais, o Dinheirama e a maior divulgação da importância da educação financeira na mídia, ainda que timidamente, aos poucos vão mudando esse cenário.
    A diferença é que já estaremos no meio da jornada enquanto as pessoas que tentamos ensinar estarão no início. E assim como aconteceu com muitos de nós, muitas vezes se perguntarão: Por que eu não pensei (ou não fiz) isso antes?

    Abraços!

    • Guilherme 10 de maio de 2014 at 18:40 #

      Olá Rosana,

      É exatamente isso!

      O tema “dinheiro” ainda é um verdadeiro tabu em nossa sociedade, e as pessoas em geral têm vergonha de falar sobre isso, associando-o a coisas como “pecado”, “tema sujo” (!) e outras associações nada a ver.

      O resultado é que as pessoas em geral acabam não se preocupando com o próprio dinheiro, e o resultado da falta de educação financeira todos sabemos: formação de dívidas, consumo inconsciente e por aí vai.

      Felizmente, a Internet tem ajudado a popularizar o tema, e fazer com que as pessoas tenham melhor noção sobre educação financeira.

      E a pergunta que você lançou no final é extremamente oportuna! O quanto antes começar, melhores resultados as pessoas colherão!

      Abç

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