Fundos referenciados DI com até 1% de taxa de administração não perdem da poupança

Com a taxa Selic estabilizada por volta de 10,75% ao ano, torna-se fundamental a escolha de um fundo referenciado DI que cobre baixas taxas de administração. Isso porque se a taxa cobrada for elevada, passa a ser mais interessante investir diretamente na poupança, em termos de ganhos líquidos.

A tabela abaixo mostra – em valores aproximados – que os fundos que cobram até 1% de taxa de administração têm rendimento mensal líquido superior ao da poupança. Os fundos que cobram 2% a.a. só ganham da poupança se o prazo da aplicação for superior a 1 ano:

Fonte: Folha de S. Paulo

Espero que nenhum leitor aqui do blog tenha investimentos em fundos DI alocados na terceira coluna de taxa de administração – aquela que cobra 3% a.a. – e nem na segunda coluna – aquela que cobra 2% – haja vista que o seu rendimento não compensa, quando comparado com o da poupança.

Os fundos referenciados DI são atrativos para quem pretende ter liquidez em sua carteira de ativos, uma vez que a cota de resgate ocorre em D+0, ou seja, o crédito em conta é efetuado no mesmo dia da solicitação do resgate. Por isso, são também uma opção bastante útil para alocar o dinheiro da reserva de emergências (colchão de segurança).

Como se pode inferir da tabela acima, o ideal é manter seus investimentos no maior horizonte de prazo possível, para que se possa pagar a menor quantia de imposto de renda, pela alíquota de 15%, para resgates superiores a 2 anos.

A segunda medida para maximizar sua rentabilidade líquida – aquilo que retorna para o seu bolso – é entregar o menor valor possível ao gestor do fundo. Sobre isso já demos a pista anteriormente, ao dar nomes aos bois (digo, aos fundos): elegendo 3 fundos referenciados DI não muito caros, com taxas de administração ainda mais baratas, de 0,6%, 0,35% e até 0,3% a.a.

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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16 Responses to Fundos referenciados DI com até 1% de taxa de administração não perdem da poupança

  1. Naelyan 2 de outubro de 2010 at 15:07 #

    Guilherme,

    Este artigo veio na hora certa! Esta semana estava pensando se a poupança era a única opção com liquidez para deixar a nossa reserva financeira e seu artigo mostrou que o fundo DI pode ser uma boa alternativa! Como temos conta na Banif já estamos de olho fundo Banif FI Ref DI – que tem uma taxa de administração reduzida. A tabela acima está ótima, conseguiu tirar nossa dúvida em relação do impacto do IR na rentabilidade. Você não faz idéia de como seus artigos estão nos ajudando a encontrar as melhores oportunidades de investimento no mercado. Obrigada mesmo! 😀

  2. Guilherme 2 de outubro de 2010 at 16:09 #

    Naê, fico feliz em poder ajudar o casal a organizar a vida financeira!

    O feedback dos leitores é um termômetro vital para saber se o que eu escreve tem utilidade e está servindo para ajudá-los. Obrigado por seu comentário, e também pelos artigos que vocês escrevem no NV,NB, que tem me ajudado a refletir sobre minha própria condição.

    Sobre os investimentos focados no artigo: sem dúvida que os fundos DI são ótimas alternativas à poupança, que aumentam à medida que diminui o valor da taxa de administração cobrada.

    Nos patamares atuais da Selic, e já descontada a inflação, consegue-se um rendimento líquido, nos fundos DI com baixa taxa de administração, de 2 a 3% acima da poupança. É um prêmio de risco bastante significativo, se considerarmos que tais fundos apresentam risco praticamente zero (desde que escolhida uma boa instituição para administrá-los), em comparação com o retorno que oferecem.

    No começo do ano, eu ainda tinha algumas economias na poupança. Mas, no momento atual, decidi migrar os recursos da poupança para os fundos referenciados DI, não só porque apresentam um prêmio de risco considerável (2 a 3% a.a.), como também apresentam as mesmas vantagens da poupança para a composição de uma reserva de emergência, refletidas sobretudo na liquidez – D+0.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  3. Henrique 2 de outubro de 2010 at 17:51 #

    Boa Guilherme!

    Legal ter destacado essa relação entre taxa de adm, IR e o retorno do investimento em Fundos DI.

    Uma pena que os fundos de varejo (Itaú, Bradesco) continuem com taxas tão elevadas em seus fundos.

    Grande Abraço!

  4. David 2 de outubro de 2010 at 18:55 #

    Tem um fundo bom ai que cobra 0,6%a.a. Creio que você também tenha ele.
    Abraço,

  5. Guilherme 2 de outubro de 2010 at 21:05 #

    Henrique, valeu! Concordo, os fundos de varejo continuam com taxas de administração muito altas. O negócio é recorrer aos fundos de corretoras independentes, que cobram menos e exigem aportes iniciais menores.

    David, eu tenho sim. E é ótimo.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  6. Fábio 29 de novembro de 2010 at 20:38 #

    Aplico no fundo fundo Banif FI Ref DI, porém descobri que a rentabilidade divulgada NÃO É LÍQUIDA da taxa de administração. Ou seja, a rentabilidade, na prática, é menor que a divulgada. Além disso, a taxa de administração não é de 0,3%, mas sim entre 0,3 e 2,0%, dependendo das aplicações que o fundo faz. E não consigo descobrir qual o valor da taxa que é cobrado atualmente. Se você descobrir, ficaria muito grato.

  7. Guilherme 1 de dezembro de 2010 at 21:38 #

    Fábio, a fim de descobrir a real taxa de administração desse fundo, sugiro que faça uma consulta, com o CNPJ dele em mãos, na CVM: http://cvmweb.cvm.gov.br/SWB/defaultCPublica.asp

    No regulamento do fundo, deve ter a informação desejada.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  8. Vicitor Faria 8 de novembro de 2011 at 8:56 #

    BANIF FUNDO DE INVESTIMENTO REFERENCIADO DI

    Taxa de Administração e Despesas do Fundo

    Artigo 14
    Como remuneração de todos os serviços de que trata o Capítulo II, exceto os serviços de custódia e auditoria, é devido pelo FUNDO aos prestadores de serviços de administração o montante equivalente à 0,30% a.a. (zero virgula trinta por cento ao ano) sobre o valor do patrimônio líquido do FUNDO.

    Parágrafo Primeiro
    A remuneração prevista no caput deste Artigo deve ser provisionada diariamente (em base de 252 dias por ano) sobre o valor do patrimônio líquido do FUNDO e paga mensalmente, por período vencidos, até o 5º (quinto) dia útil do mês subseqüente.

    Parágrafo Segundo
    Os pagamentos das remunerações aos prestadores de serviços de administração serão efetuados diretamente pelo FUNDO a cada qual, nas formas e prazos entre eles ajustados, até o limite da taxa de administração fixada no caput deste Artigo.

    Parágrafo Terceiro
    A taxa de administração prevista no caput é a taxa de administração mínima do FUNDO. Tendo em vista que o FUNDO admite a aplicação em cotas de fundos de investimento, fica instituída a taxa de administração máxima de 2,00% a.a. (dois por cento ao ano) sobre o valor do patrimônio líquido do FUNDO.

    Parágrafo Quarto
    A taxa de administração máxima, prevista no parágrafo anterior, compreende a taxa de administração mínima e o percentual máximo que a política do FUNDO admite despender em razão das taxas de administração dos fundos de investimento investidos.

  9. FabioP 8 de novembro de 2011 at 22:50 #

    As rentabilidades anunciadas no BB (http://www21.bb.com.br/portalbb/rentabilidade/index.jsp?tipo=01) já são descontadas da taxa de administração ou tenho que abater da rentabilidade anual a taxa de administração?

  10. Guilherme 12 de novembro de 2011 at 14:39 #

    Interessante a sua observação, Victor, principalmente a contida no parágrafo terceiro. Daí a importância da leitura dos prospectos e regulamentos dos fundos!

    FabioP, já são descontadas das taxas de administração, mas não dos imposto de renda.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  11. Rosana 2 de abril de 2014 at 12:32 #

    Guilherme,

    Uma coisa que não entendo: por que a taxa de administração dos fundos em geral é sempre sobre o capital e não sobre a rentabilidade no período? Ao meu ver, assim fica fácil e cômodo para as administradoras, pois prestando um serviço satisfatório ou não, ganharão sua parte.
    E mais absurdo ainda é a taxa de performance. Essa não deveria nem existir, pois quando se investe em qualquer fundo, o mínimo que se espera é uma rentabilidade atrativa e não a cobrança de taxas quando os gestores conseguem atingir rentabilidades maiores do que as esperadas, pois esse não é – ou pelo menos deveria ser- o objetivo dos gestores?
    Nos países de primeiro mundo também é assim?

    Abraços!

    • Guilherme 2 de abril de 2014 at 17:48 #

      Oi Rosana, concordo totalmente com seus argumentos.

      No Brasil, muitos gestores ainda têm a cabeça presa a velhos conceitos da época dos juros a 40%, onde os fundos ganhavam dinheiro “sem fazer força” e se davam ao luxo de cobrar taxas estratosféricas, e ainda por cima sobre o capital.

      Felizmente, bem aos poucos, a coisa tem mudado de figura, mas, como a maioria dos investidores brasileiros ainda não tem educação financeira, esses gestores ainda vão ganhar bastante….

      Penso que no primeiro mundo a coisa não seja assim, até porque lá, como as taxas de juros reais são baixas, e a população de investidores é proporcionalmente bem mais esclarecida, os fundos que cobram muito acabam sendo deixados de lado.

      A taxa de performance é outra coisa que não deveria nem existir, concordo com você, assim como as famigeradas taxas de carregamento de planos de previdência.

      Abç!

      • Rosana 3 de abril de 2014 at 15:57 #

        Guilherme,

        Quando souber de algum fundo que não tenha a famigerada taxa de administração sobre o capital, sugiro um post sobre o assunto, pois acredito que muitos migrarão para esse fundo.
        É como você disse: aqui os gestores ganham muito e continuarão assim por muito tempo ainda, devido a falta de educação financeira generalizada no país.

        Abraços!

        • Guilherme 3 de abril de 2014 at 17:42 #

          Sem dúvida, Rosana, quando eu encontrar, o farei.

          Uma alternativa bem barata e excelente para sair desses fundos careiros é o Tesouro Direto: simples, prático, fácil e transparente.

          Abç!

          • Rosana 6 de abril de 2014 at 18:04 #

            Você tem toda razão.
            Abraços!

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