Reflexões sobre a alocação de ativos numa carteira de investimentos *na prática*

Muito temos falado aqui acerca de temas como a importância da diversificação em seus investimentos, controle de risco, e busca de boas rentabilidades a baixo custo, tanto na renda fixa quanto na renda variável. Um dos temas mais fascinantes sobre os investimentos, e que merece toda atenção do investidor, é a alocação de ativos. Vou transcrever aqui as lições didáticas bem expostas por Henrique Carvalho, no artigo denominado “Introdução à alocação de ativos (asset allocation)” no HC Investimentos:

Alguns conceitos-chave sobre Asset Allocation:

1. Diversificação reduz a chance de uma grande perda.

2. Rebalancear o portfólio controla o risco.

O nosso dever como investidor é sempre buscar o melhor investimento que se adeque ao nosso perfil de risco, permitindo alcançar nossas metas.

Alocação de ativos significa construir uma carteira composta de diferentes classes, como Ações, Renda Fixa, Câmbio, visando obter o melhor retorno possível para um dado risco.

Devemos estabelecer, com base em nosso perfil, a porcentagem em que iremos nos expor à estas classes. Por exemplo: Pessoas mais conservadores e com um pequeno horizonte de tempo podem direcionar a maioria de seus investimentos para a Renda Fixa, já que esta se adequa à sua pequena aversão ao risco, além da adequação ao prazo, não estando sujeita a maior volatilidade dos outros investimentos.

Definir a alocação entre os ativos, tomando como base o nosso perfil é essencial. Estudos (em pdf) já mostraram que 90% do retorno de um portfólio dependem de sua alocação. Muito mais importante do que o timing para entrar e sair dos investimentos é nossa exposição à estes.

O “segredo” da Alocação de Ativos está no rebalanceamento das classes. Ou seja, quando a porcentagem das classes se desviarem da sua porcentagem original devemos rebalancear nossa carteira, trazendo esta novamente para a alocação original”.

O grande desafio da alocação de ativos, e dos investimentos como um todo, consiste no seu gerenciamento na prática, tendo em vista que nos deparamos, a todo momento, com projetos e metas não financeiras, que necessitam serem realizadas com retiradas de parcelas de nosso capital. Como equilibrar a gestão de portfólio com nossas necessidades de resgate de dinheiro para realização dos mais diversos projetos de vida?

Lembremo-nos, antes de mais nada, que o dinheiro é meio, e não fim. Ou seja, ele só tem utilidade na medida em que possa ser gasto, tendo em vista algum objetivo de vida.

Suponhamos que você tenha estabelecido uma alocação entre renda fixa (RF) e renda variável (RV) na proporção 50/50, e, a cada mês, do dinheiro que sobra, você investe 50% na renda fixa, e 50% na renda variável. Se sobram R$ 1 mil, você investe R$ 500 num fundo referenciado DI, e outros R$ 500 no fundo PIBB do seu banco. Suponha, ainda, que você tenha chegado, após 5 anos, a R$ 100 mil de patrimônio, mas, devido às oscilações na Bolsa, a proporção esteja em 70/30, ou seja, R$ 70 mil na renda fixa, e R$ 30 mil na Bolsa. Você pretende fazer o rebalanceamento, tirando R$ 20 mil da renda fixa, e comprando mais cotas do PIBB, para restabelecer a proporção original.

Ocorre que, três meses após o rebalanceamento, você percebe a necessidade de comprar um carro novo, digamos, por R$ 40 mil. E agora, o que fazer? É aqui que começam as reflexões: quando a estratégia de alocação de ativos se encontra, faz um cruzamento, com as necessidades da vida real. De onde tirar os R$ 40 mil para comprar o carro?

Se você tirar da renda fixa, a situação vai ficar a seguinte: você terá R$ 10 mil na RF e R$ 50 mil na RV. E agora, o que fazer? Tirar R$ 20 mil das ações para restabelecer a meta de 50/50? E se você vender as ações justamente no momento do prejuízo, isto é, quando tiver aportado nela menos dinheiro do que tem atualmente em termos de valor de mercado? Realizar o prejuízo para ser fiel às suas metas de rebalaceamento, ou deixar do jeito que está, e fazer os futuros aportes de R$ 1 mil totalmente na renda fixa até voltar a proporção original?

Por outro lado, e se a Bolsa começar a entrar num período de crise, justamente quando os preços estão mais baratos? Não seria a hora de aumentar ainda mais a participação em Bolsa e puxar o preço médio para baixo?

Tá, tudo bem, suponha então que você decida arriscar esse pequeno “desvio” de rota em seu projeto de alocação de ativos, e aproveitar as baixas da Bolsa para comprar mais cotas do PIBB. Mas… e se você precisar do dinheiro que está na Bolsa para custear uma despesa médica imprevista, não incluída no seu plano de saúde? E agora, realizar o prejuízo?

Veja que as situações com que você se depara na vida são muito maiores do que comporta um plano de investimentos, por mais bem sucedido que seja, e tirar dinheiro justamente em que se está no prejuízo, apenas para reequilibrar a carteira, ou pagar uma despesa imprevista que surge, pode comprometer seriamente sua estratégia de investimentos.

Daí a importância de confrontarmos o modelo teórico de alocação de ativos com a realidade do dia-a-dia. E um dos pontos-chave dos investimentos é esse: devemos ter carteiras de investimentos ajustadas aos nossos objetivos não-financeiros. Em outros termos: você precisa saber o que deseja fazer com o dinheiro dos investimentos antes de começar a investir, a fim de não prejudicar a si próprio.

Você quer comprar um carro em dois anos. É certo que você não deve investir em ações para realizar esse objetivo, pois o risco de perder dinheiro é muito grande. Logo, você deve aportar sua grana num investimento seguro e conservador. Digamos que você coloque num CDB pós-fixado. Ok, tudo bem. A questão é: o dinheiro colocado nesse CDB deve ser computado num modelo de alocação de ativos, que contemple também posições em Bolsa? Por exemplo, suponha que você queira manter uma posição RF/RV na proporção 50/50. É saudável incluir o CDB nesse modelo de gestão de ativos? Penso que não, porque o CDB é um dinheiro “carimbado”. Se, ao final de um certo mês, você perceber que tem R$ 30 mil em ações e R$ 70 mil em renda fixa, aí incluídos R$ 20 mil do CDB, não deve tirar os R$ 20 mil do CDB para comprar ações. Por quê? Porque eles se destinam a um objetivo certo, que não pode ser prejudicado por fatores alheios a ele. Se quiser fazer rebalanceamento de ativos numa gestão de portfólio pessoal, você deve manter contas separadas para cada objetivo específico.

Você quer comprar um apartamento à vista daqui 4 anos, por R$ 250 mil. Você já tem R$ 150 mil, faltando R$ 100 mil  para completar o objetivo. Colocando esses R$ 150 mil num fundo referenciado DI que pague 9% a.a. de rentabilidade bruta, com uma taxa de administração de 0,7% a.a, poupando e investindo cerca de R$ 1 mil por mês nesse mesmo fundo, você chega ao final dos 4 anos com pouco mais de R$ 250 mil, alcançando o objetivo. A pergunta é: tanto os R$ 150 mil iniciais quanto os R$ 1 mil aportados todo mês devem ser incluídos numa tática de alocação de ativos? Eles até podem – aliás, devem – ser computados no patrimônio total do investidor, mas é totalmente contra-indicado o dinheiro que está aportado ali ser utilizado para fins de rebalanceamento, uma vez que tirar dinheiro do fundo DI seria comprometer por completo o seu plano de compra da casa própria.

E o que dizer então da reserva de emergência? Da boa, sagrada e líquida parcela em renda fixa, sobre a qual já falamos anteriormente, e da qual dissemos que pode inclusive potencializar sua posição de credor, em momentos de crise no mercado, lhe permitindo comprar ativos a preços mais baixos. Que a reserva de emergência pode ser utilizada para aproveitar momentos de crise no mercado, não há dúvida alguma, mas até que ponto isso não prejudicará a própria função dessa reserva, quando a crise ocorrer não na economia, mas na sua própria vida pessoal? Vale a pena considerar a reserva de emergência como componente do ativo “renda fixa” em nossa classe de ativos, ou é mais prudente deixá-la numa conta à parte, e interpretar o dinheiro que vem dela na compra de ações/títulos como “fluxo de caixa novo”?

Veja que estamos mais fazendo perguntas do que oferecendo respostas prontas, porque o objetivo é esse mesmo, o de suscitar reflexões e questionamentos, e para que você tome muito cuidado ao gerir sua carteira de investimentos, principalmente em face de situações emergenciais, e outras onde entram a viabilização de projetos de curto e médio prazos. Dessas reflexões surgem duas conclusões importantes.

A primeira: a estratégia de diversificação, e sobretudo a questão dos rebalanceamentos, na alocação de ativos – que incluam ativos de risco – funciona de forma mais adequada para projetos de longo prazo. Ou melhor, onde o dinheiro das diversas classes de ativos que o compõem possa ser usado exclusivamente para gestão de portfólio, isto é, rebalanceamentos periódicos. E não só o dinheiro que já está lá, mas também o dinheiro novo que entra todo mês para alimentar o crescimento sustentável de patrimônio. Resumindo: para manter um plano de aposentadoria, você não mantém uma conta separada? Pois então é justo que o percentual de ativos dentro da alocação, bem como a quantidade total de dinheiro alocada nessa carteira, seja avaliado dentro de seus próprios limites, sem computar dinheiro de outros investimentos, para curto e médio prazos, ou o dinheiro da reserva de emergência.

É evidente que é salutar e oportuno você saber a composição geral de sua carteira, como um todo, mas, para fins de rebalanceamento, exclua o dinheiro de outras contas “carimbadas” para metas de prazo menor, como compra de automóvel, viagem de férias, compra de casa, estudos universitários dos pequenos etc. Ao fazer isso, provavelmente você irá se deparar com a necessidade de reduzir a porcentagem que tem em ações. Por exemplo, se era de 50%, quando vista a carteira em seu montante global, talvez caia para 30% ou até 25% ou menos, dependendo de quão grandes sejam suas necessidades de capital para financiar outros projetos, de prazo menor.

Não há problema algum nisso. Tenha em mente que o dinheiro é apenas um meio, e, antes de fazê-lo render da maior forma possível, é preciso que ele forneça a maior segurança possível para a realização de seus projetos de vida. Deixe as ações no canto que elas merecem estar: o canto do longo prazo. Se você não é um profissional de investimentos, ou que trabalha com isso, preocupe-se com outras coisas mais importantes: desenvolvimento de suas habilidades profissionais, crescimento na carreira, criação dos filhos. Tenha paciência em fazer seu dinheiro crescer. É melhor o patrimônio ser construído de uma forma lenta, mas sustentável, e ser útil para financiar projetos de vida que ocorrem até a aposentadoria, do que você querer acelerar o passo, rebalancear com ativos em momentos inapropriados, e correr o risco de destruir projetos importantes no meio do caminho, além de ficar com menos dinheiro no final da vida, quando chegar a hora de se aposentar.

O segundo ponto é que a alocação de ativos é um ótimo instrumento para controle de riscos, mas você deve tomá-la apenas como um referencial, um modelo de gestão, e não como um guia de todo o seu patrimônio pessoal. Na verdade, essa segunda conclusão é quase que uma decorrência natural da primeira, enumerada acima. A alocação de ativos, quando cruza a fronteira com a realidade, exige dos investidores posturas congruentes com seu estilo de vida e hábitos de consumo. A alocação de ativos é um ótimo instrumento de controle de riscos, mas você deve compatibilizá-la com o controle de seus objetivos de vida. E a vida não é feita somente de projetos de longo prazo. Há sonhos que precisam ser concretizados no meio do caminho: planos de férias, estudos universitários, cursos de pós-graduação, aquisição de veículo, compra de imóvel…

Na verdade, um instrumento que você pode utilizar consiste na criação de diversas “mini carteiras” de investimentos, dentro da carteira maior, representada pela totalidade de seu patrimônio pessoal. O manejo do controle de risco, bem como o grau de diversificação, devem espelhar os objetivos não financeiros que você pretende alcançar com cada carteira de investimentos. Lembre-se mais uma vez: dinheiro é meio, e não fim, e só é útil na medida em que servir a alguma meta de vida.

Por exemplo, para a reserva de emergência, onde o risco deve ser mínimo, a carteira pode ser totalmente concentrada em poupança. Reduz o risco, mas reduz ao máximo a rentabilidade. Mas o objetivo dessa reserva é construir patrimônio a longo prazo ou prover segurança no curto, às vezes curtíssimo prazo? A resposta fala por si mesma.

Se você pensa em compra de bens não em termos de prazo, mas sim em termos de capital acumulado, aí a história da alocação de ativos começa a ficar interessante e proveitosa. Por exemplo: você quer comprar um imóvel, mas não pensa em termos de anos, com prazo certo, mas sim em quantidade de dinheiro – comprar um imóvel quando eu conseguir acumular R$ 150 mil. Se você pensasse na compra do imóvel fixando um prazo limite, seja lá por qual motivo for, teria que forçadamente a concentrar seus investimentos em renda fixa, num investimento conservador. Porém, quando você quer atingir o montante de R$ 150 mil, não importando o prazo, você pode se dar ao luxo de investir em ações, paralelamente à renda fixa, ou até mesmo concentrado em ações – e aí sujeitando-se a demorar mais tempo, se vivenciar um momento de prolongada turbulência no mercado, ou até correndo o risco de não concretizar o objetivo, se investir numa empresa que vier a falir.

Espero que essas reflexões tenham servido de base para que você pense a respeito de sua própria alocação de ativos. Acima de tudo, tenha em mente que mais importante que o percentual de dinheiro alocado em cada classe de ativos é o que você irá fazer com cada ativo que tem em sua carteira. A função que cada ativo representa, a função não-financeira, é primordial para que você construa seu patrimônio de forma saudável e consistente.

Bons investimentos!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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11 Responses to Reflexões sobre a alocação de ativos numa carteira de investimentos *na prática*

  1. Jônatas R. Silva 22 de junho de 2010 at 10:03 #

    Artigo bem completo Guilherme, parabéns!
    Meus investimentos são 100% em bolsa de valores. Só mantenho em caderneta de poupança uma reservinha para emergências. Minha filosofia hoje é buy and hold, daqui a 30 anos pretendo viver apenas de rendimentos.

    Abraço

  2. Daniel Melo 22 de junho de 2010 at 14:16 #

    Eu separo os meus investimentos por objetivos e cada objetivo tem alocações diferentes. Meus investimentos para objetivos mais longos como aposentadoria ou faculdade dos filhos tem RV, RF e câmbio. Já objetivos mais a curto prazo (menos de 2 anos) são totalmente em RF, mas ainda ssim tenho uma diversificação entre TD, CDB e poupança.

    Uma coisa importante quando se trata de alocação é ter uma parcela dos investimentos em cada categoria de ativos composta por um tipo de investimento mais líquido. Isso ajuda a casar os prazos no momento da realocação. Para os investimentos menos líquidos, vale a pena diluir os aportes em períodos diferentes, para se beneficiar de tarifas menores de imposto (como no caso do TD em que saques após 2 anos pagam “apenas” 15% de IR).

    Muito bom artigo!

  3. Henrique Carvalho 22 de junho de 2010 at 19:56 #

    Muito bom Guilherme!

    E obrigado pela citação!

    Grande Abraço!

  4. rodpba 24 de junho de 2010 at 18:08 #

    Hotmar! Virou Guilherme! Tenho lido pelo RSS há tanto tempo que perdi essa atualização.

    Não tenho comentado mas acompanho todos os posts.

    Respondendo tardiamente, a sua produção de posts é, de fato, alta, mas isso pra mim é positivo e pra você, acredito que mais ainda. Dessa forma o seu blog fica mais completo e rico em referências e “dividendos”.

    Em relação à alocação, não tirando o mérito do post, de forma alguma (vc já me conhece de forum/sites) apenas por curiosidade, você está pesado em ações, não é?

    E sobre o rebalanceamento, já leu sobre a situação de “feeding the bear?”.

    Grande abraço Guilherme!

  5. Guilherme 25 de junho de 2010 at 20:05 #

    Obrigado a todos pelos comentários!

    rodpba, minha carteira tem uma parcela considerável em ações: entre 45 e 50%.

    Sobre “feeding the bear”, ainda não li algo sobre, mas vc instigou minha curiosidade, e pretendo buscar informações sobre o tema.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  6. Investidor Defensivo 29 de março de 2012 at 23:45 #

    Muito bom seu post!
    Mas fico pensando no impacto dos projetos de curto e médio prazo tem sobre a obtenção da independência financeira (longo prazo)…
    Qual tem prioridade? Se a prioridade for a independência financeira, alguns projetos de curto e médio prazo poderão ser afetados. Ou vice-versa.
    Díficil ter diversos projetos e orçamentos “apertados”.
    Infelizmente alguns terão que ser sacrificados.

  7. Guilherme 30 de março de 2012 at 13:28 #

    Thanks, ID!

    De fato, com planejamento financeiro, não é possível ter tudo o que queremos, mas é possível ter qualquer coisa que queremos.

    Na balança da vida, alguns projetos terão que ser sacrificados. Mas quais? Para mim, são aqueles sobre os quais pesará a menor perda (emocional, “realizacional” etc.), pelo fato de não serem realizados. P.ex., entre estudar inglês e italiano, o que sacrificar, na impossibilidade de fazer os dois? P/ uns, sacrificar o curso de italiano. Mas para outros, bem pode ser o inglês: basta pensar no sujeito que pretenda se transferir para trabalhar na Itália. Cada caso é, definitivamente, um caso.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  8. Mauro 11 de setembro de 2017 at 16:46 #

    Belo artigo! Instigador!
    Eu penso que pra investir são necessários objetivos antes de qualquer coisa porque, como tu mesmo disse no artigo, dinheiro é um meio e não um fim.
    Definidos os objetivos, aí é possível pensar numa carteira pra cada um deles já que sabemos o prazo e a finalidade.
    Projetos de curto e curtíssimo prazo são praticamente provisões. Dá pra citar uma viagem, troca de carro, emergência, instrumento musical e impostos anuais. Pra esses projetos, invisto tudo em RF. Às vezes dá pra botar numa RF um pouco mais arriscada como um NTN-B ou um CDB sem liquidez, mas pra emergência, por exemplo, fica tudo com liquidez diária.
    Já projetos de longo prazo como independência financeira e a compra de um imóvel eu uso a alocação de ativos colocando em torno de 40% em ações. Como eu já tenho minhas provisões constituídas, a parte de RF dessas carteiras não precisa ficar em ativos tão conservadores como Tesouro Selic, posso arriscar um pouco mais alocando em debêntures, CDBs de banco menores e LCs.
    Tenho feito assim, bem parecido com o Daniel Melo.
    Valeu!

    • Guilherme 12 de setembro de 2017 at 10:35 #

      Excelente depoimento, Mauro!

      Concordo com você, e com sua divisão de “responsabilidades” para cada tipo de dinheiro. Toda estratégia, bem construída, adiciona um valor ao dinheiro, e proporciona a conquista de diferentes objetivos não financeiros.

      Abraços!

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