[via Blog Elas & Lucros] Mara Luquet: “Meu carro tem 10 anos de uso”

A Mara Luquet tem um programa na CBN do qual sou ouvinte assíduo desde 2007, por meio do podcast disponibilizado na página da rádio. Ao ler o blog Elas & Lucros, me deparei com esse fantástico post de como ela, envolvida na divulgação da causa da educação financeira, é, ela própria, um exemplo de pessoa organizada em suas finanças pessoais, pois investe em coisas que lhe dão satisfação e bem-estar, colocando em plano secundário as demais coisas.

Isso fica bem evidente no referido artigo, pois ela tem o mesmo carro há 10 anos. Ao invés de gastar dinheiro com veículos, que provavelmente não é seu hobby, ela prefere investir em outro tipo de paixão, que certamente são suas viagens, já que ela relatou, quando foi entrevistada no programa de rádio Elas & Lucros, que é a economia com o carro que lhe permite fazer viagens para, por exemplo, a Toscana, Itália.

O grande problema do carro: virar um helicóptero

Há um artigo sensacional do Conrado Navarro no blog Dinheirama que compara a compra e manutenção do carro à compra e manutenção de um helicóptero. Vou destacar um pequeno trecho do artigo que é muito elucidativo a respeito:

“Tão logo o carro sai da concessionária ou loja e vai parar na garagem, algo mágico acontece em torno das finanças de muitas famílias: o automóvel se transforma em helicóptero. Quem paga o combustível do dia a dia? E o seguro, o IPVA, a troca de óleo, o pedágio, a manutenção preventiva (revisão), a troca de pneus, os pequenos reparos, o estacionamento, a lavagem? Adivinhe o desfecho: a família deixa de priorizar momentos de alegria, qualidade de vida e bem-estar porque as despesas e o pesado carnê estrangulam suas finanças. Por 36, 48, 60, 72 meses”.

E, realmente, não é qualquer um que pode comprar um carro. Por se tratar de um investimento pesado, ele deve ser feito com muito planejamento, cuidado, pesquisa e consciência, avaliando todos os prós e contras em sua aquisição e manutenção.

Isso porque não é só o custo da compra que deve ser avaliado: o custo da manutenção é tão ou mais importante. Para isso, recomendo outro excelente artigo escrito sobre quanto custa manter um carro, do blog Investidor Jovem.

Economize na compra de um carro aproveitando essa dica: pare de impressionar os outros

Infelizmente, são muitos os que caem na idéia de desejarem comprar um carro caro apenas pela ridícula idéia de demonstrarem ostentação. É certo que o carro é, muitas vezes, um instrumento de comodidade e representativo de uma grande economia de tempo, mas comprá-lo no modelo mais caro e vistoso apenas para impressionar os outros não passa de uma ridícula atitude que faz mal a si mesmo e aos outros.

Portanto, aqui vai uma dica de ouro na compra de um veículo: se a compra de um carro for movida pela necessidade, que a compra não seja feita com o objetivo principal de impressionar os outros. Isso certamente custará muito ao seu bolso e até à sua própria independência financeira.

Que você seja consciente na compra de veículos, e tenha sabedoria e disciplina na hora de fechar o negócio. 😉

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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16 Responses to [via Blog Elas & Lucros] Mara Luquet: “Meu carro tem 10 anos de uso”

  1. Clóvis Diego 12 de março de 2010 at 9:11 #

    Hotmar,
    Mais uma vez você me fez refletir sobre a real necessidade do meu carro.
    Na época que comprei meu carro, era mesmo necessário, porque estudava em um campus da faculdade que não passava o ônibus para minha cidade após as 22hrs. E como moro na cidade vizinha do meu trabalho e da faculdade, não vi outra solução a de comprar um carro.
    Porém hoje estudo em outro campus, pego o bus tranquilamente (ganho até 50% de desconto, por ser estudante, mas isso vai acabar ano que vem), e 2 carros lá em casa ficam praticamente parados. Meu pai usa pouco o carro dele, e o meu mesmo só utilizo final de semana, visitando a namorada que também mora em outra cidade (90Km). Mesmo assim ainda poderia ir de bus pra lá também, ficaria elas por elas (em custo de gasolina), porém sem contar manutenção, seguro, pneus… etc.
    Sem contar a quantia que teria em mãos para investir.. hehehe

    Valeu amigo.
    A qualidade tá crescendo cada vez mais no blog. Parabéns!

  2. Marcos Douglas 12 de março de 2010 at 10:39 #

    @Clóvis,
    Com certeza um carro é sinônimo de custos.
    Mas também temos que colocar na balança algumas vantagens quando se tem um veículo: comodidade, maior segurança que andar de ônibus, economia de tempo, liberdade, paixão por dirigir, etc.
    Se for contar somente os custos monetários, estou de acordo. Porém ter um carro é muito mais do que somas em dinheiro.

    Abraço
    Marcos Douglas

  3. hotmar 12 de março de 2010 at 13:40 #

    Clóvis, muito bom o seu comentário. Fico feliz em poder provocar reflexões acerca dos custos do carro. De fato, até pouco tempo atrás, o carro era necessidade, porém, conforme a vida vai passando, hoje vc se encontra numa posição mais vantajosa do ponto de vista de abrir mão do carro, sem abrir mão dos deslocamentos, e, com isso, direcionar o dinheiro para outros projetos…

    Marcos, vc pontuou muito bem os prós e contras de ter um veículo. 😉

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  4. Luciano 12 de março de 2010 at 19:59 #

    Esses dados Hotmar, é da Federação Nacional de Capitalização.sem dúvida, lucram alto e fazem um marketing super agressivo na mídia e nas agências bancárias…esses planos redem menos do que o FGTS…descobri que o unico perfil é para pessoas que gastam muito com jogos de loterias como Mega Sena..Loto, Raspadinhas da Vida, e afins..pelo ao menos recuperam o que gastou ao longo do tempo…
    Os titulos de capitalização são dividos em tres pedaços….
    A primeira – fundo de reserva: devolver o dinheiro de quem fez o depósito
    A segunda – utilizada para sorteios: semanal, mensal,20 mil 50 mil 100 mil isso depende da caracteristica de cada título
    A terceira – utilizada para a empresa que administra a capitalização

    Grande abraço

    Luciano

  5. hotmar 12 de março de 2010 at 21:43 #

    Luciano, excelentes seus comentários complementares sobre a mecânica de funcionamento da composição dos títulos de capitalização.

    Me perdoe por não ter sido liberado logo o comentário, é que o WordPress o classificou equivocadamente como spam. Já corrigi o problema, e espero que não volte mais a acontecer. Qualquer coisa me avise para que eu possa sanar eventuais problemas de comentários erroneamente bloqueados pelo WordPress. 😉

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  6. gustavo 14 de março de 2010 at 10:37 #

    opa, meu celtinha já tá indo pra o 5º ano…Mas abdicar do ar condicionado é impossível. Li que o carro dela é praticamente pelado. Aí é ser mão de vaca mesmo..rsss Mara luque, deixa disso.

  7. gustavo 14 de março de 2010 at 10:39 #

    Em tempo, tem um livro que ela fez em parceria o ancora da cbn – carlos alberto sadenberg – sobre a bolsa de valores. Espero a sua resenha.

  8. hotmar 14 de março de 2010 at 12:18 #

    Gustavo, muito interessante essa lição de economia doméstica no aproveitamento do seu Celta. 🙂

    Em breve a resenha do livro da Mara com o Carlos Alberto…

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  9. Moisés 15 de março de 2010 at 0:47 #

    Excelente essa reflexão sobre a importância da posse de um carro. Acredito que as necessidades variem de pessoa para pessoa, mas vejo muita gente que tem o carro mais por inércia do que realmente por necessidade.
    No meu caso, moro bem próximo ao trabalho e tenho fartas opções de transporte público, se fosse de carro teria que pagar cerca de 20 reais por dia, só de estacionamento.
    Optei por não ter carro. Durante a semana uso o ônibus (se chove muito ou se estou com muita pressa pago um taxi) e no fim de semana praticamente só ando de táxi. Quando quero fazer uma viagem no feriadão ou no fim de semana, alugo um carro.
    Acredite, sai muito mais barato que ter um carro.

  10. Clóvis Diego 15 de março de 2010 at 11:52 #

    @Marcos Douglas
    Com certeza um carro é sinônimo de custos.
    Mas também temos que colocar na balança algumas vantagens quando se tem um veículo: comodidade, maior segurança que andar de ônibus, economia de tempo, liberdade, paixão por dirigir, etc.
    Se for contar somente os custos monetários, estou de acordo. Porém ter um carro é muito mais do que somas em dinheiro.

    Vou replicar… hehehe
    Particularmente a minha situação é a seguinte:
    – Temos 2 carros em casa, um celta e um 206, acordei com o meu pai para vendermos o celtinha, e ele poderia ficar com o 206, porém eu ainda poderia utilizá-lo;
    – Não tenho problema com segurança em andar de ônibus, moro no interior de SC.. e não há roubos em ônibus por aqui. Além do mais acho mais seguro andar de ônibus por causa da minha integridade física, o que é bem mais perigoso de carro;
    – Economia de tempo, não dá quase nenhum diferença, nos horários de pico o trânsito é caótico, e não tem como fugir das filas;

    Por fim, o prazer de dirigir não vou perder, pois o 206 vai estar lá em casa, porém com outro dono somente.. hehehe
    Abraço

  11. hotmar 15 de março de 2010 at 14:08 #

    Moisés, só vejo vantagens em vc ter optado por não ter um carro. Meus cumprimentos.

    Clóvis, vc tb tomou uma atitude muito inteligente em relação ao transporte. É por essas e outras que a independência financeira chegará mais cedo em sua casa.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  12. Adriano 16 de março de 2010 at 14:08 #

    Tudo depende, ter um carro antigo para economizar dinheiro pode não ser vantajoso a manutenção de um carro antigo é muito maior, as peças do carro que tem que trocar, pneus,amortecedores,molas,peças do motor, suspensão,regulagem e quando aparece um problema em carro velho vem acompanhado de mais quatro e não para mais, comprando um carro novo e trocando ele depois de 2 ou 3 anos conforme o uso por um carro do ano você se livra de tais custos de manutenção e mecânicos querendo te passar a perna, lembrando carro não é um investimento pois gera custo e não renda, andar de ônibus em vez de carro, depende também aqui em bsb a passagem custa 3 reais das cidades satélites para Brasília, ida e volta 6 reais e se precisar de 4 ônibus para chegar ao destino 12 reais, neste caso relação custo benefício para sair de carro é bem melhor e tendo a hipótese de rachar a gasosa com um colega para ir ao trabalho e sair com os amigos, já rachar o gás com a namorada aí fica mais difícil, hehehe.

  13. Maurício Katayama 7 de abril de 2010 at 1:30 #

    Hehehe, esse artigo me fez lembrar daquele tópico sobre fidelização aos aparelhos no http://www.pdabr.com – o pessoal dificilmente consegue ficar com o mesmo celular ou PDA por mais de 1 ano.

    Sobre automóveis, heheheh… desde 2006 aboli o uso de carros. E vivo muito bem assim!

  14. hotmar 7 de abril de 2010 at 9:38 #

    Exato Maurício! 😀

    Já pensou se alguém criasse um tópico “fidelizados ao carro por “x” anos”? Poucos conseguiriam ficar tanto tempo com o mesmo.

    E parabéns pelo exemplo! Vc é da turma do Max Geringer, do Raí, e de tantos outros que não têm carro simplesmente porque não têm necessidade para tal, e, se tivessem, os custos não compensariam os eventuais benefícios. Enquanto isso, a independência financeira vai chegando cada vez mais perto…

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  15. Luiz 25 de abril de 2011 at 17:25 #

    A economia de tempo, a que o Clóvis Diego se refere, tem muita importância pra mim.
    De carro, gasto, no máximo, 20 minutos para ir e voltar de casa para o trabalho, ou seja, 1 hora e 20 minitos do meu tempo diário é para transporte. Isso me permite almoçar TODOS os dias em casa, com toda a família. Pra mim, o custo financeiro é desprezível em relação ao benefício da convivência em família. De ônibus, levaria 60 minutos, em média, para fazer o trajeto casa-trabalho. Essa situação impossibilitaria almoçar em casa. Por dia, seria 2 horas dentro do ônibus, e ainda teria que comer PORCARIA na rua.

  16. Guilherme 25 de abril de 2011 at 19:10 #

    Luiz, bem legal seu depoimento. No seu caso, dinheiro comprou “tempo”, e isso deve ser levado em consideração na hora de adquirirmos bens de consumo duráveis…

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