Debêntures BNDESPar: boas taxas de rentabilidade

As debêntures BNDESPar tiveram suas taxas de rentabilidade assim definidas, de acordo com o Anúncio de Início de Distribuição Pública:

– Sobre as debêntures da primeira série – a série prefixada – incidirão juros prefixados de 12,74% a.a.;

– Sobre as debêntures da segunda série – a série pós-fixada, atrelada ao IPCA – incidirão juros de 7,07% a.a. + a variação do IPCA.

A sobretaxa – ou seja, o prêmio de risco, que nada mais representa uma rentabilidade extra – para ambas as séries de debêntures ficou estipulada em 0,3% a.a., conforme o Comunicado Oficial de Bookbuilding.

Confesso que eu esperava uma sobretaxa maior, já que a demanda pelos papéis havia sido menor do que a esperada, conforme postado em outro tópico.

De qualquer forma, conhecidas as rentabilidades, e apesar da sobretaxa menor do que a esperada, verifica-se que, ainda assim, quem investiu nessas debêntures da BNDESPar fez um ótimo investimento, consideradas as atuais opções de investimentos disponíveis no mercado para a renda fixa, bem como as premissas que destaquei em outro artigo.

A combinação de baixa incidência de custos de transação (leia-se: minimização de custos), aliado à sobretaxa paga em relação aos produtos similares oferecidos no mercado (leia-se: maximização de lucros), tornam realmente essas debêntures atrativas, como forma de diversificação de investimentos, e também seguras, tendo em vista a solidez da instituição ofertante, reconhecida inclusive por agência internacional de classificação de riscos.

Como já é a 4ª vez que a BNDESPar lança uma distribuição pública de debêntures, é de se esperar que outras distribuições públicas de igual natureza possam ocorrer no futuro, o que torna essa modalidade de investimento mais uma boa alternativa para os investidores pessoas físicas diversificarem seu portfólio de investimentos.

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus lhes abençoe!

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19 Responses to Debêntures BNDESPar: boas taxas de rentabilidade

  1. Henrique Carvalho 4 de janeiro de 2010 at 9:42 #

    Olá Hotmar!

    Também esperava uma taxa maior (espara uma rentabilidade extra de 0,5%). Mas tenho certeza de que foi uma boa compra.

    Olhando a pré-fixada com taxa de 12,74% podemos comparar com a LTN 010113 (que saiu hoje) à uma taxa de 12,49%. Fora que, por ser uma oferta pública, não tivemos custo algum na compra destas.

    Grande Abraço!

  2. hotmar 4 de janeiro de 2010 at 10:55 #

    @Henrique Carvalho

    Bem lembrado desses fatores! Outro dado interessante é a não incidência de taxa de administração, e o baixíssimo valor da taxa de custódia, maximizando a rentabilidade do investimento!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus lhes abençoe!

  3. Flávio 15 de setembro de 2010 at 0:33 #

    Desde que começou a ser corrigida (17/12/2009) até 14/09/2010, a debênture do BNDES de série prefixada (taxa de 12,74%aa) e vencimento 01/01/2013, já rendeu 9,20% (correção pela curva) e vale 1092,023256, enquanto que 100% do CDI rendeu no mesmo período 6,81%. Portanto, a debênture já rende 135% da taxa referencial de recursos de curto prazo. Daqui para frente, as perspectivas são boas, uma vez a taxa futura de juros para 2013 está muito menor (11,75%aa) do que a taxa da debênture. Não é a toa que o ativo é negociado no mercado secundário com ágio. Parabéns aos detentores. Vamos até o vencimento, sem come-cota, sem taxa de adm. e com IR de 15%. Valeu a pena poupar…

  4. Henrique Carvalho 15 de setembro de 2010 at 9:00 #

    Ótima observação, como sempre Flávio!

    Uma pena que só usei em torno de 2% para alocar nesta debênture…

    Bem que você poderia ter um blog para nos contar um pouco mais de sua experiência com Renda-Fixa.

    Grande Abraço!

  5. Guilherme 15 de setembro de 2010 at 10:55 #

    Concordo com o Henrique: Flávio, ótimas observações!

    Ouvi ontem no podcast da Mara Luquet, na CBN, que os estrangeiros estão exercendo forte pressão de demanda sobre os títulos públicos brasileiros. Destaque para os japoneses, que estão comprando bastante a NTN-F com vencimento em 2017, que está ofertando em torno de 11% a.a..

    Esse é, certamente, um dos fatores que estão puxando os juros futuros para baixo. Os títulos atrelados à inflação, por exemplo, estão já quase todos ofertando menos que 6% a.a., na parte de juros fixos. Quem comprou a debênture do BNDESPar atrelada ao IPCA deve estar sorrindo de orelha a orelha… 🙂

    Segundo estudo realizado, os títulos brasileiros, em especial essa NTN-F 2017, só seriam menos atrativos que os títulos de mesmo prazo do Tesouro Americano (que atualmente pagam em torno de 1% a.a.), caso a cotação do dólar ficasse acima de R$ 3,20.

    Se essa tendência se confirmar, e o ambiente macroeconômico se mantiver estável nos próximos 7-10 anos, quem tiver acumulado títulos públicos terá obtido ganhos reais não só acima da inflação, como do próprio CDI.

    Essas debêntures são ótimos ativos para diversificar dentro da classe de renda fixa.

    E concordo com o Henrique: Flávio, que tal um blog para contar suas experiências em investimentos!? Pelos comentários, dá pra perceber que vc tem alto conhecimento técnico sobre o assunto.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  6. Flávio 15 de setembro de 2010 at 14:28 #

    Valeu Guilherme e Henrique, mas deixo essa missão de manter um blog com esse nível de informações para vocês. Sobre o tema, falastes tudo, ou seja, a famosa lei da paridade das taxas de juros, que compara as taxas de juros internas com as internacionais está exercendo uma influência positiva sobre os ativos longos. Ao mesmo tempo, há uma discussão importante sobre o nosso nível de taxas de juros reais. O próprio COPOM-Comitê de Política Monetária do Bacen introduziu a questão ao informar na Ata da última reunião o seguinte comentário:

    “Como consequência da estabilização e da correção de desequilíbrios, as quais determinaram mudanças estruturais importantes, o processo de amadurecimento do regime de metas se encontra em estágio avançado, e isso se reflete favoravelmente na dinâmica da taxa de juros neutra e na potência da política monetária. Evidências a esse respeito são oferecidas, entre outros, pelo cumprimento das metas para a inflação nos últimos seis anos, ao mesmo tempo em que as taxas reais de juros recuaram. Progressos na estrutura dos mercados financeiros, redução do prêmio de risco cambial e do inflacionário, entre outros, parecem ter determinado redução significativa da taxa neutra. Também contribuiu para isso a geração de superávits primários consistentes com a manutenção de tendência decrescente para a relação entre dívida pública e PIB. Em outra perspectiva, alguns desses desenvolvimentos, combinados a outros, como o alargamento de prazo dos contratos, também sugerem que o poder da política monetária no Brasil vem aumentando ao longo dos últimos anos. Apesar de reconhecer que um elevado grau de incerteza envolve o dimensionamento de variáveis não observáveis, o Copom considera que as estimativas mais pessimistas sobre o nível atual da taxa de juro real neutra tendem, com probabilidade significativa, a não encontrar amparo nos fundamentos.”

    Um grande abraço.

  7. Guilherme 15 de setembro de 2010 at 22:06 #

    Muito interessante essa notícia do COPOM, Flávio!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  8. Flávio 8 de outubro de 2010 at 14:31 #

    Notícia veiculada no Valor Econômico fala em nova emissão de debêntures da BNDESPar
    “BNDES venderá até R$ 2 bi em debêntures”
    Leia em:
    http://www.fazenda.gov.br/resenhaeletronica/
    Boa notícia, teremos três tipos de série: pós-fixado em CDI, prefixado e indexado ao IPCA, todas com perspectiva de sair com prêmio em relação aos títulos públicos federais.
    Abraços.
    Flávio

  9. Guilherme 8 de outubro de 2010 at 17:46 #

    Ótima notícia, Flávio!

    Gostei do acréscimo dos pós-fixados em CDI. Tentei fazer uma aplicação em CDB DI recentemente, em grandes bancos – BB, Itaú etc. – e fiquei desanimado com as taxas, todas inferiores a 90% do CDI, variando entre 87% e 89%.

    Vamos aguardar para que tenha uma rentabilidade de pelo menos 95% do CDI.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  10. Flávio 1 de novembro de 2010 at 22:42 #

    Foi divulgado o cronograma da NOVA EMISSÃO DE DEBÊNTURES do BNDES.
    Segue abaixo o link da página do BNDES sobre a nova emissão, bem como um link sobre o material publicitário que achei bem explicativo:

    http://WWW.BNDES.GOV.BR/DEBENTURES

    http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/empresa/debentures/folheto_debentures2010.pdf

    Acredito que as debêntures representam uma boa opção de investimento em renda fixa em um cenário de continuidade da tendência de queda das taxas de juros reais e nominais.

    Abraços.

  11. Guilherme 3 de novembro de 2010 at 7:48 #

    Legal, Flávio!

    Essa série pós-fixada em CDI com juros flutuantes me chamou a atenção. É uma ótima oportunidade de diversificação em renda fixa, ainda mais considerando a ausência de taxa de administração.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  12. MJC 4 de novembro de 2010 at 11:34 #

    Bom saber que vai ter emissão de novas debentures. Nunca comprei, mas dessa vez quero comprar. Seria interessante um post sobre esse assunto, explicando como é feita a reserva, quais as vantagens/desvantagens etc.

  13. Guilherme 5 de novembro de 2010 at 9:16 #

    Publicadíssimo: http://valoresreais.com/2010/11/04/nova-emissao-de-debentures-bndespar/ 😀

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  14. Erico 27 de janeiro de 2011 at 11:10 #

    Amigos,

    Comprei uma qtd de debentures do BNDESPAR, mas ate hoje nao consigo informacoes, comprovantes nem nada a respeito.
    A minha corretora diz que foram compradas, e o dinheiro realmente saiu da minha conta na corretora, e que eu devo em breve receber algum comprovante por correio.

    Minha duvida eh se todos que compraram estao assim… sem comprovantes fisicos da compra. Alguem ja recebeu algo a respeito? Para o imposto de renda devemos ter comprovantes, quem comprou em anos anteriores recebeu certinho?

    Abracos,
    Erico

  15. Flávio 6 de fevereiro de 2011 at 0:44 #

    Erico, na maioria dos casos, as debêntures ficam custodiadas na CBLC, que é a custódia da BM&F Bovespa, a mesma onde ficam custodiadas as ações. Portanto, se você possui ações na corretora onde foi efetuada a adesão a oferta pública de debêntures, você deve estar recebendo o Extrato Mensal de Custódia com as informações sobre a quantidade. Algumns acionistas não recebem o extrato em casa mas podem consultar pela Internet. Entretanto, reparei no extrato de dez/2010, que a CBLC não informou a cotação das debêntures, somente a quantidade, resultando em valores zerados. Se você quiser saber os valores de referência (de acordo com o rendimento do ativo) das debêntures a cada dia, acesse o site do agente fiduciário da emissão:

    http://www.pentagonotrustee.com.br/Site/PrecosUnitarios

    Lembre-se, que os valores de referência são os valores da curva de rendimento e não o valor negociado no mercado secundário.

    Você também pode consultar as debêntures do BNDSPAR e outras emissões no site abaixo:

    http://www.debentures.com.br/exploreosnd/consultaadados/sndemumclique/

    digite emissor BNDSPAR
    digite BNDS15/BNDS25 ou BNDS35
    clique em PU HISTÓRICO

    Abraços.

  16. Erico 8 de fevereiro de 2011 at 8:49 #

    Flavio,

    Muito Obrigado pela sua resposta.
    Ela está sendo muito util para se ter uma ideia!
    Vou aguardar os comprovantes da CBLC de janeiro para verificar se desta vez os valores aparecerem.

    Abracos,
    Erico

  17. Investidor de Risco 28 de maio de 2012 at 19:28 #

    Imaginem estas taxas hoje.. 7% a.a + ipca… estas debentures devem ter se valorizado bastante!!!

  18. Guilherme 2 de junho de 2012 at 13:16 #

    Sem dúvida, IR!

  19. Flavio 15 de janeiro de 2013 at 0:15 #

    Enfim a debênture prefixada do BNDESPAR lançada há pouco mais de três anos (BNDP-D41 ou BNDP14) venceu no primeiro dia útil deste ano (02/01/2013). Lançada exatamente no dia 17/12/2009 e definida com uma rentabilidade de 12,74%aa, já era esperado que o retorno total da debênture depois de 763 dias úteis fosse de 43,77%. O que nenhum Brasileiro poderia esperar, era que a taxa de juros de curto prazo – a nossa querida taxa CDI – que dita o preço do custo de oportunidade de qualquer investimento em renda fixa, pudesse ficar tão baixa nesse período (rendimento total de 33,20% o que é equivalente a 9,93%aa). Portanto, senhores felizardos detentores desse ativo, vocês acabaram de perceber um retorno de 126,66% do CDI em termos brutos. Em termos líquidos, com o pagamento do IR de 15%, o retorno total foi de 37,21%, o que é equivalente a 11,01%aa, ainda assim maior do que o CDI cheio (aproximadamente 110,35% do CDI). Absolutamente fantástico.

    Na verdade, para ficar completo, temos que obter o rendimento real desse ativo, ou seja, o rendimento considerando o poder de compra atual. Para isto, temos que descontar a inflação desse período. O IPCA de dez/2009 até dez/2012 foi de 19,38%, o que correspondeu a uma inflação anual incrivelmente alta (6,08%) e acima da meta de inflação.

    Portanto, o rendimento real bruto foi de 20,43%, o que corresponde a uma taxa real de juros de 6,33%aa. Já o rendimento real líquido, depois do pagamento dos impostos foi de 14,93%, o que corresponde a um retorno real líquido de 4,70%aa. Podemos perceber também, que a debênture da segunda séria da mesma 4º emissão (BNDP-D42), que ainda irá vencer em 15/01/2015, está rendendo ainda mais, uma vez que o retorno real é de 7,07%aa.

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